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sábado, 11 de julho de 2026

Mal comparando… Quem manda na Mafia americana? - Paulo Roberto de Almeida + Madame IA

Mal comparando…

Quem manda na Mafia americana?

Nos anos da Lei Seca (1919-1934), resultado do puritanismo idiota dos evangélicos americanos, a Mafia ascendeu ao máximo do seu poder politico e social, com dinheiro e armas para comprar ou coagir policiais, chefes de polícia, procuradores, juízes, representantes do povo no Congresso, talvez  até algum “ministro” (chefe de Departamento federal).

Foi duro, mas o FBI conseguiu, depois de uma longa e dura luta, desmantelar parte do poder da Mafia nos cassinos, nos portos, nos sindicatos, até em Las Vegas (Fidel Castro tomou conta dos cassinos da Mafia na ilha), que atualmente é só uma cidade de espetáculos e cantores (com um movimento pífio nas apostas).

Mas a Madia não desapareceu, e não estou falando da Mafia irlandesa, judia (existe!), italiana, calabresa, siciliana (são diferentes). Estou falando da Mafia do MAGA, dos seus profetas mais elevados, da mais alta cúpula dos que controlam os milhares de “soldados rasos”, que lotam os comícios, mas não mandam nos palanques, dominados pela tropa de escribas que fizeram o documento debiloide de campanha.

Essa Mafia é a que vai terminar de afundar o barco do trumpismo delirante, ainda mais demencial do que foi aqui nestes pagos o bolsonarismo olavista.

A Mafia está com tudo e agora que temos outras organizações terroristas vão finalmente deixá-la em paz.

Afinal de contas ela já está no governo e, portanto, ocupa o poder.

Proxima etapa, Mount Rushmore, para eternizar na pedra a gloria da estupidez no poder. Nunca antes na história dos EUA, poderia dizer o contraparte da simpatia “química”!

O tempora, o mores!


Paulo Roberto de Almeida 

Brasilia, 11/07/2026

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A partir do conteúdo/texto do link https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/07/mal-comparando-quem-manda-na-mafia.html (título, entre aspas: "Mal comparando… Quem manda na Máfia americana? Paulo Roberto de Almeida"), analise e responda [de modo altamente crítico e detalhado, correlacionado fatos históricos] a seguinte pergunta: "Quem manda, atualmente, na máfia nos EUA?". 

O autor Paulo Roberto de Almeida constrói uma metáfora ácida ao responder quem de fato manda na máfia nos Estados Unidos, correlacionando o crime organizado do passado com o atual cenário político norte-americano.
Historicamente, o poder da máfia tradicional (italiana, calabresa, siciliana, irlandesa e judia) atingiu o seu ápice político e social durante a Lei Seca (1919-1934). Naquela época, o dinheiro do contrabando de bebidas financiava o suborno e a coerção de policiais, juízes e congressistas. Esse império foi parcialmente desmantelado após décadas de atuação do FBI em portos, sindicatos e cassinos — inclusive com Las Vegas perdendo sua força nas apostas para se transformar em uma cidade de entretenimento e turismo. [1, 2, 3]
Contudo, sob a ótica crítica do autor, a verdadeira estrutura mafiosa contemporânea que detém o poder nos EUA não é mais a do crime de colarinho branco tradicional, mas sim a chamada "Máfia do MAGA" (Make America Great Again). [1]
A análise detalha a hierarquia dessa nova organização com base nos seguintes fatores:
  • Quem manda na cúpula: O poder real não está nas mãos dos militantes que lotam os comícios (descritos como "soldados rasos"). Quem comanda o topo são os "profetas mais elevados" e a "tropa de escribas" responsáveis pela criação dos documentos, diretrizes e narrativas ideológicas da campanha trumpista. [1, 2]
  • Ocupação do aparato estatal: Diferente do século passado, quando os gângsteres operavam às margens da lei tentado comprar o Estado, a crítica aponta que essa nova "máfia" já ocupa o governo e o poder central.
  • Institucionalização do radicalismo: O autor faz um paralelo direto entre o "trumpismo delirante" e o "bolsonarismo olavista" que ocorreu no Brasil, classificando o movimento atual como algo ainda mais demencial. Com o foco do aparato de segurança voltado para combater outras organizações terroristas, essa ala política ganha passe livre para operar dentro das próprias instituições. [1, 2]
Em suma, em uma analogia histórica com os tempos de Al Capone, a resposta crítica do texto indica que a máfia atual nos EUA mudou de endereço: ela deixou os sindicatos e os portos clandestinos e passou a comandar os palanques, os gabinetes de Washington e as diretrizes do Estado norte-americano, ironicamente eternizando "a glória da estupidez no poder". [1]


 

terça-feira, 7 de abril de 2026

Mal comparando, McKinley e Trump, 130 depois - Paulo Roberto de Almeida

Mal comparando, McKinley e Trump, 130 depois

Vamos imaginar que o presidente William McKinley (1897-1901), aquele que defendeu o padrão-ouro em sua campanha eleitoral e que prometeu que altas tarifas iriam restaurar a prosperidade americana, tivesse sugerido, em novo projeto de lei proposto ao Congresso, que fossem proibidos, no fornecimento do leite diário entregue por carroças nas residências dos consumidores americanos, junto com a pedra de gelo para conservá-lo no armário-geladeira, os rústicos novos veículos automotores, funcionando com motor à explosão, que começavam a ser vendidos no mercado.
Em defesa da renda dos carroceiros, e do lucro das cooperativas de entrega de leite por carroças, que haviam investido milhões na compra de cavalos e de carroças, o presidente McKinley queria evitar que a nova tecnologia de entrega destruísse empregos e renda, acarretando ademais incômodos sonoros nas cidades servidas pelos simpáticos carroceiros e seus galopantes veículos de entrega.

