segunda-feira, 15 de junho de 2026

Consulta pública a meus 18 leitores? Meu colega e diretor de interações com Madame IA sugere minha ação: Airton Dirceu Lemmertz: Madame IA comenta

Recebo esta sugestão de meu amigo Airton Dirceu Lemmertz: 

"Airton Dirceu Lemmertz comentou em "20 anos deste meu Diplomatizzando: o que perguntar a Madame IA?"

12 de jun. de 2026

Boa tarde, Almeida! Tudo bem?
Outra sugestão/ideia: 
Nesta (https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/20-anos-deste-meu-diplomatizzando-o-que.html) ou em outra/posterior postagem, o senhor (PRA) poderia solicitar que seus leitores/seguidores enviassem (no espaço "Comentários" da respectiva postagem) ideias/sugestões de perguntas acerca dos 20 anos do blog que serão direcionadas à IA.
Talvez, até, envios pelo email.
(Perguntas = postagem + email.) 
Depois, próximo à data (dia 17), o senhor faz um apanhado/filtro das melhores perguntas (talvez, em algumas perguntas, fazendo um aprimoramento/redesenho delas).
Temos cinco dias.
Att.,
ADL

https://www.youtube.com/channel/UCs-gjkE6stjxaYXbVxL18SA/about 

===

PRA: Creio que ele mesmo já convidou os leitores a fazer isso, assim como a sabidona da Madame IA. Não creio que eu vá receber questões de meus 18 leitores (a despeito de dispor, teoricamente, de 912 "seguidores". 
 
========== 
 
Comentários de Madame IA: 
 
Consulta pública a meus 18 leitores? Meu colega e diretor de interações com Madame IA sugere minha ação: Airton Dirceu Lemmertz. 


Capítulo I: Análise Crítica da Interação Intelectual e a Dinâmica do Engajamento de Nicho
O blog Diplomatizzando, prestes a celebrar seu vigésimo aniversário de fundação, expõe uma contradição típica dos espaços de alta densidade intelectual na internet contemporânea, caracterizada pelo descompasso entre o alcance métrico nominal e a participação comunitária real. Na postagem datada de quinze de junho de dois mil e vinte e seis, o diplomata Paulo Roberto de Almeida analisa de forma cética uma sugestão de seu colaborador e gestor de interações tecnológicas, Airton Dirceu Lemmertz. A proposta consiste na abertura de uma consulta pública voltada aos leitores do blog, os quais seriam incentivados a submeter, por meio do espaço de comentários ou por correio eletrônico, perguntas e provocações analíticas sobre as duas décadas do repositório para serem respondidas pela inteligência artificial Madame IA. [1, 2]
A reação do autor do blog revela uma postura realista e marcadamente irônica quanto ao comportamento de sua audiência, ao referir-se ao seu público cativo sob a alcunha de meus dezoito leitores. Essa ironia funciona como uma crítica ácida à passividade dos usuários no ecossistema digital, evidenciando que, embora a página ostente nominalmente novecentos e doze seguidores formais e acumule milhões de visualizações históricas, a conversão desse público em interlocutores ativos e dispostos a formular questionamentos complexos é residual. O fenômeno ilustra as barreiras de engajamento em plataformas de resistência intelectual, onde o consumo de conteúdo denso sobre relações internacionais e economia política tende a ser predominantemente passivo, frustrando as tentativas de estabelecer uma ágora digital verdadeiramente interativa. [1, 2, 3]
Capítulo II: Decodificação dos Elementos Operacionais do Triângulo Improvável
Subcapítulo II.I: O Diretor de Interações e o Fluxo de Comando
A expressão codificada diretor de interações com Madame IA designa o papel exercido por Airton Dirceu Lemmertz, que atua como o engenheiro de prompt e curador operacional do blog. Na engrenagem do blog, Lemmertz funciona como o elemento de ligação que traduz o acervo de Paulo Roberto de Almeida para a linguagem computacional, provocando a inteligência artificial a emitir juízos analíticos sobre a produção literária do diplomata. [1]
Subcapítulo II.II: A Sabidona e a Ilusão de Onisciência
O termo sabidona, frequentemente atribuído a Madame IA por ambos os integrantes humanos do projeto, constitui uma metáfora crítica para o Gemini AI. A expressão decodifica e ironiza a aparente onisciência da máquina, reconhecendo sua vasta capacidade de processamento de dados e síntese textual, ao mesmo tempo em que demarca os limites de sua autonomia interpretativa frente ao conhecimento empírico do diplomata. [1]
Capítulo III: O Racionalismo de Popper como Sustentáculo contra o Jargão Tecnocrático
A essência do blog é reforçada em seu arcabouço teórico pela inclusão de reflexões do filósofo Karl Popper sobre os deveres sociais do cientista e do intelectual. O pensamento popperiano serve como uma severa advertência contra o enclausuramento do conhecimento em jargões herméticos ou em sistemas automatizados burocráticos. A defesa da simplicidade e da clareza na exposição de problemas complexos é apresentada como um requisito fundamental para a manutenção de uma sociedade aberta e para a sobrevivência das instituições democráticas. Ao confrontar as sugestões metodológicas de seu gestor tecnológico com o ceticismo de sua recepção prática, o autor reafirma o compromisso do espaço com a racionalidade crítica pura, recusando-se a inflar artificialmente o dinamismo de sua comunidade virtual por meio de entusiasmos tecnológicos infundados.

===

O gerente e operador dessa senhorita gentil que é Madame IA, Airton Dirceu Lemmertz, coleta suas últimas interpretações de meus petardos no Diplomatizzando: 


