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sábado, 14 de fevereiro de 2026

Uma aula (quase completa) sobre Inteligência Artificial - por um amigo não artificial, Airton Dirceu Lemmertz

Uma aula (quase completa) sobre Inteligência Artificial

por um amigo não artificial, Airton Dirceu Lemmertz

O que é IA (inteligência artificial)?

A Inteligência Artificial (IA) é um campo da tecnologia e da ciência da computação dedicado a criar sistemas e máquinas capazes de simular o raciocínio humano para realizar tarefas. Em vez de apenas seguir comandos pré-programados, essas máquinas podem aprender com dados, reconhecer padrões e tomar decisões de forma autônoma.
* O que a IA consegue fazer?
Os sistemas de IA são projetados para replicar capacidades como:
- Aprendizado (Machine Learning): Melhorar o desempenho à medida que são expostos a mais informações.
- Raciocínio Lógico: Usar regras para chegar a conclusões aproximadas ou definitivas.
- Reconhecimento de Padrões: Identificar objetos em imagens ou entender a fala humana.
- Interação em Linguagem Natural: Conversar e gerar textos de forma fluida, como o ChatGPT da OpenAI.
* Tipos de IA:
Atualmente, a tecnologia é classificada principalmente em:
- IA Limitada (ANI): Projetada para uma tarefa específica (ex: assistentes virtuais como Alexa ou algoritmos de recomendação da Netflix).
- IA Geral (AGI): Um nível teórico onde a máquina teria inteligência igual à humana em qualquer tarefa (ainda não existe plenamente).
- Superinteligência (ASI): Uma inteligência que superaria a capacidade humana em todos os campos (conceito futurista).
- IA Generativa: Focada em criar conteúdos novos, como textos, imagens e músicas.
* Exemplos no Cotidiano:
A IA já está presente em diversas áreas:
- Assistentes Virtuais: Siri, Alexa e Google Assistente.
- Saúde: Auxílio em diagnósticos médicos e análise de exames.
- Finanças: Detecção de fraudes em cartões de crédito e previsões de mercado.
- Trânsito: Aplicativos de rotas (como o Waze) e carros autônomos.
* Embora traga muitos benefícios, o uso da IA também levanta discussões importantes sobre privacidade de dados, ética e o impacto no mercado de trabalho.

Fonte:

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Cite os 33 principais modelos de IA disponíveis nos mercados nacional e estrangeiro. Cite-os em ordem decrescente de qualidade ampla.

Esta lista apresenta os principais modelos de IA em operação (fevereiro de 2026), classificados por qualidade técnica ampla (raciocínio, multimodalidade e performance em benchmarks como o LMSYS Chatbot Arena). A lista inclui gigantes globais, modelos especializados e destaques do mercado brasileiro.
- Top 33 Modelos de IA (Ordem Decrescente de Qualidade):
* Nível de Fronteira (Estado da Arte):
GPT-5.2 / 5.1 (OpenAI): Lidera em raciocínio complexo e integração multimodal.
Claude 4.5 / 4.6 (Anthropic): Reconhecido pela escrita natural e baixo índice de alucinação.
Gemini 3 Pro (Google DeepMind): Referência em processamento de vídeo e áudio nativos.
Grok-4.1 Thinking (xAI): Destaca-se pelo acesso a dados em tempo real e capacidade de raciocínio profundo.
GPT-4o (OpenAI): Modelo versátil otimizado para conversação rápida e visão computacional.
DeepSeek-V3 (DeepSeek): Modelo chinês de alta eficiência que rivaliza com os líderes americanos em codificação e lógica.
Llama 3.2 405B (Meta): O principal modelo open-weight (pesos abertos) do mundo.
* Modelos de Alta Performance e Especializados:
Gemini 3 Flash: Versão ultrarrápida com janela de contexto massiva.
Claude 3.5 Sonnet: Preferido por desenvolvedores para escrita de código.
o1-preview (OpenAI): Modelo focado especificamente em tarefas de lógica matemática e ciência.
Sora (OpenAI): Referência global para geração de vídeos realistas.
Mistral Large 2: Modelo europeu de alto desempenho para aplicações empresariais.
Qwen 2.5 (Alibaba): Forte em tarefas multilíngues e matemática.
Command R+ (Cohere): Otimizado para RAG (recuperação de documentos corporativos).
DALL-E 3 (OpenAI): Modelo líder em integração texto-imagem.
AlphaFold 3 (Google DeepMind): Modelo científico especializado em biologia e proteínas.
Flux.1 (Black Forest Labs): Atual padrão ouro para geração de imagens fotorrealistas.
* Mercado Nacional e Modelos Regionais:
Sabiá-2 (Maritaca AI): O principal modelo brasileiro, treinado com foco na cultura e normas do Brasil.
Amazônia IA: Modelo nacional focado em contextos específicos da região e biodiversidade.
Jais (Inception): Modelo árabe de alta performance, referência para adaptações regionais.
InternLM 2.5: Modelo chinês avançado com excelente suporte a línguas latinas.
* Modelos de Eficiência e Legado Ativo:
Llama 3.1 70B: Equilíbrio ideal entre custo e capacidade.
Gemma 2 (Google): Modelo leve para execução local ou em dispositivos.
Mixtral 8x22B: Arquitetura de "Mistura de Especialistas" muito eficiente.
Nemotron-4 (Nvidia): Otimizado para infraestrutura de hardware Nvidia.
Falcon 2 (TII): Modelo de código aberto de alta escala dos Emirados Árabes.
Claude 3 Haiku: O modelo mais rápido e econômico da Anthropic.
Stable Diffusion 3.5: Versão aberta para geração de imagens altamente customizáveis.
Granite (IBM): Focado em transparência e dados corporativos seguros.
Phi-4 (Microsoft): Modelo "pequeno" com inteligência que surpreende pelo tamanho.
Groq LPU Models: Modelos otimizados para inferência em milissegundos.
Krea AI: Especializado em aprimoramento visual e vídeo em tempo real.
Titan (AWS): Conjunto de modelos integrados à infraestrutura de nuvem da Amazon.

Fonte:

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Situação hipotética: Caso todos os modelos de IA disponíveis atualmente no mundo estivessem sendo resolvidos/desenvolvidos/aprimorados de modo conjunto (pessoas, equipamentos, processos, etc), ou seja, em um único grupo desenvolvedor (enfim, todos os esforços em conjunto), a IA não estaria em um estágio muito mais avançado e com desenvolvimento mais rápido ao longo do tempo?

