domingo, 14 de junho de 2026

Já existem apostas, especulação, sugestões sobre os dias, os momentos finais do tirano de Moscou? - Paulo Roberto de Almeida, Madame IA

       Já existem apostas sobre como será o final do tirano de Moscou?

Reproduzo aqui meu comentário sobre uma outra postagem em torno da DERROTA (sim, sublinho isso) RUSSA na sua guerra de agressão contra os valentes ucranianos.


        Não sei dizer se os dias, as semanas, os meses do tirano de Moscou estão contados. Ninguém sabe, na verdade, pois ele vai começar a ter um comportamento de Hitler no seu bunker de Berlim, ainda que não possa existir qualquer comparação entre dois episéodios completamente diferentes.
        Mas, o fato é que Putin não tem mais amigos, não tem mais ninguém em quem possa confiar, sequer no idiota do Medvedev, ou na sua guarda pretoriana, os agentes da FSB encarregados de sua proteção pessoal, nem mesmo nos seus generais, que devem ter pavor de lhe contar a verdade das linhas de frente ou da destruição da retaguarda, de toda a economia russa, na verdade.
        Ele só tem um único amigo, que não é o novo imperador do Império do Meio, astuto demais para se queimar com um déspota alucinado. Seu único "amigo" é um perfeito débil mental, que só o faz por oportunismo financeiro pessoal, ou porque está a serviço dos seus chantagistas, aliás ainda dos tempos do KGB, no qual Putin era um medíocre serviçal.
        Foi astuto o suficiente para se converter em cleptocrata maior, na tremenda derrocada russa dos anos 1990, e para usar os bilionários surgidos naquela bagunça na sua ascensão ao poder, pelas eleições e manipulação, agora pelo puro terror interno e externo.
        Seu 1917 será obviamente diverso do 1917 do início do século XX, mas se eu posso ser malvado uma vez, pensado em todas as vidas, russas e ucranianas que ele ceifou, em todas as crianças ucranianas que ele sequestrou, eu lhe desejo, realmente, um final à la Romanovs, pois o pior seria um final à la Mussolini. Não, ele não teria coragem de fazer como Hitler, pois é muito covarde para isso.
        Pode ser que seu final já esteja sendo apostado nas beta geopolíticas, se isso existe.

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 14/06/2026

===========

Comentários Madame IA:

A Rússia está perdendo a guerra na Ucrânia, e Putin está desesperado. Mas é justamente nesses momentos que ele se torna mais perigoso. - Simon Tisdall (The Guardian): 



