Links (O texto acima está no link 2; os links 1, 3 e 4 têm textos complementares): https://share.google/aimode/bo6QXH98u3CihdKqi; https://share.google/aimode/mo5JKvaebGVJQARI2; https://share.google/aimode/blyscPPzvw12dy35r; https://share.google/aimode/Y6LrAPtjtSRts2WC8
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
domingo, 31 de maio de 2026
Madame IA, provocada por Airton Dirceu Lemmertz, examina minhas "obsessões", como ela chama minhas postagens provocadoras - Paulo Roberto de Almeida
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Se a direita ganhar em outubro, vamos ter um retorno aos horrores do bolsonarismo diplomático? - Paulo Roberto de Almeida
Se a direita ganhar em outubro, vamos ter um retorno aos horrores que foram, na diplomacia, os anos do capitão hoje preso por golpismo incompetente?
Pouca gente, hoje, se lembra dos despautérios que foram, no domínio da política externa, os anos do bolsonarismo diplomático.
Eu divulguei quatro livros contra os amadores que destruiram a nossa política externa, nomeadamente os seguintes:
1) Miséria da diplomacia: a destruição da inteligência no Itamaraty (2019)
2) O Itamaraty num labirinto de sombras (2020)
3) Uma certa ideia do Itamaraty: a reconstrução da política externa e a restauração da diplomacia brasileira (2020)
4) O Itamaraty sequestrado: a destruição da diplomacia pelo bolsolavismo (2021)
Mas, no meio de todo aquele horror nas relações exteriores do Brasil, um colega anônimo ofereceu uma série de crônicas desabusadas, sob o pseudônimo de “Ereto da Brocha”, que eu coletei e editei num volume da série humor diplomático, digamos assim:
Memorial do Sanatório ou Ernesto e seus Dragões no País de Bolsonaro, por Ereto da Brocha, Ombudsman do Itamaraty (Brasília: Ombudsman, 2021, 180 p.). Blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2022/02/memorial-do-sanatorio-ou-ernesto-e-seus.html , disponível, também, na plataforma de interação acadêmica Academia.edu (link: https://www.academia.edu/71720946/MemorialdoSanatorioEretodaBrochaOmbudsmandoItamaraty2021
Convido todos a lerem essas crônicas: depois de minhas análises cáusticas conduzidas naqueles livros, nada como um pouco de diversão para aliviar as agruras daqueles anos sombrios.
Paulo Roberto de Almeida
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Presença deste modesto blogueiro nas bem traçadas linhas de Airton Dirceu Lemmertz, e no escrutínio de Madame IA
Je suis comblé, como diriam os franceses. Meu amigo Airton Dirceu Lemmertz me fait plaisir, chaque jour. Talvez ele vise algum presente de aniversário, ainda a ver nas minhas emendas orçamentárias. PRA
========
https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/06/paulo-roberto-de-almeida.html
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Um touro furioso solto nas pradarias do mundo: adivinhem quem é...
Nem sempre.
Para Trump, por exemplo, é a continuidade de uma debilidade mental inesgotável em sua capacidade criativa de criar, a cada dia, novos conflitos.
Confesso que não consigo acompanhar o seu ritmo: a cada vez que penso escrever um artigo sobre o estado das relações internacionais na era Trump, sou submeergido, ultrapassado, atropelado por novas iniciativas de pura debilidade mental do personagem em questão.
Tento aguardar um pouco, para ver se ele vai se acalmar, para poder escrever meu petardo semanal sobre a atualidade das relações internacionais, mas sou continuamente bombardeado, literalmente, por novas iniciativas do touro desembestado.
Putin só vai parar quando morrer ou for "morrido". Trump não tem como parar até estar na cadeia.
Já vou avisando meu amigo Airton Dirceu Lemmertz que não preciso, desta vez, que Madama IA venha interpretar e distorcer minhas palavras com seus argumentos políticamente corretos.
É o que escrevi: Trump é um debil mental perigosamente agressivo ainda não manietado...
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 20/01.2026
domingo, 4 de janeiro de 2026
China, Venezuela, Brasil, Trump etc.
Esquecimento?
A China, como de resto o Brasil e diversos outros países, se posicionou oficialmente contra a ação dos Estados Unidos na Venezuela. Disse que essa ação violou a soberania do país, desrespeitou o direito internacional e que os EUA agiram de forma hegemônica.
Interessante notar, e vale para o Brasil também, que tudo isso se aplica inteiramente às ações de Putin contra a Ucrânia, e nenhum dos dois países se posicionou de forma tão clara e contundente em relação à Rússia.
