segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Doze trabalhos de Hercules? Não até agora, so pouco trabalhos de Madame Herculea...

Acho que não dá para comparar com o heerói mitológico da antiga Grécia (que aliás precisaria dar uma ajuda aos seus descendentes contemporâneos, que talvez necessitassem de faxina igual nas estrebarias governamentais).
Mas este economista lembra apropriadamente uma faina de enorme envergadura, cuja analogia seria extremamente apropriada se, reis, princesas, cortesãos e outros frequentadores do Palácio Real (e de suas estrebarias ministeriais) se dedicassem, de fato, a essa faxinas periódicas que todo governo heteróclito (e fruto de uma verdadeira herança maldita) merece receber, com toneladas de água, detergente, limpa-tudo, removedor de mofo, mata-insetos, raticida, desodorisante e outros produtos de limpeza todos combinados.
Não creio que isso venha a ocorrer.
A tarefa "hercúlea", até o momento, se resumiu a varrer o lixo (e que lixo!) para baixo do tapete, que já está alto assim de porcarias acumuladas...
Bem, espero que um dia venha essa faxina verdadeira.
Por enquanto vocês ficam com um artigo inteligente para pessoas inteligentes.
Comentários em contradição com estas categorias melhor guardar embaixo do tapete...
Paulo Roberto de Almeida


Limpando as estrebarias
Marcelo de Paiva Abreu
O Estado de São Paulo, segunda-feira, 5/09/2011
 
Têm sido curiosas as reações às iniciativas da presidente da República que resultaram no afastamento de funcionários públicos envolvidos em irregularidades, especialmente no Ministério dos Transportes. Ganhou força a ideia de que a presidente poderia estar empenhada numa "faxina", tratando de limpar a verdadeira estrebaria de Augias que herdou do presidente Lula. Os leitores de Monteiro Lobato lembrarão que, na mitologia grega, o quinto trabalho de Hércules foi limpar as estrebarias do rei, dono dos mais belos rebanhos do país, que deixava que o esterco se acumulasse gerando gases tóxicos.

Os limites de tal "faxina", no quadro da coalizão fisiológica que assegura o apoio ao governo Dilma Rousseff, são naturalmente dados por pedestre cálculo político do qual são ingredientes principais o apoio ao governo no Congresso Nacional e a remuneração dos interesses especiais lá representados. Não foi por acaso que a "faxina" não tenha ido tão longe quanto seria desejável, sob pena de abalar a grande coalizão fisiológica que controla a vida política do País. As demissões devem ser explicadas com base nas peculiaridades de estilo pessoal da presidente, e não a qualquer reorientação estratégica.

O episódio sugere que o combate à corrupção continua a ser pilar importante em eventual plataforma política capaz de granjear significativa popularidade. Terreno perigoso, vulnerável à exploração demagógica, como mostra a história relativamente recente em que a propalada caça a marajás acabou em impeachment do presidente da República. Por outro lado, tornou-se reação-padrão dos acusados de improbidade a denúncia de "udenismo", em tentativa meio pífia de confundir a legítima ênfase da velha UDN no combate à corrupção com o seu contumaz golpismo durante a Terceira República.

O episódio também suscita reflexão sobre se, quando e como poderá haver salto qualitativo na repressão às práticas corruptas no Brasil. Não custa lembrar a mudança de regime que significou o episódio do mensalão, em 2005. Até então o PT se apresentava como partido renovador, uma espécie de Partido Comunista Italiano, cuja gestão da coisa pública em nível municipal contrastava com o fisiologismo de outros partidos. Pós-mensalão, o que se viu foi o PT abandonar o seu projeto inovador e mergulhar na fisiologia, tratando de dominar a tecnologia das coalizões perversas baseadas no "é dando que se recebe". Nesse ambiente prosperou a veia personalista do ex-presidente e o lulismo acabou por dominar amplamente o petismo.

