Diplomatizzando

Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O Brasil que deu chabu, segundo a Economist - Marcelo de Paiva Abreu

De foguete a busca-pé
Marcelo de Paiva Abreu*
O Estado de S.Paulo, 2/10/2013

A edição de 28/9 da revista The Economist incluiu matérias bastante críticas da gestão de Dilma Rousseff. A capa mostra um foguete no formato da estátua do Cristo Redentor que, após tentativa de lançamento, perde direção e vira busca-pé, prestes a despedaçar-se. É uma referência a outra capa, de 2009, que mostrava a mesma estátua na iminência de decolagem.
A capa de 2009 pareceu a muitos bastante exagerada. Não havia evidência de que o sucessor de Lula, provavelmente governista, pudesse ter mais apetite do que o governo anterior para promover reformas cuja premência já era mais do que evidente, tais como as relativas à melhoria da infraestrutura e aos diversos regimes previdenciários. De fato, as análises da revista haviam, especialmente no segundo mandato de Lula, tendido a moderar as críticas à óbvia irracionalidade de muitas políticas públicas. A tese era de que Lula era um luxo, quando contrastado com a turma de populistas na América Latina: Chávez, Correa e Cristina. O que escapou à revista foi que Lula, embora fosse o melhor dessa turma, não se diferenciava o bastante para implementar as reformas que poderiam assegurar a volta do crescimento rápido e sustentado.
Membros do governo e analistas chapa-branca têm tentado neutralizar as críticas atuais da revista com o argumento de que, da mesma forma que exagerou no otimismo em 2009, estaria agora exagerando nas críticas. O argumento não cabe. A avaliação de 2009 foi exageradamente otimista, sim, e mereceria autocrítica mais explícita pela revista. Já a análise atual está essencialmente correta.
O governo tem recorrido a truques contábeis para viabilizar aportes de recursos ao BNDES para que o banco apoie projetos questionáveis. A infraestrutura brasileira é vergonhosa e os esforços do governo para melhorá-la são lamentavelmente ineficientes. Não há empenho para minorar o estrago causado pelas contas da previdência. O governo concede favores à ineficiente indústria automotiva e penaliza a agricultura eficiente - que, apesar disso, tem ido bastante bem, por ter sido deixada em relativa paz pelo governo. O Brasil tem se escondido atrás do Mercosul e da busca do sucesso na Rodada Doha para não entabular negociações comerciais com seus principais parceiros.
A presidente aproveitou sua volta ao Twitter para "rebater" as críticas. A revista seria "desinformada". O Brasil teria tido o terceiro maior crescimento do PIB, no segundo trimestre, no mundo. Tudo culminando na estridente tentativa de levantar a bandeira do nacionalismo demagógico: "Quem aposta contra o Brasil sempre perde".
É possível discordar da revista, especialmente no terreno político, pois a inércia da guerra fria ainda tem influência nas suas análises. Mas dificilmente poderia ser considerada desinformada. PIB trimestral do segundo semestre? Que tal um pouco de seriedade e admitir que o Brasil está crescendo, na melhor das hipóteses, a taxa três vezes menor do que as de seus colegas mais bem-sucedidos no bloco dos Brics? "Quem aposta contra o Brasil sempre perde" é uma fanfarronice demagógica. Finalmente, não parece apropriado a uma chefe de Estado, por menos razão que tenha, envolver-se em controvérsia com a imprensa.
The Economist não parece acreditar muito na sua incitação para que Dilma se regenere e promova reformas decentes. Mas, apesar de a matéria incluir análise realista quanto à próxima eleição presidencial, sublinhando a fraqueza das oposições, não há análise satisfatória da convivência de mau governo com altos índices de aprovação da presidente e do desempenho de seu ministério. É improvável que mesmo novos protestos, similares aos de junho, possam afetar permanentemente essa perniciosa relação. Constata-se com desalento que os marqueteiros estarão sempre a postos para remendar os índices de aprovação na entressafra de eventuais protestos.
*Marcelo de Paiva Abreu é doutor em Economia pela Universidade de Cambridge e professor titular no Departamento de Economia da PUC-Rio.


By Paulo Roberto de Almeida Paulo Roberto de Almeida at outubro 04, 2013 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Labels: economia brasileira, Marcelo de Paiva Abreu, The Economist

E por falar em excelente ambiente de negocios no Brasil...

Pois é: parece que o Brasil está entregue a amadores.
Amadores inteligentes deveriam consultar técnicos e experts, antes de se pronunciar sobre assuntos que não dominam. Mas quem segura?
Paulo Roberto de Almeida

Resposta brasileira para espionagem na internet pode dar errado, diz setor
O Globo, 3/10/2013

SÃO PAULO/BRASÍLIA - Para as empresas de tecnologia no Brasil, a decisão do governo de mirar as companhias em resposta à espionagem americana é tão inteligente quanto enviar um e-mail raivoso no calor de uma discussão.

O plano da presidente Dilma Rousseff de obrigar as empresas de internet a armazenar dados de usuários dentro do país não terminará com as preocupações sobre segurança virtual no Brasil, e pode aumentar os custos e prejudicar futuros investimentos em um importante mercado emergente para empresas como Google, Facebook e Twitter, disseram analistas e executivos da indústria.

“Pode acabar tendo o efeito oposto do que se pretendia, e afugentar empresas que querem fazer negócios no Brasil”, disse Ronaldo Lemos, professor na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), que ajudou a formular a legislação de internet no Brasil.

Dilma ficou indignada depois que documentos divulgados pelo ex-analista de inteligência americano Edward Snowden mostraram que a Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) espionou cidadãos brasileiros, a Petrobras e até mesmo as comunicações da própria presidente.

Em resposta, Dilma passou a priorizar um projeto de lei que exige que grandes empresas de internet armazenem localmente dados reunidos nos servidores dentro do Brasil. De outra forma, elas não poderão fazer negócios em um dos mercados de tecnologia e mídia social que cresce mais rápido no mundo.

O projeto de lei ainda não foi publicado, e o número de empresas na mira do governo é incerto.

No entanto, o deputado petista Alessandro Molon (RJ), relator do Marco Civil da internet, disse recentemente que o número de empresas afetadas poderia ser contado “nas duas mãos”.

No que foi interpretado pela indústria como outro sinal de hostilidade, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, sugeriu recentemente que as empresas de tecnologia não estavam pagando impostos suficientes.

Uma fonte da indústria, falando sob condição de anonimato devido à delicadeza da questão, disse que muitas empresas ainda estão esperando para ver a lei, e como será implementada, antes de decidir se continuarão com os planos de investir no país. Algumas poderiam até mesmo sair do Brasil.

