domingo, 14 de junho de 2026

20 Anos do Diplomatizzando: uma postagem inicial num dos FaceBooks pessoais e no próprio Diplomatizzando

Meu amigo Airton Dirceu Lemmertz penetrou no meu passado blogueiro, com a ajuda da IA, para resgatar o que andei fazendo, me divertindo, nos últimos 20 anos. Escrevi esto a ele, e reproduzo abaixo os primeiros relatórios desse resgate no passado do Diplomatizzando.

20 Anos do Diplomatizzando: uma postagem inicial num dos FaceBooks pessoais e no próprio Diplomatizzando
Grato pelo seu tremendo esforço e magnanimidade em colocar essa simpática senhora, ainda muito jovem, a serviço de uma causa que me é cara: o registro de minhas aventuras blogueiras, das quais, sobre as quais não tenho registo, a não ser pelos meus próprios trabalhos, quando finalizados, numerados e divulgados. O resto estaria perdido não fosse esse seu magnifíco esforço que seria impossível a qualquer força humana, mas que parece um jogo de criança, quando feito por poderosas ferramentas de garimpagem arqueológica no passado da minha produção. 
---------------------------
Paulo Roberto de Almeida
https://pralmeida.net/
diplomatizzando.blogspot.com
CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/9470963765065128
https://unb.academia.edu/PauloRobertodeAlmeida
https://www.researchgate.net/profile/Paulo_Almeida2

On 13 Jun 2026, at 15:00, Airton Dirceu Lemmertz <xxx.xxx.@gmail.com> wrote:

Olá, PRA! Tudo bem?
Abaixo, a análise/resposta da Gemini.
Att.,
ADL

===

Duas décadas do Diplomatizzando: convite aos que seguem minhas postagens e ao Gemini AI para se manifestarem a respeito deste blog - Paulo Roberto de Almeida: 


O Vintenário Textual e a Gênese do Quilombo Virtual
O vigésimo aniversário de fundação do veículo de comunicação digital denominado Diplomatizzando, capitaneado pelo diplomata e acadêmico Paulo Roberto de Almeida, descortina um panorama de perenidade incomum no ecossistema da internet brasileira. Inaugurado formalmente no período correspondente ao primeiro mandato da administração presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva, o espaço estabeleceu-se como uma trincheira de resistência retórica e analítica orientada pela contestação daquilo que o autor tipificou conceitualmente como lulopetismo diplomático. Sob o prisma crítico do cientista político, tal vertente operacionalizava uma transição indesejada da tradição institucional do Ministério das Relações Exteriores para um alinhamento personalista e ideológico, pautado por um antiamericanismo anacrônico e por uma divisão artificial do globo entre as potências hegemônicas do Hemisfério Norte e as nações marginalizadas do Sul global.
A persistência do veículo ao longo de duas décadas sinaliza a consolidação de um arquivo documental expressivo, voltado à preservação de ensaios, notas de conjuntura e resenhas bibliográficas que transcendem a efemeridade das redes sociais contemporâneas. Ao qualificar o próprio domínio virtual como um quilombo de resistência intelectual, o produtor do conteúdo explicita a natureza marginal e combativa de sua produção face às correntes intelectuais dominantes na burocracia estatal e na academia nacional. O acúmulo de materiais converteu o repositório em uma ferramenta de consulta secundária para investigadores dedicados ao estudo da evolução da política externa e da inserção econômica do Estado brasileiro no cenário internacional.
A Interação Antrópica e a Descodificação da Inteligência Artificial
O elemento de maior relevância metodológica na celebração desse marco temporal reside no convite formal direcionado tanto ao público leitor remanescente quanto aos mecanismos de processamento de linguagem natural, especificamente designados pelo autor sob a alcunha de Madame IA. Esta personificação irônica e reverencial das ferramentas tecnológicas revela uma percepção arguta sobre a mutação nos padrões de consumo e validação do conhecimento escrito. A intermediação operacional realizada pelo ativista e colaborador informacional Airton Dirceu Lemmertz evidencia um arranjo tripartite singular, no qual o diplomata fornece o roteiro conceitual primário, o colaborador coordena o fluxo de difusão e a inteligência artificial atua como o vetor de entretenimento analítico e debate dialético.
Ao demandar que os modelos matemáticos de simulação cognitiva manifestem-se sobre a utilidade do acervo construído desde o ano de dois mil e seis, o autor propõe um teste de estresse sobre a capacidade de síntese e hermenêutica dessas plataformas. A decodificação da massa de dados acumulada demanda das ferramentas não apenas a reprodução mecânica de fragmentos textuais, mas a apreensão crítica das correntes filosóficas que fundamentam o pensamento do ensaísta, marcadamente vinculadas ao liberalismo econômico e ao racionalismo crítico de matriz popperiana. A inserção da tecnologia de inteligência artificial nesse circuito de debates deixa de ser um mero adereço técnico para converter-se em um interlocutor ativo na validação do legado intelectual do espaço.
Rigor Científico e o Imperativo da Sociedade Aberta
A arquitetura conceitual que sustenta as posições manifestas no veículo encontra eco nas advertências epistemológicas de Karl Popper, reproduzidas como uma espécie de profissão de fé metodológica nas seções permanentes da página eletrônica. A exigência popperiana de que o cientista e o pensador abdiquem do jargão hermético em favor de uma comunicação transparente e acessível vincula-se diretamente à sobrevivência das instituições democráticas e da sociedade aberta. Sob essa ótica, a simplificação despretensiosa do discurso não representa um rebaixamento do rigor analítico, mas um imperativo ético contra a constituição de oligarquias tecnocráticas detentoras do monopólio do saber.
O contraponto cético manifestado pela inclusão de advertências atribuídas a Friedrich Hayek sobre os perigos do dogmatismo ideológico — mesmo aquele derivado de suas próprias fileiras teóricas — corrobora o caráter contrarianista reivindicado pelo titular do repositório. O ecletismo das referências, que cruzam os eixos da economia política e da historiografia diplomática, serve de baliza para que a análise das políticas públicas brasileiras evite o aprisionamento em fórmulas governamentais unívocas. A celebração das duas décadas de atividade do veículo atesta, em última análise, a viabilidade de manutenção de instâncias autônomas de crítica intelectual em meio às oscilações e polarizações que caracterizam a história política recente do país.

