domingo, 2 de outubro de 2011

Rio Grande do Sul de hoje = Brasil de amanha; ou vice-versa...


Não nos enganemos: o Rio Grande do Sul não está pior do que o Brasil. Como outrora estado mais desenvolvido da federação, o de maior IDH, ele simplesmente chegou na frente de outros estados porque sua população imigrante, seu espírito empreendedor, suas virtudes de trabalho habilitaram o estado a dar um salto à frente dos demais, durante muito tempo.
Não nos esqueçamos que os grandes surtos de modernização nacional, na era Vargas e durante o regime militar, foram impulsionados sobretudo por gaúchos, militares ou civis, em todo caso comprometidos com a causa do progresso social, o desenvolvimento material, a boa gestão da coisa pública via políticas racionais, de corte positivista.
Tudo isso acabou, na redemocratização e na "nordestinização" do Brasil que se seguiu (não tenho nenhum preconceito contra o Nordeste, apenas constato fatos, de cultura e de organização social e política, por isso não me venham com bobagens politicamente corretas; eu sou politicamente incorreto, e digo as coisas como as coisas são).
O Brasil virou um antro de espertezas políticas, de prebendalismo, de patrimonialismo, de fisiologismo, de corrupção, de cultura de bondades estatais e de assistencialismo vagabundo, com políticos medíocres a alimentar tudo isso.
Não se trata apenas de que o RS foi "contaminado" por essa mentalidade; ela já existia, apenas se pode desenvolver mais livremente pós-1985. Não só o RS, mas SP também sofreu com a mesma mentalidade.
Portanto, não se trata de que o RS ficou atrás do Brasil, ao contrário: ele parece cada vez mais com o Brasil. Ele apenas antecipa o que vai ocorrer, já está ocorrendo, aliás, com todo o Brasil. A mediocridade política leva o país para a decadência econômica.
Só ficou visível no RS agora, porque o estado estava muito ¡a frente do Brasil. Agora já está mais "normal", mais parecido com o Brasil.
Bem-vindo à decadência...
Paulo Roberto de Almeida 

Economia
PIB desacelerado não tira a majestade do Rio Grande

Ana Clara Costa, de Porto Alegre
Veja online, 1/10/2011

Rio Grande do Sul sofre as mazelas de um estado que não investe
Economia gaúcha cresceu abaixo da média nacional nos últimos anos, prejudicado pela concorrência asiática, por problemas climáticos e, sobretudo, pelo baixo investimento do estado

É ponto pacífico entre os próprios gaúchos que a economia do Rio Grande do Sul poderia estar melhor. Pouco a pouco, o forte orgulho das raízes, que sempre foi característico da população, dá lugar a uma visão cada vez mais crítica que tem tudo para estimular a melhora do estado. Prejudicado por um cenário externo desfavorável e pela falta de investimento público, o Rio Grande do Sul tenta mudar. A missão exigirá uma atuação forte da sociedade junto aos políticos locais e ao governo federal, cobrando investimentos e boa gestão. Para os gaúchos que desbravaram muitas fronteiras brasileiras, vencer mais um obstáculo não deverá ser impossível.

Duas palavras resumem hoje o sentimento da população gaúcha ao olhar o passado, constatar o presente e vislumbrar o futuro: indignação e impotência. O estado que por décadas figurou como exemplo de desenvolvimento econômico, educação e saúde perde cada vez mais espaço para outras regiões. E não se trata apenas de bravata de números e minúcias de institutos de pesquisa. A questão é profunda. A economia do Rio Grande do Sul, de fato, expande-se menos que a média nacional. Entre 2002 e 2010, enquanto o avanço estadual foi de 25,1%, o Brasil cresceu 36,5%. O estado migrou, na última década, da 1ª para a 4ª posição no ranking de educação no país, além de perder duas posições no cálculo do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Na prática, isso significa que o Rio Grande do Sul, um dos estados com maior potencial para surfar a onda de crescimento que vive a economia brasileira, não consegue fazê-lo.

