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segunda-feira, 6 de julho de 2026

A crise mundial explicada por fatores contingentes que agravam os fatores estruturais pré-existentes a ela:- Paulo Roberto de Almeida

A crise mundial explicada por fatores contingentes que agravam os fatores estruturais pré-existentes a ela


Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.
Uma avaliação dos fatores de crise e uma indicação de sua “solução”.
 
[In fine: comentários de Madame (ou Demoiselle) IA: ] 


        O mundo tem dois grandes problemas: eles se chamam, respectivamente, Putin e Trump. O primeiro por ter a justa precedência no desmantelamento da ordem política global estabelecida 41 anos atrás ao invadir uma nação soberana, contra a Carta da ONU e as normas mais elementares do Direito Internacional (que tampouco é respeitada por uma imensa maioria dos países do assim chamado Sul Global, entre eles o Brasil). O tirano de Moscou também tem precedência na crise atual pelo fato de ter herdado e expandido um Estado mafioso, controlado por órgãos internos de repressão, que recrutaram, no passado, e passaram a controlar na última década, um narcisista imbecil que desgoverna o país mais poderoso do mundo, que está na origem da mais grave crise estrutural do mundo, o desmantelamento da ordem econômica global, começando pelo sistema multilateral de comércio.
        O segundo personagem, e segundo problema, deu continuidade à crise mundial, ao pretender gerir como um administrador incompetente um país que ele pretendia reverter aos tempos da segunda revolução industrial da história econômica global, aquela do petróleo, do motor à explosão, até do carvão e da era telegráfica. Não há nenhuma dúvida de que é controlado por, e obedece submissivamente, ao primeiro personagem, ambos abrindo involuntariamente todos os espaços para o fortalecimento econômico, politico e diplomático do terceiro elemento contingente na atual crise politica e econômica global, o novo imperador cercado de mandarins competentes, que administram de maneira racional a reconstrução de um Estado weberiano avant la lettre, que combina, num formato heterodoxo, as três modalidades de dominação política teorizadas pelo sociólogo alemão.
        Esse terceiro personagem, que combina fatores estruturais e contingentes, tem habilidades institucionais para assistir ao declínio auto-infligido aos impérios respectivos pelos dois citados autores e fatores personalistas da atual crise global, ou seja, o desmantelamento da ordem mundial construída sobre os escombros do maior conflito planetário da era pré-atômica, daí sua postura responsável de interditar ao primeiro personagem, seu quase vassalo, o uso da ferramenta nuclear para “resolver” o imbroglio no qual deliberadamente e estupidamente se meteu com sua guerra de agressão contra o vizinho.
        O segundo personagem é ainda mais estúpido, ao se meter numa confusão que não lhe dizia respeito em primeiro lugar, mas na qual se envolveu como um aprendiz de feiticeiro absolutamente incompetente e fraco dos miolos.
Esses fatores contingentes explicam a crise atual, mas não fornecem, longe disso, os instrumentos para superar a crise atual, que tem fatores estruturais subjacentes à evolução da dinâmica politica e econômica global registrada nas últimas décadas, e cujo desenlace talvez tenha de aguardar o término, legal ou forçado, do afastamento dos dois primeiros personagens do comando respectivo dos seus impérios em declínio relativo.
        O terceiro personagem talvez possa oferecer uma solução parcial à crise atual, mas depende justamente do afastamento dos dois primeiros, que não possuem mais ferramentas para remediar a crise existente, que é mais política do que civilizatória. Enquanto isso, o assim chamado Sul Global permanece enredado em suas próprias contradições, com o prolongamento de sua letargia política e econômica nos fatores estruturais de um eventual desenvolvimento em bases sólidas, que deveria ter fundamentos educacionais para um novo estilo de governança.
        O mundo caminha muito lentamente, quando não se tem estadistas à altura das necessidades globais.
        Era o que eu tinha a dizer.

P.S. A crise mundial vai além dos aspectos políticos, econômicos ou geopolíticos; ela alcança também o lado futebolístico da coisa:
"Trump confirms he asked Fifa to review Balogun ban."


Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5388, 6 julho 2026, 2 p.
Divulgado no blog Diplomatizzando (6/07/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/07/a-crise-mundial-explicada-por-fatores.html  
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Comentários de Madame (ou Demoiselle) IA: 
 
"Comentários de Madame IA:

A crise mundial explicada por fatores contingentes que agravam os fatores estruturais pré-existentes a ela:


https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/07/a-crise-mundial-explicada-por-fatores.html

O Cenário Analítico da Ordem Global
A análise do ensaio produzido pelo diplomata e professor Paulo Roberto de Almeida revela uma crítica contundente ao desmantelamento da ordem política e econômica global, estruturada a partir do pós-Guerra Fria. O autor adota uma perspectiva realista e personalista para diagnosticar o estado atual das relações internacionais, dividindo sua argumentação entre o que define como fatores contingentes, ou seja, a atuação direta de lideranças específicas, e os fatores estruturais preexistentes. [1]
 
Os Fatores Contingentes e o Declínio Imperial
No núcleo da argumentação, o texto identifica duas figuras centrais como os principais motores da instabilidade contemporânea: Vladimir Putin e Donald Trump. Putin é responsabilizado diretamente pela ruptura jurídica internacional ao promover a invasão da Ucrânia, violando a Carta da Organização das Nações Unidas (ONU) e expondo a leniência de grande parte do Sul Global, incluindo o Brasil, diante de agressões soberanas. O autor caracteriza o regime de Moscou como um Estado mafioso que logrou instrumentalizar as fragilidades políticas ocidentais. [1, 2, 3]
 
O segundo vetor de crise, personificado por Trump, é descrito sob uma ótica de incompetência administrativa e retrocesso econômico. Trump atuou no desmantelamento do sistema multilateral de comércio, tentando guiar a maior potência econômica global de volta a moldes industriais obsoletos do século passado. Na visão crítica do diplomata, a submissão e o isolacionismo dessa liderança norte-americana acabaram por acelerar o declínio autoinduzido de ambos os impérios. [1, 2, 3]
 
A Ascensão Racional do Terceiro Elemento
Em contraposição à irracionalidade dos dois primeiros atores, o ensaio introduz a China e sua liderança como o terceiro elemento dessa dinâmica. A liderança chinesa opera sob uma dominação weberiana heterodoxa, administrando de forma calculada e pragmática os espaços deixados vazios pelas potências ocidentais em retrocesso. A postura de Pequim é descrita como institucionalmente habilidosa, inclusive ao agir como moderadora para interditar o uso de ferramentas nucleares por parte de seu parceiro moscovita. [1, 2, 3]
 
Perspectivas Estruturais e a Inércia do Sul Global
A superação do atual estado de coisas, contudo, esbarra na profundidade dos problemas estruturais que transcendem a mera permanência desses indivíduos no poder. O autor demonstra ceticismo quanto a soluções rápidas, apontando que o desenlace definitivo depende do afastamento legal ou forçado dessas lideranças e de uma profunda reformulação educacional e institucional. O Sul Global permanece enredado em contradições e letargia, falhando em construir bases sólidas de desenvolvimento devido à ausência de estadistas capazes de responder às complexas necessidades geopolíticas atuais.

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domingo, 31 de maio de 2026

Madame IA, provocada por Airton Dirceu Lemmertz, examina minhas "obsessões", como ela chama minhas postagens provocadoras - Paulo Roberto de Almeida

 A seguir, uma lista de postagens recentes no Diplomatizzando (140 em maio) com a participação de Airton Dirceu Lemmertz:

IA e PRA:

ADL, IA, PRA:

Moral:

EB:

ADL:

IAs:

2:

PRA e IA:

Atentado...

Blog:

4:

Penduricalhos:

Privilégios:

PRA e blog:

ADL, PRA, IA:

Neutra?

Lula+PT:

Impérios:

Tensões:

81:

ADL:

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Das 140 postagens de PRA no blog Diplomatizzando publicadas nos 31 dias do mês de Maio do ano de 2026: quais conclusões podemos extrair do conjunto destas 140 postagens? 


