O crescimento da economia brasileira tem sido alimentado a crédito, excessivo, generoso, por parte do governo. Com dinheiro, aliás, que foi retirado de nós (pelos impostos), ou que ainda será retirado (pela dívida pública e por novos impostos), ou por inflação, simplesmente.
Neste momento, caberia recordar algumas palavras sábias:
"There is no means of avoiding the final collapse of a boom expansion brought about by credit expansion. The alternative is only whether the crisis should come sooner as the result of a voluntary abandonment of further credit expansion, or later as a final and total catastrophe of the currency system involved."
Ludwig von Mises
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Uma advertência bem-vinda, e a tempo
Labels:
crescimento econômico,
excess credit,
Mises
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2 comentários:
In other words, "the bubble will burst" one day.
Quando este dia chegar, não tenho a menor dúvida, o papel vai se inverter.
Se hoje os políticos brigam para se auto-proclamarem os pais da criança, quando a bolha estourar, a criança (ou melhor, o Estado) vai se tornar um filho sem pai (ou mãe) algum no registro.
Na verdade, a situacao do Brasil nao é tao dramatica, em termos fiscais, para atrair a atencao dos analistas internacionais. Ou seja, enquanto estivermos pagando juros altos e a contas não estiverem a ponto de degringolar -- em proporcoes gregas -- a confianca vai continuar.
O Brasil é o queridinho atual dos especuladores internacionais e o preco a pagar é só nosso, por enquanto, em termos de mais divida publica e mais dinheiro orcamentario sendo desviado para esse servico, ou seja, mais impostos ou menos servicos publicos.
A experiencia no entanto nos ensina que quando o vento muda de direcao e a confianca, por algum motivo, se extingue, a inversao pode ser brutal e a fuga de capitais comeca.
Ai poderemos sofrer...
Paulo Roberto de Almeida
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