Estou entre os 55 depoentes confirmados dessa iniciativa que, confesso, não sabia muito bem do que se tratava quando me contactaram, aliás improvisadamente, por sugestão de um amigo comum, para gravar uma entrevista:
http://www.brasilparalelo.com.br/congresso/
Eu já tinha feito uma postagem sobre essa iniciativa e sobre a minha entrevista, o que foi registrado neste link do meu blog Diplomatizzando: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/10/congresso-brasil-paralelo-como-refundar.html
A razão de minha inclusão de surpresa foi porque, dentre todos os vídeos gravados até o dia 14 de outubro, não havia nada sobre relações internacionais do Brasil, ou pelo menos não stricto senso, já que outros depoentes devem ter se pronunciado sobre nossa pequena inserção econômica internacional, nosso protecionismo comercial, nossa baixa competitividade ou importância relativa nos grandes intercâmbios planetários. Mas, aparentemente, havia pouca, ou nenhuma, alusão a temas de política externa ou de diplomacia. Cabe ressaltar que não me pronunciei sobre a política externa atual e corrente, ou sobre a diplomacia do atual governo, ao qual estou associado depois de treze anos no deserto (literalmente), mas sim concentrei minhas críticas sobre a fraude que foram os governos lulopetistas, em todas as áreas, inclusive e principalmente na política externa.
Continuo aguardando a liberação dos vídeo-depoimentos, pois tenho curiosidade por alguns, entre eles, obviamente, o meu próprio, já que não me lembro mais do que falei exatamente (pois vim correndo de um compromisso, antes de correr para outro, sem qualquer preparação substantiva no meio do caminho), salvo pela existência de um pequeno trecho dessa gravação, que já circulou no Facebook dos organizadores, em 8 de novembro, e que deveria estar sendo disponibilizado neste link (que segundo informação do site já teria sido visto 3.400 vezes desde aquela data):
https://www.facebook.com/brasilparalelo/videos/400646140325063/
(não tenho certeza de que o link esteja funcionando, mas a responsabilidade incumbe aos provedores)
Espero ter sido coerente, e compreensível, tendo em vista a ausência completa de um roteiro prévio à entrevista gravada, dos organizadores ou meu mesmo -- o que sempre formulo para minhas intervenções, mesmo quando não leio, quase nunca, o que preparei, com o objetivo simplesmente de organizar as ideias -- ou de tempo suficiente entre uma pergunta e outra do entrevistador (que não aparece nunca no vídeo, apenas sua voz). Minhas respostas for excessivamente longas, e assim descobri que não só escrevo demais, como também falo demais, o que pode ter tendências dormitivas sobre a audiência, mas espero que a contundência de minhas afirmações possa animar pelo menos uma parte dos espectadores.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 15 de novembro de 2016
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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