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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Lula precisa cair na realidade: Zona de Paz não defende soberania - Fiel Observador (Defesa Net)

 PRA: Um militar da ativa, apenas chamado de "Fiel Observador", talvez bolsonarista ou certamente extremamente antipetista, desanca a "política de paz" de Lula, na verdade promovida pelo seu conselheiro diplomático, ex-chanceler e ex-ministro da Defesa (designado por Dilma, sob sugestão de Lula, apenas para humilhar os militares; mas ele se comportou).

Lula precisa cair na realidade: Zona de Paz não defende soberania
Fiel Observador
Editor Defesa Net, 11 de janeiro de 2026

O duplo discurso de Lula e Celso Amorim confrontado com a realidade. A Zona de Paz além de inócua é negada pelo discurso inflamatório e belicista de verdadeiro “warmonger” de Celso Amorim.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva insiste em repetir em entrevistas, telefonemas a líderes estrangeiros e em fóruns internacionais que a América Latina deve ser uma “zona de paz”.

A ideia soa bonita, quase poética, mas é ingênua e pode ser perigosa. No mundo real, não protege fronteiras, não garante dissuasão e tampouco preserva a soberania brasileira. A política externa baseada em slogans perdeu validade num cenário internacional cada vez mais duro, competitivo e imprevisível onde a ordem internacional baseada em regras foi enterrada.

O Brasil vive numa região formalmente pacífica, é verdade. Mas paz não é ausência de ameaças — é capacidade de impedir que elas se concretizem. O entorno estratégico brasileiro está longe de ser estável: regimes colapsados se tornando colônias estrangeiras, crime transnacional armado, pressões geopolíticas sobre recursos naturais e disputas indiretas entre grandes potências já alcançam a América do Sul. Fingir que isso não existe é confundir desejo com realidade.

Enquanto o discurso oficial inspirado na visão ideológica de seu assessor especial e ministro de fato da Defesa e das Relações Exteriores, Celso Amorim, que romantiza a diplomacia do soft power, do Sul Global ou do finado BRICS, o país mantém defesas frágeis e baixo investimento militar.

Duante seus 8 anos de mandato do Lula I e II, em nenhum momento Lula comentou alertou ou emitiu qualquer comentário do crescimento militar desproporcional para a América Latina.

Pior foi o atual Assessor de Assuntos Internacionais que foi Chanceler daquele período e posteriormente Ministro da Defesa, substituindo Nelson Jobim, no governo Dilma. Ao todo foram 12 anos e mais os 3 do Lula III como Assessor Especial.

A Amazônia, maior ativo estratégico nacional, segue com presença estatal insuficiente diante de ilícitos transfronteiriços e da cobiça internacional. O Atlântico Sul — por onde escoa a riqueza energética do pré-sal e 90% do comércio brasileiro — carece de vigilância naval compatível com sua importância. A defesa aérea continua limitada para um território continental. Nada disso se resolve com declarações de “zona de paz”.

Países que se levam a sério não terceirizam sua segurança a boas intenções. Diplomacia só funciona quando apoiada por poder real. A própria história recente mostra que tratados e retórica não impedem intervenções, sanções, bloqueios ou pressões híbridas quando interesses estratégicos entram em jogo. O Brasil não é exceção — é alvo potencial justamente por sua dimensão, recursos e posição geográfica.

Preparar as defesas do Brasil não significa adotar belicismo, mas dissuasão responsável. Significa investir em capacidades militares próprias, integração entre as Forças Armadas, base industrial de defesa, inteligência, cibersegurança e controle efetivo do território. Significa planejar o longo prazo, independentemente de alinhamentos ideológicos passageiros. Significa construir alianças estratégicas e se beneficiar de parcerias com países de confiança e que dividem os mesmos interesses.

Lula precisa entender que soberania não se declara — se constrói. A retórica da “zona de paz” da América Latina pode agradar plateias externas, mas não substitui radares, satélites, meios navais, drones armados, carros de combate, defesa aérea e presença efetiva nas fronteiras. O Brasil não precisa de bravatas nem de ingenuidade. Precisa de realismo estratégico. E isso começa quando o presidente troca slogans por preparo.

https://www.defesanet.com.br/terrestre/lula-precisa-cair-na-realidade-zona-de-paz-nao-defende-soberania/

domingo, 28 de maio de 2023

Por que o Brasil continua apoiando Putin? - Fiel Observador (DefesaNet)

 DefesaNet critica a postura do Brasil de apoio a Putin e à agressão russa e alerta sobre as consequências para o país. 

Alerta: a mentira dos fertilizantes, a dependência ideológica e o Kompromat

O explosivo mix de ideologia, oportunismo, adubos e kompromat

Fiel Observador

Os presidentes Jair Bolsonaro e Luís Inácio Lula da Silva possuem uma coisa em comum. Ambos defendem uma posição de neutralidade ativa, que pende ao lado de Moscou, sempre usando a equivocada justificativa de que o agronegócio brasileiro depende dos fertilizantes da Rússia, como se ela fosse a única fonte dos insumos. 

