Para fazer o que diz o título deste post, vou precisar retomar alguns trabalhos meus, de poucos anos atrás, e também considerar o balanço que os próprios promotores do "modelo Lula" de crescimento e desenvolvimento expuseram em seus trabalhos, com destaque para este economista do governo, abaixo citado.
Paulo Roberto de Almeida:
1) 719. “Uma verdade inconveniente (será que o Brasil consegue crescer 5% ao ano?)”
Via Política (Porto Alegre, 12 nov. 2006). Versão completa. Relação de Trabalhos n. 1684.
2) 786. “Duro de crescer: obstáculos políticos ao crescimento econômico do Brasil”
Revista de Gestão Pública-DF (Brasilia: Escola de Governo do GDF; vol. I, nr. 1, jul.-dez. 2007, p. 29-36). Republicado em Espaço Acadêmico (ano 7, nr. 76, setembro 2007).
Revisto e adaptado, em três partes, para o boletim Via Política (1a. parte, 9.09.2007; 2a. parte: 16.09.2007; 3a. parte: 23.09.2007). Relação de Trabalhos n. 1794.
Ver este artigo para um sumário das políticas do governo, com consulta necessária aos originais:
331) Debate economico: a rationale do PT esclarecida
Não tanto do PT, quanto de alguns expoentes do governo Lula, como o Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.
Abaixo uma exposição sintética de suas teses principais.
PRA
A superação de dogmas
Claudia Safatle
Valor Econômico, 5.03.2010
(...)
A proposta neoliberal de novos ajustes recessivos acabou fortalecendo a visão desenvolvimentista sobre a política econômica ao fim de 2005, conta Nelson Barbosa, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, no livro Brasil entre o Passado e o Futuro. Barbosa escreveu, com José Antônio Pereira de Souza, economista do BNDES hoje na Fazenda, o texto A Inflexão do Governo Lula: Política Econômica, Crescimento e Distribuição de Renda, publicado no livro organizado pelo PT para a convenção que consagrou Dilma candidata à Presidência da República.
Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ex-funcionário do Banco Central, Barbosa trabalhou com Guido Mantega no BNDES. Mudou-se para Brasília quando Mantega foi designado para substituir Palocci e é, hoje, o mais influente economista não ortodoxo do governo. Participou intensamente da campanha pela reeleição de Lula, ganhou a confiança de Dilma e a simpatia do presidente.
O texto de 42 páginas é uma descrição do legado de Lula até agora, colocada em uma perspectiva teórica, de escolhas que foram feitas ainda que sem formulação sistemática. Até porque os desenvolvimentistas presentes no governo não dispunham de caráter teórico e ideológico coeso como os neoliberais, explica. Esse trabalho se complementa, porém, com outro documento: Uma Nova Política Macroeconômica e Uma Nova Política Social, resultado de seminário realizado na Fundação Perseu Abramo.
(...)
Os dois textos citados foram escritos no fim de 2009. O livro traz, ainda, uma entrevista com a candidata à Presidência da República pelo PT e artigos de expoentes do PT, como Marco Aurélio Garcia, Emir Sader e Márcio Pochman, entre outros. Um elemento comum a todos é a necessária recomposição do Estado.
(...)
À suivre, donc...
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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