Deve ser distração diplomática…
domingo, 14 de dezembro de 2025
Um prefácio meu sobre um livro de Dennys Xavier apresentando a obra de Thomas Sowell (2020) - Paulo Roberto de Almeida
Reproduzo novamente uma postagem minha de 2020, quando foi publicado o livro de Dennys Xavier sobre Thomas Sowell
quarta-feira, 4 de março de 2020
Breves Lições com Dennys Xavier: Thomas Sowell (LVM)
Thomas Sowell é, possivelmente, um dos maiores economistas americanos vivos, e já
deveria ter recebido o Prêmio Nobel, não tanto por suas elaborações "matemáticas", mas sobretudo pelo seu imenso trabalho de "educação popular" nas mais variadas vertentes da economia, não só relativas a problemas tipicamente americanas, como o racismo, por exemplo, mas sobretudo pelo trabalho enciclopédico que ele desenvolve em escala universal, de "pedagogia econômica" num terreno que os franceses chamariam de haute vulgarisation, ou seja, traduzir fenômenos complexos em linguagem acessível ao leigo, ao leitor não especializado. Tenho vários livros dele, sobretudo o Thomas Sowell Reader, que é um compêndio de seus mais importantes ensaios e artigos de opinião, todos eles rigorosamente embasados num enorme conhecimento da história do mundo, em todas as épocas.
Dennys Xavier conduziu um trabalho primoroso de coordenação de ensaios sobre os grandes pensadores da liberdade em seus quatro livros até agora produzidos sobre esses gigantes da filosofia social de cunho liberal, até libertário.
Meu prefácio ao livro de Thomas Sowell começa por uma confissão: demorei muito tempo a descobri-lo, mas também quando o fiz, comecei a comprar os seus livros sequencialmente.
“Thomas Sowell: um intelectual completo”; Brasília, 12 julho 2019, 9 p. Prefácio a livro organizado por Dennys Garcia Xavier com contribuições de estudos sobre o grande economista americano por estudiosos do Brasil. Publicado no livro intitulado Thomas Sowell e a aniquilação de falácias ideológicas: Breves Lições, com organização de Dennys Xavier (São Paulo: LVM, 2019, 312 p.; ISBN: 978-6550520168).
Nele eu digo basicamente o seguinte:
"Um dos livros de Sowell que mais aprecio, porque talvez também combine com meu espírito contrarianista, é o seu famoso Economic Facts and Fallacies (2008), na verdade um tipo de abordagem que ele seguiu, invariavelmente, em muitos dos seus demais livros, em especial aqueles voltados a desmentir políticas distributivistas, ações afirmativas, supostos efeitos do racismo ou das disparidades sociais, demonstrando aos incautos, com base em certezas acachapantes, como nosso julgamento superficial sobre a aparente “racionalidade” de certas opções políticas não fazem nenhum sentido do ponto de vista da eficiência ou da consistência econômica. O frontispício dessa obra, uma citação de John Adams, deixa transparecer sua atitude básica em face de opiniões subjetivas ou de percepções de senso comum:
Eu recomendaria a todos os meus leitores que adquirissem não só o Thomas Sowell, mas os três outros: Hayek, Rand, Hoppe, pois os ensaios neles contidos – dezenas de brilhantes textos de intelectuais brasileiros – equivalem a uma grande aula de economia.
sábado, 13 de dezembro de 2025
O pequeno manual prática da decadência, examinado e reconsiderado pela Inteligência Artificial, por meio de Airton Dirceu Lemmertz
Escrevi um longo ensaio, em 2007, sobre a decadência como processo social ou civilizatório, postado diversas vezes neste quilombo de resistência intelectual, a última vez, neste link:
https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/12/pequeno-manual-pratico-da-decadencia_12.html
O leitor assíduo e fiel do blog Diplomatizzando, Airton Dirceu Lemmertz, tomou o costume de submeter todos os meus escritos, até simples notas provocadoras, ao crivo da Inteligência Artificial, o que é muito bem-vindo.
O resultado do seu experimento mais recente está postado aqui abaixo, mas o exercício é feito apenas em relação aos indicadores sintéticos, sem abordar o ensaio na sua íntegra, o que pode ser visto no link acima.
