O site Ordem Livre, como seu nome já indica, está profundamente comprometido com uma orientação liberal em matérias econômicas e políticas.
Eu não me defino exatamente como um liberal, posto que não me considero "labelizável", ou seja, enquadrável em qualquer categoria determinada, estrita ou estanque, ou de qualquer forma identificável com alguma filosofia particular, por prevenção natural contra qualquer sistema fechado.
No máximo eu poderia ser classifica de "anarco-liberal", ou seja alguém totalmente livre para determinar suas próprias posições em matéria de valores, princípios, escolas econômicas ou tendências políticas. Eu poderia ser chamado de "racionalista", apenas isso, mas tampouco pretendo oferecer explicações a respeito, como bom anarquista que sou.
Enfim, independemente disso, passei a colaborar regularmente com o site Ordem Livre, e por vezes existem outros artigos ou entrevistas que aparecem no site, e abaixo vai a relação do que foi divulgado recentemente.
Aguardem novos
Paulo Roberto de Almeida
Artigos Paulo Roberto de Almeida - Ordem Livre
Política internacional: por que não temos paz e segurança?
01 de Março de 2010 - por Paulo Roberto de AlmeidaTags: volta ao mundo em 25 ensaios política internacional paz guerra
A história da humanidade é, em grande medida, uma história de guerras, como ensina John Keegan em seus muitos livros de história militar. Guerras de conquista por territórios, recursos e escravos; guerras de defesa contra inimigos mais poderosos; impérios expansionistas (desde os mongóis, sobre a China, até a Alemanha e o Japão, no século 20); alianças militares (defensivas e ofensivas) e enormes gastos estatais com aparatos bélicos custosos; e, finalmente, uma tentativa de deslegitimar a guerra, no contexto do direito internacional.
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Direitos humanos: o quanto se fez, o quanto ainda resta por fazer
15 de Fevereiro de 2010 - por Paulo Roberto de AlmeidaTags: volta ao mundo em 25 ensaios direitos humanos
Direitos humanos denotam uma categoria relativamente recente na história da humanidade. Num sentido lato, o conceito pode remontar aos iluministas escoceses e franceses dos séculos XVII e XVIII; num sentido estrito, ele está vinculado aos principais instrumentos nacionais e universais relativos aos direitos do indivíduo e dos cidadãos, cujos exemplos mais relevantes são, sem dúvida alguma, a Déclaration des droits de l’homme et du citoyen, da Revolução francesa, e a Declaração Universal dos Direitos do Homem, adotada pela ONU em 1948.
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Economia mundial: de onde viemos, para onde vamos?
01 de Fevereiro de 2010 - por Paulo Roberto de AlmeidaTags: volta ao mundo em 25 ensaios Globalização economia mundial desigualdade Desenvolvimento econômico circulação de capitais
Economia mundial não é um termo que se possa empregar antes do século XVI et encore: mesmo a partir da unificação geográfica conduzida por Colombo, Vasco da Gama e Fernão de Magalhães, a economia mundial não era, em absoluto, universal. Nessa primeira onda de globalização, de caráter mercantil, tratava-se, mais exatamente, de um arquipélago de economias centrais, predominantemente de origem européia, vinculadas a suas respectivas periferias nas novas terras descobertas, mediante um sistema usualmente conhecido como "exclusivo colonial".
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Entrevista com Paulo Roberto de Almeida
25 de Janeiro de 2010 - por Paulo Roberto de AlmeidaTags: relações internacionais política externa ideologia esquerda Academia
O diplomata, professor e escritor Paulo Roberto de Almeida fala sobre a esquerda reacionária, o fracasso da academia brasileira e explica a política externa do governo Lula.
Clique no botão play abaixo para escutar a entrevista. Para baixar o arquivo em MP3, clique com o botão direito aqui e escolha salvar.
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Por que o mundo é como é (e como ele poderia ser melhor...)
18 de Janeiro de 2010 - por Paulo Roberto de AlmeidaTags: volta ao mundo em 25 ensaios
Imaginemos um viajante estratosférico, vindo para a Terra em sua espaçonave, procurando compreender o que vê, em aproximações sucessivas.
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Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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Um comentário:
Paulo,
Acredito que tenhamos em comum essa aversão ao enquadramento em sistemas fechados. Talvez, por isso me sinta tão bem visitando teus escritos.
Quanto ao liberalismo, de certos grupos no Brasil, mais parece exercício de advogados diletantes reunidos em seu club inglês. Talvez ainda sejam os paleoliberais de quem falava José Guilherme Merquior. Fato é que mais se assemelham a um credo refinado da "santa e transcendente liberdade", ainda que divulguem alguns bons textos. Talvez esteja sendo um tanto injusto, mas não gosto de lugares em que se encontre a forte disposição para o amém.
Em geral, se afastam muito do gênio de um Friedman... É aquela velha história do aviso de Hayek para que não se seja hayekiano...
Abraços,
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