Paulo Roberto de Almeida
América Latina deve passar incólume por recessão
Relatório do Fórum Econômico Mundial destaca o desempenho
dos países da região e os desafios comuns que podem prejudicar o crescimento a
longo prazo
7/09/2011
Um relatório divulgado nesta
quarta-feira, 7, pelo Fórum Econômico Mundial (FEM) aponta que a América Latina
não deve ser atingida por uma possível recessão e destaca o desempenho dos
países da região.
Ainda de acordo com o relatório, a
perspectiva para a América Latina é ótima para os próximos anos. O FEM também
destaca que a região conseguiu superar a recessão global de 2008: “Com uma taxa
de crescimento em torno de 6% em 2010 e taxas previstas de 4,75% para 2011 e de
4,25% para 2012, a região reduziu o diferencial de produção e o excesso de
capacidade gerado nos anos da recessão, superando em resultados as economias
mais avançadas”.
Indícios de superaquecimento
O FEM alerta, entretanto, para sinais
de superaquecimento de alguns países exportadores de matérias-primas da região,
como Chile e Brasil. “Há pressões inflacionárias que começaram a se acentuar e
que são cada vez mais preocupantes”, adverte.
Após subir cinco posições em relação ao
ano anterior, o Brasil ocupa atualmente o 53º lugar no ranking de
competitividade elaborado anualmente pelo Fórum Econômico Mundial, que engloba
142 países. O Chile segue como o país mais competitivo da região, na 31ª
posição. Os dez primeiros do ranking são Suíça, Cingapura, Suécia, Finlândia,
EUA, Alemanha, Países Baixos, Dinamarca, Japão e Reino Unido.
Desafios
Além do Brasil, outros países da
América Latina também subiram algumas posições no ranking deste ano, incluindo
México (de 66º para 58º), Peru (de 73º para 67º), Bolívia (de 108º para 103º),
Equador (de 105º para 101º), Panamá (de 53º para 49º), Argentina (de 87º para
85º) e Uruguai (de 64º para 63º).
O FEM também destaca quatro desafios comuns para as
economias da região que podem prejudicar o crescimento a longo prazo. São eles:
fraqueza institucional e consequente insegurança, deficiência da
infraestrutura, ineficaz repartição da produção e dos recursos humanos e atraso
em matéria de inovação em relação a outras nações emergentes.