domingo, 31 de maio de 2026

Madame IA, provocada por Airton Dirceu Lemmertz, examina minhas "obsessões", como ela chama minhas postagens provocadoras - Paulo Roberto de Almeida

 A seguir, uma lista de postagens recentes no Diplomatizzando (140 em maio) com a participação de Airton Dirceu Lemmertz:

IA e PRA:

ADL, IA, PRA:

Moral:

EB:

ADL:

IAs:

2:

PRA e IA:

Atentado...

Blog:

4:

Penduricalhos:

Privilégios:

PRA e blog:

ADL, PRA, IA:

Neutra?

Lula+PT:

Impérios:

Tensões:

81:

ADL:

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Das 140 postagens de PRA no blog Diplomatizzando publicadas nos 31 dias do mês de Maio do ano de 2026: quais conclusões podemos extrair do conjunto destas 140 postagens? 


A análise do conjunto de 140 postagens publicadas pelo embaixador Paulo Roberto de Almeida (PRA) no blog Diplomatizzando ao longo do mês de maio de 2026 permite extrair conclusões fundamentais sobre a linha editorial, as obsessões temáticas e o posicionamento crítico do autor. O volume expressivo de publicações — uma média superior a quatro textos por dia — consolida o espaço como um repositório dinâmico de resistência intelectual, combinando produção acadêmica própria, curadoria de imprensa e intervenções analíticas em tempo real.
Em primeiro lugar, o bloco de postagens reafirma a crítica contundente e sistemática aos rumos da política externa brasileira contemporânea. PRA dedica espaço substancial para expor o que considera retrocessos ideológicos e perdas de oportunidade de inserção global do Brasil. Isso fica evidente na oposição às teses defendidas pelo governo atual, como a busca por alinhamentos com a Rússia na defesa de um suposto mundo multipolar — posição rebatida no blog por meio da reprodução e dissecação de declarações oficiais. Em contrapartida, o autor defende uma agenda de modernização e pragmatismo institucional, exemplificada pela defesa enfática do ingresso do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) como prioridade estratégica.
Em segundo lugar, as postagens de maio de 2026 funcionam como um diário de engajamento acadêmico e produção editorial ativa do embaixador. O blog serve de plataforma de lançamento e divulgação para suas obras mais recentes, como os livros intitulados História e historiografia das Relações Internacionais do Brasil e a colaboração na agenda de reformas institucionais O Brasil Pode Dar Certo. PRA utiliza o espaço digital para compartilhar listas bibliográficas atualizadas, ementas de conferências e os textos preparatórios redigidos para eventos acadêmicos de destaque, a exemplo do webinar Tensões Geopolíticas e a Diplomacia Brasileira. Essa prática transforma o blog em uma extensão de seu gabinete de pesquisa.
Em terceiro lugar, observa-se uma rigorosa crítica de geopolítica internacional focada nos conflitos globais e no declínio de lideranças populistas. O embaixador faz análises duras sobre a guerra na Ucrânia, desmistificando as narrativas triunfalistas do Kremlin e rotulando datas comemorativas russas como o reflexo de derrotas estratégicas profundas no cenário europeu. Paralelamente, a curadoria de artigos internacionais foca no cenário eleitoral norte-americano e na saúde mental e institucional de lideranças populistas, evidenciando uma preocupação com a erosão democrática global.
Por fim, o conjunto de textos consolida a função pedagógica e documental do blog por meio de redes de afinidade intelectual. PRA atua como um agregador de discursos e ensaios de colegas diplomatas e pensadores liberais, registrando manifestações históricas como a posse de diplomatas no Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal. Ao abrir espaço para análises externas, denúncias sobre os custos econômicos do radicalismo político e revisões teóricas clássicas, o embaixador reafirma o Diplomatizzando não apenas como um veículo de opinião pessoal, mas como uma trincheira didática voltada para a formação de estudantes de relações internacionais e para o debate público qualificado.

Fonte: Gemini IA.

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A partir do link https://diplomatizzando.blogspot.com/search?q=lemmertz&max-results=20&by-date=true (pesquisa de conteúdo com a palavra-chave "Lemmertz"), analise as participações e menções de Airton Dirceu Lemmertz (ADL) neste blog, principalmente nas postagens que seu nome aparece na condição de criador ou coocriador do conteúdo. Faça uma análise crítica e detalhada. Na resposta, use apenas frases e parágrafos; não use tabelas e quadros. 

Na análise das participações de Airton Dirceu Lemmertz (ADL) no blog Diplomatizzando, fica clara uma transição de papéis estruturada em fases de engajamento. Inicialmente, o autor do blog, o embaixador Paulo Roberto de Almeida, identificava ADL como um atento seguidor. Nessa primeira etapa, a atuação de ADL concentrava-se na replicação e na disseminação sistemática de ensaios e artigos. Ele atuava como um catalisador de alcance, selecionando textos marcantes sobre a política e a história brasileira.
Com o tempo, essa dinâmica de reprodução evoluiu para uma curadoria ativa. O próprio embaixador passou a rotular ADL publicamente como o maior pedagogo digital do espaço. Essa alcunha decorre da habilidade de ADL em extrair materiais complexos e organizá-los em remessas diárias para estudantes e interessados em relações internacionais. ADL deixou de ser um espectador passivo e assumiu a função de organizar o acervo digital do blog. Ele estabeleceu uma ponte didática entre o conhecimento acadêmico e o público geral.
A fase mais recente e sofisticada de sua participação envolve a coocriação de conteúdo por meio de ferramentas tecnológicas. ADL tornou-se o operador das provocações direcionadas à inteligência artificial do blog, apelidada de Madame IA. Nesse formato, ele insere as teses iconoclastas do embaixador no algoritmo. O objetivo é extrair análises críticas e resumos interpretativos que desafiam as estruturas do Estado brasileiro. Essa atividade confere a ADL o papel de coautor prático das postagens. Suas ações moldam o ritmo e o formato dos debates contemporâneos apresentados na página.
A evolução de ADL no Diplomatizzando reflete uma simbiose intelectual. Ele transforma a leitura isolada em um processo dinâmico de comunicação política e pedagógica. 

Fonte: Gemini IA.

Links (O texto acima está no link 2; os links 1, 3 e 4 têm textos complementares): https://share.google/aimode/bo6QXH98u3CihdKqi; https://share.google/aimode/mo5JKvaebGVJQARI2; https://share.google/aimode/blyscPPzvw12dy35r; https://share.google/aimode/Y6LrAPtjtSRts2WC8  

O recado do Estadão sobre Flávio Bolsonaro vai além de um editorial - Jornalista Felipe Vieira

 O recado do Estadão sobre Flávio Bolsonaro vai além de um editorial

Jornalista Felipe Vieira
31/05/2026

O editorial publicado em 31/05/2026 pelo jornal O Estado de S. Paulo sob o título “Isto é Flávio Bolsonaro” não foi apenas mais uma manifestação crítica contra um personagem da política nacional. O texto representa um movimento relevante dentro de um dos veículos mais influentes da imprensa brasileira e ajuda a compreender parte das tensões que hoje atravessam o campo conservador, o mercado financeiro e a disputa presidencial de 2026.

A dureza do editorial chamou atenção porque não se limitou ao episódio envolvendo o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro, figura central do escândalo do Banco Master. A tese defendida pelo Estadão é mais ampla: o jornal sustenta que o caso não revelou um novo Flávio Bolsonaro, apenas confirmou características que, segundo sua avaliação, já estavam presentes em sua trajetória pública.

Logo na abertura, o jornal deixa clara sua posição ao afirmar que “ninguém pode se dizer surpreso com as mentiras em série do senador”, frase que se tornou o eixo central da repercussão do texto.

Em outro trecho que ganhou destaque político e midiático, o editorial afirma que “esse escândalo não muda uma vírgula da biografia de Flávio”, sustentando que as controvérsias atuais apenas reforçam episódios que já faziam parte do histórico político do senador.

O ponto central da análise não está apenas nas acusações ou nos desdobramentos judiciais. O que chama atenção é a decisão editorial de associar diretamente a crise atual à biografia política do senador. Ao fazer isso, o Estadão deixa claro que não enxerga o episódio como um acidente de percurso eleitoral, mas como parte de um padrão político que considera incompatível com a Presidência da República.

