domingo, 21 de setembro de 2025

Mapoteca Histórica do Itamaraty: acervo cartográfico com 30 mil mapas (sete volumes em pdf)

Mapoteca Histórica do Itamaraty

O Palácio do Itamaraty no Rio de Janeiro guarda uma das maiores coleções cartográficas da América Latina: cerca de 30 mil mapas, atlas, cartas náuticas e perfis geológicos, produzidos entre os séculos XVI e XX. Agora, todo esse acervo foi integralmente catalogado e o resultado é um instrumento de pesquisa disponível gratuitamente em formato digital.

O Catálogo da Documentação Cartográfica reúne pela primeira vez todos os itens cartográficos preservados na Mapoteca Histórica do Itamaraty, que há quase dois séculos acompanha a trajetória da diplomacia brasileira e a própria formação do território nacional.

A obra está organizada em 7 volumes:

Vol. 1 (Introdução): processo de catalogação, metodologia e estatísticas;

Vol. 2 (Brasil): mapas históricos e contemporâneos da cartografia nacional;

Vol. 3 (Atlas): 561 atlas dos séculos XVI a XIX;

Vol. 4 (Questões de Limites): mapas de fronteiras e disputas territoriais;

Vol. 5 (Gerais): mapas de continentes, regiões e países;

Vol. 6 (Nomes Geográficos): ilhas, montanhas, oceanos, rios e outros acidentes;

Vol. 7 (Apêndices): mais de 470 biografias de autores e as coleções do Barão do Rio Branco e do Barão da Ponte Ribeiro.


Mais do que um inventário, o catálogo representa um compromisso com a preservação da memória diplomática e a democratização do acesso ao conhecimento. É um convite a pesquisadores, estudantes e ao público em geral para explorar a riqueza de uma coleção que ajuda a contar a história do Brasil e do mundo.

🔗 Acesse o catálogo: itamaraty.pergamum.com.br/acervo/163699

⚠️ A Mapoteca integra o Museu Histórico e Diplomático, atualmente fechado para reforma. Acompanhe nossas redes sociais para novidades sobre a preservação do patrimônio diplomático brasileiro.

#Itamaraty #MRE #Diplomacia #MuseuHistóricoDiplomático #MapotecaHistórica #CartografiaHistórica #MemóriaDiplomática #HistóriaDoBrasil #RestauroItamaraty #ReformaItamaraty #PatrimônioCultural 

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Dados do Acervo - Livros
Número de Chamada:
912
Entradas Secundárias/Autor:
Entradas Secundárias/Autor:
Título Principal:
Catálogo documentação cartográfica : Mapoteca Histórica do Itamaraty / Organizador: Lucas Augusto Alves Figueiredo.
Publicação:
Rio de Janeiro : Trio Gráfica Digital , 2025.
Descrição Física:
7 v. : il. ; 30x21 cm
Notas:
Este catálogo foi publicado como um dos resultados do processo de catalogação e inventariação do acervo cartográfico da Mapoteca Histórica do Itamaraty, no âmbito do Projeto de Revitalização do Complexo do Itamaraty, localizado na cidade do Rio de Janeiro .
Notas:
Conteúdo completo : Volume 1 - Introdução | Volume 2 - Brasil | V 3 - Atlas | Volume 4 - Questões de Limites | Volume 5 - Gerais | Volume 6 - Nomes Geográficos | Volume 7 - Apêndices.
Notas:
Disponível no formato PDF.
ISBN:
ISBN 97865-01446592
Endereço Eletrônico:
Volume 1 - INTRODUÇÃO.pdf
Volume 2 - BRASIL.pdf 
Volume 3 - ATLAS.pdf
Volume 4 - QUESTÕES DE LIMITES.pdf
Volume 5 - GERAIS.pdf 
Volume 6 - NOMES GEOGRÁFICOS.pdf 
Volume 7 - APÊNDICES.pdf 

Firms as Political Forces for Good: Navigating Disorder and State Interventionism in A Multipolar World - Sergio Mariotti (Thunderbird International Business Review)

Firms as Political Forces for Good: Navigating Disorder and State Interventionism in A Multipolar World