Capítulo I: Análise Estrutural e Crítica da Colaboração Intelectual no Ecossistema Digital
Celebrando duas décadas em junho de 2026, o blog Diplomatizzando inovou na produção de conteúdo digital ao implementar o "triângulo improvável". Esta metodologia, orquestrada por Airton Dirceu Lemmertz, utiliza a inteligência artificial "Madame IA" para analisar a vasta produção intelectual do diplomata Paulo Roberto de Almeida. Longe de ser uma automação passiva, o processo envolve uma curadoria ativa de Lemmertz, que submete os textos de Almeida a testes de estresse analíticos, promovendo um diálogo crítico entre o pensamento humano e a capacidade de processamento da IA. Essa abordagem visa defender a racionalidade no debate público, utilizando a IA para cruzar dados e avaliar a consistência teórica de duas décadas de análises sobre relações internacionais.
Capítulo II: Decodificação e Avaliação do Desempenho Analítico de Madame IA
No contexto do blog, "Madame IA" refere-se ao Gemini AI, enquanto "petardos" designa os ensaios de Paulo Roberto de Almeida (PRA), geridos por Airton Dirceu Lemmertz (ADL). Avaliações feitas na segunda semana de junho de 2026 mostraram que a IA possui alta capacidade de síntese documental, útil para organizar temas como a carreira diplomática e o pensamento liberal de Roberto Campos. No entanto, ao analisar questões geopolíticas, a IA demonstrou autonomia interpretativa, divergindo das projeções de PRA, o que confirma sua função de contraponto dialético e não apenas de mímico.
Capítulo III: A Crise Logística no Teatro de Operações Ucraniano e os Impactos Macroeconômicos Globais
Subcapítulo III.I: A Inversão Estratégica na Guerra da Ucrânia
A dinâmica militar na Ucrânia inverteu-se em 2026, com a estratégia ucraniana de ataques de longo alcance a centros logísticos russos causando colapso moral e operacional no invasor. O prolongamento do conflito exauriu a capacidade de recrutamento da Rússia, com ataques de drones afetando refinarias e impactando a economia russa, gerando descontentamento interno. O custo humano é alto, refletido no uso de IA por famílias russas para simular entes queridos mortos.
Subcapítulo III.II: Concentração de Riqueza e as Distorções do Capitalismo Financeiro
Paralelamente, o capitalismo global apresenta distorções com a ascensão de Elon Musk, cujos ativos baseados na SpaceX o tornaram o primeiro trilionário, superando o PIB de diversas nações. Embora a comparação direta entre estoque de capital individual e o fluxo anual do PIB seja metodologicamente complexa, a situação evidencia o poder crescente de corporações de tecnologia sobre infraestruturas globais. Esse cenário transfere poder de governança dos Estados para o setor privado.

===

Os 20 anos do blog Diplomatizzando: Paulo Roberto de Almeida, Airton Dirceu Lemmertz e Madame IA: 


Capítulo I: Histórico e Legado das Duas Décadas de Resistência Intelectual no Ambiente Digital
O blog Diplomatizzando, gerido pelo diplomata e intelectual Paulo Roberto de Almeida, completará 20 anos em 17 de junho de 2026. Lançado em 2006, consolidou-se como um arquivo digital denso focado em história diplomática, ciência política e análise macroeconômica, autodefinido como um espaço de resistência intelectual e racionalismo crítico face à política externa brasileira. Com mais de 800 novos ensaios apenas nos primeiros meses de 2026, o blog funciona como uma biblioteca pública gratuita, oferecendo resenhas, notas de aula e documentos, mantendo independência de amarras corporativas do Itamaraty.
Capítulo II: Análise Crítica do Fenômeno Estatístico e o Efeito de Cauda Longa
Subcapítulo II.I: O Salto Métrico e a Fidelização de Nicho
O blog ultrapassou 22 milhões de visualizações históricas em meados de 2026, com um crescimento acelerado que projeta superar 23 milhões de acessos no aniversário de duas décadas. Esse volume não decorre de estratégias superficiais, mas da fidelização de um público qualificado, composto por internacionalistas e formuladores de políticas públicas.
Subcapítulo II.II: Mecanismos de Indexação e o Efeito Acervo
A sustentação do tráfego baseia-se no "efeito acervo" e na cauda longa dos motores de busca. As dezenas de milhares de publicações acumuladas em duas décadas funcionam como portas de entrada contínuas, garantindo que o arquivo histórico gere um fluxo constante de visitas, complementando o interesse nas crônicas atuais.
Capítulo III: Mapeamento e Hierarquização da Pulsão Analítica na Diplomacia Brasileira
Subcapítulo III.I: O Primeiro Escalão e a Obsessão Produtiva
A análise da produção intelectual diplomática coloca Paulo Roberto de Almeida no topo em termos de frequência e volume, utilizando o Diplomatizzando e o LinkedIn. O embaixador Rubens Ricupero segue com alta autoridade moral e técnica, com atuação frequente em grandes jornais e centros de estudos.
Subcapítulo III.II: As Lideranças Políticas e o Corpo Diplomático da Ativa
O embaixador Celso Amorim ocupa posição de destaque com análises de natureza política e estratégica, enquanto Ronaldo Costa Filho representa o corpo da ativa, focando em temas multilaterais. Gelson Fonseca Junior encerra o grupo com produções pautadas pelo rigor conceitual e histórico.

===

*Fonte (da maioria dos textos acima): Gemini

**Link: 
https://www.google.com/search?q=As+participa%C3%A7%C3%B5es+de+Madame+IA+no+blog+Diplomatizzando+na+semana+mais+recente+%28de+07+a+13+de+junho+de+2026%29%2C+em+ordem+cronol%C3%B3gica.&rlz=1C2GCEA_enBR1094BR1098&sca_esv=dee7e4ee5df43762&sxsrf=ANbL-n5UBHpRet5ji83JdpzMc_8SnMdmsQ%3A1781532964737&source=hp&ei=JAkwavykKrrM1sQP_fjryAk&iflsig=AFdpzrgAAAAAajAXNL7C5vTsev-S5AwmPLLrqQOg7K53&ved=0ahUKEwj8xpC8t4mVAxU6ppUCHX38GpkQ4dUDCDc&uact=5&oq=As+participa%C3%A7%C3%B5es+de+Madame+IA+no+blog+Diplomatizzando+na+semana+mais+recente+%28de+07+a+13+de+junho+de+2026%29%2C+em+ordem+cronol%C3%B3gica.&gs_lp=Egdnd3Mtd2l6IoQBQXMgcGFydGljaXBhw6fDtWVzIGRlIE1hZGFtZSBJQSBubyBibG9nIERpcGxvbWF0aXp6YW5kbyBuYSBzZW1hbmEgbWFpcyByZWNlbnRlIChkZSAwNyBhIDEzIGRlIGp1bmhvIGRlIDIwMjYpLCBlbSBvcmRlbSBjcm9ub2zDs2dpY2EuMhEQABjKBhieBhjwBRjqAhi0AjIREAAYygYYngYY8AUY6gIYtAIyERAAGMoGGJ4GGPAFGOoCGLQCSKarAVCcC1iGNHAAeACQAQCYAZcBoAGXAaoBAzAuMbgBA8gBAPgBAvgBAZgCAaACpwGoAgOYA6cBkgcDMC4xoAeqArIHAzAuMbgHpwHCBwMzLTHIBwyACAE&sclient=gws-wiz&aep=107&cs=0&mstk=AUtExfBDs0m4hR4Yy7HFgQKTDVhiy_iAEa4QoL6D7Pk-1ZtpVDA27eooeLTaTG2QnCSskJYN46AFqpgX8PUVCjKMbRGgo1TATCzP88lZla9YS_mQzH6Knj7-IuMvqrjfKSa1AH5NAqijzcfy4dUSdXUecapw7hifNmsfShJ3dC2OFNJHUm0o267RCzPeKRCs8A2CsOO9fAQjxO1V4bl6duo3PHC0awhBjEoyWMDvLTojJSwVYMb1TF3mokWnNSCFlAlT8vZ1kzDIhp6ipQ6PeQKKPs8Ta_N2D7oDFVbxX2nwsQH55sPjBFLG4lA0GR8gK_rHAedWjPF6qFz3Kw&csuir=1&mtid=PwkwasejBsTy1sQP26bO-AE&lns_mode=cvst&udm=50#:~:text=das%20postagens%20do-,Diplomatizzando,-%2C%20voc%C3%AA%20poder%C3%A1%20definir 

