domingo, 14 de junho de 2026

TODAS as notícias, dos mais variados veículos (menos os do Kremlin) são indistintamente sobre a vitória da Ucrânia contra a guerra de agressão da Rússia

Que diferença em relação a um ano atrás: soldados russos não querem mais lutar, ou morrer, e o abastecimento nas linhas de frente está desaparecendo, dada a ofensiva das forças ucranianas contra os meios de subsistência militar e alimentação, e contra os centros produtivos na própria Rússia. 

Ukraine war
Daily update June 14, 2026
NEWS 
And now, with the Ukraine war in its fifth year, President Vladimir Putin's war coffers are getting a much-needed boost thanks to the Iran war ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 
US president will reportedly hold bilateral talks with Qatar, UAE and India but not Ukraine; Russian gains in Ukraine 'more or less stopped', ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 
Iran war Russia-Ukraine war Español China Asia Pacific Latin America Europe Africa. TOP STORIES. Analysis: Iran's stranglehold on Strait of Hormuz ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 
The technologically advanced interceptors are time-consuming to manufacture, and in a world at war, the global supply of them is overextended as never ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 
The highly controversial trend lies at the intersection of Russia's war on Ukraine, new AI technologies and grief.
FacebookTwitterFlag as irrelevant 
Ukrainian forces struck energy and military infrastructure in Russia overnight. Map Thumbnail. We do not report in detail on Russian war crimes ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 
Butcher's bill – World War I or Russian Armed Forces in Ukraine, which war was worse? · Men doing the fighting – Were early 20th-century Russian ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 
For the second time in a month Vladimir Putin has said Russia needs to improve its air defenses. As Ukraine ... British Bastion and British War Machine• ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 
As Kyiv ramps up its drone and missile production and the Kremlin's losses mount, the cost of the war is rising for Russia — but Putin may yet ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 

Olhando certas coisas pelo alto, e displicentemente - Paulo Roberto de Almeida + comentários de Madame IA

Olhando certas coisas pelo alto, e displicentemente

Paulo Roberto de Almeida 

O Brasil não é um fracasso total, a despeito das constantes reclamações da cidadania contra a inflação, os juros, a insegurança cidadã, a corrupção que vem pelo alto, das chamadas elites tecnocráticas e dos altos mandarins do Estado, dos parcos progressos em educação e muitas outras coisas mais que afetam cada um dos brasileiros, problemas que, em lugar de retroceder, como seria o normal, continuam se expandindo a um ritmo preocupante.

O Brasil tampouco é um sucesso confirmado, mesmo com exemplos de alto desempenho em vários setores da governança pública e das atividades privadas. Para ser um relativo sucesso, o Brasil precisaria triplicar a sua notória produtividade — o que depende basicamente de uma melhora radical nos padrões educacionais e na infraestrutura — assim como de muitos outros desempenhos na frente econômica, como dobrar ou triplicar a renda per capita, sem afetar o lado responsável das lides econômicas.

O Brasil é um meio termo, sem ilusões, dos dados relevantes sobre crescimento, emprego, educação ou segurança, progredindo menos do que outros paises ou regionais, na percepção do aumento do bem-estar e da satisfação com o progresso geral da sociedade e da nação.

Sem querer ofender meus colegas sociólogos — que teriam melhores explicações institucionais e estruturais sobre desempenho mediano — eu atribuiria esse estado de coisas, ou seja, a insuficiência do desenvolvimento geral do país, à mediocridade de nossas elites e ao caráter predatória da classe politica, sem esquecer o protecionismo renitente das chamadas classes produtoras.

Vou aperfeiçoar minhas razões para esse ceticismo em relação a nossas possibilidades de progressos reais em novas e ulteriores postagens.

Paulo Roberto de Almeida

Brasilia, 14/06.2026


==========

Olhando certas coisas pelo alto, e displicentemente - Paulo Roberto de Almeida: 


