Links (O texto acima está no link 2; os links 1, 3 e 4 têm textos complementares): https://share.google/aimode/bo6QXH98u3CihdKqi; https://share.google/aimode/mo5JKvaebGVJQARI2; https://share.google/aimode/blyscPPzvw12dy35r; https://share.google/aimode/Y6LrAPtjtSRts2WC8
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
domingo, 31 de maio de 2026
Madame IA, provocada por Airton Dirceu Lemmertz, examina minhas "obsessões", como ela chama minhas postagens provocadoras - Paulo Roberto de Almeida
O recado do Estadão sobre Flávio Bolsonaro vai além de um editorial - Jornalista Felipe Vieira
O recado do Estadão sobre Flávio Bolsonaro vai além de um editorial
Jornalista Felipe Vieira31/05/2026
O editorial publicado em 31/05/2026 pelo jornal O Estado de S. Paulo sob o título “Isto é Flávio Bolsonaro” não foi apenas mais uma manifestação crítica contra um personagem da política nacional. O texto representa um movimento relevante dentro de um dos veículos mais influentes da imprensa brasileira e ajuda a compreender parte das tensões que hoje atravessam o campo conservador, o mercado financeiro e a disputa presidencial de 2026.
A dureza do editorial chamou atenção porque não se limitou ao episódio envolvendo o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro, figura central do escândalo do Banco Master. A tese defendida pelo Estadão é mais ampla: o jornal sustenta que o caso não revelou um novo Flávio Bolsonaro, apenas confirmou características que, segundo sua avaliação, já estavam presentes em sua trajetória pública.
Logo na abertura, o jornal deixa clara sua posição ao afirmar que “ninguém pode se dizer surpreso com as mentiras em série do senador”, frase que se tornou o eixo central da repercussão do texto.
Em outro trecho que ganhou destaque político e midiático, o editorial afirma que “esse escândalo não muda uma vírgula da biografia de Flávio”, sustentando que as controvérsias atuais apenas reforçam episódios que já faziam parte do histórico político do senador.
O ponto central da análise não está apenas nas acusações ou nos desdobramentos judiciais. O que chama atenção é a decisão editorial de associar diretamente a crise atual à biografia política do senador. Ao fazer isso, o Estadão deixa claro que não enxerga o episódio como um acidente de percurso eleitoral, mas como parte de um padrão político que considera incompatível com a Presidência da República.
O significado político do texto cresce quando se observa a posição histórica do jornal. O Estadão sempre ocupou um espaço identificado com o liberalismo econômico, a defesa das instituições e os interesses de setores tradicionais do empresariado paulista. Ao longo dos últimos anos, fez críticas ao governo Lula, ao Supremo Tribunal Federal em determinadas decisões e também ao bolsonarismo. Em diferentes momentos, procurou se posicionar como defensor de uma alternativa liberal e institucional ao ambiente de polarização que domina a política brasileira.
Por isso, o editorial foi interpretado por muitos analistas como um sinal dirigido não apenas ao eleitor, mas também ao mercado financeiro e às lideranças de centro-direita que observam com preocupação o crescimento da candidatura de Flávio Bolsonaro. O texto sugere que parte do establishment econômico continua vendo dificuldades para apoiar um projeto político diretamente identificado com o núcleo familiar bolsonarista.
O momento da publicação também não parece casual. O editorial surgiu justamente quando Flávio buscava ampliar interlocução com empresários, investidores e representantes do mercado financeiro. O objetivo era transmitir estabilidade e credibilidade após as revelações envolvendo Daniel Vorcaro. A reação do Estadão acabou produzindo o efeito oposto: reforçou dúvidas que já circulavam em segmentos relevantes da elite econômica brasileira.
Há ainda outro aspecto importante. O jornal demonstra incômodo com o processo de escolha da candidatura da direita para 2026. Ao mencionar o chamado “dedazo” de Jair Bolsonaro, o editorial sugere que a indicação de Flávio teria dificultado a construção de uma alternativa mais ampla dentro do campo oposicionista. A crítica não é apenas ao candidato. É também ao modelo político baseado na centralização familiar das decisões estratégicas do bolsonarismo.
Independentemente de concordâncias ou divergências, o editorial revela algo relevante sobre o atual momento político brasileiro. A discussão já não ocorre apenas entre governo e oposição. Ela também acontece dentro da própria direita. O debate envolve liderança, credibilidade, capacidade eleitoral e relação com setores econômicos que tradicionalmente exercem influência sobre campanhas presidenciais.
Quando um veículo com a tradição, a história e a influência do Estadão decide publicar um texto com esse grau de contundência, a mensagem ultrapassa o noticiário cotidiano. Trata-se de uma tomada de posição política e editorial explícita. E, em períodos pré-eleitorais, esse tipo de manifestação costuma ser observado com atenção tanto por aliados quanto por adversários.
Mais do que uma crítica a Flávio Bolsonaro, o editorial expõe uma dúvida que atravessa parte do establishment brasileiro: a direita pretende disputar 2026 ampliando seu campo político ou permanecendo sob a lógica de um projeto familiar que domina o bolsonarismo desde sua origem?
Jornalista Felipe Vieira
Paulo Roberto de Almeida, como visto em programas de IA (2) - Paulo Roberto de Almeida (via Airton Dirceu Lemmertz)
Paulo Roberto de Almeida, como visto em programas de IA (2)
Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.
