sábado, 11 de outubro de 2014

Eleicoes 2014: a vergonhosa adesao partidaria de reitores ao oficialismo continuista

É preciso voltar sempre a esse ato vergonhoso dos reitores de IFES, que abdicaram do próprio conceito de universidade para aderir de forma ilegal e ilegítima a uma candidatura política.
Universidade tem o sentido de conhecimento UNIVERSAL, não rebaixamento ideológico.
Meu amigo Orlando Tambosi volta a essa questão vergonhosa para todos os acadêmicos que somos nós.
Paulo Roberto de Almeida 


No mês passado (a notícia tinha me passado despercebida), 54 reitores de universidades federais - mantidas com dinheiro público - assinaram manifesto de apoio à candidatura de Dilma Roussef, num ato de sabujice só comparável aos dos dirigentes universitários de países como Cuba e Coreia do Norte. Submeter universidades - cujo compromisso é gerar e difundir conhecimento - a partidos e ideologias é um crime contra a inteligência, uma violação ao princípio de universalidade e independência que deve imperar nos campi. Certamente envergonhados, alguns reitores não tiveram coragem de ir ao Planalto, embora signatários do documento. Não foi o caso da reitora da UFSC, Roselane Neckel, cuja desfaçatez é de enrubescer até cara de pau. "Somos servidores públicos federais", disse ela, "mas vim aqui como cidadã, na hora do almoço". Não foi à toa que este blogueiro se aposentou, embora pudesse permanecer mais uma década na universidade. Que infâmia, que vergonha!


Reitores de 54 universidades federais declararam apoio, nesta quinta-feira, à reeleição da presidente Dilma Rousseff, em reunião no Palácio da Alvorada. De acordo com participantes, ao agradecer o apoio, Dilma prometeu mais investimentos no setor a partir dos recursos do pré-sal. A perda de relevância na exploração do petróleo caso a candidata do PSB, Marina Silva, seja eleita, tem tido destaque no discurso da presidente, mas ela não fez referência à adversária, segundo pessoas presentes.

— Ela agradeceu e falou muito do aumento de recursos para educação a partir da exploração do pré-sal, e como isso vai impactar na base e na ciência e tecnologia, melhorar a qualificação e remuneração dos professores, e continuar equipando os laboratórios das universidades — afirmou o reitor da Universidade Federal de Lavras, José Roberto Scolforo.

Os reitores entregaram à presidente um documento intitulado "Mais Mudanças, Mais Educação, Mais Futuro", em referência ao slogan da campanha petista "Mais Mudanças, Mais Futuro". Entre os que não assinaram o manifesto e não compareceram no Alvorada estão os reitores da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade Federal de Minas (UFMG) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

— Somos servidores públicos federais, mas vim aqui como cidadã, na hora do almoço— disse a reitora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Roselane Neckel.

"Da pré-escola ao pós doutoramento - ciclo completo educacional e acadêmico de formação das pessoas na busca pelo crescimento pessoal e profissional e como forma segura de desenvolvimento do país- consideramos que o Brasil está no rumo certo, graças a políticas, aumento orçamentário, ações e programas implementados nos últimos anos", diz trecho do documento.

Também estavam presentes o ministro José Henrique Paim (Educação) e Clélio Campolina (Ciência e Tecnologia). (O Globo).

Economia global: Asia redefine o capitalismo que emergiu no Ocidente - Marcos Troyjo

Nenhum reparo maior a este artigo, senão quanto à confiança talvez excessiva depositada na Índia, e provavelmente na China. Esses países podem estar tendo seus booms atualmente, mas eles também vão enfrentar os seus bumps. Não só economicamente, politicamente também.
Quanto à América Latina -- que aliás não existe como entidade econômica, sendo a esse respeito uma aglomeração bastante artificial -- ela vai continuar seu eterno retorno em volta de si mesma. Mesmo um governo novo no Brasil, ainda que não esquizofrenico economicamente e menos incompetente administrativamente do que o dos companheiros aloprados, não conseguirá realizar todas as reformas necessárias, por força dos interesses consolidados, da oposição ferrenha de todos os corporativos, sobretudo daqueles mafiosos, como podem ser os vinculados aos neobolcheviques totalitários, e uma selva de regulações góticas que será difícil reformar, a começar pela Constituição surrealista e pela deformação da representação política. Esta dá um peso excessivo às regiões receptoras líquidas de transferências federais, em contraposição e em detrimento das pagadoras e contribuintes líquidas, que vão ter problemas para alterar o ambiente nefasto de negócios que é hoje o Brasil. Ou seja, acredito que vamos continuar nos arrastando penosamente em direção ao futuro, por força de todas as bolas de ferro que nós mesmos criamos e atamos aos nossos pés. Crescimento medíocre não se corrige apenas com vontade política, mas com reformas estruturais que não somos capazes de empreender. O Brasil é um pouco como a França, incapaz de se reformar, só que com uma renda per capita quatro vezes menor e uma educaçao dez vezes pior.
Paulo Roberto de Almeida 

