quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Livros de Paulo Roberto de Almeida na Amazon.com.br: consulta em 6/08/2026

Aqui estão os livros oferecidos no site da Amazon.com.br: 

Miséria Da Diplomacia: A Destruição Da Inteligência No Itamaraty

Edição Português | por Paulo Roberto de Almeida | 6 ago. 2019

A Grande Mudança

Edição Português | por Paulo Roberto de Almeida | 1 jan. 2003
 
Nenhuma opção de compra em destaque
R$ 87,90(1 nova oferta)

O Moderno Príncipe: Maquiavel Revisitado

por Paulo Roberto de Almeida | 1 out. 2010


O Estudo Das Relações Internacionais Do Brasil

Edição Português | por Paulo Roberto de Almeida | 13 dez. 2006

Os primeiros anos do século XXI

Edição Português | por Paulo Roberto De Almeida | 7 nov. 2005

INTEGRAÇÃO REGIONAL - Vol. 3

por ANTONIO CARLOS MORAES LESSA, PAULO ROBERTO DE ALMEIDA, e outros. | 1 abr. 2013

O Brasil E O Multilateralismo Econômico

Edição Português | por Paulo Roberto De Almeida | 31 dez. 1998

 

O Príncipe, revisitado: Maquiavel para os contemporâneos (Pensamento Político Livro 18)

por Paulo Roberto Almeida e Pedro Paulo Palazzo de Almeida | 8 set. 2013
 

Constituições brasileiras: Ensaios de sociologia política

por Paulo Roberto de Almeida | 26 nov. 2024

Formação da Diplomacia Econômica no Brasil - Vol. 2 ( 789)

Edição Português | por Paulo Roberto de Almeida | 1 jan. 2017
Somente 1 em estoque.

O Mercosul No Contexto Regional E Internacional (Portuguese Edition)

Edição Português | por Paulo Roberto De Almeida | 1 jan. 1993

Formação da Diplomacia Econômica no Brasil

Edição Português | por Paulo Roberto de Almeida | 1 jan. 2017

Oliveira Lima: Um historiador das Américas

por Paulo Roberto de Almeida e André Heráclio do Rêgo | 13 dez. 2017


 

O megabloco do Pacífico e o Brasil

por Paulo Roberto de Almeida | 25 mai. 2016
 

História das relações internacionais contemporâneas: Da sociedade internacional do século XIX à era da globalização

Edição Português | por Paulo Roberto de Almeida, José Flávio Sombra Saraiva, e outros. | 19 dez. 2012
 

LE MERCOSUD: Un Marché commun pour l'Amérique du Sud

Edição Francês | por Paulo Roberto De Almeida | 1 jan. 2001

Relações Brasil-Estados Unidos. Assimetrias e Convergências

Edição Português | por Paulo Roberto de Almeida e Rubens Antônio Barbosa | 1 jan. 2006

Histoire du brésil pour comprendre le br: Pour comprendre le Brésil contemporain

Edição Francês | por ROBERTO DE ALMEIDA PAULO | 1 ago. 2002

Brasil: o futuro que queremos

Edição Português | por Jaime Pinsky, Antônio Corrêa de Lacerda, e outros. | 8 mai. 2018




Guia Dos Arquivos Americanos Sobre O Brasil: Colecoes Documentais Sobre O Brasil Nos Estados Unidos

Edição Português | por Paulo Roberto De Almeida | 1 jan. 2010
 
 
 
 
 

GlobalizandoEnsaios Sobre a Globalização e a Antiglobalização

Edição Português | por Paulo Roberto De Almeida | 1 jan. 2011


 

Mercosul Nafta E Alca

Edição Português | por Yves Almeida, Paulo Roberto De;Chaloult | 1 jan. 1999

Mercosul - Fundamentos E Perspectivas

Edição Português | por Paulo Roberto De Almeida | 1 jan. 1998

Oswaldo Aranha - Um estadista brasileiro - Volume I

por Sérgio Eduardo Moreira Lima, Rogério de Souza Farias, e outros. | 1 jan. 2017
 

The Drama of Brazilian Politics: From 1814 to 2015 (English Edition)

