quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Batendo em cachorro morto: colapso do "neoliberalismo" segundo Carta Maior

Na verdade, deveria se chamar Carta Menor, pois se trata de um reduto do pensamento único cuja única função é atacar um fantasma inexistente (desculpem a redundância, mas com esse pessoal é preciso explicar tudo direitinho); o tal de "neoliberalismo".
Alguém já viu o neoliberalismo por aí, leve, livre, solto?
Confesso que nunca vi. Só vejo governos ativistas, manipulando taxas de juros, câmbio, extorquindo recursos dos cidadãos e entregando para os banqueiros e industrias (e um pouco de seguro desemprego também, que é preciso acomodar os pobres).
Como falar em neoliberalismo nessas condições.
Todas e cada uma das análises e prescrições desse pessoal não tem nada a ver com a realidade.
Não se trata, portanto, de um conjunto de ideias inteligentes, no sentido normalmente conferido a ideias dignas de discussão e de serem postadas neste blog.
Por que o faço, então?
Apenas porque professores com dois neurônios, e sérias deficiências de compreensão de fenômenos econômicos costumam recomendar esse tipo de leitura a suas plateias de aluninhos passivos, explicando a eles que todos os males do mundo foram causados por esse monstro metafísico chamado neoliberalismo.
Todas e cada uma dessas "ideias" poderiam ser rebatidas, o que não vou fazer agora por absoluta falta de tempo. Mas registro aqui, para comentário posterior, sobretudo quando essas maravilhas forem publicadas por essa nova maravilha que se chama Ipea da nova era...
Paulo Roberto de Almeida


Seminário Carta Maior
Neoliberalismo: um colapso inconcluso















- O Seminário será transmitido, ao vivo, para os sites da Carta Maior e da PUC/SP, com possibilidade de ser ainda transmitido pela TV PUC. A íntegra dos debates será objeto de uma publicação do IPEA.

Keynesiano friedmanita: isso existe? - Gregor Mankiw


We need internationalist spirit – and a plan for global growth
The world must reject the complacent isolationism of the 1930s and follow Keynes's lead: global problems need global solutions
The Observer, Sunday 4 September 2011