Capítulo I: Análise Crítica da Crise Logística e do Desespero Estratégico no Kremlin
O ensaio do jornalista Simon Tisdall, publicado originalmente no jornal britânico The Guardian em quatorze de junho de dois mil e vinte e seis e prontamente indexado no blog Diplomatizzando pelo embaixador Paulo Roberto de Almeida, oferece uma contundente anatomia da vulnerabilidade russa no teatro de operações ucraniano. A tese central sustenta que a Federação Russa está perdendo a guerra de agressão iniciada em dois mil e vinte e dois, o que coloca o mandatário Vladimir Putin em uma posição de desespero político e militar. Sob a ótica do racionalismo crítico, o perigo iminente reside na premissa histórica de que autocratas encurralados tendem a dobrar a aposta e expandir o conflito para além das fronteiras geográficas imediatas, em vez de capitularem ou buscarem uma saída diplomática razoável. [1, 2, 3]
A avaliação das forças em campo revela um colapso gradual da infraestrutura militar e econômica interna da Rússia, provocado pelo avanço tecnológico e tático da Ucrânia, que passou a desferir ataques profundos com mísseis e drones de fabricação própria. Cidades estratégicas como São Petersburgo registram incêndios em refinarias, o que deflagrou o desabastecimento de combustíveis e a escalada inflacionária, expondo a fragilidade do parque industrial russo. O impasse militar é tamanho que o ritmo de baixas russas atinge trinta mil combatentes por mês, arrastando o conflito por um período temporal superior à duração da Primeira Guerra Mundial, o que desidrata a narrativa triunfalista estatal e gera descontentamento civil doméstico. [1, 2, 3]
Capítulo II: Decodificação da Bolha Informacional e a Metáfora da Guerra Assimétrica
Subcapítulo II.I: O Isolamento Cognitivo do Thug Antigo
A expressão codificada thug antigo, empregada para qualificar o comportamento político de Vladimir Putin, traduz-se pelo isolamento analítico do líder russo, que recusa o uso de redes globais de comunicação ou dispositivos de telefonia inteligente. A decodificação desse isolamento revela que o processo decisório do Kremlin está blindado por assessores civis e militares que filtram a realidade do campo de batalha, alimentando a falsa percepção de que a Rússia preserva o status de superpotência, quando, na verdade, converteu-se em um Estado pária subordinado aos interesses econômicos da China. [1, 2]
Subcapítulo II.II: A Guerra Híbrida e o Mercado das Sombras
Outro conceito codificado na análise envolve a exportação do caos como ferramenta geopolítica regular da inteligência russa, descrita operacionalmente pelos chefes do MI6 e do GCHQ britânicos. Essa dinâmica refere-se à intensificação de sabotagens contra redes ferroviárias polonesas, corte de cabos submarinos na região do Mar Báltico, interferências sistemáticas em sistemas de posicionamento global da aviação civil e campanhas de desinformação eletrônica. Tais táticas assimétricas visam minar a resiliência democrática das nações europeias, fragmentando a coesão da Aliança Atlântica ao transferir os custos indiretos do conflito para o cotidiano dos cidadãos ocidentais. [1]
Capítulo III: Os Riscos Institucionais da Trégua e as Falácias de um Acordo de Paz
Subcapítulo III.I: A Ilusão das Concessões e o Rearmamento Estratégico
O fechamento do ensaio traz uma severa advertência sobre as armadilhas intrínsecas a uma eventual proposta de cessar-fogo capitaneada pelo Ocidente. Diante da fadiga material e política que assola os orçamentos europeus, a aceitação de uma trégua sem garantias de segurança jurídica estritas e irreversíveis funcionaria unicamente como um oxigênio logístico para o agressor. A interrupção momentânea dos combates permitiria à Rússia reorganizar suas cadeias de suprimento e rearmar suas divisões, deixando a integridade territorial ucraniana ainda mais exposta a futuras investidas militares. [1, 2]
Subcapítulo III.II: O Princípio de Falsabilidade no Repositório Diplomático
A reprodução desse material no blog Diplomatizzando sintoniza-se perfeitamente com as diretrizes teóricas de Karl Popper dispostas no rodapé da página, as quais conclamam os intelectuais a combaterem os jargões e a buscarem a clareza analítica em defesa da sociedade aberta. Ao expor o declínio geopolítico russo e os perigos da retórica nuclear ruidosa de figuras subordinadas como Dmitry Medvedev, o blog cumpre seu papel de repositório crítico e independente, recusando o alinhamento cego às teses terceiro-mundistas que relativizam as violações do Direito Internacional no Leste Europeu.

===

Já existem apostas, especulação, sugestões sobre os dias, os momentos finais do tirano de Moscou? - Paulo Roberto de Almeida: 