A análise do conjunto de 140 postagens publicadas pelo embaixador Paulo Roberto de Almeida (PRA) no blog Diplomatizzando ao longo do mês de maio de 2026 permite extrair conclusões fundamentais sobre a linha editorial, as obsessões temáticas e o posicionamento crítico do autor. O volume expressivo de publicações — uma média superior a quatro textos por dia — consolida o espaço como um repositório dinâmico de resistência intelectual, combinando produção acadêmica própria, curadoria de imprensa e intervenções analíticas em tempo real.
Em primeiro lugar, o bloco de postagens reafirma a crítica contundente e sistemática aos rumos da política externa brasileira contemporânea. PRA dedica espaço substancial para expor o que considera retrocessos ideológicos e perdas de oportunidade de inserção global do Brasil. Isso fica evidente na oposição às teses defendidas pelo governo atual, como a busca por alinhamentos com a Rússia na defesa de um suposto mundo multipolar — posição rebatida no blog por meio da reprodução e dissecação de declarações oficiais. Em contrapartida, o autor defende uma agenda de modernização e pragmatismo institucional, exemplificada pela defesa enfática do ingresso do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) como prioridade estratégica.
Em segundo lugar, as postagens de maio de 2026 funcionam como um diário de engajamento acadêmico e produção editorial ativa do embaixador. O blog serve de plataforma de lançamento e divulgação para suas obras mais recentes, como os livros intitulados História e historiografia das Relações Internacionais do Brasil e a colaboração na agenda de reformas institucionais O Brasil Pode Dar Certo. PRA utiliza o espaço digital para compartilhar listas bibliográficas atualizadas, ementas de conferências e os textos preparatórios redigidos para eventos acadêmicos de destaque, a exemplo do webinar Tensões Geopolíticas e a Diplomacia Brasileira. Essa prática transforma o blog em uma extensão de seu gabinete de pesquisa.
Em terceiro lugar, observa-se uma rigorosa crítica de geopolítica internacional focada nos conflitos globais e no declínio de lideranças populistas. O embaixador faz análises duras sobre a guerra na Ucrânia, desmistificando as narrativas triunfalistas do Kremlin e rotulando datas comemorativas russas como o reflexo de derrotas estratégicas profundas no cenário europeu. Paralelamente, a curadoria de artigos internacionais foca no cenário eleitoral norte-americano e na saúde mental e institucional de lideranças populistas, evidenciando uma preocupação com a erosão democrática global.
Por fim, o conjunto de textos consolida a função pedagógica e documental do blog por meio de redes de afinidade intelectual. PRA atua como um agregador de discursos e ensaios de colegas diplomatas e pensadores liberais, registrando manifestações históricas como a posse de diplomatas no Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal. Ao abrir espaço para análises externas, denúncias sobre os custos econômicos do radicalismo político e revisões teóricas clássicas, o embaixador reafirma o Diplomatizzando não apenas como um veículo de opinião pessoal, mas como uma trincheira didática voltada para a formação de estudantes de relações internacionais e para o debate público qualificado.

Fonte: Gemini IA.

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A partir do link https://diplomatizzando.blogspot.com/search?q=lemmertz&max-results=20&by-date=true (pesquisa de conteúdo com a palavra-chave "Lemmertz"), analise as participações e menções de Airton Dirceu Lemmertz (ADL) neste blog, principalmente nas postagens que seu nome aparece na condição de criador ou coocriador do conteúdo. Faça uma análise crítica e detalhada. Na resposta, use apenas frases e parágrafos; não use tabelas e quadros. 

Na análise das participações de Airton Dirceu Lemmertz (ADL) no blog Diplomatizzando, fica clara uma transição de papéis estruturada em fases de engajamento. Inicialmente, o autor do blog, o embaixador Paulo Roberto de Almeida, identificava ADL como um atento seguidor. Nessa primeira etapa, a atuação de ADL concentrava-se na replicação e na disseminação sistemática de ensaios e artigos. Ele atuava como um catalisador de alcance, selecionando textos marcantes sobre a política e a história brasileira.
Com o tempo, essa dinâmica de reprodução evoluiu para uma curadoria ativa. O próprio embaixador passou a rotular ADL publicamente como o maior pedagogo digital do espaço. Essa alcunha decorre da habilidade de ADL em extrair materiais complexos e organizá-los em remessas diárias para estudantes e interessados em relações internacionais. ADL deixou de ser um espectador passivo e assumiu a função de organizar o acervo digital do blog. Ele estabeleceu uma ponte didática entre o conhecimento acadêmico e o público geral.
A fase mais recente e sofisticada de sua participação envolve a coocriação de conteúdo por meio de ferramentas tecnológicas. ADL tornou-se o operador das provocações direcionadas à inteligência artificial do blog, apelidada de Madame IA. Nesse formato, ele insere as teses iconoclastas do embaixador no algoritmo. O objetivo é extrair análises críticas e resumos interpretativos que desafiam as estruturas do Estado brasileiro. Essa atividade confere a ADL o papel de coautor prático das postagens. Suas ações moldam o ritmo e o formato dos debates contemporâneos apresentados na página.
A evolução de ADL no Diplomatizzando reflete uma simbiose intelectual. Ele transforma a leitura isolada em um processo dinâmico de comunicação política e pedagógica. 