Edição Inglês | por Ted Goertzel, Paulo Roberto de Almeida, e outros. | 26 set. 2014
 

Envisioning Brazil: A Guide to Brazilian Studies in the United States (English Edition)

Edição Inglês | por Marshall C. Eakin e Paulo Roberto de Almeida | 16 set. 2005

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Livrarias, de todos os tipos… - livro de Jorge Carrión

 Carmen Licia acaba de me presentear com este livro, sobre todos os tipos de livrarias, antigas, modernas, existentes, desaparecidas, renascidas, exóticas, atrevidas e provocantes, justamente um livro que me faltava. Não sei se passei metade de minha vida em bibliotecas e livrarias, mas estaria perto disso. Ainda vou escrever sobre as livrarias e bibliotecas que me fizeram ser o que sou: alguém que vive nos livros, com livros, para os livros. Já escrevi alguns, mas pretendo ainda escrever outros. Eu não poderia ter uma livraria, pois teria pena de vender; mas gostaria de morar numa biblioteca: a Library of Congress me agradaria…

Paulo Roberto de Almeida

Brasilia, 6/07/2026

Madame IA volta a ocupar-se de minhas postagens no Diplomatizzando, do ponto de vista de sua credibilidade

Acho que passei no teste, ou pelo menos Madame IA não encontrou nada que me incriminasse conceitualmente, ou que contivessa algum grau de desonestidade intelectual. PRA

 

https://diplomatizzando.blogspot.com/search?q=ADL&max-results=20&by-date=false

Com base na análise documental do blog Diplomatizzando, de autoria do embaixador e cientista político Paulo Roberto de Almeida (PRA), e nas interações registradas com o colaborador Airton Dirceu Lemmertz (ADL), apresenta-se um exame crítico e transdisciplinar da dinâmica operacional e intelectual que rege esse espaço de debate de relações internacionais.

 

Análise Crítica e Fact-Checking da Relação Operacional

Em termos de verificação de fatos, as afirmações contidas no material são verdadeiras e documentadas textualmente no próprio blog por meio de postagens registradas entre maio e julho de 2026. A dinâmica estabelecida afasta-se de um blog tradicional para constituir um laboratório interativo de engenharia de prompts.

Fica evidente que ADL atua na condição de "Comandante Técnico" ou engenheiro de prompts, sendo o responsável por submeter ensaios de PRA e textos de terceiros à inteligência artificial generativa, ironicamente batizada de "Madame IA" (identificada nativamente como o motor Gemini do Google). ADL impõe diretrizes técnicas rígidas para moldar o comportamento do modelo, tais como a proibição absoluta de elementos visuais — tabelas, quadros ou linhas horizontais —, a exigência de respostas detalhadas e a ordem explícita de decodificar subtextos ou ironias diplomáticas.

Por outro lado, PRA figura como o "Mentor Intelectual" do processo. Ele fornece a matéria-prima ideológica — seus ensaios econômicos, livros e memórias acadêmicas — e atua no topo do ecossistema como o juiz analítico final. O diplomata valida ou rejeita as respostas da IA, criticando frequentemente sua tendência de fábrica à "neutralidade amoral" e ao politicamente correto. Portanto, a afirmação de que a operação contemporânea do blog funciona como um duopólio técnico-intelectual fechado entre PRA e ADL é factual e precisa.

 

Perspectiva Jurídica e de Segurança Tecnológica

Sob a ótica do Direito Digital e da governança tecnológica, a prática imposta

 por ADL de induzir a inteligência artificial a adotar o estilo analítico e a persona política de PRA levanta debates contemporâneos sobre a simulação de personalidades reais por algoritmos. O material aponta corretamente que as restrições para forçar uma máquina a incorporar uma identidade — seja ela de figuras públicas históricas como Maquiavel e Adam Smith, ou privadas como o próprio PRA — residem unicamente nos filtros éticos e de segurança implementados pelos desenvolvedores de software.

No plano jurídico, essas travas de segurança visam coibir crimes de engenharia social, fraudes, difamação ou desinformação intencional em nome de terceiros. Uma vez contornadas ou parametrizadas de forma legítima, como ocorre no blog para fins estritamente pedagógicos e de debate, a IA revela-se um potente replicador de padrões textuais. Ela consegue espelhar vieses políticos e tiques intelectuais a partir do momento em que é alimentada com uma base amostral densa de textos do autor original.


