quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A "financeirizacao" da economia e os juros companheiros...

Muito antes dos companheiros chegarem ao poder, aí pelo "ancien régime" tucanês, os economistas companheiros (se não há contradição entre substantivo e advérbio, ou vice-versa) já condenavam a tal de "financeirização"  da economia, seja lá o que isso queira dizer (eu não sei, mas eles também nunca explicaram: mas deve ser a dominância financeira numa economia que deveria ser perfeitamente stalinista industrial, acho que é isso).
Pois bem, já passados dez anos do regime do "nunca antes nestepaiz", os juros dos tais capitalistas financeiros continuam exatamente igual.
Responda depressa: será que os companheiros se tomaram de amores pelos banqueiros e suas mesadas maravilhosas, ou será que eles são incompetentes mesmo?
Não precisa responder...
Paulo Roberto de Almeida 

Cartão no topo dos juros

Brasil tem o Cartão de Crédito mais caro do mundoLucianne Carneiro
O Globo, 20/09/2012

Taxa média do cartão de crédito no Brasil é de 238% ao ano, a maior entre nove países
Apesar da queda dos juros básicos da economia - que estão no seu menor patamar histórico - os brasileiros ainda pagam a maior taxa média no cartão de crédito. Levantamento em nove países - Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Venezuela, México, EUA e Reino Unido, além do Brasil - mostrou que o país cobra 238,30% ao ano.  
O número é mais de quatro vezes o registrado pelo Peru, o segundo colocado, com taxa de 55%, muito próxima aos 54,24% do Chile.

A Argentina é o quarto país com a maior taxa, de 50%, seguido por México (33,8%), Venezuela (33%) e Colômbia (29,23%). Nos EUA e no Reino Unido, a taxa é muito inferior, de 16,89% e 18,7%, respectivamente. O estudo incluiu dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), da Proteste e dos sites Index Credit Cards e Money Facts, dos EUA e Reino Unido, respectivamente.

- É um absurdo a diferença de taxa de juros. Não tem justificativa, nem mesmo a inadimplência - diz a economista da Proteste Hessia Costella.

Inadimplência e juros: círculo vicioso

Nem a redução da taxa básica de juros da economia teve impacto nos juros médios do cartão de crédito, que se mantêm inalterados em 238,30% anuais desde fevereiro de 2010.

- Existe um círculo vicioso. A inadimplência é alta porque os juros são elevados. E os juros elevados acabam aumentando a inadimplência. Se os juros fossem menores, a inadimplência cairia - diz o vice-presidente da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira.

- A taxa de 238,30% ao ano é elevadíssima, para não dizer absurda ou irreal - afirma, por sua vez, o educador financeiro Mauro Calil.

Segundo o Banco Central (BC), a inadimplência no cartão de crédito chegava a 28,10% em julho ( atrasos com mais de 90 dias), contra média de 7,9% no crédito para a pessoa física. O volume movimentado no rotativo em julho, diz o BC, foi de R$ 37 bilhões. Para Hessia, quem entra no rotativo dificilmente sai porque as taxas são muito altas.

Uma dívida no cartão de crédito, diz Oliveira, leva seis meses e meio para dobrar de valor, a uma taxa média de 10,69% por mês (238,30% por ano). Os números são mais expressivos quando se olha além da média. Segundo a Anefac, a taxa varia entre 26,82% e 628,76% ao ano, ou 2% a 18% ao mês.

- O cartão de crédito é o principal meio de pagamento quando se trata de inadimplência - afirma Mauro Calil.

Além do juro alto, o tema desperta polêmica devido a algumas características específicas do mercado brasileiro de cartões. Aqui, todos têm a função de crédito rotativo. Quando o consumidor opta por pagar o valor mínimo da fatura, já faz uso desse financiamento, e inicia seu processo de refinanciamento. Lá fora, o rotativo não é disponível em todas as opções do mercado.

Empresas: rotativo representa só 2%

O parcelamento sem juros - praticamente uma exclusividade brasileira - também pesa sobre os custos do setor, segundo seus representantes. A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) diz que 50% do faturamento dos cartões no Brasil vêm do parcelamento sem juros.