Para entender o fenômeno da estagnação – e, em alguns casos, retrocesso – que o Rio Grande do Sul vive, o site de VEJA percorreu cidades gaúchas, conversou com lideranças econômicas e políticas e traçou um cenário dos principais desafios que impedem o estado de prosperar como deveria, compondo um especial de quatro matérias que serão publicadas a partir deste domingo.

Os problemas detectados são tanto de origem doméstica como  de origem externa. Os primeiros são velhos conhecidos de todos os brasileiros: os efeitos das mudanças climáticas na agricultura, a apreciação do real ante o dólar e o forte aumento das importações. O setor do agronegócio, por exemplo, responde por mais de 10% da economia do estado e 12% da produção agrícola nacional. Cerca de 13% do que é produzido é exportado. Com o dólar mais barato nos últimos anos, o valor recolhido em reais com as vendas externas ficou menor, prejudicando os investimentos. O mesmo ocorre com os embarques ao exterior de produtos industriais, como calçados, móveis e máquinas agrícolas, que amargam progressiva perda de competitividade. No mercado doméstico, o espaço perdido pelos produtos gaúchos é preenchido pelas importações.  “O Rio Grande do Sul é o estado mais meridional do país e exporta acima da média nacional. Com o real valorizado, ele acaba perdendo mais”, afirma Heitor José Müller, presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs).

Desvantagens – Todos os estados brasileiros compartilham dessa problemática da baixa competitividade – que o câmbio só faz ficar mais evidente – em relação, sobretudo, aos produtos asiáticos. Há fatores próprios do Rio Grande do Sul, no entanto, que ampliam essa desvantagem. Após a pujança industrial dos anos 1990, o governo gaúcho fechou os olhos para investimentos em todo tipo de infraestrutura: de estradas a hidrovias, de ferrovias a portos, e também nos aeroportos. Enquanto São Paulo, por exemplo, concedeu à iniciativa privada a maior parte de suas estradas e hoje possui a maior rede de rodovias duplicadas do país, o Rio Grande do Sul tem menos de 20% de sua malha duplicada. Os rios que desaguam na Lagoa dos Patos formam um complexo de hidrovias que funciona muito abaixo de seu potencial. Já o porto de Rio Grande, no extremo sul do estado, passou por reformas, mas ainda assim é incapaz de suprir toda a necessidade de escoamento de mercadorias. Em Porto Alegre, o trânsito em horários de pico nada fica a dever ao da capital paulista.

Não que o resto do Brasil tenha feito sua “lição de casa” de maneira exemplar. As deficiências na infraestrutura são um mal que afeta a maior parte dos municípios brasileiros, ainda que em escalas diferentes. O que chama a atenção, no entanto, é que o Rio Grande do Sul, ao longo de décadas, muniu-se de armas econômicas e sociais suficientes para voar alto. Sem investimentos mínimos do governo, entretanto, o que poderia ser uma viagem às alturas está prestes a virar um voo de galinha. “O setor empresarial gaúcho sempre procurou fazer as coisas por si só, sem esperar a iniciativa do governo. Mas chega um momento em que não se pode avançar se não houver um mínimo de estrutura”, afirma o empresário Glademir Ferrari, que atua no setor moveleiro e preside o Sindicato das Indústrias do Mobiliário (Sindmóveis) de Bento Gonçalves, o principal polo moveleiro do estado.

Política difícil – Os problemas políticos que levaram o Rio Grande do Sul a esse ponto inserem-se num amplo contexto. Em primeiro lugar, diferentemente de alguns estados do Nordeste beneficiados pelo Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), a economia gaúcha ficou para trás nos últimos anos. Em parte, por não precisar de obras consideradas urgentes, como as de saneamento básico, mas também por não abrigar um governo aliado ao Partido dos Trabalhadores. Durante as duas gestões do ex-presidente Lula, Germano Rigotto (PMDB) e Ieda Crusius (PSDB) compuseram um governo estadual pouco articulado com seus opositores e falharam em brigar por benefícios ao estado em Brasília. “O governo passado saneou as contas, embora tenha sido pilotado por uma governadora politicamente truculenta”, afirma o presidente da Fecomércio gaúcha, Luiz Carlos Bohn, ressaltando que o estado pode, agora, voltar a tomar empréstimos internacionais.

