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quarta-feira, 25 de março de 2026

Mensagens presidenciais do regime militar (Geisel e Figueiredo, 1975-1985) - Paulo Roberto de Almeida (Interesse Nacional)

Mensagens presidenciais do regime militar (Geisel e Figueiredo, 1975-1985) – A diplomacia profissional no seu momento de apogeu

Paulo Roberto de Almeida

Interesse Nacional, 25/03/2026

https://interessenacional.com.br/portal/mensagens-presidenciais-do-regime-militar-geisel-e-figueiredo-1975-1985-a-diplomacia-profissional-no-seu-momento-de-apogeu/

De forma geral, as ambiciosas diretrizes de política externa dos governos Geisel e Figueiredo, conduzidas operacionalmente pelos chanceleres Azeredo da Silveira e Saraiva Guerreiro, com o concurso conceitual e prático de brilhantes diplomatas, expressam a consistência e a continuidade de padrões de excelência aperfeiçoados ao longo de décadas nessa área estratégica para o desenvolvimento nacional, numa linha apartidária e pragmática que deita raízes nos ensinamentos e doutrinas de grandes representantes e pensadores das relações internacionais do Brasil

Geisel transmite a faixa presidencial ao seu sucessor, general João Baptista Figueiredo (Foto: CPDOC JB)

Assim como ocorreu no governo Médici, a gestão de Ernesto Geisel (1974-1979) foi dominada por dois temas essenciais: a repressão ao chamado “terrorismo”, ou seja, os movimentos armados que combatiam o regime militar, já bastante enfraquecidos desde o governo anterior, e a decisão, fortemente impregnada de intervencionismo estatal, de levar adiante, contra ventos e marés (da economia internacional, sobretudo), os ambiciosos planos de crescimento econômico, de conformidade com sua visão “bismarckiana” do processo de desenvolvimento, von Oben, ou pelo alto.

Na primeira “tarefa”, Geisel foi impiedoso, mandando eliminar até os “pacíficos” membros do Partidão, o histórico PCB, que teve vários de seus dirigentes vivendo na clandestinidade eliminados pela máquina de repressão do regime. Na segunda missão, ele legou um grau de estatização na economia nacional que perdurou por décadas, e até serviu de paradigma para outros governos intervencionistas. 

‘Geisel decidia, ele mesmo, quais iniciativas tomar em política externa, inclusive contrariamente, por vezes, às sugestões do Itamaraty’

À diferença, porém, de Médici que enviou cinco mensagens parcas, ao extremo, em exposições mais detalhadas sobre as atividades governamentais, em especial na política externa, aquelas preparadas sob a gestão do penúltimo ditador do regime foram copiosas na descrição das políticas e medidas ativistas, com destaque, precisamente, para a política externa, conduzida por uma diplomacia excepcionalmente ativa, sob a direção do chanceler Azeredo da Silveira. Geisel decidia, ele mesmo, quais iniciativas tomar em política externa, inclusive contrariamente, por vezes, às sugestões do Itamaraty, como no caso do famoso “voto sionista” na ONU, que equiparou o sionismo ao racismo (postura revogada mais tarde).

 Concretamente, as mensagens continham relatórios relativamente abrangentes das políticas governamentais, em curso ou planejadas, mesmo se concentradas igualmente no binômico “desenvolvimento com segurança”, mas a política externa ascendeu com atenção redobrada, já em 1975, como revelado nestes poucos exemplos, inclusive pelo tom pessoal adotado na mensagem, compatível com sua postura de estadista: 

A POLÍTICA EXTERNA [em maiúsculas no original] praticada pelo Governo merece particular registro.

Desde os primeiros dias declarei que ela deveria ser construtiva, pragmática, responsável e ecumênica. 

A essas diretrizes de conduta, ajuntei que as prioridades para a ação diplomática se orientariam com vistas à expansão econômica e ao progresso social do país, salientando as responsabilidades especiais do nosso relacionamento com as nações vizinhas de aquém e de além-mar. (…)

Sobre a base de compromissos inequívocos de respeito mútuo e não-ingerência, estabelecemos relações diplomáticas com a República Popular da China, país com o qual já iniciamos promissor intercâmbio no plano comercial. (…)

Por outro lado, adotamos posições explícitas quanto à situação no Oriente Médio, declarando-nos contrários à ocupação territorial pela força e prestando nosso apoio aos reclamos do povo palestino, no sentido da autodeterminação e de sua soberania. Assim fazendo, fundamo-nos no melhor da tradição diplomática brasileira e nos precedentes de nossa posição original sobre o assunto.