Outra diferença é a data em que o juro começa a incidir sobre as compras. No Brasil, isso só ocorre quando a pessoa atrasa o pagamento ou opta por pagar o valor mínimo. Ou seja, quem está com a fatura em dia pode ter até 40 dias de financiamento sem custo.

- Lá fora, não existe operação sem juros. O pagamento do juro ocorre a partir do dia seguinte ao da compra, enquanto aqui se cobra o juro apenas a partir do dia de vencimento da fatura. Além disso, temos o parcelado sem juros. Tudo isso tem custo - defende o vice-presidente comercial da Mastercard Brasil e Cone Sul, João Pedro Paro.

Segundo a Abecs, no exterior o saldo do rotativo representa 80% das compras. No Brasil, 70% do saldo a receber não têm juros e o rotativo representa menos de 2% do volume total.

Atendente de uma padaria da Vila Olímpia, em São Paulo, Vital Abreu Neto diz, orgulhoso, que nunca se endividou no cartão de crédito e revela o segredo: nunca pagar o valor mínimo.

- Se você paga o mínimo, a dívida dobra - diz ele.

Mastercard e Visa, as principais bandeiras globais, argumentam que são os emissores dos cartões (bancos, redes varejistas e outros) que definem as taxas de juros. Isso explica, segundo elas, o fato de que a mesma bandeira ter taxas de juros díspares em diferentes países. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) diz que a Abecs é a entidade indicada para tratar do assunto.

Salman Rushdie: Joseph Anton (book review)


Life in the Fatwa's Shadow



Michael Moynihan
The Wall Street Journal, September 17. 2012
In 1988, a Booker Prize-winning author published a novel called "The Satanic Verses." In the British city of Bradford, 200 miles from his London residence, a wild-eyed rabble of Muslim fundamentalists, most of whom hadn't bothered to read the book, declared it blasphemous and set it alight. The word "fatwa" would enter the English lexicon when Iran's Ayatollah Khomeini weighed in, issuing a religious edict demanding that Salman Rushdie, the book's author, be put to death for insulting the Prophet Muhammad. The ayatollah offered those unmoved by promises of otherworldly paradise a bounty of $1 million.
Mr. Rushdie now lives quite openly in New York—but the author's more literate tormentors can take satisfaction from "Joseph Anton," his compelling, affecting, depressing memoir of a life profoundly disfigured by terrorism. The soldiers of Allah didn't "send him to Hell," as Khomeini demanded, but they did make his existence a living one.
The conspiracies against Mr. Rushdie demanded the intervention of Britain's security services, curtailing his movement and making interaction with the outside world—and his young son—onerous. Book reviews he wrote were, in the days before email, given to a protection officer to be mailed from London, a postmark far from his undisclosed location. (When he included a note explaining why his reviews were late, one newspaper reproduced it on the front page.) The Thatcher government, a frequent target of Mr. Rushdie's more polemical writing, provided the security arrangement but offered only qualified diplomatic support, expressing sympathy more for those "offended" by the novel than for the condemned novelist himself.
It was a position shared by many of his literary and journalistic peers. British tabloid hacks mocked Mr. Rushdie's physical appearance, dismissed the literary merit of his novels and regularly complained of the cost to British taxpayers of keeping him alive. To many in the intelligentsia, it wasn't the bearded ghoul in Tehran who was responsible for the violence, nor his British surrogates, but the bearded novelist who surely "knew what he was doing."
The list of putative liberals suddenly concerned with hurt religious "sensibilities" is depressingly long: Joseph Brodsky, John le Carré, Hugh Trevor-Roper, Roald Dahl ("long, unpleasant man with huge strangler's hands"), Germaine Greer, the reliably Islamophilic Prince of Wales, and the Archbishop of Canterbury, who coughed up the most astonishing pronouncement of the whole affair: "We must be more tolerant of Muslim anger."