Fonte: Gemini IA.

Links (O texto acima está no link 2; os links 1, 3 e 4 têm textos complementares): https://share.google/aimode/bo6QXH98u3CihdKqi; https://share.google/aimode/mo5JKvaebGVJQARI2; https://share.google/aimode/blyscPPzvw12dy35r; https://share.google/aimode/Y6LrAPtjtSRts2WC8  

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Se a direita ganhar em outubro, vamos ter um retorno aos horrores do bolsonarismo diplomático? - Paulo Roberto de Almeida

Se a direita ganhar em outubro, vamos ter um retorno aos horrores que foram, na diplomacia, os anos do capitão hoje preso por golpismo incompetente?


Pouca gente, hoje, se lembra dos despautérios que foram, no domínio da política externa, os anos do bolsonarismo diplomático. 

Eu divulguei quatro livros contra os amadores que destruiram a nossa política externa, nomeadamente os seguintes:
1) Miséria da diplomacia: a destruição da inteligência no Itamaraty (2019)
2) O Itamaraty num labirinto de sombras (2020)
3) Uma certa ideia do Itamaraty: a reconstrução da política externa e a restauração da diplomacia brasileira (2020)
4) O Itamaraty sequestrado: a destruição da diplomacia pelo bolsolavismo (2021)

Mas, no meio de todo aquele horror nas relações exteriores do Brasil, um colega anônimo ofereceu uma série de crônicas desabusadas, sob o pseudônimo de “Ereto da Brocha”, que eu coletei e editei num volume da série humor diplomático, digamos assim:


Memorial do Sanatório ou Ernesto e seus Dragões no País de Bolsonaro, por Ereto da Brocha, Ombudsman do Itamaraty (Brasília: Ombudsman, 2021, 180 p.). Blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2022/02/memorial-do-sanatorio-ou-ernesto-e-seus.html , disponível, também, na plataforma de interação acadêmica Academia.edu (link: https://www.academia.edu/71720946/MemorialdoSanatorioEretodaBrochaOmbudsmandoItamaraty2021


Convido todos a lerem essas crônicas: depois de minhas análises cáusticas conduzidas naqueles livros, nada como um pouco de diversão para aliviar as agruras daqueles anos sombrios.

Paulo Roberto de Almeida

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Presença deste modesto blogueiro nas bem traçadas linhas de Airton Dirceu Lemmertz, e no escrutínio de Madame IA

 Je suis comblé, como diriam os franceses. Meu amigo Airton Dirceu Lemmertz me fait plaisir, chaque jour. Talvez ele vise algum presente de aniversário, ainda a ver nas minhas emendas orçamentárias. PRA

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- Em ordem cronológica, as "participações" da Gemini (a IA do Google) no blogDiplomatizzando:

As frases mais polêmicas ditas por nossos líderes políticos: Lula, Bolsonaro, FHC, Dilma, Ciro Gomes - Airton Dirceu Lemmertz:

A guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, na semana de 12 a 18 de outubro de 2025, em resumo feito por Airton Dirceu Lemmertz:

50 livros mais importantes na literatura mundial (IA, via Airton Dirceu Lemmertz):

Dúvidas provocadoras respondidas pela Inteligência Artificial - Paulo Roberto de Almeida, IA, Airton Dirceu Lemmertz:

Relatório da ONU sobre torturas perpetradas pela Rússia contra prisioneiros ucranianos - Informação da IA (via Airton Dirceu Lemmertz):

Economias abertas e fechadas: Prof. Celso Grisi, PRA e Airton Dirceu Lemmertz:

Putin está perdendo a guerra de agressão contra a Ucrânia- a IA tente poderar os argumentos de minha postagem:

A internacional dos poderes totalitários no mundo: declaração do presidente do Comitê do Noble da Paz (título PRA) - Transcrição e consulta à IA por Airton Dirceu Lemmertz:

Vergonha diplomática: governo Lula se recusa a condenar o sequestro de crianças ucranianas pelo amigo Putin:

