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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Três impérios, dois imperadores e um candidato ao cargo - Paulo Roberto de Almeida

Três impérios, dois imperadores e um candidato ao cargo

A pior coisa que pode ocorrer a um Estado nacional, ou a um império regional — nunca houve um império mundial, e a única coisa universal é a burrice, distribuída de forma muito generosa  por todo o planeta, sem distinção entre etnias, religiões e nacionalidades — é a concentração de poder, precisamente de forma excessiva, nos três impérios atuais e em muitos outros Estados,  países grandes, médios ou pequenos, embora também exista um poder quase totalmente fraturado no caso do meio império da UE. 

Os dois imperadores das duas grandes autocracias exibem uma concentração absoluta de poder, a despeito de instituições formais atendendo à tripartição clássica de inspiração montesquiana (mas eles preferem um “poder moderador” fantasmático, embora impositivo).

Grandes concentradores de poder costumam trazer malefícios a seus respectivos Estados, por atuar de forma arbitrária e imprevisível. 

Um monarca absoluto provocou uma “fronda aristocrática”, que abriu o caminho a uma grande revolução. Uma outra “Revolução Gloriosa” derrocou uma dinastia nacional e importou uma outra estrangeira.

Napoleão alcançou o máximo de poder, em quase toda a Europa, mas deixou a França exausta e a lançou na Restauração. Bismarck logrou seu objetivo de fazer da Alemanha a maior potência bélica da Europa continental, o que fez dela a protagonista principal da “segunda Guerra de Trinta Anos", na primeira metade do século XX. 

Stalin e Mao foram tiranos absolutos, e conseguiram elimiminar, direta ou indiretamente, dezenas de milhões de seus próprios “súditos”.

Atualmente, dois imperadores que concentram o poder a perder de vista já exibem fragilidades no domínio econômico e podem aprofundar crises em seus respectivos países.

Um terceiro, apenas candidato, também aprofundou um processo de declínio econômico da maior potência militar e tecnológica do planeta e estremeceu como nunca antes as instituições públicas de seu país.

O efeito desestruturante é nítido sobre a evolução política e sobre a corrupção em cada um deles.

Como disse Lorde Acton, “o poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 19/12/2025


segunda-feira, 14 de julho de 2025

Três impérios, três destinos - Paulo Roberto de Almeida

Três impérios, três destinos

Existem hoje, temporariamente, três impérios e meio no mundo.

O império chinês é guiado pela racionalidade instrumental dos mandarins tecnocráticos do PCC. 

O império russo é dominado pela obsessão expansionista de Putin. 

O império americano está sendo diminuído pela ignorância avassaladora de Trump.

Isso explica as trajetórias diferentes de cada um deles: sucesso sustentável no primeiro caso; impasses e disfunções no segundo caso, podendo levar a uma profunda crise estrutural da Rússia; aceleração do declinio no terceiro caso, mas que atinge não só os EUA, mas o mundo todo, dada a magnitude do ainda hegemônico império americano. 

De certa forma, o mundo econômico é uma vitima da extrema ignorância de um déspota eleito democraticamente.

O mundo político e geopolítico está sendo abalado pelo expansionismo obsessivo de um ditador totalitário.

O fabuloso Império do Meio do passado, que atraía comerciantes e aventureiros europeus da primeira globalização, a dos “descobrimentos”, está sendo pacientemente reconstruído pelos novos mandarins do PCC.

Em volta desses três impérios, e do meio império da UE, que não possui comando unificado no plano econômico ou militar, gira o destino de potências médias, como Índia e Brasil, assim como o de todos os demais países com alguma importância econômica ou política no mundo atual. 

Alguns destes são guiados por estadistas inteligentes e racionais; outros, infelizmente, o são por lideres impulsivos ou mal assessorados, que reagem de forma tão irracional quanto o atual candidato a déspota dos EUA; de certa forma, este último está facilitando o itinerário bem sucedido do primeiro império.

CQD!

Paulo Roberto de Almeida

São Paulo, 14/07/2025


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