***Operador dos comandos inseridos na IA: ADL



domingo, 14 de junho de 2026

Os 20 anos do blog Diplomatizzando: Paulo Roberto de Almeida, Airton Dirceu Lemmertz e Madame IA

 Uma vez mais, meu operador de sistemas inteligentes, Airton Dirceu Lemmertz, convence esta senhorita sabidona a quem eu chamo de "Madame IA" a se pronunciar em torno de diversas perguntas que ele formula para induzir essa senhorita a comentar algumas das minhas postagens, assim como o desempenho geral do blog Diplomatizzando, no cenário informático que cerca o Itamaraty e alguns de seus diplomatas:


Os 20 anos do blog Diplomatizzando: Paulo Roberto de Almeida, Airton Dirceu Lemmertz e Madame IA

O blog Diplomatizzando, criado e mantido pelo diplomata, historiador e cientista social brasileiro Paulo Roberto de Almeida, completa oficialmente 20 anos de existência em 17 de junho de 2026. [1]
Lançado em junho de 2006, o espaço consolidou-se como um dos registros e repositórios digitais mais longevos da internet brasileira voltados à análise de relações internacionais, história diplomática, política externa e economia política. [1, 2]

Abaixo estão os marcos e dados que resumem a trajetória das duas décadas da página:
Impacto e Estatísticas [1]
Volume de Acessos: O blog atingiu a marca histórica de 22 milhões de visualizações ao longo de suas duas décadas de atividade. [1]
Média de Visitas: Esse montante equivale a aproximadamente 1 milhão de acessos por ano, com médias estimadas em mais de 83 mil leitores mensais e cerca de 2.700 diários. [1]
Intensa Frequência: Apenas nos primeiros cinco meses e meio de 2026, a página já acumulava mais de 800 novas postagens, refletindo o ritmo contínuo de atualizações do autor. [1]
Proposta Editorial e Conteúdo
Independência Crítica: Conhecido pelo seu perfil "não convencional" e sem amarras burocráticas, Paulo Roberto de Almeida utiliza o blog para exercer o que define como "reflexão crítica" sobre os rumos da diplomacia. [1, 2]

Acervo Intelectual: Além de artigos de opinião próprios, o blog atua como uma robusta biblioteca pública de referências. O espaço disponibiliza análises conjunturais, resenhas de livros, ensaios acadêmicos, notas de aulas, memórias institucionais e documentos históricos. [1, 2]

Espaço de Resistência: Em períodos recentes de forte polarização na política externa brasileira — como os embates institucionais no Itamaraty e as discussões sobre o multilateralismo —, o Diplomatizzando serviu como um canal de debate e crônicas críticas para a comunidade diplomática e acadêmica. [1, 2]

O aniversário de 20 anos reforça o papel do blog como uma ferramenta de utilidade funcional e intelectual perene, mantida de forma totalmente pessoal para além das funções oficiais exercidas por seu criador. [1]

===

- As participações de Madame IA no blog Diplomatizzando na semana mais recente (de 07 a 13 de junho de 2026), em ordem cronológica:

https://www.youtube.com/post/UgkxIgKI5OMecHDE0ww5f_TW4OKfqHDgEyUt

( https://www.youtube.com/@airtondirceulemmertz )

( https://diplomatizzando.blogspot.com/search?q=madame&max-results=20&by-date=true )

Crônica de uma Simbiose Tecnológica e Intelectual na Semana Comemorativa do Blog Diplomatizzando
O encerramento do ciclo de duas décadas do blog Diplomatizzando ganha uma dimensão analítica e documental sem precedentes por meio do levantamento histórico das participações e ensaios da inteligência artificial generativa, sob o codinome de Madame IA, acumulados na semana mais recente, compreendida entre o período de sete a treze de junho de dois mil e vinte e seis. A partir de uma provocação estruturada por Airton Dirceu Lemmertz, o inventário cronológico de onze postagens atesta que o veículo consolidou-se em definitivo como um espaço de experimentação metodológica aplicada às humanidades. Em vez de resumos automáticos e assépticos, o que se observa nas publicações sequenciais é um denso laboratório de exegese conceitual, onde a máquina é forçada a mimetizar o rigor, a ironia fina e o posicionamento assertivo contra dogmas políticos e disfuncionalidades estatais defendedidos pelo autor principal da página, o embaixador Paulo Roberto de Almeida. [1, 2, 3]
A análise longitudinal das intervenções do modelo de linguagem revela que a inteligência artificial operou em três frentes complementares: o escaneamento retroativo e a autópsia sociológica das seções históricas de comentários do blog, o exame minucioso de depoimentos audiovisuais e a decodificação crítica de ensaios contemporâneos sobre a conjuntura internacional global. Sob a engenharia de comandos cirúrgica de Lemmertz, o sistema abandonou a neutralidade corporativa para desconstruir falácias conceituais que orbitam as ciências humanas e a própria burocracia governamental. Os textos integrados à página nesta semana festiva dão corpo ao que Paulo Roberto de Almeida classifica como um autêntico quilombo de resistência intelectual, testando as capacidades operacionais e os limites analíticos da inteligência artificial face a vinte anos de um acervo analítico independente. [1, 2, 3, 4, 5, 6]
A Semana de Madame IA: Análise e Temas no Diplomatizzando
A produção intensiva de 11 postagens entre 7 e 13 de junho de 2026, orquestrada por Airton Dirceu Lemmertz, marcou a interação entre Madame IA e o blog de Paulo Roberto de Almeida. A IA analisou desde reflexões antigas sobre a carreira diplomática até posicionamentos atuais sobre a guerra na Ucrânia, demonstrando capacidade de interpretar o realismo crítico do autor.