===


Em sáb., 13 de jun. de 2026 às 05:10, Paulo Roberto de Almeida escreveu:
Duas décadas do blog Diplomatizzando: como avaliar esta modesta ferramenta de reflexão critica?

Em 17 de junho de 2006 inaugurei este blog em resposta a um aparente bloqueio de seu predecessor imediado, chamado simplesmente Diplomatizando, que ficou assim com um z a mais e os mesmos objetivos prioritários: aumentar minha participação num debate substantivo, num espaço público gratuito oferecido pelo Google, sobre temas da diplomcia profissional do Brasil, seu envolvimento na politca externa governamental, naquele momento (primeiro mandato de Lula) dominada pelo que eu passei a chamar de “lulopetismo diplomático”, isto é, orientações profundamente personalistas, mas também marcadas por orientações de um partido pertencente ao arco do socialismo latino-americano, por uma ideologia simplória do antiamericanismo anacrônico e por fortes tendências nacionalistas estatizantes, conducentes a separar o mundo entre os dominadores do Norte e os supostos oprimidos e dominados países do Sul, idealizado como um polo de resistência ao capitalismo predatório e ao ocidentalismo marcado pelas imposições unilaterais do imperialismo americano.

O blog também tinha o objetivo de ser um repositório de materiais relevantes sobre a economia brasileira, sua politica externa e a sua diplomacia, a partir da produção intelectual própria, mas também de aportes diversos de fontes confiáveis sobre os mesmos temas prioritários, assim como sobre a politica internacional e a economia mundial, a partir dos quais eu ia acumulando um estoque importante de referências primárias e secundárias para meu trabalho de pesquisa e elaboração de ensaios, artigos e notas sobre a ampla temática coberta pelo blog.