A Republican-supporting economics professor, with a dog called Keynes, whose other economics hero was Milton Friedman? As I sat in my first Harvard economics lecture, listening to Greg Mankiw introduce himself to his new graduate class, my head was in a spin.
Could he really be a Republican Keynesian? And a Keynesian disciple of Milton Friedman? For a young Brit, just graduated from Oxford, this was revolutionary; what I thought was the conventional economic wisdom was being turned upside down.
Because, as with every other PPE graduate – including my contemporary, David Cameron – I was well-schooled in the ideological economic debates of 1980s Thatcherite Britain. Were you a Keynesian or a monetarist? A follower of Willem Buiter or Friedman? Fiscal activist or PSBR hawk? Would you trade a little more inflation for a little less unemployment? Did you read Bill Keegan in the Observer or Samuel Brittan in the FT?
Of course, the serious economic debate was more sophisticated than that. But the divides were real, and reflected in the political debate. So much so that in Conservative circles the label Keynesian became a dirty word – profligate, irresponsible, statist, inflation-loving, not to be trusted.
And listening this summer to right-of-centre politicians and commentators, I have regularly been transported back to those 1980s myths that were exploded in that first Harvard economics class 23 years ago. Because the old caricatures are back with a vengeance, on both sides of the Atlantic.
We have all seen financial markets crashing as governments have rushed to embrace fiscal austerity. But warn about the risks of deflationary fiscal policy and that makes you a deficit denier. Worry about the dangers of all countries trying to cut deficits at once and you are a deluded Keynesian. Counsel that the world needs a plan for growth as well as deficit reduction and you are an irresponsible Keynesian deficit denier.
Keynes himself must be turning in his grave. For – as that Greg Mankiw class highlighted to me, and has now been fully documented in Lord Skidelsky's biography – the real Keynes was no profligate tax-and-spender. His seminal 1930 Treatise on Money was as hawkish on inflation as Friedman decades later. His attitude to irresponsible wage bargaining in the 1920s was as unforgiving as Thatcher in the 1980s.
Central bank independence? I think Keynes would have backed it, though not if Montagu Norman was the governor. The irresponsible and inflationary profligacy of the 1970s Barber boom? He would have abhorred it. But – and this was his great insight – Keynes also knew that economies could occasionally get stuck in a deflationary rut. Although he called it The General Theory, it was actually a special case: when interest rates are so low that they can't be cut any further; when the "animal spirits" of companies and consumers are so depressed that private spending stagnates; when governments crudely cutting spending risks make deficits worse.
Of course, there will be naive Keynesians who will think it is always a special case – time to let rip. And that is what gave Keynesianism a bad name. Jim Callaghan was right to tell the Labour party conference in 1976 that you can't just spend your way to full employment. And while you can argue about her methods, Margaret Thatcher was right in 1979 to say it was a priority to get inflation down.
But, as I argued a year ago in my Bloomberg speech, the global economy is sliding into that rare and dangerous "special case" that Keynes identified in the 1930s and Japan suffered in the 1990s. And,as Ed Miliband argued this week, our world economic leaders need a global plan B for growth.
Yes monetary policy and quantitative easing can help, and progress on banking and trade reform are important, but fiscal policy is now the key. With growth stagnating around the world, every country pressing ahead with deep cuts risks being a catastrophic mistake. As the International Monetary Fund's Christine Lagarde has warned, "slamming on the brakes too quickly will hurt the recovery" – as we have already seen in Britain.
It's time that G7 countries led the way by agreeing revised deficit reduction plans, making them steadier and more balanced to support growth and jobs. Yes, have clear medium-term plans to get deficits down, but have clear plans to avoid a global slump, too.
This time the world must reject the complacent isolationism of the 1930s and follow Keynes's lead. Because, of course, the other distinguishing feature of Keynes was that he believed in global solutions to global problems. And we could do with a bit of that internationalist spirit now from our prime minister and chancellor, who have been noticeably lacking from the global economic debate.
I remember hearing a great story about Keynes making a wartime trip to Washington to meet the US treasury. Apparently, at the first meeting, treasury secretary Morgenthau asked Keynes: "Where is your lawyer?" When Keynes looked puzzled, Morgenthau exclaimed: "Well, who is going to do your thinking for you?"
I sincerely hope George Osborne will soon recant, follow Keynes's lead and take a flight to Washington to make the case for a global plan for growth. And George, don't take a lawyer; an economist will do.

Ed Balls is the shadow chancellor.

Energias renovaveis: Seminario na CD (14/09/2011)


Seminário sobre Energias Renováveis na Câmara dos Deputados - 14/09/2011

O Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara dos Deputados convida a todos para o Seminário Internacional "Fontes Renováveis de Energia",  a ser realizado no dia 14 de setembro de 2011, no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados.

O seminário é gratuito e aberto ao publico. As inscrições podem ser feitas em:  http://www2.camara.gov.br/a-camara/altosestudos/formularioinscricaoevento.html

Programação
Manhã: 9h30 – Abertura

Deputado Marco Maia – Presidente da Câmara dos Deputados
Deputado Inocêncio Oliveira – Presidente do Conselho dos Altos Estudos e Avaliação Tecnológica
Representante do Ministério de Minas e Energia
10h – Painel I – Política energética e as fontes renováveis de energia
Foco: experiências internacionais de sucesso e a possibilidade de implementação no Brasil

· Dolf Gielen, Diretor do Centro de Tecnologia e Inovação da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) – 15’
· Dirk Assmann, Diretor do Programa Energia da GiZ – Empresa de Cooperação Técnica Alemã no Brasil – 15’
· Representante do governo da China- 15’
· Maurício Tolmasquim, Presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Energética (EPE) – 15’
Mediador: Deputado Pedro Uczai, Relator do estudo sobre energias renováveis no CAEAT – 10’

Tarde
14h – Painel II – Desafios para a inserção da geração descentralizada no sistema elétrico brasileiro – (1h30)
Foco: barreiras de ordem técnica e regulatórias para ampliação da geração descentralizada

