segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Corrupcao: aqui um verdadeiro heroi do povo brasileiro

O foco da imprensa, ou da mídia, como diriam os companheiros, vai sempre para os bandidos. Destes, existem dois tipos: os frouxos, de partidos burgueses, que ao maior problema apelam logo para a delação premiada, incriminando a todos para escapar da cadeia. Depois tem os companheiros, que pela lei da omertà não falam nada contra o partido totalitário. Eles são considerados herois pelo partido corrupto, mas são apenas vermes da política brasileira.
O verdadeiro heroi está aqui. 
Paulo Roberto de Almeida 

PETROLÃO
‘PERDI TUDO’, RECLAMA O PRIMEIRO DENUNCIANTE DO CASO LAVA JATO
SUAS PRIMEIRAS REVELAÇÕES, ANÔNIMAS, CHEGARAM À POLÍCIA EM 2008
Publicado: 13 de outubro de 2014 às 10:27 - Atualizado às 10:32
Por: 
jose janene e hermes magnus cópia
José Janene, ex-deputado já morto, e Hermes Magnus, que denunciou o esquema do Petrolão
“Eu perdi tudo, não devo nada para o governo do PT, mas o Brasil me deve muito”, afirma o empresário Hermes Magnus, que denunciou à Polícia Federal e à Procuradoria da República em Londrina (PR) o esquema de lavagem de dinheiro sob comando do então ex-deputado José Janene (PP-PR), morto em 2010, e do doleiro Alberto Youssef.
Suas primeiras revelações, ainda em caráter anônimo, chegaram aos investigadores em 2008. Ele mandava documentos e mensagens para as autoridades, relatando movimentos de Janene e Youssef.
Naquele ano, em busca de investidores que aportassem recursos na Dunel Indústria e Comércio Ltda., que criou para atuar no fornecimento de equipamentos, ele encontrou-se com o político na sede da CSA Project Finance, espinha dorsal da Lava Jato. Logo, afirma, descobriu que Janene usava a CSA para lavar dinheiro, mas não se afastou porque firmara memorando de entendimentos, que previa pesada multa por rompimento contratual.
Por meio da CSA, Janene e Youssef expandiram suas ações para a Petrobras, onde se associaram a Paulo Roberto Costa, diretor da estatal entre 2004 e 2012. “Naquela reunião, me foi apresentado o Claudio Menti, pupilo e testa de ferro do Paulo Roberto”, narra o empresário. “Na CSA encontrei pelo menos três vezes o Paulo Roberto.”
Segundo ele, Janene lhe ofereceu R$ 1 milhão para injetar na Dunel – segundo a Procuradoria, dinheiro do mensalão que foi lavado pelo político. “Eles queriam me usar como laranja. O dinheiro rodava livre na CSA. A partir das minhas informações, a Lava Jato foi ganhando corpo.”
Entre 2011 e 2012, a Justiça Federal autorizou medidas cautelares, interceptação telefônica e de e-mails. Descobriu-se, então, as ramificações do grupo e surgiram detalhes das relações com o então diretor da Petrobras e indícios de propinas a políticos do PT, do PMDB e do PP.
Celeridade
As investigações ganharam celeridade quando o investidor Enivaldo Quadrado, operador de Janene, foi preso em dezembro de 2008 no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, com 361,4 mil em espécie na cueca e nos bolsos que, segundo Magnus, era destinado à ex-mulher de Janene.
“Eu quebrei, um prejuízo de pelo menos R$ 2 milhões. Éramos 32 funcionários, somos quatro”, desabafa Magnus, que diz levar uma vida de dificuldades, sob desconfiança do mercado, que raramente lhe dá uma oportunidade de negócio.
Telefonemas anônimos o aterrorizam. Ameaças vêm de todo jeito, a qualquer hora. Teme uma emboscada. Ou uma bala perdida. “A militância vai cuidar disso”, dizem. “Meu plano é ir embora do Brasil. As pessoas me veem como um bandido que desertou, mas não é verdade. Eu denunciei tudo, desde 2008. Eu não sou um deles.”
Magnus afirma ver uso eleitoral da PF e não acha justas as críticas de políticos à condução do processo pelo juiz Sérgio Moro. “Não há nenhum interesse político na investigação.” (Fausto Macedo e Ricardo Brandt, AE)
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Existem roubos e roubos: atualizando o Padre Antonio Vieira - Paulo Roberto de Almeida