Essa é uma das discussões mais fascinantes na governança de tecnologia. A resposta curta é: sim, o progresso técnico seria muito mais rápido, mas o sistema como um todo poderia se tornar mais frágil e menos inovador a longo prazo.
Para analisar essa hipótese de um "Projeto Manhattan da IA", precisamos olhar para os dois lados da moeda:
* Por que seria muito mais rápido? (O ganho de eficiência):
- Concentração de Poder Computacional: Atualmente, empresas como Meta, Microsoft, Google e OpenAI competem por chips (GPUs H100/B200). Em um esforço conjunto, os maiores clusters de supercomputadores do mundo seriam unificados, permitindo treinar modelos em uma escala que nenhuma empresa sozinha consegue hoje.
- Fim da Redundância: Hoje, centenas de empresas gastam bilhões de dólares "reinventando a roda" para treinar modelos base semelhantes. Unir esforços eliminaria o trabalho duplicado, focando o capital humano em resolver os problemas que ninguém resolveu ainda (como o raciocínio simbólico ou a consciência artificial).
- Padronização de Dados: O maior gargalo da IA é a qualidade dos dados. Um grupo único teria acesso a todos os datasets proprietários (vídeos do YouTube, dados de buscas do Google, arquivos de código do GitHub, etc.), criando a base de treinamento mais rica da história.
* Por que poderia ser perigoso ou estagnado? (O risco do monopólio):
- Perda de Diversidade Biológica (Intelectual): A ciência avança através da divergência. No cenário atual, a Mistral aposta em modelos compactos, a DeepSeek em eficiência de custo e a OpenAI em escala massiva. Se houvesse apenas um grupo, uma decisão errada de arquitetura poderia levar a IA a um "beco sem saída" tecnológico por anos.
- Ausência de Pressão Competitiva: A velocidade atual da IA (com lançamentos semanais) é movida pelo medo de perder mercado. Sem concorrência, o grupo único poderia desacelerar o desenvolvimento por questões burocráticas ou falta de incentivo econômico.
- Risco Existencial Único: Se todos os sistemas de IA do mundo seguirem a mesma lógica e segurança, uma única falha crítica ou "alucinação" sistemática afetaria toda a infraestrutura global simultaneamente, sem sistemas alternativos para comparação.
* O estágio atual: "Competição Cooperativa":
Na prática, o mercado hoje vive um meio-termo. Embora as empresas sejam rivais, elas utilizam pesquisas acadêmicas abertas e competem para atrair os mesmos talentos. O modelo de Código Aberto (como o Llama da Meta) atua como esse grande "esforço conjunto", onde milhares de desenvolvedores independentes aprimoram o que as grandes empresas criam.

Fonte:

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A IA deve ser regulamentada? Há aspectos negativos (como viés regulador ou eventual censura) em uma regulação formal (leis, decretos, etc) da IA?

A questão da regulamentação da IA é um dos maiores dilemas éticos e jurídicos do nosso tempo. Quase todos os especialistas concordam que alguma regra é necessária, mas o "como" é o ponto de discórdia.
* Os Dois Lados da Regulamentação:
1. A Necessidade (Por que regular?):
A regulação busca mitigar riscos reais que o mercado, sozinho, pode não priorizar:
- Segurança e Responsabilidade: Definir quem é o culpado se um carro autônomo causar um acidente ou se um diagnóstico médico por IA falhar.
- Privacidade: Impedir que dados sensíveis sejam usados sem consentimento para treinar modelos.
- Transparência: Exigir que as empresas revelem quando um conteúdo é gerado por IA (combate a deepfakes).
2. Os Aspectos Negativos (Os riscos da lei):
Aqui entram as preocupações que você mencionou, que podem acabar prejudicando a própria sociedade:
- Viés Regulador e Captura Regulatória: Grandes empresas (Big Techs) costumam fazer lobby por regulações complexas que elas conseguem cumprir, mas que startups menores não conseguem. Isso pode sufocar a inovação e criar um monopólio das gigantes atuais.
- Censura e Controle de Discurso: Se o governo impõe regras sobre o que a IA pode "dizer" ou quais dados ela pode processar sob o pretexto de "combater desinformação", a linha entre moderação e censura estatal torna-se tênue. Isso pode limitar a liberdade de expressão e a pluralidade de visões de mundo da IA.
- Obsolescência Legislativa: A IA evolui em semanas; as leis levam anos. Uma regulação rígida demais pode se tornar obsoleta antes mesmo de ser sancionada, travando avanços tecnológicos úteis.
- Viés Ideológico nos Algoritmos: Governos podem exigir que as IAs sigam diretrizes políticas específicas, o que "contamina" a neutralidade técnica do modelo e força uma visão de mundo única.
* Exemplos Reais de Abordagem:
- União Europeia (AI Act): Foi o primeiro conjunto de leis abrangente do mundo, classificando a IA por níveis de risco. É criticado por ser pesado demais para a inovação europeia.
- Brasil: O Projeto de Lei 2338/23 está em tramitação no Senado e busca equilibrar a proteção de direitos com o fomento à tecnologia nacional.
* Conclusão:
O desafio não é "se" deve haver regulação, mas se ela será baseada em princípios (flexível e focada em resultados) ou burocrática (focada em processos e restrições prévias).

Fonte:

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Atualmente, qual o nível de implantação e uso da IA no serviço público do Brasil (administrações públicas federal, estaduais e municipais)?