Joseph Anton

By Salman Rushdie
(Random House, 636 pages, $30)
"Joseph Anton" is hardly a conventional memoir. It is written in the third person, a conceit that works well enough as a way of recounting the alienating experience of living under cover while hearing one's real name condemned by Muslim leaders world-wide. The author covers his life before the fatwa, including a moving account of the death of his father, a brilliant secularist and a brutish drunk. He also savagely recapitulates his marriage to the American novelist Marianne Wiggins (to whom "The Satanic Verses" was dedicated) and provides a brief but revealing accounting of married life with model and TV star Padma Lakshmi, whom he took up with after he came out of hiding. But the bulk of the book deals with the death sentence, the point when "The Satanic Verses" left the realm of literature and was "denied the ordinary life of a novel," instead becoming "something smaller and uglier: an insult." "Joseph Anton" demonstrates Mr. Rushdie's ability as a stylist and storyteller. It also serves as an important moral balance sheet.
It is quite stunning to be reminded of the craven "religious leaders" who openly suborned Mr. Rushdie's murder, to no response from the police or courts. Mr. Rushdie hasn't forgotten, though it seems everyone else has. Iqbal Sacranie, one "leader" given substantial airtime and column inches to adjudicate Mr. Rushdie's fate, said that "death, perhaps, is a bit too easy for him." In 2005, Mr. Sacranie was knighted at the behest of Tony Blair. Then there is Yusuf Islam (formerly Cat Stevens), who in 1989 publicly supported the death sentence, saying that Mr. Rushdie "must be killed." In 2010, he was a special guest at comedian Jon Stewart's "Rally to Restore Sanity" in Washington, D.C. In a subtle dig at Mr. Stewart, Mr. Rushdie sighs that the musician, who later denied his words, must have understood that "he lived in an age where nobody had a memory."
Mr. Rushdie's analysis of the pusillanimity of Western journalists and intellectuals is bracing, though one greedily wants more of it. He thunders against the "the cancer of cultural relativism" and the newly minted crime of "Islamophobia," which meant that "to criticize the militant stridency of this religion in its contemporary incarnation was to be a bigot." Mr. Rushdie, a strident atheist, is forthright. "Actually existing Islam had become a poison and Muslims were dying of it and that needed to be said," he writes. "He would say it, if nobody else would."
Since the Iranian regime stopped actively pursuing the fatwa in 1998, Mr. Rushdie has "said it" less frequently, focusing mainly on his career as a novelist. He periodically wades back into the free-speech debate—like signing a statement denouncing "religious totalitarianism" during the Muhammad cartoon affair—but has left the polemical activism to others, like his late friend Christopher Hitchens.
Mr. Rushdie is optimistic about the Arab Spring and those young Muslims who took to the streets because they "wanted jobs and liberty, not religion." But the recent violent attacks on American embassies suggest that the revolution in the Middle East might be more religious than libertarian, and the lightning-quick condemnation last week by the American embassy in Cairo of the "abuse" of free speech by a private citizen who produced an anti-Islam YouTube video indicates that the enemies of liberal democracy have learned well from the Rushdie affair. Defenders of Enlightenment values, regardless of what they think of Mr. Rushdie the novelist, must acknowledge the fact that, when threatened, Salman Rushdie—Joseph Anton—reacted with great bravery and even heroism.
Mr. Moynihan is a contributing editor at Reason and a columnist at Tablet.
A version of this article appeared September 18, 2012, on page A15 in the U.S. edition of The Wall Street Journal, with the headline: Life in the Fatwa's Shadow.

Administracao: keynesianos soltos (I mean unleashed...)

Keynes, crise e política fiscal, livro de José Roberto Afonso, inaugura nova série Administração Pública do IDP - Instituto Brasilliense de Direito Público, publicada pela editora Saraiva. "O livro resgata para o centro dos debates as obras do economista britânico, John Maynard Keynes, que é visto, muitas vezes, como o pai da intervenção estatal na economia, defensor da gastança e do endividamento público, mesmo sendo um equivoco. A obra volta às reflexões originais de Keynes para identificar e tentar compreender como este encarava o papel da política fiscal na política econômica."
Entre outros pontos, a venda nas livrarias virtuais do IDP ( http://migre.me/aMl6P ) e Saraiva ( http://migre.me/aMlai ). Direitos autorais doados para o Refazer, que atende famílias carentes no IFF/FIOCRUZ no Rio ( http://migre.me/aMldv ). Lançamento será em 20/9, as 18.30h, ao final do Congresso IDP, no centro de eventos da CNTC (SGAS, Av.W-5, Quadra 902, Bloco C), Brasília.