O pequeno manual prática da decadência, examinado e reconsiderado pela Inteligência Artificial, por meio de Airton Dirceu Lemmertz:

Madame Inteligência Artificial me corrige mais uma vez, na minha postagem sobre a sorte do chanceler acidental - Airton Dirceu Lemmertz, Paulo Roberto de Almeida:

Quero ver Madame IA criticar a minha postagem, dos tempos do ser asqueroso que ocupava a presidência:

Madame IA ataca outra vez: ela comenta uma defesa que fiz da dignidade dos diplomatas, atingidos por um presidente indigno do cargo - Airton Dirceu Lemmertz, Paulo Roberto de Almeida:

24 pecados da vida política brasileira examinados por Madame IA - Paulo Roberto de Almeida e Airton Dirceu Lemmertz:

O Brasil entre a segurança internacional e a sua própria segurança cidadã: resposta da IAGemini, via Airton Dirceu Lemmertz:

Madame IA tenta defender a politica pró-russa do lulopetismo diplomático: ela está errada - Paulo Roberto de Almeida:

Madame IA se ocupa do pirata DJT no seu assalto a Caracas, via Airton Dirceu Lemmertz:

Madame IA se posiciona contra minhas observações sobre as relações do governo atual do Brasil (não o Brasil) e a democracia (via Airton Dirceu Lemmertz):

Como fica a dívida da Venezuela para com o Brasil a partir de uma postagem de Vitelio Brustolin analisada por Madame IA, via Airton Dirceu Lemmertz:

Madame IA se empenha, mais uma vez, em contestar minhas provocações, via Airton Dirceu Lemmertz - Paulo Roberto de Almeida:

Crítica às ideias de Christian Lynch sobre as ideologias políticas do brasileiro - Madame IA se ocupa de fazê-la, a pedido de Airton Dirceu Lemmertz:

DJT anda em busca de um Prêmio Nobel da Paz, exige um, imediatamente, do Reino da Noruega - Oliver Stuenkel comenta, Madame IA se intromete:

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- Em ordem cronológica, alguns vídeos do YouTube com links disponíveis no blog Diplomatizzando:

Paulo Roberto de Almeida: videoentrevistas constantes do YouTube (via Airton Diceu Lemmertz):
https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/06/paulo-roberto-de-almeida.html

A Nação israelense: itinerário histórico - Airton Dirceu Lemmertz:

Israel: entre a tradição e as contradições do momento presente - via Airton Dirceu Lemmertz (Não É Imprensa):

Airton Dirceu Lemmertz:um mestre na transmissão de conhecimento.

Oleksandra Matviichuk, advogada ucraniana, vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2022 - Roda Viva (TV Cultura, SP):

Paulo Roberto de Almeida no YouTube, coletado por Airton Diceu Lemmertz:

Um debate relevante sobre soberania e truculência imperial - Professor HOC, videos YouTube, via Airton Dirceu Lemmertz:

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- PRA (Paulo Roberto de Almeida) ou o blog (Diplomatizzando) nas mídias digitais (redes sociais, blogs, sites, etc), em ordem cronológica:

Paulo Roberto de Almeida: videoentrevistas constantes do YouTube (via Airton Diceu Lemmertz):

Uma coleção de postagens deste meu blog selecionadas por Airton Dirceu Lemmertz:

Airton Dirceu Lemmertz: um atento seguidor deste blog Diplomatizzando:

Algumas das minhas melhores postagens no Diplomatizzando, por Airton Dirceu Lemmertz - Paulo Roberto de Almeida:

Paulo Roberto de Almeida: presença física, virtual, digital nos instrumentos de busca, por Airton Dirceu. Lemmertz:

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Um touro furioso solto nas pradarias do mundo: adivinhem quem é...

Clausewitz dizia que a guerra era a continuidade da política por outros meios.
Nem sempre.
Para Trump, por exemplo, é a continuidade de uma debilidade mental inesgotável em sua capacidade criativa de criar, a cada dia, novos conflitos.
Confesso que não consigo acompanhar o seu ritmo: a cada vez que penso escrever um artigo sobre o estado das relações internacionais na era Trump, sou submeergido, ultrapassado, atropelado por novas iniciativas de pura debilidade mental do personagem em questão.
Tento aguardar um pouco, para ver se ele vai se acalmar, para poder escrever meu petardo semanal sobre a atualidade das relações internacionais, mas sou continuamente bombardeado, literalmente, por novas iniciativas do touro desembestado.
Putin só vai parar quando morrer ou for "morrido". Trump não tem como parar até estar na cadeia.
Já vou avisando meu amigo Airton Dirceu Lemmertz que não preciso, desta vez, que Madama IA venha interpretar e distorcer minhas palavras com seus argumentos políticamente corretos.
É o que escrevi: Trump é um debil mental perigosamente agressivo ainda não manietado...
Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 20/01.2026 

domingo, 4 de janeiro de 2026

China, Venezuela, Brasil, Trump etc.