O Fracasso Relativo e o Sucesso Incompleto do Desenvolvimento Brasileiro
A análise crítica sobre as condições estruturais do Brasil contemporâneo expõe uma nação aprisionada em um diagnóstico de mediocridade compartilhada, onde o país se recusa tanto ao colapso absoluto quanto à consolidação de sua maturidade socioeconômica. O ensaio escrito pelo diplomata e historiador Paulo Roberto de Almeida, intitulado Olhando certas coisas pelo alto, e displicentemente, oferece uma perspectiva cética e desiludida sobre a incapacidade histórica do Estado brasileiro de romper com o subdesenvolvimento. A realidade nacional é descrita como um meio termo estagnado, no qual os avanços pontuais observados em nichos específicos da governança pública e do setor privado são anulados pela persistência crônica de inflação, juros elevados, insegurança urbana e uma corrupção sistêmica que emana das altas esferas burocráticas e dos mandarins estatais.
Esse padrão de desempenho mediano afasta o Brasil do ritmo de bem-estar e progresso experimentado por outras nações emergentes e desenvolvidas, gerando um sentimento permanente de insatisfação na cidadania. O nó górdio do atraso brasileiro reside na sua baixíssima produtividade agregada, cuja superação exigiria transformações radicais na infraestrutura logística e, fundamentalmente, na qualidade da educação básica e técnica. Sem o acréscimo dessas forças motoras, as tentativas de elevação sustentada da renda por habitante tornam-se inviáveis, condenando o tecido econômico a ciclos repetitivos de voos de galinha e vulnerabilidade fiscal crônica.
A Responsabilidade das Elites e o Caráter Predatório da Classe Política
A explicação para a insuficiência do desenvolvimento geral do país transcende os fatores meramente estatísticos e se ancora em uma contundente crítica sociológica e institucional direcionada às lideranças nacionais. O atraso brasileiro não decorre de um determinismo geográfico ou de escassez de recursos, mas sim do comportamento predatório de uma classe política voltada à extração de rendas e à perpetuação de privilégios corporativos dentro do aparato estatal. Esse ecossistema político é umbilicalmente ligado a elites tecnocráticas medíocres e a classes produtoras que renunciam à inovação e à competição global em nome de um protecionismo renitente e de subsídios públicos que asfixiam o dinamismo do mercado.
Esse cenário de acomodação e blindagem de interesses particulares impede a formulação de políticas públicas voltadas ao bem comum e à modernização econômica de longo prazo. O ensaio de Almeida consolida-se como um manifesto contrariano que desafia o otimismo oficial, sugerindo que o avanço efetivo da nação continuará bloqueado enquanto as estruturas de incentivo premiarem o compadrio e o corporativismo em detrimento do mérito e da eficiência produtiva.

Atualização em 13/06/2026 sobre a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia

 Transmito, para conhecimento de meus 18 leitores brasileiros do blog Diplomatizzando, as informações mais recentes, coletadas em fontes fidedignas, sobre os últimos desenvolvimentos militares, politicos, diplomáticos, econômicos e humanitários relativamente à guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, redigidas por fontes europeias, a partir fo Português oficial da UE, que é o idioma lusitano, ligeiramente diferente do Português brasileiro. Glória à Ucrânia.

Amigos da Ucrânia:

🟥 ALERTA

▪️ A Rússia lançou 223 ataques aéreos contra a Ucrânia durante a noite

▪️ As defesas aéreas ucranianas neutralizaram 195 drones

▪️ Ataques russos feriram civis na região de Dnipropetrovsk, incluindo uma rapariga de 15 anos

▪️ A Rússia atacou um terminal da Nova Poshta em Zaporizhzhia, danificando infraestruturas civis críticas

▪️ Reportada intensa atividade de drones ucranianos na Crimeia, Rostov, Voronezh, Bryansk, Kaluga, Tula e Tver

▪️ Incêndios reportados nas refinarias de petróleo TANECO e TAIF-NK no Tartaristão

▪️ Incêndio reportado na fábrica química de Tolyattikauchuk, na região de Samara

▪️ Explosões e incêndios reportados nas cidades ocupadas de Simferopol, Sebastopol, Kerch, Feodosia, Armyansk e Bakhchisarai

▪️ Danos reportados em pontes e rotas logísticas que apoiam as operações russas em direção à Crimeia

🟧 LINHA DA FRENTE

▪️ A 7ª Brigada Aerotransportada revelou uma zona de destruição de dois quilómetros ao longo da autoestrada T0508 entre Pokrovsk e Hryshyne

▪️ Aproximadamente 100 soldados russos foram eliminados neste troço da estrada nos últimos 50 dias

▪️ O Batalhão SIGNUM continuou as suas operações bem-sucedidas contra as forças russas na direção de Lyman

▪️ O 41º Regimento de Sistemas Não Tripulados de Pilum manteve o controlo de tiro sobre as rotas logísticas russas em redor de Donetsk

▪️ As forças ucranianas atacaram concentrações de camiões-cisterna, transportes de munições, veículos blindados e veículos todo-terreno russos que apoiavam as operações em direção à Crimeia

▪️ Guardas fronteiriços e operadores de drones destruíram antenas de comunicação, drones, veículos, abrigos e sistemas de artilharia russos em North-Slobozhansk Direção