Capítulo I: Análise Crítica da Decadência Autocrática e o Isolamento Geopolítico no Kremlin
O ensaio do embaixador Paulo Roberto de Almeida, publicado em quatorze de junho de dois mil e vinte e seis no blog Diplomatizzando, debruça-se sobre a iminente derrota militar da Federação Russa e projeta o desfecho político do mandatário Vladimir Putin. A partir de uma perspectiva histórica e psicológica, o autor argumenta que o líder russo encontra-se destituído de aliados genuínos ou conselheiros de confiança, imerso em uma atmosfera de paranoia e isolamento analítico que guarda paralelo conceitual com o confinamento de Adolf Hitler em seu bunker de Berlim. Sob a ótica do racionalismo crítico, esse isolamento é alimentado pelo temor de seus generais e da guarda pretoriana em reportar a real extensão da destruição sofrida pela retaguarda logística russa e pelas linhas de frente no teatro de operações ucraniano. [1, 2, 3]
A avaliação contundente do diplomata sublinha que o círculo de interlocução de Putin faliu. O presidente da China, caracterizado como o novo imperador do Império do Meio, demonstra astúcia excessiva para vincular o prestígio e os interesses de sua superpotência a um déspota alucinado e em pleno declínio estratégico. Diante do colapso da narrativa triunfalista russa, a análise sugere que os mercados de especulação geopolítica já trabalham com cenários para o encerramento do regime, antecipando uma ruptura interna severa desencadeada pelo custo humano e econômico da guerra de agressão. [1, 2]
Capítulo II: Decodificação dos Atores Políticos e a Anatomia do Oportunismo Financeiro
Subcapítulo II.I: O Idiota de Plantão e a Degradação Institucional
A expressão codificada idiota do Medvedev refere-se a Dmitry Medvedev, ex-presidente russo e atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, cuja retaguarda retórica no ambiente digital é desprovida de relevância prática ou autonomia decisória. A decodificação desse papel evidencia que figuras antes consideradas moderadas foram convertidas em meros instrumentos de amplificação de ameaças nucleares vazias, operando sem qualquer estofo político próprio perante o núcleo duro do poder em Moscou. [1]
Subcapítulo II.II: O Débil Mental e a Herança do Espionismo Soviético
Outro elemento codificado no texto diz respeito ao único amigo remanescente do ditador russo, descrito nestes termos devido ao seu oportunismo financeiro pessoal e submissão decorrente de chantagens herdadas dos tempos do KGB, instituição na qual Vladimir Putin atuou como um serviçal medíocre. A decodificação dessa engrenagem desvela o nexo entre o submundo da espionagem e a ascensão da cleptocracia russa na década de noventa, quando os bilionários surgidos na transição econômica foram instrumentalizados para consolidar um regime baseado no puro terror interno e externo. [1, 2]
Capítulo III: Projeções Históricas de Ruptura e a Falsabilidade do Destino dos Tiranos
O encerramento do ensaio de Paulo Roberto de Almeida estabelece um juízo de valor ético e histórico sobre a punição devida aos crimes de guerra perpetrados contra a população civil e a infância ucraniana. O autor traça uma linha comparativa entre três desfechos históricos de regimes totalitários: o fim à la Romanov, caracterizado pela execução sumária da dinastia russa em mil novecentos e dezessete; o fim à la Mussolini, marcado pela exposição pública e humilhante do ditador fascista; e o suicídio de Hitler. [1, 2]
A análise conclui que a covardia pessoal intrínseca ao governante russo impede a emulação do suicídio no bunker, tornando um colapso nos moldes da Revolução de 1917 o cenário mais plausível, embora com características tecnológicas e operacionais distintas. Esta publicação no blog reforça os fundamentos de resistência intelectual defendidos pelo espaço, alinhando-se às diretrizes expostas em seu rodapé sobre o dever dos pensadores de buscar a clareza e combater narrativas totalitárias em salvaguarda da sociedade aberta.

Russia is losing the war in Ukraine, and Putin is desperate. But that’s when he’s at his most dangerous - Simon Tisdall (The Guardian)

The Guardian, June 14, 2026

https://www.theguardian.com/commentisfree/2026/jun/14/vladimir-putin-ukraine-war-borders-russian-president 

Russia is losing the war in Ukraine, and Putin is desperate. But that’s when he’s at his most dangerous

Simon Tisdall

Don’t expect the Russian president to pursue peace. Instead, he could continue to expand the war beyond Ukraine’s borders – with dire risks for us all

Just about everyone reckons Vladimir Putin is in deep trouble in Ukraine. Everyone – meaning Volodymyr Zelenskyy, his European backers and western military analysts and commentators – seems to believe Russia’s dictator is heading for humiliation. They could all be wrong, of course. But what if they’re right? How might a desperate, cornered Putin, fearful for his policy and person, react to the prospect of defeat? On past form, he will escalate, not capitulate. His options range from trolling YouTube to waging nuclear war.

