Pensando no que vou dizer, em Francês, no dia 16 de outubro do inacreditável ano eleitoral de 2026
Paulo Roberto de Almeida
Olhando por cima, eu me pergunto: tem algum, um só, pelo menos um supreminho togado, que se salva no STF?
Pergunta difícil…
Talvez a doce e inocente Carmem Lucia, que pede desculpas à sociedade brasileira pela vergonha que sente e que se expande por todos os poros daquele augusto palácio da “justissa”, assim como se ela, com tudo o que assistiu e ouviu, ainda consegue ter coragem de cumprimentar suas excelências, os colegas de tribunal.
Eu sinto uma vergonha imensa, pelo Brasil.
Terei de tentar explicar para uma audiência francesa, no dia 16 de outubro (entre um turno e outro, se houver segundo turno), o que de extraordinário aconteceu no Brasil, cuja Corte Suprema virou uma pocilga nauseabunda, com exceção da doce ministra acima referida.
Algum dos homens se salva? Um só? Talvez o Fachin, já chamado de Fraquim.
Seria preciso um Hércules, num dos seus doze trabalhos, desviar um Amazonas inteiro para limpar as novas estrebarias de Augias, para retirar todo o esterco acumulado ao longo desses longos anos de abusos inacreditáveis.
O que eu vou dizer aos franceses?
Mes chers amis, peut-être aurait été plus convenable si Villegaignon, ou un autre des vos conquerants et corsaires, aurait vaincu les Portugais au début de notre Histoire.
De Gaulle aurait été notre président?
Ça été lui qui a démandé si le Brésil était-il un pays sérieux?
Non, ça pas été lui, mais l’ambassadeur du Brésil, et ce n’était pas une question, plutôt une affirmation…
Quelle honte!
Enfim, ainda estou pensando no que vou dizer. O que quer que eu diga, eles não vão acreditar.
Voyons, c’est impossible tout ça. La Cour Suprème? Mais c’est ridicule!
Oui, c’est ridicule!
Preciso pensar numa explicação melhor. Para salvar a face, au moins…
Excusez-nous messieurs…
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