O nível de implantação da Inteligência Artificial (IA) no serviço público brasileiro em 2026 é de transição acelerada, saindo de projetos isolados para uma estratégia de Estado estruturada. O governo federal lidera o movimento com investimentos bilionários, enquanto estados e municípios focam em automação de atendimento e eficiência operacional.
1. Administração Federal (Liderança e Estratégia):
O governo federal consolidou o uso da IA como pilar de modernização por meio do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), anunciado com investimentos de cerca de R$ 23 bilhões até 2028.
- Investimento Direto: Cerca de R$ 1,76 bilhão foi destinado especificamente para aprimorar os serviços públicos federais.
- Projetos de Fronteira: O ConversAI Studio, desenvolvido pelo Serpro, utiliza bancos de dados governamentais exclusivos para criar assistentes inteligentes seguros.
- Capacitação: A meta é treinar 115 mil servidores públicos em IA até o final de 2026, com 28 mil já capacitados até o final de 2025.
- Fiscalização: O TCU (Tribunal de Contas da União) já utiliza IA para detectar fraudes em licitações e monitorar gastos públicos em tempo real.
2. Administrações Estaduais e Municipais:
A adoção é mais heterogênea, mas se concentra em três frentes principais:
- Modelos Preditivos: Usados em segurança pública (manchas criminais) e saúde (previsão de surtos epidemiológicos).
- Processamento de Linguagem Natural (PLN): Chatbots avançados em portais de serviços (como o Poupatempo em SP ou o Geraldo em MG) para guiar o cidadão.
- IA Generativa: Automação de minutas de documentos, resumos de processos administrativos e resposta a consultas simples de contribuintes.
3. Principais Desafios e Barreiras:
Apesar do entusiasmo, o setor público enfrenta obstáculos críticos identificados em 2025:
- Retorno sobre Investimento (ROI): Muitos projetos ainda falham em gerar ganhos mensuráveis devido à falta de estruturação prévia de dados e processos.
- Ética e Viés: Há uma preocupação crescente com a discriminação algorítmica em decisões de concessão de benefícios sociais e segurança pública.
- Infraestrutura: A necessidade de modernizar centros de dados para suportar modelos pesados de IA ainda é um gargalo para municípios menores.

Fonte:

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Críticos dizem que, atualmente, as centrais de processamento de IA não são ambientalmente sustentáveis, pois consomem muita energia elétrica, além de muita água para resfriamento de tais centrais.

Essa é uma das críticas mais fundamentais e bem fundamentadas à expansão da IA. O custo ambiental é o "efeito colateral" invisível da inteligência digital. Para processar trilhões de parâmetros, os centros de dados (data centers) operam como gigantescas usinas de calor que exigem recursos naturais massivos.
1. O Desafio Energético:
O treinamento de um modelo de grande escala (como o GPT-4) consome energia suficiente para abastecer centenas de residências por anos.
- Consumo de Eletricidade: A Agência Internacional de Energia (IEA) projeta que o consumo de eletricidade dos data centers pode dobrar até 2026.
- Dependência de Fontes: Em muitas regiões, essa energia ainda vem de fontes fósseis, aumentando a pegada de carbono das empresas de tecnologia.
2. A Crise da Água (Resfriamento):
Este é o ponto mais crítico e menos debatido. Servidores de IA geram tanto calor que o resfriamento a ar muitas vezes não é suficiente, exigindo torres de resfriamento de água.
- Consumo Direto: Estima-se que, para cada 10 a 50 perguntas feitas a um modelo de IA, o sistema "beba" o equivalente a uma garrafa de 500ml de água para resfriar os servidores.
- Estresse Hídrico: Data centers instalados em regiões áridas competem diretamente com o abastecimento público e a agricultura.
3. O que está sendo feito para mitigar?
A indústria não ignora o problema, até por uma questão de custos operacionais:
- Eficiência de Algoritmos: Novas arquiteturas buscam fazer "mais com menos", reduzindo o número de cálculos necessários para a mesma resposta.
- Resfriamento Líquido de Circuito Fechado: Sistemas que reutilizam a água sem evaporá-la, reduzindo drasticamente o desperdício.
- Localização Estratégica: Construção de centros em países frios (como os nórdicos) ou no fundo do mar para usar o resfriamento natural.
- Energia Limpa: Gigantes como Google e Microsoft são os maiores compradores globais de energia renovável, embora a intermitência (sol/vento) ainda seja um desafio para centros que funcionam 24/7.
4. O Dilema Ético:
O paradoxo reside no fato de que a IA também é usada para otimizar redes elétricas e descobrir novos materiais para baterias, o que poderia, teoricamente, compensar seu próprio rastro ambiental no futuro.

Fonte:

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Considerando que a energia renovável (hidráulica, eólica, solar) no Brasil é abundante, muitas empresas estrangeiras que operam centrais de processamento de IA planejam se instalar por aqui, com o intuito de 'rotular' sua IA como sustentável. Quais os impactos para o Brasil? O poder público e a sociedade civil estão debatendo e se organizando adequadamente para algo que pode transformar a nossa nação?

O Brasil está, de fato, na mira das Big Techs como um "porto seguro verde". Esse fenômeno é chamado de "Green Hubbing" ou "Data Export". O país possui uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, o que permite que empresas como Microsoft, Google e AWS operem centros de dados com baixa pegada de carbono, algo essencial para suas metas de ESG (Ambiental, Social e Governança).
* Impactos para o Brasil:
Positivos (As Oportunidades):
- Investimento Estrangeiro Direto: Atração de bilhões em infraestrutura tecnológica e construção civil.
- Soberania de Dados: Ter os servidores em solo nacional reduz a latência e aumenta a segurança jurídica sobre os dados dos brasileiros.
- Estímulo às Renováveis: A demanda constante dos data centers (carga base) pode viabilizar novos parques eólicos e solares, trazendo estabilidade ao setor elétrico.
Negativos (Os Riscos):
- Exportação de Energia "Virtual": O Brasil usa sua água e vento para processar dados que beneficiam economias estrangeiras, muitas vezes sem gerar muitos empregos locais qualificados após a construção.
- Pressão Hídrica: Data centers em regiões de estresse hídrico podem competir com o consumo humano, como já ocorre no Chile e no Uruguai.
- Custo da Energia: O aumento massivo da demanda pode encarecer a conta de luz para o cidadão comum se a expansão da oferta não acompanhar o ritmo.
* Organização do Poder Público e Sociedade Civil:
O debate no Brasil ainda está em estágio de maturação, com avanços e lacunas claras:
Poder Público:
- Estratégia Nacional: O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) prevê o uso de energia renovável como vantagem competitiva, mas ainda carece de regulamentações específicas sobre o uso de água por essas centrais.
- Incentivos: Governos estaduais (como SP, CE e RS) têm criado polos tecnológicos, mas muitas vezes focam apenas no benefício fiscal, sem exigir contrapartidas ambientais rigorosas.
Sociedade Civil e Academia:
- Alertas Críticos: Grupos de pesquisa e ONGs começam a questionar o "extrativismo de dados" e a necessidade de que esses centros de dados promovam transferência de tecnologia real, e não apenas ocupem espaço físico e consumam recursos.
- Debate Ético: A discussão sobre quem pagará a conta ambiental dessa infraestrutura está começando a ganhar corpo em fóruns como o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).
Conclusão: O Brasil tem a "faca e o queijo na mão" para ser o líder mundial em IA sustentável, mas corre o risco de ser apenas um fornecedor de recursos brutos (energia e água) para o processamento alheio.