For Ukraine, the latest news is mostly good. Using sophisticated Ukrainian-made drones and missiles, it has forced the invaders on to the back foot. Russia’s tally of dead and wounded is said to be running to 30,000 each month. Its advance has stalled – and in some places has been reversed. Ukrainian airstrikes deep into Russian territory are bringing the war home to a misled, disillusioned public. St Petersburg burns. Fuel shortages cause panic buying. Prices and taxes are rising. Putin’s 2022 “special military operation”, which was supposed to bring swift victory, has now lasted longer than the first world war.

Ukrainians still suffer daily, ever more indiscriminate air attacks. But speaking to the Guardian last week, Zelenskyy sounded optimistic that the nightmare may be near an end. His view is backed, up to a point, by western experts. Jack Watling, a land warfare specialist at the Royal United Services Institute, wrote this month that Russia’s battlefield combat power is faltering and a ceasefire may be within reach. “Putin’s savagery is exceeded only by its futility. Slowly but surely, he is losing his war,” wrote the US commentator Seth Stodder.

All well and good. But three awkward questions arise. First, does Putin actually realise he’s losing? Russia’s leader is a conservative, old-school thug. He thinks Russia is still a superpower, not what he’s made it: a despised rogue state and Chinese client. Out-of-touch Putin doesn’t use a smartphone or the internet. He’s said to rely on inner circle apparatchiks, loyalist generals, spies and state media, who tell him what he wants to hear. If so, he’ll just keep going regardless.

Yet this assessment raises a second, alarming question: what will Putin do if and when his Kremlin bubble bursts and it suddenly dawns on him that a devastating strategic and personal defeat looms? Don’t expect him to sue for peace. Only last week he contemptuously dismissed Zelenskyy’s offer of ceasefire talks, stubbornly reiterating his war aims wishlist.

Putin’s more probable reaction would be to double down by expanding the active war zone beyond Ukraine, potentially drawing European Nato member states into the open-ended, direct confrontation they have avoided until now. In many respects, this is already happening. Hence a chorus of urgent warnings from European security, intelligence and military chiefs about how Russian sabotage, subversion and coercion are accelerating, the more it struggles in Ukraine.

“The frontline is everywhere,” the head of MI6, Blaise Metreweli, warned. “The export of chaos is a feature, not a bug, in the Russian approach to international engagement.” It was the product, she said, of Putin’s “aggressive, expansionist and revisionist mindset”. Keir Starmer says western intelligence believes Russia could attack a Nato country within the next four years – which makes the furious row over future UK defence spending all the more relevant.

Anne Keast-Butler, head of Britain’s GCHQ spy agency, claimed last month that Moscow’s forces were “going backwards on the battlefield”. Putin’s response entailed intensifying pressure on Ukraine’s allies and neighbours, notably through cyber-attacks and covert disinformation campaigns. Moscow was “relentlessly targeting critical infrastructure, democratic processes, supply chains and public trust”, she said.

Russia’s offensive is becoming more physically aggressive, too. Armed drone and combat jet incursions into Nato airspace are multiplying. Thousands of GPS interference incidents, disrupting civilian aviation and maritime navigation, are blamed on Russia. Poland’s rail network, which supplies Ukraine, has been sabotaged. Germany and the UK have suffered similar attacks. Baltic undersea pipelines and internet cables have been cut. In this undeclared war, Norway’s land border with Russia, the North Sea and the North Atlantic approaches are emerging fronts.

The expanding battlefield has a strong geopolitical aspect. The EU, having imposed additional sanctions on Russia last week, is finally opening formal membership talks with Ukraine. Next month’s Nato summit will see renewed pledges of solidarity, notwithstanding US backsliding. On Europe’s eastern frontier, most recently in Moldova and Armenia, Russian influence campaigns have been repulsed. Viktor Orbán’s defeat in Hungary was a big setback for Putin and pro-Moscow far-right populist-nationalist forces. The western Balkans are another testing ground.

