quarta-feira, 7 de setembro de 2011

America Latina: crescendo firme?

Eu pessoalmente acho que o pessoal que fez esse relatório é muito otimista: quase toda a América Latina, hoje, é dependente do crescimento da China. Portanto, se a China despencar ou acontecer algum outro problema de monta, a América Latina pode vir abaixo....
Paulo Roberto de Almeida


América Latina deve passar incólume por recessão 
Relatório do Fórum Econômico Mundial destaca o desempenho dos países da região e os desafios comuns que podem prejudicar o crescimento a longo prazo
7/09/2011 

Um relatório divulgado nesta quarta-feira, 7, pelo Fórum Econômico Mundial (FEM) aponta que a América Latina não deve ser atingida por uma possível recessão e destaca o desempenho dos países da região.
Ainda de acordo com o relatório, a perspectiva para a América Latina é ótima para os próximos anos. O FEM também destaca que a região conseguiu superar a recessão global de 2008: “Com uma taxa de crescimento em torno de 6% em 2010 e taxas previstas de 4,75% para 2011 e de 4,25% para 2012, a região reduziu o diferencial de produção e o excesso de capacidade gerado nos anos da recessão, superando em resultados as economias mais avançadas”.
Indícios de superaquecimento
O FEM alerta, entretanto, para sinais de superaquecimento de alguns países exportadores de matérias-primas da região, como Chile e Brasil. “Há pressões inflacionárias que começaram a se acentuar e que são cada vez mais preocupantes”, adverte.
Após subir cinco posições em relação ao ano anterior, o Brasil ocupa atualmente o 53º lugar no ranking de competitividade elaborado anualmente pelo Fórum Econômico Mundial, que engloba 142 países. O Chile segue como o país mais competitivo da região, na 31ª posição. Os dez primeiros do ranking são Suíça, Cingapura, Suécia, Finlândia, EUA, Alemanha, Países Baixos, Dinamarca, Japão e Reino Unido.
Desafios
Além do Brasil, outros países da América Latina também subiram algumas posições no ranking deste ano, incluindo México (de 66º para 58º), Peru (de 73º para 67º), Bolívia (de 108º para 103º), Equador (de 105º para 101º), Panamá (de 53º para 49º), Argentina (de 87º para 85º) e Uruguai (de 64º para 63º).
O FEM também destaca quatro desafios comuns para as economias da região que podem prejudicar o crescimento a longo prazo. São eles: fraqueza institucional e consequente insegurança, deficiência da infraestrutura, ineficaz repartição da produção e dos recursos humanos e atraso em matéria de inovação em relação a outras nações emergentes.

China-Brasil: mais capitalista do que os capitalistas


DCI
China enviou US$ 20 bilhões ao Brasil via paraísos fiscais
Gustavo Machado
DCI, 6/09/2011

Maior parceiro comercial do Brasil nos últimos anos, a China configura atualmente um parceiro e um rival. Principal comprador de matérias-primas produzidas no País, os asiáticos causam preocupação na equipe econômica do governo de Dilma com sua moeda, o iuane, depreciada, e produtos baratos. E apesar de, oficialmente, registrar um valor baixo de investimentos diretos, o país asiático, na verdade, enviou US$ 20 bilhões no ano passado em recursos por meio de países conhecidos como paraíso fiscal, como Suíça e Luxemburgo.

No ano de 2010, entre janeiro e julho, US$ 24,435 bilhões foram exportados para a China, enquanto que US$ 17,687 bilhões foram importados. Atualmente, os Estados Unidos são o país do qual o Brasil mais importa. De acordo com dados do Banco Central (BC), no mesmo período, em IED, apenas US$ 367 milhões vieram da China, o que os situava apenas em 12º entre os estrangeiros que mais investiam no País. Neste ano, os valores são ainda mais insignificantes: US$ 138 milhões e o distante 23º lugar.

No entanto, os dados do BC não condizem com a realidade da relação bilateral. De acordo com Welber Barral, consultor de comércio exterior e secretário do MDIC entre 2007 e 2010, isso ocorre porque o investimento do gigante asiático é oriundo de subsidiárias de suas empresas. "Muito do dinheiro chinês não vem necessariamente da China".

Segundo Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), o Brasil recebeu mais de US$ 20 bilhões no ano de 2010 em investimentos de companhias chinesas. O valor colocaria o asiático na primeira posição com muita folga, de acordo com os documentos do setor externo divulgados pelo Banco Central. "Isso porque muito do dinheiro vem de paraísos fiscais", explica Tang.

Corroborando com a afirmação de Tang, no ano passado Luxemburgo e Suíça figuraram como os principais investidores, com pouco mais de US$ 15 bilhões. "A China considera o Brasil um grande mercado. O Governo quer a abertura de novas fábricas. Não só o País se beneficiará, mas também o povo", afirma o presidente da CCIBC.