Existem roubos e roubos: atualizando o Padre Antonio Vieira

Paulo Roberto de Almeida

Um frequentador do Facebook, numa dessas correntes que por sorte ocorrem virtualmente em épocas eleitorais, do contrário o tempo poderia esquentar, pergunta, meio ingenuamente quais seriam as diferenças entre roubos de políticos tucanos e de companheiros, pois ele parecia não ver nenhuma. Como eu não sou especialista em assuntos criminais, mas como qualquer cidadão bem informado sigo o noticiário, decidi explicar a ele quais eram essas diferenças, para mim evidentes, com base num histórico conhecimento de quem são, como trabalham e como se comportam os companheiros, e também com alguma experiência sobre os meios políticos nessa nossa terra tão parecida com aquela de que falava o Padre Antonio Vieira, ainda nos tempos coloniais.
Eis aqui o que eu expliquei ao acadêmico levemente companheiro, ou pelo menos muito parecido com outros gramscianos da academia. Vejam se concordam com a minha teoria do “roubo artesanal”, ou com o “modo de produção industrial dos roubos companheiros”. Acho que minha teoria vai ser confirmada por um bocado de estudos de caso, alguns dos quais eu menciono abaixo. Vocês podem completar por outros casos exemplares.

Eu explico as diferenças entre roubos "tucanos" e "companheiros", se você ainda não teve discernimento, ou informações suficientes para perceber as diferenças; eu explico.
O Brasil tem uma classe política drogada na malversação de verbas públicas, concorda? Na maior parte do tempo, o que você tem é uma corrupção fragmentária, aleatória, oportunista, ocasional, embora constante, regular e sempre presente. Chamemos a essa corrupção “normal” do sistema político de “artesanal”, ou seja, feita individualmente, em pequena escala, pelos políticos, via emendas ao orçamento, superfaturamento em obras públicas nos mesmos projetos apoiados por eles, criação de ONGS familiares e todos esses meios que existem para desviar dinheiro público.
 Suponho que você concorde comigo e esteja me seguindo até aqui.
Agora passemos ao PT e porque a diferença é de grau, de escala, de qualidade, o que justifica os montantes, o número, a disseminação gigantesca da corrupção sob os regimes companheiros. Trata-se de um partido neobolchevique; acho que se pode admitir essa hipótese, pelas características especiais, digamos assim, do partido companheiro, até com algumas peculiaridades fascistas, como a existência de um líder inconteste, que decide sobre tudo, e os companheiros não têm sequer a oportunidade de escolherem os seus candidatos locais, pois o grande chefe já escolheu os seus postes, entendeu? Espero que você esteja me seguindo até aqui, mas se tiver algum desentendimento pode me dizer, OK?
Pois bem, chegamos agora na diferença estrutural, sistêmica, funcional, de grau e de natureza, como diria Engels (você conhece o livro do qual estou falando, não é mesmo?).
Os companheiros, agrupados em partido, atuam como uma associação para finalidades muito precisas, para conquistar e obter o poder, até aqui como qualquer partido, mas com tantas peculiaridades internas, inclusive leninistas e estalinistas pré-revolução russa (quando o nosso personagem assaltava bancos, acho que você deve saber disso, não é?), que eles se parecem com aquelas associações muito comuns no sul da Itália e na Sicília (acho que você sabe do que estou falando, não é mesmo?).
Pois é com essa organização maravilhosa, com essa fidelidade ao partido, com toda essa omertà, que o partido pode roubar em outra escala, compreende? Primeiro, começaram por essas coisas triviais, como arrecadação do lixo em prefeituras do interior, compra de merenda escolar, depois transportes públicos em prefeituras de maior parte, e assim por diante (tudo isso são casos registrados pela imprensa, eu não estou inventando nada).
Bem, aí chega o dia glorioso de assumir o poder; enfim, antes disso teve aquele assassinado muito chato, lá em Santo André, que parece que estava ligado justamente a um caso escabroso desses: extração de dinheiro pela corrupção, apropriação indébita por um meliante que não era exatamente companheiro, chantagem, eliminação do coitado do primeiro conselheiro do Lula, acho que você deve estar lembrado, não é?
O que acontece com os companheiros no poder? Um pouco como Ali Babá ao chegar na caverna dos 40 ladrões, entendeu? Eles ficam extasiados com tanta riqueza, um Estado cheio de oportunidades para fazer uma poupança, e teria bem mais se esses tucanos desgraçados não tivessem privatizado tantas estatais, que pena...
Mas, ainda tem o Banco do Brasil, as elétricas, e sobretudo a joia da coroa, aquela vaca petrolífera, regurgitando de bilhões, que se chama Petrobras... O resto é história. Percebeu agora porque é diferente? Os companheiros deixaram para trás o modo de produção artesanal do roubo institucionalizado, e passaram a uma escala superior, até além do modo de produção manufatureiro, chegaram à era da grande indústria do roubo, inclusive transnacional.
Entendeu direitinho? Entendeu porque Pasadena não foi um erro de gestão, e sim uma operação feliz, totalmente bem sucedida, exitosa a mais não poder? E porque Abreu e Lima é essa outra vaca inesgotável com milhões para todos e cada um?
Acho que você está começando a entender como os companheiros são mestres na arte de roubar, e porque eles deixam tucanos e todos os demais no chinelo.
Que pena que todas essas oportunidades estejam chegando ao fim, não é mesmo? Mas enfim, eles já devem ter várias arcas do tesouro enterradas em ilhas do Caribe: eles são os próprios piratas do Caribe.
De vez em quando acontece uma surpresa: os companheiros piratas se relacionam com quaisquer bandidos, e de vez em quando vem algum trapalhão que põe tudo a perder, não é uma pena? Aconteceu assim no caso do Mensalão, quando foram traídos por um político miserável, por uma mera questão de merreca no Correio. Agora é esse bandido da Petrobras, que nem era do partido, mas que também colaborava com o partido. Gente assim não costuma ser profissional como os companheiros. Sobretudo não têm a fidelidade, a omertà que tem os companheiros do partido: esses não revelariam nada, mesmo sob tortura, se ela por acaso ainda existisse, compreende? Esses caras são os novos heróis do povo brasileiro: eles se mantêm fieis até o fim...
Acho que você já percebeu as diferenças agora, estou certo. Entendido, ou preciso explicar mais um pouco, entrar em detalhes? Acho que não. Estou certo que você nunca mais vai misturar tucanos com companheiros em matérias de tão alto coturno quanto estas, não é mesmo?