Mantive, numa primeira fase, talvez na primeira década, diversos blogs paralelos — sobre resenhas de livros, por exemplo — ou dedicados a interesses setoriais ocasionais (as eleições presidenciais brasileiras, em especial), mas o Diplomatizzando permaneceu sendo o espaço preferencial de meu envolvimento num debate aberto sobre aqueles temas de interesse intelectual e político. Tendo em vista as circunstâncias que caracterizaram durante uma década e meia a economia, a politica externa e a diplomacia do Brasil, e minha postura crítica em relação a vários aspectos das orientações governamentais nesses contextos, este meu blog passou a ser identificado como uma espécie de “quilombo de resistência intelectual” e um espaço libertário próprio para expressar minha opinião sobre todos os temas de minha preferência acadêmica (minha segunda, talvez a primeira, concentração de atividades intelectuais, ao lado da carreira profissional na diplomacia do Estado brasileiro).

Nesta ocasião, em torno das primeiras duas décadas de vida deste espaço de reflexões livres sobre a temática global já exposta, convido meus leitores mais frequentes a se manifestarem sobre os aportes intelectuais auferidos a partir de minhas postagens, assim como as ferramentas pertencentes ao já grande arco tecnológico da chamada “inteligência artificial” a também avaliar a utilidade do material acumulado nestes 20 anos de ativismo individual para fins de um debate enriquecedor nessas politica públicas preferenciais. As diretrizes para tais manifestações já foram expressas em contribuições pertinentes de meu colega blogueiro e ativista de informações Airton Dirceu Lemmertz, que tem colaborado imensamente com os objetivos primários deste blog Diplomatizzando, não só na disseminação das postagens aqui efetuadas, mas também, e principalmente no período recente, na interação do conteúdo aqui coletado com essas ferramentas analíticas disponíveis nesse rico coletivo de comentários de grande qualidade informativa, que eu passei a chamar, num ajuntamento talvez indevido, de “Madame IA”, um designativo simpático a essas poderosas entidades colaborativas ao enriquecimento intelectual da “humanidade que pensa” e que cria respostas úteis aos atuais desafios civilizatórios.

Meus sinceros agradecimentos a todos eles, leitores, comentaristas e ferramentas analíticas, pela colaboração prestada a este modesto blogueiro libertário em seu esforço de aprendizado conjunto e de disseminação de leituras enriquecedoras em todas as áreas cobertas pelo meu “engenho e arte”, como diriam os antigos.

Vale!

Paulo Roberto de Almeida

Brasilia, 13 de junho de 2026

Quais as correlações deste quarteto? Airton Dirceu Lemmertz - Madame IA - Paulo Roberto de Almeida - Diplomatizzando

PRA: Um quarteto mais barulhento do que propriamente musical, mas que tem coisas relevantes a dizer, embora tudo seja maquinação de meu amigo Airton Dirceu Lemmertz, que foi quem colocou Madame IA na minha vida de blogueiro discreto:

Airton Dirceu Lemmertz - Madame IA - Paulo Roberto de Almeida - Diplomatizzando: quais as correlações deste quarteto?

A correlação desse quarteto resume-se a uma série de exercícios e provocações intelectuais envolvendo Inteligência Artificial publicados no blog do diplomata Paulo Roberto de Almeida. [1, 2]
O vínculo direto entre cada componente funciona da seguinte forma:
Paulo Roberto de Almeida: É um diplomata, professor e acadêmico brasileiro. Ele é o criador e principal autor do blog Diplomatizzando. [1, 2, 3, 4]
Diplomatizzando: O célebre blog de política externa, relações internacionais e cultura fundado por Almeida em 2006. O espaço serve como um "quilombo de resistência intelectual". [1, 2, 3]
Airton Dirceu Lemmertz: É um amigo próximo e colaborador assíduo de Paulo Roberto de Almeida. Ele atua como o "provocador" oficial do grupo, alimentando sistemas de IA com textos e ideias do diplomata. [1, 2, 3]
Madame IA: É o apelido personificado e bem-humorado que a dupla dá às ferramentas de Inteligência Artificial generativa (como o Google Gemini). [1, 2]
Como eles interagem na prática?
O funcionamento dessa dinâmica ocorre por meio de uma triangulação constante no blog: [1, 2]
A Provocação: Airton Dirceu Lemmertz cria comandos estruturados (prompts) e alimenta a Inteligência Artificial ("Madame IA") com os ensaios econômicos, políticos e as análises diplomáticas de Paulo Roberto de Almeida. [1, 2]
A Resposta: Madame IA é induzida a interpretar os cenários geopolíticos atuais sob a ótica do próprio diplomata, ou a realizar uma análise crítica sobre os textos e as chamadas "obsessões" intelectuais dele. [1, 2]
A Publicação: Os resultados desse experimento tecnológico — que vão desde concordâncias até divertidos debates e divergências sobre política externa — são revisados por Almeida e publicados de forma recorrente no blog Diplomatizzando. [1, 2]