“É uma ideia horrível”, disse a fonte. “E mesmo se o governo sabe, ele sente que precisa continuar pressionando e enviar um forte sinal político”.

Mesmo se os dados fossem mantidos em centros de dados brasileiros, ainda seriam replicados em servidores no exterior, dizem os especialistas. Ter bancos de dados inteiros em um único país tornaria a informação mais vulnerável a ataques cibernéticos.

Tamanho do mercado importa

Mas até agora o governo se recusa a abandonar seu plano, apostando principalmente que o Brasil é um mercado grande demais para as empresas ignorarem.

“Não acredito que essas empresas vão parar suas atividades lucrativas no Brasil”, disse Molon, acrescentado que construir centros locais seria um “custo pequeno” para empresas tão grandes.

O secretário de Política de Informática do Ministério de Ciência e Tecnologia, Virgílio Almeida, que também está envolvido na questão, citou o Facebook como uma empresa que deveria ter uma presença física maior no Brasil.

“O Brasil é o segundo maior mercado (do Facebook) em termos de usuários, e mesmo assim a empresa tem infraestrutura zero no país. Seria natural, mesmo do ponto de vista empresarial, ter parte dela aqui”, disse Almeida.

Um estudo patrocinado pelo grupo de telecomunicações Brasscom descobriu recentemente que os custos de operação de um centro de dados no Brasil podem ser até 100% mais altos do que nos Estados Unidos. Isso se deve principalmente ao alto custo de eletricidade e aos pesados impostos sobre tecnologia importada.

Almeida disse que o Ministério da Ciência e Tecnologia está estudando incentivos fiscais para empresas dispostas a manufaturar servidores no Brasil. Subsídios de eletricidade, ele disse, poderiam vir a ser discutidos com o Ministério da Fazenda.

A ideia de exigir que dados sejam hospedados localmente ganhou força depois que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, tentou persuadir as autoridades americanas a executar todos os outros pedidos de vigilância através dos tribunais brasileiros. Ele disse que o pedido foi rejeitado durante uma viagem recente a Washington.

Almeida sugeriu que os prejuízos podem não ser tão ruins quanto algumas empresas acreditam.

“É uma concepção ainda em construção”, disse. “Acho que a indústria está vendo esse debate sobre os centros de dados de maneira muito extrema”.

Fortaleza - Vladivostok

O rescaldo do escândalo da NSA também pode fortalecer outras iniciativas do governo com relação à internet.

Um projeto prevê ligar o Brasil e seus pares no grupos de países emergentes Brics através de um cabo de fibra óptica de 34.000 quilômetros sem passar pelos Estados Unidos. O cabo iria de Fortaleza até Vladivostok, na Rússia, também ligando a África do Sul, a Índia e a China.

A internet é fortemente centralizada nos Estados Unidos, o que significa, por exemplo, que um e-mail enviado por Dilma a seu colega russo Vladimir Putin provavelmente irá passar por um servidor em Miami.

“Essa é uma boa oportunidade de procurar melhores opções de conectividade”, disse Leslie Daigle, chefe de Tecnologia de internet na internet Society, um grupo sediado nos EUA que defende uma rede aberta.

Especialistas dizem que a conscientização é mais importante do que cabos colossais de fibra óptica ou e-mail locais ou serviços de criptografia em um país onde autoridades responsáveis por fazer a política da internet às vezes têm uma má compreensão do assunto e geralmente trocam informações confidenciais através do Gmail ou Whatsapp, serviço de mensagem instantânea para smartphones.

“Ao introduzir mais tecnologia, você está na verdade introduzindo mais problemas em vez de abordar as questões”, disse William Beer, analista de segurança cibernética da empresa de serviços profissionais Alvarez & Marsal, em São Paulo.

Dilma fez da nova estrutura legislativa da internet uma prioridade, significando que a Câmara dos Deputados pode votá-la até o final de outubro. Com relação à regra de localização dos dados, o deputado Molon parece determinado.


“As coisas não podem continuar como estão”, disse. “Precisamos de uma resposta política contra um ato político que violou nossa soberania”.
By Paulo Roberto de Almeida Paulo Roberto de Almeida at outubro 04, 2013 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Labels: ambiente de negócios, Brasil, espionagem americana, internet

Pausa para... poesia virtual, como na internet...

A internet bolivariana
 ALAMIR LONGO
Blog de Augusto Nunes, 3/10/2013

I
A espionagem americana
nos deixou aborrecidos.
A Dilma passou um pito
lá pros Estados Unidos,
porém Obama calou-se
e a ela não deu ouvidos.

II
A Unasul se reuniu,
condenando a arapongagem.
Num duríssimo discurso,
a Dilma passou a mensagem:
o assunto era de guerra
e a todos pediu coragem.

III
O Evo ofereceu tropa
e o Mujica, marijuana;
Maduro, papel higiênico,
Cristina acenou com grana.
Armou-se o tal pé de guerra
de quebrar zarabatana.

IV
Então a Dilma explicou
que tinham entendido mal,
pois a luta que propunha
era guerra virtual
para criar uma internet
fora da rede mundial.

V
E bem assim desse jeito
a ideia foi discutida,
por todos sendo aprovada
tão oportuna medida.
O bloco se encheu de orgulho
e a Dilma foi aplaudida.


VI
E assim logo teremos
uma rede soberana
para proteger o país
da espionagem americana:
começou a ser criada
a internet bolivariana.
By Paulo Roberto de Almeida Paulo Roberto de Almeida at outubro 04, 2013 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Labels: poesias políticas

O ingresso "pleno" da Venezuela no Mercosul nao e' pleno, nem e' ingresso: apenas figuracao...

Uma nota muito esclarecedora:

Ministério das Relações Exteriores
Assessoria de Imprensa do Gabinete

Nota nº 353
3 de outubro de 2013

Decisões aprovadas pelo Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX)
Brasília, 3 de outubro de 2013

O Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX), presidido pelo Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, aprovou hoje, 3 de outubro, a oferta brasileira que fará parte das negociações de acordo comercial entre o MERCOSUL e a União Europeia.

O documento será encaminhado aos demais países membros do bloco sul-americano para a consolidação de uma oferta comum. A Venezuela não participará dessa oferta por ainda estar cumprindo etapas de adesão ao MERCOSUL. O compromisso assumido entre representantes do MERCOSUL e da União Europeia, em janeiro último, é o de apresentar as ofertas até o último trimestre de 2013.