▪️ A 22ª Brigada continuou a caçar operadores e equipamentos de drones FPV russos

▪️ A Brigada Chervona Kalyna demonstrou operações coordenadas contra grupos de assalto russos no setor de Pokrovsk

▪️ O 3º Destacamento de Forças Especiais “OMEGA” destruiu uma posição russa no sector de Donetsk

▪️ A Hungria reportou a continuidade das operações com o objetivo de isolar a Crimeia e interromper a logística russa

🟩 DIPLOMACIA

▪️ Todos os Estados-membros da UE concordaram em abrir o primeiro grupo de negociações de adesão com a Ucrânia e a Moldávia

▪️ Ursula von der Leyen descreveu o grupo como a base do processo de adesão, com foco na democracia, nas instituições e no Estado de direito

▪️ O Presidente Zelensky reuniu-se com o Ministro da Defesa da Letónia durante a sua primeira visita ao estrangeiro no cargo

▪️ A Ucrânia e a Letónia avançaram na implementação do seu recém-assinado Acordo sobre Drones

▪️ O Primeiro-Ministro de Itália Giorgia Meloni apelou à nomeação de um negociador único da UE para dialogar com a Rússia, reafirmando o apoio à Ucrânia.

▪️ Kellogg afirmou que as negociações que envolvem a Rússia e a Ucrânia abrandaram consideravelmente, enquanto a atenção dos EUA continua focada no Irão.

🟦 AJUDA/APOIO

▪️ A Ucrânia e o FMI terão chegado a acordo para um novo aporte de 700 milhões de dólares.

▪️ A Diehl Defence, da Alemanha, está a considerar a cooperação na produção do míssil de cruzeiro Flamingo, da Ucrânia.

▪️ As organizações humanitárias continuaram a entregar equipamento médico de estabilização diretamente às unidades na linha da frente.

▪️ A Estónia instalou o seu primeiro abrigo modular público baseado em sistemas de proteção de betão armado desenvolvidos e utilizados na Ucrânia.

🟪 RÚSSIA

▪️ Os meios de comunicação independentes russos já identificaram mais de 226.000 mortes confirmadas de militares russos.

▪️ O Serviço Russo da BBC e a Mediazona estimam que o número real de mortes de militares russos possa variar entre 347.700 e 502.000

▪️ O deputado da Duma Estatal Russa, Vyacheslav Markhaev, alertou para uma potencial “explosão social” dentro da Rússia.

▪️ A escassez de combustível alastrou a diversas regiões russas, entre as quais Murmansk, Krasnoyarsk, Irkutsk, Buriátia, Transbaikália, Volgogrado, Carélia, Rostov, Adiguésia e Novorossiysk.

▪️ Imagens de satélite mostraram filas de camiões a formar-se em cruzamentos temporários perto de Chonhar, após danos em pontes importantes.

▪️ A Rússia terá iniciado a construção de uma nova base militar perto de Petrozavodsk, perto da Finlândia.

▪️ A Alemanha alertou que a Rússia poderia recuperar capacidade militar suficiente para ameaçar a NATO até 2028-2029.

MEMORIAL

▪️ Os ataques russos continuaram a ferir e a matar civis por toda a Ucrânia.

▪️ As forças ucranianas homenagearam os membros das Forças de Sistemas Não Tripulados e recordaram aqueles que deram a vida. Vidas em defesa da Ucrânia

▪️ A guerra já dura há mais tempo do que a Primeira Guerra Mundial

A Ucrânia continua sob ataque. A Ucrânia mantém-se de pé. E após 32 horas de atividade implacável no campo de batalha, nos céus, na diplomacia e nas zonas de retaguarda, a luta continua. 🇺🇦


The view from Moscow: The future of nuclear arms control exists, but the path is hard - Dmitry Stefanovich (Bulletin of Atomic Scientists)

 

The view from Moscow: The future of nuclear arms control exists, but the path is hard

When it comes to the future of arms control in a multipolar, post-New START world, are multilateral arms treaties even possible? International security expert Dmitry Stefanovich weighs in. 