A FGV Projetos em parceria com o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) publicarão livros sobre finanças públicas e federalismo brasileiro. A série é aberta com os livros "FPE - Equalização estadual no Brasil - Alternativas e simulações para a reforma", de Sergio Prado (UNICAMP), e "ICMS - Gênese, mutações, atualidade e caminhos para a recuperação", de Fernando Rezende (FGV). O lançamento será no Congresso do IDP, auditório da Confederação dos Trabalhadores do Comércio, Brasília, em 20/09/2012 (distribuição gratuita). Ver pdf anexado.

Educacao: a longa marcha para a (possivel) melhoria (mas vai demorar...)


Maioria das escolas de SP rejeita ensino integral, mostra levantamento
O Estado de São Paulo, 19/09/2012

Atualmente, no estado, 16 escolas de referência já testam o tempo integral no ensino médio.
Mais da metade das escolas de ensino fundamental e médio consultadas pela Secretaria de Estado da Educação de São Paulo (56%) rejeitou o modelo de tempo integral para 2013. Das 76 escolas convidadas oficialmente pela secretaria, apenas 32 aceitaram aderir ao projeto.

Os dados são de um levantamento da ONG Observatório da Educação a ser divulgado hoje (19) e mostram que uma das principais promessas eleitorais de candidatos à Prefeitura de São Paulo - ampliação das escolas de tempo integral - pode não ser o que querem os principais envolvidos na questão: alunos e professores.

Para aderir ao programa, é preciso aprovação do Conselho Escolar, que reúne funcionários, docentes, pais e alunos. A recusa dos alunos do ensino médio se deve, na maioria dos casos, ao desinteresse por mais aulas das mesmas disciplinas e à falta de disponibilidade de tempo. Muitos precisam trabalhar e não poderiam passar o dia no colégio. Como, em alguns casos, essa escola é a única da região, esses estudantes teriam de se deslocar para outra área da cidade para poder frequentar as aulas (mais informações nesta página).

A análise dos números do levantamento mostra, no entanto, que o percentual de recusa não se deve apenas a essas particularidades do estudante do ensino médio. Das escolas de ensino fundamental convidadas, o percentual de rejeição foi parecido: 53%.

É aí que entra o peso da oposição da direção e do corpo docente ao ensino integral. A recusa tem por base questões de adaptação da infraestrutura - nem toda escola tem um refeitório apropriado e teria de diminuir o número de alunos -, mas, segundo os pesquisadores, esbarra principalmente, na questão da carreira docente e na falta de vontade dos gestores de participarem de um projeto que não ajudaram a construir.

Quanto aos professores, para lecionarem nas escolas de tempo integral, eles devem ser efetivos, ter dedicação exclusiva e passar por uma seleção. Quem não atender aos requisitos é transferido - critérios que contrariam a categoria. Ontem, após ação do sindicato dos docentes (Apeoesp), um juiz deu 72 horas para que a Secretaria de Educação preste explicações sobre a remoção dos professores das escolas nas quais o programa será implementado.

Continuidade - "Nesse levantamento, vimos que a participação da comunidade na construção de uma política pública é um fator de qualificação que aumenta muito a adesão e a efetividade na ponta do processo", avalia Denise Carreira, coordenadora da Ação Educativa. "Além disso, há um receio de que seja mais um programa de governo que não tem continuidade após as eleições."

Por isso, diz Anna Helena Altenfelder, superintendente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), é preciso ampliar o debate e fomentar a discussão. "Temos de considerar essas questões, mas não podemos achar que a educação integral é uma vilã. Se queremos qualidade, o ensino integral é uma ideia a ser defendida, sempre. Mas é preciso que tenha um significado próprio."

Em nota, a secretaria lamenta o "caráter eleitoreiro" do levantamento e diz que "um dos princípios dessa iniciativa é justamente contar com a adesão voluntária das comunidades escolares, tendo em vista que o sucesso desse novo modelo de ensino". Prossegue a nota: "É preciso trabalhar para que a sociedade compreenda a importância do tempo integral para a melhoria da qualidade da educação. Por outro lado, neste modelo, os alunos permanecem o dia todo na escola, com uma jornada diária estendida e com atividades que vão além do currículo básico, como orientação de estudos, elaboração de seus projetos de vida e aulas específicas que irão prepará-los, tanto para o mundo acadêmico quanto para o mundo do trabalho".