A Grã-Bretanha é o exemplo histórico mais conhecido de sociedade que, no início do século 19, abandonou a "velha corrupção" e começou a desmantelar a corrupção sistemática que havia caracterizado o período anterior. Corrupção baseada na coalizão entre políticos que se perpetuavam no poder distribuindo benesses para "interesses especiais" e os próprios interesses beneficiados. Em meio à ampliação da representatividade do colégio eleitoral, reformas acabaram com sinecuras, venda de cargos, distribuição de contratos, cargos e pensões a parentes e amigos, e também com os "burgos podres". Políticas públicas centradas na defesa de "interesses especiais", em detrimento do interesse coletivo, foram reformuladas. Para que isso fosse possível foi importante o sentimento entre os beneficiados pela patronagem anterior de que melhor seria perder os anéis que arriscar a perda dos dedos, ainda com a experiência da Revolução Francesa viva na memória. E, também, que o projeto passasse a fazer parte das plataformas dos grupos políticos em ascensão.

Para que o abandono da "velha corrupção" seja possível no Brasil, seria necessário que tal objetivo fosse efetivamente incorporado ao programa de partidos. E que estes disputassem as eleições defendendo tal plataforma. O que forçaria o abandono de políticas que beneficiam "interesses especiais" em detrimento do interesse coletivo, que vão do acesso a crédito subsidiado por bancos públicos até a provisão de educação universitária gratuita independentemente da renda familiar dos estudantes, passando pelos privilégios das aposentadorias do setor público, entre muitas outras anomalias distributivas.

É difícil que isso ocorra. Parece impossível que as correntes do PT que repudiam a alternativa fisiológica tenham condições de reverter a contaminação do partido pelo gosto do poder a qualquer custo. Dilma Rousseff não tem cacife político para mudar os rumos do PT, encalhado na fisiologia. Lula, como presidente-sombra e candidato perpétuo, não parece ter nenhuma inquietação quanto à mudança de rumos de 2005. Caso houvesse oposição minimamente estruturada, e com projeto efetivamente renovador, seria possível, em tese, pensar em redefinição da coalizão governista que criasse "valores republicanos" efetivos, decentes e críveis. Cenário que está, também, por enquanto, fora de cogitação.

O mais provável é que a forma de governar da atual presidente continue a ser balizada pelo modelo lulista pós-2005, com o uso bissexto de mero pano de pó para controlar as irregularidades mais incômodas politicamente. Faxina jamais, pois comprometeria o cimento da coalizão governista.

* Doutor em Economia pela Universidade de Cambridge, é professor titular no Departamento de Economia da PUC-Rio.


Oriente Medio: um blog de especialista



Um blog a serviço do conhecimento e da informação sobre o Oriente Médio: 
A autora, Carmen Lícia Palazzo acaba de postar, hoje, um artigo sobre xiitas e sunitas que está muito bom (embora eu seja suspeito para dizer...).
Existe uma coluna, à esquerda, que se atualiza automaticamente com notícias sobre o Oriente Médio (cortesia do serviço do blog).

http://carmenlicia.blogspot.com/

Aliás, eis o artigo mencionado:

Sunitas e xiitas no processo de reconstrução do Iraque

Carmen Lícia Palazzo (5/09/2011)

A análise dos conflitos entre as duas principais correntes muçulmanas, sunitas e xiitas, procurando entendê-las numa perspectiva histórica de longa duração, permite lançar algumas luzes no complexo quadro de violência que retrata o Oriente Médio contemporâneo. Múltiplos são os fatores que têm levado a guerras na região, mas a luta dentro do próprio Islã, com seus desdobramentos merece uma atenção especial na medida em que se faz presente nas mais diversas realidades regionais.