O Conselho de Ministros decidiu, ainda, instruir o grupo técnico de retaliação – criado por resolução anterior da CAMEX – a reunir-se para avaliar, até o dia 30 de novembro, eventuais medidas a serem tomadas, caso necessário, no âmbito do contencioso do algodão.


A decisão dos ministros deveu-se ao fato de os Estados Unidos terem interrompido o pagamento que vinha sendo feito ao Instituto Brasileiro do Algodão desde 2010, como parte do acordo temporário com o Brasil para a suspensão da retaliação autorizada pela Organização Mundial do Comércio (OMC). 
By Paulo Roberto de Almeida Paulo Roberto de Almeida at outubro 04, 2013 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Labels: Mercosul, negociações UE-Mercosul, Venezuela

Espionagem americana: algumas das razoes - Carlos Alberto Montaner, embaixador americano

Eu já tinha transcrito aqui este artigo do jornalista cubano quando foi publicado no original em espanhol.
Faço-o novamente em inglês, o que me permite corrigir pequenos erros do diplomata americano e comentar uma de suas mentiras mais deslavadas. Quanto ao resto, não há como ser contra, dado que são fatos objetivos, não impressões de um amador...
Ele erra, em primeiro lugar, ao dizer que o Brasil esteve do lado dos EUA na guerra da Coreia. Ledo engano: Getúlio Vargas não entrou nessa. O único país latino-americano que mandou tropas para a Coreia foi a Colômbia, e isso porque vivia sob uma ditadura militar, se não me engano.
É a mais pura verdade que todos os amigos de Lula e do PT são ditaduras abjetas, inimigas dos EUA, nisso ele tem inteiramente razão. Por que motivo Lula escolheu ter como amigos pessoas tão pouco recomendáveis. Como Lula não é um ideólogo, e parece que nem socialista ele é, só um grande oportunista, que nunca leu uma linha sequer de qualquer coisa, menos ainda de marxismo (que para ele deve ser pior que grego), só pode ser por um motivo bem oportunista, que vocês podem adivinhar porque seria.
Que o Brasil tenha votado contra os EUA em todas as votações de importância para os EUA, também é uma verdade factual, não só por decisão de Lula, mas também de amigos fervorosos de certas causas, que são as mesmas que explicam porque o Brasil votou sistematicamente a favor de ditaduras, e contra qualquer investigação séria de direitos humanos nesses países ditatoriais. Deve ser uma compulsão...
Ele se engana também ao dizer que o aspone presidencial para assuntos internacionais seja mais inteligente e mais preparado do que o chefe da quadrilha, mas ele provavelmente não conhece todos os meandros do agrupamento desses companheiros que possuem fieis amigos dos amigos dos amigos dessas ditaduras em causa. Um dia vai se saber toda a verdade, se os homens que os treinaram não queimarem antes todos os papéis, o que aliás eles já devem estar fazendo, sabendo que o barco das ratazanas vai soçobrar um dia desses.
Ele também se engana ao dizer que o Itamaraty considera Carta Democrática da OEA, firmada em Lima no dia fatídico de 11/09/2001, como apenas um pedaço de papel. O Itamaraty considera vários outros ins
trumentos como meros pedaços de papel, do contrário não assinaria tantos, mas em geral o corpo profissional se atém à palavra dada e ao documento assinado. Quem não liga para isso são os companheiros, que não sabem honrar a palavra dada, tanto que vivem mentindo. São eles que impedem o Itamaraty de fazer as coisas certas, e costumam obrigá-lo a fazer as coisas erradas. São fatos, e bastaria mencionar aqui Venezuela, Bolívia, Honduras, Paraguai, etc...
Pode-se também concordar em que o Brasil é um país notoriamente corrupto, e são fatos, igualmente, que sustentam essa afirmação.
Agora, é uma grande mentira que os EUA só espionam o Brasil porque o país é corrupto, porque o governo é antiamericano e só atua no plano internacional contra os EUA e a favor dos inimigos dos EUA.
Mesmo que o Brasil tivesse um governo de direita, alinhado e fiel a Washington, totalmente subserviente aos desejos dos EUA, os EUA ainda assim espionariam o Brasil, como espionam todos os outros, amigos ou inimigos.
Afinal de contas, ninguém perde nada por estar bem informado...
Paulo Roberto de Almeida

Why we spy on Brazil
BY CARLOS ALBERTO MONTANER
The Miami Herald, September 29, 2013

Brazil's President Dilma Roussef waits to address the audience during the 68th session of the United Nations General Assembly at the United Nations.
President Dilma Rousseff of Brazil canceled her visit to President Obama. She was offended because the United States was peeking into her electronic mail. You don’t do that to a friendly country. The information, probably reliable, was provided by Edward Snowden from his refuge in Moscow.
Intrigued, I asked a former U.S. ambassador, “Why did they do it?” His explanation was starkly frank:
“From Washington’s perspective, the Brazilian government is not exactly friendly. By definition and history, Brazil is a friendly country that sided with us during World War II and Korea, but its present government is not.”
The ambassador and I are old friends. “May I identify you by name?” I asked. “No,” he answered. “It would create a huge problem for me. But you may transcribe our conversation.” I shall do so here.
“All you have to do is read the records of the São Paulo Forum and observe the conduct of the Brazilian government,” he said. “The friends of Luis Inácio Lula da Silva, of Dilma Rousseff and the Workers Party are the enemies of the United States: Chavist Venezuela, first with (Hugo) Chávez and now with (Nicolás) Maduro; Raúl Castro’s Cuba; Iran; Evo Morales’ Bolivia; Libya at the time of Gadhafi; Bashar Assad’s Syria.
“In almost all conflicts, the Brazilian government agrees with the political lines of Russia and China, as opposed to the perspective of the U.S. State Department and the White House. Its more akin ideological family is that of the BRICS, with whom it tries to conciliate its foreign policy. [The BRICS are Brazil, Russia, India, China and South Africa.]
“The huge South American nation neither has nor manifests the slightest desire to defend the democratic principles that are systematically violated in Cuba. On the contrary, former president Lula da Silva often takes investors to the island to fortify the Castros’ dictatorship. The money invested by the Brazilians in the development of the super-port of Mariel, near Havana, is estimated to be $1 billion.
“Cuban influence in Brazil is covert but very intense. José Dirceu, Lula da Silva’s former chief of staff and his most influential minister, had been an agent of the Cuban intelligence services. In exile in Cuba, he had his face surgically changed. He returned to Brazil with a new identity (Carlos Henrique Gouveia de Mello, a Jewish merchant) and functioned in that capacity until democracy was restored. Hand in hand with Lula, he placed Brazil among the major collaborators with the Cuban dictatorship. He fell into disgrace because he was corrupt but never retreated one inch from his ideological preferences and his complicity with Havana.
“Something similar is happening with Profesor Marco Aurelio Garcia, Dilma Rousseff’s current foreign policy adviser. He is a contumacious anti-Yankee, worse than Dirceu even, because he’s more intelligent and had better training. He will do everything he can to foil the United States.
“To Itamaraty — a foreign ministry renowned by the quality of its diplomats, generally multilingual and well educated — the Democratic Charter signed in Lima in 2001 is just a piece of paper without any importance. The government simply ignores the election swindles perpetrated in Venezuela or Nicaragua and is totally indifferent to any abuses against freedom of the press.
“But that’s not all. There are two other issues about which the United States wants to be informed about everything that happens in Brazil, because, in one way or another, they affect the security of the United States: corruption and drugs.
“Brazil is a notoriously corrupt country and those ugly practices affect the laws of the United States in two ways: when Brazilians utilize the American financial system and when they compete unfairly with U.S. companies by resorting to bribery or illegal commissions.
“The issue of drugs is different. The production of Bolivian coca has multiplied fivefold since Evo Morales became president, and the outlet for that substance is Brazil. Almost all of it ends up in Europe, and our allies have asked us for information. That information sometimes is in the hands of Brazilian politicians.”
My two final questions are inevitable. Will Washington support Brazil’s bid for permanent membership in the U.N. Security Council?
“If you ask me, no,” he says. “We already have two permanent adversaries: Russia and China. We don’t need a third one.”
Finally, will the United States continue to spy on Brazil?
“Of course,” he tells me. “It’s our responsibility to U.S. society.”