Sem sombra de dúvida, nossa diplomacia vem prestando concurso apreciável à consecução dos objetivos de desenvolvimento, além de projetar o Brasil, no exterior, de maneira marcadamente positiva, como interlocutor válido das nações mais influentes na condução dos problemas cruciais do momento. (p. 183-84)

Em 1978, novamente, a política externa volta a ocupar lugar de destaque na mensagem encaminhada ao Congresso, com nada menos de sete densas páginas (num total de 16), com questões externas sendo ainda tratadas nas seções econômica e financeira. 

Menciona-se, por exemplo, o acordo nuclear com a Alemanha, objeto de intensas pressões por parte dos Estados Unidos, assim como a visita de Rosalynn Carter, esposa do presidente americano, mas sem mencionar as divergências a respeito dos direitos humanos ou a denúncia do acordo bilateral de assistência militar, ambas ocorridas em 1977. 

Da mesma forma, a última mensagem de Geisel, de 1979, mas correspondendo ao ano anterior, também foca em diferentes questões na área externa, voltando à baila o conceito de “diplomacia pragmática, responsável e ecumênica”, mas com o cuidado de “evitarmos alinhamentos automáticos” (p. 233). Tampouco se evitou de falar da questão da “atualização e dinâmico reajustamento” nas relações com os EUA, “dentro de um espírito de amizade e franqueza”: 

É natural que o crescimento da presença internacional do Brasil seja acompanhado por dificuldades em nosso relacionamento, até com países que nos são próximos. Por isso mesmo, o Governo procurou dispensar, às complexas relações que mantemos com os Estados Unidos da América, um tratamento que ensejasse a identificação mais fluente das áreas de coincidência e que permitisse o diálogo aberto, mas sereno, sobre questões onde houvesse divergência. (p. 235) 

A conclusão da seção dedicada à política externa, bastante extensa e praticamente completa na sua cobertura geográfica bilateral, regional e no multilateralismo expressa uma postura de certa forma permanente na cultura diplomática nacional, tendente a pronunciar-se, “com insistência, em favor do estabelecimento de uma ordem econômica internacional mais justa e equitativa” (p. 237). O tema continua na agenda “aspiracional” do Brasil.

‘As mensagens de João Figueiredo revelam um grau de sofisticação da burocracia governamental raramente visto nas mensagens anteriores’

As cinco mensagens do último presidente do regime militar, João Figueiredo (1979-1985), foram todas publicadas pela Imprensa Nacional, estando disponíveis na Rede Virtual de Bibliotecas, e se apresentam sob a forma de cinco grossos volumes, cuidadosamente editados pela Biblioteca da Presidência da República. Todas elas revelam um grau de sofisticação da burocracia governamental raramente visto nas mensagens anteriores, de qualquer período republicano registrado historicamente, não apenas examinando cada uma das políticas governamentais (macro e setoriais), assim como grandes seções para as Forças Armadas, presença obrigatória nesses anos, como em todos os outros, mas discutindo também, o teor e as implicações de cada uma das medidas propostas. 

A política externa e a diplomacia brasileira são examinadas à exaustão, obviamente objeto de relatórios autocongratulatórios dos diplomatas profissionais, administrados de forma competente por Ramiro Saraiva Guerreiro, apenas um “empregado do Itamaraty”, como ele modestamente se intitulou em suas “lembranças” (livro de 1992).

 Figueiredo não possuía, obviamente também, as qualidades de estadista exibidas por Geisel, e por isso a política externa marchou quase por conta própria, concebida, administrada e conduzida pelo corpo burocrático da instituição. Não ocorreram propriamente iniciativas deliberadas dessa administração profissional, mas um seguimento profissional das crises herdadas do governo anterior – Itaipu, por exemplo, resolvida em seis meses por um acordo tripartite – ou surgidas incidentalmente na agenda internacional: Malvinas, crise da dívida externa, forte participação nos órgãos multilaterais, econômicos e políticos etc. 

A leitura completa das cinco mensagens vale por uma pequena história oficial das políticas econômicas, institucionais e diplomáticas do Brasil, sendo o relato destas últimas feito no “diplomatês” correto e comedido dos burocratas do Itamaraty. 

Essa seção possui, invariavelmente, a mesma estrutura em quase todos os anos: começar pela América Latina, passa aos Estados Unidos e Canadá, segue pelas duas Europas da época (a ocidental e a oriental, isto é, dominada pela União Soviética), passa à Ásia e Oceania, para chegar a uma seção bastante longa dedicada às organizações do multilateralismo político e econômico, tocando também, antes de chegar na cooperação científica e tecnológica, em temas de promoção comercial, pois que o Brasil fazia grandes avanços, então, na exportação de manufaturados, conquistando novos mercados. 

A leitura pode ser aborrecida, mas é altamente instrutiva do ativismo do Itamaraty, quando este ainda dominava quase que por completo a formulação e a execução da política externa, algo que se diluiu na democratização.