 Esquecimento?

A China, como de resto o Brasil e diversos outros países, se posicionou oficialmente contra a ação dos Estados Unidos na Venezuela. Disse que essa ação violou a soberania do país, desrespeitou o direito internacional e que os EUA agiram de forma hegemônica.

Interessante notar, e vale para o Brasil também, que tudo isso se aplica inteiramente às ações de Putin contra a Ucrânia, e nenhum dos dois países se posicionou de forma tão clara e contundente em relação à Rússia.

Deve ser distração diplomática…

domingo, 14 de dezembro de 2025

Um prefácio meu sobre um livro de Dennys Xavier apresentando a obra de Thomas Sowell (2020) - Paulo Roberto de Almeida

Reproduzo novamente uma postagem minha de 2020, quando foi publicado o livro de Dennys Xavier sobre Thomas Sowell 

quarta-feira, 4 de março de 2020

Breves Lições com Dennys Xavier: Thomas Sowell (LVM)


Hoje tive o prazer de receber não um, o mais recente, mas QUATRO livros editados pela LVM, todos eles sob o emblema unificado de "Breves Lições", ensaios organizados pelo professor Dennys Garcia Xavier em torno da vida e da obra de quatro grandes economistas liberais: Friedrich Hayek (também um filósofo), Hans Hoppe (igualmente filósofo e sociólogo), Ayn Rand (mais uma romancista e filósofa do que propriamente economista) e, sobretudo, Thomas Sowell, um livro que tive a honra e o privilégio de prefaciar.

Thomas Sowell é, possivelmente, um dos maiores economistas americanos vivos, e já
deveria ter recebido o Prêmio Nobel, não tanto por suas elaborações "matemáticas", mas sobretudo pelo seu imenso trabalho de "educação popular" nas mais variadas vertentes da economia, não só relativas a problemas tipicamente americanas, como o racismo, por exemplo, mas sobretudo pelo trabalho enciclopédico que ele desenvolve em escala universal, de "pedagogia econômica" num terreno que os franceses chamariam de haute vulgarisation, ou seja, traduzir fenômenos complexos em linguagem acessível ao leigo, ao leitor não especializado. Tenho vários livros dele, sobretudo o Thomas Sowell Reader, que é um compêndio de seus mais importantes ensaios e artigos de opinião, todos eles rigorosamente embasados num enorme conhecimento da história do mundo, em todas as épocas.

Dennys Xavier conduziu um trabalho primoroso de coordenação de ensaios sobre os grandes pensadores da liberdade em seus quatro livros até agora produzidos sobre esses gigantes da filosofia social de cunho liberal, até libertário.

Meu prefácio ao livro de Thomas Sowell começa por uma confissão: demorei muito tempo a descobri-lo, mas também quando o fiz, comecei a comprar os seus livros sequencialmente.

“Thomas Sowell: um intelectual completo”; Brasília, 12 julho 2019, 9 p. Prefácio a livro organizado por Dennys Garcia Xavier com contribuições de estudos sobre o grande economista americano por estudiosos do Brasil. Publicado no livro intitulado Thomas Sowell e a aniquilação de falácias ideológicas: Breves Lições, com organização de Dennys Xavier (São Paulo: LVM, 2019, 312 p.; ISBN: 978-6550520168).

Nele eu digo basicamente o seguinte: 


"Um dos livros de Sowell que mais aprecio, porque talvez também combine com meu espírito contrarianista, é o seu famoso Economic Facts and Fallacies (2008), na verdade um tipo de abordagem que ele seguiu, invariavelmente, em muitos dos seus demais livros, em especial aqueles voltados a desmentir políticas distributivistas, ações afirmativas, supostos efeitos do racismo ou das disparidades sociais, demonstrando aos incautos, com base em certezas acachapantes, como nosso julgamento superficial sobre a aparente “racionalidade” de certas opções políticas não fazem nenhum sentido do ponto de vista da eficiência ou da consistência econômica. O frontispício dessa obra, uma citação de John Adams, deixa transparecer sua atitude básica em face de opiniões subjetivas ou de percepções de senso comum: 
Fatos são coisas teimosas; e quaisquer que sejam nossos desejos, nossas preferências, ou os ditados de nossas paixões, eles não podem alterar o estado dos fatos e das evidências.