I think that Doña Dilma should change her e-mail addresses frequently.
By Paulo Roberto de Almeida Paulo Roberto de Almeida at outubro 04, 2013 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Labels: Carlos Alberto Montaner, espionagem americana

Propostas para um governo racional - Fabio Giambiagi e Claudio Porto

Vai ser dificil ter algo parecido, mas dizem que a esperança...
PRA

Livro: Propostas para o governo: 2015-2018

03/10/2013 por mansueto
Convite-Proposta-para-o-Governo-2015-2018É com muito prazer que uso este espaço para sugerir fortemente que todos comprem o livro, Propostas para o Governo 2015-2018, organizado por Fábio Giambiagi e Claudio Porto. Os autores dispensam apresentação, mas vou falar um pouco dos dois.
Em relação ao Fábio Giambiagi, ele é um dos economista mais respeitados na área de finanças públicas e tem um grande mérito: fala o que de fato acredita e sempre fundamenta suas teses com a literatura e com dados empíricos. Tem uma capacidade anormal de escrever, editar e ainda estimular outros economistas a escreverem. A primeira vez que estive com ele foi em uma reunião em Brasília, em 1995, quando ele trabalhou no Ministério do Planejamento. Mas só nos conhecemos de fato, em 2004, quando passei a escrever com certa frequência da área de finanças públicas e ele ainda estava no IPEA.
Claudio Porto conheci no lançamento de um outro livro que organizou com Fábio Giambiagi: Brasil 2022. Claudio é uma daquelas pessoas batalhadoras que saiu do Recife para o Rio de Janeiro para ampliar a sua consultoria, a Macroplan, que cresceu e hoje tem vários associados de peso. Ele criou uma instituição que está por trás do planejamento estratégico de vários órgãos públicos e privados, além de projetos de planejamento e avaliação de Estados e Municípios.
O que posso falar além desta breve introdução é que sou fã dos dois e fiquei agradecido por ter sido convidado para participar do livro com um capítulo sobre política fiscal. O livro tem um total de 24 capítulos, cada um limitado a 10 páginas, e tenho certeza que será um importante livro de consulta para a sociedade brasileira e para os nossos candidatos.
Segue abaixo a lista dos capítulos e dos autores. O lançamento do livro será no dia 29 de outubro de 2013, às 19 hs na Livraria da Travessa no Shopping Leblon no Rio de Janeiro. É muito provável que eu vá para o lançamento no Rio.

Livro: Propostas para o governo: 2015-2018

Organizadores: Fábio Giambiagi e Claudio Porto
Editora: Elsevier
Parte I – Introdução
1.A economia brasileira na segunda metade da década: riscos de esgotamento do ciclo de expansão iniciado em 2004 (Fabio Giambiagi/Marcelo Kfoury Muinhos)
2.Oportunidades e desafios para um novo ciclo de desenvolvimento do Brasil: uma agenda para o médio prazo (Claudio Américo de Figueiredo Porto/Adriana Fontes)
Parte II – O arranjo macroeconômico
3.O financiamento do desenvolvimento: à procura de novas fórmulas (Bernard Appy)
4.Desafios para a consolidação do regime de metas de inflação no Brasil (Daniel L. Sinigaglia/Nilson Teixeira)
5.Que regime monetário-cambial? (Tiago Berriel/Carlos Viana de Carvalho/Rafael Ihara)
6.A política fiscal no Brasil e perspectivas para 2015/2018 (Mansueto Almeida)
7.Tributação e competitividade: o que fazer? (Everardo Maciel)
8.Riscos e possibilidades do endividamento externo no Brasil (Fernando Honorato Barbosa)
9.Salário mínimo: razões e bases para uma nova política (Fabio Giambiagi)
Parte III – Políticas para a promoção do desenvolvimento
10. Produto potencial: onde estamos? Para onde vamos? (José Ronaldo de Castro Souza Junior)
11.Como elevar a produtividade? (Jorge Arbache)
12.Política industrial e comercial para um mundo em transformação: uma agenda para 2015 (Claudio Frischtak/Mauricio Mesquita Moreira)
13.Uma política social para uma economia competitiva (Francisco H. G Ferreira/ Marcio Gold Firmo)
14.Ensino técnico e profissional: a falta que faz, e como fazer (Cláudio de Moura Castro/Simon Schwartzman)
15.Reforma previdenciária, cedo ou tarde (Marcelo Abi-Ramia Caetano)
16.Perspectivas para a FUNPRESP: a evolução dos ativos dos fundos de pensão dos servidores da União no século XXI (Felipe Vilhena Antunes Amaral)
17.Incentivos fiscais para a previdência complementar ou Reforma da Previdência: “Doutor, dá pra rolar uma boa notícia?” (Flavio Martins Rodrigues)
18.Uma agenda de trabalho para o setor elétrico (Elena Landau/Joísa Dutra/Patrícia Regina Pinheiro Sampaio)
19.Infraestrutura para o crescimento (Mailson da Nóbrega/Adriano Pitoli)
20.Concorrência no Brasil: e agora? (Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt/Elizabeth Farina/Claudio Monteiro Considera)
21.A agenda da inovação: 2015/2018 (Carlos Américo Pacheco, Rafael Lucchesi/Luís Gustavo Delmont)
22.Brasil conectado: os novos desafios e oportunidades da gestão pública em tempo real (Alexandre Mattos/Glaucio Neves/Gustavo Morelli)
23.Desenvolvimento sustentável: tendências, novas formas de aferir valor e oportunidades para o Brasil (Clarissa Lins)
24.Políticas de desenvolvimento regional no contexto do desafio da competitividade (Alexandre Rands Barros)