O significado político do texto cresce quando se observa a posição histórica do jornal. O Estadão sempre ocupou um espaço identificado com o liberalismo econômico, a defesa das instituições e os interesses de setores tradicionais do empresariado paulista. Ao longo dos últimos anos, fez críticas ao governo Lula, ao Supremo Tribunal Federal em determinadas decisões e também ao bolsonarismo. Em diferentes momentos, procurou se posicionar como defensor de uma alternativa liberal e institucional ao ambiente de polarização que domina a política brasileira.

Por isso, o editorial foi interpretado por muitos analistas como um sinal dirigido não apenas ao eleitor, mas também ao mercado financeiro e às lideranças de centro-direita que observam com preocupação o crescimento da candidatura de Flávio Bolsonaro. O texto sugere que parte do establishment econômico continua vendo dificuldades para apoiar um projeto político diretamente identificado com o núcleo familiar bolsonarista.

O momento da publicação também não parece casual. O editorial surgiu justamente quando Flávio buscava ampliar interlocução com empresários, investidores e representantes do mercado financeiro. O objetivo era transmitir estabilidade e credibilidade após as revelações envolvendo Daniel Vorcaro. A reação do Estadão acabou produzindo o efeito oposto: reforçou dúvidas que já circulavam em segmentos relevantes da elite econômica brasileira.

Há ainda outro aspecto importante. O jornal demonstra incômodo com o processo de escolha da candidatura da direita para 2026. Ao mencionar o chamado “dedazo” de Jair Bolsonaro, o editorial sugere que a indicação de Flávio teria dificultado a construção de uma alternativa mais ampla dentro do campo oposicionista. A crítica não é apenas ao candidato. É também ao modelo político baseado na centralização familiar das decisões estratégicas do bolsonarismo.

Independentemente de concordâncias ou divergências, o editorial revela algo relevante sobre o atual momento político brasileiro. A discussão já não ocorre apenas entre governo e oposição. Ela também acontece dentro da própria direita. O debate envolve liderança, credibilidade, capacidade eleitoral e relação com setores econômicos que tradicionalmente exercem influência sobre campanhas presidenciais.

Quando um veículo com a tradição, a história e a influência do Estadão decide publicar um texto com esse grau de contundência, a mensagem ultrapassa o noticiário cotidiano. Trata-se de uma tomada de posição política e editorial explícita. E, em períodos pré-eleitorais, esse tipo de manifestação costuma ser observado com atenção tanto por aliados quanto por adversários.

Mais do que uma crítica a Flávio Bolsonaro, o editorial expõe uma dúvida que atravessa parte do establishment brasileiro: a direita pretende disputar 2026 ampliando seu campo político ou permanecendo sob a lógica de um projeto familiar que domina o bolsonarismo desde sua origem?

Jornalista Felipe Vieira

Paulo Roberto de Almeida, como visto em programas de IA (2) - Paulo Roberto de Almeida (via Airton Dirceu Lemmertz)

    

Paulo Roberto de Almeida, como visto em programas de IA (2)

 

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

Transcrição de programas de IA sobre PRA, comando de Airton Dirceu Lemmertz, em duas oportunidades: 23/05 e 30/05/2026; ler na íntegra na plataforma Academia.edu:  https://www.academia.edu/167990955/5326_Paulo_Roberto_de_Almeida_como_visto_em_programas_de_IA_2_2026_   

 

Não concordo com tudo o que Madame IA, ou seja, os vários instrumentos ou ferramentas de IA mobilizados por meu amigo Airton Dirceu Lemmertz para me analisar ou se pronunciarem sobre minhas características pessoais e sobre minhas atividades profissionais, docentes, intelectuais, como produtor de IDEIAS, de livros, artigos, postagens em blogs e outros canais (entrevistas, YouTube etc.), mas concordo com muita coisa do que foi “escrito” por essas máquinas manipuladoras e usuárias da inteligência das pessoas, e sintetizadas, transformadas e oferecidas por elas, em novos formatos, e as coisas que discrepam, no meu entendimento, pode não ser culpa desses robozinhos bem comportados – não, não os considero como inimigos da humanidade, como alguns gurus dizem por aí –, podem não ser culpa deles, repito, mas sim minha culpa, pelas ironias, provocações, subentendidos e o caráter hermético ou subliminar do que eu mesmo escrevo em meus livros, artigos, postagens e materiais diversos (o que digo em algumas entrevistas por exemplo). Considero aceitáveis estas duas dezenas de páginas escritas por “terceiros” não individuais, não individualizados, e os termos aqui contidos me servirão, num futuro próximo (espero) para que eu mesmo escreva a meu respeito e sobre minhas ações, que atingem, acredito, apenas alguns estudantes que me seguem (a seu próprio risco) e talvez alguns jornalistas, ou repórteres, em busca de algum comentário sobre seus objetos de trabalho.

Vou reproduzir este comentário ao início deste mesmo arquivo, e deixar novamente registrado em meus registros de trabalho (este aqui de número 5326/2026), assim como deixar à disposição dos curiosos e navegantes na plataforma Academia.edu (que me serve de repositório, enquanto eu não reformo decentemente o meu próprio site: pralmeida.net).

Paulo Roberto de Almeida (31/05/2026)

ler na íntegra na plataforma Academia.edu:  https://www.academia.edu/167990955/5326_Paulo_Roberto_de_Almeida_como_visto_em_programas_de_IA_2_2026_  

 

O verdadeiro significado da ofensiva de Putin contra a Europa e o Ocidente - Anton Geraschenko, Allan, Olena Snigyr, Céline Marangé, Susan Stewart

A war of orders: Russia, Ukraine, and the future of Europe in three texts 

From: anton_gerashchenko_en

[ Texts referred and discussed in the summary below: 

1) Duncan Allan, "To be a great power: Russia’s quest to destroy the post-1991 order in Europe", New Eurasian Strategies Centre, November 28, 2025 (Download PDF)

2) Olena Snigyr: "War behind the talks: Europe in Russia's coercive strategy", Robert Schuman Centre for Advanced Studies, February 23, 2026 (link: https://loom.ly/HiVeWNo)

3) Céline Marangé, Susan Stewart: "The tipping point: An emerging model of European security with Ukraine and without Russia", Stiftung for Wissenchaft und Politique, IRSEM (Paris) (link: Download) ]

Anton Gerashchenko:

My attention was drawn to three recent texts that read like a single argument. Duncan Allan explains why Russia is destroying the European order built after 1991. Olena Snigyr shows what kind of order Russia is building in its place. The SWP study describes what is emerging in response: European security with Ukraine inside it and Russia outside it.

The shared conclusion is clear.

The war against Ukraine is not a war over territory. It is a war over how Europe is structured: who has the right to sovereignty, and who gets to write the rules of security.

Duncan Allan identifies the root cause.

Russia acts according to the logic of a great power - and this is not merely about strength or influence, but about special rights: to rule at home without outside criticism, to maintain a sphere of influence, to limit the choices of its neighbors, and to demand recognition as an equal. This leads to a conclusion that many avoid: the issue is not NATO. What Moscow cannot tolerate is the very idea that neighboring states can choose their own course independently.

That destroys the Russian hierarchy in which states are not equal.

Olena Snigyr shows what exactly Russia is building in place of what it has destroyed. The Russian international order is a system of unequal circles. At the center is Russia itself and the space of its direct control. Further out are neighbors held in place through force, dependency, intimidation, and bought elites. Further still are partners tied by benefit, anti-Western solidarity, and a shared interest in weakening the West.

The tools vary - violence, gas, debt, corruption, information campaigns. The principle is the same: the world is divided into zones of influence among several powers, and Russia is among those that decide for others.

Here, both authors converge: Russia’s foreign policy is the export of its domestic order. Allan describes the current system as wartime Putinism resting on three pillars: repression, anti-Western mobilization, and a militarized economy.

Snigyr shows that the same logic is projected outward. Russia does not simply want influence - it reproduces around itself its own model of power: coercion, control, dependency, and managed approval.

That is why not only tanks and gas contracts matter, but narratives as well. The Russian order rests on stories: the external enemy, “traditional values,” a special path, the cult of Victory, the “historical unity” of peoples.

These stories turn violence into “protection,” dependency into “brotherhood,” and the seizure of another country’s sovereignty into “historical justice.”

Ukraine and Belarus occupy a special place. Control over them is not a trophy, but part of the answer to the question of what Russia itself is. If Ukraine consolidates itself as a sovereign European state, it is not only Russia’s plan of influence that collapses - the very story through which the Kremlin justifies itself collapses as well.