Ministério de Relações Exteriores (MRE) tergiversa quando defende isso, já que é sabido que a aproximação do Governo Lula da Rússia de Vladimir Putin é ideológica, e de Bolsonaro foi oportunismo, e ambos os governantes brasileiros se identificam com regimes, que não são democráticos e buscam desculpas para se distanciar dos Estados Unidos e da União Europeia, dos quais só mantém laços quando a conveniência econômica e política o justificam, ou quando se quer doações para um tal de Fundo Amazônia.

O maior produtor de cloreto de potássio do mundo é o Canadá, que produz mais que o dobro da Rússia, além de diversos outros países. Se o Brasil condenar a invasão russa e apoiar abertamente a Ucrânia como uma nação ocidental de política exterior séria e responsável, a Rússia não irá deixar de vender fertilizantes para Brasil, como não deixou de vender gás e outros hidrocarbonetos para os países europeus.

No último inverno ninguém morreu congelado na Europa como os analistas YouTubers patrocinados pelo Kremlin previam, já que a Rússia depende da venda do seu gás, petróleo e fertilizantes. Repensar a posição brasileira no conflito não nos traria problemas, mas continuar com a postura abertamente pró-russa pode trazer consequências desastrosas e inimagináveis para o Brasil.

Importantes fontes europeias disseram que é apenas questão de tempo para o Brasil começar a ser retaliado ou até embargado pela Europa. Em que sentido? Os produtos brasileiros vão começar a desaparecer das gôndolas dos mercados. A população europeia não vai mais querer comprar alimentos e produtos manufaturados e importados do Brasil. Na atualidade, a questão ucraniana é imensamente mais importante que a pauta ambiental era nos últimos anos pois essa é uma guerra travada em solo europeu, injustificada e não provocada, com invasão territorial, terrorismo l, bombardeios aéreos indiscriminados e massacres de civis.

Segundo uma fonte do Itamaraty, a exportação do agronegócio brasileiro para a União Europeia foi de US$25,57, bilhões, 16,1% de participação no total de exportações agrícolas do Brasil. Crescimento de 42,2% em 2022 em relação a 2021.

O agronegócio e a indústria brasileira poderão perder em pouco tempo o mercado europeu. O alerta tem sido dado em mensagens diplomáticas em diversos postos no exterior e também nas visitas oficiais de autoridades estrangeiras.

A indústria de material de defesa e projetos estratégicos será afetada em breve. O motor do caça Gripen, de origem americana, poderá ser embargado e a Suécia se perder a confiança no Brasil poderá desistir do programa Gripen E, inclusive estuda enviar aviões à Ucrânia tão logo os suecos entrem na OTAN nos próximos meses. Em visita à Kiev, na quinta-feira (25MAI2023), o ministro da Defesa da Suécia, anunciou que pilotos ucranianos iriam treinar nos caças Gripen junto com a Força Aérea da Suécia.

O futuro do KC-390 na Europa está ameaçado já que Holanda e outros países podem interromper as atuais negociações em curso. Ficaremos só com Portugal, no Ocidente.  

O governo Luís Inácio Lula da Silva e o Palácio do Itamaraty precisam assumir os riscos da sua postura frente a crise ucraniana, ou ter que vir assumir a responsabilidade pela imensa crise que vai acertar em cheio o setor do agronegócio, da indústria e da tecnologia com as retaliações que estão por vir nos próximos meses. O embargo do Itamaraty à exportação dos blindados Guarani, na versão ambulância, quando se tornar oficial será a gota da água, segundo um diplomata.

No campo político, o Governo Lula 3 sem o apoio dos Estados Unidos e dos líderes do Reino Unido, França e Alemanha, será um político menor que um anão diplomático. A política exterior brasileira colocará o Brasil no isolamento e será responsável por uma crise econômica sem precedentes. Com certeza, esses não são os interesses nacionais do Brasil. Dar as costas para Ucrânia e passar a imagem ao mundo que o agressor é vítima, como se fosse um agente de propaganda de Moscou pode criar uma crise interna e quebrar o Brasil.

A para isso contribui Moscou, onde a agência TASS e as demais redes de propaganda russa, divulgam um texto incorreto da conversa telefônica de Lula com Vladimir Putin. Uma Fake News na terminologia do Planalto? Não, é uma clássica ação russa estilo Kompromat” para tornar o rompimento do Ocidente com o Brasil irreversível. 

Dependência ideológica: de onde vem os Adubos e Fertilizantes importados pelo Brasil

A seguir confira quais os principais países de onde o Brasil importou Adubos e Fertilizantes em 2021

Países de Origem%Valor FOB US$
1º  Rússia233,5 bilhões
2º  China142,1 bilhões
3º  Marrocos111,59 bilhão
4º  Canadá9,81,48 bilhão
5º  Estados Unidos5,6835 milhões
6º  Catar4,6692 milhões
7º  Bielorrússia3,4508 milhões
8º  Arábia Saudita3,1465 milhões
9º  Argélia2,9433 milhões
10º Alemanha2,8428 milhões

Segundo fontes do DefesaNet, Canadá, países Bálticos, Israel e países Africanos estão prontos para ampliar o fornecimento de fertilizantes ao Brasil.


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