Share this:

  • Email
  • Imprimir
  • Facebook6
  • Twitter3
  • LinkedIn1

Curtir isso:

Publicado em Economia | Etiquetado desenvolvimento econômico, Fábio Giambiagi, política fiscal, Propostas para 2015-2018 | 2 Comentários

2 Respostas

  1. em 03/10/2013 às 8:25 PM | RespostaManelim Silva
    Haverá versão digital do livro à venda?

  2. em 03/10/2013 às 8:34 PM | RespostaManelim Silva
    Mansueto,
    Isso é um livro ou um ajuntamento de 24 artigos?


RSS Comentários

Deixe uma resposta

By Paulo Roberto de Almeida Paulo Roberto de Almeida at outubro 04, 2013 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Labels: Claudio Porto, Fabio Giambiagi, livro, Mansueto Almeida, planejamento, políticas públicas.

Feroz concorrencia entre Franca e Brasil no capitulo das leis idiotas, contrarias ao cidadao...

O Brasil e a França parecem estar em constante e acirrada competição para saber qual é o país que mais aprova leis idiotas, contra os interesses dos seus cidadãos, pensando defendê-los de algum capitalista perverso (geralmente americano, como ocorre ser).
O Brasil ganha nitidamente em matéria de emendas constitucionais idiotas, algumas até inconstitucionais, como a última aprovada, de n. 73, que extrapolou sobre os poderes do Congresso ao criar tribunais regionais federais, que são da estrita competência do Judiciário.
Mas a França é páreo duro em matéria de legislação ordinária (bota ordinária nisso), como prova esta matéria.
O que se pode fazer quando legisladores são ignorantes em economia e atuam como idiotas consumados?
Paulo Roberto de Almeida

France targets Amazon to protect bookshops

By Hugh Carnegy in Paris
Financial Times, Ocotber 3, 2013

France’s parliament has passed a law preventing internet booksellers from offering free delivery to customers, in an attempt to protect the country’s struggling bookshops from the growing dominance of US online retailer Amazon.
On Thursday, Aurélie Filippetti, the culture minister who originally proposed the move, denounced Amazon for its alleged “strategy of dumping”, claiming that the company used offers of free delivery to get around French laws controlling the price of books.
Speaking during a debate in the National Assembly, she said: “Once they are in a dominant position and have wiped out our network of bookshops, it is a strong bet that they will raise their delivery charges.”
The new law, which will now go for ratification by the Senate, is the latest move by France against US internet companies, which it believes are unfairly using their market power to overwhelm local competition.
The socialist government of President François Hollande is lobbying the EU to regulate online platforms and applications and is pushing for international agreement on taxing internet companiessuch as Google, Facebook and Amazon in the countries where customers use their websites.
Defending France’s cultural assets against the perceived threat from US products and companies has strong cross-party support. All main parties supported the new law, which will be added to 1981 legislation that allows a maximum 5 per cent discount on the centrally-fixed single price for books.
But Amazon attacked the new law, saying all measures that increased the price of books damaged the purchasing power of French consumers and discriminated against those shopping on the internet.
“The impact will be greatest both on the depth of the catalogue [offered to consumers] and on small publishers for whom the internet represents a big part of their business,” Amazon said.
French politicians on the left and right have expressed concern about the fate of France’s strong tradition of independent bookshops in the face of fast-rising internet sales, which had captured 13 per cent of the market by 2011, according to figures in a parliamentary report. Amazon claims some 70 per cent of the online sales.
In June, the government combined with French publishers to launch a €9m joint plan to support independent booksellers. However, Christian Kert of the centre-right UMP party – one of the sponsors of the new law – said bookshops remained “in a difficult situation because of their rents, personnel charges and the cost of their stocks”.
He said Google, Apple, Facebook and Amazon between them had between €2.2bn and €3bn sales in France, but paid on average only €4m in tax each.
Earlier this year, Mr Hollande forced Google into pumping €60m into the country’s ailing newspaper industry by threatening to introduce legislation to force the search engine to share its revenues from links to French media articles.
Another proposal to impose a tax on the sale of internet-connected devices to help fund French films and TV production has been dropped.
By Paulo Roberto de Almeida Paulo Roberto de Almeida at outubro 04, 2013 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Labels: França, leis idiotas
Postagens mais recentes Postagens mais antigas Página inicial
Assinar: Comentários (Atom)

Postagem em destaque

Guerra política interna e crise global: o Brasil diante da eleição de 2026 - Maria luiza Falcão (Brasil 247)

  HOME  >  BLOG Guerra política interna e crise global: o Brasil diante da eleição de 2026 O mundo atravessa uma fase de instabilidade cr...

  • 1112) Carreira Diplomatica: respondendo a um questionario
    Carreira Diplomática: respondendo a um questionário Paulo Roberto de Almeida ( www.pralmeida.org ) Respostas a questões colocadas por gradua...
  • (nenhum título)
    Minha entrevista desta sexta-feira 25/02/2022, sobre a dramática situação da Ucrânia no canal +BrasilNews.  1437. “ Entrevista sobre a Ucrân...
  • 673) A formacao e a carreira do diplomata
    Uma preparação de longo curso e uma vida nômade Paulo Roberto de Almeida A carreira diplomática tem atraído número crescente de jovens, em ...
  • 561) Informações sobre a carreira diplomatica, III: desoficiosas...
    FAQ do Candidato a Diplomata por Renato Domith Godinho TEMAS: Concurso do Instituto Rio Branco, Itamaraty, Carreira Diplomática, MRE, Diplom...
  • Israel Products in India: A complete list
      Israel Products in India: Check the Complete list of Israeli Brands! Several Israeli companies have established themselves in the Indian m...
  • Recursos Google para IA
    Testei as 7 ferramentas de IA GRATUITAS do Google (que superam todas as alternativas pagas) https://www.youtube.com/watch?v=om4SYmD6RnM
  • Carreira diplomatica: leituras para o concurso de entrada
    Bibliografia para o concurso do Rio Branco Resumo de uma lista de leituras por: Paulo Roberto de Almeida (Brasília, fevereiro de 2010) ...
  • Carreira Diplomatica: respondendo a questionamentos
    Por puro acaso, recebendo hoje mais um "enésimo" comentário a este post meu:  QUINTA-FEIRA, 21 DE MAIO DE 2009 1112) Carr...
  • Stephen Kotkin on China
     Stephen Kotkin is a legendary historian, currently at Hoover, previously at Princeton. Best known for his Stalin biographies, his other wor...
  • Brasil: cronologia sumária do multilateralismo econômico, 1856-2006 - Paulo Roberto de Almeida
    Brasil: cronologia sumária do multilateralismo econômico, 1856-2006 Paulo Roberto de Almeida In: Ricardo Seitenfus e Deisy Ventura, Direito ...

