Meu artigo sobre as conexões entre o Adam Smith original, o escocês, e o Adam Smith brasileiro, José da Silva Lisboa, mais tarde Barão e Visconde de Cairu, analisado por Madame IA, ou Gemini IA, abaixo do meu texto, um pouco amputado, a seguir:
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
Meu artigo sobre as conexões entre o Adam Smith original, o escocês, e o Adam Smith brasileiro, José da Silva Lisboa, mais tarde Barão e Visconde de Cairu, analisado por Madame IA, ou Gemini IA, abaixo do meu texto, um pouco amputado, a seguir:
Sobre azedumes opinativos
Entendo que o Facebook, assim como os demais canais de comunicação social, é um espaço livre, aberto a todas as opiniões, mesmo as mais disparatadas e divergentes do consenso usual. Cada um, cada qual, tem o direito de expressar a sua opinião, e elas serão cada vez mais incisivas num ano eleitoral, que suscita obviamente reações desencontradas com quem ou contra quem não partilha da mesma opinião. O que não cabe é censura ou tentativa de silenciar as opiniões contrárias.
Eu, por exemplo, acho que o bolsonarismo foi a coisa mais horrorosa que aconteceu no Brasil em anos passados e que pode voltar a ocorrer nos anos à frente, não da mesma forma, evidentemente, mas com a mesma estupidez ideológica, as mesmas trapaças milicianas, a mesma corrupção desenfreada e, sobretudo, para mim, a mesma submissão canina e calhorda a um imbecil estrangeiro. Em síntese, vou lutar contra.
Mas nem por isso acho que o lulopetismo, sua cegueira econômica, suas adesões externas a líderes execráveis e suas crenças politicas sejam a melhor coisa que nós, brasileiros comuns, de fora da promiscuidade politica, merecemos como governo e como representação diplomática. Não o coloco no mesmo plano do horror bolsonarista, que é um acúmulo de estupidezes, falcatruas e mentiras, poucas vezes visto na história politica do Brasil, mas acho que petistas permanecersm num estado de anacronismo politico e econômico lamentável, para as necessidades do país, para os próprios pobres que eles dizem defender. O culto do atraso estatal é tão pernicioso quanto o “liberalismo de fancaria” de certos representantes do capital.
Gostaria de algo melhor. Mas entendo que o grau de deseducação política, ou a falta de educação tout court, leva os eleitores a votarem pelos candidatos mais mentirosos, populistas demagogos e despreparados, que entram na política justamente para se locupletarem com a retórica enganosa. Com as muitas exceções de praxe, a casta politica é feita de aproveitadores (e nisso vou ser contestado por muitos), concentrados unicamente ou principalmente no seu próprio beneficio material. Tenho horror também desses altos magistrados assaltantes dos recursos públicos, que ficam inventando penduricalhos para justamente mamar nas mesmas tetas de um Estado balofo e ineficiente.
Não por liberalismo, mas por simples pragmatismo, sou por uma redução radical das prebendas públicas, que incidem numa tributação elevadíssima sobre os trabalhadores produtivos, os empresários, que sustentam toda a burocracia perdulária e os políticos predatórios.
Esta é a minha opinião. Quem não concordar, pode criticar, ou fazer o seu próprio manifesto politico e publicar em seu espaço, ou até aqui.
Uma última coisa: sou absolutamente contrário ao voto nulo, pois significa justamente abandonar o terreno aos mais motivados, que costumam ser os mais fanáticos em cada extremo, os true believers. Na ausência de alguém minimamente razoável, devemos ir sempre ao menos pior, que é justamente aquele que não nos retire a chance de dissentir e de expressar opiniões contrárias. Bozo era justamente uma mula perversa, um ser hediondo que queria se manter pela força, como aliás seu modelo “I love you!”. Por isso rejeito TODOS aqueles que pretendem que ele possa fazer qualquer coisa decente num pais simplesmente carente de dignidade, de honestidade e de estadistas como é o Brasil.
Repito, não darei espaço aqui para quem defender a indignidade e a velhacaria de quem já diminuiu o Brasil aos olhos do mundo.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 2/05/2026.
===========
Madame IA comenta, sempre a pedido de Airton Dirceu Lemmertz:
Morre Fernando Novais, 93, um dos maiores historiadores do país
Intelectual paulista se consagrou com a publicação de 'Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial'
Ao longo de mais de 60 anos de carreira, lecionou na USP e Unicamp, além de universidades europeias e americanas
Naief Haddad
Folha de São Paulo, 1/05/2026
Um dos principais historiadores do Brasil na segunda metade do século 20 e início do 21, Fernando Novais morreu no início da tarde desta quinta-feira (30), aos 93 anos, em São Paulo.