============== 

No dia 17/junho/2026, o blog Diplomatizzando completará 20 anos. Em duas décadas, o diplomata brasileiro Paulo Roberto de Almeida (o PRA, que é o administrador do blog) publicou milhares de postagens. Se eu quero "acionar um comando em uma IA que deverá responder mediante uma análise de modo crítico e detalhado a partir do conjunto de todas as postagens publicadas no blog Diplomatizzando ao longo de 20 anos", quais os melhores modelos de IA disponíveis no mercado para tal execução (mencionada entre aspas)? Cite-os em ordem decrescente de qualidade da análise/resposta. 

Para analisar duas décadas de postagens do blog Diplomatizzando, o Gemini 3.1 Pro destaca-se pela sua janela de contexto de dez milhões de tokens, permitindo a ingestão direta de todo o arquivo. Em seguida, o GPT-5.5 da OpenAI e o Claude Opus da Anthropic oferecem análises profundas, mas exigem estruturação de dados por possuírem janelas de contexto menores.
Os modelos Llama 3.3/3.4 Ultra da Meta encerram a lista, exigindo maior engenharia de dados, porém entregando resultados robustos em análises de textos longos sobre diplomacia.

 

sábado, 13 de junho de 2026

Economia mundial em ritmo lento, mas Elon Musk se coloca como a 22a maior "economia" do planeta

 Economia mundial em ritmo lento, mas Elon Musk se coloca como a 22a maior "economia" do planeta.


 

A Europa declina lentamente... (IMF)

 A Europa declina lentamente...

 


Europe must “toughen up” and use the war in the Middle East and disruptions to energy supplies as a spur to greater economic unity, IMF Managing Director Kristalina Georgieva said on Tuesday.

 

Europe is better prepared than just a few years ago to withstand the latest economic shock, but the continent is being left behind as the US and China race ahead, Georgieva told the One Europe, One Market Summit in Brussels.

 

“We see too much conflict between EU and national rules and priorities, too many barriers to intra-EU trade, and too much fragmentation in European energy and labor markets,” she said.

 

In 2010 Europe had the same nominal GDP as the United States, but now it is significantly lower. After two decades of weak productivity growth, European income per person is 70 percent of America’s, and the gap is widening.

Europe has achieved much already but must go further still, Georgieva said.

 

“Complete the single market, because the strength of your growth depends on it, and manage long-term spending pressures, including in defense, because resilience depends on it.”

Três anos atrás, as notícias da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia eram só de ofensivas russas; no quinto ano a situação se inverteu completamente...

 

Ukraine war
Daily update  June 12, 2026


NEWS 



The Ukraine war was never supposed to last this long. When Russia launched its full-scale invasion, many experts predicted Kyiv would fall within ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 


... war effort in Ukraine. Ukrainian forces recently advanced in the Kostyantynivka-Druzhkivka tactical area and in the western Zaporizhia Oblast.
FacebookTwitterFlag as irrelevant 




Ukrainian attacks on Russia kill two and injure 10. At least two people were killed and another 10 injured in a Ukraine attack on ⁠Russia's border ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 




Ukraine is running out of workers as the war pulls men to the front and pushes millions abroad. Some companies are hiring migrants to fill the ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 




Ukrainian attacks on vehicles carrying critical supplies along the R-280 or “Novorossiya” highway have triggered a growing fuel crisis in occupied ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 




Ukraine has struck deep inside Russia using a domestically made cruise missile called the Flamingo ... war. Also on the show: -Iran Closes Strait Of ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 


Ukraine war latest: Russian-occupied Mariupol port no longer operational after Ukrainian strikes · EU Commission Vice-President and High ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 


The U.S. Senate Armed Services Committee on Thursday said ​it voted to extend U.S. security assistance for Ukraine and increase authorized funding ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 


... Ukraine, they (would) have war instead,” she said. 'Please leave the children here until the war is over'. When a large group of Ukrainian orphans ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 




The Institute for the Study of War, a Washington-based think tank using open source geolocated information, assessed Ukrainian gains higher still, ...