Novo livro: História e historiografia das Relações Internacionais do Brasil (Editora Appris)

Novo livro: História e historiografia das Relações Internacionais do Brasil (Editora Appris)
Dos Descobrimentos ao Final do Império (em breve)

O que é este blog?

Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Meus livros podem ser vistos nas páginas da Amazon. Outras opiniões rápidas podem ser encontradas no Facebook ou no Threads. Grande parte de meus ensaios e artigos, inclusive livros inteiros, estão disponíveis em Academia.edu: https://unb.academia.edu/PauloRobertodeAlmeida

Site pessoal: www.pralmeida.net.

Pesquisar este blog

Quem sou eu: Paulo Roberto de Almeida

Minha foto
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, DF, Brazil
Ver meu perfil completo

Últimas Postagens:

  • ▼  2026 (335)
    • ▼  março (57)
      • Guerra política interna e crise global: o Brasil d...
      • Relação de trabalhos referentes a eleições e campa...
      • Minhas colaborações à revista Crusoé, 2019 a 2024 ...
      • Os votos de São Paulo - Marcelo Guterman
      • Fundo que comprou Master para Vorcaro teria usado ...
      • A política externa nas campanhas eleitorais e nas ...
      • Russia Won’t Break the Way the West Expects - Jaso...
      • Guerra civil, caos, continuidade do regime no Irã:...
      • A Strategic Learning Deficit: Western Military Ins...
      • Entrevista, Alberto Almeida: ‘Lula é favorito para...
      • Após boa virada de ano, é hora da diplomacia - Rol...
      • Por qué la dictadura cubana caerá antes de 2027 - ...
      • La Pologne, en première ligne face à la guerre hyb...
      • Trump encourages Latin American leaders to use mil...
      • The destruction of Venezuela by its leaders - Alex...
      • Recursos Google para IA
      • Guerra no Irã é o momento mais imprevisível no Ori...
      • Shield of Americas, Trump e o seu quintal latino-a...
      • A diplomacia de Trump: destrói para depois negocia...
      • OS BRICS E AS GUERRAS - Renato Baumann (Linkedin)
      • Trump convenes ‘Shield of Americas’ summit with 12...
      • Reflexões de Thomas Friedman sobre a destruição do...
      • 84 anos sem Stefan Zweig - Casa Stefan Zweig (Petr...
      • O Imperador do mundo e seu “secretário da Guerra” ...
      • Leite sobe o tom contra Bolsonaro e destoa de Rati...
      • Guerra dá lucro - André Gustavo Stumpf (Correio Br...
      • Diplomata brasileira pede ao Itamaraty para dar co...
      • Revista Será? n. 700, 6/03/2026: artigos de primei...
      • Who Is The Only U.S. President With A PhD? - No Br...
      • ÁSIA – TEORIAS QUE SURGEM E DESAPARECEM, GERADAS F...
      • Le « Bouclier des Amériques », confrérie conservat...
      • José Márcio Camargo: "Tática de terra arrasada do ...
      • Tehran called. Moscow didn’t answer - William Jame...
      • De uma mudança de regime a uma outra... - Paulo Ro...
      • The true nature of Russian imperialism
      • Rombo na esperança (Banco master) - Cristovam Buar...
      • Depoimento do embaixador Sergio Eduardo Moreira Li...
      • A obra mais recente do intelectual francês especia...
      • Madame IA, novamente requisitada por Airton Dirceu...
      • Madame IA, incitada por Airton Dirceu Lemmeertz, a...
      • Um mergulho no passado: volto a consultar um livro...
      • Antônio Augusto Cançado Trindade e o Itamaraty - l...
      • Antonio Augusto Cançado Trindade: algumas resenhas...
      • Madame IA, via Airton Diceu Lemmertz, comenta vari...
      • Rui Barbosa: 110 anos de um discurso memorável sob...
      • Gilles Kepel: Le Sud Global est une grande impostu...
      • II Conferência Nacional de Política Externa e Inse...
      • Aos que apreciam poesia: Augusto de Campos (LASA, ...
      • Letter from Brasília: The Other War: Evacuating ci...
      • Argentina e Brasil e suas respectivas ditaduras mi...
      • Uma trajetoria de vida - Danilo Bueno e PRA
      • Uma notória disparidade de atitudes: guerra de reg...
      • Miséria da diplomacia outra vez? - Paulo Roberto d...
      • Relações Exteriores e Constituição (1986) - Paulo ...
      • A revolução que o PT nunca fez: sua própria modern...
      • A Rússia como Estado Terrorista, criminoso de guer...
      • Da submissão e das penas: diplomatas e militares -...
    • ►  fevereiro (120)
    • ►  janeiro (158)
  • ►  2025 (1582)
    • ►  dezembro (167)
    • ►  novembro (120)
    • ►  outubro (107)
    • ►  setembro (105)
    • ►  agosto (107)
    • ►  julho (150)
    • ►  junho (87)
    • ►  maio (144)
    • ►  abril (159)
    • ►  março (168)
    • ►  fevereiro (134)
    • ►  janeiro (134)
  • ►  2024 (1681)
    • ►  dezembro (106)
    • ►  novembro (154)
    • ►  outubro (93)
    • ►  setembro (126)
    • ►  agosto (128)
    • ►  julho (103)
    • ►  junho (178)
    • ►  maio (172)
    • ►  abril (186)
    • ►  março (184)
    • ►  fevereiro (132)
    • ►  janeiro (119)
  • ►  2023 (1268)