Marcos Troyjo

Pólvora e capitalismo

O Oriente criou a pólvora, e o Ocidente a aprimorou; o capitalismo é do Ocidente, mas é a Ásia que o redefine

Folha de S.Paulo, 10/10/2014

Está em curso uma maciça migração do eixo dinâmico do capitalismo global para o Oriente.

A percepção é tanto mais forte quando analisamos as conclusões recentes do FMI quanto ao PIB chinês mensurado pela paridade do poder de compra (PPP). Tal critério leva em conta a estrutura relativa de preços e custos de cada país.

Por tal medida, a China chega em 2014 a US$ 17,6 trilhões e ultrapassa o PIB dos EUA. Torna-se a maior economia do mundo.

Em termos da riqueza em dólares correntes, a China ainda levará uma década para alcançar a economia norte-americana se crescer 7% anuais. Hoje, com um PIB nominal de US$ 10 trilhões, a China contribuirá com US$ 750 bilhões ao produto global. Como o PIB mundial é de US$ 75 trilhões, e sua fatia representa apenas 14% desse bolo, a China contribui com 33% do crescimento econômico do planeta.

Os países emergentes já são responsáveis por 58% da produção global --e a maior parte disso vem da Ásia. O Japão foi pioneiro nesse processo. Coreia do Sul, Taiwan e Cingapura vieram logo a seguir.

O novo meridiano geoeconômico da Ásia passa por Pequim. Os efeitos colaterais da pujança chinesa são sentidos em toda sua vizinhança. A Indonésia, que cada vez mais recebe investimentos chineses, cresce 6% ao ano há uma década.

Muitos acreditam que a explicação da arremetida asiática foi a presença de governos autoritários em algum momento desses últimos sessenta anos. A chave da ascensão, contudo, foi adotar modelo de desenvolvimento de "nações-comerciantes". Essa estratégia conjugou planejamento de longo prazo e um verdadeiro choque de capitalismo.

Todo esforço de poupança, investimento e política industrial foi voltado à promoção de exportações aos principais mercados compradores do mundo. E tudo com parâmetros de desempenho e prazo de validade.

Na América Latina, ao contrário, a política industrial pautou-se pela substituição de importações. Resultado: protecionismo comercial e a consolidação de oligopólios centrados no mercado interno. No caso brasileiro, a Embraer e o agronegócio, competitivos globalmente, são honrosas exceções.

Hoje, o grande desafio do capitalismo na Ásia passa pelo crescimento da Índia. Os sinais são entusiasmantes na agenda econômica. O premiê, Narendra Modi, implementa reformas desburocratizantes. Corre o mundo para divulgar o seu programa "Make in India", voltado à atração de plantas industriais. Ao fazê-lo, mostra diagnóstico e ação antenados com o encarecimento dos custos de produção na China.

Modi tenta impedir a migração para América Latina e África de capitais produtivos hoje alocados em território chinês. Quer fazer de seu país o novo parque industrial da Ásia. Se a Índia engatar crescimento sustentado mediante maior interação com a economia global, a balança do mundo emergente penderá ainda mais para a Ásia.

A pólvora foi inventada no Oriente, pelos chineses. O Ocidente a aprimorou. O capitalismo pode ter sido criado no Ocidente, mas é a Ásia que o está redefinindo.

