O socialismo foi inventado, ao que parece, no século XIX, pelo menos sua variante dita "científica", quando ela não passava de mais uma demonstração do utopismo dos séculos XV a XVIII.
O socialismo foi plenamente instalado no século XX, provocando, ao que parece, algo entre 50 e 100 milhões de mortos, de mortes morridas e mortes matadas, se ouso dizer.
Entre gulags, fuzilamentos e epidemias de fome provocadas pela incompetência econômica de tiranos facínoras, o socialismo do século XX deve realmente ter causado mais sofrimento humano do que todas as invasões bárbaras juntas, dos séculos III a XIII.
Agora, alguns malucos ainda têm a coragem de propor uma farsa chamada de "socialismo do século XXI", uma mistificação para o consumo de jovens ingênuos, animada por velhos de má-fé, que não consegue dizer a que veio, pois não tem absolutamente nada de novo, ou de interessante, a propor.
Mesmo isso não consegue demover alguns malucos alternativos, que vivem de dinheiro estatal, já que seriam incapazes de vender qualquer coisa de útil no mercado aberto.
Como eles não tem mesmo nada de interessante a propor para o seu socialismo, os alternativos malucos ficam excitados, a um ponto orgástico, quando o capitalismo dá uns tremeliques e entra em crise, coisa que ele faz regularmente nos últimos dois ou três séculos, para alegria de alternativos de todos esses séculos.
Nos últimos três a quatro anos, os alternativos malucos estão super excitados, prevendo todo tipo de catástrofe para o sistema capitalista.
Claro, eles evitam agora de falar em "crise final do capitalismo", depois das 22 vezes anteriores em que previram que aquela seria, de fato, a crise final. Ah essa história madrasta, sempre pregando peças nesses socialistas utópicos.
Hoje, eles não são mais utópicos, são idiotas mesmo. Mas com algumas grandes diferenças.
Existem grandes idiotas, como Noam Chomsky, Immanuel Wallerstein, Boaventura de Souza Santos, e existem pequenos idiotas, ou idiotas apenas idiotas, como Emir Sader e alguns outros no Brasil.
Enfim, todos eles, pequenos e grandes idiotas andam super excitados com a perspectiva de um declínio irresistível da potência imperial, que eles nem mais prestam atenção ao que dizem ou escrevem.
Continuam com aquela velha lenga-lenga do Consenso de Washington, e rejeitando o neoliberalismo, que até esquecem que os problemas atuais foram inclusive causados por governos socialistas (na Grécia, na Espanha, em Portugal), com políticas não exatamente liberais, ou de cunho conservador.
Na verdade, as políticas que levaram esses países para o brejo foram variantes daquelas velhas políticas que os idiotas econômicos, grandes ou pequenos, vivem pregando: demanda agregada, gastos públicos exagerados, pensões e benefícios generosos, salários elevados e outras loucuras protecionistas e estatizantes. Enfim, nada de muito anormal, para quem pretende construir uma economia social...
Nada muito diferente do que tem sido feito em lugares prósperos como Venezuela, Cuba, etc.
Em todo caso, desejo a todos uma boa continuidade da crise em 2012, o aprofundamento da recessão americano, o prolongamento da depressão europeia, alguma catástrofe chinesa, menos no Brasil, claro, que aqui temos um governo comprometido com o mercado interno, a promoção do emprego, a manutenção do crescimento e outras coisas do gênero.
Vamos esperar pelo melhor da crise...
Paulo Roberto de Almeida
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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