Transcrição de programas de IA sobre PRA, comando de Airton Dirceu Lemmertz, em duas oportunidades: 23/05 e 30/05/2026; ler na íntegra na plataforma Academia.edu: https://www.academia.edu/167990955/5326_Paulo_Roberto_de_Almeida_como_visto_em_programas_de_IA_2_2026_
Não concordo com tudo o que Madame IA, ou seja, os vários instrumentos ou ferramentas de IA mobilizados por meu amigo Airton Dirceu Lemmertz para me analisar ou se pronunciarem sobre minhas características pessoais e sobre minhas atividades profissionais, docentes, intelectuais, como produtor de IDEIAS, de livros, artigos, postagens em blogs e outros canais (entrevistas, YouTube etc.), mas concordo com muita coisa do que foi “escrito” por essas máquinas manipuladoras e usuárias da inteligência das pessoas, e sintetizadas, transformadas e oferecidas por elas, em novos formatos, e as coisas que discrepam, no meu entendimento, pode não ser culpa desses robozinhos bem comportados – não, não os considero como inimigos da humanidade, como alguns gurus dizem por aí –, podem não ser culpa deles, repito, mas sim minha culpa, pelas ironias, provocações, subentendidos e o caráter hermético ou subliminar do que eu mesmo escrevo em meus livros, artigos, postagens e materiais diversos (o que digo em algumas entrevistas por exemplo). Considero aceitáveis estas duas dezenas de páginas escritas por “terceiros” não individuais, não individualizados, e os termos aqui contidos me servirão, num futuro próximo (espero) para que eu mesmo escreva a meu respeito e sobre minhas ações, que atingem, acredito, apenas alguns estudantes que me seguem (a seu próprio risco) e talvez alguns jornalistas, ou repórteres, em busca de algum comentário sobre seus objetos de trabalho.
Vou reproduzir este comentário ao início deste mesmo arquivo, e deixar novamente registrado em meus registros de trabalho (este aqui de número 5326/2026), assim como deixar à disposição dos curiosos e navegantes na plataforma Academia.edu (que me serve de repositório, enquanto eu não reformo decentemente o meu próprio site: pralmeida.net).
Paulo Roberto de Almeida (31/05/2026)
ler na íntegra na plataforma Academia.edu: https://www.academia.edu/167990955/5326_Paulo_Roberto_de_Almeida_como_visto_em_programas_de_IA_2_2026_
O verdadeiro significado da ofensiva de Putin contra a Europa e o Ocidente - Anton Geraschenko, Allan, Olena Snigyr, Céline Marangé, Susan Stewart
A war of orders: Russia, Ukraine, and the future of Europe in three texts
From: anton_gerashchenko_en
[ Texts referred and discussed in the summary below:
1) Duncan Allan, "To be a great power: Russia’s quest to destroy the post-1991 order in Europe", New Eurasian Strategies Centre, November 28, 2025 (Download PDF)
2) Olena Snigyr: "War behind the talks: Europe in Russia's coercive strategy", Robert Schuman Centre for Advanced Studies, February 23, 2026 (link: https://loom.ly/HiVeWNo)
3) Céline Marangé, Susan Stewart: "The tipping point: An emerging model of European security with Ukraine and without Russia", Stiftung for Wissenchaft und Politique, IRSEM (Paris) (link: Download) ]
Anton Gerashchenko:
My attention was drawn to three recent texts that read like a single argument. Duncan Allan explains why Russia is destroying the European order built after 1991. Olena Snigyr shows what kind of order Russia is building in its place. The SWP study describes what is emerging in response: European security with Ukraine inside it and Russia outside it.
The shared conclusion is clear.
The war against Ukraine is not a war over territory. It is a war over how Europe is structured: who has the right to sovereignty, and who gets to write the rules of security.
Duncan Allan identifies the root cause.
Russia acts according to the logic of a great power - and this is not merely about strength or influence, but about special rights: to rule at home without outside criticism, to maintain a sphere of influence, to limit the choices of its neighbors, and to demand recognition as an equal. This leads to a conclusion that many avoid: the issue is not NATO. What Moscow cannot tolerate is the very idea that neighboring states can choose their own course independently.
That destroys the Russian hierarchy in which states are not equal.
Olena Snigyr shows what exactly Russia is building in place of what it has destroyed. The Russian international order is a system of unequal circles. At the center is Russia itself and the space of its direct control. Further out are neighbors held in place through force, dependency, intimidation, and bought elites. Further still are partners tied by benefit, anti-Western solidarity, and a shared interest in weakening the West.
The tools vary - violence, gas, debt, corruption, information campaigns. The principle is the same: the world is divided into zones of influence among several powers, and Russia is among those that decide for others.
Here, both authors converge: Russia’s foreign policy is the export of its domestic order. Allan describes the current system as wartime Putinism resting on three pillars: repression, anti-Western mobilization, and a militarized economy.
Snigyr shows that the same logic is projected outward. Russia does not simply want influence - it reproduces around itself its own model of power: coercion, control, dependency, and managed approval.
That is why not only tanks and gas contracts matter, but narratives as well. The Russian order rests on stories: the external enemy, “traditional values,” a special path, the cult of Victory, the “historical unity” of peoples.
These stories turn violence into “protection,” dependency into “brotherhood,” and the seizure of another country’s sovereignty into “historical justice.”
Ukraine and Belarus occupy a special place. Control over them is not a trophy, but part of the answer to the question of what Russia itself is. If Ukraine consolidates itself as a sovereign European state, it is not only Russia’s plan of influence that collapses - the very story through which the Kremlin justifies itself collapses as well.
That is why the war is not instrumental for the regime, but existential. At stake is Moscow’s right to decide the fate of its neighbors - and its demand that the West recognize this right.
SWP adds a third dimension: Europe’s response. The old model, in which Russia was treated as a partner or at least a necessary interlocutor, can no longer be restored.
The question is now different: how to build European security with Ukraine inside the system - and without Russia among those who write its rules. Russia is not going anywhere; it remains the main military threat. But from a co-creator of the order, it has turned into a state from which that order must be defended. Ukraine, meanwhile, is moving in the opposite direction - from a “security problem” into one of its supporting pillars.