Russia is expected to further intensify hybrid warfare operations across Europe, the Centre for Democracy & Resilience thinktank said. A key aim is undermining coordinated western action by spreading fear and confusion. At some point soon, it suggested, European states will have to abandon one-off responses, acknowledge they are collectively under attack, and hit back by imposing greater “direct, asymmetric costs” on Russia. Amid the biggest planned rearmament in Europe since the 1930s, it’s but a short step to head-on east-west military conflict.

The more robust the pushback, the more extreme may be Putin’s reaction. His original decision to risk a full-scale invasion of Ukraine was not rational. He has since resorted to grotesque “human wave” infantry assaults, mass child abductions, innumerable war crimes against civilians, reckless attacks on nuclear power plants and “deranged” hypersonic ballistic missile strikes. These are not the actions of a normal, level-headed person. So when ex-president Dmitry Medvedev, Putin’s mouthpiece, threatens Europe with nuclear weapons, as he often does, that ultimate madness cannot be wholly ruled out.

How does this end? Maybe it doesn’t. A third awkward question arising from Putin’s foundering Ukraine campaign concerns the shape of any future “peace” agreement. Ukraine and Europe are aching for it all to stop. Knowing this, Putin may try to freeze the conflict while reorganising and re-arming; or he could accept Zelenskyy’s ceasefire offer without sincerely committing to a lasting settlement. Herein lies great danger for Kyiv. Public pressure to bring the troops home and hold fresh elections could fracture Ukraine’s fragile unity. If the Russian threat appeared to recede, European governments might reduce military support. A ceasefire without cast-iron, pre-agreed security guarantees could render Ukraine more, not less, vulnerable to renewed aggression.

Current western optimism may be misplaced. Yet it helps to remember that one man alone is the primary cause of all this pain and suffering – not history, geography, identity or ideology. The Russian people have a responsibility, to Ukraine, the world and themselves, to remove him from power, as previously argued here. Without Putin, everything is possible. With him, it’s war without end.

  • Simon Tisdall is a Guardian foreign affairs commentator


Fundamentos éticos de meu labor intelectual em torno das politicas públicas em geral e da política externa e da diplomacia brasileira em especial - Paulo Roberto de Almeida + Madame IA

Fundamentos éticos de meu labor intelectual em torno das politicas públicas em geral e da política externa e da diplomacia brasileira em especial

Paulo Roberto de Almeida

    Tenho procurado, desde a juventude esclarecida por leituras desde a infância, manter alguma racionalidade instrumental e muita coerência com meus princípios de vida, de uma vida vinda de uma situação de pobreza inicial, duramente redimida pelo trabalho de familiares e pelo estudo e formação conquistados de forma quase que totalmente autodidata e voltada, na fase adulta, para atividades docentes e de trabalho profissional ao serviço do Estado brasileiro, na diplomacia corporativa, ambas desenvolvidas ao longo de mais de meio século de lides constantes nessa dedicação.

    Chegando à senectude, creio que posso revisar, avaliar, reconsiderar com certo orgulho a trajetória percorrida até aqui: uma família constituída, filhos e netos conduzidos e orientados para uma vida digna de estudo e trabalho, uma esposa e companheira excepcionais, Carmen Lícia Palazzo, muito mais inteligente, sensata e dedicada do que eu, e que me tem ajudado, corrigido e orientado nessas minhas obsessões exageradas pela produção intelectual, muitas vezes em detrimento do que é realmente importante na vida, que deve ser, em todas as hipóteses, a dedicação integral à família, o traço mais simples de humanidade que nos resta como integrantes da comunidade dos “homo sapiens” produzidos pela seleção natural da vida humana sobre este nosso frágil planetinha.