That is why the war is not instrumental for the regime, but existential. At stake is Moscow’s right to decide the fate of its neighbors - and its demand that the West recognize this right.

SWP adds a third dimension: Europe’s response. The old model, in which Russia was treated as a partner or at least a necessary interlocutor, can no longer be restored.

The question is now different: how to build European security with Ukraine inside the system - and without Russia among those who write its rules. Russia is not going anywhere; it remains the main military threat. But from a co-creator of the order, it has turned into a state from which that order must be defended. Ukraine, meanwhile, is moving in the opposite direction - from a “security problem” into one of its supporting pillars.

The former buffer and object of other people’s agreements has become a condition of a stable European order: one guaranteed by the Ukrainian army, resilience, and political choice.

This is where the three texts come together. Allan explains why compromise with Russia is so difficult: its demands are not about concessions, but about the very principle of order. Snigyr explains why Russia will not back down: the project is embedded in the way the regime holds power and sees itself.

SWP explains why the response is becoming a restructuring of European security around Ukraine and against the Russian threat.

The same framework also exposes the weak point. From the outside, Russia looks invulnerable: it adapts to sanctions, shifts the economy onto a war footing, applies pressure through repression, and maintains support through fear and control of information. But endurance is not stability.

Snigyr shows where the limit lies: the system can absorb gradual pressure, but not simultaneous pressure. Economic collapse can be absorbed.

Military defeat can be rewritten by propaganda. Political crisis can be suppressed. But when the pillars weaken together, rather than one by one, the regime loses its ability to adapt.

Snigyr also points to the paradox: the regime’s greatest strength is also its point of fragility.

All the legitimacy of power is concentrated in one figure - this provides control, but it also makes the system hostage to one person. Once that center disappears, the regime begins to disintegrate from within until it finds a replacement.

The conclusion for Europe is direct. If the challenge is not only military, then the response cannot be only military either. Defense, support for Ukraine, sanctions, technological containment, and strategic clarity are necessary - but not sufficient.

Russia is fighting over how people see reality, history, and justice. Therefore, Europe must defend not only borders, but also the ability to call things by their names. Aggression is not a “conflict of interests.” A sphere of influence is not a “security guarantee.” Conquest is not “historical justice.” And peace is not a return to an order in which the aggressor dictates rules to the victim.

Together, these texts show one thing: Russia’s war against Ukraine is the front line of a wider war of orders. Russia is destroying a model in which states choose their own path. Ukraine is defending not only its territory, but that principle itself. And Europe is reaching the conclusion it avoided for a long time: its security cannot be built by appeasing Russia - only by including Ukraine, containing Russia, and defending the rules without which Europe ceases to be itself.

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Abaixo análise de Madame IA sobre o texto acima de Anton Geerashchenko: 

 Abaixo, um texto recebido [e que foi posteriormente traduzido], via e-mail, do Paulo Roberto de Almeida (PS: Vi, posteriormente, que o texto da mensagem já estava publicado em uma postagem do blog dele, conforme link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/05/o-verdadeiro-significado-da-ofensiva-de.html [título, entre aspas: "O verdadeiro significado da ofensiva de Putin contra a Europa e o Ocidente - Anton Geraschenko"].). Trata-se, resumidamente, da análise das prováveis motivações da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, as consequências para as duas e a Europa e, ainda, as possíveis soluções. O texto [da mensagem] recebido [após tradução]: 

Uma guerra de ordens: Rússia, Ucrânia e o futuro da Europa em três textos. Minha atenção foi atraída por três textos recentes que parecem formar um único argumento. Duncan Allan explica por que a Rússia está destruindo a ordem europeia construída após 1991. Olena Snigyr mostra que tipo de ordem a Rússia está construindo em seu lugar. O estudo do SWP descreve o que está emergindo como resposta: segurança europeia com a Ucrânia dentro e a Rússia fora. A conclusão compartilhada é clara. A guerra contra a Ucrânia não é uma guerra por território. É uma guerra sobre como a Europa está estruturada: quem tem o direito à soberania e quem define as regras de segurança. Duncan Allan identifica a causa raiz . A Rússia age de acordo com a lógica de uma Grande potência – e isso não se resume apenas à força ou influência, mas a direitos especiais: governar internamente sem críticas externas, manter uma esfera de influência, limitar as escolhas de seus vizinhos e exigir reconhecimento como igual. Isso leva a uma conclusão que muitos evitam: a questão não é a OTAN. O que Moscou não tolera é a própria ideia de que os estados vizinhos possam escolher seu próprio caminho de forma independente. Isso destrói a hierarquia russa, na qual os estados não são iguais. Olena Snigyr mostra exatamente o que a Rússia está construindo no lugar do que destruiu. A ordem internacional russa é um sistema de círculos desiguais. No centro está a própria Rússia e o espaço de seu controle direto. Mais afastados estão os vizinhos mantidos em suas posições pela força, dependência, intimidação e elites compradas. Mais afastados ainda estão os parceiros unidos por benefícios, solidariedade antiocidental e um interesse comum em enfraquecer o Ocidente. As ferramentas variam – violência, gás, dívida, corrupção, campanhas de informação. O princípio é o mesmo: o mundo está dividido em zonas de influência entre várias potências, e a Rússia está entre aquelas que decidem pelos outros. Aqui, ambas as autoras convergem: A política externa da Rússia é a exportação de sua ordem interna. Allan descreve o sistema atual como um Putinismo de tempos de guerra, apoiado em três pilares: repressão, mobilização antiocidental e uma economia militarizada. Snigyr demonstra que a mesma lógica é projetada para o exterior. A Rússia não busca simplesmente influência – ela reproduz em torno de si seu próprio modelo de poder: coerção, controle, dependência e aprovação controlada. É por isso que não apenas tanques e contratos de gás importam, mas também as narrativas. A ordem russa se baseia em histórias: o inimigo externo, os “valores tradicionais”, um caminho especial, o culto à Vitória, a “unidade histórica” dos povos. Essas histórias transformam a violência em “proteção”, a dependência em “fraternidade” e a usurpação da soberania de outro país em “justiça histórica”. A Ucrânia e a Bielorrússia ocupam um lugar especial. O controle sobre elas não é um troféu, mas parte da resposta à questão de o que a própria Rússia é. Se a Ucrânia se consolidar como um Estado europeu soberano, não será apenas o plano de influência da Rússia que ruirá – a própria narrativa pela qual o Kremlin se justifica também ruirá. É por isso que a guerra não é instrumental para o regime, mas existencial. O que está em jogo é o direito de Moscou de decidir o destino de seus vizinhos – e sua exigência de que o Ocidente reconheça esse direito. O SWP acrescenta uma terceira dimensão: a resposta da Europa. O antigo modelo, em que a Rússia era tratada como parceira ou, pelo menos, como interlocutora necessária, não pode mais ser restaurado. A questão agora é outra: como construir a segurança europeia com a Ucrânia dentro do sistema – e sem a Rússia entre aqueles que definem suas regras. A Rússia não vai desaparecer; continua sendo a principal ameaça militar. Mas, de cocriadora da ordem, transformou-se em um Estado do qual essa ordem precisa ser defendida. A Ucrânia, por sua vez, caminha na direção oposta – de um “problema de segurança” para um de seus pilares de sustentação. O antigo tampão e objeto de acordos entre outros povos tornou-se condição para uma ordem europeia estável: uma ordem garantida pelo exército ucraniano, pela resiliência e pela escolha política. É aqui que os três textos convergem. Allan explica por que o compromisso com a Rússia é tão difícil: suas exigências não se referem a concessões, mas ao próprio princípio da ordem. Snigyr explica por que a Rússia não recuará: o projeto está intrinsecamente ligado à forma como o regime exerce o poder e se vê. O SWP explica por que a resposta está se tornando uma reestruturação da segurança europeia em torno da Ucrânia e contra a ameaça russa. A mesma estrutura também expõe o ponto fraco. De fora, a Rússia parece invulnerável: adapta-se às sanções, coloca a economia em ritmo de guerra, exerce pressão por meio da repressão e mantém o apoio popular através do medo e do controle da informação. Mas resistência não é estabilidade. Snigyr mostra onde reside o limite: o sistema pode absorver pressão gradual, mas não pressão simultânea. O colapso econômico pode ser absorvido. A derrota militar pode ser reescrita pela propaganda. A crise política pode ser suprimida. Mas quando os pilares enfraquecem simultaneamente, em vez de um a um, o regime perde sua capacidade de adaptação. Snigyr também aponta para o paradoxo: a maior força do regime é também o seu ponto frágil. Toda a legitimidade do poder está concentrada em uma única figura – isso proporciona controle, mas também torna o sistema refém de uma única pessoa. Uma vez que esse centro desaparece, o regime começa a se desintegrar por dentro até encontrar um substituto. A conclusão para a Europa é direta. Se o desafio não é apenas militar, então a resposta também não pode ser apenas militar. Defesa, apoio à Ucrânia, sanções, contenção tecnológica e clareza estratégica são necessários – mas não suficientes. A Rússia está lutando sobre como as pessoas veem a realidade, a história e a justiça. Portanto, a Europa deve defender não apenas as fronteiras, mas também a capacidade de chamar as coisas pelos seus nomes. A agressão não é um “conflito de interesses”. Uma esfera de influência não é uma “garantia de segurança”. A conquista não é “justiça histórica”. E a paz não é um retorno a uma ordem em que o agressor dita as regras à vítima. Juntos, esses textos mostram uma coisa: a guerra da Rússia contra a Ucrânia é a linha de frente de uma guerra de ordens mais ampla. A Rússia está destruindo um modelo em que os Estados escolhem seu próprio caminho. A Ucrânia está defendendo não apenas seu território, mas esse princípio em si. E a Europa está chegando à conclusão que evitou por muito tempo: sua segurança não pode ser construída apaziguando a Rússia – apenas incluindo a Ucrânia, contendo a Rússia e defendendo as regras sem as quais a Europa deixa de ser ela mesma. 