Sergio Mariotti
Thunderbird International Business Review
Dear colleagues and friends,
I’m pleased to share my recent article, published in Thunderbird International Business Review, which examines the evolving role of firms as a political force for good in today’s volatile global economic environment—reshaped by rising fragmentation and by nation-states’ increasingly assertive, and often confrontational, strategies. These include shifts in industrial policy, rising protectionism, and tit-for-tat measures.
In this shifting context, the article argues that firms can adopt a more constructive and proactive role by working with stakeholders and policymakers to support balanced, well-being-enhancing outcomes. Revisiting the literature on Corporate Political Responsibility and Corporate Diplomacy, it explores how companies—particularly in economic-industrial and geoeconomic spheres—may begin to take on quasi state-like functions, such as providing public goods and building systemic resilience to help mitigate global tensions.
In addition to offering a conceptual reframing, the piece outlines practical implications for both scholars and practitioners and suggests avenues for future research at the intersection of international business, political economy, and strategy.
The article is open access and can be freely downloaded and shared using the following link:


I would be delighted to hear your thoughts and feedback.
With warm regards,
Sergio Mariotti
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Sergio Mariotti
Professor Emeritus
Politecnico di Milano
Dept. of Management, Economics and Industrial Engineering

sábado, 20 de setembro de 2025

Crimes da crise da covid devem ser apurados - Opinião do Correio Braziliense

Crimes da crise da covid devem ser apurados

O ministro Flávio Dino acerta ao determinar investigações sobre a condução da pandemia. O Brasil deve reconhecer que houve escolhas políticas conscientes durante a pandemia que ampliaram a tragédia

Opinião do Correio Braziliense, 20/09/2025

A tragédia da covid-19 no Brasil não pode ser tratada como mera fatalidade. O país registrou mais de 700 mil mortes ao longo da pandemia, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde, tornando-se uma das nações com maior número absoluto de vítimas no mundo. Essa cifra, por si só, evidencia a gravidade da crise sanitária e o peso das escolhas políticas no agravamento do cenário.

O ministro Flávio Dino acerta ao determinar investigações sobre a condução da pandemia. As apurações não se restringem a um balanço administrativo: elas dizem respeito à responsabilização por crimes contra a saúde pública, condutas que resultaram em perdas irreparáveis. Por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal dará seguimento às investigações da CPMI da Covid, que havia indiciado várias pessoas, inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro, cujas atitudes deliberadamente hostis à ciência orientaram a resposta do governo federal ao coronavírus.

Entre janeiro de 2021 e o início de 2022, enquanto o Brasil acumulava centenas de milhares de novos óbitos, políticos e autoridades sabotavam medidas básicas de contenção, como o incentivo ao uso de máscaras e o distanciamento social, além de defenderem tratamentos ineficazes. Ao mesmo tempo, atrasavam negociações para a compra de vacinas, travando o processo de imunização em um país que historicamente tem uma das estruturas de imunização mais bem estruturadas do mundo: o Programa Nacionais de Imunização (PNI).

Esse quadro ficou mais dramático diante de episódios como a crise em Manaus, quando a falta de oxigênio hospitalar levou pacientes à morte por asfixia, numa cena que simboliza a incompetência e a negligência das autoridades. A omissão governamental, somada à politização do tema, custou milhares de vidas, que poderiam ter sido salvas com uma gestão responsável e coordenada. Relatório do  Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) divulgado ano passado sustenta que ao menos 300 mil mortes por covid-19 poderiam ter sido evitadas no país.

A responsabilidade, portanto, não é apenas moral, mas também jurídica. Quando um governo se torna vetor de desinformação, desestimula a vacinação e compromete a cooperação internacional para aquisição de insumos, coloca em risco não só a saúde coletiva, mas a própria integridade do sistema público de saúde. O SUS, apesar de sua resiliência, não pode enfrentar pandemias dessa magnitude sem o apoio firme das mais altas instâncias do Executivo.

Investigar e responsabilizar é, assim, um imperativo democrático. O Brasil não pode naturalizar a perda de 700 mil vidas como se fosse parte dos "danos colaterais" de uma guerra. Pelo contrário, deve reconhecer que houve escolhas políticas conscientes que ampliaram a tragédia. Até porque isso serve de alerta: o país precisa manter a sociedade e o sistema de saúde em permanente vigilância. A covid-19 não será o último desafio sanitário global. A experiência recente deve servir como lição para reforçar a ciência, as instituições de controle, o financiamento do Sistema Único de Saúde  e as políticas de equidade em saúde.

https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2025/09/7252569-crimes-da-crise-da-covid-devem-ser-apurados.html


Ukrainian Army’s Brazilians quietly encircle Russian troops near Pokrovsk — and eliminate them one by one - Euromaidanpress

Frontline report: Ukrainian Army’s Brazilians quietly encircle Russian troops near Pokrovsk — and eliminate them one by one

In the forests and villages outside Pokrovsk, foreign fighters ambushed infiltration groups and raised Ukrainian flags in secured areas.
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Screenshot from Reporting From Ukraine’s video.