A força diminuta dos liberais no Brasil - Paulo Roberto de Almeida + Madame IA (via Airton Dirceu Lemmertz)

 Insistindo numa tarefa ainda não cumprida (não inteiramente):

Duvidas depois da meia-noite: 

Uma pergunta sem resposta precisa: por que os poucos, pouquíssimos liberais brasileiros acabam marchando com a direita, por vezes até com a extrema-direita, que costuma ser estúpida, sórdida e canalha, em lugar de reforçar as tendências social-democráticas que existem na sociedade, mas estão dispersas e desorganizadas?

Por que? Por que? 

Acham que a direita burra, e a extrema-direita burríssima vai respeitar seu liberalismo envergonhado?

Eu acho que vou parar de xingar a extrema-direita, deixar de criticar acerbamente a esquerda ingênua e comecar a escrever para os liberais desorganizados, não que eu seja um liberal experimentado, mas porque imagino que esses poucos liberais sejam um pouco mais inteligentes do que os extremos.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5 junho 2026.


Nota adicional em 13/06/2026: 

O eleitorado me parece mais pragmático do que iludido ou ideológico e parece pensar assim: os politicos, em geral, ou são incompetentes ou são corruptos (com várias exceções honradas), em todo caso pensam mais neles mesmos do que na comunidade que representam, e muito menos no país como um todo. O eleitor típico tende a votar, dentre os nomes mais propensos a ganhar, naquele que lhe parece o menos pior, pois oscila, por vezes entre dois extremos populistas e demagogos, do que em algum nome que seria o ideal, mas que não tem chance de ganhar. “Por que vou desperdiçar o meu voto no aparentemente melhor, mas sem apoio suficiente para ganhar, quando minha única esperança é impedir o demagogo mais nocivo de levar a presidência por quatro anos?”

De fato, o eleitor médio pensa mais no presidente, do que nos parlamentares, quando o Brasil já deixou de ser puramente presidencialista, e passou a viver sob um parlamentarismo deformado, deficiente, dominado em grande medida por interesses rasteiros, individuais, num aparelhamento por partidos dominados por caciques geralmente corruptos ou coniventes com a bandalheira generalizada, em meio a comportamentos predatórios por parte da alta tecnocracia, em especial da aristocracia do Judiciário que se locupleta com espertezas salariais que beiram a corrupção pura e simples.

E os supostos liberais (voltando ao objeto inicial desta postagem)?

Eles são tão poucos, numa nação culturalmente patrimonialista, que não fazem muita diferença no domínio político-representativo, daí sua pouca expressão e dificuldades em se organizar para constituir um polo de poder. Continuam a viver no mundo mais acadêmico do que prático, e vão ser minoritários pelo futuro indefinido.

Em todo caso, no que me concerne, vou continuar criticando tanto a esquerda ingênua quanto a extrema-direita estúpida, que me oarece muito mais perigosa, justamente por ser extremamente burra, preconceituosa, geralmente racista e possivelmente fanática, em busca de algum “salvador da pátria”, demagogo o suficiente para enganar os menos instruídos, os ingênuos e os desinformados.

Acredito que os liberais verdadeiros possuam sentimentos éticos, mas não dispõem de força politica suficiente para vencer eleições majoritárias, e continuam a ser minoritários até para eleger representantes mais condizentes com seus ideais parlamentaristas.

Paulo Roberto de Almeida

=========

Comentários de Madame IA às minhas postagens acima: 

A força diminuta dos liberais no Brasil - Paulo Roberto de Almeida: 