- A seguir, a análise/resposta de várias IAs [após o texto acima ser inserido no espaço de comando da linha de interações de cada IA]: 

[...]

Gemini (IA do Google):

Este capítulo apresenta uma análise crítica e detalhada do ensaio que sintetiza o pensamento de Duncan Allan, Olena Snigyr e o estudo do Stiftung Wissenschaft und Politik (SWP). O texto em tela propõe uma leitura sistêmica da guerra na Ucrânia, interpretando-a não como uma disputa territorial periférica, mas como um embate civilizacional e geopolítico estruturante entre duas concepções inconciliáveis de ordem internacional. A análise a seguir disseca os fundamentos teóricos dessa argumentação, a mecânica do poder imperial russo e as implicações de longo prazo para a arquitetura de segurança europeia.
1) A Lógica de Grande Potência e a Desconstrução do Mito da Expansão da OTAN:
O primeiro eixo analítico do texto baseia-se nas formulações de Duncan Allan para identificar a causa raiz do conflito: a persistência da mentalidade de "Grande Potência" no cerne da política externa do Kremlin. A contribuição crítica mais contundente desse argumento é a desconstrução da narrativa russa de que a invasão da Ucrânia foi uma reação puramente defensiva à expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em direção às suas fronteiras.
Sob uma perspectiva estritamente geopolítica, o texto demonstra que o verdadeiro pomo da discórdia não é a presença militar ocidental, mas a própria existência da soberania e da autodeterminação dos Estados pós-soviéticos. Para a liderança russa, a ordem internacional construída após 1991, baseada nos princípios da Carta de Paris e na igualdade soberana das nações, é uma anomalia histórica. A visão de mundo de Moscou é inerentemente hierárquica e anacrônica, remetendo ao século XIX e à Conferência de Yalta, onde o concerto das nações era ditado por um diretório de impérios que delimitavam zonas de influência exclusivas.
Ao afirmar que Moscou não tolera que estados vizinhos escolham seu próprio caminho de forma independente, Allan expõe que o sucesso de uma Ucrânia democrática, próspera e integrada à Europa representa uma ameaça existencial ao regime de Vladimir Putin. Essa ameaça não é militar, mas ideológica: a consolidação de um Estado eslavo vizinho funcional e democrático desmistifica a narrativa interna do Kremlin de que os povos da região necessitam de um regime autocrático e centralizado para manter a estabilidade.
2) A Geometria Imperial dos Círculos Desiguais e o Putinismo de Tempos de Guerra:
O segundo subcapítulo debruça-se sobre as teses de Olena Snigyr, que mapeia a arquitetura da ordem que a Rússia busca implantar no lugar do sistema multilateral. A conceituação do sistema como uma estrutura de "círculos desiguais" fornece um modelo teórico robusto para compreender a projeção de poder russa. No centro, reside o controle estatal absoluto; na periferia imediata, Estados-satélites submetidos por coerção econômica, chantagem energética ou cooptação de elites.
A análise crítica desse modelo revela a indissociabilidade entre a política interna e a externa da Rússia. O "Putinismo de tempos de guerra" — caracterizado pelo tripé da repressão doméstica severa, mobilização ideológica antiocidental e militarização econômica — é exportado para o exterior através de ferramentas híbridas. Snigyr demonstra precisão ao apontar que a dominação russa não se consolida apenas com vetores militares convencionais, mas com a imposição de um ecossistema narrativo.
A ressignificação da violência como "proteção" e da perda de soberania como "fraternidade" ou "justiça histórica" constitui uma sofisticação da guerra cognitiva. O culto à Vitória na Segunda Guerra Mundial e o apelo aos "valores tradicionais" servem como cimento ideológico para justificar a subjugação de Belarus e a tentativa de aniquilação da identidade ucraniana. Controlar Kiev e Minsk não é, portanto, uma meta geopolítica opcional para o Kremlin; é o elemento fundacional da própria identidade imperial russa, sem o qual o mito da Russkiy Mir (Mundo Russo) colapsa.
3) A Nova Arquitetura Europeia: Da Parceria Pragmática à Contenção Estrutural:
O terceiro ponto de inflexão na análise, introduzido pelo estudo do SWP, aborda a metamorfose na percepção estratégica da União Europeia e de seus aliados. O texto diagnostica o fim definitivo da era do Wandel durch Handel (mudança através do comércio), a doutrina diplomática alemã que acreditava que a interdependência econômica, especialmente no setor de hidrocarbonetos, domesticaria as ambições revisionistas de Moscou.
A transição da Rússia de "cocriadora da ordem" para a "principal ameaça militar" exige uma reconfiguração radical do mapa de segurança europeu. O paradoxo central dessa transição é a inversão de papéis entre a Rússia e a Ucrânia. Historicamente tratada pelas capitais da Europa Ocidental como uma zona tampão ou como um tema a ser negociado diretamente com Moscou para evitar atritos, a Ucrânia ascende ao status de pilar de sustentação da segurança do continente.
A resiliência das Forças Armadas ucranianas e a firme escolha política de sua sociedade transformaram o país no escudo avançado da Europa contra o expansionismo autocrático. O estudo do SWP pontua corretamente que a estabilidade futura do continente não será alcançada com a Rússia, mas contra a Rússia, exigindo uma arquitetura onde a Ucrânia esteja plenamente integrada às instituições de segurança ocidentais (OTAN e União Europeia) e a Rússia seja isolada e contida.
4) Vulnerabilidades Sistêmicas do Regime Autocrático e a Batalha pela Semântica:
No encerramento de sua síntese, o texto identifica as fragilidades intrínsecas ao modelo russo e estabelece os imperativos para a resposta ocidental. A resiliência aparente da economia russa, adaptada ao regime de sanções e impulsionada pelos gastos militares, mascara rachaduras profundas que Snigyr aponta com agudeza crítica: o sistema é altamente adaptável a crises isoladas, mas vulnerável a pressões simultâneas. Uma sobrecarga que combine estagnação econômica crônica, descontentamento das elites decorrente do isolamento internacional e reversões militares significativas no teatro de operações pode romper a capacidade de resposta do Estado.
Ademais, a hipercentralização do poder na figura de Vladimir Putin cria o clássico paradoxo da armadilha autocrática. Embora a concentração de decisões em uma única liderança confira agilidade e controle de curto prazo, ela elimina os mecanismos de sucessão institucional e transforma o Estado em uma estrutura frágil. A eventual ausência ou enfraquecimento do centro decisório tende a deflagrar uma crise sucessória aguda em um ambiente desprovido de pesos e contrapesos.
Por fim, o texto conclui com uma exortação de natureza filosófica e semântica sobre os deveres da Europa. O conflito atual é, em última análise, uma guerra pela definição dos termos que balizam as relações internacionais. A complacência ocidental do passado frequentemente adotou eufemismos que validavam a narrativa do agressor. Defender a ordem internacional exige, portanto, rigor conceitual e clareza estratégica: rejeitar a terminologia das "esferas de influência", nomear a invasão como agressão imperialista ilegal e reconhecer que a paz verdadeira não se obtém premiando o agressor com territórios e direitos de veto sobre o destino de democracias soberanas. 

