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sábado, 6 de junho de 2026

Novo livro: História e Historiografia das relações internacionais do Brasil: dos Descobrimentos ao final do Império - Paulo Roberto de Almeida (Appris, em publicação)

 O livro está pronto; só falta imprimir: 

HISTÓRIA E HISTORIOGRAFIA DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS DO BRASIL: DOS DESCOBRIMENTOS AO FINAL DO IMPÉRIO

 

Paulo Roberto de Almeida

(Curitiba: Editora Appris, 2026)

 

SUMÁRIO


Prefácio, Sergio Florencio, 9

Apresentação, 15

Introdução

Visão Geral sobre a Construção da Nação

1. Quatro séculos de relações internacionais do Brasil, 23

1.1. Uma periodização tentativa da história brasileira,  23

1.2. A construção do Estado independente e sua diplomacia,  24

1.3. Um lento crescimento econômico no século XIX, 26

1.4. A República não transformou estruturalmente o Brasil, 28

1.5. A diplomacia brasileira, do Império à República,  30

Parte I:

Da Colônia à Independência

2. A diplomacia dos descobrimentos: de Colombo a Tordesilhas, 35

2.1. O ato fundador da história moderna35

2.2. O monopólio pontifício das relações internacionais, 37

2.3. Da arbitragem papal à negociação direta, 39

2.4. Tordesilhas: a primeira partilha do mundo, 43

2.5. Do condomínio ibérico à balança de poderes, 45

2.6. O nascimento da diplomacia permanente, 48

2.7. A formação territorial do Brasil50

 

3. A formação econômica brasileira antes da autonomia política55

3.1. A colônia, até a vinda da família real55

3.2. Situação econômica do Brasil colônia, até 1808, 56

3.3. Transformações econômicas a partir do decreto de abertura dos portos, 60

3.4. Efeitos do tratado de comércio de 1810, 62

3.5. Mudanças econômicas a caminho da independência, 67

3.6. O contexto econômico desfavorável das independências ibero-americanas, 71

       Quadros e tabelas77

 

4. O nascimento do pensamento econômico brasileiro: Hipólito da Costa, 80

4.1. A economia política pelo método empírico: a missão na América, 80

4.2. A economia política pelo método teórico: leituras de Hipólito82

4.3. A abertura dos portos e as indústrias do Brasil: olhando o futuro85

4.4. Relações comerciais com a Grã-Bretanha: antecipando o prejuízo, 88

4.5. O tratado de 1810 e o interesse nacional: impacto na historiografia, 91

4.6. A separação de Portugal e o problema da mão de obra, 93

4.7. Influência de Hipólito no debate econômico do século XIX,  95

4.8. O legado de Hipólito: humanismo, educação, clarividência econômica, 98

 

5. As revoluções ibero-americanas e o constitucionalismo luso-brasileiro101

5.1. A evolução constitucional na Europa e nas Américas, 101

5.2. Da Constituição de Cádiz (1812) à Revolução do Porto (1820)102

5.3. O mundo restaurado e novamente turbulento: ascensão do liberalismo107

5.4. O constitucionalismo português e a recolonização do Brasil,  112

5.5. A constituição portuguesa de 1822 e seus efeitos no Brasil115

 

6. A revolução do Porto, o Correio Braziliense e a independência do Brasil121

6.1. Primeiras notícias: do lado dos constitucionalistas121

6.2. A preocupação com as “coisas” do Brasil,  122

6.3. As Cortes se “esquecem” do Reino Unido do Brasil124

6.4. Começam as divergências constitucionais entre os dois reinos,  125

6.5. A revolução do Porto finalmente chega ao Brasil,  126

6.6. O Brasil “decide” ser constitucional128

6.7. A separação refletida nas páginas do Correio Braziliense129

 

7. A censura política no momento da independência, 133

7.1. Censura, uma prática estatal, desde a mais remota antiguidade, 133

7.2. A censura política contra o “armazém literário” de Hipólito136

7.3. O Correio Braziliense como bastião da liberdade de imprensa,  139

 

8. A hipótese de um império luso-brasileiro: um “imenso Portugal”?, 149

8.1. Poderia o Brasil ter sido o centro de um império luso-brasileiro149

8.2. A importância do Brasil para a economia da metrópole151

8.3. Situação de Portugal e Brasil na fase anterior à independência154

8.4. A hipótese da união imperial no período joanino e na independência156

8.5. Hipólito da Costa e a manutenção da unidade luso-brasileira,  162

8.6. Um império luso-brasileiro a partir de uma unidade americana?,   170

8.7. O Brasil poderia assumir a direção de um império multinacional?,   172

 

Parte II:

Os Grandes Desafios da Diplomacia Imperial

9. A diplomacia brasileira da independência: heranças e permanências, 181

9.1. A diplomacia e a política externa na independência do Brasil,  181

9.2. A conquista da autonomia no Arquivo Diplomático da Independência, 184

9.3. A outra independência: uma construção alternativa do Estado,  187

9.4. A Bacia do Prata e a Cisplatina: a primeira guerra do Brasil, 192

9.5. A diplomacia do tráfico escravo: defendendo o indefensável,  195

9.6. A lenta conformação de uma diplomacia profissional203

 

10. O reconhecimento internacional da independência do Brasil,  206

10.1. Antes da Independência: o manifesto às “nações amigas”,  206

10.2. Finalmente o Império do Brasil: as primeiras missões,  207

10.3. A defesa do país exigia uma monarquia unitária209

10.4. Sem concessões aos imperialismos europeus,  210

10.5. Estabelecimento de relações com as principais potências, 212

10.6. A primeira diplomacia americanista do Brasil214

10.7. Os retardatários da Santa Aliança: Áustria e Espanha,  215

10.8. A diplomacia brasileira na construção do Estado218

 

11. A construção da diplomacia imperial por seus “pais fundadores”220

11.1. Um Estado com política externa, mas sem diplomacia220

11.2. Construindo a instituição: caminhos da profissionalização, 223

11.3. O papel do Parlamento na condução da diplomacia,  226

11.4. As bases intelectuais da diplomacia imperial: Paulino227

11.5. A burocratização da diplomacia imperial: Visconde do Rio Branco,  231

 

12. A diplomacia da imigração: contornando o escravismo,  236

12.1. A diplomacia da imigração e a competição estrangeira,  236

12.2. A Lei de Terras: uma contrarreforma agrária,  238

12.3. Os diplomatas à cata de imigrantes europeus, 241

12.4. Argentina e Estados Unidos ganham no recrutamento,  242

12.5. A escravidão forçada contra a imigração espontânea,  243

12.6. Os diplomatas e a abolição, 244

 

13. Uma geopolítica avant la lettre: Varnhagen e a reforma do Império,  248

13.1. Um historiador que também foi um pensador geopolítico 248

13.2. Varnhagen possuía um pensamento estratégico?251

13.3. O pensamento estratégico na época de Varnhagen, 255

13.4. Qual era o pensamento estratégico de Varnhagen?,  258

13.5. As propostas de Varnhagen se refletiram no Estado imperial?,  267

13.6. O legado desse pensamento na construção do Estado brasileiro,  272

13.7. Existe uma modernidade em Varnhagen?, 281

 

Parte III:

Historiografia e História das Relações Internacionais do Brasil

14. A historiografia da independência: uma revisão da literatura289

14.1. Os principais trabalhos sobre a história da independência,  289

14.2. Qual historiografia, qual independência?,  292

14.3. A historiografia da independência: seus principais historiadores, 294

14.4. As fontes, os fatos e a historiografia da Independência , 297

14.5. Historiadores estrangeiros dos “sucessos” da independência299

14.6. O patrono da historiografia, Varnhagen, e seu crítico: Oliveira Lima,  303

14.7. O Arquivo Diplomático da Independência e o Projeto Resgate,  306

 

15. A historiografia diplomática até a primeira metade do século XX,  311

15.1. A historiografia: uma quase esquecida na história das ideias, 311

15.2. A historiografia das relações exteriores e seus representantes,  313

15.3. Varnhagen, o pai da historiografia, o legitimista da corte,  315

15.4. João Ribeiro inaugura a era dos manuais de história do Brasil,  320

15.5. Oliveira Lima: o maior dos historiadores diplomatas,  322

15.6. Pandiá Calógeras: a sistematização da história diplomática,  327

15.7. Interregno diversificado: trabalhos até o início do século XX,  331

15.8. Os manuais de história diplomática: Vianna, Delgado e Rodrigues, 337

 

16. A historiografia econômica do Brasil,  343

16.1. Temas, agendas, historiadores,  343

16.2. Da reconstituição do passado colonial às crises financeiras, 344

16.3. O nascimento de uma história econômica nacional346

16.4. O nacionalismo e o papel econômico do Estado,  348

16.5. O grande esforço da industrialização: Celso Furtado, 349

16.6. Os desequilíbrios do crescimento: os novos historiadores, 351

16.7. Progressos na pesquisa em história econômica, 353

 

Anexos:

Cronologia e Documentos Históricos

1. Cronologia histórica até a independência do Brasil357

2. Documentos fundadores da nação brasileira375

a) Tratado de Tordesilhas, 1494,   375

b) Carta de El-Rei de Portugal D. Manuel aos Reis Católicos, 1501,  377

c) Tratado de Madri, 1750, 379

d) Tratado de comércio de 1810, 383

e) Elevação do Brasil a Reino Unido, 1815399

f) Manifesto aos governos e às nações amigas, 1822,  401

Referências, 413

Notas sobre os trabalhos ,  435

Nota sobre o autor, 445


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Primeira Orelha:

 

Paulo Roberto de Almeida integra um seleto grupo de diplomatas de forte perfil acadêmico. É autor de diversos livros de relações internacionais, de história diplomática e de análise das grandes etapas das relações exteriores do Brasil, ademais de obras sobre o comércio internacional e sobre o processo de integração regional.

É doutor em Ciências Sociais, mestre em Planejamento Econômico e diplomata de carreira (1977-2021). Foi professor no Instituto Rio Branco e na Universidade de Brasília e, de 2004 a 2021, professor de Economia Política no Programa de Pós-Graduação em Direito no Centro Universitário de Brasília (Ceub). Serviu nas embaixadas em Berna, Belgrado e Paris, nas delegações em Genebra e Montevidéu e foi ministro-conselheiro na Embaixada em Washington (1999-2003). Foi assessor no Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (2003-2007). De agosto de 2016 a março de 2019 foi diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI-Funag). É membro do Conselho Editorial da Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal, da qual foi editor.

Anima o blog http://diplomatizzando.blogspot.com/ e disponibiliza trabalhos e livros nas plataformas Academia.edu e Research Gate.

 

Segunda Orelha:

Algumas obras mais relevantes:

Vidas Paralelas: Rubens Ricupero e Celso Lafer nas relações internacionais do Brasil (2025).

Intelectuais na diplomacia brasileira: a cultura a serviço da nação (org.) (2025).

Construtores da Nação: projetos para o Brasil, de Cairu a Merquior (2022).

Miséria da diplomacia: a destruição da inteligência no Itamaraty (2019).

Contra a corrente: Ensaios contrarianistas sobre as relações internacionais do Brasil (2014-2018) (2019).

A Constituição contra o Brasil: ensaios de Roberto Campos sobre a Constituinte e a Constituição de 1988 (2018).

O homem que pensou o Brasil: trajetória intelectual de Roberto Campos (org.) (2017).

Formação da diplomacia econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império (2017).

Nunca Antes na Diplomacia...: A política externa brasileira em tempos não convencionais (2014).

Integração Regional: uma introdução (2013).

Relações internacionais e política externa do Brasil: a diplomacia brasileira no contexto da globalização (2012).

O Moderno Príncipe (Maquiavel revisitado) (2010).

Relações internacionais e política externa do Brasil: história e sociologia da diplomacia brasileira (2004).

Os primeiros anos do século XXI: o Brasil e as relações internacionais contemporâneas (2002).

O Brasil e o multilateralismo econômico (1999).

Mercosul: Fundamentos e Perspectivas (1998).

 

 

SINOPSE

[253 palavras, para contracapa do livro História e Historiografia das Relações Internacionais do Brasil]

 

A construção da política externa e da diplomacia brasileira desde suas origens

Este livro combina ensaios de história das relações internacionais nos primeiros quatro séculos de vida da nação (períodos colonial e independente monárquico) com a historiografia profissional que se ocupou dos mesmos temas e períodos. Ele é o resultado de uma longa convivência, profissional e acadêmica, do autor com a história das relações exteriores do Brasil, enquanto a mais importante colônia do grande império marítimo português, e com a literatura que se ocupou da inserção internacional do Brasil naquela primeira fase, assim como da vida independente sob o Império, nas primeiras oito décadas de autonomia estatal. Ele permite avaliar, pelo lado empírico e pela produção historiográfica dos seus grandes historiadores, como essa formação incipiente e seu desenvolvimento ao longo do século XIX, serviu de quadro para a construção de uma diplomacia de grande qualidade intelectual e de bom desempenho profissional, dotada de grande credibilidade na fase contemporânea.

Da colônia à independência são apresentados as principais matrizes, primeiro portuguesas, depois genuinamente nacionais, da formação das bases de um protagonismo diplomático que despontaria na independência e se exerceria em toda a sua plenitude sob a República, mas preservando o rico legado vindo da metrópole e desenvolvido pelos “pais fundadores” da nação independente, tal como exposto e discutido nas principais obras da historiografia diplomática sobre os quatro séculos até o final do Império. O autor se nutriu dessas obras e até contribuiu para o enriquecimento dessa história, em especial pelo lado das relações econômicas internacionais do Brasil.

 

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