Pos-eleicao: o caos petralha para desestablizar o novo governo - Jorge Oliveira

Um texto do início deste ano, que mantém sua total atualidade, e que será ainda mais atual e concreto quando isso começar a ocorrer.
Aliás, eu nem desconfio que os petistas vão sabotar o próximo governo, eu tenho certeza. E isso nem vai aguardar o mês de janeiro de 2015, vai começar no próprio dia 27 de outubro, pela sabotagem de várias coisas no governo e em todas as instâncias em que os apparatchiks estão instalados: vão apagar registros de seus crimes e falcatruas, vão deletar arquivos, vão danificar materiais, vão roubar como nunca, pois sabem que não terão mais oportunidade de fazê-lo depois, em suma, vão desmantelar o que ainda sobrou de institutições administrativas e estuturas de governança no Brasil.
Por isso, no seu discurso de vitória, o candidato oposicionista deve exigir a imediata aplicação da lei promulgada por FHC em meados de 2002 para justamente facilitar a transição para o governo Lula de uma maneira civilizada, o que obviamente o governo atual não fará por gosto próprio, nem os petralhas tomarão a iniciativa de implementar.
Vigilância portanto, mas o mais importante seria fazer um pronunciamento preventivo ameaçando punir exemplarmente quem incorrer em atos de sabotagem contra o Estado brasileiro.
Paulo Roberto de Almeida

O Plano B de Lula para a derrota do seu poste
Jorge Oliveira
14 de janeiro de 2014

Rio – O brasileiro precisa está atento para o que vai acontecer a partir de janeiro de 2015 caso o PT seja derrotado nas eleições deste ano. Com o estado aparelhado, os petistas em represália vão tentar desestabilizar o país porque ainda são o partido mais organizado. Comanda as centrais de trabalhadores e milhares de sindicatos, portanto, têm como liderar greves e incentivar à massa a ir às ruas contra o novo governo. Os petistas não vão dar trégua porque, ressentidos com a derrota, tentarão de todas as formas inviabilizar o sucessor. Além disso, resistirão a abandonar os cargos para não perder os salários milionários sem antes boicotar o serviço público e  paralisar as atividades afins do estado.
 É assim que opera o PT. E foi assim que a cúpula do partido agiu nos primeiros anos do governo Collor, quando estimulou a paralisação da máquina estatal,  criou CPIs, quebrou o sigilo fiscal de autoridades do governo, fabricou escândalos e levou às ruas milhares de jovens (os caras pintadas) para derrubar  o primeiro presidente eleito pelo voto direto depois da ditadura.  O PT  não se contentou com a derrota do Lula e organizou suas bases (sindicatos e centrais) para confrontar o novo governo. Criou núcleos de espionagem dentro dos órgãos federais infestados de seus militantes e simpatizantes e em pouco tempo derrubou o Collor, que já estava na corda bamba pelo governo medíocre que fazia com denúncias de corrupção pipocando por todos os lados.

Na oposição a partir de janeiro, caso a Dilma não se reeleja, os petistas vão infernizar a vida de quem assumir o governo. Quatorze anos administrando a máquina pública, eles aparelharam o estado e agora conhecem como funciona a estrutura por dentro. Para desalojá-los do poder, o presidente eleito certamente gastará boa parte do mandato na assepsia das estatais onde os petistas estão infiltrados independente da qualificação profissional.

Lula está acompanhando com lupa a campanha da Dilma. Anunciou inclusive que estará na linha de frente dos trabalhos da reeleição da sua presidente. Acontece, porém, que ele hoje já tem dúvidas quanto ao êxito do sucesso dela e analisa prognósticos desfavoráveis a sua candidata. Por isso começou a trabalhar com outro cenário político: aumentar as bancadas petistas na Câmara e no Senado Federal.

A estratégia consiste em dominar o Congresso Nacional no caso do PT não conseguir reeleger a Dilma. Perde-se, portanto, o governo, mas em compensação ganha-se o  parlamento submetendo o novo presidente às ordens petistas, leia-se lulista. Nos estados onde o PT não desponta como favorito ao governo, Lula tem estimulado uma aliança independente de ideologia para aumentar o número de parlamentares, o que permitiria o partido ter maioria no Senado e na Câmara e indicar os presidentes.

É assim que o ex-presidente quer permanecer soberano na política. Lula sabe que a Dilma estaria definitivamente fora da política se perder a reeleição porque não teria condição de se eleger nem a síndico de prédio.  A dificuldade dela de se manter na política deve-se a sua falta de base eleitoral em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul os dois estados que abraçou para viver. Lula sabe também por experiência própria que num regime presidencialista como o nosso, manter a presidência das duas Casas é dominar o destino político do país como fazem alguns partidos, a exemplo do PMDB de Sarney, de  Renan e Michel que mantêm o Executivo sob seu jugo.