Perspectiva Política e Ideológica

No campo das ciências políticas e da análise de conjuntura, o blog fundamenta sua identidade na autodeclaração de ser um "quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade". O exame das manifestações de PRA revela uma postura de equidistância crítica em relação aos principais polos partidários do cenário brasileiro recente, embora atribua pesos nitidamente distintos aos danos causados por cada um à política externa do país. 

PRA formula duras críticas ao que define como "bolsonarismo diplomático" ou "bolsolavismo", caracterizando esse período como a maior ruptura sistêmica e institucional da história do Itamaraty. O autor recorre a um vocabulário assertivo para condenar o alinhamento ideológico cego e a destruição da credibilidade profissional da diplomacia brasileira perante a comunidade internacional.

Simultaneamente, PRA critica o "lulopetismo diplomático", rotulando-o de militância retrograda, embora o considere menos destrutivo que o bolsonarismo. Adotando a "Teoria dos Extremos Iguais", o autor equipara a extrema esquerda à extrema direita em seus métodos autoritários, apontando o bloco autocrático global como a maior ameaça contemporânea às democracias.

 

Perspectiva Econômica e Diplomática

O blog mantém estabilidade conceitual, defendendo a inserção pragmática do Brasil e a modernização econômica, com foco na entrada na OCDE. PRA rechaça o nacionalismo econômico e o estatismo, baseando-se no liberalismo clássico para alertar sobre o risco fiscal.

Em temas diplomáticos recentes, o autor analisa a classificação de facções criminosas brasileiras (PCC/CV) como terroristas pelos EUA. PRA interpreta isso como um fracasso diplomático do governo, criando um cenário de alta vulnerabilidade institucional, onde as facções passam a ser tratadas como ameaças transnacionais.

 

 


Madame IA se ocupa da minha linguagem no blog Diplomatizzando - Paulo Roberto de Almeida

 Transcrevo a consulta efetuada por Airton Dirceu Lemmertz dirigida a Madame IA, a propósito de minha linguagem no Diplomatizzando: os exemplos são muito rarefeitos para traduzirem um comportamento padrão. Não xingo niinguém e não é minha culpa que alguns sejam idiotas, como certos políticos brasileiros. Considero essa uma crítica marginal à substância de meus pronunciamentos, que sempre estão sustentados por evidências que justificam os poucos adjetivos depreciativos... 

PRA

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Não, o diplomata Paulo Roberto de Almeida (conhecido pelas iniciais PRA) não utiliza majoritariamente termos chulos, palavrões ou linguagem vulgar em seu blog principal, o Diplomatizzando. No entanto, ele é amplamente reconhecido por adotar uma linguagem altamente satírica, mordaz, ácida e politicamente incorreta, que frequentemente flerta com a provocação e pode ser interpretada por opositores ou leitores mais tradicionais como inadequada ou ofensiva para os padrões usuais da diplomacia.

Abaixo, apresenta-se uma análise crítica e multidisciplinar sobre o estilo comunicativo do diplomata em suas plataformas e escritos públicos.

🔍 Análise Crítica do Estilo Textual de PRA

1. Perspectiva Jornalística e Factual

No plano factual, as postagens de Paulo Roberto de Almeida — que também foi professor universitário e ocupou postos de alta relevância no Itamaraty — são compostas por uma densa carga de referências bibliográficas, jargão econômico e conceitos de Ciência Política.

Contudo, ele se autodefine como um "diplomata não convencional". Em coberturas jornalísticas e em seus próprios livros, como Miséria da Diplomacia, observa-se o uso recorrente de ironia corrosiva e apelidos satíricos para figuras políticas de diferentes espectros. Expressões que ironizam discursos de governantes ou o uso do termo "golpi" para criticar atos políticos mostram que o autor prefere o embate retórico incisivo ao vocabulário polido tradicional do meio diplomático.