 

connect.thebulletin.org/lt.php?x=4lZy~GDKVaPLEH4q-Q~NV.WgAnRUiAAiwhkzjng7VXSiD5F60Uy7xOhs1X-l-RVfjDZo2nnLJGGi5pCKyOxGVOdv1k

 

The view from Moscow: The future of nuclear arms control exists, but the path is hard

By Dmitry Stefanovich | May 13, 2026

 

It is impossible to argue with the fact that today’s arms control architecture is in very bad shape, especially if one focuses on strategic nuclear weapons. While Moscow seems open to at least some limitations, the current thinking in Washington is obsessed with Chinese nuclear buildup (real or alleged), and the only acknowledged solution to the ‘three-body’ problem seems to be purely arithmetical in its nature: In other words, the United States declares that the only way to sustain nuclear deterrence under current circumstances is to have its nuclear arsenal exceed both the Russian and Chinese capabilities. Clearly, neither Russia nor China can ignore such an attitude and would respond in kind.]\

But despite the current negative trends, arms control remains alive, although the formats that still exist are limited. And in the future, arms control instruments may take many forms: legally and politically binding agreements, unilateral initiatives, and bilateral and multilateral arrangements. Even enhanced notifications and transparency mechanisms could be helpful. Moreover, there is some room for synchronized limitations on certain activities—i.e. deployment of selected weapons only at selected regions—which might contribute to the stabilization of military-political relations between certain countries.

It is also crucial to understand that it is hardly possible that any future arms control could only be bilateral. Furthermore, it is impossible to even imagine the complicated arrangements for inspection mechanisms for every state that possesses nuclear weapons, and the asymmetrical quantitative limitations for them. The arsenals of nuclear weapon states are significantly different, and even the Russian and US nuclear forces postures are not symmetrical. To have a dozen or more inspections per country per year is too much of a logistical challenge if we begin to consider more than two participants for such a regime.

There are other factors as well, including but not limited to the increasing presence of dual-capable systems, growing cooperation between the United States and its allies and partners in the nuclear domain (with NATO declaring itself a “nuclear alliance”). The peculiar part is that while one side perceives such developments as explicitly destabilizing, the other believes them to be stabilizing and enhancing strategic (or integrated) deterrence.

Most important, not only nuclear capabilities contribute to the overall “security equation.”  Military conflicts since the end of the 20th century clearly show that non-nuclear long-range precision weapons are indeed a strategic capability, while non-nuclear deterrence is a much more complicated concept. It is now becoming readily apparent that non-nuclear weapon states can inflict significant costs on their adversaries, no matter how many nuclear weapons those adversaries have in their arsenals. Such trends are augmented by rapid scientific and technological change. The role of hypersonic weapons, drone warfare, artificial intelligence, machine learning, and outer space infrastructure is continuously growing, and all these emerging and disruptive technologies are intertwined—jointly contributing to the very complicated landscape of multilateral strategic deterrence.

Last but not least, the renewed possibility of overt nuclear testing is becoming a big challenge. Major countries have hardly forgotten what their nuclear weapon explosions revealed, but there seems to be a growing number of arguments supporting nuclear tests for both political and technological reasons. A deep dive into this issue deserves a separate paper, but what is clear is that should one country test, others will follow—and ultimately, a domino effect would likely follow, leading to the destruction of the Nuclear Non-Proliferation Treaty as it is, not to mention the grim prospects it would make for the Comprehensive Test-Ban Treaty to ever enter into force.

 

A path forward

Still, there are options to address the current polycentric nuclear era of major military-political confrontations. One way is to find a way to engage in behavioral arms control—which basically means looking for mechanisms that limit activities, and not capabilities.

Unilateral and coordinated declarations of one’s capabilities and doctrines might be helpful as well. Joint notification regimes are also a possibility, even if those will be limited initially. For example, the only area where the “Nuclear Five” of the nuclear weapons states recognized by the NPT have some symmetry is the sea-based leg of their nuclear deterrence forces. Codifying existing patrol practices regarding nuclear-tipped ballistic missile-armed submarines (known as Ship Submersible Ballistic Nuclear, or SSBN), and a regime of submarine-launched ballistic missile (SLBM) launch notifications could be a relatively easy first step that would significantly enhance mutual understanding and revitalize the practices of military-to-military data exchanges. Moreover, increasing the number of SSBNs deployed on deterrent patrols above the agreed “normal’ can become a visible and clear signaling method.

However, to make such arrangements possible, arms control itself should be “re-branded,” so it will be perceived first and foremost as a tool in a state’s national security arsenal rather than anything intended for the good of all humankind. And the term “re-branding” would be absolutely correct to use, because a top-to-bottom overhaul of arms control would indeed contribute to the optimization of military development projects—based on better understanding of the efforts and logic of similar developments in both adversarial and partner countries alike.