A fratura interna no mundo muçulmano ocorreu muito cedo, já no século VII, como conseqüência de uma guerra civil na disputa pela sucessão do califado. Após a morte do quarto califa, Ali, primo e genro de Maomé, a comunidade (”umma”) cindiu-se em dois grupos ou facções. Aqueles que defendiam que os candidatos à sucessão fossem necessariamente membros da família do Profeta ficaram conhecidos como os partidários de Ali (”xiit’Ali”). No entanto venceu o conflito a facção que havia se insurgido contra a descendência familiar e que pregava a escolha do califa entre os membros mais respeitados da “umma” e que melhor representassem a tradição (”sunna”). Aqueles que mais tarde seriam denominados xiitas, derrotados, não apenas eram vistos como contestadores da ordem vigente mas tornaram-se também suspeitos de conspirar contra o poder. O trágico fecho da disputa sucessória foi o assassinato, no ano de 680, de Hussein, filho de Ali, em Karbala (atual Iraque). Consolidava-se, assim, a hegemonia sunita mas, ao mesmo tempo, criava-se um mártir. Ainda hoje a morte de Hussein ecoa na memória coletiva das comunidades xiitas, erguendo-se como um símbolo da opressão dentro do próprio Islã. 

Muitos foram os percalços e as lutas que envolveram as duas principais facções muçulmanas no decorrer dos séculos. É importante lembrar que, apesar da ênfase que costuma ser dada aos aspectos religiosos das disputas, no rompimento do século VII o que estava em jogo era essencialmente uma questão de ordem política. Naquele momento não havia diferença significativa de dogma e nem de prática religiosa. Mas com o passar do tempo, os rituais de um e de outro grupo foram se distanciando e os xiitas, minoritários no conjunto do Islã, desenvolveram uma cultura do martírio e uma espiritualidade carregada de emoções, muito visível no chamado festival de Ashura, quando é anualmente evocada a morte de Hussein.
Com exceção do Irã onde o xiismo, a partir do século XVI, passou a se constituir em religião oficial, com o apoio da dinastia safávida, em outros países tem sido registrada uma história de discriminação e muitas vezes de perseguições, especialmente no Líbano, na Arábia Saudita, no Bahrein, no Kuwait e no Iraque na época de Saddam Hussein.
O grau extremo de violência anti-xiita por parte do ditador iraquiano encontra-se bem documentado já que o seu partido, o Baath, realizava abertamente perseguições sistemáticas cujo intuito era o de disseminar o medo. Um dos exemplos mais marcantes de tais atos foi o assassinato do respeitado aiatolá Baqr al-Sadr que, antes de ser executado, em 1980, foi obrigado a presenciar o estupro e a morte de sua própria irmã.
O fosso existente entre sunitas e xiitas iraquianos tornou-se quase intransponível à custa da crescente violência. Assim, por mais que, atualmente, o moderado e pragmático aiatolá Sistani se esforce no sentido de lembrar que ambas as facções pertencem a uma única raiz islâmica, o contencioso político entre elas continua muito grande. E amplia-se o espaço para as ações da Brigada Mahdi, liderada por Muqtada al-Sadr, portador de uma mensagem de revolta, pouco afeito ao diálogo e ancorado em representações passionais do xiismo, como a do retorno do Imã oculto, o Mahdi.