‘As ambiciosas diretrizes de política externa dos governos Geisel e Figueiredo expressam a consistência e a continuidade de padrões de excelência aperfeiçoados ao longo de décadas nessa área estratégica para o desenvolvimento nacional, numa linha apartidária e pragmática’

De forma geral, as ambiciosas diretrizes de política externa dos governos Geisel e Figueiredo, conduzidas operacionalmente pelos chanceleres Azeredo da Silveira e Saraiva Guerreiro, com o concurso conceitual e prático de brilhantes diplomatas, expressam a consistência e a continuidade de padrões de excelência aperfeiçoados ao longo de décadas nessa área estratégica para o desenvolvimento nacional, numa linha apartidária e pragmática que deita raízes nos ensinamentos e doutrinas de grandes representantes e pensadores das relações internacionais do Brasil, desde os dois Rio Branco, o visconde e o barão, o jurista Rui Barbosa e estadistas como Oswaldo Aranha e San Tiago Dantas, para ficar nos nomes mais conhecidos numa história a todos os títulos meritória. 

Ao encerrar-se o longo período da ditadura militar, ao final do governo do general Figueiredo, o candidato da oposição nas eleições indiretas de 1985, Tancredo Neves, podia acertadamente proclamar, na transição para o retorno à democracia, que a política externa era o grande ponto de consenso suprapartidário no contexto nacional. Continuou a ser assim durante boa parte do período de redemocratização, até que rupturas partidárias e ideológicas viessem abalar os padrões de excelência da diplomacia nacional.

É diplomata e professor, doutor em Ciências Sociais (Universidade de Bruxelas) e mestre em Economia Internacional (Universidade de Antuérpia). Dedica-se a atividades acadêmicas e é autor de livros sobre relações internacionais, diplomacia econômica e história diplomática do Brasil

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Integração Regional e as perspectivas do Mercosul - Webinar do IRICE e CARI - Embaixador Rubens Barbosa

 WEBINAR

Integração Regional e as perspectivas do Mercosul
12 de dezembro (sexta feira) às 17 h

O Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (IRICE), em parceria com o Consejo Argentino para las Relaciones Internacionales (CARI), convida para um encontro virtual que abordará o tema central:
Integração Regional e as perspectivas do Mercosul

Expositores:

Francisco de Santibañes
Presidente do Consejo Argentino
para las Relaciones Internacionales (CARI).

Ministro Rodrigo Bardoneschi
Diretor Nacional de Negociações Econômicas Internacionais do Ministério das Relações Exteriores da Argentina

Embaixador Rubén Ruffi
Diretor do MERCOSUL Institucional e Assuntos Políticos do MERCOSUL do Ministério das Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto.

Embaixador Francisco Cannabrava
Diretor do Departamento do Mercosul do Ministério das Relações Exteriores (MRE)

Embaixadora Daniela Arruda Benjamin
Diretora do Departamento de Integração Regional do Ministério das Relações Exteriores


sábado, 22 de novembro de 2025

Política Externa e Interesse Nacional: seminário organizado pelo embaixador Rubens Barbosa (IRICE)

Aos que não assistiram ao debate organizado pelo embaixador Rubens Barbosa (IRICE), nesta tarde de sexta-feira, 21/11/2025, 17hs, sobre Política Externa e Interesse Nacional, saibam que o vídeo gravado será postado em algum momento, no site do IRICE ou no da revista Interesse Nacional.
Como informei, preparei três curtos textos em torno do assunto, que acabei unificando num único paper, este aqui:

5122. “Política Externa e Interesse Nacional: uma visão crítica sobre as difíceis convergências no caso brasileiro”, Brasília, 20 novembro 2025, 13 p. Junção dos trabalhos 5105, 5119 e 5120, preparados tendo como foco o seminário do Irice, coordenado pelo embaixador Rubens Barbosa, no dia 21/11/2025, na companhia de Vitélio Brustolin e de Karina Stange Calandrin. Disponível na plataforma acadêmica Academia.edu (link: https://www.academia.edu/145065684/5122_Politica_Externa_e_Interesse_Nacional_uma_visao_critica_sobre_as_dificeis_convergencias_no_caso_brasileiro_2025_); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/11/politica-externa-e-interesse-nacional_17.html  

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Política Externa e Interesse Nacional: uma visão crítica sobre as difíceis convergências no caso brasileiro - Paulo Roberto de Almeida (Irice)

Política Externa e Interesse Nacional: uma visão crítica sobre as difíceis convergências no caso brasileiro

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5122: 20 novembro 2025, 12 p.

Junção dos trabalhos 5105, 5119 e 5120, preparados tendo como foco o seminário do Irice, coordenado pelo embaixador Rubens Barbosa, no dia 21/11/2025, na companhia de Vitélio Brustolin e de Karina Stange Calandrin.