Russia, for what it is worth, had already made several proposals regarding somewhat informal arms control mechanisms over the last decade alone. To name a few such proposals, there was the suggestion for a post-INF moratorium on intermediate-range ground-launched missiles deployment; limitations on the scale and geographic locations of military exercises during the COVID-19 pandemic; and an extension of treaty limitations post-New START. Unfortunately, none of those eventually succeeded, although the post-INF moratorium did contribute to a somewhat slowed and scaled-down development and deployment of such systems by both Russia and by the United States. Moreover, as of Spring 2026 neither Russia nor the United States seem to be actively engaged in deploying nuclear warheads beyond the now-defunct New START limits.

 

Other scenarios

But with the expiration of the last of the nuclear arms control treaties, a renewed nuclear arms race is a real possibility, and one that is already occurring in some domains. The exact parameters are hard to determine, because there is only secondary or even tertiary data on the capacities of defense industries and nuclear enterprises for countries like China and Russia, especially given the ongoing “special military operation” that the latter is undertaking in Ukraine. More information is available on the United States, the United Kingdom, and France, while far less can be found on India, Pakistan, Israel, and North Korea (also known as the DPRK).

Such races are occurring even though they are not the most effective way to spend increasingly limited resources. Russian nuclear weapons and delivery systems have been continuously upgraded and modernized throughout the post-Cold War period, for many reasons. The reasons include the degradation of Russia’s conventional forces, US superiority in strategic non-nuclear weapons, concerns about US missile defense, and the general security environment on the Eurasian continent—not to mention the practical need to preserve nuclear weapons’ expertise and to keep Russia’s relevant nuclear infrastructure running throughout periods of economic turmoil. So, there seems to be some capacity for arms racing.

The same is more or less true for China and, probably, France, although the reasons for keeping one’s nuclear weapons enterprise in good shape can be different.

The nuclear arms race itself, which could be said to have been ongoing for at least a decade or even more, only now shows signs of switching from the qualitative to the quantitative. Previously, most nuclear weapon states focused on enhancing the capabilities of their nuclear weapons—and especially their delivery systems—through increased precision, reliability, and survivability. Now it is clear that, although there is a different amount of open-ness and transparency about it, all nuclear weapon states are getting ready to increase their overall nuclear weapon stockpiles. What makes it much more different and much more dangerous compared to the previous Cold War is that this new arms race is essentially multi-domain and multipolar, with much bigger roles played by many more actors—including newly emerging powers.

One should not ignore the link between the growing emphasis on nuclear weapons as an ultimate tool to ensure national security and sovereignty by nuclear weapons states (and to some extent their allies) and the pressure on nuclear non-proliferation, with more countries considering getting a nuclear capability for the very same purpose. This link, if understood correctly, might also contribute to the limitation of “nuclear optimism” by the existing nuclear weapon states and force them to search for collective security solutions.

 

Limits of negative effects

Presumably, there is an understanding in Moscow and other nuclear capitals that arms-racing each other “into oblivion” (as a former US official once said) is not straightforward, and that there are serious limitations and bottlenecks. This gives some level of optimism that the arms race can be contained, if not through formal mechanisms, but based on mutual understanding that you can’t change the political, industrial, and demographic landscape back to what it once was.

The biggest danger, as viewed from Moscow, is that it is crucial to see a mix of strategic nuclear, strategic non-nuclear, non-strategic nuclear, and missile defense capabilities as a joint system augmented by nuclear and non-nuclear capabilities of allied states and integrated through “space superiority” and AI-enabled unified mission planning. This is perceived as a possibility to combine a disarming and decapitating strike with nuclear and non-nuclear weapons with air and missile defense capabilities preventing a weakened retaliation. The latest military conflicts demonstrate that such “bogeymen scenarios” cannot be ignored, as there is a clear push to bank on selected areas of military superiority by the United States and some of its allies.

Clearly, such threats are well understood; consequently there is a constant development of the Russian Strategic Rocket Forces, as well as Heavy Bombers and SSBNs, not to mention so-called novel strategic delivery systems, such as Avangard HGV-tipped ICBMs, Burevestnik unlimited range nuclear-powered cruise missiles, and the Poseidon nuclear-powered uncrewed underwater vehicle. Rapidly developing kinetic and non-kinetic counterspace capabilities also contribute to such efforts. There has been a clear focus on survivability and overwhelming second-strike capabilities, so that even a limited number of delivery vehicles intended for the targets on the adversary’s territory will reach their destination. However, actions by the United States and its allies do contribute to the ever-growing decapitation and disarming strike concerns. Ensuring the balance based solely on one’s military power without arms control framework is an extremely complicated task.