Atualmente, com o petista Tarso Genro à frente do governo estadual, a expectativa de alguns é que as coisas mudem de figura. Genro tem, inclusive, flertado com a oposição – em um movimento poucas vezes visto no Rio Grande. No entanto, nada de concreto aconteceu até o momento, a não ser promessas de um metrô para Porto Alegre – um projeto pilotado, sobretudo, pelo prefeito da cidade, José Fortunati (PDT). Apesar de nove meses de mandato sem nenhuma grande realização, o sentimento geral é positivo em relação à gestão de Genro.

Por fim, parte da culpa pela situação atual pode estar numa característica própria do gaúcho, transferida para a política, que é o gosto por uma boa briga. Essa preferência pode ser, em tese, pródiga. De uma boa discussão surgem, às vezes, ótimas ideias, que traduzidas em ação, podem se transformar em políticas bem-sucedidas. Infelizmente, dizem os especialistas, não que é tem sido visto. O poder público local tem dedicado muito tempo às “peleias” sem que as realizações venham a contento com as necessidades do estado. O chamado grenalismo – termo criado para denominar a rivalidade entre gremistas e colorados e que ganhou um sentido maior, de uma dicotomia muito acentuada – faz com que a própria população tenha dificuldade em adotar posições neutras sobre quaisquer temas, prejudicando a convergência de ideias e a criação de consensos. Sem isso, nenhum alinhamento político será suficiente para fazer o Rio Grande do Sul voltar a engrenar.

Leia amanhã: Gosto pela “peleia” nem sempre traz resultado

Primeiro de Abril cientifico? Premio IgNobil? Onde estamos, exatamente, com o tal de aquecimento global?


Crearán volcán artificial para combatir calentamiento

El Universal, 01/10/11.
Las pruebas se realizarán a partir de octubre y se centraran en el empleo de un globo aerostático, una manguera y una bomba mediante la cual inyectaran agua hasta un kilómetro de altura.
Investigadores del Reino Unido bombearán agua hasta casi un kilómetro de altura en la atmósfera, a través de una manguera suspendida, para intentar mitigar los efectos del calentamiento global, de acuerdo a la revista Scientific American.
El experimento es la primera gran prueba de un sistema hidráulico que algún día podría arrojar partículas de sulfato en la estratosfera a una altitud de 20 kilómetros, con el apoyo de un globo de hidrógeno del tamaño de estadio deportivo.
El objetivo es aplicar la geoingeniería, o la “deliberada manipulación en gran escala del medio ambiente a nivel planetario”, en palabras de la Royal Society de Londres, que presta asesoramiento científico a los responsables del experimento. En este caso, los investigadores están tratando de recrear los efectos de enfriamiento de las erupciones volcánicas en la Tierra de forma artificial.
La prueba con un costo de 30 mil dólares, forma parte de un proyecto llamado “inyección de partículas estratosféricas por Ingeniería Climática (SPICE en ingles) y se inspira en la erupción en 1991 del Monte Pinatubo en Filipinas, en la que eL volcán arrojó 20 millones de toneladas de partículas de sulfato en la atmósfera, enfriando a nuestro planeta 0.5 grados centígrados durante 18 meses.
Si las pruebas tienen éxito, el artefacto que consiste de un globo y una manguera, se podría utilizar para inyectar partículas adicionales a la estratosfera, lo que reflejaría una poco más de la energía del sol al espacio, esperando poner freno a algunos de los efectos del calentamiento global.
“Esta es una de las primeras veces que los científicos han aplicado la geoingeniería fuera del laboratorio. Todavía estamos a décadas de distancia, a décadas de que la geoingeniería se haga realidad”, señaló Matthew Watson uno de los científicos participantes del proyecto.
Watson dijo que su equipo todavía tiene que determinar las sustancias que funcionan mejor para reflejar la luz solar, deben determinar cuánto se necesita para tener el efecto adecuado y las posibles consecuencias no deseadas de la inyección de partículas en la atmósfera, como la lluvia ácida, el agotamiento de la capa de ozono o la interrupción patrón climático.
Las pruebas se realizarán a partir de octubre y se centraran en el empleo de un globo aerostático, una manguera y una bomba mediante la cual inyectaran agua hasta un kilómetro de altura, para probar la viabilidad de esta tecnología.
Oposición ecológica
Aunque las pruebas del próximo mes con agua se espera que sean inofensivas, varios grupos ecologistas han criticado el plan y la geoingeniería en general. El año pasado, la Convención de las Naciones Unidas sobre la Diversidad Biológica emitió una declaración que prohíbe la investigación de geoingeniería que pueda afectar la biodiversidad.
Inglaterra aceptó esa declaración, pero el experimento SPICE no viola ningún acuerdo internacional debido a que se realiza a pequeña escala, señaló Jason Blackstock, físico del Centre for International Governance Innovation.

