sexta-feira, 2 de julho de 2010

Las Clases de Economia (Al Reves) del Profesor Chavez se expanden...

Desta vez na Bolívia. Não existe melhor professor de economia do que ele. Basta fazer tudo ao contrário do que ele faz. Não sei se vai dar certo, mas é um bom experimento para aprender economia (às vezes às suas próprias custas).
Vamos ver se a Bolívia aprende direitinho...

Bolivia: Morales regulará los precios de veinte productos de consumo masivo

El Gobierno de Evo Morales emitirá en los próximos días una resolución para regular en Bolivia los precios de veinte productos de consumo masivo, entre ellos la cerveza, las bebidas gaseosas y el cemento, publica la prensa local.

Mentes aprisionadas (o Brasil está cheio delas)

Opiniã
Mente cativa
Sandro Vaia
O Globo, 2.07.2010

Na epígrafe de seu notável livro “Mente Cativa”, o escritor e poeta polonês Czeslaw Milosz, prêmio Nobel de Literatura de 1980, citou esta máxima, atribuída a “um velho judeu da Galícia”:

“Quando alguém está honestamente 55% do tempo certo, isso é muito bom e não faz sentido discordar. Se alguém está 60% certo, isso é maravilhoso, sinal de boa sorte e essa pessoa deve agradecer a Deus. Mas o que deve ser inferido sobre estar 75% certo? Os sábios diriam que é algo suspeito. Bem, que tal 100% certo? Quem quer que diga que está 100% certo é um fanático, um criminoso e o pior tipo de crápula”.

O livro de Milosz é um documento notável sobre um período da vida de um intelectual que viveu sob o totalitarismo comunista na Polônia do pós-guerra. Ele reúne uma série de ensaios onde ele conta, escondendo sob pseudônimo o verdadeiro nome das pessoas, a história de alguns intelectuais que originalmente não tinham afinidades ideológicas com o partido dominante, e aos poucos foram sendo cooptados por um sistema que não deixa brechas à autonomia de consciência, nem estética e nem política. Ou para usar as próprias palavras de Milosz, no livro ele procura “criar separadamente os estágios sobre os quais a mente dá passagem à compulsão do nada”.

No livro, Milosz, que nasceu num território que hoje pertence à Lituânia, conta que viu a chegada do Exército Vermelho à Polônia como uma libertação das atrocidades nazistas e serviu ao governo instalado pelos comunistas como diplomata. Em 1951, pediu asilo na França , onde escreveu “Mente Cativa”, que foi criticado pelos comunistas, que o acusaram de traidor, e pelos direitistas, que o acusaram de tentar entender o regime, em vez de apenas acusá-lo.

Dos 9 ensaios do livro, Milosz dedica 4 à narrativa da história dos escritores e poetas que ele chama de Alfa, Beta, Gama e Delta, que conheceu de perto. Ele mostra de que maneira a metafísica do regime totalitário vai envolvendo e se apossando da consciência das pessoas, até fazer com que percam a referência intelectual e passem, como diz o autor, a fazer parte do “universo de sombras ambulantes”.

A história dos totalitarismos que avançaram pelo Leste Europeu e outras partes do mundo no século passado, seus anos de domínio e sua derrocada, já foi contada e recontada em livros de História. Mas poucos, como George Orwell e Arthur Koestler,se ocuparam da maneira como se dá a dissolução das consciências. Por isso,o livro de Czeslav Milosz é indispensável, não apenas para rever o passado, mas para iluminar o presente.

A tentação totalitária continua por aí, reciclada em várias fórmulas novas e em receitas mágicas, que prometem a felicidade sobre a terra, ao custo básico da renúncia à liberdade de consciência, oferecendo em troca, rios de leite e mel que nunca se concretizam.

É um bom momento para ler “Mente Cativa” e refletir sobre o quanto temos a aprender com a sabedoria do velho judeu da Galícia.

Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez..

E agora, de volta ao trabalho (acabou a desculpa da Copa...)

Bem, acabou-se, para o Brasil, e para os brasileiros, a farra do futebol.
Derrotados na Copa do Mundo, só nos resta tirar as lições do que fizemos de errado, e esperar por nova oportunidade. Não estávamos preparados para ganhar desta vez, e isso se viu desde o primeiro jogo, contra a Coréia do Norte.
O Brasil em nenhum dos jogos exibiu aquele futebol que estaríamos no direito de esperar com base na experiência passada.
Sem que isso represente traição à pátria -- mas pouco me importaria se fosse assim considerado -- digo que jogamos mal, e nos comportamos mais mal ainda.
Como escrevi em post anterior, não torço por nenhuma seleção nacional, apenas pelo jogo bonito, leal, sem golpes baixos, futebol com arte, elegância e eficiência.
Acho que não tivemos nada dos três últimos e muito de caneladas e gestos desleais.
O energúnemo que foi expulso o fez por merecer, e nem vale a pena registrar o seu nome. Infeliz. Mas já tínhamos tido um outro idiota expulso em partida anterior, o que evidencia que não estávamos mesmo preparados para ganhar.
Quem abandona o futebol e parte para as caneladas e botinaços, deve apenas ir para casa, sem glória e sem desculpas.
Agora vai começar o festival de besteirol, tentando explicar porque perdemos e como perdemos, e como tudo poderia ter sido melhor se o técnico tivesse feito isso e mais aquilo. Não vou me ocupar do festival de bobagens que vai pipocar na imprensa.

