Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Material do Livres: A intervenção americana na Venezula - Paulo Roberto de Almeida, Fernando Schüler, Sandra Rios, Uriã Fancelli, Rafael Moredo, Beatriz Bortoni
quinta-feira, 21 de agosto de 2025
Crise do Sistema Multilateral de Comércio: Como o Brasil deve reagir? - Paulo Roberto de Almeida, Sandra Rios, Magno Karl (Livres)
🌎 Crise do Sistema Multilateral de Comércio: Como o Brasil deve reagir?
No dia 04/09, às 19h, o Livres promove um painel imperdível sobre os desafios do comércio internacional e as alternativas para o Brasil neste cenário.
👥 Participantes:
• Paulo Roberto de Almeida - Diplomata e Conselheiro Acadêmico Livres
• Sandra Rios - Economista e Conselheira Acadêmica Livres
• Magno Karl - Diretor Executivo do Livres e cientista político
💡 Uma conversa com especialistas para entender os rumos do comércio global e quais estratégias o Brasil deve adotar diante da crise.
➡ Inscreva-se em: tarifas.eusoulivres.org
sexta-feira, 27 de setembro de 2024
Democracia aqui, e também acolá: um chamado à coerência da Política Externa Brasileira - Conselho Acadêmico do Livres (Estadão)
Democracia aqui, e também acolá: um chamado à coerência da Política Externa Brasileira
André Portela, Elena Landau, Fernando Schuler, Leandro Piquet, Paulo Roberto de Almeida, Natalie Unterstell e Sandra Rios
O Estado de S. Paulo, 27/09/2024
Não há dúvida de que a Venezuela vive sob uma ditadura: falta de liberdade de imprensa, perseguição e assassinato de opositores, além de uma crise econômica severa que gerou o maior fluxo migratório das Américas. Para manter seu poder, Nicolás Maduro alterou a Constituição, controlou o judiciário e as forças armadas, destruiu a economia e sufocou a sociedade civil, expulsando até o escritório de Direitos Humanos da ONU.
Este cenário geral já estava claro quando o presidente Lula recebeu o ditador venezuelano com honras de chefe de Estado no Palácio do Planalto, em maio de 2023. Ou quando, em março deste ano, minimizou a situação de Maria Corina Machado, opositora barrada pelo regime, fazendo pouco caso do desrespeito ao Acordo de Barbados, que visava garantir condições para a disputa. Na ocasião, ainda comparou a situação na Venezuela com a lei da ficha limpa que o impediu de concorrer em 2018, rebaixando as instituições brasileiras.
Ao enviar Celso Amorim para observar a eleição, Lula demonstrou conivência com o regime. O processo foi marcado por evidências claras de fraude. OEA, Uruguai e Argentina, entre outros parceiros regionais, fizeram críticas duras. Assim como o governo de esquerda do Chile, liderado por Gabriel Boric, evidenciando que a defesa democrática pode estar acima de recortes ideológicos. O Brasil se apequenou.
A oposição venezuelana apresentou provas de fraude, corroboradas por observadores internacionais e pesquisadores independentes. Como resposta, a Justiça da Venezuela emitiu mandado de prisão contra o presidente eleito, Edmundo González, agora asilado na Espanha. E como se portou a nossa diplomacia? Não seguiu o mandamento constitucional, que aponta para a defesa da democracia e dos direitos humanos. Assistimos, na verdade, à minimização das violações à liberdade na Venezuela. Infelizmente, a postura não surpreende.
Desde o final da década anterior, nossa política externa tem se deixado conduzir por concepções de mundo que nos aproximam de ditaduras. Sob o manto de uma iniciativa “contra-hegemônica” em prol do “Sul Global”, há a adoção de uma visão rasa de pragmatismo, que dimensiona incorretamente o interesse nacional. Na companhia dos maiores violadores de direitos humanos do planeta, esse processo penhora as melhores credenciais diplomáticas do Brasil - nossa confiabilidade.
O atual governo parece não entender que nosso respeito na seara internacional era fruto da defesa de princípios, por gerações, mesmo quando esta implicava em prejuízos mais imediatos.
A reiterada indiferença em relação aos crimes de guerra na agressão da Rússia à Ucrânia tem sido outro triste exemplo. Ao não marcar a diferença entre agressor e agredido, o atual governo acaba por reconhecer as duas partes como iguais no conflito, em frontal contradição com a Carta da ONU e a própria Constituição brasileira, que consagram o respeito à soberania e à não-intervenção nos assuntos internos de outros Estados.
Por absurdo, o presidente brasileiro chegou a sugerir a cessão do território ucraniano em troca da paz. Dessa forma, a ideia de “neutralidade” do Brasil nesse conflito é terrivelmente falsa, na medida em que nega material de socorro emergencial para um lado, e aumenta exponencialmente as importações de produtos do outro.
Há quem justifique o relativo silêncio do Brasil pelos descontos na compra de fertilizantes e óleo diesel, ou pela participação no BRICS, “para discussão de problemas globais”. Será mesmo que o cidadão brasileiro aceitaria ser cúmplice das barbáries perpetradas pela agressão russa à Ucrânia em troca de uma ilusória projeção mundial?
Mesmo entre os que estão mais à esquerda do espectro político há dificuldades de justificar certos posicionamentos. Por exemplo, o que diria uma defensora da igualdade de gêneros sobre a aproximação do Brasil ao Irã – um país que persegue e mata mulheres por não seguirem à risca os códigos de ‘decência religiosa’ dos Aiatolás?
Na comunidade internacional, o governo brasileiro tem sido visto como indiferente ao conjunto básico de direitos e garantias individuais consolidados em diversos acordos subscritos e ratificados pelo Brasil. Há uma profunda incongruência da atual política externa com respeito a valores e princípios tradicionais de nossa diplomacia. Uma postura injustificável no contexto de corrosão de regimes democráticos ao redor do mundo e aumento de impulsos autoritários em diferentes países.
Essa ambiguidade com a qual o governo federal tem tratado temas tão caros como direitos humanos poderá ter implicações domésticas. A relativização do valor da democracia no âmbito externo pode levar a uma degradação da confiança na democracia no âmbito interno. Por zelo às nossas liberdades, uma clara revisão de rumos é mais do que necessária.
André Portela, Elena Landau, Fernando Schuler, Leandro Piquet, Paulo Roberto de Almeida, Natalie Unterstell e Sandra Rios são conselheiros do Livres.
https://www.estadao.com.br/opiniao/espaco-aberto/democracia-aqui-e-tambem-acola/
segunda-feira, 25 de maio de 2020
O mundo pós-pandemia: debate no Livres - Ricupero, Paulo R. Almeida e Sandra Rios
O debate completo, no YouTube, figura aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=wLGFUPWDAoY
Vejam aqui alguns destaques: “Eu desejaria um sistema para detectar pandemias como se detecta um incêndio numa floresta”, diz Rubens Ricupero em live do Livres
E aqui: “Somos o homem doente da América Latina”, diz Paulo Roberto de Almeida
Eu havia preparado, como já tinha informado neste mesmo espaço, um texto de apoio a meus principais argumentos, tal como registrei abaixo:
Contexto Internacional, vol.26 no.1 Rio de Janeiro Jan./June 2004
http://dx.doi.org/10.1590/S0102-85292004000100001
https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-85292004000100001&script=sci_arttext
O mundo pós-pandemia | Rubens Ricúpero, Paulo Roberto de Almeida e Sandra Rios
sexta-feira, 15 de maio de 2020
O mundo pós-pandemia - Ricupero, Paulo Almeida, Sandra Rios
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