Frontline report: Ukrainian Army’s Brazilians quietly encircle Russian troops near Pokrovsk — and eliminate them one  in Donetsk Oblast.

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Screenshot from Reporting From Ukraine’s video.

Here, Brazilian soldiers from the 2nd International Legion have been deployed to finish off the remnants of the Russian breakthrough attempt towards Dobropillia. Gaining extensive combat experience during the intense defense of Donetsk Oblast, these volunteers are now using this to eliminate the remaining enemy pockets of trapped soldiers.

Brazilians strike hard near Pokrovsk as Russian salient’s flanks collapse

The Pokrovsk front has become the latest battlefield where Ukraine’s 2nd International Legion, partly redeployed from Zaporizhzhia and Chasiv Yar, is playing a decisive role. Specializing in assault operations, small-unit raids, drone reconnaissance, and counter-sabotage, the Legion was sent to stabilize and clear villages on the flanks of Pokrovsk. With fighting fluid and Russian infiltrations continuing, reports confirm Legion units engaging enemy groups, raising the Ukrainian flag in newly secured areas, and reinforcing frontline advances.

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Screenshot from Reporting From Ukraine’s video.

Operating as highly mobile infantry supported by drones, the unit provides Ukrainian commanders with a flexible force capable of reacting quickly to threats, while at the same time launching raids that unsettle Russian forces already suffering from enormous losses.

Among the most notable groups within the 2nd Legion are Brazilian volunteers. Brazil is home to a Ukrainian diaspora of roughly 600,000 people, many living in the Parana state. For some, cultural roots provide the motivation to join; for others, anti-communist convictions or personal outrage at the Russian invasion drive them. With many being veterans of Brazil’s military or police forces, bringing specialized skills in small-unit tactics, reconnaissance, and urban combat.

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Screenshot from Reporting From Ukraine’s video.

In Pokrovsk, where Russian assaults often rely on infiltration and poorly coordinated pushes, Brazilian fighters are well-suited to counter them. By clearing Russian infiltrators from villages near Pokrovsk and stabilizing threatened flanks, they contribute directly to the broader Ukrainian plan of encircling and eliminating Russian forces that have struggled for months to make progress in this sector. Brazilian actions on the flanks of Pokrovsk exemplify the unit’s mission: clear infiltration groups, secure villages, and provide rapid, precise, small-unit power where it is needed most.

Screenshot from Reporting From Ukraine's video.
Screenshot from Reporting From Ukraine’s video.

Brazilian skills transfer from jungle to Ukrainian forests

Around Pokrovsk, the 2nd International Legion’s Brazilian contingent has demonstrated how their jungle-honed skills transfer seamlessly into Ukraine’s contested forests and villages. One video shows them advancing quietly through dense woodland on a reconnaissance mission, using their natural ability to move unseen, camouflage effectively, and set ambushes. Such expertise allows them to surprise Russian troops, capture prisoners, or eliminate threats before they can endanger larger Ukrainian formations. Their precision reduces risks for accompanying units and speeds up the clearing of hostile positions, as proved by numerous released videos.

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Screenshot from Reporting From Ukraine’s video.

Close-quarters encounters reveal their combat discipline

Equally important is their role in urban fighting when clearing entrenched Russians from basements and buildings with coordination and discipline. Drone surveillance enhances their situational awareness, while cooperation with Ukrainian commanders ensures they strike at exactly the right time. Another recording highlights this synergy, as a patrol unexpectedly encountered a Russian soldier hidden in a shelter. The enemy attempted to raise his weapon, but the Brazilians reacted instantly, neutralizing him before he could fire.

Not mercenaries: RFU shows the human side of Brazil’s contribution

Despite Russian information campaigns to dismiss volunteers as mercenaries, Brazil’s contribution shows otherwise. Many fighters have turned down safer options at home, traveling thousands of kilometers and accepting the risks of Ukraine’s hardest battles. There is, in fact, a constant waitlist of Brazilians applying to join, and up to 400 volunteers await document processing at a single time, seeking places not only in the 2nd International Legion but also in other Ukrainian formations with large Brazilian contingents.