Paulo Roberto de Almeida
Hartford, 13 de outubro de 2014 

O Brasil NAO QUEBROU três vezes; MENTIRA da candidata - Paulo Roberto de Almeida

A despeito de já ter sido desmentida várias vezes, por vários economistas que inclusive publicaram artigos esclarecedores na imprensa sobre essa mentira deliberada (vejam, por exemplo, este aqui, Patranhas Petistas, da economista Monica De Bolle), a candidata oficiosa continua a repetir o que ela sabe ser mentira: que o Brasil quebrou três vezes sob o governo FHC.
Não apenas isso, um filhote do partido totalitário, que também deve ter recebido ordens do seu Goebbels para escrever algo contra Armínio Fraga na crise (provocada pelo PT) da campanha presidencial de 2002, acaba de publicar um artigo fraudulento e mentiroso sobre a deterioração do quadro econômico no decorrer daquele ano, atribuindo os problemas, não ao seu partido mentiroso, mas ao homem que estava procurando resolver os problemas criados pelas esquizofrenias tantas vezes repetidas pelos "economistas de botequim" companheiros.
Como eu sempre dou a palavra aos que escrevem sobre assuntos relevantes, mesmo contando mentiras, coloquei esse artigo vergonha neste blog, mas fazendo-o preceder da necessária retificação. Os interessados em ler, podem consultar este link.
Em vista, portanto, de tantas mentiras repetidas, permito-me colocar novamente neste blog, o trabalho que escrevi às pressas sobre a questão das relações do Brasil com o FMI naqueles anos cruciais.
Os que desejarem maiores detalhes sobre todos esses episódios, podem se referir ao capítulo sobre o Brasil e o FMI, neste meu livro: Relações Internacionais e Política Externa do Brasil.
Paulo Roberto de Almeida

O Brasil quebrou três vezes sob FHC?
Mentira da candidata!

Paulo Roberto de Almeida

É normal, no curso de uma campanha tão acirrada quanto a atual, que os candidatos exagerem um pouco em suas afirmações, com o objetivo de enfatizar os erros, equívocos, ou até traições dos seus competidores, e para realçar suas próprias virtudes e qualidades.
Não é normal, contudo, nem aceitável, sob qualquer critério, que eles deformem as posições dos competidores, que eles veem como adversários ou até como inimigos, ou que eles recorram a MENTIRAS DELIBERADAS para tentar acusar os adversários de algum pecado grave, antinacional.
É isso, no entanto, que vem fazendo os companheiros desde muito tempo, praticamente desde os próprios eventos, agindo de forma que eles sabem ser totalmente desonesta, mas ainda assim insistindo na mentira.
A candidata governista abusou de sua capacidade de mentir ao recorrer novamente a essa mistificação, ainda tão recentemente quanto esta semana.
Como eu acompanhei, muito de perto, a história financeira do Brasil desde o final dos anos 1970, e como estive envolvido em assuntos do FMI durante as próprias negociações -- mas mesmo que não estivesse, como qualquer outro eu leio jornais e sei distinguir a mistificação da realidade, permito-me contar a história verdadeira aqui abaixo, ainda que de forma resumida, para não cansar os leitores.

O que dizem, em síntese esses mentirosos reincidentes, esses fraudadores da história? Eles tendem a repetir a mesma conversa, sempre em tom simplista, e derrogatório, como se todos no Brasil fossem idiotas e não soubessem distinguir a mentira da realidade.