· Carlos Roberto Silvestrin, Vice-Presidente Executivo da Cogen – sobre dificuldades técnicas para ampliação da bioeletricidade no Brasil – 15’
· Cícero Bley Júnior, Superintendente de Energias Renováveis de Itaipu, sobre as lições obtidas do projeto de saneamento ambiental para o desenvolvimento da geração distribuída no Brasil – 15’
· Cyro Vicente Bocuzzi, Presidente do Conselho do Forum Latino Americano de Smart Grid, para tratar do uso das redes inteligentes para viabilizar a geração distribuída – 15’
· Nelson José Hübner Moreira, Diretor-Geral da Aneel, para tratar da regulação e inserção da geração distribuída no sistema elétrico brasileiro – 15’
Mediador: Mauro Passos, Ex-Deputado Federal e Presidente do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina-IDEAL – – 10’
Perguntas: 20’

15h30 – Painel III – Pesquisa e desenvolvimento em energias renováveis no Brasil– (1h30)
Foco: situação atual e evoluções necessárias nas políticas públicas e na legislação

· Adriano Moehlecke, Professor do Núcleo de Tecnologia em Energia Solar PUC/RS, sobre as perspectivas da pesquisa
em energia solar no Brasil – 15’
· Ronaldo Mota, Secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia, acerca dos programas de apoio no campo das energias alternativas renováveis – 15’
· Augusto Nelson Carvalho Viana, professor da Universidade Federal de Itajubá – UNIFEI, para tratar dos desafios da pesquisa e desenvolvimento na área dos pequenos aproveitamentos hidráulicos – 15’
· Suani Teixeira Coelho, Coordenadora do Centro Nacional de Referência em Biomassa (Cenbio), para tratar dos desafios da pesquisa e desenvolvimento na área da energia proveniente da biomassa – 15’
Mediador: Deputado Fernando Ferro (PT-PE) – 10’
Perguntas: 20’

17h00 – Painel IV – Financiamento das fontes alternativas no Brasil – (1h30)
Foco: fontes de financiamento e dificuldades para a obtenção de recursos para projetos no campo das fontes alternativas renováveis de energia no Brasil

· Rogério Gomes Penetra, Gerente de Planejamento do BRDE – 15’
· Jurandir Santiago, Presidente do Banco do Nordeste – 15’
· Rogério de Paula Tavares, Superintendente Nacional de Saneamento e Infraestrutura da CAIXA – 15’
· João Alberto De Negri , Diretor de Inovação da FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos – 15’
Mediador: Deputado Ariosto Holanda (PSB-CE) – 10’
Perguntas 20’

18h30 – Fechamento do evento

Republica Federativa da Extorsao Tributaria: um Estado anormal

Eu sinceramente não compreendo como empresários carneiros, submissos, subservientes e dependentes conseguem sobreviver com o Estado Extorsivo do Brasil. Como é que capitalistas medianamente alfabetizados, supostamente educados e preparados para fazer cálculos econômicos -- ou dispondo de economistas ou contabilistas para fazê-lo -- não se revoltam contra o Estado extorsivo?
Por que é que esses agentes de criação de riqueza permitem que os políticos roubem, literalmente, uma parte das novas riquezas por ele criadas? Seria por covardia, por acomodação, por conivência com a corrupção? Por que eles não se revoltam e asfixiam o Estado, ou seja, o governo e seus representantes venais e vagabundos?
O cenário descrito abaixo é, na verdade, muito pior do que se possa imaginar, pois existe a tal de substituição tributária que recolhe os impostos preventivamente, numa total inversão do que deveria ser um sistema tributário racional, ou simplesmente normal.
Acredito que vai demorar certo tempo até que os empresários, asfixiados pelo aumento contínuo da carga tributária, se revoltem finalmente. Vamos esperar que a carga ultrapasse 40% da renda nacional.
Paulo Roberto de Almeida

A carga tributária indireta

Editorial - O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2011

O sistema tributário brasileiro é oneroso demais e afeta a competitividade do produto nacional não apenas por causa da existência de vários tributos, com diferentes bases de cálculo e alíquotas altas, mas também porque suas regras impõem custos adicionais aos contribuintes.