Não à toa, Lula não demonstra nenhum apetite para ocupar o lugar da Dilma. Conhece como  ninguém a incompetência da sua presidente para administrar o país e do fracasso que ronda o setor econômico em 2014. Assim, previne-se ao entregar os anéis para preservar os dedos: quer a Câmara e o Senado  para transformar o Executivo refém do seu partido, no caso de uma reeleição frustrada da Dilma.

A Utopia pouco Concreta dos orfaos do socialismo - Jean-Francois Revel (book)


Abri, nesta sexta-feira este livro de Jean-François Revel, Last Exit to Utopia: The Survival of Socialism in a Post-Soviet Era (New York: Encounter Books, 2009), que havia encomendado uma semana antes no site da Abebooks: me custou 20 dólares menos do que o preço marcado na orelha do livro, para venda de exemplar novo em livraria: US$ 23.95 (mais o frete, exatamente igual ao preço do livro, ou seja, um total de menos de 8 dólares; ele custa 75 reais no site da Livraria Cultura).
Eu tinha conhecimento da edição francesa do livro, La Grande Parade. Essai sur la survie de l'utopie socialiste (Paris: Plon, 2000), mas não o encontrei nas livrarias quando morei em Paris em 2012. Devia ter comprado outros, pois, pois agora, os preços em euros e de frete da Abebooks.fr são bem menos competitivos do que a rede americana.
O título em inglês traduz exatamente o significado da obra, já que o título original não se adaptaria bem a uma tradução literal, dados os significados múltiplos de parade, e o tradutor americano, Diarmid Cammell, -- que já tinha traduzido L'Obsession Anti-américaine, que eu li em Português --, realizou uma obra admirável, deixando vários conceitos em francês mas explicando ao leitor americano o seu significado em footnotes.

Mas, o que interessa aqui, depois dos lamentáveis debates eleitorais do primeiro turno, seria recuperar o conceito de utopia, já que uma candidata -- que precisa estudar muito muito antes de se candidatar a qualquer outra coisa, começando por síndica do seu condomínio; vejam esta brincadeira séria que fizeram de sua ignorância enciclopédica alunos inteligentes da UnB: http://www.brasilpost.com.br/2014/09/22/luciana-genro-entrevista_n_5865358.html -- se referiu várias vezes a suas crenças (sim, crenças) como sendo uma "utopia concreta".

Ora, este livro do conhecido polemista francês -- cujos primeiros livros eu tinha conhecido muito cedo, quando eu ainda era um estudante esquerdista ao recém chegar na Europa e me deparar com o seu Ni Marx, Ni Jesus -- se dedica justamente a desmantelar as utopias socialistas que conseguiram sobreviver ao desmantelamento do muro de Berlim, do império soviético e da própria experiência histórica do socialismo real. O que sobrou, ele reconhece, foram ideias, e ideias são bem mais resistentes do que as construções humanas, como já tinha reconhecido paralelamente François Furet, um grande historiador liberal, tocquevilleano, mas que tinha vindo, como muitos, do marxismo, e até do PCF, que ele abandonou logo depois do massacre de Budapeste e do XX congresso do PCUS. Eu fiz uma grande resenha do seu livro Le Passé d'une Illusion, que pode ser lida neste post.

O socialismo deu dois suspiros e depois morreu, a despeito de remanescentes ridículos aqui e ali -- pequenas ilhas de miséria, uma vez que a China é um imenso experimento de capitalismo autocrático, o que pode parecer uma contradição anti-Friedmaniana, de Capitalism and Freedom -- mas ainda sobraram, justamente no terreno das (más) ideias, esses órfãos do socialismo, todos eles burgueses ou pequenos burgueses vivendo confortavelmente no capitalismo, e que insistem em continuar propagando utopias, na verdade muito pouco concretas.

Esse pessoal se reagrupou na última fortaleza inexpugnável do socialismo, o terreno da utopia. O socialismo em si, como explica Revel, não é imune a críticas. Mas a utopia está além e acima de qualquer recriminação. Ela é simplesmente inatacável, já que não se reporta a nenhum sistema existente, mas a uma vaga aspiração a um porvir melhor.
O socialismo sempre pode ser criticado, pelas falhas dos seus promotores -- eles "não fizeram direito o serviço", houve defeitos aqui e ali, se não fosse o capitalismo, mas o "ideal sempre foi válido" -- mas a utopia está fora do alcance de críticas concretas.