The former buffer and object of other people’s agreements has become a condition of a stable European order: one guaranteed by the Ukrainian army, resilience, and political choice.
This is where the three texts come together. Allan explains why compromise with Russia is so difficult: its demands are not about concessions, but about the very principle of order. Snigyr explains why Russia will not back down: the project is embedded in the way the regime holds power and sees itself.
SWP explains why the response is becoming a restructuring of European security around Ukraine and against the Russian threat.
The same framework also exposes the weak point. From the outside, Russia looks invulnerable: it adapts to sanctions, shifts the economy onto a war footing, applies pressure through repression, and maintains support through fear and control of information. But endurance is not stability.
Snigyr shows where the limit lies: the system can absorb gradual pressure, but not simultaneous pressure. Economic collapse can be absorbed.
Military defeat can be rewritten by propaganda. Political crisis can be suppressed. But when the pillars weaken together, rather than one by one, the regime loses its ability to adapt.
Snigyr also points to the paradox: the regime’s greatest strength is also its point of fragility.
All the legitimacy of power is concentrated in one figure - this provides control, but it also makes the system hostage to one person. Once that center disappears, the regime begins to disintegrate from within until it finds a replacement.
The conclusion for Europe is direct. If the challenge is not only military, then the response cannot be only military either. Defense, support for Ukraine, sanctions, technological containment, and strategic clarity are necessary - but not sufficient.
Russia is fighting over how people see reality, history, and justice. Therefore, Europe must defend not only borders, but also the ability to call things by their names. Aggression is not a “conflict of interests.” A sphere of influence is not a “security guarantee.” Conquest is not “historical justice.” And peace is not a return to an order in which the aggressor dictates rules to the victim.
Together, these texts show one thing: Russia’s war against Ukraine is the front line of a wider war of orders. Russia is destroying a model in which states choose their own path. Ukraine is defending not only its territory, but that principle itself. And Europe is reaching the conclusion it avoided for a long time: its security cannot be built by appeasing Russia - only by including Ukraine, containing Russia, and defending the rules without which Europe ceases to be itself.
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Abaixo análise de Madame IA sobre o texto acima de Anton Geerashchenko:
Os três trabalhos citados — de Duncan Allan, Olena Snigyr e do German Institute for International and Security Affairs (SWP) — são apresentados como complementares:
I) A causa do conflito:
Segundo Allan, a Rússia vê a política internacional por uma lógica de grandes potências, na qual determinados Estados possuem direitos especiais sobre seus vizinhos.
Nessa interpretação, o problema central não seria apenas a expansão da OTAN, mas a rejeição da ideia de que países vizinhos possam escolher livremente suas alianças e orientações políticas.
II) A ordem alternativa proposta pela Rússia:
Snigyr descreve um sistema baseado em esferas de influência e hierarquias entre Estados.
A influência seria exercida por instrumentos militares, econômicos, energéticos, informacionais e políticos.
O argumento central é que a política externa russa reproduziria elementos da estrutura política interna do país.
III) A resposta europeia:
O estudo do SWP sustenta que a arquitetura de segurança europeia estaria sendo reorganizada em torno do fortalecimento da Ucrânia e da contenção da ameaça militar russa.
Nessa visão, a Ucrânia deixa de ser vista como uma zona-tampão e passa a ser considerada um elemento importante da segurança europeia.
* A tese central:
O texto sustenta que a guerra envolve uma disputa entre dois princípios de ordem internacional:
- Um modelo baseado na igualdade jurídica dos Estados e na liberdade de escolha de alianças.
- Um modelo baseado em esferas de influência e em direitos especiais das grandes potências.
Sob essa interpretação, a disputa não é apenas militar, mas também ideológica e institucional.
** Pontos fortes do argumento:
Conecta política interna e política externa da Rússia em uma única estrutura explicativa.
Explica por que muitos analistas consideram que o conflito é difícil de resolver apenas por negociações territoriais.
Mostra como a guerra alterou a percepção europeia sobre segurança e defesa.
*** Limitações e debates:
Também existem interpretações alternativas que não aparecem com destaque no texto:
- Alguns estudiosos enfatizam fatores de segurança e equilíbrio militar, incluindo o papel da expansão da OTAN.
- Outros destacam elementos históricos, econômicos, nacionais e identitários que não se reduzem à lógica de esferas de influência.
- Há debate acadêmico sobre até que ponto a política russa é guiada por ambições imperiais, preocupações de segurança ou uma combinação de ambas.
Em síntese, o texto apresenta uma visão específica e consistente: a guerra seria uma disputa sobre quem define as regras da ordem europeia. Essa interpretação é influente em muitos centros de pesquisa europeus e ucranianos, mas continua sendo objeto de debate entre especialistas em relações internacionais.
A leitura integrada de Allan, Snigyr e do estudo do SWP que você propõe funciona bem como um quadro explicativo coerente: demonstra que a guerra russa contra a Ucrânia transcende uma disputa territorial imediata e se articula como uma tentativa de impor um novo princípio de ordem na Europa. Este argumento tem poder explicativo porque une dimensão interna e externa do poder russo, mostrando como a lógica do regime — baseada em hierarquia, prerrogativas de grande potência e delegitimação da autodeterminação dos vizinhos — se projeta em políticas geopolíticas agressivas. A vantagem analítica dessa tríade é que ela evita duas armadilhas comuns: reduzir o conflito a uma disputa por influência geoeconômica (por exemplo, apenas gás e alianças) ou tratá-lo exclusivamente como um problema militar que se resolve no campo de batalha. Ao destacar a disputa sobre os princípios que organizam a ordem europeia, sua leitura captura por que compromissos e negociações que aceitariam a premissa russa (esferas de influência, limites à soberania) são intrinsecamente insustentáveis.