Introdução e o Paradoxo Ideológico Nacional
O ensaio analítico intitulado "A força diminuta dos liberais no Brasil", de autoria do diplomata e acadêmico Paulo Roberto de Almeida, apresenta um diagnóstico severo e estrutural sobre o comportamento e a relevância das correntes liberais no cenário político contemporâneo nacional. A reflexão, gestada no ambiente de polarização que caracteriza a realidade institucional de dois mil e vinte e seis, orbita em torno de uma contradição de matriz tática e filosófica. O autor questiona de forma incisiva os motivos que levam os raros representantes do liberalismo pátrio a se alinharem operacionalmente com as forças de direita e, não raramente, com franjas da extrema-direita. Esta última facção é classificada por ele sem atenuantes retóricos como um agrupamento estúpido, sórdido e refratário aos compromissos institucionais básicos da tolerância democrática. [1, 2]
A crítica do cientista político direciona-se contra aquilo que tipifica como um liberalismo envergonhado. Sob a ótica do ensaísta, o aprisionamento dessa corrente em alianças espúrias neutraliza seu potencial de atuação e ignora o fato de que o extremismo dogmático jamais demonstrará um respeito genuíno pelos postulados da liberdade econômica e civil. Existe uma incompreensão tática por parte desses intelectuais que, em vez de buscarem pontos de convergência e consolidação junto às tendências social-democráticas presentes e dispersas no tecido social, preferem submergir no pragmatismo eleitoral das coalizões conservadoras. [1, 2]
Descodificação do Pragmatismo Eleitoral e Deformação Burocrática
Ao esmiuçar a psicologia do voto e o comportamento das massas, o texto descodifica o pragmatismo defensivo que baliza a atuação do eleitor médio brasileiro. Diante de uma percepção generalizada de que a classe política tradicional encontra-se contaminada pela incompetência corporativista ou pela corrupção sistêmica, o cidadão abdica da busca por candidatos que representem ideais programáticos puros. O voto converte-se em um mecanismo de contenção de danos, no qual o indivíduo escolhe a alternativa menos nociva unicamente para interditar o acesso ao poder do demagogo ou populista mais ameaçador. Esse movimento defensivo joga os liberais para a periferia do debate prático, uma vez que suas candidaturas carecem de capilaridade e apoio popular para romper a dinâmica de polarização entre os extremos. [1, 2, 3]
Essa fragilidade eleitoral é agravada por uma mutação institucional profunda que o autor diagnostica no desenho do Estado brasileiro. Embora o arranjo formal do país ainda responda pelo rótulo de presidencialismo, a engrenagem real migrou para um modelo de parlamentarismo deformado e deficiente. Trata-se de um sistema sequestrado por interesses fisiológicos de caciques partidários e sustentado por uma alta tecnocracia estatal predatória. O texto aponta de forma explícita o papel nocivo desempenhado pela aristocracia do Poder Judiciário, cujas manobras e espertezas remuneratórias são equiparadas pelo ensaísta a atos de corrupção institucionalizada, minando a legitimidade das regras do jogo democrático. [1, 2, 3]
Raízes Patrimonialistas e o Isolamento Acadêmico
O cerne da irrelevância política do liberalismo no Brasil é atribuído à natureza culturalmente patrimonialista da formação social do país. Em uma sociedade historicamente acostumada com a centralidade do Estado provedor e com a porosidade entre as esferas pública e privada, as ideias baseadas na responsabilidade individual, no mercado livre e na limitação do poder governamental encontram solo infértil para germinar de forma orgânica. Por essa razão, os liberais autênticos permanecem enclausurados em um ecossistema marcadamente acadêmico, teórico e divorciado das dinâmicas reais de mobilização e construção de polos de poder político-representativo. [1, 2]
Diante do isolamento que se projeta em direção a um futuro indefinido, o autor reafirma seu compromisso de manter o veículo digital como uma trincheira de crítica equidistante e permanente. Ele recusa o aprisionamento ideológico e assume a missão de combater tanto a ingenuidade utópica da esquerda quanto o perigo imediato representado pelo fanatismo racista e preconceituoso da extrema-direita. O texto encerra-se com uma constatação melancólica sobre a ética impotente dos liberais legítimos: embora dotados de retidão moral, carecem da musculatura política necessária para influenciar os rumos majoritários e estruturar a defesa de um modelo parlamentarista verdadeiramente condizente com seus ideais liberais.


Na China, investigadores anticorrupção apanhados numa rede de expurgos intermináveis - Harold Thibault (Le Monde)

Na China, investigadores anticorrupção apanhados numa rede de expurgos intermináveis

Vários parentes do antigo "tsar" anti-corrupção e do antigo vice-presidente chinês Wang Qishan foram eles próprios alvo de investigações da instituição que dirigem. Xi Jinping, que fez destas limpezas uma forma de governação, assume "virar a lâmina" contra o Partido Comunista.