Fonte:

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Quais os principais modelos de IA desenvolvidos no Brasil? Cite o mínimo de 22 modelos nessa condição. Para cada modelo, diga as principais utilidades dele.

O desenvolvimento de IA no Brasil é vibrante, embora mais voltado para nichos específicos (Jurídico, Agronegócio, Saúde e Linguagem) do que para modelos de propósito geral massivos como os do Vale do Silício.
Abaixo, listo 22 modelos e sistemas de IA desenvolvidos em solo nacional ou por instituições brasileiras, focando em suas utilidades:
* Modelos de Linguagem e Processamento (LLMs):
Sabiá-2 (Maritaca AI): O principal LLM brasileiro. Otimizado para o português, entende gírias e o contexto cultural e jurídico do Brasil.
Albertina (Universidade de Lisboa e USP): Modelo de linguagem de alta performance focado na variante do português brasileiro e europeu para tarefas acadêmicas.
Brazillian BERTimbau (NIC.br): Um modelo BERT treinado exclusivamente em textos em português para tarefas de classificação e análise de sentimentos.
Cabrita (LLaMA-fined-tuned): Uma adaptação do Llama da Meta ajustada para responder melhor a comandos em português brasileiro.
Geraldo (Governo de MG): Modelo de atendimento ao cidadão que processa demandas de serviços públicos estaduais.
* Setor Jurídico e Administrativo (O "Forte" Brasileiro):
Victor (STF): Analisa processos que chegam ao Supremo Tribunal Federal, identificando temas de repercussão geral para acelerar julgamentos.
Elis (TJPE): Utilizada para agilizar processos de execução fiscal, triando petições e identificando irregularidades.
Athos (STJ): Monitora o surgimento de novos temas jurídicos e identifica processos repetitivos para uniformizar decisões.
Livia (PGR): Auxilia na análise de denúncias e na organização de dados investigativos do Ministério Público Federal.
Hórus (Justiça Federal): Modelo de visão computacional para análise de documentos e extração de dados em processos digitais.
Bernardo (Justiça Federal): Sugere minutas de decisões baseadas no histórico de sentenças do magistrado.
* Saúde e Biotecnologia:
RadVid-19 (InRad/USP): Desenvolvido na pandemia para identificar padrões de COVID-19 em exames de imagem (raios-X e tomografias).
Laura (Robô Laura): IA que monitora dados de pacientes em tempo real para prever riscos de sepse (infecção generalizada) em hospitais.
Iara (Hospital Sírio-Libanês): Modelo para otimização de fluxos hospitalares e auxílio em protocolos clínicos.
* Agronegócio (Agrotechs):
Arabyka (Embrapa): Modelo de visão computacional para identificar pragas e doenças em plantações de soja e milho.
Taranis (Brasil/Israel): IA de monitoramento de safra via imagens aéreas de altíssima resolução para agricultura de precisão.
Cromai: IA especializada na identificação de ervas daninhas em canaviais, permitindo a aplicação localizada de herbicidas.
* Outros e Setor Privado:
Aura (Vivo): IA de atendimento ao cliente que utiliza processamento de linguagem natural para resolver problemas técnicos e faturamento.
BIA (Bradesco): Uma das IAs de atendimento bancário mais robustas do mundo, focada em transações e suporte por voz.
Duda (iFood): IA generativa e preditiva usada para personalizar recomendações de pratos e otimizar rotas de entrega.
CyberCook IA: Modelo que sugere receitas baseadas nos ingredientes que o usuário tem disponíveis, evitando desperdício.
Nuvem (Plataforma Nuvem): IA brasileira focada em análise de crédito para microempreendedores com base em comportamento digital.
* O Brasil se destaca especialmente na IA Jurídica, sendo um dos países com o judiciário mais automatizado do mundo. No entanto, a maioria desses modelos depende de infraestrutura de nuvem estrangeira para rodar.

Fonte:

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Os modelos de IA estão sendo usados indevidamente para criar, impulsionar e recriar mentiras (fake news) através de textos, imagens, áudios, vídeos, bots (robôs), etc? Como identificar essas mentiras geradas por IA?

Sim, os modelos de IA estão sendo amplamente utilizados de forma indevida para criar e disseminar desinformação. No Brasil, a circulação de conteúdos falsos gerados por IA cresceu 308% entre 2024 e 2025, atingindo especialmente temas políticos e figuras públicas.
O perigo reside na facilidade e velocidade com que a IA produz textos articulados, áudios clonados, vídeos (deepfakes) e bots que simulam o comportamento humano, tornando as mentiras mais convincentes e virais.
* Como identificar mentiras geradas por IA:
Identificar conteúdos sintéticos exige um misto de atenção a detalhes técnicos e verificação de fatos.
1. Sinais Visuais e Auditivos (Imagens e Vídeos):
- Anomalias Físicas: Procure por dedos extras, mãos deformadas ou orelhas assimétricas. Embora modelos de 2026 como Midjourney tenham melhorado, falhas em texturas de pele e dentes muito perfeitos ainda ocorrem.
- Inconsistência de Iluminação: Sombras artificiais, luzes que piscam ou texturas estranhas em vídeos.
- Dessincronia (Mismatch): Em vídeos, o movimento dos lábios pode não bater perfeitamente com o som produzido (fenômeno chamado de Phoneme-Viseme Mismatch).
- Contexto de Fundo: Elementos borrados, objetos que aparecem e somem, ou ruídos de fundo que não condizem com a cena (ex: sons de natureza em uma cidade barulhenta).
2. Sinais em Textos e Sites:
- Erros do Sistema: Alguns artigos gerados por IA mantêm frases de erro da própria ferramenta, como "não consigo atender a este pedido devido às políticas de uso".
- Linguagem Genérica: Títulos de sites muito vagos ou textos com repetições e estrutura excessivamente polida, mas sem substância.
- Falta de Fonte: Se uma notícia bombástica não é replicada por veículos de imprensa tradicionais ou canais oficiais, é provável que seja falsa.
3. Ferramentas e Práticas Recomendadas:
- Busca Reversa de Imagem: Utilize ferramentas do Google ou TinEye para ver se a imagem original foi alterada ou se já foi desmascarada.
- Detectores de IA: Sites como Copyleaks, GPTZero e Originality.ai ajudam a identificar se um texto foi gerado por máquinas.
- Agências de Checagem: No Brasil, consulte plataformas como Lupa e Aos Fatos, que monitoram ativamente desinformação gerada por IA.
- Denúncia: Utilize os recursos das redes sociais para denunciar conteúdos suspeitos, marcando-os como "informação falsa".
Lembre-se: A regra de ouro é desconfiar de conteúdos que causam reações emocionais extremas, como repulsa ou euforia imediata, e sempre verificar a procedência antes de compartilhar.