A descrição de Allan sobre a mentalidade de grande potência e a exigência russa por "direitos especiais" é persuasiva, sobretudo quando combinada com a análise de Snigyr sobre a reprodução externa do autoritarismo. Identificar que o Kremlin exporta não só coerção material, mas também narrativas que tornam essa coerção legítima para públicos internos e externos ajuda a explicar por que as ferramentas russas variam tanto — de tanques a campanhas de desinformação — e por que elas funcionam em diferentes contextos. Esse ponto é particularmente útil para quem formula políticas: ele sinaliza que medidas exclusivamente militares ou econômicas deixam de atacar a raiz da projeção de poder russo, porque não desconstroem as narrativas e os mecanismos de dependência político-social que sustentam alianças e submissões regionais.
No entanto, a explicação conjunta também contém pressupostos que exigem escrutínio. Primeiro, há um risco de reificação do conceito de “ordem russa” como algo monolítico e intencionalmente coerente. Embora o Kremlin tenha interesses e narrativas consistentes, a União Soviética e a Rússia contemporânea também agem por meio de coalizões fragmentadas de elites, interesses econômicos, militares e setores regionais com prioridades distintas. Nem toda ação externa resulta de uma estratégia centralmente planejada para reconstruir uma hierarquia de zonas de influência; algumas são respostas reativas, oportunidades exploradas por atores locais ou consequências não previstas. A leitura que você adota tende a privilegiar a agência monolítica de Moscou, o que simplifica as dinâmicas internas russas que, paradoxalmente, também podem gerar incoerência e vulnerabilidade estratégica.
Segundo, a ênfase na natureza existencial da guerra para o regime russo — a ideia de que a Ucrânia representa uma ameaça às narrativas fundantes do poder — é plausível, mas não explica completamente as limitações e contingências da ação russa. A decisão de invadir em 2022 foi tomada em um contexto específico de avaliações errôneas de custo, excesso de confiança militar e subestimação da resistência ucraniana e da resposta ocidental. Se a lógica do regime exigisse invariavelmente coerção máxima contra qualquer autodeterminação próxima, seria plausível esperar uma política externa ainda mais expansionista de longo prazo; a presença de limites operacionais (recursos, logística, controle político interno) e erros de cálculo mostra que o determinismo sistêmico da sua leitura precisa ser temperado com análise de racionalidade limitada, burocracia e incerteza estratégica.
A discussão sobre a resposta europeia, baseada no estudo do SWP, é um ponto forte porque desloca o foco para a reconstrução normativa e estrutural da segurança no continente. Argumentar que a ordem europeia deve passar por uma reestruturação com a Ucrânia integrada e a Rússia marginalizada articula uma proposta normativa clara: a defesa da autodeterminação, a recusa de esferas de influência e a proteção das regras que permitem estados escolherem alianças e modelos de regime. Contudo, essa proposta enfrenta dilemas práticos e políticos consideráveis. Internamente na Europa existem divergências sobre ambição estratégica, gasto e disposição para confrontar Moscou; externamente, a inclusão efetiva da Ucrânia na arquitetura de segurança (seja via OTAN, parcerias estratégicas ou outros mecanismos) exige concessões, garantias e um investimento de longo prazo que pode provocar escalada ou represálias russas. Além disso, a alternativa "incluir a Ucrânia, excluir a Rússia" pressupõe que a Rússia pode e deve ser isolada sem gerar consequências regionais prolongadas, o que minimiza riscos de militarização contínua, proliferação de zonas de instabilidade e pressões econômicas diretas sobre países europeus.
Um elemento crítico que merece aprofundamento é a relação entre narrativa e prática. Você corretamente chama a atenção para o papel das histórias — inimigo externo, Unidade Histórica, Justiça Histórica — na legitimação da agressão. No entanto, a efetividade dessas narrativas depende de contextos sociopolíticos variados. Em muitos países da periferia russa, a receptividade a narrativas pró-Moscou é mediada por condições econômicas, patrimonialismo, dependência energética e estruturas mediáticas locais. Políticas europeias que visem contrabalançar a ordem russa precisarão ser multifacetadas: não basta contrapor narrativas com mensagens liberais; é necessário oferecer alternativas tangíveis em segurança, prosperidade e governança que reduzam a atratividade da dependência russa. Isso implica apoio econômico sustentado, projetos de integração gradual e iniciativas culturais e informativas de longo prazo; medidas punitivas sozinhas dificilmente desmantelarão redes de dependência.
Outro ponto de crítica reside na avaliação da vulnerabilidade do regime russo. A sua síntese e a interpretação de Snigyr sobre limites da “resiliência autoritária” são corretas: regimes personalistas suportam choques assimétricos até o momento em que múltiplos pilares falham simultaneamente. Ainda assim, subestimar a capacidade do regime de sobreviver em condições de estresse prolongado pode levar a políticas que contam com desfechos rápidos e substituições de regime que não são realistas. O perigo estratégico é planejar a estabilização europeia a partir da premissa de uma transição russa iminente; políticas mais prudentes consideram as duas possibilidades e preparam-se para um cenário prolongado de adversarialidade. Ao mesmo tempo, reconhecer vulnerabilidades autoritárias é útil: indica alvos efetivos para estratégias não militares (rupturas nas redes de elite, exposição de corrupção, apoio a fluxos informativos alternativos) que, combinadas com pressão econômica e apoio à Ucrânia, aumentam o custo da agressão para Moscou.
A sua conclusão normativa — que a Europa deve defender "não apenas as fronteiras, mas a capacidade de chamar as coisas pelos seus nomes" — é normativamente persuasiva e estrategicamente relevante. Rejeitar e deslegitimar eufemismos que mascaram agressão como "interesses" ou "zonas de segurança" é parte essencial da resistência política e ideológica. Ainda assim, a aplicação prática dessa postura exige coerência interna: União Europeia e países europeus precisam alinhar políticas de defesa, investimento econômico e resiliência social, bem como formular uma diplomacia que combine firmeza com canais para reduzir risco de escalada nuclear ou cibernética. A retórica deve ser acompanhada de instrumentos credibéis de dissuasão e de suporte à reconstrução e integração da Ucrânia para que a resistência à narrativa russa não seja apenas simbólica, mas ancorada em capacidades reais.