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Screenshot from Reporting From Ukraine’s video.

Pokrovsk: where foreign solidarity meets Russian collapse

Overall, the Brazilian volunteers of the 2nd International Legion now helping clear the flanks of Pokrovsk represent a powerful combination of principles, experience, and courage. Their integration into Ukrainian operations is not only disrupting Russian encirclement attempts but also serving as a vivid example of international solidarity. While Russian commanders continue to throw men and equipment into the Pokrovsk meat grinder, Brazilians and other foreign volunteers stand firm, proving that Ukraine’s struggle has become a cause people are willing to fight for.

In our regular frontline report, we pair up with the military blogger Reporting from Ukraine to keep you informed about what is happening on the battlefield in the Russo-Ukrainian war.

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Book review: Gilmar Masiero: Brazilian Socio-Economic Dynamics: Contexts and Contemporary Realities - By Elise Marie Andrillon

 Book review:

Masiero, Gilmar (2025). Brazilian Socio-Economic Dynamics: Contexts and Contemporary Realities. Contributions to Economics. Switzerland: Springer Cham. https://doi.org/10.1007/978-3-031-87685-1


By Elise Marie Andrillon – Research Assistant at FEA-USP

Gilmar Masiero’s Brazilian Socioeconomic Dynamics arrives at a critical juncture in the intellectual conversation about Brazil. In an era where international headlines often oscillate between portrayals of Brazil as an eternal “country of the future” or a nation mired in perpetual crisis, Masiero, a professor of business management at the Universidade de São Paulo (USP), offers a welcome and rigorously argued third path: a blueprint for activating Brazil’s latent “socioeconomic dynamics." He does that by offering a nuanced perspective that goes beyond economic metrics - he incorporates Brazilian social and political dynamics as forces that have shaped the nation.

The book stands out by rejecting siloed thinking. While the world’s technological innovations are of invaluable use to put Brazil in a competitive position worldwide - especially in the agrobusiness industry - it cannot flourish in a vacuum. Meaning, the country's biggest patrimonies should be cherished and preserved, such as its diverse cultures, appealing to the creative economy to guarantee the knowledge and proper use of its biggest competitive advantage – the abundance of natural resources

This is not a work of fleeting political analysis or a dry economic treatise.
Instead, Masiero constructs a sophisticated, multi-disciplinary framework to understand development in the 21st century. His core thesis is both compelling and optimistically bold: Brazil’s path to sustainable, resilient growth lies in the strategic and synergistic cultivation of innovation, creativity, and social inclusion. He posits that these are not separate goals but interconnected pillars that fuel each other in a virtuous cycle.

It seems that the work of the Editor deserves to be mentioned because the final book’s structure was admirable. The first of the six chapters of the manuscript is written to contextualize readers on the Brazilian past, socially and politically, by highlighting its regional aspects, educational history, and economic activities throughout time. With all this background information, he argues that because of the choices that were made in the past, such as a long colonialist period, a slave-based plantation economy, and the nature of its incipient industrialization, the country became shaped by the profound regional inequalities that were common back at the time. Because of this, problems related to income concentration, educational deficits, and climate pressure are so common in the northeast region, for example.

Next, the author presents an analysis of the contemporary economy's structure, highlighting its hybridity. By that, he means that there’s a part of the Brazilian economy that is highly technological, advanced, and globally integrated, while the other part is almost the opposite, given that the domestic sector, composed of informal markets and subsistence activities, has low productivity and engagement. Following that, there is an emphasis on the role of institutions, especially in how Brazil’s legal framework, most importantly the 1988 constitution, molds its current economy, given the contradiction of its expansive social mandates and the rigid fiscal constraints, and how the tax system is complex and poorly thought out.

The third chapter of Masiero’s book discusses sustainable development in Brazil. According to the data, it’s implied that the best way to reduce poverty in the country is through industrialization; however, this requires a considerable amount of pollution to be released, making it necessary to find a way to do it with minimal damage to the environment. The points made by Masiero in this chapter are of extreme importance - the results of growth are seldom positive, and the climate issues will always fall upon the most socioeconomically vulnerable groups, exacerbating the already existing inequalities. Some of the solutions the author proposes include creating “green jobs” that promote a fair transition, as well as investing in renewable energy and high-value products that will enable exports to move beyond raw commodities.