Educacao: um programa equivocado, uma falsa solucao

O governo insiste em encontrar soluções erradas para problemas reais. Em lugar de formar professores decentes, para dar aulas decentes, o governo vai gastar dinheiro com capitalistas indecentes -- OK, talvez decentes, mas vão ganhar dinheiro fácil de um governo equivocado -- para comprar computadores (só os computadores, sem programas) que não servirão para nada (OK, para joguinhos), e assim se prolonga a agonia da educação brasileira.
Vai demorar um bocado para consertar, e vão gastar muito dinheiro antes de revisar políticas erradas.
Paulo Roberto de Almeida 


Lei que amplia Brasil Maior incentiva compra de computadores para escolas públicas
Agência Brasil

Publicada ontem (18), a Lei 12.715 - que amplia o Plano Brasil Maior - concede incentivos fiscais para a compra de computadores para escolas públicas e restabelece o Programa Um Computador por Aluno (Prouca). 
A norma trata, entre outros pontos, da desoneração da folha de pagamento, aplicação do Regime Diferenciado de Contratações (RDC) na área educacional e concessão de incentivos à industria automotiva e ao Programa Nacional de Banda Larga.

De acordo com a lei, o Regime Especial de Incentivo a Computadores para Uso Educacional (Reicomp) visa facilitar a aquisição dos aparelhos para uso dos alunos e professores da rede pública federal, estadual, municipal e do Distrito Federal e para as escolas sem fins lucrativos que prestam atendimento a pessoas com deficiência. Os computadores deverão ser utilizados exclusivamente no processo de aprendizagem.

O Reicomp suspende a incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as indústrias que fornecem matéria-prima e produtos intermediários para a fabricação dos computadores, além do PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

O Programa Um Computador por Aluno tem como objetivo promover a inclusão digital nas escolas públicas por meio da compra de equipamentos de informática, programas de computador, suporte e assistência técnica. Pela lei, um percentual mínimo dos equipamentos deverá, obrigatoriamente, ser adaptado para pessoas com deficiência.   

A lei também institui o Regime Diferenciado de Contratações (RDC) para construção ou reforma de estabelecimentos de educação infantil. O regime poderá ser aplicado até o 31 de dezembro de 2018 aos projetos de construção ou reforma de creches e pré-escolas, cujas obras tenham início ou contratação a partir de 1º de janeiro de 2013.

De acordo com o governo, a adoção do RDC é opcional. O projeto - de construção ou reforma de creche e pré-escola - precisa da prévia aprovação do Ministério da Educação e o imóvel não poderá ter a destinação alterada pelo prazo mínimo de cinco anos.

Canadofilos francofonos: aproveitai


Le Département de science politique de l’Université de Montréal sollicite des candidatures pour occuper un poste de professeure ou de professeur, à temps plein, au rang d’adjoint, dans le domaine de la politique internationale.
Entrée en fonction: 1er juin 2013.
Les personnes intéressées sont priées de consulter la description détaillée de ce poste sur la page Web du Département de science politique à l’adresse suivante : 
Éric Montpetit, directeur
----
The Department of Political Science at the Université de Montréal invites applications for a full-time tenure-track position as Assistant Professor in international politics. 
Starting Date: June 1st 2013.
Interested parties should consult the detailed description of this position on the Department of Political Science Web site at: 
Éric Montpetit, chair

Von Mises em Caruaru, PE (sort of...)

Bem, não era exatamente o Ludwig, mas pessoas de nomes bem brasileiros, falando sobre as lições de Von Mises e seus ensinamentos para o Brasil de hoje, entre essas pessoas este modesto blogueiro, mostrado na foto com novos amigos pernambucanos e misenianos aprendizes, como eu aliás.
Quero destacar também -- já que não está mencionado no post abaixo -- a presença de Everton Renault, músico, empreendedor em TICs, amante da liberdade, que nos brindou com uma breve e cativante exposição sobre o uso das TICs no empreendedorismo individual (ver sua página em: https://www.facebook.com/evertonrenault).
No encontro, apresentei este trabalho: 