Austeridade e "indignados": quando as pessoas vao crescer?

Recebo de um correspondente de internet a seguinte mensagem:

Pessoal
De uma mensagem que recebi ontem de terras lusas, extraí o seguinte:

A situação econômica aqui em Portugal está muito muito má. Não há emprego, empresas a fechar todos os dias, tudo muito caro,  e  o governo a tomar medidas de austeridade, atrás de medidas de austeridade. Continuam a aparecer buracos nas contas do estado, não sei aonde isto vai parar, choca-me o povo Português até agora estar a suportar isto tudo com passividade.
Na minha opinião o governo está a ir pelo caminho errado e mais facil que é aumentar imposto. Deveria reduzir a despesa do estado, têm reduzido mas muito pouco.
Depois as injustiças e a corrupção. É muito facil gerir a crise dos outros. No caso dos politicos portugueses que são bem pagos e cheios de mordomias.
Enfim, não tenho muita esperança, penso que vamos no caminho da Grecia é uma questão de tempo, a divida de Portugal é muito grande e o Pais produz muito pouco.

Seria impressão minha, ou vocês não acham que já viram algo assim, meio familiar?
Lá como cá, más fadas há.

Respondi o que segue: 

Meu caro [Fulano],
Compreendo as agruras dos nossos amigos lusitanos, mas esse tipo de reclamação subjetiva, impressionista, não tem nenhuma razão de ser.
Explico rapidamente as razões.
Em qualquer país, em quaisquer governos, de centro, de direita ou supostamente de esquerda e progressistas, "amigos do povo", os políticos fazem aquilo que sempre fizeram: gastar o dinheiro dos outros.
Político é assim: seu único objetivo é se reeleger, continuamente, e para isso prometem mundos e fundos, bondades para gregos e goianos.
Não existe nenhuma hipótese, sublinho NENHUMA, de que isso não redunde em déficit fiscal e buracos no orçamento e dívidas públicas crescentes. NAO EXISTE.
Pois bem, o que pede o colega lusitano? Fim da austeridade?
Mas ele não pensou em que antes os governos gastaram mais do que podiam, ou deviam?
E ele pede, não aumento de impostos, mas redução das despesas estatais?
Mas ele não concluiu que se trata exatamente da mesma coisa?
Não existe NADA, sublinho NADA, que o governo possa fazer de bondade, para pessoas como ele, que não tenha sido TIRADO ANTES da mesma população, pois a ÚNICA FONTE DE RENDA de um governo são os impostos, taxas e contribuições que o governo tira de empresários e trabalhadores, pessoas como ele.
Ou seja, quando ele pede políticas para isso e para aquilo, habitação, emprego, seguro desemprego, ele está convidando políticos a retirar seu dinheiro para fazer essas bondades.
Politicos e burocratas de governo, ao manipular todos esses recursos para bondades, fazem as suas bondades primeiro consigo próprios e o que sobrar vai para os ingênuos como ele que acreditam em Papai Noel.
Não adianta reclamar depois: pediu bondades estatais, tome déficit público e buraco fiscal. Depois tem de vir a austeridade, a menos de calote sobre gregos e goianos, justamente.
Quando é que as pessoas vão ficar grandes?
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Paulo R. de Almeida

Jeffrey Sachs contestado por Paul Ryan: um livro que poderia ser melhor...