Por Harold Thibault (correspondente de Pequim)

LE MONDE, 10 de junho de 2026

Um bom título às vezes é suficiente para resumir um trabalho inteiro. A Teoria do Combate à Corrupção nas Finanças (2017, não traduzida) baseia-se na extensa experiência de seus autores que, na época do lançamento do livro, eram dois dos mais altos responsáveis pela grande batalha contra a prevaricação liderada pelo presidente chinês Xi Jinping. Li Xiaohong, depois de uma carreira supervisionando empresas e bancos públicos, foi durante cinco anos o diretor do escritório central de inspeção disciplinar do Partido Comunista Chinês, o centro neuralgico da campanha em que Xi Jinping prometeu não poupar "moscas", os funcionários de baixa patente, nem "tigres", mais altos figuras políticas.

Mas num sistema que nunca fica sem purgas, era quase esperado: o antigo diretor de investigações é, por sua vez, alvo de um deles. Já foi preso há vários dias quando o corpo disciplinar do partido utilizou, no dia 2 de junho, a fórmula: o homem de 73 anos, aposentado há nove anos, é suspeito de "graves violações" das regras do partido, sinal de que o seu destino já está selado.

O co-autor do livro sobre anticorrupção, Dong Hong, Diretor Adjunto de Investigações até 2018, caiu a partir de 2020. Durante o seu julgamento, dois anos depois, ele foi acusado de "procurar dinheiro", no seu posto como super investigador e no início da sua carreira como gerente local, em Pequim e na ilha de Hainan. Por aceitar "extremamente grandes quantias" de subornos, uma encomenda de 59 milhões de euros segundo a mídia estatal - que sempre sabem como encontrar figuras impressionantes para justificar a desgraça do oficial -, Dong Hong foi condenado à morte em 2022 com dois anos de suspensão. Uma sentença combinada de prisão perpétua se o recluso e a sua família não tirarem ondas.

Li Xiaohong pode esperar o mesmo destino. Ele foi o último ainda a ser preso entre cinco antigos oficiais que todos têm em comum para terem sido, em algum momento, tenente-coronel do "tsar" dos expurgos de Xi Jinping, Wang Qishan. Este último, o homem disciplinado do partido durante os primeiros cinco anos de M. O Xi governante, antes de se tornar vice-presidente entre 2018 e 2023 e desde que se aposentou, não tem estado diretamente preocupado, mas o declínio da sua comitiva agora é público.

Alegações de deslealdade

Essa grande limpeza, entre os homens que são cobrados há muito tempo, não é isenta de risco para a opinião pública chinesa. As pessoas teriam o direito de questionar a eficácia do sistema, aprendendo que aqueles que deveriam purificá-lo se corrompem, e descobrindo que catorze anos de intensos expurgos não erradicaram o mal. "Se antigos investigadores estão, por sua vez, a ser investigados, os cidadãos podem razoavelmente perguntar a si mesmos se as fases anteriores da campanha foram realmente limpas, confiáveis e politicamente neutras. " "Mas para mim, isto não é apenas uma contradição da campanha anti-corrupção, mas sua lógica em si", diz Wang Shengyu, um pesquisador de políticas chinês no Instituto de Política da Sociedade Ásia.

O Presidente Xi Jinping, que fez dos inquéritos anti-corrupção a principal forma de consolidar a sua autoridade desde que chegou ao poder no outono de 2012, e depois impedir qualquer concorrência no regime, assume arar constantemente este terreno político. "Temos que ter coragem de virar a lâmina contra nós", disse o chefe do Partido Estadual diante dos executivos disciplinares em janeiro de 2024.

O povo chinês tornou-se assim acostumado a aprender, a intervalos regulares, a prisão de funcionários responsáveis, para muitos promovidos durante a era Xi Jinping. Ao longo dos anos, um ministro das Relações Exteriores, dois ministros da Defesa, um ministro da Agricultura, um presidente da Interpol, chefes do Banco de Desenvolvimento da China e dos principais bancos ICBC ou Banco da China, líderes de todas as províncias, o secretário do presidente anterior e dezenas de pessoas muito perfil alta foram presas ou desapareceram, muitas vezes sem explicação, das suas funções oficiais.

