Alguns ingênuos, sobretudo da academia brasileira, acreditam que o sucesso econômico da China se deve a políticas econômicas ainda intervencionistas ou dirigistas, não à sua adesão ao capitalismo de mercado, de pura concorrência, ou seja, de sua vertente neoliberal, como acredito que seja.
Pois bem, quem está dizendo que a direção do PCC segue a linha da economia de mercado, com ênfase na doutrina neoclássica, é simplesmente o Decano adjunto da Escola Nacional de Desenvolvimento e diretor do Centro Chinês para a Pesquisa Econômica da Universidade de Pequim, portanto, uma voz abalizada para ostentar tais tipos de argumentos.
Vejam seu artigo abaixo.
The End of the Beijing Consensus
Yang Yao
YANG YAO is Deputy Dean of the National School of Development and the Director of the China Center for Economic Research at Peking University.
Foreign Affairs, January/February 2010, Volume 1, Number 89, February 2, 2010
Can China's Model of Authoritarian Growth Survive?
Since China began undertaking economic reforms in 1978, its economy has grown at a rate of nearly ten percent a year, and its per-capita GDP is now twelve times greater than it was three decades ago. Many analysts attribute the country's economic success to its unconventional approach to economic policy -- a combination of mixed ownership, basic property rights, and heavy government intervention. Time magazine's former foreign editor, Joshua Cooper Ramo, has even given it a name: the Beijing consensus.
But, in fact, over the last 30 years, the Chinese economy has moved unmistakably toward the market doctrines of neoclassical economics, with an emphasis on prudent fiscal policy, economic openness, privatization, market liberalization, and the protection of private property. Beijing has been extremely cautious in maintaining a balanced budget and keeping inflation down. Purely redistributive programs have been kept to a minimum, and central government transfers have been primarily limited to infrastructure spending. The overall tax burden (measured by the ratio of tax revenue to GDP) is in the range of 20 to 25 percent. The country is the world's second-largest recipient of foreign direct investment, and domestically, more than 80 percent of its state-owned enterprises have been released to private hands or transformed into publicly listed companies. Since the Chinese Communist Party (CCP) lacks legitimacy in the classic democratic sense, it has been forced to seek performance-based legitimacy instead, by continuously improving the living standards of Chinese citizens. So far, this strategy has succeeded, but there are signs that it will not last because of the growing income inequality and the internal and external imbalances it has created.
Ler o texto completo neste link.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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