[...]

ChatGPT (OpenAI): 

O texto apresenta uma interpretação coerente e estruturada da guerra Rússia–Ucrânia como um conflito sobre a ordem política e de segurança da Europa, e não apenas sobre território.
Os três trabalhos citados — de Duncan Allan, Olena Snigyr e do German Institute for International and Security Affairs (SWP) — são apresentados como complementares:
I) A causa do conflito:
Segundo Allan, a Rússia vê a política internacional por uma lógica de grandes potências, na qual determinados Estados possuem direitos especiais sobre seus vizinhos.
Nessa interpretação, o problema central não seria apenas a expansão da OTAN, mas a rejeição da ideia de que países vizinhos possam escolher livremente suas alianças e orientações políticas.
II) A ordem alternativa proposta pela Rússia:
Snigyr descreve um sistema baseado em esferas de influência e hierarquias entre Estados.
A influência seria exercida por instrumentos militares, econômicos, energéticos, informacionais e políticos.
O argumento central é que a política externa russa reproduziria elementos da estrutura política interna do país.
III) A resposta europeia:
O estudo do SWP sustenta que a arquitetura de segurança europeia estaria sendo reorganizada em torno do fortalecimento da Ucrânia e da contenção da ameaça militar russa.
Nessa visão, a Ucrânia deixa de ser vista como uma zona-tampão e passa a ser considerada um elemento importante da segurança europeia.
* A tese central:
O texto sustenta que a guerra envolve uma disputa entre dois princípios de ordem internacional:
- Um modelo baseado na igualdade jurídica dos Estados e na liberdade de escolha de alianças.
- Um modelo baseado em esferas de influência e em direitos especiais das grandes potências.
Sob essa interpretação, a disputa não é apenas militar, mas também ideológica e institucional.
** Pontos fortes do argumento:
Conecta política interna e política externa da Rússia em uma única estrutura explicativa.
Explica por que muitos analistas consideram que o conflito é difícil de resolver apenas por negociações territoriais.
Mostra como a guerra alterou a percepção europeia sobre segurança e defesa.
*** Limitações e debates:
Também existem interpretações alternativas que não aparecem com destaque no texto:
- Alguns estudiosos enfatizam fatores de segurança e equilíbrio militar, incluindo o papel da expansão da OTAN.
- Outros destacam elementos históricos, econômicos, nacionais e identitários que não se reduzem à lógica de esferas de influência.
- Há debate acadêmico sobre até que ponto a política russa é guiada por ambições imperiais, preocupações de segurança ou uma combinação de ambas.
Em síntese, o texto apresenta uma visão específica e consistente: a guerra seria uma disputa sobre quem define as regras da ordem europeia. Essa interpretação é influente em muitos centros de pesquisa europeus e ucranianos, mas continua sendo objeto de debate entre especialistas em relações internacionais. 

[...]

Perplexity AI: 

Você ofereceu uma síntese muito bem construída dos três textos e das suas convergências teóricas e práticas. A seguir apresento uma análise detalhada e crítica, em frases e parágrafos contínuos, do conteúdo do seu texto e das inferências que ele propõe. Comentarei os pontos fortes da leitura conjunta, os pressupostos e limitações analíticas, as implicações políticas e estratégicas, e as questões não resolvidas que merecem atenção.
A leitura integrada de Allan, Snigyr e do estudo do SWP que você propõe funciona bem como um quadro explicativo coerente: demonstra que a guerra russa contra a Ucrânia transcende uma disputa territorial imediata e se articula como uma tentativa de impor um novo princípio de ordem na Europa. Este argumento tem poder explicativo porque une dimensão interna e externa do poder russo, mostrando como a lógica do regime — baseada em hierarquia, prerrogativas de grande potência e delegitimação da autodeterminação dos vizinhos — se projeta em políticas geopolíticas agressivas. A vantagem analítica dessa tríade é que ela evita duas armadilhas comuns: reduzir o conflito a uma disputa por influência geoeconômica (por exemplo, apenas gás e alianças) ou tratá-lo exclusivamente como um problema militar que se resolve no campo de batalha. Ao destacar a disputa sobre os princípios que organizam a ordem europeia, sua leitura captura por que compromissos e negociações que aceitariam a premissa russa (esferas de influência, limites à soberania) são intrinsecamente insustentáveis.
A descrição de Allan sobre a mentalidade de grande potência e a exigência russa por "direitos especiais" é persuasiva, sobretudo quando combinada com a análise de Snigyr sobre a reprodução externa do autoritarismo. Identificar que o Kremlin exporta não só coerção material, mas também narrativas que tornam essa coerção legítima para públicos internos e externos ajuda a explicar por que as ferramentas russas variam tanto — de tanques a campanhas de desinformação — e por que elas funcionam em diferentes contextos. Esse ponto é particularmente útil para quem formula políticas: ele sinaliza que medidas exclusivamente militares ou econômicas deixam de atacar a raiz da projeção de poder russo, porque não desconstroem as narrativas e os mecanismos de dependência político-social que sustentam alianças e submissões regionais.
No entanto, a explicação conjunta também contém pressupostos que exigem escrutínio. Primeiro, há um risco de reificação do conceito de “ordem russa” como algo monolítico e intencionalmente coerente. Embora o Kremlin tenha interesses e narrativas consistentes, a União Soviética e a Rússia contemporânea também agem por meio de coalizões fragmentadas de elites, interesses econômicos, militares e setores regionais com prioridades distintas. Nem toda ação externa resulta de uma estratégia centralmente planejada para reconstruir uma hierarquia de zonas de influência; algumas são respostas reativas, oportunidades exploradas por atores locais ou consequências não previstas. A leitura que você adota tende a privilegiar a agência monolítica de Moscou, o que simplifica as dinâmicas internas russas que, paradoxalmente, também podem gerar incoerência e vulnerabilidade estratégica.
Segundo, a ênfase na natureza existencial da guerra para o regime russo — a ideia de que a Ucrânia representa uma ameaça às narrativas fundantes do poder — é plausível, mas não explica completamente as limitações e contingências da ação russa. A decisão de invadir em 2022 foi tomada em um contexto específico de avaliações errôneas de custo, excesso de confiança militar e subestimação da resistência ucraniana e da resposta ocidental. Se a lógica do regime exigisse invariavelmente coerção máxima contra qualquer autodeterminação próxima, seria plausível esperar uma política externa ainda mais expansionista de longo prazo; a presença de limites operacionais (recursos, logística, controle político interno) e erros de cálculo mostra que o determinismo sistêmico da sua leitura precisa ser temperado com análise de racionalidade limitada, burocracia e incerteza estratégica.
A discussão sobre a resposta europeia, baseada no estudo do SWP, é um ponto forte porque desloca o foco para a reconstrução normativa e estrutural da segurança no continente. Argumentar que a ordem europeia deve passar por uma reestruturação com a Ucrânia integrada e a Rússia marginalizada articula uma proposta normativa clara: a defesa da autodeterminação, a recusa de esferas de influência e a proteção das regras que permitem estados escolherem alianças e modelos de regime. Contudo, essa proposta enfrenta dilemas práticos e políticos consideráveis. Internamente na Europa existem divergências sobre ambição estratégica, gasto e disposição para confrontar Moscou; externamente, a inclusão efetiva da Ucrânia na arquitetura de segurança (seja via OTAN, parcerias estratégicas ou outros mecanismos) exige concessões, garantias e um investimento de longo prazo que pode provocar escalada ou represálias russas. Além disso, a alternativa "incluir a Ucrânia, excluir a Rússia" pressupõe que a Rússia pode e deve ser isolada sem gerar consequências regionais prolongadas, o que minimiza riscos de militarização contínua, proliferação de zonas de instabilidade e pressões econômicas diretas sobre países europeus.
Um elemento crítico que merece aprofundamento é a relação entre narrativa e prática. Você corretamente chama a atenção para o papel das histórias — inimigo externo, Unidade Histórica, Justiça Histórica — na legitimação da agressão. No entanto, a efetividade dessas narrativas depende de contextos sociopolíticos variados. Em muitos países da periferia russa, a receptividade a narrativas pró-Moscou é mediada por condições econômicas, patrimonialismo, dependência energética e estruturas mediáticas locais. Políticas europeias que visem contrabalançar a ordem russa precisarão ser multifacetadas: não basta contrapor narrativas com mensagens liberais; é necessário oferecer alternativas tangíveis em segurança, prosperidade e governança que reduzam a atratividade da dependência russa. Isso implica apoio econômico sustentado, projetos de integração gradual e iniciativas culturais e informativas de longo prazo; medidas punitivas sozinhas dificilmente desmantelarão redes de dependência.
Outro ponto de crítica reside na avaliação da vulnerabilidade do regime russo. A sua síntese e a interpretação de Snigyr sobre limites da “resiliência autoritária” são corretas: regimes personalistas suportam choques assimétricos até o momento em que múltiplos pilares falham simultaneamente. Ainda assim, subestimar a capacidade do regime de sobreviver em condições de estresse prolongado pode levar a políticas que contam com desfechos rápidos e substituições de regime que não são realistas. O perigo estratégico é planejar a estabilização europeia a partir da premissa de uma transição russa iminente; políticas mais prudentes consideram as duas possibilidades e preparam-se para um cenário prolongado de adversarialidade. Ao mesmo tempo, reconhecer vulnerabilidades autoritárias é útil: indica alvos efetivos para estratégias não militares (rupturas nas redes de elite, exposição de corrupção, apoio a fluxos informativos alternativos) que, combinadas com pressão econômica e apoio à Ucrânia, aumentam o custo da agressão para Moscou.
A sua conclusão normativa — que a Europa deve defender "não apenas as fronteiras, mas a capacidade de chamar as coisas pelos seus nomes" — é normativamente persuasiva e estrategicamente relevante. Rejeitar e deslegitimar eufemismos que mascaram agressão como "interesses" ou "zonas de segurança" é parte essencial da resistência política e ideológica. Ainda assim, a aplicação prática dessa postura exige coerência interna: União Europeia e países europeus precisam alinhar políticas de defesa, investimento econômico e resiliência social, bem como formular uma diplomacia que combine firmeza com canais para reduzir risco de escalada nuclear ou cibernética. A retórica deve ser acompanhada de instrumentos credibéis de dissuasão e de suporte à reconstrução e integração da Ucrânia para que a resistência à narrativa russa não seja apenas simbólica, mas ancorada em capacidades reais.
Por fim, algumas questões não resolvidas que a sua síntese e os textos subjacentes deixam abertas merecem destaque. Primeiro, como equilibrar o imperativo de inclusão da Ucrânia na arquitetura europeia com limitações políticas internas de países-chave, como Alemanha e Turquia, e com a hesitação de segmentos da opinião pública europeia sobre compromisso militar prolongado? Segundo, até que ponto a marginalização da Rússia pode ser operacionalizada sem alimentar um ciclo de revanche que perpetue a instabilidade? Terceiro, que instrumentos de "construção de ordem" são mais eficazes em reduzir a dependência estrutural de países vizinhos em relação a Moscou — investimentos, integração econômica, segurança coletiva, reformas de governança — e como combiná-los estrategicamente? Responder essas perguntas exigirá análises adicionais empíricas e cenários geopolíticos.
Em suma, sua leitura integrada de Allan, Snigyr e do SWP constitui uma contribuição analítica valiosa ao mostrar que a guerra é uma disputa de ordens e que a defesa europeia requer mais do que respostas unidimensionais. Ao mesmo tempo, a interpretação ganha com um enquadramento mais nuançado das capacidades e limitações internas do regime russo, uma avaliação realista dos riscos práticos de reestruturação de segurança e uma atenção maior às ferramentas não militares necessárias para desarticular redes de dependência. Políticas eficazes exigirão simultaneamente força, resiliência e uma estratégia de construção de alternativas que torne as narrativas russas cada vez menos persuasivas nos países que Moscou deseja manter sob sua órbita. 