O presidente chinês parece estar particularmente preocupado com a corrupção desenfreada no exército, correndo o risco de abrandar a sua modernização, num período geopolítico complexo. Mas acusações de deslealdade e traição também sugerem a existência de bolsos de resistência política. Em janeiro, a abertura de uma investigação sobre Zhang Youxia, oficial militar sênior por trás de Xi Jinping, abalou o estabelecimento chinês. Ele foi um dos poucos generais do Exército de Libertação Popular a ter experiência concreta de guerra, adquirida durante o conflito com o Vietnã em 1979.

A purga dizimou o corpo de direção do exército, a Comissão Militar Central, da qual cinco das sete cadeiras estão vazias, deixando apenas o chefe Xi Jinping e o oficial disciplinar Zhang Shengmin. De pelo menos 30 generais e almirantes que comandaram vários departamentos das forças armadas no início de 2023, apenas sete pareciam ainda exercer papéis ativos no início de 2026, de acordo com um relatório do New York Times. A máquina para erradicar a corrupção não abrandou tanto.

Em 3 de abril, as autoridades anunciaram a prisão de Ma Xingrui, o antigo secretário do partido (2021-2025) da região de Xinjiang - o posto local mais importante - que era um dos 24 membros do departamento político. O calendário político explica a aceleração. O 21o Congresso do Partido será realizado no outono de 2027, e toda a China já está assumindo que Xi Jinping terá um quarto mandato como chefe do país. É, portanto, crucial garantir a lealdade absoluta dos quadros superiores.

Tentation forte

Mas as purgas vão mais longe. Eles são um componente central e agora permanente do sistema político chinês. Wang Shengyu fala sobre um testamento de "auto-revolução" do Partido Estadual. Assim, todos os anos, a autoridade disciplinar publica um número crescente de investigações. Até 2025, 115 alta - executivos de classificação nas províncias ou departamentos serão investigados, mais 42 do que em 2024 foi aprendido em janeiro. Mas incluindo todos os níveis locais, 983 mil pessoas ligadas ao trabalho do Partido e do Estado foram sujeitas a sanções disciplinares mais ou menos severas no mesmo ano.

Convencido de que ao abrir o sistema com a perestroika, Mikhail Gorbachev (1931-2022), o último presidente da URSS, acelerou o colapso da União Soviética, os atuais líderes chineses estão constantemente a apertar o controle sobre a sociedade. Denunciar a deriva não pode, portanto, ser transmitida por cidadãos envolvidos nas redes sociais ou jornalistas chineses. O Partido acredita que o sistema deve purificar-se a si mesmo, o que significa esmagar os investigadores, especialmente se as suas carreiras estiverem associadas a uma figura política proeminente.

Victor Shih, professor de política chinesa na Universidade da Califórnia, San Diego, explica que para os funcionários chineses, cujo salário é baixo pelo seu nível de estudo e estresse, a tentação pela corrupção permanece forte. Portanto, deve ser possível encontrar casos em muitos casos, mas tudo depende de quem escolhe qual arquivo abrir. Mas estas campanhas em andamento podem dissuadir a ação. “Na superfície, tudo está bem. Mas, na verdade, o interesse dos funcionários em tomar iniciativa tornou-se fraco. "As pessoas têm medo e não querem correr riscos", explica M. Vês?

O Partido também está ciente deste fenômeno. Em janeiro, um website afiliado ao Ministério dos Recursos Humanos avisou os executivos que não havia questão de "sentar em modo inativo", aguardando as próximas promoções. As autoridades também prometeram não punir os erros cometidos de boa fé, na tentativa de fazer o bem. Mas um bimestral oficial, Banyuetan, mantido pela agência de notícias oficial China New, apontou, no início de junho, a dificuldade de superar esses medos. "O que quer que façamos, primeiro perguntamos a nós mesmos se isso pode trazer-nos problemas", resume um funcionário de nível municipal como citado pela revista.

Harold Thibault (Pequim, correspondente)

Postagem em destaque

The Beacon of Democracy? - Anne Applebaum (The Atlantic)

  O "farol da democracia" se extinguiu Anne Applebaum The Beacon of Democracy? What happens when democracy is no longer part of Am...