Pois bem, mas quando a candidata desmiolada e ignorante -- mas que ainda assim amealhou um bocado de votos, e não se sabe se os seus eleitores eram igualmente desmiolados e ignorantes, mas ela certamente era -- se referiu à sua "utopia concreta", não me lembro de alguém ter-lhe perguntado o que, exatamente, ela pretendia dizer com isso. Acho que ninguém, e nem mesmo ela saberia explicar, pois a verdade é que ela não sabe, não tem a menor ideia e nem pretende ter, pois não tem tempo de estudar, como lhe recomendaram os estudantes (que eles, sim, estudaram o socialismo e viram que não dá certo, o que Ludwig von Mises já tinha comprovado desde 1919).

Não sei se este livro de Revel já foi traduzido para o Português (qualquer um) e publicado no Brasil ou em Portugal, mas deveria: eu poderia oferecer um exemplar a essa candidata ignorante, se ela se comprometesse a lê-lo, o que eu duvido que faria, pois poderia abalar as suas convicções.

Mas, pelo que vejo pelos debates online nas redes de comunicação social acho isso impossivel. O pessoal que é true believer, ou seja, os criacionistas políticos, que são os órfãos do socialismo, são totalmente infensos a qualquer raciocínio lógico que venha a negar as suas crenças mais arraigadas, exatamente como os criacionistas, que acham que o mundo só tem um pouco mais de 4 mil anos e que os dinossauros (que conviveram obviamente com os homens, pois que também foram criados por deus em algum momento de distração) só não sobreviveram porque não couberam na arca de Noé.

Esse pessoal está além, acima, fora do escopo de qualquer argumento histórico, lógico, filosófico, experimental, simplesmente behaviorista (que elas chamariam de positivista, como se soubessem do que se trata), e estão completamente perdidos em sua nave da utopia.

São esses que sustentam a candidata desmiolada -- a verdadeira, não a utópica -- a despeito de reconhecerem que ela não é exatamente o ideal com quem sonhavam, e são esses que  inventam todas as mentiras que depois vão servir aos menos informados (que estão em todas as regiões do país) como prova de que estão fazendo o melhor possível neste governo possível.
Eles são impossíveis.

Mas, se você não é um true believer, se você não é um criacionista político, você vai gostar de Jean-François Revel, de qualquer livro dele, embora este seja um dos mais adaptatados à nossa época e aos nossos problemas. Ele vai curá-lo de um monte de bobagens que você vai ouvir (ou já ouviu) de seu professor em classe, como também de candidatos que precisariam voltar para as salas de aula, como aquela candidata da utopia concreta que não teve vergonha de afirmar verdadeiras barbaridades nas suas aparições de TV. E o pior é que ela acreditava estar dizendo coisas geniais. Mais pior ainda, como diria o chefe da quadrilha, é que um monte de "babacas" se deixaram levar pelas suas palavras e ainda votaram no estupor.
Se eles tivessem lido este livro, não correriam esse risco.
Acho que se comprarem na Abebooks, mesmo pagando 11 ou 15 dólares de frete, ainda sai mais barato do que comprar na Cultura. Recomendo.
Boa noite, sem utopias...

Paulo Roberto de Almeida
Hartford, 11 de outubro de 2014.

PS: Recomendo uma visita ao site dedicada a ele e sua obra, que tem, inclusive, algumas referências em Português:

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Musiquinha de campanha: "...tem gente na cadeia, pela grana que roubou... o PT ta' de saida, e a mudanca comecou.."

Tirando os discursos políticos, absolutamente normais, a música é boa:

https://soundcloud.com/a-cioneves-45/o-pt-ta-de-saida-e-a-mudanca-comecou-ouca-a-musica

Tem gente na cadeia, pela grana que roubou... o PT tá de saida, e a mudança comecou...

Acho que vai pegar...

Eleicoes 2014: petistas envergonhados do seu proprio partido ladrao...