    • ►  dezembro (119)
    • ►  novembro (92)
    • ►  outubro (89)
    • ►  setembro (105)
    • ►  agosto (93)
    • ►  julho (92)
    • ►  junho (97)
    • ►  maio (118)
    • ►  abril (139)
    • ►  março (119)
    • ►  fevereiro (96)
    • ►  janeiro (109)
  • ►  2022 (1317)
    • ►  dezembro (107)
    • ►  novembro (104)
    • ►  outubro (121)
    • ►  setembro (94)
    • ►  agosto (119)
    • ►  julho (121)
    • ►  junho (132)
    • ►  maio (104)
    • ►  abril (100)
    • ►  março (122)
    • ►  fevereiro (116)
    • ►  janeiro (77)
  • ►  2021 (1250)
    • ►  dezembro (106)
    • ►  novembro (107)
    • ►  outubro (75)
    • ►  setembro (85)
    • ►  agosto (76)
    • ►  julho (88)
    • ►  junho (96)
    • ►  maio (134)
    • ►  abril (139)
    • ►  março (116)
    • ►  fevereiro (87)
    • ►  janeiro (141)
  • ►  2020 (1711)
    • ►  dezembro (162)
    • ►  novembro (165)
    • ►  outubro (147)
    • ►  setembro (128)
    • ►  agosto (129)
    • ►  julho (101)
    • ►  junho (141)
    • ►  maio (171)
    • ►  abril (148)
    • ►  março (138)
    • ►  fevereiro (150)
    • ►  janeiro (131)
  • ►  2019 (1624)
    • ►  dezembro (123)
    • ►  novembro (107)
    • ►  outubro (124)
    • ►  setembro (90)
    • ►  agosto (147)
    • ►  julho (129)
    • ►  junho (176)
    • ►  maio (125)
    • ►  abril (138)
    • ►  março (189)
    • ►  fevereiro (134)
    • ►  janeiro (142)
  • ►  2018 (1134)
    • ►  dezembro (126)
    • ►  novembro (111)
    • ►  outubro (101)
    • ►  setembro (104)
    • ►  agosto (91)
    • ►  julho (102)
    • ►  junho (77)
    • ►  maio (88)
    • ►  abril (80)
    • ►  março (100)
    • ►  fevereiro (89)
    • ►  janeiro (65)
  • ►  2017 (937)
    • ►  dezembro (79)
    • ►  novembro (94)
    • ►  outubro (118)
    • ►  setembro (93)
    • ►  agosto (127)
    • ►  julho (77)
    • ►  junho (52)
    • ►  maio (71)
    • ►  abril (59)
    • ►  março (58)
    • ►  fevereiro (52)
    • ►  janeiro (57)
  • ►  2016 (1203)
    • ►  dezembro (76)
    • ►  novembro (64)
    • ►  outubro (111)
    • ►  setembro (105)
    • ►  agosto (109)
    • ►  julho (88)
    • ►  junho (108)
    • ►  maio (120)
    • ►  abril (123)
    • ►  março (109)
    • ►  fevereiro (86)
    • ►  janeiro (104)
  • ►  2015 (1479)
    • ►  dezembro (118)
    • ►  novembro (93)
    • ►  outubro (132)
    • ►  setembro (114)
    • ►  agosto (107)
    • ►  julho (110)
    • ►  junho (81)
    • ►  maio (103)
    • ►  abril (136)
    • ►  março (147)
    • ►  fevereiro (194)
    • ►  janeiro (144)
  • ►  2014 (3131)
    • ►  dezembro (146)
    • ►  novembro (144)
    • ►  outubro (266)
    • ►  setembro (234)
    • ►  agosto (231)
    • ►  julho (287)
    • ►  junho (339)
    • ►  maio (337)
    • ►  abril (234)
    • ►  março (308)
    • ►  fevereiro (256)
    • ►  janeiro (349)
  • ►  2013 (3297)
    • ►  dezembro (337)
    • ►  novembro (189)
    • ►  outubro (231)
    • ►  setembro (296)
    • ►  agosto (330)
    • ►  julho (322)
    • ►  junho (351)
    • ►  maio (324)
    • ►  abril (293)
    • ►  março (204)
    • ►  fevereiro (282)
    • ►  janeiro (138)
  • ►  2012 (2221)
    • ►  dezembro (186)
    • ►  novembro (162)
    • ►  outubro (152)
    • ►  setembro (172)
    • ►  agosto (174)
    • ►  julho (183)
    • ►  junho (151)
    • ►  maio (170)
    • ►  abril (217)
    • ►  março (205)
    • ►  fevereiro (226)
    • ►  janeiro (223)
  • ►  2011 (2416)
    • ►  dezembro (232)
    • ►  novembro (195)
    • ►  outubro (250)
    • ►  setembro (261)
    • ►  agosto (212)
    • ►  julho (196)
    • ►  junho (188)
    • ►  maio (230)
    • ►  abril (181)
    • ►  março (137)
    • ►  fevereiro (168)
    • ►  janeiro (166)
  • ►  2010 (2336)
    • ►  dezembro (149)
    • ►  novembro (148)
    • ►  outubro (196)
    • ►  setembro (240)
    • ►  agosto (270)
    • ►  julho (235)
    • ►  junho (215)
    • ►  maio (262)
    • ►  abril (189)
    • ►  março (98)
    • ►  fevereiro (152)
    • ►  janeiro (182)
  • ►  2009 (648)
    • ►  dezembro (80)
    • ►  novembro (88)
    • ►  outubro (65)
    • ►  setembro (70)
    • ►  agosto (82)
    • ►  julho (69)
    • ►  junho (53)
    • ►  maio (40)
    • ►  abril (37)
    • ►  março (22)
    • ►  fevereiro (11)
    • ►  janeiro (31)
  • ►  2008 (162)
    • ►  dezembro (33)
    • ►  novembro (19)
    • ►  outubro (12)
    • ►  setembro (6)
    • ►  agosto (6)
    • ►  julho (9)
    • ►  junho (25)
    • ►  maio (11)
    • ►  abril (7)
    • ►  março (10)
    • ►  fevereiro (10)
    • ►  janeiro (14)
  • ►  2007 (146)
    • ►  dezembro (11)
    • ►  novembro (19)
    • ►  outubro (18)
    • ►  setembro (6)
    • ►  agosto (12)
    • ►  julho (8)
    • ►  junho (22)
    • ►  maio (4)
    • ►  abril (9)
    • ►  março (7)
    • ►  fevereiro (17)
    • ►  janeiro (13)
  • ►  2006 (193)
    • ►  dezembro (38)
    • ►  novembro (9)
    • ►  outubro (7)
    • ►  setembro (10)
    • ►  agosto (9)
    • ►  julho (67)
    • ►  junho (53)