 

How to survive

Finally, there are many reasons to have questions and make accusations against each other because of bad decisions made over the years, including but not limited to the destruction of the ABM Treaty by Washington, as the most dramatic example—it drove both Moscow and Beijing to pursue symmetrical and asymmetrical measures to hedge against possible future technological breakthroughs. The so-called rogue states that have been cited as a primary reason to develop the US missile defenses and forward deploy its assets also continuously enhanced their capabilities. The characterization of Russia, China, Iran, and North Korea by some politicians as an “axis of evil” (or “evil tetragon” in Russian) did not help to stabilize things either.

But the problem is that things can get much worse, with countries facing less stable strategic balances and more escalatory force postures. And they surely will evolve in that way, unless joint efforts to find solutions are undertaken.

Ultimately, there can and should be some new legally binding new arms-control regimes, including strict limitations on nuclear warheads and delivery vehicles, although it is possible that a “warhead” would be a virtual accounting unit akin to the New START rules, where one Heavy Bomber accounted for one Nuclear Warhead only. This demands a significant volume of political will, especially given the fact that it is impossible to cover all existing concerns within a single document. Before we reach this stage, some informal mechanisms to enhance arms control and risk reduction can be put in place. The path forward will be hard and will need mutual concessions.

However, the alternative is significantly more costly and dangerous on an existential level. The more nuclear weapons (and nuclear weapons states) that exist, the greater the possibility that nuclear weapons use becomes. This is the ultimate threat to the human civilization, and efforts to limit this threat demand leadership from the great powers today, not tomorrow.

 =============

Dmitry Stefanovich is a research fellow at the Center for International Security at the Primakov National Research Institute of World Economy and International Relations of the Russian Academy of Sciences (IMEMO RAS), a member of the Council for Foreign and Defense Policy and PIR Center Advisory Board, and an expert at the Russian International Affairs Council and the Valdai Discussion Club. Stefanovich graduated from the Moscow Engineering Physics Institute with a degree in International Science and Technology Cooperation. 

XXIII Conferência do Forte discute impacto das transformações tecnológicas na ordem internacional

 

XXIII Conferência do Forte discute impacto das transformações tecnológicas na ordem internacional


MAIOR FÓRUM DE SEGURANÇA INTERNACIONAL DA AMÉRICA LATINA SERÁ NOS DIA 16 E 17 NO RIO E TERÁ TRANSMISSÃO ONLINE AO VIVO 

Palestrante da Conferência de Segurança Internacional do Forte do ano de 2025 -


Materiais de imprensa: AQUI


Rio de Janeiro, 11 de junho de 2025 – Nos próximos dias 16 e 17 de junho, o Rio de Janeiro sedia o maior fórum de segurança internacional da América Latina com a realização da XXIII Conferência de Segurança Internacional do Forte. Tradicional evento do calendário nacional, o encontro reúne autoridades, acadêmicos, diplomatas, representantes das Forças Armadas da América Latina e Europa durante dois dias de discussões sobre os atuais desafios do cenário geopolítico global. A iniciativa é da Fundação Konrad Adenauer (KAS-Brasil), em parceria com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) e a Delegação da União Europeia no Brasil.


Com transmissão online em tempo real e tradução simultânea em português, espanhol, inglês e LIBRAS, a Conferência do Forte tem como tema “Reprogramando o Poder: Tecnologia e Geopolítica em um mundo fragmentado”. Enquanto muitos debates envolvendo tecnologia e segurança restringem as conversas a questões específicas, como a inteligência artificial e cibersegurança, a XXIII Conferência quer ir além dessas fronteiras, abordando o ecossistema tecnológico, explorando seu uso como instrumento de poder, controle e dissuasão, e destrinchando suas implicações geopolíticas, militares, econômicas e institucionais.

 

A programação começa na terça, 16, às 9h, com as boas-vindas de Maximilian Hedrich, Diretor da Fundação Konrad Adenauer (KAS) no Brasil; de José Pio Borges, Presidente do Conselho Curador do CEBRI e de Marian Schuegraf, Embaixadora da Delegação da União Europeia no Brasil. 


Às 9h30, tem início o painel principal da conferência “Do Equilíbrio à Ruptura: Tecnologia e o Futuro do Poder Global”, que vai explorar como a transformação tecnológica está redefinindo as hierarquias de poder, alterando a natureza da interdependência e exigindo novas estruturas de cooperação entre regiões como a América Latina e a Europa. Anna-Kaisa Heikkinen, Diretora-Geral do Departamento para a América Latina, Oriente Médio e África do Ministério das Relações Exteriores da Finlândia; e Henning Speck, Chefe de Gabinete do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, estarão na mesa. 