No governo neoliberal de FHC, o Brasil quebrou 3 vezes e nessas 3 vezes FHC teve que se humilhar perante o FMI e aumentar a dívida externa do Brasil.

MENTIRA
Simplesmente não é verdade que o Brasil quebrou três vezes sob FHC.
Esta é uma afirmação de cunho político, totalmente equivocada e que merece uma correção historicamente verificável, além e acima das querelas políticas. Vou relatar exatamente como o processo se passou, desde o início.

No final de 1994, ocorreu uma primeira crise financeira no México,  – que se deveu a uma taxa de câmbio desajustada, que o governo vinha procurando manter estável, um pouco como o nosso atualmente – e que obrigou o governo de FHC a efetuar um ajuste na política cambial, introduzindo um sistema de banda (variação dentro de certos limites). 
Ocorreu também que, por opção do presidente Itamar Franco, a estabilização do Plano Real não pode ser feita com base num forte ajuste fiscal – pois ele dizia que não queria ter recessão, e de fato não houve recessão no Real, como se pode comprovar por dados objetivos – e teve de ser apoiada numa âncora cambial e em juros reais mais elevados (do contrário como dispor de financiamento a um governo que não queria fazer ajuste fiscal?). 
Quando sobreveio a segunda onda de crises financeiras, desta vez nos mercados asiáticos, em meados de 1997 –  também por motivos de câmbio – ocorreu um tremendo refluxo nos movimentos de capitais, o que afetou também o Brasil. Houve novos ajustes, que nos levaram a meados de 1998, quando a Rússia decretou moratória sobre sua dívida externa, dando um calote unilateral em muitos bancos europeu e até alguns americanos, atingindo grandes fundos de investimentos. 
Foi somente aí que a situação do Brasil se agravou, e o governo fez o que tinha de fazer, como fazem todos os países em situação temporária de desequilíbrio no balanço de pagamentos: negociou um acordo PREVENTIVO com o FMI e países credores, que permitiu justamente ao Brasil NÃO QUEBRAR, pois ele teve divisas para continuar cobrindo suas obrigações financeiras externas, sem precisar negociar uma moratória técnica como fez o México. 
Apenas para se ter uma ideia da magnitude dos pacotes de socorro a governos temporariamente inadimplentes (o que NÃO foi o caso do Brasil), o pacote do México envolveu um valor total de 48 bilhões de dólares (grande parte dinheiro americano do Exchange Stabilization Fund, o resto do FMI, BIRD, BID e outros governos). No caso do Brasil, o pacote de ajuda PREVENTIVA foi de 41 bilhões, mas do qual só foi usada uma metade, ainda assim como simples garantia (incorporação nas reservas cambiais, não para dispêndio efetivo). Esse pacote foi feito em outubro-novembro de 1998.
Em janeiro de 1999, o então governador Itamar, ao assumir o governo de Minas Gerais, declarou que não honraria, e não pagaria, as dívidas estaduais negociadas em 1996 e 1997, com o governo federal, que trocou velhas e impagáveis dívidas estaduais (e municipais), por novos bônus a 30 anos, eliminando um dos maiores “esqueletos” da situação anterior de todas as unidades sub-federadas. Ao fazer isso, a dívida pública do governo central naturalmente subiu de 32% do PIB para mais de 60% do PIB, o que constitui outra das acusações desonestas feitas pela oposição ao governo FHC: a dívida aumentou porque o governo federal assumiu imensos montantes de dívidas estaduais e municipais, a juros mais moderados. 
Pois bem, quando Itamar desafiou o governo federal, os mercados (ou seja, investidores em bolsa ou em títulos do governo) operaram um imenso movimento de retirada do Brasil – pois aquilo poderia significar o desmantelamento do Plano Real de estabilização – e que redundou na mudança da política cambial, do regime de banda para um de flutuação suja da moeda. Depois da desvalorização, os mercados se ajustaram rapidamente, tanto é assim que o novo presidente do Banco Central, Armínio Fraga, pagou o que devia aos governos credores em abril de 2000, e ficou apenas com um crédito stand-by do FMI (ou seja, garantia, apenas, para usar se fosse preciso, de pouco mais de US$ 10 bilhões).
Pouco depois, porém, a Argentina entrou em crise terminal e os chamados mercados, não distinguindo muito bem entre nós e eles, nos puniram novamente, mas a situação foi relativamente tranquila: foi negociado um novo acordo stand-by, também PREVENTIVO, que nos repassou mais US$ 15 bilhões, enquanto durou a crise ao lado (e que se estendeu durante dois anos praticamente, desde a moratória de 2001, até o calote imposto por Kirchner em 2003). Ou seja, o Brasil NÃO quebrou pela segunda vez, apenas fez um novo acordo preventivo de empréstimo negociado.
Chegamos, então, à terceira “crise” e esta foi devida inteiramente à campanha presidencial de 2002.  Não se poderá negar que os “mercados” reagiram fortemente à possibilidade da chegada de Lula  ao poder, e isso não dependia absolutamente do governo FHC: o dólar saiu de 1,70 para quase 4 por dólar até setembro, e os títulos da dívida brasileira (renegociação de 1992-93) se vendiam a 48 centavos por cada dólar na bolsa de NY, tudo isso por causa das ameaças anteriores do PT de dar calote nas dívidas doméstica e externa, além de outras mudanças radicais na política econômica.
Pois bem, também se há de lembrar que o presidente FHC chamou ao Palácio do Planalto cada um dos candidatos presidenciais (e isso depois de Lula já ter apresentado sua “Carta ao Povo Brasileiro, em junho) para apresentar-lhes o pacote em negociação com o FMI, e TODOS deram o seu aval. O Brasil então fez o último dos três acordos, este igualmente PREVENTIVO, em agosto de 2002, pelo qual obteve um novo crédito stand-by por US$ 30 bi (o maior da história do FMI até então). Logo depois, já no governo Lula, o ministro Palocci determinou a elevação, decisão dele, do superávit primário, de 2,75% do PIB para 3,25%, e de fato fez muito mais do que isso durante seus três anos à frente da Fazenda).