Jeffrey Sachs é um exemplo raro de como bons economistas podem degringolar para o populismo barato. Em sua companhia eu não hesitaria em colocar Paul Krugman e Joseph Stiglitz, dois prêmios Nobel que podem até ter merecido a distinção pela obra teórica feita anteriormente ao prêmio, mas certamente não pelos artigos demagógicos feitos na imprensa desde alguns anos. Eles são aqueles que Napoleão designava por ideologos, e que Saint-Simon estimava serem os engenheiros sociais.
Paul Ryan demonstra como ele pode estar enganado em seu novo livro. Com certeza, pessoas assim fazem mais mal do que bem à sociedade.
Paulo Roberto de Almeida 



Bookshelf
America's Enduring Ideal

Jeffrey Sachs is only the latest in a long line of thinkers to reject the values of our commercial republic

By Paul Ryan
The Wall Street Journal, October 1, 2011


The Price of Civilization

By Jeffrey Sachs
Random House, 324 pages, $27


Free enterprise has never lacked for moral critics. In the mid-18th century, for instance, the French philosopher Jean-Jacques Rousseau rejected the proposition that the free exchange of goods and services, and the competitive pursuit of self-interest by economic actors, result in general prosperity—ideas then emanating from Great Britain. In a commercial society, according to Rousseau, the people are "scheming, violent, greedy, ambitious, servile, and knavish . . . and all of it at one extreme or the other of misery and opulence." Only a people with "simple customs [and] wholesome tastes" can be virtuous.
In "The Price of Civilization," Jeffrey Sachs carries Rousseau's argument into the 21st century. Mr. Sachs, a development economist at Columbia University, believes that "at the root of America's economic crisis lies a moral crisis: the decline of civic virtue among America's political and economic elite." The book's veneer of economic analysis cannot conceal what is essentially a crusade against the free enterprise ethic of our republic.
Only through a reshaping of our principles and a reordering of the American economy, Mr. Sachs believes, can we become "a mindful society." We must abandon a culture that is defined by hard work and the striving for upward mobility and an economy that has unleashed unparalleled prosperity. Hard work impedes leisure. Ambition is a vice. Economic growth hurts the planet.
The corporation is the antagonist in this morality play. Mr. Sachs refers early and often to widespread "suffering from the decline in corporate tax rates" and properly identifies a pernicious trend that both political parties have fallen victim to over the years: crony capitalism. But it is not just the rapaciousness of corporate interests that disturbs the author. He sees a deeper conspiracy at play. The marketing industry is referred to as the "dark arts of manipulation," and television has been dangerously left "almost entirely to the private sector." Our commitment to limited government and free enterprise has allowed "market values [to] trump social values." We are scolded time and again for letting business interests encourage our faults and fallibilities.
"Through clearer thinking," Mr. Sachs writes, "we can become more effective both as individuals, and as citizens, reclaiming power from corporations." This reclamation will come primarily from punitive tax and regulatory measures. Mr. Sachs is undaunted by any thought that such a regime might worsen unemployment. The trained economist assures us: "Economic theory indeed supports the view that high tax rates can actually spur, rather than hinder, work effort." He argues that financial incentives ought not to matter in a mindful society and is confident that well-intentioned social engineers can suspend the laws of economics.
Corbis
Text of the Declaration of Independence