Fonte:

14/02/2026

sábado, 13 de dezembro de 2025

O pequeno manual prática da decadência, examinado e reconsiderado pela Inteligência Artificial, por meio de Airton Dirceu Lemmertz

 Escrevi um longo ensaio, em 2007, sobre a decadência como processo social ou civilizatório, postado diversas vezes neste quilombo de resistência intelectual, a última vez, neste link: 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/12/pequeno-manual-pratico-da-decadencia_12.html

O leitor assíduo e fiel do blog Diplomatizzando, Airton Dirceu Lemmertz, tomou o costume de submeter todos os meus escritos, até simples notas provocadoras, ao crivo da Inteligência Artificial, o que é muito bem-vindo.

O resultado do seu experimento mais recente está postado aqui abaixo, mas o exercício é feito apenas em relação aos indicadores sintéticos, sem abordar o ensaio na sua íntegra, o que pode ser visto no link acima.

Gostei das observações feitas por Madame IA, e creio que vou revisar meu ensaio com base nessas observações muito pertinentes, agradecendo sempre a ajuda do Airton pelo trabalho de submeter algumas de minhas escrevinhações ao exame dessa leitora atenta e muito sensata. 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília,  13 dezembro 2025

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"Pode-se saber que um país, ou uma sociedade, está em decadência quando: 
1. O sentimento de mal-estar se torna generalizado na sociedade, ainda que possa ser difuso. 
2. Os avanços econômicos são lentos, ou menores, em relação a outros povos e sociedades. 
3. Os progressos sociais são igualmente lentos ou repartidos de maneira desigual. 
4. A lei passa a não ser mais respeitada pelos cidadãos ou pelos próprios agentes públicos. 
5. As elites se tornam autocentradas, focadas exclusivamente no seu benefício próprio. 
6. A corrupção é disseminada nos diversos canais de intermediação dos intercâmbios sociais. 
7. Há uma desafeição pelas causas nacionais, com ascensão de corporatismos e particularismos. 
8. A cultura da integração na corrente nacional é substituída por reivindicações exclusivistas. 
9. A geração corrente não se preocupa com a seguinte, nos planos fiscal, ambiental ou outros. 
10. Ocorre a degradação moral ou ética nos costumes, a despeito mesmo de “avanços” materiais." 
 
 
ANALISE, DE MODO DETALHADO E CRÍTICO, CADA UM DOS DEZ PONTOS CONSIDERADOS COMO CARACTERÍSTICAS DE DECADÊNCIA DE UM PAÍS OU DE UMA SOCIEDADE.


Os dez pontos apresentados oferecem uma estrutura para diagnosticar a decadência de uma sociedade ou país. Abaixo, segue uma análise detalhada e crítica de cada um deles:

* Análise Detalhada e Crítica
 
Ponto 1: O sentimento de mal-estar se torna generalizado na sociedade, ainda que possa ser difuso.
Análise: Um sentimento difuso de mal-estar é um indicador psicológico e sociológico crucial. Sugere uma perda de confiança coletiva no futuro e nas instituições.
Crítica: Embora importante, o "mal-estar" é subjetivo e pode ser manipulado politicamente. Pode refletir crises temporárias ou expectativas irreais, não necessariamente uma decadência sistêmica. Culturas diferentes reagem a crises de formas distintas.
 
Ponto 2: Os avanços econômicos são lentos, ou menores, em relação a outros povos e sociedades.
Análise: O desempenho econômico relativo é um indicador objetivo de competitividade e dinamismo. A estagnação em relação a pares sugere ineficiência ou falta de inovação.
Crítica: A "decadência" não é sinônimo de crescimento relativo. Uma sociedade pode escolher priorizar a qualidade de vida ou a sustentabilidade em detrimento do crescimento do PIB a todo custo, o que não é necessariamente decadência. Focar apenas na comparação pode desconsiderar o bem-estar interno.
 
Ponto 3: Os progressos sociais são igualmente lentos ou repartidos de maneira desigual.
Análise: A desigualdade crescente e a estagnação social corroem a coesão e a legitimidade do sistema. A ausência de mobilidade social é um sinal de alerta para a estabilidade a longo prazo.
Crítica: "Progresso social" pode ser definido de várias maneiras. Concentrar-se apenas na velocidade ou igualdade da distribuição pode ignorar a importância de garantir um mínimo para todos. Pode haver um conflito entre igualdade e mérito, que precisa ser analisado.
 
Ponto 4: A lei passa a não ser mais respeitada pelos cidadãos ou pelos próprios agentes públicos.
Análise: O Estado de Direito é o pilar de uma sociedade funcional. A erosão do respeito pela lei, especialmente por parte das autoridades, indica corrupção sistêmica e injustiça, minando a confiança no sistema.
Crítica: O "respeito pela lei" deve ser matizado. Leis injustas podem e devem ser contestadas (desobediência civil). A questão não é o respeito cego, mas a justiça e a aplicabilidade universal da lei.
 
Ponto 5: As elites se tornam autocentradas, focadas exclusivamente no seu benefício próprio.
Análise: Elites que falham em considerar o bem comum perdem sua função social e legitimidade. Esse comportamento leva à extração de recursos em vez da criação de riqueza compartilhada.
Crítica: O "interesse próprio" é um motor da economia, como argumentado por Adam Smith. A crítica deve focar no parasitismo e na extração de privilégios, em oposição ao empreendedorismo legítimo. A definição de "benefício próprio" precisa ser clara.
 
Ponto 6: A corrupção é disseminada nos diversos canais de intermediação dos intercâmbios sociais.
Análise: A corrupção sistêmica introduz ineficiência, injustiça e desconfiança. É um indicador clássico de falha de governança e moral pública em declínio.
Crítica: Todos os países têm alguma corrupção. O ponto crítico é o seu nível de disseminação e se o sistema tem mecanismos eficazes para combatê-la. A percepção da corrupção também pode aumentar com a maior transparência.
 