Esquema:
1. Visão histórica da temática no caso do Brasil
2. O papel do Itamaraty na definição do conceito de interesse nacional
3. Uma interpretação partidária do interesse nacional: a visão lulopetista
4. Da ruptura diplomática bolsonarista ao retorno da política externa lulopetista
5. Desafios a um retorno a um conceito consensual do interesse nacional
6. Uma perspectiva histórica das interações entre interesse nacional e política externa
7. Sobre os alinhamentos eventuais da política externa e da diplomacia brasileira

Disponível na plataforma acadêmica Academia.edu (link: https://www.academia.edu/145065684/5122_Politica_Externa_e_Interesse_Nacional_uma_visao_critica_sobre_as_dificeis_convergencias_no_caso_brasileiro_2025_


quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Política Externa e Interesse Nacional: interações e descompassos - Paulo Roberto de Almeida (IRICE)

 Política Externa e Interesse Nacional: interações e descompassos

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

Reflexões sobre uma problemática ainda carente de equacionamento no Brasil.
Preparado para seminário homônimo coordenado pelo embaixador Rubens Barbosa.
Realização: Irice, 21 de novembro de 2025, 17:00hs.

        Os conceitos de política externa e de interesse nacional são suficientemente vagos e muito pouco explícitos, para permitir qualquer interpretação objetivamente embasada sobre as conexões possíveis entre uma política setorial concreta, determinada, efetiva, como é a “política externa governamental”, e essa noção subjetiva e abstrata de “interesse nacional”. Entende-se, por esta última, que ela corresponde a toda e qualquer ação, condução, direção que levem à consecução das aspirações concretas do país, ou seja, da maioria de seu povo, em especial daqueles objetivos apontados como necessários pelas lideranças políticas e econômicas da nação. O primeiro conceito, por sua vez, o da política externa, está sendo permanentemente documentado, expresso, exposto e defendido pelo dirigente nacional – primeiro-ministro, presidente, ditador – e pela instituição oficialmente encarregada de sua operacionalização, o ministério das relações exteriores e seu corpo profissional.
(...)
Disponível na plataforma Acdemia.edu, link:
https://www.academia.edu/145030554/5105_Politica_Externa_e_Interesse_Nacional_interacoes_e_descompassos_2025_

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Politica Externa e Interesse Nacional - debate com Vitelio Brustolin, Karina Stange Calandrin e Paulo Roberto de Almeida

WEBINAR

21 de novembro (sexta feira) às 17 h


O Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (IRICE),  no âmbito do portal Interesse Nacional,  convida para encontro virtual sobre o tema

Politica Externa e Interesse Nacional

Expositores

O evento é gratuito e a transmissão será pelo canal do YouTube.

sábado, 8 de novembro de 2025

Vamos discutir o Brasil? Uma Estratégia para o Brasil: o lugar do Brasil no mundo (IRICE)

 Vamos discutir o Brasil?

UMA ESTRATEGIA PARA O BRASIL – O LUGAR DO BRASIL NO MUNDO
IRICE

https://interessenacional.com.br/vamos-discutir-o-brasil/

Nos dias que correm, a divisão e a polarização da sociedade brasileira dificultam e influenciam a discussão e o debate sobre os múltiplos aspectos das questões nacionais. O foco de debate reproduzido pela mídia tradicional e pela mídia social refletem aspectos importantes da economia, da política, das questões sociais, das questões identitárias, as reformas estruturais, da relação entre o executivo, legislativo e judiciário, as questões ambientais e de mudança de clima, a violência e a corrupção. São raramente analisados os impactos relacionados com o cenário global (guerras, nacionalismo, protecionismo, geoeconomia e uso da força, inovação, IA, entre outras) sobre a economia e a política nacionais.

Discute-se tudo, mas pouco ou quase nada sobre o Brasil. É quase inexistente hoje o pensamento sobre o Brasil como país, não como palco de disputas ideológicas e partidárias. A ausência de lideranças no governo, no legislativo, no Judiciário, na classe política, nos setores industriais e agrícolas contribuem para a discussão fatiada, sem a preocupação mais geral de pensar o Brasil em primeiro lugar, em um mundo em grandes transformações e sem reconhecer as mudanças ocorridas nas últimas décadas no país e no seu entorno geográfico (América Latina e do Sul), relevantes para uma análise objetiva. Está mudando a economia global, a ordem internacional, a geopolítica, meio ambiente e mudança de clima, a inovação tecnologia se acelerou e a inteligência artificial criou desafios na área civil e militar, a geoeconomia e a segurança nacional são as forças do momento. Qual o impacto sobre o Brasil dessas transformações? Quais as decisões estratégicas, internas e externas, que terão de ser adotadas para o Brasil responder a esses desafios. Como tentar reduzir as vulnerabilidades e aproveitar as oportunidades que se oferecem na nova ordem econômica e mundial? Como enfrentar as novas e as tradicionais ameaças `a soberania, ao desenvolvimento e a segurança do país?