Outro dado importante a ser levado em conta quando se analisa o relacionamento entre sunitas e xiitas no Iraque e as possibilidades de um entendimento duradouro entre ambas as partes é o da discriminação étnica. Há muitos iranianos entre a comunidade xiita, principalmente na região de Karbala, Najaf e Kufa, e a elite árabe do país sempre os tratou como cidadãos de segunda categoria, acentuando ainda mais as diferenças numa sociedade onde o federalismo poderia ser uma solução viável para a reconstrução do Estado.
Ainda que a chamada questão curda tenha conduzido aos dramáticos ataques de extermínio por parte de Saddam Hussein e envolva também problemas de fronteiras e de relacionamento com países vizinhos, são as disputas entre xiitas e sunitas que maiores dificuldades podem trazer para a consolidação de um governo unido e administrativamente eficaz. E, se por um lado, a tão temida ingerência do Irã é algo a ser observado no decorrer do processo de maiores conquistas políticas por parte dos xiismo iraquiano, por outro lado não seria demais lembrar que, em 1991, a Arábia Saudita conseguiu convencer os Estados Unidos de que estes não deveriam apoiar uma revolta xiita que tinha como objetivo a derrubada de Saddam.
O frágil equilíbrio da política interna iraquiana fica, pois, dependente não apenas de seus próprios problemas mas também da atuação de duas grandes forças regionais, a dos aiatolás iranianos e a do imanato wahabita que é o esteio da casa de Saud. E bem maior do que a preocupação com os inflamados discursos xiitas deveria ser a atenção dada às ações do sunismo, o qual, no Iraque, tem buscado apoio nos grupos fundamentalistas que consideram o xiismo uma heresia do Islã.
A invasão americana inverteu a ordem no poder abrindo espaço para uma representação xiita mais justa no governo mas não levou em conta as conseqüências que inevitavelmente se seguiriam após o desmantelamento do baathismo, ou seja, o enfraquecimento das elites sunitas moderadas e dos componentes laicos na política do Iraque. Assim, a tendência atual é a de que o sunismo, antes pouco afeito, no país, a uma religiosidade estrita, agora passe a estreitar os laços com o wahabismo saudita e com os chamados neo-salafistas da Al Qaeda, que fornecem uma ideologia jihadista de luta para a recuperação do poder perdido.
Partilhando o mesmo livro sagrado, sunismo e xiismo foram, ao longo dos séculos, aprofundando o rompimento que os separou nos primórdios do Islã. A tal ponto que, atualmente, uma análise acurada de ambas as correntes deixa claro que as diferenças são mais significativas do que as semelhanças.
No caso do Iraque, qualquer proposta para uma paz efetiva terá que levar em conta tanto a enormidade da fratura quanto o crescimento do componente religioso. Ou seja, a maneira como política e espiritualidade interagem de modo a enfatizar não apenas o discurso do messianismo xiita, que vem assumindo grandes proporções na região mesopotâmica, mas também o recrudescimento do fundamentalismo sunita. Se, inicialmente, as diferenças de caráter religioso eram pouco significativas na divisão entre os dois grupos, hoje em dia, e principalmente no Iraque, etnia e religião são elementos incontornáveis na busca da construção da Nação.

