Pequeno registro histórico sobre os percalços de um itinerário civilizatório
Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.
Nota sobre benfeitores e malfeitores da Humanidade
A Humanidade melhorou? Certamente. Mas isso ainda não foi suficiente para impedir a ignorância, a burrice e os mais baixos instintos de aflorar nas mentes de certos indivíduos, para prejudicar outros seres humanos e até a si próprios e seus respectivos povos.
Para não ficar apenas em generalidades filosóficas, vou me permitir descer à nominata de alguns desses monstros que já infelicitaram a espécie humana, sendo que alguns ainda estão em ação. Para ficar apenas nos últimos cem anos, vamos nomeá-los: Stalin, Hitler, militaristas japoneses dos anos 1930-40, Mao, Mobutu, Pol Pot, Saddam Hussein, Muammar Kadaffy, Idi Amine Dada, Pinochet, generais argentinos do golpe de 1976, Putin, Milosevič, Netanyahu, generais sudaneses da guerra do Darfur, todos os processados pelo TPI e, coroando um período infeliz da história americana o inacreditavelmente estúpido, bárbaro, narcisista maligno, psicopata e sádico (diagnóstico feito por psiquiatras responsáveis) DJT, o personagem mais sombrio de uma história relativamente benigna (pelo menos para uma parte da nação, excluindo-se os nativos e os africanos escravizados e seus descendentes discriminados) nos últimos 250 anos, agora adentrando numa triste fase de declínio destruidor.
Falta mencionar grandes benfeitores da Humanidade, mas estes são em muito maior número dos que os poucos monstros acima referidos.
Progredimos, a despeito de tudo, como já demonstrou Steven Pinker, mas a passos pequenos e ainda insuficientes. Vamos continuar melhorando os seres humanos, com base no conhecimento, na tolerância, na ausência de fanatismo e no amor ao próximo e na fraternidade universal.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5276, 12 abril 2026, 2 p.