Intervencionismo governamental:
na ótica de Von Mises e na prática brasileira

Pretendo postá-lo assim que terminar a revisão. Em todo caso, os interessados em conhecer um pouco mais da obra de Von Mises, recomendo o site do Mises Brasil (http://www.mises.org.br/), ou ir direto ao livro, aqui: 
Política Econômica: Pensamentos para Hoje e Amanhã (nos links, para a versão texto: http://mises.org/etexts/ecopol.asp; e para a versão em pdf: http://mises.org/etexts/ecopol.pdf). Em Português existe uma boa tradução de Maria Luiza X. De A. Borges, sob o título de As Seis Lições (publicado em 1985 pela Editora José Olympio, em colaboração com o Instituto Liberal, cuja 6a. edição, de 1998, encontra-se disponível no site do Ordem Livre, sob este link para a versão em pdf: www.ordemlivre.org/wp-content/uploads/mises-seislicoes.pdf).
Paulo Roberto de Almeida

A informação abaixo figura neste link: http://www.estudantespelaliberdade.com.br/index.php/blog/265-ceap-caruaru


Evento reuniu empreendedores no agreste pernambucano durante o fim de semana
pe-caruaru
CARUARU/PE - O fim de semana foi marcado pela segunda edição do Congresso de Empreendedorismo do Agreste Pernambucano, organizado pelo embaixador do EPL no Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco (CAA/UFPE), Thiago Beserra Gomes, com apoio do Instituto Millenium.
O evento reuniu estudantes da região, principalmente dos cursos de Relações Internacionais, Economia e Administração, que participaram de dois dias de atividades. Estiverem presentes outros dois embaixadores do EPL, ambos recifenses: Giovanne Amaral, do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da UFPE, e Aécio Prado, da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap).
CEAP
Aécio Prado, Giovanne Amaral, Paulo Roberto de Almeida, Thiago Gomes e Erick Vasconcelos
O congresso contou com quatro palestrantes. O principal deles foi o diplomata Paulo Roberto de Almeida, mestre em planejamento econômico pelo Colégio dos Países em Desenvolvimento da Universidade de Estado da Antuérpia (Bélgica), doutor em ciências sociais pela Universidade de Bruxelas (Bélgica) e que já trabalhou como assessor especial no Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.
Os outros foram o jornalista Erick Vasconcelos, tradutor, professor de inglês e fundador do Instituto Ludwig von Mises Brasil, que estuda há vários anos a metodologia e economia da Escola Austríaca de Economia; o professor Edvaldo Sampaio, empresário e ex-Assessor da Diretoria do Banco do Brasil em Brasília, formado em Direito e mestrando em Psicologia; além do próprio Thiago Gomes, que é estudante de economia e possui 20 artigos científicos publicados, inclusive na Europa, além de atuar como organizador de eventos e possuir uma franquia publicitária.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Analfabetismo funcional no Brasil - Antonio Matias


O desafio da alfabetização plena
Antonio Matias
O Estado de S.Paulo, 26 de julho de 2012