The Great Contraction - Kenneth Rogoff


THE UNBOUND ECONOMY

The Second Great Contraction

Project Syndicate2011-08-02
CAMBRIDGE – Why is everyone still referring to the recent financial crisis as the “Great Recession”? The term, after all, is predicated on a dangerous misdiagnosis of the problems that confront the United States and other countries, leading to bad forecasts and bad policy.
The phrase “Great Recession” creates the impression that the economy is following the contours of a typical recession, only more severe – something like a really bad cold. That is why, throughout this downturn, forecasters and analysts who have tried to make analogies to past post-war US recessions have gotten it so wrong. Moreover, too many policymakers have relied on the belief that, at the end of the day, this is just a deep recession that can be subdued by a generous helping of conventional policy tools, whether fiscal policy or massive bailouts.
But the real problem is that the global economy is badly overleveraged, and there is no quick escape without a scheme to transfer wealth from creditors to debtors, either through defaults, financial repression, or inflation.
A more accurate, if less reassuring, term for the ongoing crisis is the “Second Great Contraction.” Carmen Reinhart and I proposed this moniker in our 2009 book This Time is Different, based on our diagnosis of the crisis as a typical deep financial crisis, not a typical deep recession. The first “Great Contraction” of course, was the Great Depression, as emphasized by Anna Schwarz and the late Milton Friedman. The contraction applies not only to output and employment, as in a normal recession, but to debt and credit, and the deleveraging that typically takes many years to complete.
Why argue about semantics? Well, imagine you have pneumonia, but you think it is only a bad cold. You could easily fail to take the right medicine, and you would certainly expect your life to return to normal much faster than is realistic.
In a conventional recession, the resumption of growth implies a reasonably brisk return to normalcy. The economy not only regains its lost ground, but, within a year, it typically catches up to its rising long-run trend.
The aftermath of a typical deep financial crisis is something completely different. As Reinhart and I demonstrated, it typically takes an economy more than four years just to reach the same per capita income level that it had attained at its pre-crisis peak. So far, across a broad range of macroeconomic variables, including output, employment, debt, housing prices, and even equity, our quantitative benchmarks based on previous deep post-war financial crises have proved far more accurate than conventional recession logic.
Many commentators have argued that fiscal stimulus has largely failed not because it was misguided, but because it was not large enough to fight a “Great Recession.” But, in a “Great Contraction,” problem number one is too much debt. If governments that retain strong credit ratings are to spend scarce resources effectively, the most effective approach is to catalyze debt workouts and reductions.
For example, governments could facilitate the write-down of mortgages in exchange for a share of any future home-price appreciation. An analogous approach can be done for countries.  For example, rich countries’ voters in Europe could perhaps be persuaded to engage in a much larger bailout for Greece (one that is actually big enough to work), in exchange for higher payments in ten to fifteen years if Greek growth outperforms.
Is there any alternative to years of political gyrations and indecision?
In my December 2008 column, I argued that the only practical way to shorten the coming period of painful deleveraging and slow growth would be a sustained burst of moderate inflation, say, 4-6% for several years. Of course, inflation is an unfair and arbitrary transfer of income from savers to debtors. But, at the end of the day, such a transfer is the most direct approach to faster recovery. Eventually, it will take place one way or another, anyway, as Europe is painfully learning.
Some observers regard any suggestion of even modestly elevated inflation as a form of heresy. But Great Contractions, as opposed to recessions, are very infrequent events, occurring perhaps once every 70 or 80 years. These are times when central banks need to spend some of the credibility that they accumulate in normal times.
The big rush to jump on the “Great Recession” bandwagon happened because most analysts and policymakers simply had the wrong framework in mind. Unfortunately, by now it is far too clear how wrong they were.
Acknowledging that we have been using the wrong framework is the first step toward finding a solution. History suggests that recessions are often renamed when the smoke clears. Perhaps today the smoke will clear a bit faster if we dump the “Great Recession” label immediately and replace it with something more apt, like “Great Contraction.” It is too late to undo the bad forecasts and mistaken policies that have marked the aftermath of the financial crisis, but it is not too late to do better.
Kenneth Rogoff is Professor of Economics and Public Policy at Harvard University, and was formerly chief economist at the IMF.

domingo, 4 de setembro de 2011

Coreia do Norte: devorando seus tecnocratas


Posted By Thomas E. Ricks  Foreign Policy, 

That seems a bit extreme, even for Pyongyang. But a South Korean press quotes a South Korean government source as saying that:
"Thirty people have been confirmed to have died or gone missing until recently. About 10 partners of inter-Korean talks with the South were executed by firing and about 20 others were said to have died in traffic accidents."
"As of now, the North has no partners to talk with the South. There will likely be major change in inter-Korean relations."

Como ficar multibilionario num unico dia; nao acredita?

Bem, não quero dizer que você, ou eu, possamos realizar essa proeza. Mas pode-se ter o gostinho de ver passar em suas mãos, num único dia, centenas de milhões de dólares, assim como quem não quer nada...
Basta trabalhar na "casa de ilusões" por excelência nos dias que correm: a Casa da Moeda americana, o Bureau of Engraving and Printing, encarregado de imprimir todo o dinheiro que um governo irresponsável produz para tentar enganar todos os cidadãos que ele está fazendo algo contra a crise, que ele mesmo provocou, aliás...
Paulo Roberto de Almeida

The new alchemists: Blank paper to greenbacks



William Bolden makes more money in eight hours than Donald Trump.
Combined with Oprah Winfrey.
Video
William Bolden makes more than $25 million in an 8-hour shift. He's a securities pressman at the Bureau of Engraving and Printing in Washington, DC. Bolden is one of three pressmen who meticulously produce twenty dollar bills, a sheet at a time.
Combined with Beyonce and Jay-Z.
William Bolden makes more than $25 million in an 8-hour shift. He's a securities pressman at the Bureau of Engraving and Printing in Washington, DC. Bolden is one of three pressmen who meticulously produce twenty dollar bills, a sheet at a time.