Cadê o partido que estava aqui? O gato comeu?
Não, os gatos roubaram...
Pois é, o PT roubou tanto que a marca perdeu o brilho, se é que algum dia teve brilho, provavelmente apenas iluminação (com o nosso dinheiro claro).
Agora eles escondem a sigla e o nome.
Que vergonha petistas, precisando esconder o que defendem...
Paulo Roberto de Almeida

Nota preliminar: caberia saber, junto à Justiça Eleitoral, se é legal esconder o nome da sigla ou da coalizão eleitoral no material de campanha.
Tem alguma coisa nesta resolução:

Resolução nº 23.404 - Consolidada
Dispõe sobre propaganda eleitoral e condutas ilícitas em campanha eleitoral nas Eleições de 2014.
DA PROPAGANDA EM GERAL
Art. 5º A propaganda, qualquer que seja a sua forma ou modalidade, mencionará sempre a legenda partidária e só poderá ser feita em língua nacional, não devendo empregar meios publicitários destinados a criar, artificialmente, na opinião pública, estados mentais, emocionais ou passionais (Código Eleitoral, art. 242, caput, e Lei nº 10.436/2002, arts. 1º e 2º).


Paulo Roberto de Almeida 


A presidente Dilma passou a esconder o PT na divulgação de seu material de campanha   
PT some da campanha de Dilma

O desgaste do partido é tamanho junto à opinião pública que o marqueteiro João Santana, com o consentimento de Lula, insere o PT apenas nas letras miúdas da coligação no material de campanha. Por Leandro Mazzini
Opinião e Notícia, 10/10/2014

A presidente Dilma passou a esconder o PT na divulgação de seu material de campanha. O desgaste do partido é tamanho junto à opinião pública que o marqueteiro João Santana, com o consentimento de Lula, insere o PT apenas nas letras miúdas da coligação no material (em placas, folders, banners, outdoors). Predominam no material a foto dela, de Lula, a cor vermelha e frases de efeito. A decisão de dissociar a imagem de Dilma – a gerentona técnica – do PT, o partido problema e manchado no noticiário, não agradou obviamente a todos na executiva. Mas assim foi decidido por quem manda.

Brasil, governado por uma associacao criminosa: nome? MAFIA!

Os membros do Ministério Público, ao avaliar os recentes escândalos e roubalheiras na Petrobras, assim como os juízes do STF, ao avaliar o caso anterior do Mensalão, não hesitaram ao classificar os envolvidos desta forma: uma associação criminosa.
Eu não hesito em classificar o mesmo grupo que se espalha pelos vários órgãos dirigentes do Brasil sob a mesma designação; o nome disso é máfia.
Simples assim.
Paulo Roberto de Almeida 
O ex-presidente Lula, durante comício em Campo Limpo Paulista, em São Paulo, antes do primeiro turno (Ivan Pacheco/VEJA.com)

O ex-presidente Lula durante comício em Campo Limpo Paulista, em São Paulo, antes do primeiro turno (Ivan Pacheco/VEJA.com)

Luiz Inácio Lula da Silva afirmou estar com o saco cheio. Imaginem, então, como está o nosso — nós, que somos as vítimas de um tipo de política de que ele é o grande chefe. Ontem, dados os absurdos e descalabros que emanavam dos depoimentos de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, o Babalorixá de Banânia não quis falar. Deixou para vociferar na plenária do PT, a primeira depois da eleição do dia 5, realizada no Sindicato dos Bancários. E, aí sim, bufou, vociferou cheio de ódio, vermelho como um pimentão. As sobrancelhas estavam arqueadas. Havia ódio em seu rosto. Sabem o que recomendou aos militantes? “Não abaixar a cabeça.” Sim, Lula quer que eles se sintam orgulhosos.

Afirmou sobre a roubalheira na Petrobras: “Todo ano é a mesma coisa. É sempre o mesmo cenário: eles começam a levantar as denúncias, que não precisam ser provadas. É só insinuar que a imprensa já dá destaque. Eu quero dizer para vocês que eu já estou de saco cheio”. Assim seria se assim fosse: a operação Lava Jato não foi deflagrada pela imprensa, senhor Lula, mas pela Polícia Federal — por aquela parte dela que investiga sem perguntar a filiação partidária do investigado. A imprensa também não atuou como Ministério Público nem como Justiça. Tampouco propôs o acordo de delação premiada.