CE… +4

2. Perspectiva Sociológica e Linguística

O fenômeno do estilo de PRA nas redes e em seu blog pode ser explicado pela redescoberta da panfletagem política na era digital. Ao contrário dos telegramas oficiais do Itamaraty, que exigem neutralidade e polidez extremas, o espaço do blog pessoal funciona como um "quilombo de resistência intelectual", onde o autor deliberadamente rompe com a "liturgia do cargo". A agressividade verbal não se manifesta por xingamentos gratuitos, mas por adjetivações implacáveis ("populismo doentio", "fanatismo político"), que buscam chocar e desmistificar o objeto de sua crítica.

3. Perspectiva Jurídico-Institucional

Sob a ótica do funcionalismo público e do Direito Administrativo brasileiro, o comportamento de diplomatas em ambientes virtuais sempre gerou intensos debates:

Código de Conduta: O funcionalismo exige, historicamente, urbanidade e decoro.

Manifestações muito ácidas de diplomatas da ativa já resultaram, no passado recente do Itamaraty, em processos administrativos ou em remoções de funções de chefia devido ao desgaste político.Liberdade de Expressão: Por outro lado, defende-se que as postagens em blogs pessoais, sobretudo quando o diplomata expressa opiniões acadêmicas ou críticas históricas em âmbito privado, estão amplamente respaldadas pelo direito constitucional à livre manifestação do pensamento.

4. Perspectiva Diplomática (A Arte da Negociação)

Clássicos manuais de relações internacionais definem a diplomacia como a arte de mitigar conflitos por meio de linguagem amável, prudente e ambígua. Quando um diplomata adota uma retórica de confronto direto em praça pública, ocorre uma inversão do padrão profissional. Para os defensores da diplomacia tradicional, esse estilo é "inadequado" por fechar canais de diálogo; para os apoiadores do autor, trata-se de uma necessária coragem intelectual que rejeita a hipocrisia burocrática.




Em suma, as postagens de PRA podem ser consideradas ofensivas e inadequadas sob o ponto de vista da etiqueta diplomática convencional, mas não são vulgares no sentido estrito da palavra (uso de termos de baixo calão). Trata-se de uma escolha deliberada por uma retórica de combate político e cultural baseada na acidez e na ironia.

 

Programação de eventos organizados pelo Instituto Histórico e Geográfico de Minas Geral, em torno dos 50 anos da morte do presidente JK

 Programação de eventos organizados pelo Instituto Histórico e Geográfico de Minas Geral, em torno dos 50 anos da morte do presidente JK.


 

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Livro: História e Historiografia das Relações Internacionais do Brasil: dos Descobrimentos ao final do Império - Paulo Roberto de Almeida (próxima publicação)


 
Recebo, da Editora Appris, o relatório final da conclusão dos trabalhos editoriais para a impreessão do meu próximo livro:

TÍTULO: HISTÓRIA E HISTORIOGRAFIA DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS DO BRASIL
SUBTÍTULO: Dos descobrimentos ao final do Império
AUTOR: Paulo Roberto de Almeida
EDITORA/SELO: Appris
COMITÊ CIENTÍFICO: Geral
ÁREAS DO SITE: História
 
SINOPSE:
A construção da política externa e da diplomacia brasileira desde suas origens
Este livro combina ensaios de história das relações internacionais nos primeiros quatro séculos de vida da nação (períodos colonial e independente monárquico) com a historiografia profissional que se ocupou dos mesmos temas e períodos. Ele é o resultado de uma longa convivência, profissional e acadêmica, do autor com a história das relações exteriores do Brasil, enquanto a mais importante colônia do grande império marítimo português, e com a literatura que se ocupou da inserção internacional do Brasil naquela primeira fase, assim como da vida independente sob o Império, nas primeiras oito décadas de autonomia estatal. Ele permite avaliar, pelo lado empírico e pela produção historiográfica dos seus grandes historiadores, como essa formação incipiente e seu desenvolvimento ao longo do século XIX, serviu de quadro para a construção de uma diplomacia de grande qualidade intelectual e de bom desempenho profissional, dotada de grande credibilidade na fase contemporânea.
Da colônia à independência são apresentados as principais matrizes, primeiro portuguesas, depois genuinamente nacionais, da formação das bases de um protagonismo diplomático que despontaria na independência e se exerceria em toda a sua plenitude sob a República, mas preservando o rico legado vindo da metrópole e desenvolvido pelos “pais fundadores” da nação independente,
tal como exposto e discutido nas principais obras da historiografia diplomática sobre os quatro séculos até o final do Império. O autor se nutriu dessas obras e até contribuiu para o enriquecimento dessa história, em especial pelo lado das relações econômicas internacionais do Brasil.
 