The second half of the book is centered on discussing “Entrepreneurship and SMEs in Brazil”, “Brazil in the Global Market”, and “Brazilian Contemporary Challenges”. Chapter four addresses the importance of SME's, the dynamics of entrepreneurship, and the implications for inclusive growth, regional inequality, and policy design. One of the conclusions that was made is that if SMEs and entrepreneurship are adequately supported, they can mitigate inequality, create jobs, and reduce the country's dependency on primary commodities. The main suggestion is to invest in managerial capacity, innovation, technology, adaptation, and reducing bureaucratic burden. Despite all the evidence, there was a lack of comparativeness with other countries in Latin America, or even maybe Asia, as well as a lack of empirical data to sustain some of its affirmations.

The following chapter brings a crucial pivot for the book, after all the things that have been pointed out and concluded, Gilmar assesses how Brazil interacts with - and is shaped by - global forces. That is a highly delicate subject, because Brazil has always been seen as the “farm” of the globe, exporting only primary materials, whose prices are highly volatile and do not make an amount of money even remotely close to what high-value products could. Despite the risks of a more technologically advanced export industry, a crucial dilemma emerges: the influx of international investment and multinational corporations could have a devastating impact. These large companies could negatively affect small, local producers, who are the backbone of the country's food supply. Furthermore, this shift could exacerbate climate and environmental issues.

Finally, the last chapter of the book synthesizes what has already been said and makes a call to action. Some of the key points it raises are political polarization and institutional strain, where the author debates the problems of deeply rooted opinions in the population's minds. Alongside, social crises such as the high price of basic food and other topics reveal systemic fragility in access to public goods. Next, there is concern for land reform, and what the lack of it can mean. The final part is a reflection on the role of social movements, civil society, and political mobilization in Brazil: what are their reactions? The suggestion is that part of the challenge goes way beyond the structure. The chapter suggests that the changes that have been mentioned are not only an obligation of the Brazilian elites, but a really urgent call.

Gilmar Masiero’s Brazilian Socio-Economic Dynamics succeeds in mapping the interplay between Brazil’s structural legacies and the pressures of contemporary global realities. By weaving together analyses of inequality, education, entrepreneurship, financial systems, internationalization of companies, and the multiple crises that define Brazil’s present moment, the book offers a panoramic yet critical account of a country at once full of promise and fraught with persistent constraints. Its most significant contribution lies in refusing simplistic narratives: Masiero neither celebrates Brazil’s dynamism uncritically nor reduces its problems to intractable failures. Instead, he presents a nuanced framework that highlights both vulnerabilities and levers of transformation.

For scholars, policymakers, and practitioners interested in Latin American development, this volume provides both a diagnostic and a springboard for further inquiry into how inequality, institutional fragility, and environmental pressures intersect with opportunities for innovation and global engagement. Ultimately, Brazilian Socio-Economic Dynamics is a timely and thought-provoking contribution that challenges readers to confront the complexity of Brazil’s present and the uncertainty of its future, while offering insights that resonate well beyond Brazil’s borders.

La OMC existe para momentos como estos: ¿por qué no utilizarla? - James Bacchus (El Cato)

 Libre comercio

La OMC existe para momentos como estos: ¿por qué no utilizarla?
James Bacchus dice que hasta ahora, excepto Brasil, China y algunos otros, los 165 países restantes de la OMC se han plegado en gran medida al acoso comercial de Trump.
https://elcato.us1.list-manage.com/track/click?u=98c97f42691d5de57bc944822&id=04922f0b7e&e=19e757ffce


De todos los aranceles erráticos impuestos por el presidente Trump, pocos han sido tan vengativos como los impuestos a Brasil, que desde el 1 de agosto está sujeto a aranceles efectivos del 50%. Y dado que Brasil posteriormente llevó su caso contra Estados Unidos ante la Organización Mundial del Comercio, la pregunta no es si ganará o perderá (es casi seguro que ganará), sino más bien: ¿por qué docenas de otros países que sufren enormemente por los aranceles arbitrarios e ilegales de Estados Unidos no se han sumado al caso de Brasil o no han presentado sus propios casos ante la OMC contra Estados Unidos?