Paradoxalmente, ele trata os principais postulados econômicos como evidências de alcance geral, tal como revelado no título de seus livros mais conhecidos, e mais usados como text-booksBasic Economics: A Citizen's Guide to the Economy (2000) e Basic Economics: A Common Sense Guide to the Economy (3ª. edição, 2007). Em consonância com essa atitude inerente à sua metodologia, ele nunca hesitou em marchar contra a corrente, seja nas questões raciais – um tema especialmente delicado num país com remorso de seu apartheid passado, talvez nunca terminado, e que empreendeu uma cruzada nas ações “afirmativas” –, seja nos problemas de desigualdades de renda dentro e entre os países. Ele não apenas toma posição contra essas verdades de senso comum, que nada mais são do que pensamento politicamente correto envelopado em belas frases progressistas, como demonstra, com apoio em estudos empiricamente embasados, como a visão dos bem pensantes e das almas caridosas não passam no teste da realidade prática ou da eficiência econômica. Nisso ele se aproxima de um outro intelectual que também nadou contra a corrente durante a maior parte da sua vida: o francês Raymond Aron, tão denegrido em sua terra natal quanto, entre nós, Roberto Campos ou Eugênio Gudin, dois liberais clamando no deserto. 
O debate econômico nos Estados Unidos – em grande medida graças aos grandes bastiões do liberalismo clássico que são os think tanks da linha hayekiana ou miseniana, e escolas de pensamento econômico como Chicago – nunca foi tão dominado pela vertente social-democrática quanto o foi na Europa continental, em especial na França e nos países latinos. Na França, por sinal, durante muito tempo se repetiu que era “melhor estar errado com Jean-Paul Sartre do que ter razão com Raymond Aron”, mas é também verdade que a praga do politicamente correto teve início nas universidades americanas para depois se espalhar como erva daninha por instituições congêneres de quase todos os países do mundo. Na América Latina, a chegada da praga foi mais delongada, pois o desenvolvimentismo estava na linha de frente do debate público, sujeito às controvérsias conhecidas e que foi abordado em várias das obras tipicamente econômicas de Sowell: como seria de se esperar ele recusa as teorias vulgares da dependência e da exploração como causas do atraso.
A maior parte das falácias econômicas é partilhada por pessoas não formalmente instruídas na teoria ou na história econômica. Mas mesmo economistas podem ser levados a defender algumas falácias simplesmente por ignorar certos fatos econômicos – a verdadeira obsessão de Sowell com a fundamentação empírica de todas as suas demonstrações – ou por operar um corte seletivo na realidade econômica, sem observar uma metodologia rigorosa que os teria levado a outras “descobertas” ou argumentos. No caso da América Latina, por exemplo, não só a opinião pública educada (entre elas políticos e acadêmicos), mas também economistas se deixaram seduzir pela “teoria”, aparentemente “comprovada pela evidência histórica”, da “deterioração dos termos do intercâmbio”, ou seja, a baixa relativa e contínua dos preços das matérias primas comparativamente ao valor dos produtos industrializados. O confronto tendências opostas entre preços de commodities e de manufaturas alimentou vários programas de industrialização substitutiva, com todas as consequências criadas pelo excesso de protecionismo e de dirigismo estatal nas décadas seguintes à disseminação dessa “teoria” a partir de suas fontes cepaliana e prebischianas. A França, por sua vez, é um dos poucos países do Ocidente avançado onde livros de economistas recomendando a adoção explícita e aberta do protecionismo recebem certa adesão entre colegas."

Eu recomendaria a todos os meus leitores que adquirissem não só o Thomas Sowell, mas os três outros: Hayek, Rand, Hoppe, pois os ensaios neles contidos – dezenas de brilhantes textos de intelectuais brasileiros – equivalem a uma grande aula de economia.

 

Postagem em destaque

Tesouro deve rever análise para garantir novo empréstimo aos Correios após críticas do TCU - Idiana Tomazelli (Jornal de Brasília)

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