Por fim, algumas questões não resolvidas que a sua síntese e os textos subjacentes deixam abertas merecem destaque. Primeiro, como equilibrar o imperativo de inclusão da Ucrânia na arquitetura europeia com limitações políticas internas de países-chave, como Alemanha e Turquia, e com a hesitação de segmentos da opinião pública europeia sobre compromisso militar prolongado? Segundo, até que ponto a marginalização da Rússia pode ser operacionalizada sem alimentar um ciclo de revanche que perpetue a instabilidade? Terceiro, que instrumentos de "construção de ordem" são mais eficazes em reduzir a dependência estrutural de países vizinhos em relação a Moscou — investimentos, integração econômica, segurança coletiva, reformas de governança — e como combiná-los estrategicamente? Responder essas perguntas exigirá análises adicionais empíricas e cenários geopolíticos.
Em suma, sua leitura integrada de Allan, Snigyr e do SWP constitui uma contribuição analítica valiosa ao mostrar que a guerra é uma disputa de ordens e que a defesa europeia requer mais do que respostas unidimensionais. Ao mesmo tempo, a interpretação ganha com um enquadramento mais nuançado das capacidades e limitações internas do regime russo, uma avaliação realista dos riscos práticos de reestruturação de segurança e uma atenção maior às ferramentas não militares necessárias para desarticular redes de dependência. Políticas eficazes exigirão simultaneamente força, resiliência e uma estratégia de construção de alternativas que torne as narrativas russas cada vez menos persuasivas nos países que Moscou deseja manter sob sua órbita.
sábado, 30 de maio de 2026
Lista de trabalhos sobre Roberto Campos - Paulo Roberto de Almeida
Lista de trabalhos sobre Roberto Campos
Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.
Apenas seleção pelo nome.
Relação dos trabalhos (não exaustiva) contendo meus escritos sobre Roberto Campos: artigos, capítulos de livros, ensaios para revistas, notas e livros.
1128. “Roberto Campos: dois anos sem bons combates de ideias”, Washington, 2 out. 2003, 3 p. Artigo em homenagem a Roberto Campos, por ocasião da passagem do segundo aniversário de sua morte, em 9/10. Publicado no Jornal do Brasil (6.10.03, Seção Opinião). Republicado em 6/01/2017 no Blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/01/e-por-falar-em-roberto-campos-fazendo.html) e disseminado no Facebook (https://www.facebook.com/paulobooks/posts/1387163298013783). Relação de Publicados n. 448.
1333. “O que Roberto Campos estaria pensando da política econômica?”, Brasília, 30 set. 2004, 4 p. Ensaio colocando RC em conversa com Keynes, Hayek e Marx, no limbo, a propósito do terceiro ano de sua morte. Preparada versão reduzida, sob o título de “O que Roberto Campos pensaria da política econômica”, publicada no O Estado de São Paulo (sábado, 9/10/2004, caderno Econômico, p. B2). Reproduzido in totum no site do jornalista Diego Casagrande (Porto Alegre: 8/11/2004) e no site do Ministério do Planejamento. Publicado também no site Parlata (Brasília: 2005). Publicado no blog Diplomatizzando (6/01/2017; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/01/ainda-roberto-campos-com-marx-e-hayek.html) e no Facebook (https://www.facebook.com/paulobooks/posts/1387172521346194). Relação de Publicados n. 498.
1689. “Milton Friedman meets Bob Fields: O reencontro de dois grandes economistas”, Brasília, 20 novembro 2006, 5 p. Diálogo imaginário entre os dois economistas. Publicado no site do Instituto Millenium (Rio de Janeiro, 26.11.06). Republicado em 28.11.2006 no site do Instituto Thesis. Readaptado em 27.08.2009 e publicado sob o título de “Milton Friedman conversa com Roberto Campos no limbo econômico” em Via Política (30.08.2009); divulgado no blog Diplomatizzando (22/01/2024; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/01/milton-friedman-meets-bob-fields-o.html). Relação de Publicados n. 719 e 721; 920.
3059. “A importância da dimensão diplomática no pensamento econômico e na atividade pública de Roberto Campos”, Brasília, 19 novembro 2016, 6 p. Notas de caráter ensaístico sobre o grande estadista diplomático, elaboradas a pedido do embaixador Rubens Antônio Barbosa, para livro coletivo em homenagem ao centenário de nascimento do homem público brasileiro, sob a coordenação de Paulo Rabello de Castro e do jurista Ives Gandra Martins: A lanterna na proa: o Brasil que Roberto sonhou: ensaios sobre a vida e a obra de Roberto Campos (em publicação pela Editora Resistência Cultural). Aproveitado para compor o trabalho 3008/2017, como introdução ao livro que organizei sobre a trajetória intelectual de Roberto Campos. Divulgado no blog Diplomatizzando (15/08/2017: link: https://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/08/a-dimensao-diplomatica-no-pensamento.html).
3073. “Roberto Campos: receita para desenvolver um país”, Brasília, 1 janeiro 2017, 3 p. Colaboração a obra coletiva sobre Roberto Campos, organizada por Paulo Rabello de Castro e Ives Gandra Martins. Publicado no livro organizado pela Resistência Cultural Editora e reproduzido no blog Diplomatizzando (05/01/2017; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/01/roberto-campos-receita-para-desenvolver.html) e disseminado no Facebook (https://www.facebook.com/paulobooks/posts/1387156618014451). Publicado in: Ives Gandra da Silva Martins e Paulo Rabello de Castro (orgs.), Lanterna na Proa: Roberto Campos ano 100 (São Luís, MA: Resistência Cultural Editora, 2017, 344 p; ISBN: 978-85-66418-13-2), p. 245-248. Relação de Publicados n. 1259.