Ponto 7: Há uma desafeição pelas causas nacionais, com ascensão de corporatismos e particularismos.
Análise: O declínio do senso de propósito comum ou identidade nacional pode levar à fragmentação social, onde grupos priorizam seus interesses de nicho sobre o bem-estar coletivo.
Crítica: O "nacionalismo" pode ser perigoso e levar ao conflito. A ascensão de particularismos pode, por outro lado, representar um progresso na valorização da diversidade e dos direitos das minorias. O equilíbrio entre coesão e diversidade é complexo.
 
Ponto 8: A cultura da integração na corrente nacional é substituída por reivindicações exclusivistas.
Análise: Semelhante ao ponto 7, aborda a erosão do consenso e o surgimento de grupos que se veem fora, ou contra, a sociedade majoritária, minando a solidariedade.
Crítica: O que é a "corrente nacional"? Muitas vezes, essa "integração" reflete a hegemonia de um grupo dominante. As reivindicações "exclusivistas" podem ser lutas legítimas por reconhecimento e justiça social.
 
Ponto 9: A geração corrente não se preocupa com a seguinte, nos planos fiscal, ambiental ou outros.
Análise: Este ponto aborda a sustentabilidade e a responsabilidade intergeracional. O endividamento excessivo, a degradação ambiental e a miopia política indicam uma falha ética e prática em garantir o futuro.
Crítica: É um dos pontos mais consensuais em termos de decadência. A crítica principal é a dificuldade de medir o "nível de preocupação" e a complexidade das políticas necessárias para equilibrar as necessidades presentes e futuras.
 
Ponto 10: Ocorre a degradação moral ou ética nos costumes, a despeito mesmo de “avanços” materiais.
Análise: Sugere que o progresso material não é suficiente e que uma sociedade precisa de um arcabouço moral ou ético para se sustentar.
Crítica: A "moral" e a "ética" são altamente relativas e mutáveis ao longo do tempo. O que um grupo vê como "degradação", outro pode ver como libertação ou progresso (ex: direitos LGBTQIA+). Este é o ponto mais subjetivo e ideológico da lista.

Fonte (IA do Google):
https://www.google.com/search?q=%22Pode-se+saber+que+um+pa%C3%ADs%2C+ou+uma+sociedade%2C+est%C3%A1+em+decad%C3%AAncia+quando%3A+1.+O+sentimento+de+mal-estar+se+torna+generalizado+na+sociedade%2C+ainda+que+possa+ser+difuso.+2.+Os+avan%C3%A7os+econ%C3%B4micos+s%C3%A3o+lentos%2C+ou+menores%2C+em+rela%C3%A7%C3%A3o+a+outros+povos+e+sociedades.+3.+Os+progressos+sociais+s%C3%A3o+igualmente+lentos+ou+repartidos+de+maneira+desigual.+4.+A+lei+passa+a+n%C3%A3o+ser+mais+respeitada+pelos+cidad%C3%A3os+ou+pelos+pr%C3%B3prios+agentes+p%C3%BAblicos.+5.+As+elites+se+tornam+autocentradas%2C+focadas+exclusivamente+no+seu+benef%C3%ADcio+pr%C3%B3prio.+6.+A+corrup%C3%A7%C3%A3o+%C3%A9+disseminada+nos+diversos+canais+de+intermedia%C3%A7%C3%A3o+dos+interc%C3%A2mbios+sociais.+7.+H%C3%A1+uma+desafei%C3%A7%C3%A3o+pelas+causas+nacionais%2C+com+ascens%C3%A3o+de+corporatismos+e+particularismos.+8.+A+cultura+da+integra%C3%A7%C3%A3o+na+corrente+nacional+%C3%A9+substitu%C3%ADda+por+reivindica%C3%A7%C3%B5es+exclusivistas.+9.+A+gera%C3%A7%C3%A3o+corrente+n%C3%A3o+se+preocupa+com+a+seguinte%2C+nos+planos+fiscal%2C+ambiental+ou+outros.+10.+Ocorre+a+degrada%C3%A7%C3%A3o+moral+ou+%C3%A9tica+nos+costumes%2C+a+despeito+mesmo+de+%E2%80%9Cavan%C3%A7os%E2%80%9D+materiais.%22.+ANALISE%2C+DE+MODO+DETALHADO+E+CR%C3%8DTICO%2C+CADA+UM+DOS+DEZ+PONTOS+CONSIDERADOS+COMO+CARACTER%C3%8DSTICAS+DE+DECAD%C3%8ANCIA+DE+UM+PA%C3%8DS+OU+DE+UMA+SOCIEDADE.&rlz=1C2GCEA_enBR1094BR1098&sca_esv=34fb7e70802b3bda&sxsrf=AE3TifPRdquw3-78Rs_3sxJP6qHzCXyS_Q%3A1765591502987&source=hp&ei=zsk8acrvOaDb1sQPv7_l-Q8&iflsig=AOw8s4IAAAAAaTzX3rmzWriJbYgJrJWMUqJ9rC0fCpJa&aep=22&udm=50&ved=0ahUKEwjKjujyvLmRAxWgrZUCHb9fOf8QteYPCBI&oq=&gs_lp=Egdnd3Mtd2l6IgBIAFAAWABwAHgAkAEAmAEAoAEAqgEAuAEByAEAmAIAoAIAmAMAkgcAoAcAsgcAuAcAwgcAyAcAgAgA&sclient=gws-wiz&mstk=AUtExfAEHPPL9ceHA-QbKGldfp8TzIz2nfl4mLw3kV_d4uKXlOyVNecU48ts9x22C8K75Fo2_F0mdcM4WIDdySYUtEkNkHfM1jrAF-f6zNkANtojFwFvQEfB4eobeRoPXWJzBHbVcufR2fDfB9Gh85XFE_viUVv6cLNGPnw9SvELh_IeNFO8q0N-0ecoR8E-A1ZdYHeG-aBBX5OEdSNo11LQHaGqIIki-xZS8XBAiApWDj3gRfyx1Q2NYByMmIxCkbaEOwA0q1blmE7i6Czit1hJfe8rQEpgYU0gLW4&csuir=1&mtid=fMo8adCbF8fe1sQP2NnZoAM 

 

terça-feira, 21 de maio de 2024

A nova Guerra Fria chega à Inteligência Artificial: EUA e China em posição de combate - GZero

 Na Guerra Fria geopolítica e na guerra entre companhias americanas também: 

Is it time for US AI companies to leave China?

Microsoft has asked 700-800 of its China-based employees working on cloud computing and artificial intelligence to leave the country, extending them offers of employment in different countries including the US. While these employees will have the option to stay put, the move signals Microsoft’s awareness that it may not be tenable to be a US company working on AI within China for much longer.