Como? “Levantar denúncias”? Desta vez, Lula, o PT se encalacrou. Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef admitem terem cometido os crimes. Alguém acha mesmo que eles atuariam sem a proteção de um esquema político? Lula está bravo porque foi ele próprio quem nomeou Paulo Roberto. E foi adiante com a retórica elegante de sempre: “Daqui a pouco, eles estarão investigando como nós nos portávamos dentro do ventre da nossa mãe”. Deus me livre! Pouco me interessa como o homem se portava no ventre daquela senhora. Mas as sem-vergonhices havidas na Petrobras, ah, isso é assunto meu, seu, de todos nós. O poderoso chefão petista parece não se conformar com isso. Entendo. Ele se acostumou com a ideia de que é dono do Brasil.

Referindo-se ao PSDB, afirmou: “Nós não podemos admitir que um partido bicudo venha nos chamar de corruptos”. Epa! Não é um partido bicudo, Lula! Os parceiros do petismo é que decidiram confessar.

O ex-presidente, gostemos ou não, é um líder político. Essa sua fala é desastrosa para a moralidade pública. Ela serve de sinal verde para a lambança. Sua cara de pau não tem limites. Continua a negar que o mensalão tenha existido, apesar das provas e das confissões de Marcos Valério. Parece que decidiu, agora, fazer o mesmo no caso da Petrobras. Estranha essa reação. Estaria Lula aplicando uma espécie de vacina contra o que virá, numa reação preventiva?

Ah, sim: na plenária, ele disse não entender o resultado pífio do PT em São Paulo. Falou isso ladeado por Alexandre Padilha, Fernando Haddad e Eduardo Suplicy, entre outros… E ele ainda não entendeu? Lula já foi mais inteligente.

Texto publicado originalmente às 5h32

UFC economico: Brazil’s election: in face-off with Mantega, Fraga disappoints (FT)

Brazil’s election: in face-off with Mantega, Fraga disappointsSamantha Pearson
The Financial Times, 10/10/2014

It was set to be one of the biggest massacres of Brazil’s election. On Thursday night Guido Mantega, finance minister, went head-to-head with Armínio Fraga, the former central banker who will take his job if Aécio Neves wins the presidency this month.
Mantega certainly has some explaining to do. The economy is expected to grow a measly 0.2 per cent this year, according to Brazil’s latest central bank survey. That is less than much of the developed and developing world.
On top of that, 12-month inflation last month came in at 6.75 per cent – above the upper limit of the country’s tolerance band and far above the official target of 4.5 per cent.
So far, Mantega and the PT party have blamed this all on the global financial crisis…
In short, Mantega should have been an easy target.
Fraga certainly had the right arguments. The government needs to fix its economic model, combat inflation, raise investment, attract capital, build credibility and reduce unnecessary lending by the state development bank BNDES, he said. Furthermore, the global financial crisis was *five* years ago, he pointed out. All that is music to investors’ ears.
Even so, he struggled to get the upper hand on Thursday night. While Mantega spoke as a confident politician, drawing on populist and coherent (albeit somewhat flawed) narratives, Fraga largely responded with the cold pragmatism and technical details of a central banker.
As the Brazilian journalist Sérgio Augusto remarked on Twitter: “I had forgotten how bad Armínio Fraga is at interviews and debates. He comes across as everything he isn’t: insecure and false.”
After eight years of Mantega as Brazil’s finance minister, investors and business people may welcome a little cold pragmatism. However, it is not these people Fraga has to convince – the vast majority would have picked Fraga over Mantega anyway. Rather, Fraga and the PSDB party need to find a way to get the economic message across to the average Brazilian and to deconstruct the common belief that what is good for the markets is bad for the people and vice-versa.
After all, this is not just a cordial economic debate: it’s war – the final battle for control over the world’s second-biggest emerging market and the lives of more than 200m people.

Ultima reflexao da noite

Os companheiros construiram uma republiqueta mafiosa e pretendem legalizar isso nas urnas. Querem legitimar a indignidade e a podridão moral. E ainda teem o cinismo de nos dizer que tudo isso é normal, pois todos praticariam as mesmas patifarias. Homunculos morais, anões éticos, contrafações de políticos.
Assinado
Paulo Roberto de Almeida 

A historia repete a revolucao francesa no Brasil, como farsa... - Alexandre Schwartsman

Muiro bem bolado...

Postagem em destaque

Uma brevíssima história do mundo - Paulo Roberto de Almeida

 Uma brevíssima história do mundo - Do caos primitivo para os primeiros impérios do mundo (busquem no Arnold Toynbee a variedade dos poderes...