Esta é a história REAL dos três pacotes de ajuda PREVENTIVA, totalmente em desacordo com a demagogia política em torno das três quebras, o que NUNCA ocorreu. Quem fez demagogia, aliás até contra o conselho do Ministro Palocci, foi o presidente Lula, que em 2005, por motivos puramente políticos e eleitoreiros, resolveu pagar antecipadamente o que devíamos ao FMI (pouco mais de 10 bi), quando Palocci havia negociado duas extensões e podíamos dispor desse dinheiro por mais 3 anos. 
Ora, Lula mandou devolver um dinheiro pelo qual o Brasil pagava no máximo 4,5% de juros ao ano, para depois ter de recorrer aos mercados comerciais de emissão de títulos governamentais, pelos quais passamos a pagar mais de 8% ao ano. Onde está a demagogia e a política aqui?

Nem FHC, nem Lula aumentaram a dívida externa do Brasil, que era basicamente de natureza comercial e privada, pois as dívidas governamentais foram sendo reduzidas ao longo de todo esse período. Apenas o primeiro pacote de ajuda PREVENTIVA foi feito durante a administração Clinton; os dois seguintes foram feitos sob o governo Bush, com que Lula aparentemente se relacionava muito bem, pelo menos ele assim o disse em diversas ocasiões.

Esta é a história real.
Os companheiros que continuarem fazendo falsas acusações deveriam ser processados por mentira e difamação. Mas o fato é que eles não se corrigem. Não conseguem viver sem trapaças e mentiras. Faz parte de sua natureza mafiosa viver nesse tipo de lodo moral.


Paulo Roberto de Almeida 

Hartford, 5/10/2014

Postagens mais populares: Não, o Brasil NAO quebrou tres vezes, MENTIRA da candidata

Novamente cai por acaso nas estatísticas do meu blog, e fiquei satisfeito ao constatar que a postagem desmentindo a candidata -- uma tarefa sempre recomeçada, já que ela não se corrige, e continua a mentir desbragadamente -- sobre os programas do Brasil com o FMI, entre 1998 e 2005 (e que beneficiaram enormemente o governo Lula, foi a mais acessada do período recente.

Vejam vocês mesmos:
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Em homenagem à presidente-candidata, ou candidata-presidente (whatever), que continua mentindo como nunca, e que vai continuar mentindo, porque mais desesperada (também, já pensaram, o medo de ir para a cadeia deixa esse pessoal apavorado), vou postar novamente o meu texto, por que é necessário que as pessoas saibam que ela está mentindo e conheçam a história real.
No post imediatamente subsequente a este.
Paulo Roberto de Almeida

domingo, 12 de outubro de 2014

Seria o PT um partido fascista? - Gustavo Maia Gomes (certamente, eu diria)

Segue artigo retirado do blog do economista pernambucano Gustavo Maia Gomes.
Eu não hesito em responder pela afirmativa.
Paulo Roberto de Almeida 

Gustavo Maia Gomes

domingo, 9 de março de 2014


É o PT um partido fascista?