A radicalização da política interna, na minha visão, torna difícil, neste momento, a discussão sobre um projeto para o Brasil. Na impossibilidade de se chegar a um acordo em torno de um projeto nacional por diferenças ideológicas e político-partidárias, torna-se necessário preencher essa grave lacuna do ponto de vista estratégico. Não existe nenhum documento oficial (e poucos de origem na academia) que pensem o Brasil no contexto global e que tenha sido discutido com a sociedade civil.

Chegou a hora de começar a discutir o Brasil e tentar colocar os interesses nacionais permanentes acima de visões setoriais, como fazem todos os principais países do mundo, com uma visão de médio e longo prazo. O documento UMA ESTRATEGIA PARA O BRASIL – O LUGAR DO BRASIL NO MUNDO, preparado pelo IRICE (www.interessenacional.com.br), procura contribuir para um debate que está atrasado, mas que se faz necessário. Não se trata de um documento elaborado a partir das políticas do governo de turno, nem com viés ideológico ou partidário. Necessariamente genérico, sempre com uma visão estratégica e não conjuntural, o trabalho trata dos objetivos nacionais, do lugar do Brasil no mundo, sinaliza as prioridades e vulnerabilidade de uma potência de médio porte emergente que tem um peso no cenário internacional como 8ª. economia global, com um território continental e mais de 210 milhões de habitantes. O documento vai além da Estratégia Nacional de Defesa e da Política Nacional de Defesa, produzidos pelo Ministério da Defesa, que refletem posições nacionais, mas de um ponto de vista setorial.

Durante o ano de 2025, serão promovidos encontros virtuais e presencias para discutir o trabalho e suscitar o debate sobre uma estratégia para o Brasil, do ponto de vista interno e externo, com uma visão de médio e longo prazo. Com isso, se pretende começar a focalizar o Brasil em primeiro lugar, em um novo mundo, em complemento ao debate interno conjuntural de todos os problemas políticos, econômicos e sociais nacionais.

O Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (IRICE), com o apoio do Portal Interessenacional, organizará uma série de encontros para sensibilizar a sociedade civil para esse debate. Serão buscadas parcerias com as Comissões de Relações Exteriores e Defesa, da Câmara e do Senado, com os Partidos políticos, com instituições civis e militares, públicas ou privadas, empresariais e acadêmicas, além de formadores de opinião na mídia social que possam se interessar.

Leia o texto na íntegra:
https://interessenacional.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Uma_estrategia_para_o_brasil_12102025.pdf

Vamos discutir o Brasil acima de interesses ideológicos e partidários.

sexta-feira, 9 de maio de 2025

Mensagem do embaixador Rubens Barbosa sobre o IRICE e portal INTERESSE NACIONAL

 Caros amigos,

Neste mês de abril, em que o IRICE (Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior) completou nove anos de existência, considero importante destacar as realizações do Instituto, bem como do portal INTERESSE NACIONAL, com o qual atua de forma articulada e complementar, como se pode verificar em seus respectivos sites: www.irice.com.br  e   www.interessenacional.com.br


As duas entidades têm contribuído, cada uma a seu modo, para o debate qualificado sobre o papel do Brasil no mundo, com foco em política externa, comércio internacional, defesa e segurança nacional. Fundadas com o objetivo de ampliar a reflexão estratégica sobre o futuro do país, vêm se consolidando como espaços apartidários, comprometidos com a democracia, o interesse nacional e o desenvolvimento sustentável.


O IRICE está, neste momento, reforçando sua direção com novos e qualificados nomes, ampliando sua atuação em meio a profundas transformações no cenário internacional. Em 2026, ano em que celebraremos o décimo aniversário do Instituto e haverá eleições nacionais, o IRICE apresentará aos partidos políticos um projeto de Brasil e de inserção internacional, fruto do trabalho coletivo desenvolvido ao longo desta trajetória.


Convidamos todos os que compartilham desses objetivos a conhecer e apoiar as atividades do IRICE, conforme indicado em nosso site. 


Com os melhores cumprimentos,

Rubens Barbosa 
Presidente do IRICE

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Vamos discutir o Brasil - Rubens Barbosa (O Estado de S. Paulo)

 O embaixador Rubens Barbosa lamdnta a falta de espaço na sociedade e nas esferas políticas para um debate aprofundado sobre os problemas nacionais e sua possível solução. PRA



Vamos discutir o Brasil

É quase inexistente hoje o pensamento sobre o Brasil como país, e não como palco de disputas ideológicas e partidárias

Opinião: Rubens Barbosa 

O Estado de S. Paulo, 14/01/2025

“Tinha razão aquele velho brasileiro que, escandalizado com a futilidade dos nossos debates políticos, lembrava a conveniência de, ao lado do Congresso Nacional, organizar-se uma comissão permanente de brasileiros de boa vontade, sem outra preocupação que a prosperidade e a grandeza da Pátria, para o fim de estudar e resolver os grandes problemas políticos de nossa terra. O Congresso ficaria para as parolagens inúteis, para os bate-bocas apaixonados, para as exibições teatrais (...).” Nada mais atual do que o comentário publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 23 de novembro de 1935.