3081. “Bretton Woods: o aprendizado da economia na prática”, Brasília, 7 fevereiro 2017, 4 p. Colaboração a obra coletiva sobre Roberto Campos, organizada por Paulo Rabello de Castro e Ives Gandra Martins. Publicado no livro organizado pela Resistência Cultural Editora. Publicado in: Ives Gandra da Silva Martins e Paulo Rabello de Castro (orgs.), Lanterna na Proa: Roberto Campos ano 100 (São Luís, MA: Resistência Cultural Editora, 2017, 344 p; ISBN: 978-85-66418-13-2), p. 52-56. Reproduzido no blog Diplomatizzando (05/08/2017; link: https://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/08/bretton-woods-o-nascimento-da-atual.html). Relação de Publicados n. 1257.
3082. “Fundando um banco de desenvolvimento: o BNDE”, Brasília, 8 fevereiro 2017, 3 p. Colaboração a obra coletiva sobre Roberto Campos, organizada por Paulo Rabello de Castro e Ives Gandra Martins. Publicado no livro organizado pela Resistência Cultural Editora. Publicado in: Ives Gandra da Silva Martins e Paulo Rabello de Castro (orgs.), Lanterna na Proa: Roberto Campos ano 100 (São Luís, MA: Resistência Cultural Editora, 2017, 344 p; ISBN: 978-85-66418-13-2), p. 71-74. Reproduzido no blog Diplomatizzando (05/08/2017; link: https://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/08/fundando-um-banco-de-desenvolvimento-o.html). Relação de Publicados n. 1258.
3087. “Roberto Campos: uma trajetória intelectual no século XX”, Brasília, 28 fevereiro 2017, 140 p. Colaboração a livro organizado por mim em torno da vida, da obra e do pensamento do diplomata-economista que se tornou um dos maiores estadistas do Brasil. Revisão ampliada a 144 p. em 2/03/2017. Publicado in: Paulo Roberto de Almeida (org.), O Homem que Pensou o Brasil: trajetória intelectual de Roberto Campos (Curitiba: Editora Appris, 2017, 373 p.; ISBN: 978-85-473-0485-0), p. 203-356. Relação de Publicados n. 1251.
3088. “Roberto Campos: uma vida a serviço do progresso do Brasil”, Brasília, 28 fevereiro 2017, 7 p. Introdução ao livro sobre Roberto Campos, consistindo numa reformulação ampliada do trabalho 3059/2016; publicado sob o título de “Roberto Campos: o homem que pensou o Brasil”, in: Paulo Roberto de Almeida (org.), O Homem que Pensou o Brasil: trajetória intelectual de Roberto Campos (Curitiba: Editora Appris, 2017, 373 p.; ISBN: 978-85-473-0485-0), p. 19-33. Relação de Publicados n. 1260.
3089. O homem que pensou o Brasil: trajetória intelectual de Roberto Campos, Brasília, 28 fevereiro 2017, 279 p.; revisão: 323 p. em 10/03/2017, e 353 p. em 16/03/2017; 360 p. em 20/03/2017. Livro composto a partir dos trabalhos setoriais, a ser publicado pela Editora Appris (Curitiba). Índice postado no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/03/o-homem-que-pensou-o-brasil-roberto_21.html) e disseminado no Facebook (https://www.facebook.com/paulobooks/posts/1460610607335718). Relação de Publicados n. 1251.
3090. “O homem que pensou o Brasil”, Brasília, 1, 10 e 16 março 2017, 3 e 6 p. Prefácio-apresentação ao livro Roberto Campos. Anúncio no blog Diplomatizzando (15/03/2017; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/03/o-homem-que-pensou-o-brasil-roberto.html), disseminado no Facebook (https://www.facebook.com/paulobooks/posts/1455566544506791). Relação de Publicados n. 1251.
3095. “Roberto Campos: o homem que pensou o Brasil”, Brasília, 19 março 2017, 15 p. Reformulação dos textos 3088 e 3090, para servir de capítulo introdutório ao livro sobre Roberto Campos; in: Paulo Roberto de Almeida (org.), O Homem que Pensou o Brasil: trajetória intelectual de Roberto Campos; (Curitiba: Editora Appris, 2017, 373 p.; ISBN: 978-85-473-0485-0), p. 19-33. Relação de Publicados n. 1251.
3101. “Roberto Campos, 100 anos: sempre atual”, Brasília, 9 abril 2017, 3 p. Artigo para a página de Opinião do Estado de S. Paulo, falando dos dois livros sendo lançados dia 17/04: O Homem que Pensou o Brasil, e Lanterna na Proa. Publicado no jornal O Estado de S. Paulo (ISSN: 1516-2931; 15/04/2016; link: http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,roberto-campos-100-anos-e-sempre-atual,70001738944); blog Diplomatizzando (22/01/2024; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/01/roberto-campos-100-anos-sempre-atual.html). Relação de Publicados n. 1252.
3102. “Sessão especial no Senado em homenagem a Roberto Campos”, Brasília, 10 abril 2017, 3 p. Texto lido na sessão especial do dia 17/04/2017. Divulgado antecipadamente no blog Diplomatizzando (16/04/2017; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/04/roberto-campos-sessao-especial-no.html), e no Facebook (https://www.facebook.com/paulobooks/posts/1493626460700799). Vídeo da sessão disponível no YouTube (26/04/2017; link: https://youtu.be/4z8Dz4Ul0nI; link de minha intervenção: (YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=XobuvjMuy7k&t=189s). Notas no Jornal do Senado (ano XXIII, n. 4680, 18/04/2017, p. 1, 6-7). Divulgado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/04/roberto-campos-materia-no-jornal-do.html). Relação de Publicados n. 1255.