"Uma mentira seguidamente repetida vira verdade" (Goebbels)
Alguma semelhança com o Brasil de hoje?
Após perder a guerra dos anos 1939-45, o fascismo ficou órfão; ninguém mais proclama seu amor por ele. Ao contrário dos tempos de Mussolini e Hitler quando, na Itália e Alemanha, difícil era encontrar quem não se dissesse fascista, hoje, as coisas estão mudadas. Até mesmo a pergunta do título pode parecer ofensiva.
Não foi minha intenção, mas mantenho o título, por um motivo principal: no mundo de hoje, os fascistas nunca se reconhecem como tais. Escondem seus objetivos; mistificam os métodos empregados para alcançá-los; difundem a ideia de ter sido o fascismo um movimento “de direita” e que, portanto, as entidades “de esquerda” não podem ser fascistas. Meia verdade. Falta dizer que o fascismo foi, também, um conjunto de práticas políticas bem características, algumas das quais, com as adaptações inevitáveis de grau e estilo, estão sendo repetidas pelo PT e seus governos.
INGREDIENTES DO FASCISMO
Inspirado na lista de Lawrence Britt, citado nas referências (A), mas eliminando as características que refletem, apenas, os casos específicos da Alemanha e da Itália, relaciono abaixo nove elementos que, a meu ver, são definidores do fascismo, não apenas na sua forma clássica, mas também na contemporânea. Em nenhum país vamos encontrá-los todos, mas em muitos eles estão presentes e são facilmente reconhecidos pelos seus adeptos – ou vítimas.
1.   Nacionalismo como principal bandeira política
2.   Poder pessoal ilimitado do Líder Máximo
3.   Desprezo pelas instituições democráticas
4.   Adesão à Lei de Goebbels
5.   Controle da mídia de massa e do pensamento livre em geral
6.   Uso indiscriminado da estratégia de exacerbar conflitos, criar vilões e vítimas
7.   O partido como organização que prevalece sobre os indivíduos
8.   Economia dirigida pelo Estado
9.   Aliança com as corporações, inclusive, empresariais
Onde fica o PT, na Lista de Britt modificada acima? Comento item por item.
1. Nacionalismo como principal bandeira política. Esta não é uma característica da política brasileira atual (2003-14). Penso haver duas razões para isso. Uma é a ligação sentimental de vários líderes petistas com o “internacionalismo proletário”. A outra tem a ver com as conveniências do momento: Hitler usou o nacionalismo (e o racismo) como meio de unir os alemães sob sua liderança; os petistas acreditam que podem alcançar o mesmo resultado com menos esforço e mais economia, distribuindo dinheiro público de graça ou altamente subsidiado para pobres (Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Prouni...) e ricos (via BNDES, sobretudo).
2. Poder pessoal ilimitado do Líder Máximo. No Brasil, não temos ninguém com poder ilimitado sobre toda a nação. Mas, certamente, já existe um “Líder Máximo” do PT, cujos desejos e vontades prevalecem, inclusive, sobre o próprio partido. É a única pessoa com poder para tanto. No fundo, sua força se baseia na inegável popularidade, em cuja sombra uma multidão de acólitos se beneficia com prestigiosos e bem remunerados empregos e com o correspondente acesso a fundos públicos.
Mas se não existe o poder absoluto sobre a nação, existe, com certeza, o desejo do Líder Máximo de alcançá-lo, seja diretamente, seja por meio de prepostos obedientes. Nesta luta, a imprensa é taxada de golpista; o Legislativo é submetido ao poder do dinheiro; o Judiciário é afrontado pela tentativa de deslegitimizar as sentenças exaradas por sua mais alta corte e por nomeações de ministros que, sempre se soube, iriam revertê-las.
3. Desprezo pelas instituições democráticas. Embora tente fazer parecer o contrário (por exemplo, ao seguir um ritual de escolha pelo voto dos seus candidatos às eleições sem importância), a prática política do PT põe às claras o desprezo pelas instituições essenciais à democracia. Três exemplos:
(i) a explícita, continuada e oficial solidariedade do partido (em certa medida, do governo) aos petistas condenados por corrupção, atitude que afronta e desmoraliza o Poder Judiciário;
(ii) o apoio total, demonstrado das mais variadas formas (por exemplo, a importação de médicos escravos cubanos) a ditaduras internacionais declaradas (Cuba) ou disfarçadas (Venezuela);
(iii) a criação e preenchimento com petistas de um número extravagante de cargos públicos, a maioria deles desnecessários, sendo que os possivelmente úteis tampouco o são, na prática, já que entregues a pessoas, via de regra, desqualificadas.
4. Adesão à Lei de Goebbels. O ministro da Propaganda de Hitler era, reconhecidamente, um gênio. Sua máxima “a mentira insistentemente repetida vira verdade” desempenhou um papel de enorme relevância na consolidação do poder dos nacional-socialistas. O PT não tem um ministro da Propaganda (talvez o Sr. Gilberto Carvalho?), mas segue fielmente a Lei de Goebbels. Três exemplos:
(i) A suposta “herança maldita”, deixada por Fernando Henrique.
Ao contrário da versão insistentemente repetida, os problemas no início do primeiro governo petista se deveram ao medo sentido em todo o mundo de que o PT pusesse em prática (como vivia anunciando que faria) aberrações tipo suspender o pagamento da dívida externa ou adotar políticas fiscal e monetária frouxas, que trariam a inflação de volta. Ao contrário de maldita, a herança de FHC foi tão boa que Luís Inácio nada fez senão dar continuidade ao que vinha sendo feito, até se sentir suficientemente seguro (ele e sua sucessora) para, a partir de 2009, impor ao país suas próprias idéias, com os resultados – estes, sim, malditos – hoje visíveis.
(ii) A posição do partido e do governo petista de nunca reconhecer seus próprios erros, mas, diante de uma realidade desfavorável, escamotear os problemas ou jogar a culpa nos outros.
Sobre “escamotear”, remeto o leitor ao depoimento citado nas referências. (B)
Sobre “jogar a culpa nos outros”, a história da “herança maldita” é um caso, mas há outros, mais atuais. Por exemplo: segundo o governo petista, até 2011, as dificuldades da economia brasileira se deviam à política monetária frouxa dos Estados Unidos, que mantinha o dólar em baixa; depois de 2011, as dificuldades da economia brasileira se devem à política monetária apertada dos Estados Unidos, que mantém o dólar em alta. Nem uma palavra sobre as desastrosas políticas macro e microeconômicas pós-2009, capazes de gerar crises até no melhor dos mundos.
(iii) A tese de que o julgamento do Mensalão foi ilegítimo, ou “político”, no sentido de parcial, juridicamente frouxo, influenciado pela opinião pública.