The Price of Civilization

By Jeffrey Sachs
Random House, 324 pages, $27
One need not look far to find the inspiration for the America that Mr. Sachs seeks. He is explicit about his ideal, and it is Europe. America should match the high tax and "active labor market policies" found in the German and Scandinavian economies. The Constitution imposes too many restrictions on government interference for Mr. Sachs, and we'd be better served if we moved toward a "French-style" constitution that consolidated the executive and legislative branches and empowered experts to help us manage the "complexity of our economy." On the most effective means of petitioning one's government, Mr. Sachs sounds eerily Greek (A.D. 2011, not 500 B.C.): "A new political party can be combined with other forms of political agitation—consumer boycotts, protests, media campaigns, and social networking efforts—to put the most egregious leaders of the corporatocracy on notice."
Advocating for the European model seems particularly ill-advised at the moment, given the current state of affairs across the Atlantic. Yet Mr. Sachs is untroubled by the contradictions between the Europe of his imagination and the crisis-ridden continent as it exists today. He writes: "The countries that failed to raise taxes adequately—such as Greece—are now paying the price in a massive fiscal crisis, as in the United States." Too many industrialized countries, in his view, have fallen victim to the "race to the bottom" mentality of lowering corporate tax rates and depriving their governments' coffers of the money needed to pay their mounting bills.
The "price" of civilization, we find out, is quite steep.
A "civilized" society will cost Americans roughly $12 trillion in higher taxes over the next decade. Mr. Sachs concedes that he could lower the bill if the economy were to grow fast enough to stabilize the debt, at which point a roughly $8 trillion tax hike would suffice. The proposed means by which the federal government can expand as the economy shrinks: raise corporate tax rates (and plead with our global competitors to stop reducing their business taxes); raise the top individual income tax rate; raise taxes on investment, energy, bank balance sheets and financial transactions; and impose a national sales tax.
Mr. Sachs is honest enough to acknowledge that the "rich" are not nearly rich enough to pay for his ever-expansive vision of government. We're told that "each of us with an above-average income" (i.e., $50,000 per household) must "understand that if we are prudent, we can make do with a little less take-home pay."
Such appeals to the citizenry to make sacrifices might be more compelling if Mr. Sachs coupled them with calls for spending restraint in Washington. Instead, his budget proposal insists on the need to "augment" government spending by trillions of dollars in the years ahead. Thus the sacrifices of citizens are to be made to increase the size and scope of a federal government that Mr. Sachs admits has demonstrated little aptitude for allocating resources efficiently or even fairly. This conundrum leads him to a conclusion that would be comical if he were not deadly serious: "Yes, the federal government is incompetent and corrupt—but we need more, not less, of it."
Yet at its core "The Price of Civilization" is not about taxes or economics. It is about the "pursuit of happiness" as one academic understands it.
Enshrined in the country's founding documents, "the pursuit of happiness" has long been recognized in America as a natural right to be secured by good government. As the Founders understood it, "happiness" referred to human fulfillment, to a well-lived life of virtue in this world and ultimate fulfillment in the next. In ensuring that its citizens are free to seek their happiness, government was to promote neither hedonism nor materialism. It was to secure the right to pursue happiness by not interfering with either normal commercial transactions or freedom of worship.
In "The Price of Civilization," Mr. Sachs is asking the right questions. What is a life well lived? What should our government's role be in building a more virtuous society? What policies should it pursue to promote fulfilling lives for its citizens? If such questions direct us to the moral wisdom of our cultural traditions, they can indeed help to balance the excesses of capitalism and so help us to extend its benefits to all.
Yet Mr. Sachs's gospel of happiness draws not on the inspired tradition of the Founders but rather on the Utilitarian philosophy of Jeremy Bentham. In the 1780s, Bentham proposed that "happiness," which he equated with "pleasure," could be mathematically measured. It was not sufficient, he thought, for government to protect our rights if it was to vouchsafe our pursuit of happiness. Government must instead quantify "the greatest happiness of the greatest number" and set policies and goals accordingly. There was a science to satisfaction, Bentham claimed, and it was a puzzle that trained experts could solve.
Channeling Bentham, Mr. Sachs calls for the establishment of a national metrics for life satisfaction and sets a 10-year goal to "raise America's happiness." Although the specific measures are hazy, the steps are clear: For people to be happy, their government must increasingly shield them from the challenges of life. The good life is thus defined as one of ever-more pleasure at the expense of work.
But happiness in this world results not from avoiding challenges but from meeting them. Happiness is the recompense of real effort, whether intellectual or physical, and of earned success. It comes from achievement—from doing something of economic, artistic or emotional value. The satisfaction to be taken in producing valuable things brings with it a lasting sense of personal fulfillment. Mr. Sachs's design for paternalistic government will only impede the pursuit of happiness.
Mr. Sachs is more accurate when he argues that economics is not merely about making money. It must serve the higher cause of human well-being and moral development. He is right to dislike the greed and vulgarity that can accompany bourgeois life. But he is wrong to attribute these phenomena to capitalism uniquely. Discord and imperfection arise from human nature. The question is how they can be contained and redirected. Capitalism, together with our moral traditions, has long offered a solution consistent with individual freedom. Mr. Sachs's approach does not.
Mr. Sachs likely overstates Americans' enthusiasm for restrictions on work, for the denial of constitutionally protected freedoms or for government controls over media and technology. His conception of the good life could perhaps be mutually agreed to in a small, isolated and homogeneous society. But here in the United States it would have to be imposed on a diverse and globally integrated nation of more than 300 million people. That is neither possible nor desirable.
The freedom and independence of the American population can best be guaranteed by allowing the people to govern themselves through their elected representatives; by keeping limits on the size of government; and by encouraging each of us to take responsibility for our own well-being. We can best be aided by our families, communities, churches and local institutions—and by the government only as a last resort.
For, ultimately, Mr. Sachs's quarrel is with our founding principles of equality and liberty. Underlying the arguments in "The Price of Civilization" is a contention that the Constitution is too conducive to freedom, that it endorses an economic system too friendly to growth and the satisfaction of appetite, that it creates political institutions too inattentive to our national character.
In his first inaugural address, Thomas Jefferson defined "a wise and frugal Government, which shall restrain men from injuring one another, shall leave them otherwise free to regulate their own pursuits of industry and improvement, and shall not take from the mouth of labor the bread it has earned." The contrast with Mr. Sachs's idea of "good government" could not be more stark.
The Founders thought of America as exceptional, but Mr. Sachs thinks that this claim is a myth and that the country's present greatness a historical aberration. Our decline is, thankfully, inevitable, he says: "America will not again dominate the world economy or geopolitics as it did in the immediate aftermath of World War II. That was a special historical moment; we can be glad that economic progress throughout the world is rapidly creating a more balanced global economy and society."
It is through this prism of decline that we may better understand Mr. Sachs's calls for an overbearing government to take more earnings from you and make more decisions for you, as well as his instructions for hard-working Americans to restrain their ambitions and accept their current place in life. He seeks nothing less than to replace the vision of the Founders—the ideals of individual liberty that have enabled America to achieve the unrivaled social, material and spiritual flourishing of the past two and a quarter centuries—with one that relies almost solely on the wisdom and beneficence of an intrusive, unlimited government.
The dialogue between capitalism and its critics is an old one, and it will continue. But as citizens of a self-governing nation, Americans must choose from time to time between alternative visions for our future. This book's budget proposals and economic policies are profoundly revealing. They lay bare the real agenda of those who wish us to abandon the American idea and consign our nation to the irrevocable path of decline. If only in that sense, "The Price of Civilization" is a useful contribution to the conversation we must have in order to make informed political choices in the years ahead.
—Mr. Ryan represents Wisconsin's First Congressional District and is chairman of the House Budget Committee.