Nos dias que correm, a divisão e a polarização da sociedade brasileira dificultam e influenciam a discussão e o debate sobre os múltiplos aspectos das questões nacionais. O foco de debate reproduzido pela mídia tradicional e pela mídia social reflete aspectos importantes da economia, da política, das questões sociais, das questões identitárias, as reformas estruturais, a relação entre Executivo, Legislativo e Judiciário, as questões ambientais e de mudança de clima, a violência e a corrupção. São raramente analisados os impactos relacionados com o cenário global (guerras, nacionalismo, protecionismo, geoeconomia e uso da força, inovação, inteligência artificial, entre outras) sobre a economia e a política nacionais.

Discute-se tudo, mas pouco ou quase nada sobre o Brasil. É quase inexistente hoje o pensamento sobre o Brasil como país, e não como palco de disputas ideológicas e partidárias. A ausência de lideranças no governo, no Legislativo, no Judiciário, na classe política, nos setores industriais e agrícolas contribui para a discussão fatiada, sem a preocupação mais geral de pensar o Brasil em primeiro lugar, em um mundo em grandes transformações, e sem reconhecer as mudanças ocorridas nas últimas décadas no País e no seu entorno geográfico (América Latina e do Sul), relevantes para uma análise objetiva. Está mudando a economia global, a ordem internacional, a geopolítica, o meio ambiente e a mudança de clima, a inovação tecnológica se acelerou e a inteligência artificial criou desafios na área civil e militar, a geoeconomia e a segurança nacional são as forças do momento. Qual o impacto dessas transformações sobre o Brasil? Quais as decisões estratégicas, internas e externas, que terão de ser adotadas para o Brasil responder a esses desafios? Como tentar reduzir as vulnerabilidades e aproveitar as oportunidades que se oferecem na nova ordem econômica e mundial? Como enfrentar as novas e as tradicionais ameaças à soberania, ao desenvolvimento e à segurança do País?

A radicalização da política interna, na minha visão, torna difícil, neste momento, a discussão sobre um projeto para o Brasil. Na impossibilidade de se chegar a um acordo em torno de um projeto nacional por diferenças ideológicas e político-partidárias, torna-se necessário preencher essa grave lacuna do ponto de vista estratégico. Não existe nenhum documento oficial (e poucos de origem na academia) que pensem o Brasil no contexto global e que tenha sido discutido com a sociedade civil.

Chegou a hora de começar a discutir o Brasil e tentar colocar os interesses nacionais permanentes acima de visões setoriais, como fazem todos os principais países do mundo, com uma visão de médio e longo prazo. O documento Uma Estratégia para o Brasil – O Lugar do Brasil no Mundo, preparado pelo Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Irice), procura contribuir para um debate que está atrasado, mas que se faz necessário (interessenacional.com.br). Não se trata de um documento elaborado a partir das políticas do governo de turno nem com viés ideológico ou partidário. Necessariamente genérico, sempre com uma visão estratégica e não conjuntural, o trabalho trata dos objetivos nacionais, do lugar do Brasil no mundo, sinaliza as prioridades e vulnerabilidades de uma potência de médio porte emergente que tem um peso no cenário internacional como oitava economia global, com um território continental e mais de 210 milhões de habitantes. O documento vai além da Estratégia Nacional de Defesa e da Política Nacional de Defesa, produzidos pelo Ministério da Defesa, que refletem posições nacionais, mas de um ponto de vista setorial.

Durante o ano de 2025, serão promovidos encontros virtuais e presencias para discutir o trabalho e suscitar o debate sobre uma estratégia para o Brasil, do ponto de vista interno e externo, com uma visão de médio e longo prazo. Com isso, se pretende começar a focalizar o Brasil em primeiro lugar, em um novo mundo, em complemento ao debate interno conjuntural de todos os problemas políticos, econômicos e sociais nacionais.

O Irice, com o apoio do Portal Interesse Nacional, organizará uma série de encontros para sensibilizar a sociedade civil para esse debate. Serão buscadas parcerias com as Comissões de Relações Exteriores e de Defesa, da Câmara e do Senado, com os partidos políticos, com instituições civis e militares, públicas ou privadas, empresariais e acadêmicas, além de formadores de opinião na mídia social que possam se interessar.

Vamos discutir o Brasil acima de interesses ideológicos e partidários.