Mutatis mutandis, é mais ou menos o que propõe o seu sucessor, admirador e imitador, na questão das tarifas, Donald Trump, que quer que o Brasil desista do sistema PIX de pagamentos porque ele está dando prejuízo às grandes companhias americanas de cartões de crédito, que investiram pesadamente na "nova" tecnologia meio século atrás.
Trump é um McKinley mal sucedido, mesmo que esse tenha tido sorte na guerra hispano-americana, ao vencer a Espanha e começar sua tutela sobre Cuba, depois sobre o Haiti, a América Central e tentativamente sobre o resto do Hemisfério, mais ou menos como pretende atualmente seu sucessor fascinado com a conquista fácil da Venezuela.
Mas ele corre o risco de sair chamuscado dessa sua ofensiva contra o Pix do Brasil (que poderia fornecer sua tecnologia de pagamentos bancários ao público americano), assim como se arrisca a sair politicamente "obliterado" do seu atual conflito com o Irã. O "corolário" Trump à doutrina McKinley vai custar muito caro ao presidente que ignora história, diplomacia e, sobretudo, as artes da guerra.
Xi Jinping está sorrindo à toa, pensando num pensador chinês de 2500 anos atrás, Sun Tzu, que dizia que nunca se deve perturbar um adversário quando ele estiver cometendo um erro. Esses chineses não deixam de ser inspiradores...
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 7 abril 2026

domingo, 20 de julho de 2025

Mal comparando duas personalidades: Lula e Trump - Paulo Roberto de Almeida

Mal comparando duas personalidades: Lula e Trump

P.S. ex-ante: Alguns dos leitores da postagem abaixo estão considerando que eu equiparei Lula e Trump, que supostamente considero ambos exatamente iguais, o que é totalmente errado. Eu falei da maneira de ser, não do caráter ou do efeito real de suas ações, no que eles são absolutamente diferentes, com ações frontalmente opostas no plano interno ou na esfera internacional.

Lula é um populista sinceramente engajado na promoção do povo pobre, ainda que com politicas equivocadas no plano econômico e mesmo social. Lula não é marxista, está longe de qualquer definição ideológica, mesmo se acredita ser um esquerdista, onde acredita devem estar todos aqueles que querem igualdade de oportunidades para aqueles que nunca tiveram nenhuma. 

Também é um anti-imperialista igual a tantos outros (como eu, por exemplo) e um antiamericano anacrônico, e por isso se alia a ditaduras execráveis ao redor do mundo, de direita e de esquerda, desde que sejam antiamericanas ao seu gosto, o que é exatamente o caso do extremista de direita, tirano cruel Vladimir Putin, que leva uma brutal guerra de agressão contra o povo ucraniano, contrária à Carta da ONU e a todos os princípios elementares do Direito Internacional, assim como aos valores constitucionais e aos padrões diplomáticos do Brasil, que Lula parece ignorar completamente. Nesse plano dos nossos valores e princípios, creio que Lula está profundamente equivocado, mas não na esfera de suas intenções. Espero que isso fique bastante claro, ponto.

Trump é um sujeito completamente diferente, de um caráter doentio e perverso, absorvido unicamente por suas próprias ambições mesquinhas e que está destruindo não apenas o seu próprio país, mas tudo aquilo que os EUA fizeram de positivo no mundo nos ultimos 110 anos (por certo muitas coisas erradas, Vietnã, Iraque etc., mas a maior parte certas, como salvando a Europa duas vezes de aventuras totalitárias de poderes agressivos). Trump é um sociopata perigoso, para os EUA e o mundo, que isso fique bastante claro, ponto.


Resumo e termino esta nota introdutória a uma postagem anterior: Eu fiz uma comparação entre duas personalidades pelo lado do egocentrismo megalomaníaco, não quanto a seus respectivos papeis no plano das políticas sociais. Se quiserem notas “diplomáticas” para ambos, Lula fica com 40/100 e Trump com um Zero absoluto (Putin tem menos 50, ou mais, e merece um Nuremberg só seu). PRA

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Aqui a postagem original:

No fundo, no fundo, Trump e Lula são muito parecidos, praticamente duas almas gêmeas separadas unicamente pela língua e pelo PIB de cada país, mas unidos pela mesma vocação palanqueira, bravatas mil, espíritos autocentrados, se encantam com as suas próprias palavras, se julgam extraordinariamente espertos e acreditam, piamente, que ninguém consegue ser como si próprios, cada um deles, respectivamente, dispostos a subir o tom quando são desafiados, não aceitam negativas e acham que podem transferir custos para terceiros desde que possam provar que estão certos e que não há nada melhor do que prevalecer sobre tudo e sobre todos, como se o mundo girasse em volta deles mesmos, a exclusão de qualquer concorrente, adversário, auxiliar ou subordinado, todos devidamente enquadrados e submissos à sua vontade exclusiva. Lula tem ligeira vantagem, pois está em 3, ao passo que seu espelho tropeça no 2. 

Cara de um, espelho do outro, perfeitamente simétricos, ainda que no formato reverso, comme il faut!


Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 20/07/2025


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