sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

As principais ideologias políticas do brasileiro, segundo Christian Christian Edward Cyril Lynch, em matério do Meio (Pedro Doria):

As principais ideologias políticas do brasileiro, segundo Christian Christian Edward Cyril Lynch, em matério do Meio (Pedro Doria):

"O principal achado da Pesquisa Meio/Ideia é uma detalhada fotografia da ideologia política no Brasil. Ao longo de sua carreira como cientista político, Christian Lynch se debruçou sobre mais de dois séculos de textos escritos por acadêmicos, políticos e jornalistas para mapear dez ideologias brasileiras. Dez jeitos distintos de compreender o país — e o mundo. Aqueles conjuntos de valores encontram eco na sociedade brasileira. Na parceria com o Instituto Ideia, fomos a campo para entender como.

Dos dez tipos, quatro predominam. O conservadorismo societário e o conservadorismo estatista, o socialismo cosmopolita e o socialismo nacionalista. Pois é: 70% dos brasileiros se distribuem nestes quatro.

Destes quatro, são os conservadores societários que definirão as eleições de 2026. São desconfiados do Estado, põem a família no centro, têm uma rígida bússola moral ancorada pela religião. Este grupo, ligeiramente mais feminino do que masculino, periférico, com baixa escolaridade, é perfeitamente capaz de votar na esquerda ou na direita. O que buscam é estabilidade. Paz.

Ideologia varia de acordo com região do país. Sua religião também é um forte determinante de qual ideologia terá, assim como renda. Nível de escolaridade e idade, porém, determinam pouco. Não é ter lido mais ou menos, ser mais velho ou mais novo que vai mudar sua inclinação.

As ideologias que compõem o Brasil, as que dão base eleitoral para Lula e as que alicerçam a família Bolsonaro. Num artigo de Pedro Doria, na Edição de Sábado, exclusiva para assinantes premium.

Um comentário:

Leon Nunes disse...

Bom dia, embaixador. Publicação interessante. Fiquei curioso por essa divisão. Procurarei conhecer melhor essa noção de "conservador societário".

Para além disso, tenho um outro ponto: queria aproveitar para pedir que o sr. falasse um pouco sobre sua disciplina de estudos. É notório o grau de dedicação que você dá a suas leituras e projetos intelectuais, o que considero admirável. Já o ouvi falando que a diplomacia tem muitos burocratas e poucos intelectuais, mas, apesar disso, o ambiente é favorável a uma vida de estudos? Ou tudo o que o sr. construiu foi "apesar" de sua condição de diplomata? De minha parte, também sou dr. em Ciências Sociais e mero aspirante ao Itamaraty. Sempre acompanho suas publicações e suas recomendações bibliográficas.

Agradeço pela atenção desde já, um abraço!

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