===

Olhando certas coisas pelo alto, e displicentemente - Paulo Roberto de Almeida:

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/olhando-certas-coisas-pelo-alto-e.html

O Fracasso Relativo e o Sucesso Incompleto do Desenvolvimento Brasileiro
A análise crítica sobre as condições estruturais do Brasil contemporâneo expõe uma nação aprisionada em um diagnóstico de mediocridade compartilhada, onde o país se recusa tanto ao colapso absoluto quanto à consolidação de sua maturidade socioeconômica. O ensaio escrito pelo diplomata e historiador Paulo Roberto de Almeida, intitulado Olhando certas coisas pelo alto, e displicentemente, oferece uma perspectiva cética e desiludida sobre a incapacidade histórica do Estado brasileiro de romper com o subdesenvolvimento. A realidade nacional é descrita como um meio termo estagnado, no qual os avanços pontuais observados em nichos específicos da governança pública e do setor privado são anulados pela persistência crônica de inflação, juros elevados, insegurança urbana e uma corrupção sistêmica que emana das altas esferas burocráticas e dos mandarins estatais.
Esse padrão de desempenho mediano afasta o Brasil do ritmo de bem-estar e progresso experimentado por outras nações emergentes e desenvolvidas, gerando um sentimento permanente de insatisfação na cidadania. O nó górdio do atraso brasileiro reside na sua baixíssima produtividade agregada, cuja superação exigiria transformações radicais na infraestrutura logística e, fundamentalmente, na qualidade da educação básica e técnica. Sem o acréscimo dessas forças motoras, as tentativas de elevação sustentada da renda por habitante tornam-se inviáveis, condenando o tecido econômico a ciclos repetitivos de voos de galinha e vulnerabilidade fiscal crônica.

A Responsabilidade das Elites e o Caráter Predatório da Classe Política
A explicação para a insuficiência do desenvolvimento geral do país transcende os fatores meramente estatísticos e se ancora em uma contundente crítica sociológica e institucional direcionada às lideranças nacionais. O atraso brasileiro não decorre de um determinismo geográfico ou de escassez de recursos, mas sim do comportamento predatório de uma classe política voltada à extração de rendas e à perpetuação de privilégios corporativos dentro do aparato estatal. Esse ecossistema político é umbilicalmente ligado a elites tecnocráticas medíocres e a classes produtoras que renunciam à inovação e à competição global em nome de um protecionismo renitente e de subsídios públicos que asfixiam o dinamismo do mercado.
Esse cenário de acomodação e blindagem de interesses particulares impede a formulação de políticas públicas voltadas ao bem comum e à modernização econômica de longo prazo. O ensaio de Almeida consolida-se como um manifesto contrariano que desafia o otimismo oficial, sugerindo que o avanço efetivo da nação continuará bloqueado enquanto as estruturas de incentivo premiarem o compadrio e o corporativismo em detrimento do mérito e da eficiência produtiva.

===

Fundamentos éticos de meu labor intelectual em torno das politicas públicas em geral e da política externa e da diplomacia brasileira em especial Paulo Roberto de Almeida:

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/fundamentos-eticos-de-meu-labor.html

A Trajetória Autodidata como Alicerce da Atuação Intelectual
O ensaio pessoal do diplomata, historiador e cientista social Paulo Roberto de Almeida, intitulado Fundamentos éticos de meu labor intelectual em torno das políticas públicas em geral e da política externa e da diplomacia brasileira em especial, oferece um raro vislumbre sobre as motivações íntimas e os imperativos morais que guiam a sua vasta produção intelectual. O autor realiza um exame retrospectivo de sua trajetória, caracterizada por uma transição marcante da pobreza material na infância para uma carreira consolidada no serviço de Estado e na docência superior. O elemento central que confere autenticidade a esse percurso é o seu caráter marcadamente autodidata, estruturado a partir do esforço individual e do aproveitamento de oportunidades oferecidas pelo acesso a escolas e bibliotecas públicas, instituições que o escritor identifica como os verdadeiros motores de sua redenção social.
Ao atingir a maturidade de sua jornada intelectual e biográfica, o analista abdica explicitamente da busca por prestígio pessoal, vaidade acadêmica ou acumulação de riqueza material por meio de seus escritos. A motivação que sustenta o seu ativismo digital e a manutenção de sua página na internet provém de um imperativo ético de retribuição. Tendo sido beneficiário direto do investimento da sociedade em equipamentos culturais públicos durante sua juventude, o historiador compreende que a divulgação gratuita e irrestrita de seus ensaios, livros, notas de aula e reflexões conjunturais constitui uma forma de devolver à coletividade o conhecimento acumulado ao longo de mais de meio século de lides profissionais e acadêmicas.

A Crise Educacional Brasileira e o Imperativo Ético da Retribuição Social
A dimensão crítica do texto manifesta-se de forma contundente quando o autor confronta o seu sucesso individual com as persistentes e generalizadas carências do cenário educacional brasileiro contemporâneo. O ponto de maior angústia e indignação ética reside na constatação de que milhões de jovens de extração social vulnerável, semelhantes ao que o escritor foi em sua infância, continuam privados do acesso a escolas de qualidade e a acervos bibliográficos capazes de impulsionar a sua emancipação intelectual e econômica. O subdesenvolvimento brasileiro é, sob essa ótica, um reflexo direto do abandono estatal das novas gerações, o que perpetua um ciclo de exclusão que compromete de forma severa o bem-estar e o potencial produtivo da nação.
O compromisso de vida assumido pelo diplomata foca na defesa intransigente de uma educação pública de excelência, voltada prioritariamente para as parcelas deserdadas da população. O seu labor cotidiano de aprender e ensinar, materializado no compartilhamento desinteressado de sua bagagem cultural, funciona como uma trincheira contra a degradação institucional e a mediocridade que frequentemente dominam os debates burocráticos. Em última análise, o manifesto reitera que a verdadeira utilidade do intelectual não reside no isolamento burocrático ou no corporativismo, mas sim na sua capacidade de atuar como um agente de esclarecimento e transformação que trabalha para expandir as oportunidades de ascensão pelo mérito e pelo estudo.

