terça-feira, 30 de novembro de 2010

Guia dos Arquivos Americanos sobre o Brasil - Edicao Funag 2010

Pude, finalmente, tomar conhecimento da obra que organizei ainda em Washington, quase dez anos atrás, e que demorou um bocado para ser editada em formato impresso, apesar de ter estado sempre disponível, ainda que discretamente, em meu site.

Trata-se do:

Guia dos Arquivos Americanos sobre o Brasil: coleções documentais sobre o Brasil nos Estados Unidos
Paulo Roberto de Almeida, Rubens Antônio Barbosa e Francisco Rogido Fins (organizadores)
 (Brasília: Funag, 2010, 244p.; ISBN: 978-85-7631-274-1)

O sumário segue abaixo. Ele pode ser donwloadado (ops) neste link da Funag (mas sem a capa; que pode ser vista no meu site, neste link):

http://www.funag.gov.br/biblioteca-digital/pdfs_livros/lancamentos/pdf_guia_dos_arquivos_americanos.pdf

GUIA DOS ARQUIVOS AMERICANOS SOBRE O BRASIL Coleções Documentais sobre o Brasil nos Estados Unidos 
Organizadores: Paulo Roberto de Almeida, Rubens Antônio Barbosa e Francisco Rogido Fins
(Brasília: Funag, 2010, 244 p.; ISBN: 978-85-7631-274-1)


    • ÍNDICE
    AGRADECIMENTOS
    APRESENTAÇÃO

    APRESENTAÇÃO GERAL DO PROJETO RESGATE: Esther Caldas Bertoletti (Biblioteca Nacional - IHGB)
    PREFÁCIO: Embaixador Rubens Antonio Barbosa
    INTRODUÇÃO: Paulo Roberto de Almeida e Francisco Rogido
    1. NATIONAL ARCHIVES AND RECORDS ADMINISTRATION
    1.1. Informações gerais
    1.2. Principais Record Groups relacionados com o Brasil
    1.2.1. RG 39 – Department of Treasury, Bureau of Accounts
    1.2.2. RG 40 – Department of Commerce
    1.2.3. RG 43 – International Conferences, Commissions and Expositions
    1.2.4. RG 59 – Department of State
    1.2.5. RG 63 – Committee on Public Information
    1.2.6. RG 65 – Federal Bureau of Investigation
    1.2.7. RG 84 – Foreign Service Posts of the Department of State
    1.2.8. RG 90 – Public Health Service
    1.2.9. RG 122 – Federal Trade Commission
    1.2.10. RG 166 – Foreign Agricultural Service
    1.2.11. RG 169 – Foreign Economic Administration
    1.2.12. RG 229 – Office of Inter-American Affairs
    1.2.13. RG 263 – Central Intelligence Agency
    1.2.14. RG 275 – Export-Import Bank of the United States
    1.2.15. RG 333 – International Military Agencies
    1.3. Materiais referentes ao Brasil
    1.3.1. Disponíveis no Brasil
    1.3.2. Disponíveis nos EUA
    2. BIBLIOTECAS PRESIDENCIAIS
    2.1. Herbert Hoover Library
    2.1.1. Informações gerais
    2.1.2. Materiais referentes ao Brasil
    2.2. Franklin D. Roosevelt Library
    2.2.1. Informações gerais
    2.2.2. Materiais referentes ao Brasil
    2.3. Harry Truman Library
    2.3.1. Informações gerais
    2.3.2. Materiais referentes ao Brasil
    2.4. Dwight D. Eisenhower Library
    2.4.1. Informações gerais
    2.4.2. Materiais referentes ao Brasil
    2.5. John F. Kennedy Library
    2.5.1. Informações gerais
    2.5.2. Materiais referentes ao Brasil
    2.6. Lindon B. Johnson Library
    2.6.1. Informações gerais
    2.6.2. Materiais referentes ao Brasil
    2.7. Nixon Presidential Materials Staff
    2.7.1. Informações gerais
    2.7.2. Materiais referentes ao Brasil
    2.8. Gerald R. Ford Library and Museum
    2.8.1. Informações gerais
    2.8.2. Materiais referentes ao Brasil
    2.9. Jimmy Carter Library
    2.9.1. Informações gerais
    2.9.2. Materiais referentes ao Brasil
    2.10. Ronald Regan Library
    2.10.1. Informações gerais
    2.10.2. Materiais referentes ao Brasil
    2.11. George Bush Library
    2.11.1. Informações gerais
    2.11.2. Materiais referentes ao Brasil
    2.12. William J. Clinton Presidential Library and Museum
    2.12.1. Informações gerais
    2.12.2. Materiais referentes ao Brasil
    2.13. George W. Bush Presidential Library
    2.13.1. Informações gerais
    2.13.2. Materiais referentes ao Brasil
    3. OUTRAS BIBLIOTECAS E INSTITUIÇÕES
    3.1. Library of Congress – Washington, DC
    3.1.1. Informações gerais
    3.1.2. Materiais referentes ao Brasil
    3.2. Oliveira Lima Library – Washington, DC
    3.2.1. Informações gerais
    3.2.2. Materiais referentes ao Brasil
    3.3. Benson Latin American Collection – Austin, TX
    3.3.1. Informações gerais
    3.3.2. Materiais referentes ao Brasil
    3.4. John Carter Brown Library – Providence, RI
    3.4.1. Informações gerias
    3.4.2. Materiais referentes ao Brasil
    3.5. Columbus Memorial Library – Washington, DC
    3.5.1. Informações gerais
    3.5.2. Materiais referentes ao Brasil
    3.6. Yale University – New Haven, CT
    3.6.1. Informações gerais
    3.6.2. Materiais referentes ao Brasil
    3.7. Howard-Tilton Memorial Library – New Orleans, LA
    3.7.1. Informações gerais
    3.7.2. Materiais referentes ao Brasil
    3.8. Joseph Mark Lauinger Library – Washington, DC
    3.8.1. Informações gerais
    3.8.2. Materiais referentes ao Brasil
    3.9. Newberry Library – Chicago, IL
    3.9.1. Informações gerais
    3.9.2. Materiais referentes ao Brasil
    3.10. Smithsonian Institution – Washington, DC
    3.10.1. Informações gerais
    3.10.2. Materiais referentes ao Brasil
    3.11. Center for Research Libraries: Latin American Microform Project (LAMP)
    3.11.1.  Informações gerais
    3.11.2. Materiais referentes ao Brasil