3103. “Roberto Campos, 100 anos: atualidade de suas ideias”, Brasília, 21 abril 2017, 5 p. Texto para servir de apoio a palestra na FAAP, no quadro de Curso “Agenda Brasil”, para jornalistas. Resumo das propostas para o governo Castello Branco e apresentadas no discurso inaugural de Roberto Campos em junho de 1983 no Senado, retomadas em diversas outras ocasiões. Publicado em Mundorama (link: http://www.mundorama.net/?p=23501). Divulgado no Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/04/roberto-campos-atualidade-de-suas.html) e disseminado no Facebook (https://www.facebook.com/paulobooks/posts/1499393760124069). Relação de Publicados n. 1253.
3114. “Liberalismo e o Brasil de Hoje: Lições de Roberto Campos”, Brasília, 7 maio 2017, 7 p. Notas para palestra a convite do LIDE-Mato Grosso, em Cuiabá, em 9 maio 2017, presidido por Pedro Neves, evento organizado por Jessica Oliveira e Darcy Bonotto (dbonotto@gmail.com), com a participação de Marcos Troyjo, do BRICLab da Columbia University e de Adriano Pires, economista. Texto preparado usando partes do trabalho 3103 (“Roberto Campos, 100 anos: atualidade de suas ideias”), e novos desenvolvimentos. Encaminhado aos organizadores e participantes, acompanhado de slide com as obras de Roberto Campos. Divulgado no blog Diplomatizzando (10/05/2017, link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/05/o-homem-que-pensou-ao-brasil-de-volta.html), disseminado no Facebook (https://www.facebook.com/paulobooks/posts/1520908327972612).
3117. “O Homem que Pensou o Brasil: Roberto Campos ainda atual”, Brasília, 15 maio 2017, 5 p. Apresentação do livro: Paulo Roberto de Almeida (org.), O Homem que Pensou o Brasil: trajetória intelectual de Roberto Campos; (Curitiba: Editora Appris, 2017, 373 p.; ISBN: 978-85-473-0485-0); menção ao livro Lanterna na Proa (org. Ives Gandra e Paulo Rabello de Castro). Enviado ao editor da revista Amálgama, Daniel Lopes. Divulgado no blog Diplomatizzando (16/05/2017: link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/05/o-homem-que-pensou-o-brasil-roberto_16.html), disseminado no Facebook (https://www.facebook.com/paulobooks/posts/1526033117460133).
3274. “Roberto Campos e a utopia constitucional: releitura de seus escritos”, Brasília, 19 maio 2018, 2 p. Esquema para compilação e republicação de artigos de jornal de Roberto Campos, republicados, em sua maioria, em antologias de editoras. Enviado a Rodrigo Saraiva Marinho e, depois de contato telefônico, para Roberto Campos Jr., com cópia para Hélio Beltrão. Envio de draft book em 01/06/2018.
3306. “Roberto Campos e a utopia constitucional brasileira”, Brasília, 23 julho 2018, 36 p. Ensaio sobre os temas constitucionais na obra de Roberto Campos, com destaque para suas antologias e o livro de memórias. Para publicação coletiva e volume compilando os artigos de Roberto Campos sobre o tema. Enviado a Beatriz Bastide Horbach, a Roberto Campos Jr., e a Rodrigo Marinho e Hélio Beltrão. Integrado em formato ampliado ao livro composto para essa finalidade: trabalho n. 3315. Formato original incorporado ao livro: Gilmar Ferreira Mendes e Ives Gandra da Silva Martins (coords.): Roberto Campos: diplomata, economista e político – o constituinte profeta (São Paulo: Almedina, 2021, 391 p.; ISBN: 978-65-5627-192-7; p. 81-122). Lançamento virtual (6/10/2021; Canal do IDP no Youtube, link:https://youtu.be/YCbGEmoCY_Q). Relação de Publicados n. 1385.
3310. “Introdução ao livro Roberto Campos e a utopia constitucional brasileira”, Brasília, 2 agosto 2018, 10 p. Texto para servir de prefácio, ou introdução, ao livro em questão. Revisto e ampliado em 18/08/2018, sob n. 3323.
3313. “Roberto Campos e a trajetória inconstitucional brasileira”, Brasília, 3 agosto 2018, 44 p. Revisão conjunta dos trabalhos 3310 e 3306, para servir como introdução ao livro Roberto Campos e a utopia constitucional brasileira. Nova revisão em 17/08/2017, com nova separação dos trabalhos 3306 e 3310, para elaboração de prefácio sob minha própria responsabilidade.
3314. “A Constituição brasileira contra o Brasil: uma análise de seus dispositivos econômicos”, Brasília, 4 agosto 2018, 40 p. Revisão do trabalho 2505, para fins de inclusão como capítulo final no trabalho n. 3315, livro Roberto Campos e a utopia constitucional brasileira.
3315. A Constituição Contra o Brasil: ensaios de Roberto Campos sobre a Constituinte e a Constituição de 1988, Brasília, 3 agosto 2018, 370 p. Livro constante de dois trabalhos meus, n. 3306, combinado ao 3310, e n. 3314, e de 65 artigos de Roberto Campos sobre temas da Constituinte e da Constituição de 1988. Em publicação pela LVM Editora. Revisto em 19/08/2018.