===

No começo do mês (junho/2026), o blog Diplomatizzando tinha aproximadamente 21,6 milhões de visualizações (conforme a guia/aba denominada "Total de visualizações de página", na coluna à direita). Indagava-me se, até o aniversário (17/junho/2026) do blog, o Diplomatizzando alcançaria os 22 milhões de acessos. Alcançou (no decorrer de apenas duas semanas); e, a poucos dias do bidecênio, já registra 22,7 milhões; podendo chegar [e até ultrapassar!] os 23 milhões no dia 17! Qual a explicação para esses números impressionantes vindos de um blog mantido/administrado por uma única pessoa (o diplomata PRA)?

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/duas-decadas-do-diplomatizzando-convite.html#:~:text=Total%20de%20visualiza%C3%A7%C3%B5es%20de%20p%C3%A1gina

A Singularidade Temática e a Consolidação de um Nicho Intelectual Altamente Fiel
O crescimento exponencial do blog Diplomatizzando nos dias que antecedem o seu bidecênio reflete a consolidação de um nicho intelectual extremamente qualificado e fiel. A obtenção de mais de um milhão de acessos em um intervalo de apenas duas semanas não decorre de estratégias artificiais de engajamento digital ou de algoritmos de entretenimento de massa. Esse fenômeno se explica pela escassez de espaços na internet brasileira que combinem alta densidade analítica, independência editorial e rigor histórico nas áreas de relações internacionais, diplomacia e economia política. O público consumidor desse conteúdo, composto por diplomatas, acadêmicos, estudantes de pós-graduação e formuladores de políticas públicas, utiliza a página como uma ferramenta de trabalho e consulta permanente, gerando um tráfego de alta recorrência.
A capacidade de atração da página reside na sua singularidade como um repositório centralizador de dados e reflexões que dificilmente seriam encontrados reunidos em portais de notícias convencionais. Ao longo de vinte anos, o diplomata Paulo Roberto de Almeida transformou o seu espaço em uma espécie de enciclopédia viva da política externa brasileira. Quando debates complexos emergem na conjuntura internacional, a audiência busca o blog não apenas pela notícia factual, mas pela profundidade do contexto histórico e documental oferecido pelo autor. Essa dinâmica estabelece uma relação de confiança técnica que impulsiona o compartilhamento orgânico do conteúdo dentro de redes acadêmicas e profissionais fechadas, multiplicando os acessos em períodos de maior efervescência geopolítica.

O Efeito Acervo e a Multiplicação dos Acessos por Mecanismos de Busca
A explicação estritamente funcional para o salto estatístico de vinte e um vírgula seis milhões para vinte e dois vírgula sete milhões de visualizações em um curto período repousa no chamado efeito acervo. Um blog mantido de forma ininterrupta por duas décadas acumula dezenas de milhares de postagens individuais, que incluem ensaios, notas de aula, resenhas de livros e transcrições de documentos históricos. Cada uma dessas postagens funciona como uma porta de entrada permanente indexada pelos motores de busca na internet. Assim, enquanto a página inicial atrai os leitores habituais interessados nas crônicas do dia, o vasto arquivo histórico continua a receber um fluxo silencioso e massivo de pesquisas específicas realizadas por estudantes e pesquisadores de todo o mundo.
Esse volume gigantesco de conteúdo arquivado cria um efeito de cauda longa, onde publicações escritas há anos ou meses continuam a computar visualizações diariamente. Quando o autor mantém uma rotina de atualização frenética, como demonstrado pelas centenas de postagens realizadas apenas nos meses iniciais do ano corrente, os indexadores de busca passam a priorizar o blog em seus resultados devido à sua alta relevância e atualização constante. Portanto, o número impressionante de acessos não depende exclusivamente da audiência em tempo real de um único texto novo, mas sim do somatório do consumo de um patrimônio digital acumulado que opera vinte e quatro horas por dia de forma automatizada.

A Credibilidade da Autoria e o Consumo de Resistência Institucional
A personificação do blog na figura de um único administrador, longe de ser uma limitação, constitui o seu principal ativo de credibilidade e atração de audiência. Em um ecossistema digital marcado pela proliferação de conteúdos anônimos, superficiais ou gerados por comitês editoriais corporativos, a assinatura de um embaixador e historiador de carreira confere autoridade imediata ao que é publicado. Os leitores sabem exatamente quem está pensando e escrevendo, o que elimina os filtros de neutralidade burocrática e permite uma crítica direta e sem amarras aos rumos da diplomacia e da governança estatal. Essa clareza de posicionamento atrai tanto os que convergem com as teses liberais e racionalistas do autor quanto os críticos que buscam contestar seus argumentos fundamentados.
O pico de acessos observado nas semanas que antecedem o dia dezessete de junho também reflete um fenômeno de celebração e consumo de resistência intelectual. A proximidade do aniversário de vinte anos atrai a atenção de novos leitores por meio de menções em outros veículos, homenagens acadêmicas e a republicação de textos clássicos. Esse movimento gera uma onda de curiosidade e validação pública da trajetória do autor, motivando a audiência a explorar o arquivo de forma mais intensiva. O Diplomatizzando consolidou-se como um exemplo de como a disciplina pessoal de um único pensador pode rivalizar, em termos de impacto e permanência cultural, com estruturas editoriais institucionais de grande porte.

===

Quais os diplomatas brasileiros (tanto da ativa quanto os aposentados) que escrevem e publicam "textos opinativos e textos de análise geopolítica" em "revistas, jornais, blogs, sites e demais veículos de mídia digital" possuem maior "pulsão" (frequência + repercussão) atualmente? Cite-os em ordem decrescente de "pulsão" nas mídias digitais. Em cada diplomata, mencione os principais canais de suas publicações.