    4. APÊNDICES
    4.1. RG 59 – General Records of the Department of State
    4.1.1. Microfilmes disponíveis no Brasil
    4.1.2. Microfilmes disponíveis nos EUA
    4.2. RG 263 – Central Intelligence Agency
    4.3. Chefes de Missão dos Estados Unidos no Brasil, 1825-2010
    4.4. Chefes de Missão do Brasil nos Estados Unidos, 1824-2010
    4.5. Modelo de carta para recurso ao FOIA
    4.6. Recursos para pesquisa online
    4.7. Feriados nacionais
    5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

    Wikileaks-Brasil: corrupcao, a praga do governo Lula

    Os americanos costumam falar as coisas como as coisas são. Claro, sabendo que suas palavras seriam reveladas, eles seria mais contidos, não colocariam tantas sinceridades em seus telegramas oficiais. É o que provavelmente vai ocorrer agora: partindo do princípio de que tudo pode ser revelado, ninguém mais vai querer conversar com oas americanos, e os próprios serão muito mais cautelosos em seus expedientes internos. Ou seja, vamos perder sinceridade e ganhar hipocrisia, ou os expedientes internos vão ficar muito parecidos com o bullshit habitual dos documentos públicos. O que é realmente uma pena.
    Historiadores do futuro: vocês terão muito menos motivos de divertimento do que até agora...
    Nunca mais teremos saborosas apreciações cristalinas sobre chefes de Estado, sobre como um é maluco, como outra é desequilibrada, um terceiro arrogante, sem esquecer de certos loucos perigosos que são eleitos (fraudulentamente) por aí.
    Aliás, creio que nunca mais teremos papéis à la Stasi: os cubanos já devem estar destruindo os seus...
    Paulo Roberto de Almeida