El motivo detrás de la guerra comercial de Trump con la mayor economía de Sudamérica —con la que Estados Unidos tiene un superávit en el comercio bilateral— parece ser principalmente político: quiere vengarse políticamente por el enjuiciamiento de su aliado autocrático, el expresidente brasileño Jair Bolsonaro, que ahora ha sido condenado a 27 años de prisión por planear un golpe militar tras perder las elecciones presidenciales de 2022, y cuyos partidarios asaltaron los edificios gubernamentales en Brasilia (¿le suena familiar?).

A pesar de las acusaciones estadounidenses, en su mayoría gratuitas, de prácticas comerciales desleales por parte de Brasil, estos aranceles parecen no tener nada que ver con el comercio y todo que ver con las quejas personales de Trump. Así, el presidente de Estados Unidos sigue alejándose de la práctica mundial de los últimos 75 años de mantener las cuestiones no comerciales al margen de las relaciones comerciales. Con otras limitaciones, Trump está utilizando la amplia libertad que le ha delegado el Congreso en materia comercial (y que ahora teme limitar) para emplear los aranceles como panacea para casi todo lo que le molesta en las acciones de otros países.

Los 165 países de la OMC se han doblegado en gran medida ante la intimidación comercial de Trump, aceptando el autoritario "el poder hace la fuerza" de la coacción económica. ¿Por qué no seguir el ejemplo de Brasil?

En gran medida, Trump ha moderado sus golpes, al menos por ahora, con estos aranceles sobre las importaciones procedentes de Brasil. Casi la mitad de los productos brasileños están exentos, incluidos el zumo de naranja, los aviones regionales Embraer y el petróleo. Sin embargo, el café, la carne de vacuno y muchos otros productos no están excluidos, y es probable que estos gravámenes causen un daño significativo a ambos países (Los precios en el mercado mundial del café ya han subido un 30% desde la acción de Trump contra Brasil).

La combinación de los efectos económicos perjudiciales sobre miles de millones de dólares de comercio bilateral y la intromisión de Trump en la política interna de Brasil ha persuadido a los brasileños a emprender acciones legales en la OMC. Sus argumentos —que Estados Unidos ha violado las obligaciones de la OMC de no participar en prácticas de discriminación comercial, no exceder los aranceles consolidados y no tomar represalias contra prácticas comerciales consideradas desleales sin solicitar primero la autorización del órgano de solución de diferencias de la OMC— son todos sólidos. La defensa de Estados Unidos —que estos aranceles son necesarios para la seguridad nacional estadounidense— es jurídicamente ridícula.

Entonces, ¿por qué otros socios comerciales de Estados Unidos que, al igual que Brasil, han soportado los aranceles más altos de Estados Unidos desde la Gran Depresión, aún no han acudido al órgano de solución de diferencias de la OMC para presentar las mismas reclamaciones? Sí, el sistema de solución de diferencias está dañado debido a la falta de miembros en el Órgano de Apelación, gracias exclusivamente a las acciones destructivas de Estados Unidos.

Pero, aun así, una demanda conjunta ante la OMC presentada por un amplio grupo de miembros de la OMC contra los aranceles de Trump aumentaría enormemente la cantidad y el valor en dólares de las represalias comerciales que podrían imponerse legalmente contra las exportaciones estadounidenses en todo el mundo para contrarrestar esos aranceles, represalias que podrían crear una verdadera influencia sobre Trump y adquirirían legitimidad de facto, aunque la ausencia del Órgano de Apelación negaría a los Estados Unidos la posibilidad de apelar y, por lo tanto, impediría a los miembros de la OMC adoptar formalmente una resolución contra los Estados Unidos por parte de un grupo especial de la OMC.

Hasta ahora, excepto Brasil, China y algunos otros, los 165 países restantes de la OMC se han plegado en gran medida al acoso comercial de Trump. Han aceptado el autoritario "el poder hace la fuerza" de la coacción económica. No han recibido nada a cambio, salvo promesas evasivas y aranceles que no son tan astronómicos como podrían haber sido, y que podrían cambiar según el capricho arbitrario de Trump.

Hay que reconocer que, recientemente, en la India y en otros lugares, algunos de estos países se han reunido para hablar de la posibilidad de emprender acciones comunes para contrarrestar el proteccionismo y el nihilismo de Estados Unidos y salvar el bien público mundial tan beneficioso que es el sistema comercial multilateral basado en la OMC, restableciendo el estado de derecho internacional en el comercio.

Es esencial que lo hagan. ¿Y qué mejor manera de empezar que plantarle cara a Trump, reunir el valor para unirse a Brasil como co-demandantes, hacer valer sus derechos en virtud del tratado de la OMC e insistir en resolver sus disputas comerciales con Estados Unidos de la manera prevista en el tratado? ¿A qué esperan?

