A proósito do meu post, abaixo:
1681) Estudantes, estudai! (acho que é isso)
Cui prodest? (Ou, para quem escrevo?)
um estudante de escreveu-me o que segue:
On 18/02/2010, at 02:29, Jhonny E. wrote:
Oi professor, tudo bom?
Lendo seu post 'Estudantes, estudai', percebi algo singular em suas palavras, algo que me deixou até...como diria, de certo modo 'inspirado' e emocionado. Sobre a 'abertura dos olhos' para a nova geração, que realmente deve ser cética e completamente autodidata, tanto com os livros quanto com as relações humanas, algo que o senhor me ensinou e 'tento' praticar ( usualmente com o senhor e eventualmente com pessoas mais 'vividas' de conhecimento).
Porém, acredito que a teoria não basta para justificar nossas ações, há tantas personalidades que possuem profundos conhecimentos acerca de vários assuntos e nem por isso mexem sequer um dedo para 'mover' o mundo ao seu redor, deixando da mesma forma que o encontrou ao nascer, não contribuindo para nada.
Teoria e prática devem se aliar, não a prática 'ideológica', nem tampouco ausente desta. Todos esses encontros, cada qual com seu proposito implica-se em suas ideologias, uns...a praticam outros a manifestam apenas em dados momentos.
Aprecio muito do que o senhor ensina para os mais jovens, refutando o falso e revelando o verdadeiro. Mesmo não aceitando o seu 'realismo' sobre o futuro do Brasil e seu afundamento. Lamento, e muito, o fato das pessoas não se juntarem por uma causa comum, concentrarem todo o acumulo de conhecimento que tem e realizarem ao menos uma reforma em todos os setores, lamento pelo fato das pessoas serem inertes em relação ao estudo, serem deficientes em suas análises, pobres em suas contribuições de mudança, fracas em relação a autoridade do argumento, cegas em enxergar o mundo e continuar caminhando, tentando se adaptar usando óculos para evitar que a vista canse.
O senhor já me disse mil vezes, 'continue a estudar, a aprender com os mais vividos, a ser um cidadão responsável intelectualmente', por isso e muito mais continuo firme, ao passo de pensar lamentavelmente que esse esforço não contribua para nada, ou ao menos contribua, mas não significamente como penso em fazer.
A única expectativa que vejo para mudar esse 'quadro do caos' que o mundo se encontro é por meio da reação em cadeia, mas pelo 'realismo' que aprendi do senhor cada dia vejo que ela fica mais longe e além de distante distorcida, pois de nada adiantará tentar mudar o mundo se nem ao menos mudamos nós mesmos.....
Abraços,
Jonathan Yuri
OBS: Se com meus 19 anos já estou 'frustado' imagina quanto tiver 60.
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Por falta de tempo, respondi apenas o que segue, mas pretendo voltar ao assunto:
Você, meu caro, vai viver num Brasil melhor do que o atual: mais desenvolvido, com brasileiros mais prósperos, instituições menos corruptas, mais justiça e mais educação, tenho certeza, mas isso nao vem de graça, é preciso esforço constante e um empenho de cada um para fazer do Brasil um país melhor do que aquele que encontramos quando aqui "chegamos". Persista, e você será feliz.
O abraço do
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Paulo Roberto de Almeida
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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