[...]

*Observação: Nas três respostas acima [ou seja, das três IAs], o comando/texto foi inserido por ADL (Airton Dirceu Lemmertz). 



sábado, 30 de maio de 2026

Lista de trabalhos sobre Roberto Campos - Paulo Roberto de Almeida

  

Lista de trabalhos sobre Roberto Campos

 

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

Apenas seleção pelo nome.

 

Relação dos trabalhos (não exaustiva) contendo meus escritos sobre Roberto Campos: artigos, capítulos de livros, ensaios para revistas, notas e livros.

 

1128. “Roberto Campos: dois anos sem bons combates de ideias”, Washington, 2 out. 2003, 3 p. Artigo em homenagem a Roberto Campos, por ocasião da passagem do segundo aniversário de sua morte, em 9/10. Publicado no Jornal do Brasil (6.10.03, Seção Opinião). Republicado em 6/01/2017 no Blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/01/e-por-falar-em-roberto-campos-fazendo.html) e disseminado no Facebook (https://www.facebook.com/paulobooks/posts/1387163298013783). Relação de Publicados n. 448.

 

1333. “O que Roberto Campos estaria pensando da política econômica?”, Brasília, 30 set. 2004, 4 p. Ensaio colocando RC em conversa com Keynes, Hayek e Marx, no limbo, a propósito do terceiro ano de sua morte. Preparada versão reduzida, sob o título de “O que Roberto Campos pensaria da política econômica”, publicada no O Estado de São Paulo (sábado, 9/10/2004, caderno Econômico, p. B2). Reproduzido in totum no site do jornalista Diego Casagrande (Porto Alegre: 8/11/2004) e no site do Ministério do Planejamento. Publicado também no site Parlata (Brasília: 2005). Publicado no blog Diplomatizzando (6/01/2017; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/01/ainda-roberto-campos-com-marx-e-hayek.html) e no Facebook (https://www.facebook.com/paulobooks/posts/1387172521346194). Relação de Publicados n. 498.

 

1689. “Milton Friedman meets Bob Fields: O reencontro de dois grandes economistas”, Brasília, 20 novembro 2006, 5 p. Diálogo imaginário entre os dois economistas. Publicado no site do Instituto Millenium (Rio de Janeiro, 26.11.06). Republicado em 28.11.2006 no site do Instituto Thesis. Readaptado em 27.08.2009 e publicado sob o título de “Milton Friedman conversa com Roberto Campos no limbo econômico” em Via Política (30.08.2009); divulgado no blog Diplomatizzando (22/01/2024; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/01/milton-friedman-meets-bob-fields-o.html). Relação de Publicados n. 719 e 721; 920.

 

3059. “A importância da dimensão diplomática no pensamento econômico e na atividade pública de Roberto Campos”, Brasília, 19 novembro 2016, 6 p. Notas de caráter ensaístico sobre o grande estadista diplomático, elaboradas a pedido do embaixador Rubens Antônio Barbosa, para livro coletivo em homenagem ao centenário de nascimento do homem público brasileiro, sob a coordenação de Paulo Rabello de Castro e do jurista Ives Gandra Martins: A lanterna na proa: o Brasil que Roberto sonhou: ensaios sobre a vida e a obra de Roberto Campos (em publicação pela Editora Resistência Cultural). Aproveitado para compor o trabalho 3008/2017, como introdução ao livro que organizei sobre a trajetória intelectual de Roberto Campos. Divulgado no blog Diplomatizzando (15/08/2017: link: https://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/08/a-dimensao-diplomatica-no-pensamento.html).

 

3073. “Roberto Campos: receita para desenvolver um país”, Brasília, 1 janeiro 2017, 3 p. Colaboração a obra coletiva sobre Roberto Campos, organizada por Paulo Rabello de Castro e Ives Gandra Martins. Publicado no livro organizado pela Resistência Cultural Editora e reproduzido no blog Diplomatizzando (05/01/2017; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/01/roberto-campos-receita-para-desenvolver.html) e disseminado no Facebook (https://www.facebook.com/paulobooks/posts/1387156618014451). Publicado in: Ives Gandra da Silva Martins e Paulo Rabello de Castro (orgs.), Lanterna na Proa: Roberto Campos ano 100 (São Luís, MA: Resistência Cultural Editora, 2017, 344 p; ISBN: 978-85-66418-13-2), p. 245-248. Relação de Publicados n. 1259.