Em seguida, às 11h05, haverá o flashtalk “América Latina entre Pólos de Poder: Posicionamento Estratégico em Meio à Reconfiguração das Rotas Globais”, com apresentação de Larissa Wachholz, pesquisadora sênior do CEBRI. Ex-assessora de Imprensa da OTAN, Simone de Manso será a mediadora do painel “Governança Global na Era da Disrupção: Multilateralismo, Inovação e Autonomia Estratégica”, às 11h30, que abordará como as tecnologias emergentes estão testando a resiliência e a legitimidade das instituições multilaterais e quais novas estruturas de governança são necessárias para lidar com os desafios tecnológicos transfronteiriços. Benedikt Franke, CEO da Conferência de Segurança de Munique;  Iñigo Guevara Moyano, Professor Adjunto da Universidade de Georgetown e do Colégio Interamericano de Defesa, no México; e Vinicius de Carvalho, Consultor Internacional Sênior da Escola de Guerra Naval do Brasil, também compõem a mesa.


Às 14h30, o painel “Inteligência Artificial e Democracia: Entre Inovação e Erosão Institucional” contará com a participação de Omar Paganini, ex-ministro das Relações Exteriores do Uruguai; Eduardo Magrani, Afiliado/ex-aluno do Bkc da Universidade de Harvard; Dora Kaufman, Pesquisadora Sênior do CEBRI; e moderação de Leonardo Paes Neves, Professor da FGV. O debate discutirá como a IA se interconecta com a resiliência democrática e a integridade institucional, explorando as oportunidades e os riscos que ela oferece.


A programação do primeiro dia da Conferência se encerra com uma conversa entre a jornalista e Pesquisadora Sênior do CEBRI Leila Sterenberg e Silvio Meira, Cientista-Chefe da TDS.company, sobre temas relacionados à “Inovação, Democracia e Futuro”. 


Segundo dia da Conferência aborda terras raras e guerra contemporânea


Com o segundo dia do evento, quarta, 17, a XXIII Conferência Forte começa às 9h10 discutindo o painel “Defesa e Inovação: Um Alerta para Europa e América Latina”. Os participantes irão abordar como a Europa e a América Latina podem moldar conjuntamente o desenvolvimento e a governança da IA de maneiras que promovam tanto a inovação quanto a segurança. Brynja Oskarsdottir, Diretora do Comitê de Ciência e Tecnologia da Assembleia Parlamentar da OTAN; Danielle Ayres, Diretora de Segurança da Informação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); e André Clark, CEO da Viveo no Brasil, participam do debate, que terá moderação de Karin Wallensteen, Embaixadora da Suécia no Brasil.


Às 10h35, o Diretor do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia, Steven Everts ministra o flashtalk “Autonomia de Defesa Europeia em um mundo fragmentado”. Em seguida, às 11h, é a vez do painel “Minerais Estratégicos e Soberania: A Nova Geopolítica das Terras Raras”, que visa refletir como a América Latina e a Europa podem coordenar estratégias conjuntas para reduzir a dependência externa, fortalecer a autonomia estratégica e construir uma estrutura de governança sustentável para a extração e gestão das terras raras, combinando segurança, inovação e responsabilidade ambiental. Participam do encontro Maciej Filip Bukowski, Diretor do Programa de Energia e Resiliência do Fórum de Segurança de Varsóvia; Marisol Pérez Tello, ex-Ministra da Justiça e Direitos Humanos do Peru; Rafaela Guedes, Pesquisadora Sênior do CEBRI; e a moderadora Loana von Gaevernitz Lima, Diretora Executiva da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha.


O painel de encerramento da Conferência, às 14h15, será “Novas Tecnologias e Guerra Contemporânea: Drones, Sistemas de Armas Autônomas Letais (SAAL) e Inteligência Artificial”. O debate vai abordar como os Estados, particularmente na América Latina e na Europa, bem como as organizações internacionais, estão lidando com os impactos disruptivos da tecnologia na segurança global. A discussão se concentrará tanto no uso militar e estratégico da inteligência artificial e outras tecnologias emergentes, quanto nos esforços regulatórios em andamento em fóruns como as Nações Unidas, a UNESCO e conferências internacionais sobre Sistemas de Armas de Fogo Automáticas (LAWS). Estão na mesa, Igor Marchesini, Assessor Especial do Ministro da Fazenda do Brasil; Tomasz Smura, Diretor de Programas do Fórum de Segurança de Varsóvia; Peter Neumann, Professor do Departamento de Estudos de Guerra do King's College; e a moderadora Sabrina Medeiros, Professora Associada da Universidade Lusófona de Lisboa.