Bolden, a soft-spoken man who grew up on a Virginia farm, does the math one recent afternoon. If 40,000 sheets of paper travel through the machine he mans each night at the U.S. Bureau of Engraving and Printing, and each one carries 32 $20 bills, that’s $25,600,000. All in a single shift.
In a year, that means more than $6.6 billion will pass before his eyes. Last year, Trump, Winfrey and the expecting couple earned, according to Forbes, a combined total of about $422 million.
At the bureau, each weekday, around the clock, men and women like Bolden swipe security badges and walk into the rumbling belly of the C Street building to print what the rest of us are laboring for: Greenbacks.
“I don’t think of it as money. Right now, it’s just paper,” says Bolden, 50, standing in front of a yellow, groaning machine that is spitting out stacks of crisp, untouched bills. His eyes scan for tiny details most people wouldn’t notice, such as whether every word on the seal is readable. “Here, we’re producing a commodity that the country needs and it has to be correct.”
Bolden, a Navy veteran who worked for 16 years in the CIA’s print shop before coming to the bureau, speaks of printing with reverence. There is a thrill in that moment of creation, he says, in starting with a blank sheet and ending up with something important. “I’m proud,” he says, “that I print something that is used around the world.”
Lydia Washington, a spokeswoman for the bureau, says there are 1,892 employees between the D.C. and Texas facilities who in a day might produce $974 million. “We set a global standard in currency production,” she says. “Our currency has never been recalled or devalued.” In other words, an old dollar is worth as much as a new dollar. The bills are also strong enough to withstand 4,000 double folds — forward and backward — before they tear.
Each bill, before it reaches the Federal Reserve and eventually the public, goes through four steps at the bureau. In a room thick with the smell of ink, blank sheets of paper with embedded watermarks wait to be born into currency. A banner on the wall reads: “THE COLOR of MONEY $TART$ HERE.” And nearby shelves are labeled with the hues that will go into the bills: “lavender,” “azure,” and “cherry,” among others.
Workers print the back of the bills first, followed by the front. They then send them to another area for inspection. Only the ones deemed to be without flaw will reach Bolden’s section.
There, the already-tight security throughout the building is even more restrictive. Employees work behind gates that stretch from the concrete floors to the ceiling, and signs tell of the two-man rule. No one is ever alone here.
This is the final stage of the bills’ gestation, where workers make sure that the seals are printed with just the right ink density, that the serial numbers follow a precise sequence and that each bill is cut to perfection so that when a person slips it into a vending machine it’s accepted. All of this Bolden does, zipping from one end of the machine to the other with the ease acquired over seven years of experience.
But ask Bolden about his job and he will likely keep it vague. He doesn’t like to talk about what he earns — a pressman in Bolden’s position, according it a chart on the bureau’s Web site, could take home anywhere from $45.20 to $46.30 an hour — or go into detail about what he actually does.
“If anyone asks, I say I work for the Treasury Department,” Bolden says. Otherwise, he says, when you tell people you have millions of dollars within your reach every day, it often leads to the same joke — one that Oprah and Trump have likely heard in some variation: “Can you bring me a stack?”

Postagem em destaque

A força diminuta dos liberais no Brasil - Paulo Roberto de Almeida

 Insistindo numa tarefa ainda não cumprida (não inteiramente): Duvidas depois da meia-noite:  Uma pergunta sem resposta precisa: por que os ...