    EUA apontam para corrupção na gestão de Lula

    Em telegrama secreto revelado pelo Wikileaks, a crítica é feita pelo próprio embaixador americano

    Jamil Chade, correspondente de O Estado de S.Paulo
    30 de novembro de 2010 | 10h 50

    GENEBRA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concluirá seus oito anos no poder com uma gestão marcada pela corrupção entre seus "mais próximos aliados", com uma "praga" de compra de votos no PT e sem ter dado uma resposta ao crime no Brasil. Essa é a avaliação da diplomacia americana sobre a gestão de Lula e os principais elementos de seu governo, escancarando a avaliação do governo americano em relação a Lula.
    Em um telegrama secreto revelado pela organização Wikileaks, a crítica é feita pelo próprio embaixador americano em Brasília, Clifford Sobel.
    "A principal preocupação popular - crime e segurança pública - não melhoraram durante sua administração (de Lula)", afirmou o telegrama enviado entre a embaixada americana em Brasília e o Departamento de Estado norte-americano.
    O documento ainda cita os vários escândalos de corrupção durante a gestão de Lula. "A Administração Lula tem sido afetada por uma grave crise política", afirma o documento, indicando que "escândalos de compra de votos e tráfico de influência" se transformaram em "pragas para certos elementos do partido de Lula, o PT".
    Sobel, porém, deixa claro que a "popularidade pessoal do presidente não sofreu, mesmo depois que muitos de seus associados mais próximos foram pegos em práticas de corrupção".
    O telegrama faz parte de um relatório que a embaixada americana em Brasília enviou para Washington, com vistas a preparar uma visita do ministro da Defesa, Nelson Jobim. A meta dos americanos no início de 2009 era o de se aproximar ao Brasil, propondo acordos de cooperação no setor militar e uma colaboração para garantir certa estabilidade na América Latina.
    O documento ainda insinua que teria sido o Bolsa Família que o teria ajudado a se reeleger em 2006. "O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito em 2002 em grande parte diante da promessa de promover um agenda social ambiciosa, incluindo generosos pagamentos aos pobres. Diante da força da popularidade desses medidas, ele foi reeleito em 2006, ainda que um apoio diminuído da classe média", completou.

    Veja também:
    link Para EUA, Brasil oculta prisão de terroristas, revela WikiLeaks
    blog Veja a íntegra dos documentos do WikiLeaks referentes ao Brasil

    Wikileaks: Deep Throat gosta de Lady Gaga

    Ex-analista militar dos EUA seria fonte do WikiLeaks
    Plantão O Globo,  30/11/2010 às 11h17m