PRESIDENTE DO INSTITUTO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS E COMÉRCIO EXTERIOR (IRICE)

https://www.estadao.com.br/opiniao/rubens-barbosa/vamos-discutir-o-brasil/

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

seminário “A trilha Dubai-Baku-Belém: os desafios das negociações internacionais sobre mudança do clima” - IRICE-MRE-USP, 16-17/09/2024, Brasilia

 Um convite para um seminário relevante: 

O Instituto de Relações e Comércio Exterior, em parceira com o Ministério das Relações Exteriores e a Universidade de São Paulo, têm a honra de convidar V. Sa a participar do seminário 

A trilha Dubai-Baku-Belém: os desafios das negociações internacionais sobre mudança do clima

Minuta de programa e nota conceitual do evento seguem anexas (abaixo).

O seminário será realizado nos dias 16 e 17 de agosto de 2024 (segunda e terça feira), das 9h até às 18h30, em formato presencial, na Confederação Nacional da Indústria - CNI


SBN Quadra 01, Bloco C, Edifício Roberto Simonsen, Auditório Fábio de Araújo Motta, 15º andar.

O evento será transmitido pelo canal do Irice e da EACH-USP no YouTube. A gravação ficará disponível posteriormente.

Muito agradeceríamos confirmar participação presencial até 15 de setembro corrente pelo e-mail wduleba@usp ou pelo link de inscrição: aqui

https://docs.google.com/forms/d/1OdFR9ZNBUnaf_T9UuxtsieeS4y5YZU9Ere2nMUYKIsc/viewform?edit_requested=true

 

Atenciosamente,

Embaixador Rubens Barbosa (Irice) e Profa. Dra. Wânia Duleba (USP)


Programação: 


 EVENTO “A trilha Dubai-Baku-Belém: os desafios das negociações internacionais sobre mudança do clima” 

A 30ª edição da Conferência das Partes (COP 30) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), prevista para ocorrer em Belém-PA, em 2025, marcará o início da segunda fase na implementação do Acordo de Paris. Na ocasião, é esperado que os países apresentem novas e mais ambiciosas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs). No entanto, o aumento de ambição almejado para a COP 30 depende dos resultados alcançados nas edições de Dubai (COP 28) e, especificamente, de Baku (COP 29), onde serão definidos os principais assuntos sobre o financiamento climático que possibilitará novas NDCs aos países em desenvolvimento. 

Por esse motivo, o Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Irice), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e a Universidade de São Paulo (USP), está organizando o evento A trilha Dubai-Baku-Belém: os desafios das negociações internacionais sobre mudança do clima” com o objetivo de analisar os principais assuntos negociados nas COPs mencionadas para subsidiar eventuais posicionamentos do governo brasileiro. 

O evento está estruturado em oito painéis que abordarão temas como financiamento climático; mitigação/NDCs; agricultura; petróleo e transição energética; nexo clima – oceano; adaptação e perdas e danos; transições justas/justiça climática, equidade e gênero. O evento contará com a participação de autoridades do governo federal e representantes da sociedade civil, academia, e de organizações privadas e não governamentais. 

A partir das discussões, será elaborado um policy paper de cada painel, que serão lançados em edição especial da Revista Interesse Nacional (TBC). O material do encontro será encaminhado ao Itamaraty que, em outubro, começará a receber informações para subsidiar as posições brasileiras nas COPs 29 e 30. 


Organização: 

Embaixador Rubens Barbosa (Irice) 

Profa. Dra. Wânia Duleba (USP) 


Apoio: 

Ministério das Relações Exteriores, SECLIMA 

Confederação Nacional das Indústrias 

Climate Emergency Colaboration Group Realização Apoio 


EVENTO “A trilha Dubai-Baku-Belém: os desafios das negociações internacionais sobre mudança do clima” 

Auditório Fábio de Araújo Motta, CNI DIA 01 

16/09/2024 


9:00 - 10:00 

Abertura 

Ministra Sonia Guajajara

  •  Emb. Rubens Barbosa, Presidente do Irice 
  • • Emb. André Correa do Lago, Secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente, MRE 
  • • Ana Toni, Secretária Nacional de Mudança do Clima, MMA 
  • • Emb. Tatiana Rosito, Secretária de Assuntos Internacionais, Ministério Fazenda 
  • • Davi Bontempo, Superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade, CNI 



 

  •  


Mitigação/ NDCs 

10:00 - 11:30 - Painel 1 “Aumentando a ambição na segunda rodada de NDCs” 

KN Speaker Thelma Krug, former Vice-President IPCC 

  • Thiago Barral, Secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento, MME 
  • Claudio Providas, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD 
  • Tiago Ricci, Diretor da Systemica, Coordenador Projetos de Lei da Aliança Brasil NBS 
  • Ricardo Araújo, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI)
Moderadora: Dra. Thelma Krug, former Vice-President IPCC 



  •  



11:30 – 11:45 - Coffee break 

Agricultura 

11:45 -13:15 - Painel 2 


“Agricultura sustentável e segurança alimentar na trilha para Belém” 