Todos os palestrantes participam de forma presencial do evento no Rio, que também terá transmissão gratuita e online ao vivo. Para acessar a programação completa em português e inglês basta acessar AQUI Para a transmissão ao vivo, o link é  https://kas.colab208.com.br/ao-vivo

Acompanhe as redes da Fundação Konrad Adenauer no Brasil para saber mais sobre o evento. Acesse pelo Instagram ou Facebook: @kasbrasil 


Sobre a Fundação Konrad Adenauer:

A Fundação Konrad Adenauer (KAS) é uma fundação política alemã independente e sem fins lucrativos que atua nacional e internacionalmente em prol da paz, justiça e liberdade. Nossa missão principal é a defesa da democracia e o fomento da Economia Social de Mercado, com base nos valores da democracia cristã. Além disso, buscamos fortalecer as relações transatlânticas através da cooperação internacional e, para isso, possuímos mais de 107 representações em todo o mundo. Orientamos nosso trabalho em temas chaves como a Inovação, Representatividade e Participação, e Segurança. 

Atua no Brasil desde 1969 e concentra suas atividades em quatro eixos temáticos: Educação Política, promovendo a participação cidadã na política; Estado de Direito e Políticas Públicas, voltado à formação de multiplicadores em temas como Direitos Humanos e Democracia; Desenvolvimento Sustentável e Descentralização, por meio da promoção de encontros entre lideranças locais e representantes políticos com foco em boa governança e sustentabilidade; e Desafios Globais, estimulando as relações entre Europa e América Latina, bem como entre Brasil e Alemanha, sob as perspectivas da cooperação internacional e das relações internacionais.

Para mais informações, consulte nosso site: http://www.kas.de/brasil


Sobre o Centro Brasileiro de Relações Internacionais:

Fundado em 1998 por um grupo de diplomatas, empresários, intelectuais e ex- ministros, o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) nasceu com a ambição pioneira de criar o primeiro think tank brasileiro voltado à política internacional. Movidos pela necessidade de qualificar o debate público e ampliar a presença do Brasil no mundo, seus fundadores estabeleceram a instituição com o propósito de fomentar o diálogo e contribuir para a formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento nacional.

Ao longo de quase três décadas, o CEBRI consolidou-se como um espaço de promoção de debates estratégicos, plurais e independentes sobre temas internacionais de interesse do Brasil, contribuindo para a formulação de políticas públicas sustentáveis, inovadoras e inclusivas. O CEBRI dedica-se à disseminação de conhecimento acessível e qualificado, buscando engajar diferentes públicos e ampliar a compreensão sobre os desafios e oportunidades da inserção internacional brasileira.

Para mais informações, consulte nosso site: www.cebri.org


Sobre a União Europeia:

A Delegação da União Europeia no Brasil foi criada em 1984. É uma missão diplomática de pleno direito e trabalha em estreita colaboração com as missões diplomáticas dos Estados-Membros da UE no Brasil. 

A Delegação da UE promove as políticas da UE no Brasil, o que inclui apresentar e explicar as ações da UE ao governo brasileiro, autoridades, sociedade civil e público em geral. A Delegação da UE promove ainda a implementação da Parceria Estratégica UE-Brasil e trabalha para fortalecer as relações políticas e econômicas/comerciais com nossos parceiros brasileiros. A Delegação da UE também realiza um serviço ativo de diplomacia pública e informação, com o objetivo de informar os brasileiros sobre os desenvolvimentos atuais na União Europeia e aumentar a conscientização sobre os interesses e preocupações da UE. Os amplos programas de assistência e cooperação setorial da UE no Brasil abrangem áreas como meio ambiente, mudanças climáticas, direitos humanos, ciência e tecnologia e pesquisa e inovação. 

Para mais informações, consulte nosso site:https://eeas.europa.eu/delegations/brazil_pt 

Para mais informações sobre a XXIII Conferência do Forte, entre em contato:
Felipe Teixeira:: felipe.teixeira@agenciafebre.com.br 21 99151-9425
Katia Carneiro:: katia.carneiro@agenciafebre.com.br 21 99978-2881
Siga-nos no Instagram e no Linkedin

Postagem em destaque

Tesouro deve rever análise para garantir novo empréstimo aos Correios após críticas do TCU - Idiana Tomazelli (Jornal de Brasília)

O governo Lula aprofunda o que melhor sabe fazer: aumentar o déficit público e agravar a situação fiscal do país, no futuro imediato e no cu...