Para o Dr. Evaldo Alves, coordenador do curso de Comércio Exterior da Fundação Getúlio Vargas, existe uma relação complexa com o parceiro asiático. "Devemos nos proteger quanto à China competidora, mas não devemos atacá-la", avisa, antes de lembrar que os preços baixos dos produtos importados ajudam a baixar a inflação. "Precisamos resolver os gargalos da economia brasileira", alerta Alves.

O custo Brasil é um dos maiores agravantes na relação bilateral. Altos impostos e salários mais altos encarecem os produtos nacionais. Para o consultor em comércio exterior Vivaldo Cardoso Piraino existe um pouco de dúvida quanto ao futuro desta parceira. "Os preços dos chineses são tão baixos que é preciso criar restrições, taxas para evitar o dumping [preços extremamente baixos para prejudicar concorrentes]", diz o consultor.

Entre os maiores produtos exportados estão minério de ferro, soja triturada e petróleo. Já entre os importados, peças para transmissores, máquinas de processamento de dados e circuitos impressos (chips) para telefonia. Segundo Barral, existe uma barreira de importação na China contra os manufaturados do Brasil, que seria forçado a compor sua pauta de exportação basicamente com matérias-primas e commodities agrícolas. A tese é combatida por Charles Tang, que culpa os preços elevados pela dificuldade de ingresso dos manufaturados.

Indiferente aos produtos exportados, a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Lacerda, indica que cada vez mais a China representa o motor da economia global e que a relação entre os dois países é cada vez mais importante. "O crescimento do PIB chinês se reflete na pauta exportadora do Brasil", afirma Lacerda. Ao encontro da afirmação da secretária, na comparação entre os meses de janeiro e agosto de 2010 e 2011, o volume financeiro exportado cresceu 45%. O superávit brasileiro na balança comercial entre os países aumentou para US$ 1,443 milhão em julho de 2011, 63% maior que no mesmo período de 2010.

The United States in the World Economy - C. Fred Bergsten



The United States faces an acute set of challenges as it struggles to restore its economic vitality and role in the world economy. At the same time, the world must adjust to a new set of rising powers, most importantly China but with India and several others not far behind. The United States is highly dependent on global developments for prosperity and stability, and it is now much more like other countries, for virtually all of whom such international engagement has been a given throughout their histories. The United States has gained enormously from this globalization and is more than $1 trillion per year richer as a result of its trade integration. At the same time, it has become the world's largest debtor country.
To resuscitate its economy on a successful and sustainable basis, the United States must reorient toward the global economy within which it operates and on which it has become so dependent. Its goal should be to eliminate its large trade deficit over the next five to ten years, which would generate 3 million to 4 million very good jobs—about half the number needed to restore full employment. A feasible strategy for doing so begins with, and rests primarily upon, getting its fiscal house in order and substantially beefing up its international competitiveness, which will encompass a trio of international policy approaches: restoring and maintaining a competitive exchange rate for the dollar, demanding and achieving full protection for the intellectual property rights of American firms and workers, and opening (especially emerging) markets abroad to the wide array of services sectors in which the United States is highly competitive. There is no "quick fix," and these issues will be at the forefront of US concerns for many years, and probably decades, to come.

Latin American Development Models: A Parallel Between Brazil and Mexico - Sergio Florencio


Latin American Development Models: A Parallel Between Brazil and Mexico
Sergio Florencio

Presentation: September 15

Sergio Florencio (Consul General of Brazil in Vancouver), will present "Latin American Development Models: A Parallel Between Brazil and Mexico" on September 15, at 3 pm, in Room 1600 - Canfor Policy Room, SFU Harbour Centre, Vancouver, Canada.

This is the first paper in our 2011-2012 LAS Working Paper Series. We encourage you to read his paper in advance. His paper can be found at the following address:


 All are welcome to attend.
Alec Dawson
Director 
Latin American Studies Program
SFU

Revista Espaço Acadêmico - Dossiê Onze de Setembro

Na verdade, o dossiê se resume a três artigos, um dos quais escrito por mim, o outro pelo próprio organizador do dossiê. Apenas um artigo a mais, para um assunto tão importante. Fiquei verdadeiramente surpreendido. Pensei, antes, que muito mais gente se disporia a escrever sobre tema tão relevante das relações internacionais.
Ou apenas não escrevem mesmo, o que não parece ser o caso, pois todos querem publicar para acumular pontos, ou então não dão nenhuma importância ao evento em questão:



Meu artigo: 
Onze de Setembro, dez anos: recepção no mundo, reações no Brasil

Revista Espaço Acadêmico, dossiê especial Onze de Setembro
(ano 11, n. 124, setembro de 2011, p. 21-26; ISSN: 1519-6186, link: http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/14042/7731). 
Relação de Originais n. 2290; Publicados n. 1043

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Meu amigo Airton Dirceu Lemmertz penetrou no meu passado blogueiro, com a ajuda da IA, para resgatar o que andei fazendo, me divertindo, nos...