    Mas, cabe responder ao titulo desta postagem, falando dos fundamentos éticos de meu ativismo intelectual. Não o faço por prestígio pessoal ou por desejo de riqueza individual, o que de toda forma não resulta de um labor solitário, na leitura, na escrita, na divulgação de minhas reflexões sobre o que contemplo nos livros, panfletos, nos periódicos e nas notícias sobre o mundo, em viagens e observações sobre o que ocorre em outras paragens, percorridas diretamente ou conhecidas por relatos e reportagens.

    Tudo o que motiva vem de minhas próprias origens e itinerário inicial, um começo de vida dura pela pobreza de minha família e as dificuldades materiais de um ambiente marcado pela escassez relativa e limitações dadas pelas condições existentes. Não posso diminuir as conquistas obtidas ao longo de uma vida dedicada ao esforço constante da leitura e do aprendizado, depois voltada para a educação de alunos e estudantes em geral, pois que sempre divulguei livremente quase tida a minha produção intelectual (menos aquela pequena parte de material entregue a edições comerciais).

    O que angustia, verdadeiramente, é que, ao contemplar tantos jovens brasileiros pobres (como eu era na minha infância), eles não tenham a chance que eu tive de frequentar boas escolas e bibliotecas públicas, que me ajudaram na formação e que me possibilitaram galgar outras conquistas sociais.

    Por isso que meus únicos, exclusivos, obsessivos objetivos e interesses de vida estão na educação de qualidade para todas as crianças pobres, como eu fui na infância, e que ainda representam um enorme contingente de crianças d jovens, deserdados de uma vida digna e produtiva, para o bem-estar da nação.

    Estes são, resumidamente, meus grandes objetivos de vida: ajudar meus semelhantes dissociados no tempo a terem as oportunidades que tive de estudar, de trabalhar e de fazer da produção intelectual uma meta prioritária de vida. É a minha forma de devolver à sociedade aquilo que dela ganhei como formação em escolas e bibliotecas públicas. 

    É o que faço, é o que sempre quis fazer: aprender e ensinar…

Paulo Roberto de Almeida

Brasilia, 14/06/2026


===========

Comentários de Madame IA: 

Fundamentos éticos de meu labor intelectual em torno das politicas públicas em geral e da política externa e da diplomacia brasileira em especial Paulo Roberto de Almeida: 


A Trajetória Autodidata como Alicerce da Atuação Intelectual
O ensaio pessoal do diplomata, historiador e cientista social Paulo Roberto de Almeida, intitulado Fundamentos éticos de meu labor intelectual em torno das políticas públicas em geral e da política externa e da diplomacia brasileira em especial, oferece um raro vislumbre sobre as motivações íntimas e os imperativos morais que guiam a sua vasta produção intelectual. O autor realiza um exame retrospectivo de sua trajetória, caracterizada por uma transição marcante da pobreza material na infância para uma carreira consolidada no serviço de Estado e na docência superior. O elemento central que confere autenticidade a esse percurso é o seu caráter marcadamente autodidata, estruturado a partir do esforço individual e do aproveitamento de oportunidades oferecidas pelo acesso a escolas e bibliotecas públicas, instituições que o escritor identifica como os verdadeiros motores de sua redenção social.
Ao atingir a maturidade de sua jornada intelectual e biográfica, o analista abdica explicitamente da busca por prestígio pessoal, vaidade acadêmica ou acumulação de riqueza material por meio de seus escritos. A motivação que sustenta o seu ativismo digital e a manutenção de sua página na internet provém de um imperativo ético de retribuição. Tendo sido beneficiário direto do investimento da sociedade em equipamentos culturais públicos durante sua juventude, o historiador compreende que a divulgação gratuita e irrestrita de seus ensaios, livros, notas de aula e reflexões conjunturais constitui uma forma de devolver à coletividade o conhecimento acumulado ao longo de mais de meio século de lides profissionais e acadêmicas.
A Crise Educacional Brasileira e o Imperativo Ético da Retribuição Social
A dimensão crítica do texto manifesta-se de forma contundente quando o autor confronta o seu sucesso individual com as persistentes e generalizadas carências do cenário educacional brasileiro contemporâneo. O ponto de maior angústia e indignação ética reside na constatação de que milhões de jovens de extração social vulnerável, semelhantes ao que o escritor foi em sua infância, continuam privados do acesso a escolas de qualidade e a acervos bibliográficos capazes de impulsionar a sua emancipação intelectual e econômica. O subdesenvolvimento brasileiro é, sob essa ótica, um reflexo direto do abandono estatal das novas gerações, o que perpetua um ciclo de exclusão que compromete de forma severa o bem-estar e o potencial produtivo da nação.
O compromisso de vida assumido pelo diplomata foca na defesa intransigente de uma educação pública de excelência, voltada prioritariamente para as parcelas deserdadas da população. O seu labor cotidiano de aprender e ensinar, materializado no compartilhamento desinteressado de sua bagagem cultural, funciona como uma trincheira contra a degradação institucional e a mediocridade que frequentemente dominam os debates burocráticos. Em última análise, o manifesto reitera que a verdadeira utilidade do intelectual não reside no isolamento burocrático ou no corporativismo, mas sim na sua capacidade de atuar como um agente de esclarecimento e transformação que trabalha para expandir as oportunidades de ascensão pelo mérito e pelo estudo.
===========