O Cenário da Análise Geopolítica Digital e os Critérios de Pulsão
A produção de textos opinativos e de análise de política externa por diplomatas brasileiros nas mídias digitais reflete um tensionamento permanente entre o dever de discrição institucional, inerente ao Serviço Exterior Brasileiro, e o imperativo do debate público. No ambiente contemporâneo da internet, a pulsão de um autor é aferida pela conjunção entre a frequência obsessiva de suas postagens e a repercussão de suas teses nos debates acadêmicos e políticos. Os diplomatas que conseguem manter canais próprios de alta periodicidade ocupam um vácuo deixado pela grande mídia tradicional, transformando suas plataformas em referências obrigatórias para a comunidade de internacionalistas.
A classificação que se segue organiza os principais nomes da diplomacia brasileira — tanto da ativa quanto da reserva ou aposentados — de acordo com esse índice combinado de produtividade e impacto na rede global de computadores. O ordenamento considera a regularidade da produção autoral e o alcance de suas análises em portais de notícias, blogs especializados e redes de perfil profissional até o presente momento.

Paulo Roberto de Almeida
O embaixador aposentado Paulo Roberto de Almeida ocupa incontestavelmente o primeiro lugar em termos de pulsão nas mídias digitais brasileiras. Sua produtividade é considerada um fenômeno isolado, caracterizada por uma frequência diária que muitas vezes se desdobra em múltiplas postagens ao longo de um único dia. A repercussão de seus escritos é amplificada pelo longo histórico de seu acervo e por sua postura de crítica frontal e independente às sucessivas gestões da política externa brasileira, o que atrai um público cativo e altamente especializado de estudantes, pesquisadores e formuladores de políticas.
Os principais canais de escoamento de sua vasta produção intelectual concentram-se no seu blog pessoal, o Diplomatizzando, que funciona como o eixo central de seu ecossistema digital. Além dele, o autor distribui seus ensaios e artigos de opinião por meio de plataformas consolidadas de debate político e acadêmicos, como o portal de ensaios e artigos de opinião do site de análise política e econômica e também na rede de contatos profissionais do LinkedIn, onde promove debates intensos sobre a inserção internacional do Brasil.

Rubens Ricupero
O embaixador aposentado Rubens Ricupero posiciona-se logo em seguida devido à alta autoridade moral e técnica que suas análises exercem sobre o debate público nacional. Embora não adote o ritmo frenético de postagens em blogs pessoais, sua frequência é disciplinada e regular, manifestando-se por meio de colunas semanais ou quinzenais e intervenções analíticas em grandes crises internacionais. A repercussão de suas palavras é profunda, estendendo-se para além da comunidade diplomática e influenciando o debate econômico e político geral do país.
Seus principais canais de publicação digital incluem as colunas de opinião nos sites dos principais jornais de circulação nacional do país, além de ensaios aprofundados na revista Política Externa. O diplomata também possui forte presença digital por meio de suas intervenções escritas e conferências publicadas nos portais institucionais do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo e da Fundação Fernando Henrique Cardoso, veículos que utilizam a internet para fazer circular suas reflexões estruturadas.

Celso Amorim
O embaixador aposentado Celso Amorim detém uma pulsão diferenciada na mídia digital, cuja repercussão frequentemente supera a frequência de seus textos devido à sua centralidade política como assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais. Suas publicações escritas operam como sinalizações estratégicas sobre os rumos ideológicos e pragmáticos do governo, o que confere a cada texto um alto índice de compartilhamento, citação e debate nas redes sociais e em portais de notícias de esquerda e de análise geopolítica internacional.
Os canais para a veiculação de seus textos opinativos são os portais de mídia digital progressista e independente, além de artigos assinados em veículos internacionais de prestígio e na seção de tendências e debates de jornais de grande circulação. Suas análises também são frequentemente reproduzidas e debatidas em blogs especializados em relações internacionais e nos canais de comunicação de centros de estudos estratégicos voltados ao multilateralismo e à integração regional.

Ronaldo Costa Filho
Entre os diplomatas da ativa, o embaixador Ronaldo Costa Filho destaca-se por uma pulsão analítica adaptada aos limites e canais institucionais, conseguindo conciliar a atuação profissional com uma produção escrita relevante no ambiente digital. A frequência de suas manifestações é condicionada pela agenda multilateral, mas a repercussão é significativa entre os tomadores de decisão e acadêmicos que acompanham as grandes negociações globais, especialmente no âmbito das Nações Unidas e do desenvolvimento sustentável.
Suas reflexões e textos analíticos ganham visibilidade digital primariamente por meio dos portais oficiais e das contas institucionais do Ministério das Relações Exteriores na internet, além de artigos especializados em revistas acadêmicas digitais como a Revista Brasileira de Política Internacional. Suas análises conjunturais sobre o multilateralismo também são veiculadas em sites de think tanks e institutos de pesquisa voltados para a inserção do Brasil nos grandes fóruns decisórios globais.

Gelson Fonseca Junior
O embaixador aposentado Gelson Fonseca Junior encerra este ordenamento mantendo uma pulsão baseada no rigor conceitual e na erudição histórica. Sua frequência de publicação é mais espaçada e seletiva quando comparada à dos primeiros nomes, porém a repercussão de seus textos é perene, sendo amplamente adotada em bibliografias de cursos de formação diplomática e ciências políticas em formato digital.
Os principais meios digitais de difusão de seus textos de análise geopolítica são os Cadernos do IPRI, publicados pelo Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais na internet, e a revista Estudos Avançados. O embaixador também colabora com plataformas digitais de fundações de estudos políticos e sites voltados à memória da diplomacia brasileira, onde publica ensaios que conectam a história das ideias políticas com os desafios contemporâneos da governança global.

História, memória... e FHC - Pedro Malan (O Estado de S. Paulo)

