Como
viver a três, em perfeita harmonia
Paulo
Roberto de Almeida, diplomata, professor
Nota sobre minhas
interações com Madame IA, a pedido de ADL
Um trio perfeitamente à vontade: o escrevinhador
anarco-diplomata, o operador de recursos informáticos e uma nova personalidade
de nossos tempos, a IA (que dizem que vai exterminar a humanidade se deixada
solta, o que eu acho perfeitamente ridículo), juntos em mais uma operação de
interação produtiva.
Airton Dirceu Lemmertz é o comandante dessas operações
de imbricação entre um modesto sociólogo, que sou eu, e uma entidade quase
sobrenatural, a quem eu chamo de Madame IA (mas que é frequentemente o Gemini
da Google, em meio a tantas outras ferramentas do setor).
Além de promover essa interação entre a minha
inteligência natural – em nenhum momento eu utilizo qualquer ferramenta da
espécie IA para escrever e expor o que penso, sobre economia brasileira e
internacional, sobre a política nacional e a mundial – ADL também pede (talvez
obrigue) Madame IA a se pronunciar sobre o que eu escrevo. Volta e meia ela me
corrige, mas no mais das vezes ela acaba coonestando, confirmando, concordando
com o que escrevo, com os meus argumentos.
Não vou dar nenhum boletim de conformidade a Madame
IA, apenas vou lhe dar nota 9,5/10 pela sistematização racional de meus
comentários e argumentos, ela que é dotada dos mais poderosos arquivos de dados
e informações, e que por vezes corrige algum erro factual meu, ou retifica
alguma associação indevida que eu possa ter feito (no mais das vezes por pura
provocação da minha parte, pois gosto de exagerar nos erros de políticos
mequetrefes ou de jornalistas mal-informados).
Sou grato a ADL e a Madame IA por esse exercício de
revisão dos meus textos – geralmente notas rápidas –, que sempre são críticos
em relação à miséria da política e da diplomacia em certos países.
Nunca escondi o que penso, e posso ter sofrido certos
reveses nas atividades profissionais e nas lides acadêmicas, mas considero uma
simples demonstração de honestidade intelectual o fato de examinar os fatos e
processos da atualidade nacional e internacional e de partir dessas realidades
para tecer considerações sobre o passo bêbado que contemplamos na trajetória do
próprio Brasil e na história da humanidade.
Sempre fiz isso, em toda a vigência de minha
independência intelectual (que vem da adolescência, resultado de muita
leitura), e agora estou sendo assistido por um amigo, ADL, que mobiliza as
faculdades e possibilidades de Madame IA para revisar os meus textos, apontando
insuficiências e limitações de meus argumentos, ou eventual convergência com o
seu estoque de "sabedoria", copiado de milhões de textos que ela vem
incorporando aos seus zilhões de neurônios eletrônicos.
Meus cumprimentos a Madame IA, meus agradecimentos a
meu amigo ADL, e espero que esta "colaboração" se prolongue, pelos
anos à frente.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 30 de setembro de 2026, 02:06hs
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Aqui o link da postagem de que se ocupou Madame IA:
https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/09/madame-zia-se-ocupa-de-geopolitica-que.html
Aqui a observacão inicial de ADL:
O texto fornecido condiz perfeitamente com a linha de
pensamento e a produção intelectual do embaixador e cientista político Paulo
Roberto de Almeida (PRA). A publicação foi feita em seu blog oficial,
Diplomatizzando, em 29 de setembro de 2026.
A postagem consiste em um experimento intelectual no
qual o diplomata solicita a uma Inteligência Artificial ("Madame IA")
uma análise crítica e aprofundada sobre a "policrise" e a
fragmentação do cenário geopolítico global.
Abaixo, detalha-se como os conceitos gerados no texto
se alinham diretamente com as teses defendidas por PRA ao longo de sua carreira
acadêmica e diplomática.
Agora, o texto de Madame IA em pessoa, se ouso dizer:
🌐 Alinhamento Temático e Ideológico com PRA
O conteúdo gerado pela IA reflete a visão analítica
tradicional de Paulo Roberto de Almeida sobre o sistema internacional, estruturada a
partir de quatro eixos principais presentes no texto:
Paralisia do Multilateralismo e Crítica ao BRICS+:
O texto aponta para a perda de eficiência da ONU e da
OMC, mencionando que fóruns tradicionais perderam espaço para coalizões
pragmáticas como o BRICS+. Na sua vasta obra (incluindo o livro "Contra a
Corrente: A grande Ilusão do BRICS"), PRA critica duramente a postura de
blocos alternativos que tentam desafiar a ordem ocidental sem oferecer
alternativas institucionais sólidas e democráticas.
Fim da Globalização Liberal e ascensão do
Protecionismo:
A análise sobre a substituição da globalização
irrestrita por conceitos como de-risking, nearshoring e o uso do comércio como
arma estatal está totalmente alinhada à área de especialização de PRA
(Diplomacia Econômica). Como liberal clássico, ele frequentemente lamenta a
demolição das regras de livre mercado em prol do nacionalismo econômico.
O Pragmatismo Transacional como Vulnerabilidade:
O texto gerado qualifica a diplomacia de
"não-alinhamento ativo" e pragmatismo como um jogo de vantagens
pontuais perante o eixo ocidental e o sino-russo. PRA tem sido um crítico
contundente da atual política externa brasileira, acusando-a de cumplicidade
com regimes autoritários sob o pretexto de neutralidade.
Defesa da Racionalidade e da Sociedade Aberta:
O próprio cabeçalho do blog de PRA define o espaço
como um "quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade
[...] e das liberdades democráticas". A conclusão do texto da IA sobre a
"paralisia ética" e a necessidade de conciliar soberania com direitos
humanos evoca a filosofia popperiana de "sociedade aberta" que o
diplomata ativamente promove.