TODAS as notícias, dos mais variados veículos (menos os do Kremlin) são indistintamente sobre a vitória da Ucrânia contra a guerra de agressão da Rússia

Que diferença em relação a um ano atrás: soldados russos não querem mais lutar, ou morrer, e o abastecimento nas linhas de frente está desaparecendo, dada a ofensiva das forças ucranianas contra os meios de subsistência militar e alimentação, e contra os centros produtivos na própria Rússia. 

Ukraine war
Daily update June 14, 2026
NEWS 
And now, with the Ukraine war in its fifth year, President Vladimir Putin's war coffers are getting a much-needed boost thanks to the Iran war ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 
US president will reportedly hold bilateral talks with Qatar, UAE and India but not Ukraine; Russian gains in Ukraine 'more or less stopped', ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 
Iran war Russia-Ukraine war Español China Asia Pacific Latin America Europe Africa. TOP STORIES. Analysis: Iran's stranglehold on Strait of Hormuz ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 
The technologically advanced interceptors are time-consuming to manufacture, and in a world at war, the global supply of them is overextended as never ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 
The highly controversial trend lies at the intersection of Russia's war on Ukraine, new AI technologies and grief.
FacebookTwitterFlag as irrelevant 
Ukrainian forces struck energy and military infrastructure in Russia overnight. Map Thumbnail. We do not report in detail on Russian war crimes ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 
Butcher's bill – World War I or Russian Armed Forces in Ukraine, which war was worse? · Men doing the fighting – Were early 20th-century Russian ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 
For the second time in a month Vladimir Putin has said Russia needs to improve its air defenses. As Ukraine ... British Bastion and British War Machine• ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 
As Kyiv ramps up its drone and missile production and the Kremlin's losses mount, the cost of the war is rising for Russia — but Putin may yet ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 

Olhando certas coisas pelo alto, e displicentemente - Paulo Roberto de Almeida + comentários de Madame IA

Olhando certas coisas pelo alto, e displicentemente

Paulo Roberto de Almeida 

O Brasil não é um fracasso total, a despeito das constantes reclamações da cidadania contra a inflação, os juros, a insegurança cidadã, a corrupção que vem pelo alto, das chamadas elites tecnocráticas e dos altos mandarins do Estado, dos parcos progressos em educação e muitas outras coisas mais que afetam cada um dos brasileiros, problemas que, em lugar de retroceder, como seria o normal, continuam se expandindo a um ritmo preocupante.

O Brasil tampouco é um sucesso confirmado, mesmo com exemplos de alto desempenho em vários setores da governança pública e das atividades privadas. Para ser um relativo sucesso, o Brasil precisaria triplicar a sua notória produtividade — o que depende basicamente de uma melhora radical nos padrões educacionais e na infraestrutura — assim como de muitos outros desempenhos na frente econômica, como dobrar ou triplicar a renda per capita, sem afetar o lado responsável das lides econômicas.