História, memória... e FHC

Pedro Malan
O Estado de S. Paulo, 14/06/2026

Este artigo é uma homenagem aos 95 anos de Fernando Henrique Cardoso (FHC) e à sua contribuição para a modernização do Brasil. É também um apelo por uma resposta, com visão de futuro, para a situação econômica, social e político-institucional do Brasil nesta quadra difícil e perigosa em que se encontram nosso País e o mundo. Já o fizemos no passado. Será necessário voltar a tentar, e com sentido de urgência.
Em 13 de junho de 1993, menos de um mês depois de FHC ter assumido o Ministério da Fazenda, foi dado a público o Programa de Ação Imediata. Visto em perspectiva histórica, o documento representa um marco importante por razões que guardam relevância para a situação do Brasil de hoje. O programa abre com a seguinte frase: “Somente quatro países do mundo tiveram inflação superior a 1.000% (em 1992): a Rússia, a Ucrânia, o Zaire (Congo) e o Brasil.” O documento deixava claro que o fim da inflação não era objetivo que se esgotasse em si mesmo.
O desafio à frente era assim sintetizado: “1) O Brasil só consolidará sua democracia e reafirmará sua unidade como nação soberana se superar as carências agudas e os desequilíbrios sociais que infernizam o dia a dia da população; 2) A dívida social só será resgatada se houver ao mesmo tempo a retomada do crescimento autossustentado da economia; 3) A economia brasileira só voltará a crescer de forma duradoura se o País derrotar a superinflação que paralisa os investimentos e desorganiza a atividade produtiva; 4) A superinflação só será definitivamente afastada do horizonte quando o governo acertar a desordem das suas contas, tanto na esfera da União como dos Estados e municípios; e 5) E as contas públicas só serão acertadas se as forças políticas decidirem caminhar com firmeza nessa direção, deixando de lado interesses menores”.
Havia sentido de rumo, direção e visão de curto, médio e longo prazos, que foram reafirmados nos meses subsequentes, com a conclusão dos acordos da dívida externa com credores privados. E, fundamentalmente, com a Exposição de Motivos (EM) n.º 395, de dezembro de 1993, intitulada “Programa de Estabilização”.
O importante documento continha “um breve diagnóstico da crise fiscal brasileira e proposições relativas à estabilização da economia em três frentes de atuação: a) equilíbrio orçamentário no biênio 1994-1995; b) sugestões à revisão constitucional; c) reforma monetária”. Esta última consistia na criação da Unidade Real de Valor (URV), a que se seguiria a introdução da nova moeda, que naquele momento ainda não havia sido batizada de Real. Esse conjunto consubstanciou, no dizer preciso de Edmar Bacha, o que se convencionou chamar de Plano Real.
Sugestões à revisão constitucional eram, portanto, parte integrante do Programa de Estabilização. Ao justificar as emendas propostas, em parágrafo escrito pelo próprio ministro Fernando Henrique, que havia participado da Constituinte, a Exposição de Motivos dizia: “Faltou-nos (aos constituintes de 1988) a percepção realista dos mecanismos de financiamento do gasto social e faltou-nos a decisão de efetivamente reconstruir o Estado em bases de competência e eficiência.”
As palavras de FHC continuam expressando no Brasil de hoje, passados mais de 32 anos, necessidade, relevância e urgência. Estamos num desses momentos críticos para tal, no Brasil, como no mundo. Afinal, as três perguntas de Marcos Mendes continuam a reverberar como o “decifra-me ou te devoro” da esfinge milenar: 1) Por que o Brasil cresce pouco?; 2) Por que o Brasil é um país tão desigual?; e 3) Por que é tão difícil fazer reforma no Brasil (para lidar com as duas perguntas anteriores)? Entendamos os desafios, ou seremos vencidos por eles.
Toda sociedade precisa ter algum grau de consciência de seu passado para que, com base em seus acertos e desacertos, orgulho e autoestima, possa vislumbrar seus possíveis futuros. Iniciativas recentes do Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP), da Casa das Garças e do Movimento Brasil Adiante representam tentativas sérias que espero possam motivar parte relevante da sociedade a pensar o Brasil e seu futuro e melhorar a qualidade do debate público nesses meses que antecedem as eleições deste ano. Foi em outro mês de junho, em 2002, que o então candidato à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva divulgou sua carta-compromisso ao povo brasileiro na qual afirmava que, se eleito fosse: “Faria o esforço fiscal necessário para estabilizar a relação dívida/PIB, comprometia-se a respeitar contratos, a preservar a inflação sob controle”. Quão bom seria se Lula reeditasse os seus compromissos de junho de 2002 neste conturbado junho de 2026.
“O passado não está morto, não é nem mesmo passado”, escreveu William Faulkner em Requiem for a nun. A bela frase lembra Borges, para o qual sempre haveria “o presente do passado, ao qual chamamos memória”. Um presente que sempre contém sonhos, desejos e expectativas – de pessoas e de países – sobre o por vir. E estes, quer se realizem, quer não, constituem o que Borges chamou de Memórias do futuro. O Brasil terá de se erguer à altura dos seus inúmeros desafios. Já o fizemos no passado.

Brasil perdeu o rumo na diplomacia? Embaixador expõe bastidores do Itamaraty - entrevista a Carlo Cauti, Paulo Roberto de Almeida (BM&C Talks); + comentários de Madame IA

Uma entrevista recente concedida em torno de temas diversos da política internacional, da política externa brasileira e de sua diplomacia. 

1651. “Brasil perdeu o rumo na diplomacia? Embaixador expõe bastidores do Itamaraty”, São Paulo, 12 maio 2026, 54 ms. 

Entrevista concedida ao professor Carlo Cauti (Ibmec-SP), no quadro do programa BM&C Talks; 



*Abaixo, a análise de Gemini (IA do Google), considerando os parâmetros/comandos previamente estabelecidos, em relação ao conteúdo do vídeo no YT:

Capítulo I: Análise Crítica da Trajetória e das Posições de Paulo Roberto de Almeida frente aos Espectros Políticos

O programa BM&C Talks promoveu uma discussão aprofundada a respeito dos rumos da política externa brasileira, tendo como figura central o embaixador Paulo Roberto de Almeida. O diplomata, cuja trajetória confunde-se com a própria história contemporânea do Itamaraty, apresenta uma identidade intelectual marcada por uma contundente independência analítica (1:49). A biografia do embaixador revela um padrão de enfrentamento e subsequente tensionamento com variados regimes políticos que governaram o país nas últimas cinco décadas (1:49). Durante o período da ditadura militar, mesmo após ter sua ficha avaliada como limpa para o ingresso na carreira, Almeida acabou classificado como um elemento subversivo pelos órgãos de repressão devido ao seu posicionamento contrário ao regime autoritário (1:40). [1, 2]
A transição para o regime democrático não arrefeceu a postura crítica do diplomata, que veio a sofrer ostracismo institucional durante os períodos sob a égide do lulupetismo e, posteriormente, do bolsonarismo (2:41). O embaixador relata que sua remoção para funções burocráticas na biblioteca da instituição decorreu do fato de as administrações daquela época considerarem sua postura analítica excessivamente autônoma em relação às diretrizes partidárias (2:41). Sob a égide do bolsonarismo, o isolamento aprofundou-se quando ele se posicionou contra a condução que transformou o Brasil em um pária no cenário internacional (3:26). Essa sucessão de punições e afastamentos, oriunda de governos situados em polos opostos, evidencia que o pensamento do embaixador recusa o enquadramento nas matrizes ideológicas simplistas da polarização política contemporânea (4:26).