 

3081. “Bretton Woods: o aprendizado da economia na prática”, Brasília, 7 fevereiro 2017, 4 p. Colaboração a obra coletiva sobre Roberto Campos, organizada por Paulo Rabello de Castro e Ives Gandra Martins. Publicado no livro organizado pela Resistência Cultural Editora. Publicado in: Ives Gandra da Silva Martins e Paulo Rabello de Castro (orgs.), Lanterna na Proa: Roberto Campos ano 100 (São Luís, MA: Resistência Cultural Editora, 2017, 344 p; ISBN: 978-85-66418-13-2), p. 52-56. Reproduzido no blog Diplomatizzando (05/08/2017; link: https://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/08/bretton-woods-o-nascimento-da-atual.html). Relação de Publicados n. 1257.

 

3082. “Fundando um banco de desenvolvimento: o BNDE”, Brasília, 8 fevereiro 2017, 3 p. Colaboração a obra coletiva sobre Roberto Campos, organizada por Paulo Rabello de Castro e Ives Gandra Martins. Publicado no livro organizado pela Resistência Cultural Editora. Publicado in: Ives Gandra da Silva Martins e Paulo Rabello de Castro (orgs.), Lanterna na Proa: Roberto Campos ano 100 (São Luís, MA: Resistência Cultural Editora, 2017, 344 p; ISBN: 978-85-66418-13-2), p. 71-74. Reproduzido no blog Diplomatizzando (05/08/2017; link: https://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/08/fundando-um-banco-de-desenvolvimento-o.html). Relação de Publicados n. 1258.

 

3087. “Roberto Campos: uma trajetória intelectual no século XX”, Brasília, 28 fevereiro 2017, 140 p. Colaboração a livro organizado por mim em torno da vida, da obra e do pensamento do diplomata-economista que se tornou um dos maiores estadistas do Brasil. Revisão ampliada a 144 p. em 2/03/2017. Publicado in: Paulo Roberto de Almeida (org.), O Homem que Pensou o Brasil: trajetória intelectual de Roberto Campos (Curitiba: Editora Appris, 2017, 373 p.; ISBN: 978-85-473-0485-0), p. 203-356. Relação de Publicados n. 1251.

 

3088. “Roberto Campos: uma vida a serviço do progresso do Brasil”, Brasília, 28 fevereiro 2017, 7 p. Introdução ao livro sobre Roberto Campos, consistindo numa reformulação ampliada do trabalho 3059/2016; publicado sob o título de “Roberto Campos: o homem que pensou o Brasil”, in: Paulo Roberto de Almeida (org.), O Homem que Pensou o Brasil: trajetória intelectual de Roberto Campos (Curitiba: Editora Appris, 2017, 373 p.; ISBN: 978-85-473-0485-0), p. 19-33. Relação de Publicados n. 1260.

 

3089. O homem que pensou o Brasil: trajetória intelectual de Roberto Campos, Brasília, 28 fevereiro 2017, 279 p.; revisão: 323 p. em 10/03/2017, e 353 p. em 16/03/2017; 360 p. em 20/03/2017. Livro composto a partir dos trabalhos setoriais, a ser publicado pela Editora Appris (Curitiba). Índice postado no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/03/o-homem-que-pensou-o-brasil-roberto_21.html) e disseminado no Facebook (https://www.facebook.com/paulobooks/posts/1460610607335718). Relação de Publicados n. 1251.

 

3090. “O homem que pensou o Brasil”, Brasília, 1, 10 e 16 março 2017, 3 e 6 p. Prefácio-apresentação ao livro Roberto Campos. Anúncio no blog Diplomatizzando (15/03/2017; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/03/o-homem-que-pensou-o-brasil-roberto.html), disseminado no Facebook (https://www.facebook.com/paulobooks/posts/1455566544506791). Relação de Publicados n. 1251.

 

3095. “Roberto Campos: o homem que pensou o Brasil”, Brasília, 19 março 2017, 15 p. Reformulação dos textos 3088 e 3090, para servir de capítulo introdutório ao livro sobre Roberto Campos; in: Paulo Roberto de Almeida (org.), O Homem que Pensou o Brasil: trajetória intelectual de Roberto Campos; (Curitiba: Editora Appris, 2017, 373 p.; ISBN: 978-85-473-0485-0), p. 19-33. Relação de Publicados n. 1251.

 

3101. “Roberto Campos, 100 anos: sempre atual”, Brasília, 9 abril 2017, 3 p. Artigo para a página de Opinião do Estado de S. Paulo, falando dos dois livros sendo lançados dia 17/04: O Homem que Pensou o Brasil, e Lanterna na Proa. Publicado no jornal O Estado de S. Paulo (ISSN: 1516-2931; 15/04/2016; link: http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,roberto-campos-100-anos-e-sempre-atual,70001738944); blog Diplomatizzando (22/01/2024; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/01/roberto-campos-100-anos-sempre-atual.html). Relação de Publicados n. 1252.

 

3102. “Sessão especial no Senado em homenagem a Roberto Campos”, Brasília, 10 abril 2017, 3 p. Texto lido na sessão especial do dia 17/04/2017. Divulgado antecipadamente no blog Diplomatizzando (16/04/2017; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/04/roberto-campos-sessao-especial-no.html), e no Facebook (https://www.facebook.com/paulobooks/posts/1493626460700799). Vídeo da sessão disponível no YouTube (26/04/2017; link: https://youtu.be/4z8Dz4Ul0nI; link de minha intervenção: (YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=XobuvjMuy7k&t=189s). Notas no Jornal do Senado (ano XXIII, n. 4680, 18/04/2017, p. 1, 6-7). Divulgado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/04/roberto-campos-materia-no-jornal-do.html). Relação de Publicados n. 1255.

 

3103. “Roberto Campos, 100 anos: atualidade de suas ideias”, Brasília, 21 abril 2017, 5 p. Texto para servir de apoio a palestra na FAAP, no quadro de Curso “Agenda Brasil”, para jornalistas. Resumo das propostas para o governo Castello Branco e apresentadas no discurso inaugural de Roberto Campos em junho de 1983 no Senado, retomadas em diversas outras ocasiões. Publicado em Mundorama (link: http://www.mundorama.net/?p=23501). Divulgado no Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/04/roberto-campos-atualidade-de-suas.html) e disseminado no Facebook (https://www.facebook.com/paulobooks/posts/1499393760124069). Relação de Publicados n. 1253.

 

3114. “Liberalismo e o Brasil de Hoje: Lições de Roberto Campos”, Brasília, 7 maio 2017, 7 p. Notas para palestra a convite do LIDE-Mato Grosso, em Cuiabá, em 9 maio 2017, presidido por Pedro Neves, evento organizado por Jessica Oliveira e Darcy Bonotto (dbonotto@gmail.com), com a participação de Marcos Troyjo, do BRICLab da Columbia University e de Adriano Pires, economista. Texto preparado usando partes do trabalho 3103 (“Roberto Campos, 100 anos: atualidade de suas ideias”), e novos desenvolvimentos. Encaminhado aos organizadores e participantes, acompanhado de slide com as obras de Roberto Campos. Divulgado no blog Diplomatizzando (10/05/2017, link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/05/o-homem-que-pensou-ao-brasil-de-volta.html), disseminado no Facebook (https://www.facebook.com/paulobooks/posts/1520908327972612).

 

3117. “O Homem que Pensou o Brasil: Roberto Campos ainda atual”, Brasília, 15 maio 2017, 5 p. Apresentação do livro: Paulo Roberto de Almeida (org.), O Homem que Pensou o Brasil: trajetória intelectual de Roberto Campos; (Curitiba: Editora Appris, 2017, 373 p.; ISBN: 978-85-473-0485-0); menção ao livro Lanterna na Proa (org. Ives Gandra e Paulo Rabello de Castro). Enviado ao editor da revista Amálgama, Daniel Lopes. Divulgado no blog Diplomatizzando (16/05/2017: link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/05/o-homem-que-pensou-o-brasil-roberto_16.html), disseminado no Facebook (https://www.facebook.com/paulobooks/posts/1526033117460133).

 

3274. “Roberto Campos e a utopia constitucional: releitura de seus escritos”, Brasília, 19 maio 2018, 2 p. Esquema para compilação e republicação de artigos de jornal de Roberto Campos, republicados, em sua maioria, em antologias de editoras. Enviado a Rodrigo Saraiva Marinho e, depois de contato telefônico, para Roberto Campos Jr., com cópia para Hélio Beltrão. Envio de draft book em 01/06/2018.

