Sempre é bom colocar as cartas na mesa e falar claramente as coisas que precisam ser ditas.
Em economia, por exemplo, tem muito achismo, no Brasil.
Um dos economistas que combatem achismos e que dizem as coisas que devem ser ditas é o funcionário do IPEA Mansueto Almeida , não por isso aderente a certos achismos que por lá pululam atualmente, e não por ser funcionário público menos independente de pensamento ou com menos argúcia nos argumentos.
Funcionários públicos, como costuma ser frequentemente o caso, acabam aderindo a um padrão róseo do mundo que justifica todas as bobagens que são ditas pelos dirigentes, ou tendem a ser excessivamente chapa-brancas, concordando automaticamente com todos os equívocos do governo.
Não parece ser o meu caso, nem o do Mansueto, por isso me permito postar aqui uma de suas contribuições que eu chamaria de realismo sensato. Nada a ver com o surrealismo mágico do governo e dos governistas.
Segue a primeira postagem:
Paulo Roberto de Almeida
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Duas ou tres coisas que cabe falar sobre a economia (1) - Mansueto Almeida
Labels:
debate econômico,
Mansueto Almeida
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2 comentários:
Paulo,
Uma pergunta que sempre quis fazer a alguém mais bem informado sobre as elites intelectual e política brasileiras: em quanto o nosso atraso se deve à falta de noção sobre temas básicos de economia? Eu sempre fico com a sensação de que o pessoal das outras ciências humanas e sociais tem um especial desprezo pela ciência econômica, por mais educados que sejam nas outras áreas.
abraços, guilherme
Guilherme,
Não só economia, mas gestao e administração em geral. A classe política brasileira é feita, em grande medida, de mediocres oportunistas.
Se formos pensar então nos que nos governam atualmente, eles têm uma noção muito elementar de economia: metade fez na Unicamp, com seu cepalianismo vulgar e keynesianismo de araque.
São muito rusticos em economia.
Paulo Roberto de Almeida
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