  • José Carlos da Fonseca, Presidente da Empapel e Relações Internacionais da Ibá 
  • Fernanda Machiavelli, Secretária Executiva do Ministério de Desenvolvimento Agrário 
  • Bruno dos Santos Brasil, Diretor de Produção Sustentável e Irrigação, MAPA 
  • Juliano Assunção, Diretor executivo do Climate Policy Initiative 
  • Virginia Antonioli (WRI), Gerente Sênior de Sistemas Alimentares Sustentáveis WRI Brasil

  • Moderador: Embaixador José Carlos da Fonseca, Ibá
  •  


 

13:15 – 14:30 - Almoço 


Petróleo e Transição energética 

14:30 – 16:00 - Painel 3 “Como o setor petrolífero pode contribuir para o financiamento da transição energética; e como o Brasil deve se preparar para o fim da era dos combustíveis fósseis” 

  • Ana Toni, Secretária Nacional de Mudança do Clima, MMA 
  • Mauricio Tolmasquim, Diretor Executivo de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras 
  • Carlos Victal, Instituto Brasileiro do Petróleo 
  • Rosana Santos, Diretora Executiva do Instituto E+ Transição Energética 


Moderador: Ministro João Marcos Paes Leme, Diretor do Departamento de Energia, MRE 

16:00 – 16:30 - Coffee break 

Clima e Oceano 

16:30 -18:00 - Painel 4 “O nexo clima e o oceano nas COPs 29 e 30” 

  • Ana Paula Prates, Diretora do Departamento de Oceano e Gestão Costeira, MMA 
  • Leandro Pedron, Diretor Departamento de Programas Temáticos, DEPTE, MCTI 
  • Andrei Polejack, Diretor de Pesquisa e Inovação, INPO 
  • Moacyr Araujo, Vice-reitor UFPE e coordenador da Rede Clima 


Moderadora: Profa. Dra. Wânia Duleba, USP/Irice 

18:00 – 18:30 - Síntese dos painéis e encerramento 

DIA 02 

17/09/2024 

Financiamento climático 

9:00 – 10:30 - Painel 5 “A Nova Meta de Financiamento Climático e os resultados esperados para a COP de Baku” 

  • Livia Farias Ferreira de Oliveira, Coordenadora-geral de Finanças Verdes, Ministério da Fazenda 
  • Fernanda Garavini, Chefe do Departamento de Gestão do Fundo Amazônia, BNDES 
  • Maria Netto, Diretora executiva Instituto Clima e Sociedade, iCS 
  • Viviane Romeiro, Diretora de Clima, Energia e Finanças Sustentáveis, CEBDS 
  • Nicole Makowski, Climate Diplomacy Coordinator at GFLAC 


Moderador: Embaixador Rubens Barbosa, Irice 

10:30 – 10:45 - Coffee break 

Adaptação e perdas e danos 

10:45 – 12:15 - Painel 6 “Uma visão brasileira sobre adaptação e perdas e danos causados pela mudança do clima” 

  • Artur Cardoso de Lacerda, Director of Governance Affairs and Secretary to the Board, Green Climate Fund, UNFCCC 
  • Armin Braun, Diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos de Desastres, CENAD 
  • Inamara Melo, Coordenadora Geral de Adaptação à Mudança do Clima, MMA 
  • Bruna Veríssimo, Divisão de Negociação Climática, MRE


Moderador: Ministro Mario Mottin, Chefe da Divisão de Ação Climática, MRE 

12:15 – 14:00 - Almoço 

Transição justa e equitativa 

14:00 – 15:30 - Painel 7 “O papel do Brasil na promoção de uma transição justa e equitativa” 

  • Monique Vanni, Country Director, Wildlife Works 
  • Marcio Astrini, Diretor executivo Observatório do Clima 
  • Anne Heloise, Centro Brasileiro de Justiça Climática 
  • Dinamam Tuxá, Coordenador Executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil APIB 
  • Lara Stahlberg, Chefe de gabinete, Igarapé 


Moderador: Marcio Astrini, Observatório do Clima 

15:30 – 16:00 - Coffee break 

Gênero 

16:00 – 17:30 - Painel 8 “A vez da mulher no clima: contribuições brasileiras à agenda de gênero e mudança do clima” 

  • • Maria Jocicleide Lima de Aguiar, Assessora de Meio Ambiente e Justiça Climática, Ministério das Mulheres 
  • Tatiana Castelo Branco - Coordenadora de Mudanças Climáticas da Prefeitura do Rio de Janeiro • Liuca Yonaha, Vice-Presidente do Instituto Talanoa 
  • • Letícia Santiago de Moraes, Secretária de Juventude do CNS 


Moderadora: Liuca Yonaha, Talanoa 

17:30 - 18:00 - Síntese dos painéis e encerramento 



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