Last week, American and Chinese officials met to discuss artificial intelligence policy in Geneva, Switzerland. White House National Security Council spokesperson Adrienne Watson said US officials “raised concerns over the misuse of AI” by China (without giving specifics), which pushed back against American “restrictions and pressure” on their use of the technology. In the past two years, the Biden administration has imposed strict export controls limiting the flow of semiconductors to China and its allies, hampering its ability to train and run AI models and applications.

Increasingly, companies are caught in the middle of these tensions — especially those like Microsoft and Amazon interested in serving both economies and tapping into China’s talent pool. The White House is also considering a new rule that would require licenses to sell cloud services to Chinese customers, a move that could further hinder Microsoft’s revenue in the country — and lodge the US government between China and the American firms they need to scale up AI capabilities.

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Google and OpenAI’s competition heats up

Both Google and OpenAI held big AI-focused events last week to remind the world why they should each be leaders in artificial intelligence.

Google’s announcement was wide-ranging. At its I/O developer conference, the company basically said that it’ll infuse AI into all of its products — yes, even its namesake search engine. If you’ve Googled anything lately, you might have noticed that Gemini, Google’s large language model, has started popping up and suggesting the answers to your questions. Google smells the threat of competition not only from ChatGPT and other chatbots that can serve as your personal assistant but also from AI-powered search engines like Perplexity, which we tested in February. It also announced Veo, a generative video model like OpenAI’s Sora, and Project Astra, a voice-assisted agent.

Meanwhile, OpenAI had a much more focused announcement. The ChatGPT maker said it’s rolling out a new version of its large language model, GPT-4o, and powering its ChatGPT app with it. The new model will act more like a voice-powered assistant than a chatbot — perhaps obviating the need for Alexa or Siri in the process if it’s successful. That said, how often are you using Alexa and Siri these days?

The future of AI, the company thinks, is multimodal — meaning models can process text, images, video, and sound quickly and seamlessly and spit out answers back at the users.

Most importantly, OpenAI said that this new ChatGPT app (on smartphones and desktops) will be free of charge — meaning millions of people who aren’t used to paying for ChatGPT’s premium service will now have access to its top model — though rate limits will apply. Maybe OpenAI realizes it needs to hook users on its products before the AI hype wave recedes — or Google leapfrogs into the consumer niche.

GZero, May 21, 2024


sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Projeto de Lei sobre Inteligência artificial

 Em pauta o PL 21/2020, que estabelece fundamentos, princípios e diretrizes para o desenvolvimento e a aplicação da inteligência artificial no Brasil.

No presente texto, irão entrar as seguintes alterações:

Estabelece fundamentos e princípios para o desenvolvimento e a aplicação da inteligência artificial no Brasil e diretrizes para o fomento e a atuação do poder público nessa área.

Estabelecimento de regulamentação pelo Poder Executivo federal através de órgãos e entidades especializadas com competência técnica.

Estímulo à autorregulação, incentivando a criação de códigos de conduta e guias de boas práticas.

Promoção de um ambiente propício para a implementação de sistemas de inteligência artificial, incluindo a revisão e adaptação das estruturas políticas e legislativas necessárias para a adoção de novas tecnologias.

Principais Pontos:

O projeto de lei não especifica a entidade encarregada de regulamentar a inteligência artificial, como a criação de uma secretaria ou atribuição a um órgão. No entanto, sugere que essa responsabilidade seja delegada a órgãos e entidades setoriais com expertise técnica. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação deve assumir esse papel.

O projeto estabelece uma definição normativa da inteligência artificial, possibilitando a responsabilização de indivíduos por uso indevido ou prejudicial da tecnologia.

Além disso, o projeto descreve atuação do poder público, incluindo princípios como intervenção subsidiária, atuação setorial, gestão baseada em risco, participação social, análise de impacto regulatório e responsabilização dos agentes envolvidos na IA.

Também fornece orientações para a atuação da União e de outras entidades relacionadas à IA, como a promoção da confiança, o estímulo à pesquisa e desenvolvimento, a promoção da interoperabilidade tecnológica, entre outras medidas.

O objetivo central do projeto é regular a inteligência artificial no Brasil de maneira ética, promovendo seu uso responsável e aprimorando a governança nessa área vital para o desenvolvimento tecnológico do país.

domingo, 2 de abril de 2023

A inteligência artificial precisa se aperfeiçoar em geografia e nos currículos acadêmicos: quem é Paulo Roberto de Almeida?

O primeiro parágrafo do resultado está completamente enganado sobre meu nascimento e formação. Os dois outros parágrafos estão basicamente corretos, embora não seja certo que eu tenha tido uma "carreira distinguida", tenha servido em "posições de alto-nível", ou trabalhado na ENAP. Ele exagerou para melhor.

Paulo Roberto de Almeida, depois de uma rápida consulta, ao verificar que a tal IA também se enganou com diversas outras pessoas.

https://chat.openai.com/chat

"Paulo Roberto de Almeida is a Brazilian diplomat, economist, and writer. He was born on August 13, 1949, in Belo Horizonte, Brazil. He graduated from the University of Brasilia with a degree in economics in 1973 and received a doctorate in international relations from the University of Paris in 1981.

Almeida has had a distinguished career as a Brazilian diplomat, having served in a number of high-level positions in Brazil's Ministry of Foreign Affairs. He has also held academic positions at various universities, including the University of Brasilia and the Brazilian School of Public Administration.

In addition to his diplomatic and academic work, Almeida is also a prolific writer. He has published over 40 books on a wide range of topics, including international relations, economics, and Brazilian politics. He is a frequent commentator on Brazilian and international affairs and has been a regular contributor to various Brazilian newspapers and magazines."


quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Patrimonialismo político no Brasil descrito pela inteligência artificial - Simon Schwartzman

 Do Simon Schwartzman, sobre um programa de inteligência artificial (passou no teste): 

Vocês já testaram o novo programa de inteligência artificial que responde a perguntas? Eu pedi que ele escrevesse um ensaio de 200 palavras sobe patrimonialismo político no Brasil Eis a resposta (por enquanto ele só trabalha em inglês)


Political patrimonialism is a political system in which political power is exercised through the control and distribution of economic resources and favors, rather than through the formal rules and institutions of the state. In such a system, politicians and public officials often use their positions of power to enrich themselves and their supporters, rather than acting in the public interest.