Se a decisão da mais alta corte de um país, em plena vigência do Estado de Direito, é “ilegítima”, o que poderia ser uma sentença “legítima”? Apenas aquela que conviesse ao partido no poder? Se as sentenças proferidas por onze ministros – oito deles nomeados por Luís Inácio ou Dilma Rousseff – tivessem sido “políticas”, para que lado teriam elas pendido? Se o processo do Mensalão foi juridicamente frouxo, influenciado pela opinião pública, então os ministros que o conduziram são incompetentes, ou corruptos, ou ambos. Quem é responsável por isso? A “imprensa golpista”? Ou os presidentes petistas que os nomearam?
5. Controle da mídia de massa e do pensamento livre em geral. O PT ainda não consegue, mas tenta controlar a livre circulação de informações difundindo por todos os meios uma visão caluniosa sobre o que chama de “imprensa golpista”. A expressão se aplica a qualquer meio de comunicação que não se limite a subscrever e repetir mecanicamente a versão petista dos acontecimentos. Além disso, não há provas, mas rumores circulam de que “o PT tem uma rede de blogueiros em seu bolso” e também que se dedica com afinco a criar e manter nas redes sociais falsos perfis ocupados em difamar todos os internautas que demonstrem uma posição crítica ou antagônica ao partido. (C)
Quanto às tentativas de controlar o pensamento livre, os nazistas promoviam queimas públicas de livros; nossos governantes atuais querem reescrever Monteiro Lobato, de modo a desnegrizar Tia Nastácia e repor a perna faltante do Saci Pererê. Há enorme diferença de grau, mas a essência é a mesma.
6. Uso indiscriminado da estratégia de exacerbar conflitos, criar vilões e vítimas. Esta estratégia atingiu a perfeição com Hitler, que fez da perseguição aos judeus a razão principal de seu regime político personalista. Felizmente, apesar dos esforços da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, um dos 39 ministérios do governo petista, não temos ainda nenhum exemplo comparável à caça aos judeus no Brasil de hoje. Mas chegaremos lá. As vítimas já estão escolhidas: são os negros (se é que se pode, ainda, usar esta palavra); os vilões, também: somos nós, os brancos (ou melhor, cinzentos) que ganhamos mais de um salário mínimo e, sobretudo, não votamos no PT.
7. O partido como organização que prevalece sobre os indivíduos. De novo, não temos nada parecido com o que houve nos casos clássicos de fascismo, mas algumas ocorrências nessa área merecem registro. Por exemplo, embora a prática seja ilegal, o PT exige que seus filiados eleitos ou nomeados para cargos públicos paguem ao partido 10% dos respectivos vencimentos. No caso dos indicados a cargos de confiança, o pedágio é cobrado até mesmo de não filiados. (D)
Estabelece-se, portanto, um canal direto -- e à margem da lei -- de apropriação de dinheiro público pelo Partido dos Trabalhadores, com a nefasta consequencia de que, quanto mais cargos sejam criados e quanto mais alta seja a remuneração correspondente, maior o volume de recursos públicos canalizados para o PT.
8. Economia dirigida pelo Estado. Não, não temos, ainda, uma economia dirigida pelo Estado. Mas os governos do PT estão movendo o país nesta direção. Devido à sua herança ideológica, o intervencionismo estatal na economia aprofundou-se no governo Dilma Rousseff. As empresas estatais – cabides de emprego para petistas desde a época de Luís Inácio -- voltaram a ser abertamente usadas como instrumentos de política econômica, quase sempre, em detrimento de seus próprios interesses.
Um resultado disso, entre outros, tem sido a situação pré-falimentar da Petrobrás, obrigada a operar com preços defasados para ajudar o governo a controlar a inflação que ele mesmo cria. Como resultado, de 2011 até hoje, a Petrobras perdeu R$ 229 bilhões em valor de mercado. (E)
9. Aliança com as corporações, inclusive, empresariais. Há alianças com as corporações, sim, mas isso não parece ser um elemento essencial da estratégia do partido e respectivos governos. O segredo da longevidade petista é outro. No país do PT, a vida é boa para: (i) os muito pobres (relativamente à sua situação anterior, claro), (ii) os pobres, e (iii) os muito ricos. Que essa bondade toda não pode durar para sempre, porque cria inflação, destroi o crescimento econômico, e desmoraliza os que trabalham para ganhar a vida é algo que irá ficar inteiramente evidente depois das eleições deste ano. 
Por outro lado, no mesmo país do PT, a vida é muito ruim (relativamente falando) para: (iv) a classe média – profissionais liberais, empregados com educação de terceiro grau, comerciantes e industriais de porte médio, entre outros – que paga boa parte da farra dos grupos privilegiados. Explico:
(i) Os muito pobres, pela primeira vez na escala observada após 2003, recebem dinheiro de graça. Isso lhes melhora a vida, mas os obriga a continuar muito pobres, para não perder a Bolsa Família. Em troca, eles ficam satisfeitos, agradecidos, e se tornam eleitores incondicionais de Luís Inácio e de seus amigos.
(ii) Os pobres recebem aumentos reais de salário mínimo e benefícios variados que vão desde a possibilidade de estudar de graça em faculdades privadas (via Prouni) até comprar uma casa modesta em condições de prazos e juros altamente favorecidas.
(iii) Os muito ricos também não têm do que se queixar: “no fim de setembro deste ano (2013), o saldo dos empréstimos do Tesouro ao BNDES estava em R$ 383 bilhões, o equivalente a 8,2% do Produto Interno Bruto.” (F). Todo esse dinheiro, resultante da arrecadação de impostos ou de operações de empréstimos do governo, se transformou em crédito subsidiado, predominantemente, para grandes empresas privadas.
Quem paga tudo isso? Em grande parte, (iv) a classe média. Igual a todo mundo, ela tem sua pesada carga de impostos; diferentemente de todo mundo, quase nada recebe em troca.
É O PT UM PARTIDO FASCISTA?
Os otimistas diriam que ainda falta muito para o PT se tornar um partido fascista. Mas alguns dos traços de comportamento que levam ao fascismo estão, claramente, presentes no partido. A intolerância com a oposição é o mais destacado deles. Há um grande perigo aí, pois, em havendo espaço, a intolerância evoluirá para o autoritarismo. Se a parcela da população brasileira que preza as liberdades individuais e a diversidade de opiniões não reagir em tempo, é para o fascismo que o PT nos levará a todos.
E aí aqueles de nós que detestávamos ser governados por ditadores militares incultos vamos ter de nos acostumar a ser governados por ditadores civis analfabetos.