A necessidade de recolhimento dos tributos devidos antes do recebimento do pagamento pela venda que gerou a tributação, por exemplo, tem um efeito nocivo sobre o fluxo de caixa de mais de 40% das empresas industriais.
O prazo de que as indústrias dispõem para recolher o tributo é menor do que o prazo que muitas delas concedem a seus clientes para o pagamento do produto vendido. Embora esse descompasso tenha um alto custo financeiro para as empresas, o ônus adicional não entra no cômputo da carga tributária brasileira - que é muito mais alta do que a de países com grau de desenvolvimento econômico comparável ao nosso, já equivale à de muitas economias ricas e continua a crescer. Se entrasse, a carga seria ainda maior.
Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 594 empresas de diferentes portes constatou que, para 41,1% delas, o prazo médio para o recebimento pela venda é de 46 dias, mas os tributos que mais afetam seu fluxo de caixa - como as contribuições previdenciárias, o PIS e a Cofins, entre os tributos federais, e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o principal tributo estadual - precisam ser recolhidos no prazo máximo de 40 dias. O descasamento de prazos aumenta as necessidades de capital de giro das empresas, o que lhes impõe maior custo financeiro.
O tributo que mais pesa no fluxo de caixa de mais da metade das indústrias (53,1% das empresas consultadas) é o ICMS, pois, além de ser o que exige o maior recolhimento em valor, é também o que tem o menor prazo de pagamento.
"Os tributos têm um peso grande sobre o faturamento", observou o economista da CNI Mário Sérgio Carraro. Daí a importância de o governo rever os prazos para seu recolhimento, de modo a torná-los, no mínimo, igual ao prazo no qual as indústrias recebem o pagamento das vendas que geraram o tributo.
Esta é mais uma das características nocivas do sistema tributário brasileiro. Outra, já bem conhecida dos contribuintes, pois lhes impõe um custo direto, é o aumento da carga tributária nos últimos 15 anos. De 28,4% do PIB brasileiro em 1995, a carga tributária já representa hoje mais de 34% de tudo o que o País produz.
Essa carga registrou ligeira redução em 2009, ano em que, para reduzir o impacto da crise global sobre a economia brasileira, o governo ofereceu benefícios fiscais a diversos segmentos. Mas, com a vigorosa retomada da atividade econômica no ano passado, a carga tributária voltou a crescer.
A maioria da população, porém, não percebe bem o peso dos impostos na sua vida cotidiana e muito menos os malefícios da tributação excessiva. O sistema tributário brasileiro tem características que dificultam essa percepção. Embora representem quase 40% do total arrecadado pelos três níveis de governo, os tributos indiretos, muitos cobrados em cascata, não são "visíveis" para a maioria da população, que não é informada adequadamente sobre o valor dos impostos que paga.
Há, além do ônus financeiro do descompasso entre recolhimento do tributo e recebimento da venda, outros custos que o sistema tributário impõe à economia. Sua complexidade, a frequente mudança de suas regras e sua burocracia excessiva exigem das empresas a manutenção de grandes equipes para acompanhar as alterações da legislação e assegurar o cumprimento das obrigações tributárias.
Pesquisas internacionais recentes constataram que, no Brasil, são consumidas cerca de 2.600 horas de trabalho por ano para o pagamento de tributos, enquanto nos países mais desenvolvidos da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico gastam-se, em média, 216 horas por ano.
Os gastos das empresas brasileiras com a burocracia tributária são estimados em cerca R$ 20 bilhões por ano. Também este é um custo do sistema tributário que não entra no cômputo da carga tributária.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Estagios no Itamaraty: guia pratico


O Programa de Estágio do MRE é direcionado para estudantes de nível médio e superior, regularmente matriculados em instituições de ensino brasileiras. Todos os assuntos relativos ao programa podem ser direcionados ao e-mail estagio@itamaraty.gov.br.
Informações aos candidatos
Conheça mais sobre o Programa de Estágio do MRE e saiba como participar, carga horária, horário, duração e esclareça suas principais dúvidas.

Informações aos supervisores de estágio

Informações aos estagiários do MRE
3. Responsabilidades do Estudante: folha de freqüência, contrato
5. Alterações Contratuais:
7. Declaração de Estágio

Principais Documentos e Formulários
  • Estudante:

  • Supervisor:

Legislação


Equipe
Chefe da DTA: Cons Mariana Madeira
Subchefe: TS Bruno Assunção
OC Juliana Costa de Faria
OC Carolina Freire
Estagiárias: Maria Eduarda / Cristiana

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