FORMATO: Impresso e e-book
ENCADERNAÇÃO: Brochura
TIPO DE PAPEL: Offset 90g
ALTURA: 233cm
LARGURA: 16cm
PROFUNDIDADE: 3,4cm
ISBN (livro impresso): 978-85-473-5122-9
ISBN (e-book): 978-85-473-5123-6
EDIÇÃO: 1.ª Edição
NÚMERO DE PÁGINAS: 523
PREÇO DE CAPA (impresso): R$ 93,00
PREÇO DE CAPA (e-book): R$ 60,00
IDIOMA: Português
ANO DA EDIÇÃO: 2026
DATA DA APROVAÇÃO: 04/08/2026
ASSUNTOS DA FICHA CATALOGRÁFICA
1. História diplomática. 2. Política Externa Brasileira 3. Relações internacionais.

É possível distinguir o antipetismo do fascismo ordinário de 1/3 da população? - Paulo Roberto de Almeida

É possível distinguir o antipetismo do fascismo ordinário de 1/3 da população?

Paulo Roberto de Almeida

Diferentes medidas dos institutos de pesquisa de opinião revelam aspectos diversos dos sentimentos dos eleitores e da população em geral com respeito às tendências politicas que dividem os brasileiros, com aparentemente uma divisão fundamental entre dois polos, comumente chamados de Direita e Esquerda. Tipologicamente, ao assimilar essas correntes, ou movimentos, à bipartição clássica que vem da Revolução francesa, estaríamos em face das mesmas grandes linhas que dividem, no mundo como um todo, a opinião pública que participa ou toma partido na política na maioria dos países entre, de um lado, o grupo que privilegia a igualdade, a distribuição igualitária de bens públicos, a ação corretora do Estado nos fatores da desigualdade entre os indivíduos que formam a sociedade, e, de outro lado, aqueles que defendem a individualidade dos direitos, a ordem e a defesa da propriedade privada, a não interferência do Estado no âmbito da iniciativa individual, em suma, um quadro geral que não diferenciaria muito o Brasil de muitos outros países da comunidade internacional.

Seria esse o caso do Brasil, mais um exemplo de distinção típica e similar a outros casos nacionais, de divisão da população entre Direita e Esquerda? Não creio que o molde geral se ajuste inteiramente ao caso brasileiro, dado o personalismo e a “afetividade” que cercam boa parte do jogo politico em nosso país. A formação oligárquica tradicional nas estruturas politicas ou a identificação pessoal com poderosos, ou com personalidades dotadas de certo carisma pessoal, podem entrar nesse jogo, ao obstruir escolhas aparentemente racionais que estão na base das identidades opostas assimiladas a escolhas opostas no leque politico que vai da Direita à Esquerda nas escolhas eleitorais regulares.

Não creio, pessoalmente, que exista um cálculo político e econômico que dívida ideologicamente a população brasileira entre esses dois campos politicos identificados racionalmente com dois modelos opostos de sociedade. A simplificação jornalística ou a aproximação do caso brasileiro a outros modelos político-ideais existentes em determinados países pode levar a essa tendência à divisão mais ou menos clara entre Direita e Esquerda em nosso país. De forma geral, as oligarquias que tradicionalmente dominaram as instituições de comando politico no Brasil tendem a ser naturalmente conservadoras, influenciando as escolhas eleitorais da população, que também tende a se afeiçoar a determinados líderes políticos que encarnam sentimentos de identificação, abrindo, portanto, maior espaço a manifestações populistas ou demagógicas em parte do eleitorado. Mas esse tipo de expressão política pode se exercer tanto à Direita quanto à Esquerda.