Vidas Paralelas (2025)

Vidas Paralelas (2025)
Rubens Ricupero e Celso Lafer nas relações internacionais do Brasil

Intelectuais na Diplomacia Brasileira

Intelectuais na Diplomacia Brasileira
a cultura a serviço da nação

Construtores da nação

Construtores da nação
Projetos para o Brasil, de Cairu a Merquior

Apogeu e demolição da política externa

Apogeu e demolição da política externa
Itinerários da diplomacia brasileira

O Itamaraty Sequestrado

O Itamaraty Sequestrado
a destruição da diplomacia pelo bolsolavismo, 2018-2021

A ordem econômica mundial

A ordem econômica mundial
e a América Latina (2020)

Miséria da diplomacia (2019)

Miséria da diplomacia (2019)
A destruição da inteligência no Itamaraty

Contra a Corrente: ensaios contrarianistas

Contra a Corrente: ensaios contrarianistas
A grande Ilusão do BRICS e o universo paralelo da diplomacia brasileira (2022)

O Homem que Pensou o Brasil

O Homem que Pensou o Brasil
Roberto Campos: trajetória intelectual

Formação da Diplomacia Econômica no Brasil

Formação da Diplomacia Econômica no Brasil
as relações econômicas internacionais no Império

Pesquisar este blog

Obras do autor:

Manifesto Globalista
Plataforma Academia.edu
Nunca Antes na Diplomacia...
Prata da Casa: os livros dos diplomatas
Volta ao Mundo em 25 Ensaios
Paralelos com o Meridiano 47
O Panorama visto em Mundorama
Rompendo Fronteiras
Codex Diplomaticus Brasiliensis
Polindo a Prata da Casa
Livros individuais PRA
Livros editados por PRA
Colaboração a livros coletivos
Capítulos de livros publicados
Teses e dissertações
Artigos em periódicos
Resenhas de livros
Colaborações regulares
Videos no YouTube

Paulo Roberto e Carmen Lícia

Paulo Roberto e Carmen Lícia
No festival de cinema de Gramado, 2016

PRA on Academia.edu

  • PRA on Academia.edu

PRA on Research Gate

  • Paulo Roberto de Almeida on ResearchGate

Works PRA

  • Carreira na diplomacia
  • Iluminuras: minha vida com os livros
  • Manifesto Globalista
  • Sun Tzu para Diplomatas: uma estratégia
  • Entrevista ao Brasil Paralelo
  • Dez grandes derrotados da nossa história
  • Dez obras para entender o Brasil
  • O lulopetismo diplomático
  • Teoria geral do lulopetismo
  • The Great Destruction in Brazil
  • Lista de trabalhos originais
  • Lista de trabalhos publicados
  • Paulo Roberto de Almeida
  • Works in English, French, Spanish

Outros blogs do autor

  • Eleições presidenciais 2018
  • Academia
  • Blog PRA
  • Book Reviews
  • Cousas Diplomaticas
  • DiplomataZ
  • Diplomatizando
  • Diplomatizzando
  • Eleições presidenciais 2006
  • Eleições presidenciais 2010
  • Meu primeiro blog
  • Meu segundo blog
  • Meu terceiro blog
  • Shanghai Express
  • Textos selecionados
  • Vivendo com os livros

Total de visualizações de página

Inscrever-se

Postagens
Atom
Postagens
Comentários
Atom
Comentários

Détente...

Détente...
Carmen Lícia e Paulo Roberto

Links

  • O Antagonista
  • Academia.edu/PRA
  • Mercado Popular
  • Mão Visivel
  • De Gustibus Non Est Disputandum
  • Mansueto Almeida
  • Orlando Tambosi - SC
  • Carmen Lícia Palazzo - Site
  • Carmen Licia Blogspot
  • Foreign Policy
  • Instituto Millenium
  • O Estado de Sao Paulo

Uma reflexão...

Recomendações aos cientistas, Karl Popper:
Extratos (adaptados) de Ciência: problemas, objetivos e responsabilidades (Popper falando a biólogos, em 1963, em plena Guerra Fria):
"A tarefa mais importante de um cientista é certamente contribuir para o avanço de sua área de conhecimento. A segunda tarefa mais importante é escapar da visão estreita de uma especialização excessiva, interessando-se ativamente por outros campos em busca do aperfeiçoamento pelo saber que é a missão cultural da ciência. A terceira tarefa é estender aos demais a compreensão de seus conhecimentos, reduzindo ao mínimo o jargão científico, do qual muitos de nós temos orgulho. Um orgulho desse tipo é compreensível. Mas ele é um erro. Deveria ser nosso orgulho ensinar a nós mesmos, da melhor forma possível, a sempre falar tão simplesmente, claramente e despretensiosamente quanto possível, evitando como uma praga a sugestão de que estamos de posse de um conhecimento que é muito profundo para ser expresso de maneira clara e simples.
Esta, é, eu acredito, uma das maiores e mais urgentes responsabilidades sociais dos cientistas. Talvez a maior. Porque esta tarefa está intimamente ligada à sobrevivência da sociedade aberta e da democracia.
Uma sociedade aberta (isto é, uma sociedade baseada na idéia de não apenas tolerar opiniões dissidentes mas de respeitá-las) e uma democracia (isto é, uma forma de governo devotado à proteção de uma sociedade aberta) não podem florescer se a ciência torna-se a propriedade exclusiva de um conjunto fechado de cientistas.
Eu acredito que o hábito de sempre declarar tão claramente quanto possível nosso problema, assim como o estado atual de discussão desse problema, faria muito em favor da tarefa importante de fazer a ciência -- isto é, as idéias científicas -- ser melhor e mais amplamente compreendida."

Karl R. Popper: The Myth of the Framework (in defence of science and rationality). Edited by M. A. Notturno. (London: Routledge, 1994), p. 109.

Uma recomendação...

Hayek recomenda aos mais jovens:
“Por favor, não se tornem hayekianos, pois cheguei à conclusão que os keynesianos são muito piores que Keynes e os marxistas bem piores que Marx”.
(Recomendação feita a jovens estudantes de economia, admiradores de sua obra, num jantar em Londres, em 1985)

ShareThis

Livros, livros e mais livros

Livros, livros e mais livros
My favorite hobby...

Academia.edu

Follow me on Academia.edu
Powered By Blogger
Paulo Roberto de Almeida. Tema Simples. Tecnologia do Blogger.