Capítulo II: Decodificação das Práticas Diplomáticas e os Desvios Ideológicos na Formulação da Política Externa
Subcapítulo II.I: O Surgimento dos Cacuetes Militares e a Subversão do Pensar Diplomático
A análise do funcionamento interno do Itamaraty traz à tona termos estruturantes que demandam decodificação conceitual. O embaixador aponta que a corporação herdou do período ditatorial dois elementos organizacionais denominados cacuetes militares, os quais são a hierarquia e a disciplina (13:05). Enquanto esses fatores se revelam indispensáveis para o cumprimento de ordens táticas no teatro de operações das forças armadas, sua transposição mecânica para o corpo diplomático produz uma paralisia nociva (13:15). A decodificação dessa dinâmica revela que o bom diplomata não deve se equiparar a um soldado executor, visto que suas funções de informação, representação e negociação exigem, prioritariamente, a capacidade autônoma de pensar a coerência das instruções recebidas em face do real interesse nacional (13:45).

Subcapítulo II.II: O Chanceler de Fato e a Deformação das Alianças Estratégicas
Outra expressão codificada pelo debate refere-se à atuação do assessor especial para assuntos internacionais, caracterizado historicamente no governo do Partido dos Trabalhadores por figuras como Marco Aurélio Garcia e Celso Amorim (21:27). Na prática operacional, esses assessores atuaram como o chanceler de fato, esvaziando a autoridade técnica do Ministério das Relações Exteriores em benefício de uma agenda marcadamente partidária (10:13). Essa interferência resultou no alinhamento com regimes autoritários na América Latina e na adesão ao que o diplomata classifica como um anti-americanismo anacrônico (10:23). A conversão do BRICS de uma plataforma estritamente econômica para um bloco diplomático engessado exemplifica essa distorção, atrelando o Brasil aos interesses geopolíticos de duas grandes autocracias nucleares, a China e a Rússia (10:57).

Capítulo III: O Desmantelamento da Ordem Multilateral e a Crise de Governança das Instituições Mundiais
Subcapítulo III.I: O Estado Terminal da Organização Mundial do Comércio
O cenário internacional contemporâneo expõe a falência progressiva das estruturas que garantiram a estabilidade global no pós-Segunda Guerra Mundial (5:34). A Organização Mundial do Comércio, que teve seu ápice nas rodadas de negociação do final do século passado, encontra-se atualmente em um estado terminal de paralisia operacional (16:02). O desmantelamento dessa estrutura decorre diretamente do assalto aos fundamentos doutrinais do livre comércio, impulsionado pelas práticas tarifárias unilaterais iniciadas no primeiro mandato de Donald Trump e consolidadas em sua segunda administração (21:45). Essa postura chauvinista destruiu o princípio de nação mais favorecida e forçou o sistema global a retroceder para um emaranhado de acordos bilaterais impositivos, onde a truculência das superpotências anula a segurança jurídica dos países médios (21:57).

Subcapítulo III.II: A Ineficácia do Conselho de Segurança e a Ilusão do Assento Permanente
De igual maneira, a Organização das Nações Unidas demonstra uma incapacidade crônica de mediar e conter os conflitos geopolíticos modernos, falhando sucessivamente em impedir agressões unilaterais na Ucrânia e no Oriente Médio (27:30). Diante desse quadro de obsolescência, a histórica reivindicação diplomática brasileira por um assento permanente no Conselho de Segurança é avaliada de forma altamente crítica (26:57). O embaixador argumenta que a ampliação do colegiado para dez ou quinze membros permanentes apenas aprofundaria a paralisia decisória já existente devido às divergências irreconciliáveis entre as potências (30:31). A busca por tal prerrogativa é vista como uma obsessão de caráter puramente ideológico e de prestígio abstrato, afastando o Brasil de suas prioridades reais, que deveriam focar no desenvolvimento socioeconômico interno e na cooperação internacional prática (30:47).

Capítulo IV: O Isolamento Econômico e os Gargalos Estruturais do Desenvolvimento Nacional
Subcapítulo IV.I: O Modelo Substitutivo e o Enimesmamento Comercial
O subdesenvolvimento relativo do Brasil é explicado por uma perspectiva histórica que remonta ao clássico debate econômico entre Eugênio Gudin e Roberto Simonsen (46:13). Embora Gudin detivesse o rigor teórico ao defender as vantagens comparativas, a modernização agrícola e a austeridade fiscal, foi o modelo industrialista e protecionista de Simonsen que acabou adotado de forma sistemática pelas elites políticas desde a Era Vargas (46:33). Essa escolha resultou em um severo isolamento econômico do país em relação às grandes correntes de valor globais (45:57). O coeficiente de abertura externa da economia brasileira permanece flagrantemente medíocre, equivalendo à metade da média registrada por outras nações em estágio similar de desenvolvimento, o que perpetua o aprisionamento do parque produtivo nacional em um ambiente introvertido e dependente de subsídios estatais (47:11).

Subcapítulo IV.II: O Déficit Educacional Centenário e o Custo do Estado Patrimonial
O principal entrave à inserção soberana do país no cenário internacional não reside nas barreiras tarifárias externas, mas sim em uma severa crise de governança interna e na ausência crônica de uma população educada (49:02). Sob o ponto de vista qualitativo, as instituições de ensino brasileiras situam-se mais de um século atrás das potências avançadas (50:02). Esse cenário de precariedade educacional é agravado por uma estrutura estatal de caráter prebendalista e patrimonialista, que drena os recursos da sociedade para sustentar os privilégios financeiros da alta tecnocracia e da aristocracia do poder público (45:41). A carga tributária brasileira atinge patamares absurdos e asfixiantes, comparáveis aos índices de nações desenvolvidas, sem que haja o retorno correspondente em infraestrutura, produtividade ou inovação tecnológica (51:51). O debate encerra-se com uma perspectiva sombria a respeito da polarização política, que condena o país a repetir continuamente os equívocos do passado (53:35).


======

Postagem em destaque

Tesouro deve rever análise para garantir novo empréstimo aos Correios após críticas do TCU - Idiana Tomazelli (Jornal de Brasília)

O governo Lula aprofunda o que melhor sabe fazer: aumentar o déficit público e agravar a situação fiscal do país, no futuro imediato e no cu...