3323. “Prefácio ao livro Roberto Campos e a utopia constitucional brasileira”, Brasília, 18 agosto 2018, 6 p. Texto para servir de prefácio ao livro em questão, a partir de extratos do trabalho original n. 3310. Incorporado ao livro, com título revisto: Paulo Roberto de Almeida, A Constituição Contra o Brasil: ensaios de Roberto Campos sobre a Constituinte e a Constituição de 1988 (São Paulo: LVM, 2018). Índice divulgado na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/37324704/A_Constituicao_Contra_o_Brasil_Ensaios_de_Roberto_Campos_sobre_a_Constituinte_e_a_Constituicao_de_1988 e http://www.academia.edu/37396782/A_Constituicao_Contra_o_Brasil_Ensaios_de_Roberto_Campos_sobre_a_Constituinte_e_a_Constitui%C3%A7%C3%A3o_de_1988).
3329. “Roberto Campos, um humanista da economia na diplomacia”, Brasília, 18 setembro 2018, 32 p. Ensaio para a 3ra. edição do livro O Itamaraty na Cultura Brasileira (edição original: 2001), com título definitivo ainda indefinido. Revisto em 21/09/2018. Feita versão reduzida, em 26 p., para publicação na revista Leituras de Economia Política, sob n. 3364. Inédito.
3331. “A Constituição Contra o Brasil: Correções”, Brasília, 21 setembro 2018, 2 p. Revisão completa da prova apresentada em 20/09/2018 por Alex Catharino, para a impressão do livro, integrando os ensaios n. 3306, 233013, 3314, 3315, 3323. Publicado: Paulo Roberto de Almeida (org.), Roberto Campos, A Constituição Contra o Brasil: ensaios de Roberto Campos sobre a Constituinte e a Constituição de 1988 (São Paulo: LVM, 2018, 448 p.; ISBN: 978-8593751394). Relação de Publicados n. 1292.
3365. “Trinta anos da Constituição: evento no Mackenzie”, Brasília, 27 novembro 2018, vídeo em QuickTime, de 6ms, com comentários sobre Roberto Campos e sua postura em face da CF-1988, remetendo à obra: Paulo Roberto de Almeida (org.), Roberto Campos, A Constituição Contra o Brasil: ensaios de Roberto Campos sobre a Constituinte e a Constituição de 1988 (São Paulo: LVM, 2018, 448 p.; ISBN: 978-8593751394). Postado no YouTube (link: https://youtu.be/ZDxNxFQvSUw). Gravação alternativa feita por câmera de vídeo, de menor duração (3ms), também carregada no YouTube (link: https://youtu.be/wpifxapYfBw); ambos disponíveis no Canal Pessoal do YouTube (link: https://www.youtube.com/user/paulomre/videos). Divulgado, com texto do Prefácio, na plataforma Academia.edu (28/11/2018; link: https://www.academia.edu/37864650/A_Constituicao_Contra_o_Brasil_Ensaios_de_Roberto_Campos). Relação de Publicados n. 1295.
3414. “Roberto Campos e a utopia constitucional brasileira”, Brasília, 23 fevereiro 2019, 36 p. Texto introdutório ao livro de Paulo Roberto de Almeida (org.), Roberto Campos, A Constituição Contra o Brasil: ensaios de Roberto Campos sobre a Constituinte e a Constituição de 1988 (São Paulo: LVM, 2018, 448 p.; ISBN: 978-85-93751-39-4). Disponibilizado em Academia.edu (link: http://www.academia.edu/38422710/3414RobertoCamposUtopiaConstitucional.pdf) e anunciado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2019/02/roberto-campos-e-utopia-constitucional.html).
3477. “Roberto Campos: o pensamento de um economista na diplomacia”, Brasília, 14 junho 2019, 2 p. Resumo do trabalho n. 3329 (“Roberto Campos, um humanista da economia na diplomacia”, Brasília, 18 setembro 2018, 32 p., preparado para a 3ra. edição do livro O Itamaraty na Cultura Brasileira), apresentado como proposta de paper ao 7th Latin American Conference of the History of Economic Thought, a ser realizada em Curitiba (UFPR) de 20 a 21 de novembro de 2019.
3769. “Roberto Campos: uma frase infeliz e os liberais brasileiros”, Brasília, 11 outubro 2020, 6 p. Artigo em defesa do pensamento e da obra do economista e diplomata brasileiro, em virtude de frase transcrita, e suprimida, do site do Livres: “Há três saídas no Brasil: o aeroporto do Galeão, Cumbica e o liberalismo”. Divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/10/roberto-campos-uma-frase-infeliz-e-os.html). Publicado no site do Livres (14/10/2020; link: https://www.eusoulivres.org/artigos/roberto-campos-uma-frase-infeliz-e-os-liberais-brasileiros/).
4090. “A atualidade de Roberto Campos”, Brasília, 25 fevereiro 2022, 1 p. Notas para palestra no Movimento SC Livre, criado pelo deputado estadual (SC) Bruno Souza, sobre o economista e diplomata; módulo formativo nomeado Personagens da História da Liberdade. Dia 8/03, 20:00hs, link: https://youtu.be/L70hyLaBnYQ; informado no blog Diplomatizzando (3/03/2022; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2022/03/a-atualidade-de-roberto-campos-palestra.html). Live realizada no dia 8/03, por 2 hs, disponível no link acima e informado no blog Diplomatizzando (https://diplomatizzando.blogspot.com/2022/03/personagens-da-historia-da-liberdade.html). Relação de Publicados n. 1443.
4565. “Encontros com Roberto Campos, em meus próprios escritos”, Brasília, 22 janeiro 2024, 6 p. Registrando meus escritos sobre o grande diplomata e economista. Postado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/01/encontros-com-roberto-campos-em-meus.html); disponibilizado em Academia.edu (link: https://www.academia.edu/113871576/4565_Encontros_com_Roberto_Campos_em_meus_próprios_escritos_2024_).
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5335, 30 maio 2026, 7 p.
Disponível plataforma Academia.edu (link: )
Divulgado no blog Diplomatizzando (30/05/2026; link: ).
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