Os perigos da extrema-direita
Paulo Roberto de Almeida
Uma postagem acautelatória quanto às consequências a médio e longo prazo dessa evolução preocupante:
“Security experts fear Putin may be winning hybrid war with the west amid rise of pro-Kremlin, far-right parties….
The European embrace of Russian fascism.”
Meus comentários pessoais:
PRA: Trump já foi um efeito dessa guerra híbrida muito antes de assumir o poder pela primeira vez em 2017, datando provavelmente dos anos de URSS, quando se converteu num asset russo pelas mãos do KGB, agora FSB sob Putin.
Eu acrescentaria que a adesão ao fascismo russo não ocorre só entre partidos europeus. Na América Latina também, no Brasil em especial, partidos de direita, mas também de esquerda, não encontram nenhum problema em apoiar objetivamente a ação do fascista Putin no massacre diário contra civis ucranianos e contra a infraestrutura do país.
Se a direita alemã ou a francesa lograrem a conquista do poder elas não hesitarão em continuar apoiando Putin, pois já foram fartamente subsidiados por ele.
Como diplomata, me constrange reconhecer que isto ocorre também no Brasil. Bolsonaro se declarou “solidário” a Putin numa viagem feita (contra a opinião do Itamarary) uma semana antes da invasão total da Ucrânia em fevereiro de 2022.
Lula sempre se mostrou favorável e amigável ao ditador russo, não apenas em 2022 e desde então, mas já 2003 (na verdade desde sempre), quando assumiu o poder e expressou inequívoco apoio às teses russas sobre a “ameaça” da Otan. Continua na mesma linha e o Itamaraty amordaçado para qualquer manifestação diplomática equilibrada. Lula pretendia convidar o criminoso de guerra procurado pelo TPI para visitar o Brasil, e sempre atendeu aos desejos e imposições do genocida, sobretudo no âmbito do Brics, esse Frankenstein diplomático que é o principal erro estratégico da política externa (não da diplomacia, mas que a ele aquiesceu submissavamente) em décadas.
Existem muitos outros erros estratégicos na política externa, e o maior deles poderá se materializar proximamente se, em 2027, a extrema-direita bolsonarista voltar ao poder, com seu projeto de submeter nossa diplomacia sos desmandos dd Trump 2, que se julga o imperador hemisférico.
Essa possibilidade precisa ser denunciada com todo o vigor na atualidade brasileira, assim como o horror que seria na Europa ver os dois principais paises da UE aderirem à postura russa sobre segurança estratégica, ou modo de vida democrático.
A extrema-direita, no mundo todo, representa a maior ameaça às atuais democracias, bem mais do que uma esquerda mais preocupada com o distributivismo do que com o socialismo.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 6/09/2026
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