Gostei das observações feitas por Madame IA, e creio que vou revisar meu ensaio com base nessas observações muito pertinentes, agradecendo sempre a ajuda do Airton pelo trabalho de submeter algumas de minhas escrevinhações ao exame dessa leitora atenta e muito sensata.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 13 dezembro 2025
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Os dez pontos apresentados oferecem uma estrutura para diagnosticar a decadência de uma sociedade ou país. Abaixo, segue uma análise detalhada e crítica de cada um deles:
* Análise Detalhada e Crítica
Análise: Um sentimento difuso de mal-estar é um indicador psicológico e sociológico crucial. Sugere uma perda de confiança coletiva no futuro e nas instituições.
Crítica: Embora importante, o "mal-estar" é subjetivo e pode ser manipulado politicamente. Pode refletir crises temporárias ou expectativas irreais, não necessariamente uma decadência sistêmica. Culturas diferentes reagem a crises de formas distintas.
Análise: O desempenho econômico relativo é um indicador objetivo de competitividade e dinamismo. A estagnação em relação a pares sugere ineficiência ou falta de inovação.
Crítica: A "decadência" não é sinônimo de crescimento relativo. Uma sociedade pode escolher priorizar a qualidade de vida ou a sustentabilidade em detrimento do crescimento do PIB a todo custo, o que não é necessariamente decadência. Focar apenas na comparação pode desconsiderar o bem-estar interno.
Análise: A desigualdade crescente e a estagnação social corroem a coesão e a legitimidade do sistema. A ausência de mobilidade social é um sinal de alerta para a estabilidade a longo prazo.
Crítica: "Progresso social" pode ser definido de várias maneiras. Concentrar-se apenas na velocidade ou igualdade da distribuição pode ignorar a importância de garantir um mínimo para todos. Pode haver um conflito entre igualdade e mérito, que precisa ser analisado.
Análise: O Estado de Direito é o pilar de uma sociedade funcional. A erosão do respeito pela lei, especialmente por parte das autoridades, indica corrupção sistêmica e injustiça, minando a confiança no sistema.
Crítica: O "respeito pela lei" deve ser matizado. Leis injustas podem e devem ser contestadas (desobediência civil). A questão não é o respeito cego, mas a justiça e a aplicabilidade universal da lei.
Análise: Elites que falham em considerar o bem comum perdem sua função social e legitimidade. Esse comportamento leva à extração de recursos em vez da criação de riqueza compartilhada.
Crítica: O "interesse próprio" é um motor da economia, como argumentado por Adam Smith. A crítica deve focar no parasitismo e na extração de privilégios, em oposição ao empreendedorismo legítimo. A definição de "benefício próprio" precisa ser clara.
Análise: A corrupção sistêmica introduz ineficiência, injustiça e desconfiança. É um indicador clássico de falha de governança e moral pública em declínio.
Crítica: Todos os países têm alguma corrupção. O ponto crítico é o seu nível de disseminação e se o sistema tem mecanismos eficazes para combatê-la. A percepção da corrupção também pode aumentar com a maior transparência.
Análise: O declínio do senso de propósito comum ou identidade nacional pode levar à fragmentação social, onde grupos priorizam seus interesses de nicho sobre o bem-estar coletivo.
Crítica: O "nacionalismo" pode ser perigoso e levar ao conflito. A ascensão de particularismos pode, por outro lado, representar um progresso na valorização da diversidade e dos direitos das minorias. O equilíbrio entre coesão e diversidade é complexo.
Análise: Semelhante ao ponto 7, aborda a erosão do consenso e o surgimento de grupos que se veem fora, ou contra, a sociedade majoritária, minando a solidariedade.
Crítica: O que é a "corrente nacional"? Muitas vezes, essa "integração" reflete a hegemonia de um grupo dominante. As reivindicações "exclusivistas" podem ser lutas legítimas por reconhecimento e justiça social.
Análise: Este ponto aborda a sustentabilidade e a responsabilidade intergeracional. O endividamento excessivo, a degradação ambiental e a miopia política indicam uma falha ética e prática em garantir o futuro.
Crítica: É um dos pontos mais consensuais em termos de decadência. A crítica principal é a dificuldade de medir o "nível de preocupação" e a complexidade das políticas necessárias para equilibrar as necessidades presentes e futuras.
Análise: Sugere que o progresso material não é suficiente e que uma sociedade precisa de um arcabouço moral ou ético para se sustentar.
Crítica: A "moral" e a "ética" são altamente relativas e mutáveis ao longo do tempo. O que um grupo vê como "degradação", outro pode ver como libertação ou progresso (ex: direitos LGBTQIA+). Este é o ponto mais subjetivo e ideológico da lista.
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