Apesar de Bolívar ser cultuado pela esquerda, Marx o considerava 'medíocre e grotesco'da Livraria da Folha, 05/03/2013 - 20h35
Descoberto apenas em 1935, "Simón Bolívar por Karl Marx" apresenta a análise do autor de "O Capital" sobre o "libertador". Apesar de ser um símbolo para a esquerda latino-americana, Marx demonstra um forte sentimento de aversão a Bolívar, o apresentando como um "personagem medíocre e grotesco".
Em 1857, Charles Dana, diretor do "New York Daily Tribune", contratou Karl Marx para escrever sobre temas de história militar, biografias e outros assuntos. Por acaso, Marx redigiu o verbete sobre Bolívar. Friedrich Engels também trabalhou no projeto que daria origem a "New American Cyclopaedia".
Morto em 17 de dezembro de 1830, provavelmente por envenenamento, Simón Bolívar foi o líder militar responsável pela independência de diversos territórios da América Latina, terras ocupadas pela Espanha.
Bolívar é considerado um herói entre os latino-americanos. Nasceu em Caracas, no dia 24 de julho de 1783, data em que se comemora o Dia de Simón Bolívar.
A biografia do venezuelano, com precisão enciclopédica, está em "O Libertador", de Moacir Werneck de Castro. O volume conta a história de um homem que amou, sofreu e cometeu equívocos políticos. O texto permite a análise das características sociais e econômicas da época, além de uma reflexão ideológica.
Em "Guia Politicamente Incorreto da América Latina", Leandro Narloch e Duda Teixeira questionam a veracidade do heroísmo de diversas figuras desta parte do mundo. Segundo os autores, "cultuar heróis perversos" e culpar outros países por problemas internos são características dos latino-americanos.
No livro "Os Redentores", Enrique Krauze reúne ensaios sobre 12 personalidades cujos pensamentos e ações moldaram a identidade latino-americana. Uma obra para quem quer entender questões da América Latina que vão além da conversa de bar, sem os fogos de artifício dos famosos "politicamente incorretos".
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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