A publicação do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) 2011, pesquisa realizada pelo Instituto Paulo Montenegro/Ibope e pela Ação Educativa, evidencia um triste diagnóstico cujo conhecimento é de fundamental importância para mobilizar a sociedade a desenvolver estratégias que superem esse grave problema: o aumento de escolarização, embora tenha sido essencial nas últimas décadas, não foi suficiente para assegurar a alfabetização plena.
A análise da série histórica do estudo, que vem sendo realizado periodicamente nos últimos dez anos, mostra que apenas um em quatro brasileiros atinge nível pleno nas habilidades de leitura, escrita e Matemática. Ou seja, é capaz de ler e interpretar textos mais longos, analisar e relacionar suas partes, realizar inferências e sínteses, além de resolver problemas que exigem maior planejamento e controle.
Além disso, apesar de ter ocorrido uma redução do analfabetismo absoluto e da alfabetização rudimentar, só 62% dos que têm curso superior e 35% dos que têm ensino médio completo estão no patamar dos plenamente alfabetizados. Em ambos os casos, essa proporção é inferior à observada no início da década.
O Inaf também revela que um em cada quatro brasileiros que cursam ou cursaram até o Ensino Fundamental II ainda está classificado no nível rudimentar, sem avanços em todo o período, ou seja, consegue ler apenas textos curtos e fazer operações simples, como manusear dinheiro para o pagamento de pequenas quantias.
Olhar a estagnação dos dados de plena alfabetização entre 2001 e 2011 nos permite vislumbrar a situação de uma geração: são poucas as chances de um jovem que concluiu o ensino médio ter alterado na última década sua proficiência linguística, adquirindo, assim, condições para se desenvolver no mundo profissional e social e desfrutar todas as possibilidades de uma sociedade que exige cada vez mais capacidade de expressão e de absorção de conhecimento.
Importante valorizar a mobilização crescente que envolve os setores público, privado e as organizações sociais para que a educação pública se torne prioridade nacional, o que já está dando frutos. A ampliação do acesso ao ensino fundamental, a crescente inserção de programas de educação integral nas escolas públicas e a utilização de sistemas de avaliação que ajudam a estabelecer metas e a mensurar resultados de aprendizado foram pontos essenciais para o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes na educação.
Divulgado na semana passada, o National Assessment of Educational Progress , estudo do Programa de Política de Educação e Governança da Universidade Harvard que analisa 49 países, mostrou que o Brasil ocupa a terceira posição no ranking daqueles em que a qualidade do ensino mais avançou entre 1995 e 2009 (de 2000 a 2009 no caso brasileiro). Contudo os brasileiros continuam com desempenho inferior ao de países que tiveram até retrocesso na qualidade do ensino.
Os dados resultantes dessa pesquisa convergem com os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) em 2010, em que o Brasil ocupou o terceiro lugar em crescimento entre todos os participantes. Mas não se pode esquecer que saímos do penúltimo lugar, portanto, todos os esforços ainda não podem ser considerados suficientes para oferecer a crianças e jovens brasileiros educação pública de qualidade.
Não há dúvida de que a reversão desse quadro demanda dos investidores sociais privados sensibilidade para essa questão, tão essencial ao desenvolvimento humano. Exige ainda um olhar atento para aprofundar o entendimento dessas informações como ponto de partida para escolhas estratégicas de atuação, buscando sinergia e potencializando as intervenções, para evitar sobreposições e fortalecer áreas de ação conjunta.
A constatação de que o grande avanço na cobertura da educação nesta década não tem representado maior aprendizado nas competências de alfabetização plena aponta a necessidade de repensar formas de ensino para os que frequentam hoje as escolas públicas. Nesse ponto, institutos e fundações empresariais podem ser parceiros importantes do poder público, contribuindo com o desenvolvimento de metodologias inovadoras, aproveitando sua possibilidade de trabalhar com pequenos grupos, sem o compromisso inicial de ganho de escala.
É necessário ainda estruturar estratégias de mobilização social em favor do tema e fortalecer ações de advocacy junto ao poder público, com o intuito de contribuir para dar suporte a boas iniciativas políticas, que passam a ser respaldadas pela demanda qualificada da sociedade. Torna-se cada vez mais necessário, tendo em vista a busca por bons resultados educacionais, que os projetos sejam realizados em estreita parceria com os desenvolvedores e implantadores das políticas dessa área. Para isso é preciso repensar a forma de atuação, fortalecendo o trabalho junto às equipes técnicas das secretarias e deixando o protagonismo para as equipes responsáveis pelas escolas públicas. Vínculo e aproximação são palavras-chave para que a iniciativa privada realmente possa contribuir para os avanços necessários.
O conhecimento dos dados do Inaf aponta para uma reorientação importante na forma de atuação do investimento social na educação. Sendo essa a área de maior investimento privado no Brasil, a expectativa de resultados também deve ser grande. Para isso há que investir com foco em resultados, com a expectativa de gerar retorno. E o retorno social esperado do investimento na área educacional é, em primeiro lugar, a boa formação humana das novas gerações, garantido suas condições de desenvolvimento pleno. E nosso país só será plenamente desenvolvido se enfrentar seu mais importante desafio, fazendo da educação a grande prioridade nacional.
* VICE-PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO ITAÚ SOCIAL, É MEMBRO DO CONSELHO DE GOVERNANÇA DO MOVIMENTO TODOS PELA EDUCAÇÃO

Postagem em destaque

Uma brevíssima história do mundo - Paulo Roberto de Almeida

Uma brevíssima história do mundo - Do caos primitivo para os primeiros impérios do mundo (busquem no Arnold Toynbee a variedade dos poderes ...