    Por Phil Stewart

    WASHINGTON (Reuters) - Bradley Manning, 23 anos, ex-analista de inteligência do Exército norte-americano, é o pivô da investigação norte-americana a respeito do vazamento de milhares de comunicações diplomáticas secretas, divulgadas nesta semana pelo site WikiLeaks, dizem funcionários dos EUA sob a condição de anonimato.
    Os mais de 250 mil documentos desse lote expõem avaliações francas e embaraçosas de funcionários dos EUA a respeito de líderes mundiais. Meses atrás, o WikiLeaks - especializado na divulgação de documentos sigilosos - já havia trazido a público 500 mil documentos dos EUA relacionados às guerras do Afeganistão e Iraque.
    As autoridades dos EUA não falam abertamente sobre Manning, para não prejudicar as investigações.
    Veja, a seguir, mais informações sobre o suspeito.
    ONDE ESTÁ BRADLEY MANNING?
    Está detido na base Quantico dos Marines, na Virgínia, depois de haver sido indiciado em julho por ter obtido ilegalmente um vídeo secreto, de 2007, que mostrava um ataque de helicóptero que matou 12 pessoas no Iraque, inclusive 2 jornalistas da Reuters. Esse vídeo foi divulgado em abril pelo WikiLeaks.
    Ele também foi acusado de ter baixado em seu computador mais de 150 mil documentos do Departamento de Estado quando trabalhava na operação de inteligência da Segunda Brigada da Décima Divisão de Montanha, no Iraque. Ele passou adiante parte desses documentos, mas as autoridades dos EUA não esclareceram se essas são as mesmas comunicações divulgadas pelo WikiLeaks.
    COMO ELE FOI PRESO?
    Ele se gabou dos seus feitos ao ex-hacker Adrian Lamo, que o entregou às autoridades, segundo relato de Lamo à Reuters. Manning foi prontamente detido pelo Exército e ficou preso no Kuait antes de ser transferido para os EUA.
    COMO ELE PEGAVA OS DADOS?
    Em um chat na internet com Lamo, ele dizia que ia trabalhar levando um CD com músicas de Lady Gaga, sobre o qual ele gravava dados retirados de uma rede militar secreta da internet. A transcrição do chat (em inglês), revelada inicialmente pela revista Wired, pode ser vista no endereço http://www.wired.com/threatlevel/2010/06/wikileaks-chat/
    ELE FOI FORMALMENTE VINCULADO AO WIKILEAKS?
    As autoridades dos EUA evitam estabelecer diretamente tal vinculação, e o nome do WikiLeaks não consta no prontuário distribuído ao público. Mas, nas suas conversas com Lamo, Manning admitia que havia entregado material a Julian Assange, fundador do WikiLeaks. "Sou uma fonte de alta relevância (...) e desenvolvi uma relação com Assenge," escreveu.
    ELE AGIU SOZINHO?
    Lamo disse à Reuters que aparentemente os investigadores dos EUA estão também procurando pessoas que sejam ligadas simultaneamente a Manning e ao WikiLeaks. "Eu não acreditava que ele tivesse o conhecimento tecnológico (...) para arranjar isso sozinho", disse Lamo.

    Wikileaks-EUA: Russia e a dupla dinamica

    Não se pode dizer que os diplomatas americanos careçam de senso de humor:

    Russian President Dmitry Medvedev is described in the cables as "Robin" to Vladimir Putin's "Batman"...

    Wikileaks-Brasil: o antiamericanismo "normal" do Itamaraty

    Vazamento do Wikileaks mostra que EUA consideram diplomacia brasileira 'antiamericana'

    O Globo, 30/11/2010

    Ministro da Defesa, Nelson Jobim (25/11) / Foto: Marcos Tristão - O Globo
    RIO - O mais recente vazamento de material confidencial feito pelo site Wikileaks contém documentos em que o governo dos EUA considera o Ministério das Relações Exteriores do Brasil como um adversário que adota uma "inclinação antiamericana".
    Segundo reportagem da "Folha de São Paulo", nesta terça-feira, em um dos documentos, de 25 de janeiro de 2008, o então embaixador dos EUA no Brasil, Clifford Sobel, comentou em telegrama que o ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, "dissera que o então secretário-geral do Itamaraty, Samuel Pinheiro Guimarães, odeia os EUA e trabalha para criar problemas na relação (entre Brasília e Washington)". Sobel e Jobim haviam almoçado juntos.
    Jobim, que foi confirmado na Defesa pela presidente eleita, Dilma Rousseff, é classificado por Sobel como "talvez um dos mais confiáveis líderes no Brasil".
    Em outro telegrama, de 13 de março de 2008, o embaixador americano relata frustração com uma viagem de Jobim aos EUA: "Embora existam boas perspectivas para melhorar nossa relação na área de defesa com o Brasil, a obstrução do Itamaraty continuará um problema".
    Leia mais sobre os vazamentos do Wikileaks:
    EUA tentaram interferir em processos na Justiça espanhola
    Análise dos documentos envolveu 120 jornalistas em cinco veículos
    EUA: Brasil ocultou prisão de suspeitos de terrorismo
    Cristina: ciúmes de Lula-Obama
    Hillary: vazamento é 'ataque à comunidade internacional'

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