Esse elemento afetivo pode, portanto, se manifestar de maneira mais afirmada em parte da população, dai certos sentimentos menos politicamente determinados e mais ocasionalmente identificados a personalidades, o que acaba produzindo fenômenos temporários ou mais resilientes de adesão politica. A nostalgia monárquica que ainda permeia uma pequena parte da população pode ter mais origem na figura de D. Pedro II do que propriamente um preferência pela instituição da monarquia em si. No decurso da República foram inúmeras as ocorrências de adesão espontâneas ou habilmente manipuladas a certos lideres dotados de algum carisma pessoal. O varguismo, o lacerdismo, o ademarismo, o juscelinismo, o janismo, o brizolismo podem ser assimilados a correntes de opinião que ultrapassam o cálculo politico racional, desde os anos 1930 atta República de 1946.

O regime militar interrompeu por duas décadas o jogo normal da política, ao cassar parte do direito de voto da população; na redemocratização a figura de Lula encarnou boa parte das aspirações populares por uma vida melhor, presente na vida nacional no último meio século. O lulopetismo tornou-se um fenômeno e um movimento, dentro do espectro que se poderia identificar com uma possível esquerda nacional (pelas próprias declarações dessa corrente e pelo carisma do personagem), mas que também suscitou forte oposição na classe média e nos setores conservadores, dadas as seguidas demonstrações de corrupção no trato dos negócios públicos. 

De certa forma, o PT, por um conjunto de fatores — a condução gramsciana do partido, mas sobretudo o carisma do personagem —se converteu no único partido estruturado no país, dada uma evolução peculiar das demais agremiações que se converteram em núcleos caciquistas de disputa e apropriação de recursos públicos de maneira profissional e institucionalizada, fenômeno que também alcançou o PT, mas de forma orgânica. A corrupção política nos partidos tradicionais sempre foi uma característica mais individual, artesanal, na tipologia marxista; ela se converteu em prática “industrial”, corporativa, no caso do PT, o que o habilitou a dispor de um núcleo significativo de votos entre os eleitores dependentes do assistencialismo estatal e a fração naturalmente “progressista”, “distributivista” dentre os eleitores. O crescimento da corrupção dez emergir um sentimento antipetista relativamente forte em vários estratos do eleitorado.

Fenômenos peculiares à história politica nacional, ainda vinculados às duas décadas de regime militar — que também correspondeu a um período de crescimento dinâmico da economia, antes de criar as fontes de uma estagnação quase permanente — fizeram emergir uma nova corrente, também personalista, dotada de atributos variados, mas caracteristicamente antipetista e antilulista, temporariamente identificada ao bolsonarismo. Ele tem características tipicamente fascistas, mas o varguismo também as tinham, e a despeito disso foi apropriado pela esquerda, pelo seu lado sindicalista populista. 

Nos dois casos, petismo e antipetismo, hoje mal identificado ao bolsonarismo (por circunstâncias muito peculiares), são duas forças importantes na política brasileira, ambas dispondo de quase um terço do eleitorado, mas também concentrando um volume significativo de rejeição recíproca. O personalismo do jogo eleitoral, mais do que o “fascismo” ordinário de uma parte da população, ou o “esquerdismo” de outra, pode talvez explicar o impasse do  atual ciclo eleitoral, visto nos meios jornalísticos (até “sociológicos) como sendo a “polarização” da sociedade. 

Não existem respostas fáceis aos dilemas da politica brasileira, e não sabemos ainda se a “polarização” atual — com apenas um dos representantes na disputa real — vai se manter, pois a deterioração do ambiente político tende a se generalizar, com a “democratização” da corrupção atingindo praticamente todos os partidos, causando provavelmente um crescimento da abstenção e da rejeição ao jogo politico. A conjuntura requer nova análise dotada de maior sofisticação do que esta modesta aproximação a um fenômeno relativamente inédito na política nacional

Paulo Roberto de Almeida

Brasilia, 4/08/2026

Blog Diplomatizzando:    https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/08/e-possivel-distinguir-o-antipetismo-do.html  

Postagem em destaque

Blog Diplomatizzando visto por Madame IA sob instruções de ADL

Apresente uma análise das postagens mais recentes no blog Diplomatizzando com a participação de Madame IA, principalmente as partes dela nas...