Gustavo Maia Gomes
Recife, 8 de março de 2014
REFERÊNCIAS
(A) Lawrence Britt. “Fourteen Defining Characteristics of Fascism”, Free Inquiry, 5/28/13, em http://www.rense.com/general37/char.htm
(|B) Gustavo Maia Gomes, “A seca nordestina, segundo o Dr. Pangloss”, (23/7/2013), emhttp://gustavomaiagomes.blogspot.com.br/2013/07/a-seca-nordestina-segundo-o-dr-pangloss.html
(C) “PT e PSDB declaram guerra virtual”, (2/2/14) emhttp://www.cearaagora.com.br/site/2014/02/pt-e-psdb-declaram-guerra-virtual/  (Contém a declaração de Xico Graziano citada no texto.)
(D) Alice Maciel, “Partidos abocanham parte dos salários de servidores comissionados” (4/3/2013), em http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2013/03/04/interna_politica,354356/partidos-abocanham-parte-dos-salarios-de-servidores-comissionados.shtml
(E) “Petrobras vale em bolsa apenas 53,9% de seu patrimônio” (30/1/2014), emhttp://exame.abril.com.br/mercados/noticias/petrobras-vale-em-bolsa-53-9-de-seu-patrimonio

(F) Ribamar Oliveira. “Subsídio do Tesouro ao BNDES sobe 52%”, Valor Econômico, 07/11/2013. Em http://www.canaldoprodutor.com.br/comunicacao/noticias/subsidio-do-tesouro-ao-bndes-sobe-52

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