segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Poema Pneumotorax de Manuel Bandeira (enviado por Maurício David)

 Maurício David interrompe as postagens sérias para nos apresentar uma graça de poema de Manuel Bandeira

Poema Pneumotorax de Manuel Bandeira

Publicado em 1930, no livro Libertinagem, o poema Pneumotórax, uma das obras-primas de Manuel Bandeira (1886-1968), se tornou um clássico do modernismo brasileiro.
Em poucos versos vemos a história do eu-lírico que apresenta problemas pulmonares e não encontra uma saída possível para a solução do seu problema. Com uma dose de humor e ironia, Bandeira termina o seu poema com uma conclusão inesperada.

Poema Pneumotórax na íntegra

Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.
Mandou chamar o médico:
— Diga trinta e três.
— Trinta e três… trinta e três… trinta e três…
— Respire.
……………………………………………………………………….
— O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
— Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
— Não.
A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

Nenhum comentário:

Postagem em destaque

Poema Pneumotorax de Manuel Bandeira (enviado por Maurício David)

  Maurício David interrompe as postagens sérias para nos apresentar uma graça de poema de Manuel Bandeira Poema Pneumotorax de Manuel Bandei...