Este artículo fue publicado originalmente en Euractiv.com (Estados Unidos) el 15 de septiembre de 2025.

CPI da Covid: finalmente vai provocar processo contra os sabotadores da pandemia - Olympio Pinheiro, Julio Benchimol Pinto

CPI DA COVID: ENGAVETAR POLÍTICA PÚBLICA CRIMINOSA NUNCA MAIS 

TV COLONIAL BREAKING 

Olympio Pinheiro

A CPI da Covid - lembra-se? - que o PGR de triste memória Augusto Aras engavetou, perdão, jogou no lixo, foi resgatada. Valeu a pena? 

Milhares de pessoas morreram ou ficaram com sequelas, e milhares de famílias sofreram com uma política pública negacionista dos consensos científicos, promovendo e difundindo tratamentos e medicamentos ineficazes. 

E por quê? Por que o presidente da república, Jair Bolsonaro, e alguns de seus ministros da saúde (entre eles, o general Pazuello), sem qualquer competência médica, adotaram a mando do presidente a teoria de "imunidade de rebanho". 

Por conta dessa política, imunidade de rebanho, o governo federal desenvolveu programas de tratamento ("Kit Covid") e medicamentos  cientificamente ineficazes para tratamento do vírus da Covid 19 (Cloroquina, entre outros).

Por sorte, o governo federal não conseguiu implantar inteiramente essa política, imunidade de rebanho, porque o governador de Sâo Paulo, João Dória - que o presidente via então como candidato concorrente à presidência - na contramão da política do governo federal -, adotou a política internacional de vacinação em massa. 

Muitos mais milhares de brasileiros teriam morrido não tivesse ocorrido essa delirante ameaça persecútoria do presidente da república ao suposto agonista concorrente que, afinal, nem foi. E, por conta dessa imaginária persecução, o governo federal acabou sendo obrigado, pela feliz ameaça da delirante concorrência, a abrir caminho para a compra de vacinas. 

Não sem atraso na compra das vacinas mais eficazes (mRNA) , e sem corrupção no governo pela compra de outras vacinas, Covaxim, que nem sequer existiam.  

Tudo isso ficou comprovado na CPI da Covid. Que foi jogada no lixo pelo PGR, Augusto Aras, conivente com os crimes do presidente da república. E é agora resgatada pelo ministro Dino do STF. 

Conforme descreve nosso correspondente especial Julio Benchimol Pinto de Brasilia: 

🧑‍⚖️ Do alto do Supremo: Flávio Dino abriu inquérito contra Bolsonaro, seus filhos e aliados, dando vida ao relatório da CPI da Covid.

👀 Alvos? Jair Bolsonaro (o chefe da orquestra negacionista), seus filhos Flávio, Eduardo e Carlos, e ex-ministros como Eduardo Pazuello, Marcelo Queiroga, Onyx Lorenzoni, além de operadores de bastidores como Ricardo Barros e empresas envolvidas em contratos suspeitos.

⚖️ Lição de Direito 1: política pública não é salvo-conduto para crime.

⚖️ Lição de Direito 2: omissão dolosa e contratos fantasmas podem sair caro quando o palco não é o cercadinho, mas o Supremo Tribunal Federal.

💉 A CPI já apontava nove crimes atribuídos a Bolsonaro. Agora a PF tem 60 dias para separar a fumaça dos indícios do fogo das provas. Depois, a PGR decide se denuncia ou se arquiva.

💣 Mas não se iluda: os mesmos que venderam cloroquina como panaceia agora vão alegar que se tratava apenas de “erro administrativo”. E tentarão transformar crime em política, e política em perseguição.

🔎 No Direito, chamamos isso de fumus boni iuris (fumaça de bom direito). Na vida real, é só a fumaça da Covaxin queimando no altar da impunidade.

👉🏻 E você? Acredita que esse inquérito é divisor de águas ou mais um capítulo na novela da impunidade brasileira?

📌 #STF #Bolsonaro #CPIdaCovid #Direito #Justiça #NuncaMais1

Postagem em destaque

Livro Marxismo e Socialismo finalmente disponível - Paulo Roberto de Almeida

Meu mais recente livro – que não tem nada a ver com o governo atual ou com sua diplomacia esquizofrênica, já vou logo avisando – ficou final...