Agora, minha única recomendação: volta ao trabalho. Terminaram as justificativas para o absenteísmo e a vagabundagem.
Back to work (de onde nunca se deveria ter saído, aliás, inclusive nos campos de futebol).

Paulo Roberto de Almeida
(Shanghai, 3 de julho de 2010)

Geopolitica do Futebol - Brasil, Argentina - Stratfor

The Geopolitics of 2010 World Cup Countries
Stratfor, July 2nd, 2010

We hope you've been enjoying our geopolitical coverage of World Cup countries. As we move on through the quarterfinals, here are the next two countries up for analysis.

Brazil
While Argentina’s economy may be self-destructing, its neighbor and rival Brazil is on the rise. Brazil sees itself as the natural leader of South America -- it borders 10 countries, dominates the Atlantic coastline in the region, has an enormous landmass and population, a rising middle class, and a strong and diversified economy. Brazil’s greatest challenge is in developing and connecting its rural interior with the cosmopolitan coast. It has been a long and hard process. But Brazil has been stable enough to make the necessary investments to support its industrial base and avoid falling into a resource-extractive economic pit like many of its South American neighbors. This will become especially important as Brazil prepares to bring its massive pre-salt deepwater offshore oil reserves online. Brazil now has the capacity to reach abroad and promote itself as both a regional leader and major global player – a geopolitical reality that will be put on display when Brazil hosts the next World Cup in 2014.

One of the most common observations made about Brazil’s current football team is how it has gradually elevated substance over flair. Brazil’s increasingly focused approach may be lacking in the drama department, but there is little question that this team has had the fundamentals to perform well in the World Cup.

Brazilians may also have to adjust to a less dramatic government when Brazilian President Luiz Inacio Lula Da Silva turns the office over to one of two very uncharismatic presidential contenders in October. Though Lula’s personality helped bring Brazil into the international spotlight, many forget that it was his predecessor, Fernando Henrique Cardoso, who laid the economic fundamentals that made the Brazilian rise possible. Like Brazil’s high-performing football team, the post-Lula Brazil will be all about getting back to business, focusing on maintaining the health of the economy and on managing the incoming pre-salt oil wealth. Though Brazil didn't make it past the quarter-finals in this World Cup, the 2014 event may be Brazil's time to shine, both in football and in geopolitics.

Argentina
Argentina has everything going for it in the world of geopolitics. The country is endowed with wide swaths of arable land and abundant natural resources, including natural gas. It has one of the most interconnected river transport systems in the world and is a major producer of grains and meat. Argentina’s biggest challenge, however, is leadership. Decades of populist policies, military turnovers and severe economic mismanagement have the country constantly flirting with economic collapse. Buenos Aires is attempting to regain some financial credibility following a debt exchange that has settled the bulk of the country’s historic 2002-02 default, but heavy doubts are hanging on the leadership of the country. Argentina is far more likely to use its renewed access to the international credit market to incur more debt in financing its populist policies than to undergo the harsh and politically unpalatable austerity measures necessary to address the issues that led Argentina to default in the first place.

In football as in geopolitics, Argentina has everything going for it. The team has a premiere group of strikers and tremendous offensive depth. Argentina didn’t face tough opposition in the first round of the World Cup. But even here, the team faces questions about leadership. Lack of organization, questionable player selections and stubbornness in decision-making are criticisms often directed at Argentina’s coach and soccer legend Diego Maradona. Argentina is a top pick for many in this World Cup, but it remains to be seen whether Maradona has what it takes to lead his team to victory.

Radio France Culture - Les Enjeux Internationaux

Les Enjeux internationaux
Thierry Garcin et Eric Laurent
Emission de Radio France Internationale - France Culture
du lundi au vendredi de 7h18 à 7h27
(Durée moyenne: 9 minutes)

"Les Enjeux internationaux" est une courte émission quotidienne de géopolitique qui s'attache à resituer chaque enjeu dans sa perspective historique, à en évaluer la portée, à en imaginer l'avenir. Non seulement les évolutions majeures, mais aussi les mutations en cours, sont analysées. Sur chaque thème, avec des invités de disciplines différentes aux opinions diverses voire tranchées, les principaux systèmes d'argumentation sont ainsi couverts.
En partenariat avec le bimestriel français Questions internationales et l'émission hebdomadaire franco-allemande Le dessous des cartes diffusée sur la chaîne de télévision européenne Arte.

Certains domaines sont traités en priorité : la géopolitique, les rapports de force régionaux, la diplomatie, les crises, la défense et les débats stratégiques, les grandes évolutions de l'économie mondiale, la démographie.
Les régions et les nations délaissées par les media y occupent également une place non négligeable.

Neste link será difundido a entrevista que prestei a Thierry Garcin sobre a energia no Brasil.
Ver este meu post:

Balance Énergétique du Brésil
Paulo R. Almeida à Radio France Internationale

Notes prises pour interview donné à France Culture, pour l'émission "Les Enjeux Internationaux", sous la direction du journaliste et professeur, auteur de nombreux ouvrages de relations internationales, Thierry Garcin (Radio France Internationale)

Balance Énergétique du Brésil
Interview à France Culture
Paulo Roberto de Almeida

Questions soulevées:
1) Le Brésil et sa politique énergétique, compte tenu de ses richesses, de ses réserves et de ses besoins
2) L'autosuffisance en matière de pétrole
3) Les espoirs mis dans les nouvelles réserves trouvées en mer (difficultés de leur exploitation)
4) La biomasse et les énergies renouvelables

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