O Brasil é um meio termo, sem ilusões, dos dados relevantes sobre crescimento, emprego, educação ou segurança, progredindo menos do que outros paises ou regionais, na percepção do aumento do bem-estar e da satisfação com o progresso geral da sociedade e da nação.

Sem querer ofender meus colegas sociólogos — que teriam melhores explicações institucionais e estruturais sobre desempenho mediano — eu atribuiria esse estado de coisas, ou seja, a insuficiência do desenvolvimento geral do país, à mediocridade de nossas elites e ao caráter predatória da classe politica, sem esquecer o protecionismo renitente das chamadas classes produtoras.

Vou aperfeiçoar minhas razões para esse ceticismo em relação a nossas possibilidades de progressos reais em novas e ulteriores postagens.

Paulo Roberto de Almeida

Brasilia, 14/06.2026


==========

Olhando certas coisas pelo alto, e displicentemente - Paulo Roberto de Almeida: 


O Fracasso Relativo e o Sucesso Incompleto do Desenvolvimento Brasileiro
A análise crítica sobre as condições estruturais do Brasil contemporâneo expõe uma nação aprisionada em um diagnóstico de mediocridade compartilhada, onde o país se recusa tanto ao colapso absoluto quanto à consolidação de sua maturidade socioeconômica. O ensaio escrito pelo diplomata e historiador Paulo Roberto de Almeida, intitulado Olhando certas coisas pelo alto, e displicentemente, oferece uma perspectiva cética e desiludida sobre a incapacidade histórica do Estado brasileiro de romper com o subdesenvolvimento. A realidade nacional é descrita como um meio termo estagnado, no qual os avanços pontuais observados em nichos específicos da governança pública e do setor privado são anulados pela persistência crônica de inflação, juros elevados, insegurança urbana e uma corrupção sistêmica que emana das altas esferas burocráticas e dos mandarins estatais.
Esse padrão de desempenho mediano afasta o Brasil do ritmo de bem-estar e progresso experimentado por outras nações emergentes e desenvolvidas, gerando um sentimento permanente de insatisfação na cidadania. O nó górdio do atraso brasileiro reside na sua baixíssima produtividade agregada, cuja superação exigiria transformações radicais na infraestrutura logística e, fundamentalmente, na qualidade da educação básica e técnica. Sem o acréscimo dessas forças motoras, as tentativas de elevação sustentada da renda por habitante tornam-se inviáveis, condenando o tecido econômico a ciclos repetitivos de voos de galinha e vulnerabilidade fiscal crônica.
A Responsabilidade das Elites e o Caráter Predatório da Classe Política
A explicação para a insuficiência do desenvolvimento geral do país transcende os fatores meramente estatísticos e se ancora em uma contundente crítica sociológica e institucional direcionada às lideranças nacionais. O atraso brasileiro não decorre de um determinismo geográfico ou de escassez de recursos, mas sim do comportamento predatório de uma classe política voltada à extração de rendas e à perpetuação de privilégios corporativos dentro do aparato estatal. Esse ecossistema político é umbilicalmente ligado a elites tecnocráticas medíocres e a classes produtoras que renunciam à inovação e à competição global em nome de um protecionismo renitente e de subsídios públicos que asfixiam o dinamismo do mercado.
Esse cenário de acomodação e blindagem de interesses particulares impede a formulação de políticas públicas voltadas ao bem comum e à modernização econômica de longo prazo. O ensaio de Almeida consolida-se como um manifesto contrariano que desafia o otimismo oficial, sugerindo que o avanço efetivo da nação continuará bloqueado enquanto as estruturas de incentivo premiarem o compadrio e o corporativismo em detrimento do mérito e da eficiência produtiva.

Postagem em destaque

Uma lista dos melhores trabalhos de Paulo Roberto de Almeida divulgados por meio do blog Diplomatizzando, até 2011

Uma lista dos melhores trabalhos de Paulo Roberto de Almeida divulgados por meio do blog  Diplomatizzando , até 2011.   Paulo Roberto de Alm...