🤖 O Fenômeno de Validação por IA (Metacomentário)
É importante notar a natureza irônica e metodológica
da publicação. Paulo Roberto de Almeida utiliza ferramentas de Inteligência
Artificial para testar se os modelos computacionais conseguem simular o rigor
analítico que ele exige de seus alunos e de si mesmo.
Ao publicar o resultado sem correções, o diplomata
valida que a IA foi capaz de resumir as dores e contradições do cenário
internacional contemporâneo de forma muito próxima à de um acadêmico de
Relações Internacionais de linhagem realista-liberal.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5475: 30 setembro 2026, 3 p.
Divulgado no blog Diplomatizzando
(link:
https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/09/como-viver-tres-em-perfeita-harmonia-eu.html)
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https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/09/como-viver-tres-em-perfeita-harmonia-eu.html
O link enviado direciona para o blog pessoal Diplomatizzando, mantido pelo diplomata de carreira e cientista político Paulo Roberto de Almeida. O texto em questão, intitulado "Como viver a três, em perfeita harmonia: eu, ADL e Madame IA", foi publicado em 30 de setembro de 2026.
⚖ Veredicto de Fato ou Fake
O texto é um FATO no que diz respeito à sua autenticidade e natureza. Não se trata de uma notícia falsa (fake news), mas sim de uma crônica de opinião e metalinguagem.
O autor relata uma experiência metodológica real: a dinâmica de trabalho estabelecida entre ele, seu assistente/operador técnico (Airton Dirceu Lemmertz - ADL) e ferramentas de Inteligência Artificial Generativa (apelidada de "Madame IA", referindo-se majoritariamente ao Google Gemini).
O núcleo do texto não é a transmissão de um dado empírico isolado, mas a validação de que a IA se tornou uma assistente eficaz na revisão, sistematização racional e confrontação de seus próprios argumentos analíticos.
🧠 Análise Crítica e Multidisciplinar
A crônica de Paulo Roberto de Almeida serve como um excelente objeto de estudo para compreender as transformações na produção de conhecimento na contemporaneidade.
Abaixo, o texto é confrontado sob diferentes perspectivas:
1. Perspectiva Tecnológica e a "Simbiose Intelectual"
A IA como espelho e revisora: O autor desmistifica o temor apocalíptico de que a IA exterminará a humanidade, classificando essa visão como "perfeitamente ridícula". Em vez de enxergar a tecnologia como uma ameaça substitutiva, ele a posiciona como um componente de um "trio" produtivo.
Capacidade de síntese vs. Originalidade:
É notável que o diplomata enfatize que não utiliza a IA para formular seus pensamentos originais. O papel da máquina é o de um "super-arquivo" de dados que organiza e valida as premissas criadas pelo cérebro humano. Isso delimita a fronteira atual da tecnologia: excelente para processamento de padrões e consistência factual, mas dependente da faísca da inteligência natural para o pensamento verdadeiramente crítico e a provocação intelectual.
2. Perspectiva Filosófica (A Sociedade Aberta e a Racionalidade)O Falseacionismo de Popper na Prática:
Ao permitir (e incentivar) que a IA aponte "insuficiências e limitações" de seus argumentos, o autor aplica na prática o princípio popperiano da crítica racional. Na filosofia da ciência de Karl Popper — o qual o blog ativamente cita na barra lateral —, o conhecimento avança quando exposto ao teste do erro. Usar a IA para "corrigir erros factuais ou retificar associações indevidas" transforma a ferramenta computacional em um agente epistemológico de depuração do debate.
Honestidade Intelectual: O autor assume o viés provocativo de seus escritos ("gosto de exagerar nos erros de políticos mequetrefes"). A introdução da IA atua como um contrapeso de sobriedade técnica contra as paixões e os excessos da retórica humana.
3. Perspectiva Política e Geopolítica
A validação das teses liberais-realistas:
A segunda parte do texto (o retorno dado pela IA) demonstra que os modelos de linguagem mimetizam com precisão as correntes analíticas tradicionais. A IA conseguiu ler os ensaios do diplomata e identificar seus eixos fundamentais: a paralisia do multilateralismo, o desgaste do BRICS+, o avanço do protecionismo e a crítica ao pragmatismo transacional da política externa brasileira.
O algoritmo como reprodutor de correntes acadêmicas:
Esse fenômeno revela que a tecnologia é capaz de simular o ecossistema conceitual de Relações Internacionais (o viés liberal-clássico e realista). A geopolítica, vista pela IA, deixa de ser uma massa caótica de notícias e passa a ser organizada dentro de matrizes de pensamento consolidadas historicamente.
4. Perspectiva Econômica (Produtividade e a Economia do Conhecimento)
Eficiência do Trabalho Intelectual: O texto ilustra o conceito econômico de ganho de produtividade marginal. O fluxo tradicional de escrita, revisão por pares e publicação ganha uma velocidade sem precedentes quando mediado por um operador técnico (ADL) e uma inteligência artificial. O custo de transação para validar dados históricos diminui drasticamente, permitindo que o intelectual foque estritamente na análise de conjuntura.
🎯 Conclusão
O artigo analisado é um testemunho verídico e lúcido de como a fronteira da tecnologia está cruzando com a alta produção acadêmica. Longe de ser uma fraude ou propagador de mentiras, o texto é um exercício de metacognição: o ser humano testando a máquina para ver se ela é capaz de compreender a complexidade do próprio pensamento humano. O resultado mostra que a IA, quando bem calibrada, funciona como uma poderosa bússola de navegação na complexa e fragmentada geopolítica global.