 

3306. “Roberto Campos e a utopia constitucional brasileira”, Brasília, 23 julho 2018, 36 p. Ensaio sobre os temas constitucionais na obra de Roberto Campos, com destaque para suas antologias e o livro de memórias. Para publicação coletiva e volume compilando os artigos de Roberto Campos sobre o tema. Enviado a Beatriz Bastide Horbach, a Roberto Campos Jr., e a Rodrigo Marinho e Hélio Beltrão. Integrado em formato ampliado ao livro composto para essa finalidade: trabalho n. 3315. Formato original incorporado ao livro: Gilmar Ferreira Mendes e Ives Gandra da Silva Martins (coords.): Roberto Campos: diplomata, economista e político – o constituinte profeta (São Paulo: Almedina, 2021, 391 p.; ISBN: 978-65-5627-192-7; p. 81-122). Lançamento virtual (6/10/2021; Canal do IDP no Youtube, link:https://youtu.be/YCbGEmoCY_Q). Relação de Publicados n. 1385.

 

3310. “Introdução ao livro Roberto Campos e a utopia constitucional brasileira”, Brasília, 2 agosto 2018, 10 p. Texto para servir de prefácio, ou introdução, ao livro em questão. Revisto e ampliado em 18/08/2018, sob n. 3323.

 

3313. “Roberto Campos e a trajetória inconstitucional brasileira”, Brasília, 3 agosto 2018, 44 p. Revisão conjunta dos trabalhos 3310 e 3306, para servir como introdução ao livro Roberto Campos e a utopia constitucional brasileira. Nova revisão em 17/08/2017, com nova separação dos trabalhos 3306 e 3310, para elaboração de prefácio sob minha própria responsabilidade.

 

3314. “A Constituição brasileira contra o Brasil: uma análise de seus dispositivos econômicos”, Brasília, 4 agosto 2018, 40 p. Revisão do trabalho 2505, para fins de inclusão como capítulo final no trabalho n. 3315, livro Roberto Campos e a utopia constitucional brasileira.

 

3315. A Constituição Contra o Brasil: ensaios de Roberto Campos sobre a Constituinte e a Constituição de 1988, Brasília, 3 agosto 2018, 370 p. Livro constante de dois trabalhos meus, n. 3306, combinado ao 3310, e n. 3314, e de 65 artigos de Roberto Campos sobre temas da Constituinte e da Constituição de 1988. Em publicação pela LVM Editora. Revisto em 19/08/2018.

 

3323. “Prefácio ao livro Roberto Campos e a utopia constitucional brasileira”, Brasília, 18 agosto 2018, 6 p. Texto para servir de prefácio ao livro em questão, a partir de extratos do trabalho original n. 3310. Incorporado ao livro, com título revisto: Paulo Roberto de Almeida, A Constituição Contra o Brasil: ensaios de Roberto Campos sobre a Constituinte e a Constituição de 1988 (São Paulo: LVM, 2018). Índice divulgado na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/37324704/A_Constituicao_Contra_o_Brasil_Ensaios_de_Roberto_Campos_sobre_a_Constituinte_e_a_Constituicao_de_1988 e http://www.academia.edu/37396782/A_Constituicao_Contra_o_Brasil_Ensaios_de_Roberto_Campos_sobre_a_Constituinte_e_a_Constitui%C3%A7%C3%A3o_de_1988).

 

3329. “Roberto Campos, um humanista da economia na diplomacia”, Brasília, 18 setembro 2018, 32 p. Ensaio para a 3ra. edição do livro O Itamaraty na Cultura Brasileira (edição original: 2001), com título definitivo ainda indefinido. Revisto em 21/09/2018. Feita versão reduzida, em 26 p., para publicação na revista Leituras de Economia Política, sob n. 3364. Inédito.

 

3331. “A Constituição Contra o Brasil: Correções”, Brasília, 21 setembro 2018, 2 p. Revisão completa da prova apresentada em 20/09/2018 por Alex Catharino, para a impressão do livro, integrando os ensaios n. 3306, 233013, 3314, 3315, 3323. Publicado: Paulo Roberto de Almeida (org.), Roberto Campos, A Constituição Contra o Brasil: ensaios de Roberto Campos sobre a Constituinte e a Constituição de 1988 (São Paulo: LVM, 2018, 448 p.; ISBN: 978-8593751394). Relação de Publicados n. 1292.

 

3365. “Trinta anos da Constituição: evento no Mackenzie”, Brasília, 27 novembro 2018, vídeo em QuickTime, de 6ms, com comentários sobre Roberto Campos e sua postura em face da CF-1988, remetendo à obra: Paulo Roberto de Almeida (org.), Roberto Campos, A Constituição Contra o Brasil: ensaios de Roberto Campos sobre a Constituinte e a Constituição de 1988 (São Paulo: LVM, 2018, 448 p.; ISBN: 978-8593751394). Postado no YouTube (link: https://youtu.be/ZDxNxFQvSUw). Gravação alternativa feita por câmera de vídeo, de menor duração (3ms), também carregada no YouTube (link: https://youtu.be/wpifxapYfBw); ambos disponíveis no Canal Pessoal do YouTube (link: https://www.youtube.com/user/paulomre/videos). Divulgado, com texto do Prefácio, na plataforma Academia.edu (28/11/2018; link: https://www.academia.edu/37864650/A_Constituicao_Contra_o_Brasil_Ensaios_de_Roberto_Campos). Relação de Publicados n. 1295.

 

3414. “Roberto Campos e a utopia constitucional brasileira”, Brasília, 23 fevereiro 2019, 36 p. Texto introdutório ao livro de Paulo Roberto de Almeida (org.), Roberto Campos, A Constituição Contra o Brasil: ensaios de Roberto Campos sobre a Constituinte e a Constituição de 1988 (São Paulo: LVM, 2018, 448 p.; ISBN: 978-85-93751-39-4). Disponibilizado em Academia.edu (link: http://www.academia.edu/38422710/3414RobertoCamposUtopiaConstitucional.pdf) e anunciado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2019/02/roberto-campos-e-utopia-constitucional.html).

 

3477. “Roberto Campos: o pensamento de um economista na diplomacia”, Brasília, 14 junho 2019, 2 p. Resumo do trabalho n. 3329 (“Roberto Campos, um humanista da economia na diplomacia”, Brasília, 18 setembro 2018, 32 p., preparado para a 3ra. edição do livro O Itamaraty na Cultura Brasileira), apresentado como proposta de paper ao 7th Latin American Conference of the History of Economic Thought, a ser realizada em Curitiba (UFPR) de 20 a 21 de novembro de 2019.

 

3769. “Roberto Campos: uma frase infeliz e os liberais brasileiros”, Brasília, 11 outubro 2020, 6 p. Artigo em defesa do pensamento e da obra do economista e diplomata brasileiro, em virtude de frase transcrita, e suprimida, do site do Livres: “Há três saídas no Brasil: o aeroporto do Galeão, Cumbica e o liberalismo”. Divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/10/roberto-campos-uma-frase-infeliz-e-os.html). Publicado no site do Livres (14/10/2020; link: https://www.eusoulivres.org/artigos/roberto-campos-uma-frase-infeliz-e-os-liberais-brasileiros/).

 

4090. “A atualidade de Roberto Campos”, Brasília, 25 fevereiro 2022, 1 p. Notas para palestra no Movimento SC Livre, criado pelo deputado estadual (SC) Bruno Souza, sobre o economista e diplomata; módulo formativo nomeado Personagens da História da Liberdade. Dia 8/03, 20:00hs, link: https://youtu.be/L70hyLaBnYQ; informado no blog Diplomatizzando (3/03/2022; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2022/03/a-atualidade-de-roberto-campos-palestra.html). Live realizada no dia 8/03, por 2 hs, disponível no link acima e informado no blog Diplomatizzando (https://diplomatizzando.blogspot.com/2022/03/personagens-da-historia-da-liberdade.html). Relação de Publicados n. 1443.

 

4565. “Encontros com Roberto Campos, em meus próprios escritos”, Brasília, 22 janeiro 2024, 6 p. Registrando meus escritos sobre o grande diplomata e economista. Postado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/01/encontros-com-roberto-campos-em-meus.html); disponibilizado em Academia.edu (link: https://www.academia.edu/113871576/4565_Encontros_com_Roberto_Campos_em_meus_próprios_escritos_2024_).

 

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5335, 30 maio 2026, 7 p.

Disponível plataforma Academia.edu (link: )

Divulgado no blog Diplomatizzando (30/05/2026; link: ).

 

 



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