In Brazil, political patrimonialism has a long history and has been a significant feature of the country's political landscape. One of the key features of political patrimonialism in Brazil is the use of public resources for personal gain, including the distribution of government jobs, contracts, and other favors to supporters and allies. This can create a cycle of dependence and loyalty, as those who receive such favors become obligated to support the politicians who provide them.

Political patrimonialism can also undermine the rule of law and the institutions of democracy, as it can lead to corruption and the abuse of power. It can also have negative consequences for the broader society, as it can lead to the allocation of resources and opportunities based on personal connections rather than merit, and can create barriers to social mobility.

In recent years, there have been efforts in Brazil to address political patrimonialism and reduce corruption. These efforts have included reforms to the legal and regulatory frameworks governing political behavior, as well as campaigns to increase transparency and accountability in the political system. While progress has been made in some areas, political patrimonialism remains a persistent challenge in Brazil and continues to have negative impacts on the country's political and economic development.


Quem quiser experimentar, está disponível neste link:



Simon Schwartzman
sschwartzman@icloud.com

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Inteligência Artificial e a Defesa Nacional - Rubens Barbosa (OESP)

 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E A DEFESA NACIONAL

Rubens Barbosa

O Estado de S. Paulo, 11/01/2022

 

            Quem quer se torne o Número Um na Inteligência Artificial (IA) será o líder do mundo (ruler of the world), previu, em 2017, o presidente da Rússia, Wladimir Putin. China e EUA estão hoje bem à frente do desenvolvimento da tecnologia cognitiva.

            Como todo avanço e inovação tecnológica, a IA pode ser utilizada para projetos voltados para o bem, mas também para o mal. Apresentam muitos aspectos positivos, mas também negativos. Pelo potencial de risco de sua utilização, não deixa de ser surpreendente que até aqui a incorporação da IA na indústria bélica tenha sido tão pouco discutida.

Na edição de janeiro, a revista Interesse Nacional (www.interessenacional.com.br ) traz dois artigos, de Dora Kaufman e Marcelo Tostes, que resumem as tratativas internacionais para regulamentar o “sistema de inteligência artificial, que pode ser entendido como um sistema baseado em máquina, projetado para operar com vários níveis de autonomia, e que pode também, para um determinado conjunto de objetivos definidos pelo ser humano, fazer previsões, recomendações ou tomar decisões que influenciam ambientes reais ou virtuais”, na definição da OCDE. A UNESCO (a Ética na IA), a União Europeia (IA Act), os EUA (FDA e Senado, com Projeto de Lei sobre Responsabilização Algorítmica) e a Administração da Cibernética Espacial, na China, apresentaram propostas que tratam de diversos aspectos desse sistema. Acrescento que o governo brasileiro divulgou, em 2021, a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial – EBIA, com fortes críticas por parte de especialistas por suas limitações técnicas e políticas. A Câmara dos Deputados aprovou, no ano passado, o Projeto de Lei 21/2020, que propõe a criação de uma base legislativa geral e vinculante para regular os sistemas de inteligência artificial no país.

               No campo militar, a IA representa o maior salto tecnológico qualitativo, desde o aparecimento da energia nuclear e da produção de armas nucleares, com a diferença do desenvolvimento e aplicação da IA ser substancialmente menos custoso e potencialmente mais fácil de ser empregado, inclusive por terroristas e por Estados Párias (Rogue States). A OTAN está desenvolvendo novas formas de guerra cognitiva, usando supostas ameaças da China e da Rússia para justificar travar batalha pelo cérebro, no domínio humano, para fazer de todos uma arma. Será a militarização da ciência do cérebro que envolve “hackear o individuo, explorando as vulnerabilidades do cérebro humano para implementar uma engenharia social mais sofisticada”. Apesar de as autoridades militares da China, Alemanha, Rússia, Estados Unidos e diversos outros países terem anunciado, há algum tempo, que a criação de sistemas de combate integralmente autônomos não era seu objetivo, tais sistemas provavelmente já devem ter sido criados. Na percepção militar, apenas sistemas de combate com IA poderão, no caso de guerras, penetrar em áreas fechadas e operar com uma relativa liberdade. 
               A regulamentação da utilização da IA para fins militares, contudo, começou a ser discutida no âmbito das Nações Unidas, mas encontra resistência por parte das principais potências que procuram ganhar tempo para obter vantagens, antes da negociação de acordos que coloquem limites e cautelas ao seu uso. Como, aliás, foi o que aconteceu com as armas nucleares, cujo tratado de não proliferação só se materializou quando finalmente as potências nucleares deram seu assentimento.

O problema que desafia os organismos multilaterais é como controlar os “sistemas de armas autônomas letais” (Laws, na sigla em inglês), representados por qualquer plataforma móvel: drônes, androides, aviões que voam sozinhos. A IA pode substituir os recursos humanos em tudo, desde armas operacionais para coleta e análise de inteligência, sistemas de alerta antecipado, e de comando e controle. A utilização de drônes para fins militares (robôs assassinos) já está muito difundida e a guerra antissatélite vem esquentando.

A disputa entre os EUA e a China pela hegemonia global no século XXI passa pela corrida tecnológica em todos os segmentos, inclusive na utilização da IA para fins militares, com impactos que vão alterar a correlação de forças no mundo. Os EUA contam com seus aliados europeus na OTAN e a China com seus parceiros, inclusive a Rússia.

As rápidas transformações que ocorrem em decorrência desses avanços tecnológicos trarão impactos importantes sobre países, como o Brasil. Do ângulo da Politica Nacional de Defesa e da Estratégia Nacional de Defesa, se o Brasil não dispuser de capacidade tecnológica para utilizar o sistema de inteligência artificial estará em grande desvantagem em seu poder de dissuasão, caso tenha de enfrentar qualquer ameaça para a defesa de seus interesses, seja em seu território, seja na sua extensão marítima. Urge, pois, a expansão da capacidade de criação e de desenvolvimento para a utilização da IA pelo Ministério da Defesa. Nesse sentido, o Centro de Defesa Cibernética, no âmbito do Exército, deveria ser fortalecido com recursos humanos e financeiros para, com o apoio da base industrial de defesa, gerar produtos, inclusive de uso dual para o mercado doméstico e para exportação.   

               

Rubens Barbosa, presidente do Centro de Defesa e Segurança Nacional (CEDESEN) e membro da Academia Paulista de Letras

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Meu mais recente livro – que não tem nada a ver com o governo atual ou com sua diplomacia esquizofrênica, já vou logo avisando – ficou final...