Global Economic History: a very short introduction - Robert C. Allen


Global Economic History: A Very Short Introduction

Global Economic History: A Very Short IntroductionBy: Allen, Robert C.
Published By: OUP Oxford
Published Date: 1 September 2011
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Add to wishlistWhy are some countries rich and others poor? In 1500, the income differences were small, but they have grown dramatically since Columbus reached America. Since then, the interplay between geography, globalization, technological change, and economic policy has determined the wealth and poverty of nations. The industrial revolution was Britain's path breaking response to the challenge of globalization. Western Europe and North America joined Britain to form a club of rich nations bypursuing four polices-creating a national market by abolishing internal tariffs and investing in transportation, erecting an external tariff to protect their fledgling industries from British competition, banks to stabilize the currency and mobilize domestic savings for investment, and mass educationto prepare people for industrial work. Together these countries pioneered new technologies that have made them ever richer. Before the Industrial Revolution, most of the world's manufacturing was done in Asia, but industries from Casablanca to Canton were destroyed by western competition in the nineteenth century, and Asia was transformed into 'underdeveloped countries' specializing in agriculture. The spread of economic development has been slow since modern technology was invented to fit the needs of rich countries and is illadapted to the economic and geographical conditions of poor countries. A few countries - Japan, Soviet Russia, South Korea, Taiwan, and perhaps China - have, nonetheless, caught up with the West through creative responses to the technological challenge and with Big Push industrialization that hasachieved rapid growth through investment coordination. Whether other countries can emulate the success of East Asia is a challenge for the future.

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