Professor emérito da USP, Novais escreveu "Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial (1777-1808)", uma obra da década de 1970 que se tornou clássica na historiografia do país ao associar a colonização com a formação do capitalismo comercial, uma visão que influenciou gerações de intelectuais e estudantes nos anos seguintes.
Ao longo de mais de 60 anos de carreira, lecionou na USP e na Unicamp, deu cursos em universidades europeias e americanas e coordenou a coleção História da Vida Privada, publicada pela Companhia das Letras. Firmou-se ainda como um nome-chave entre os acadêmicos de pensamento marxista.
Novais havia sofrido um infarto durante o Carnaval. Mais fragilizado, foi diagnosticado dias depois com pneumonia e, mais adiante, uma infecção renal, que o levou à morte. Estava internado em uma unidade da rede Prevent Senior, em São Paulo.
Em nota, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) lamentou a morte de Novais, docente do departamento de história de 1961 a 1986. "Ele construiu uma nova interpretação da história do Brasil", diz Iris Kantor, professora de história da USP e aluna de Novais no mestrado e no doutorado. "Era muito rigoroso e, ao mesmo tempo, de uma generosidade infinita."
O Instituto de Economia da Unicamp, no qual trabalhou de 1986 a 2003, também lamentou a morte do historiador.
O velório será realizado nesta sexta, dia 1º, de meio-dia às 16h no cemitério do Araça (av. Dr. Arnaldo, 666, Cerqueira César, São Paulo).
Nascido em Guararema, em 1933, morou com a família nesta e em outras cidades do interior paulista até se mudar na adolescência para São Paulo, cidade onde viveu desde então. Na USP, onde se graduou em 1958, foi especialmente influenciado por Eduardo d’Oliveira França (1917-2003), professor de história moderna. "Eu me considero seu discípulo até hoje", disse à revista Pesquisa Fapesp em 2022.
No ano em que se formou, participou dos célebres seminários para estudar "O Capital", que se estenderam até 1964. Essas leituras coletivas de Marx reuniam nomes como a antropóloga Ruth Cardoso, os sociólogos Fernando Henrique Cardoso e Octavio Ianni, o filósofo José Arthur Giannotti, o crítico literário Roberto Schwarz e o economista Paul Singer.
"A maior parte dos integrantes do grupo de leitura de ‘O Capital’ deixou de ser marxista. Eu comentei outro dia com o Roberto Schwarz: somos os últimos que se mantêm. Sou e pretendo ser um historiador marxista", disse ele também à Fapesp.
A amizade entre os integrantes do grupo resistiu ao passar do tempo, mas sofreu abalos. "Sempre votei no Lula, o FHC ficou muito chateado comigo por isso", disse Novais em um encontro da Anpocs (Associação Nacional de Pós-Graduação em Ciências Sociais), em 2002.
No mesmo evento, em Caxambu, afirmou que FHC havia "criado condições para que pudesse ocorrer um governo de centro-esquerda no Brasil", referindo-se à gestão de Lula, o sucessor do tucano no Planalto.
Mesmo aqueles que divergiam das interpretações fundamentadas em "O Capital", como o também historiador Boris Fausto (1930-2023), admiravam Novais. Para Fausto, tratava-se de um "marxista de qualidade".
No doutorado, sob influência de Eduardo França, Novais se dedicou à pesquisa sobre a política colonial de Portugal sobre o Brasil no fim do século 18 e início do 19. O resultado saiu em 1973 como tese e em 1979 como livro.
Em "Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial", ele tomou como ponto de partida uma das formulações de "Formação do Brasil Contemporâneo". Nesse livro de 1942, Caio Prado Júnior havia sido o primeiro, segundo Novais, a mostrar a formação da colônia dentro do processo de constituição do capitalismo moderno.
Novais aprofundou essa abordagem de Caio Prado, detalhando como, no final do século 18, o sistema colonial havia se tornado uma expressiva fonte de acumulação para fortalecer a industrialização europeia e como esse sistema entrou em crise.
À Folha em 2019 Pedro Puntoni, professor de história da USP e ex-aluno de Novais, disse que Caio Prado "via a colonização como um ‘capítulo’ da expansão do capitalismo comercial, enquanto Novais a relaciona com o processo mesmo de formação deste capitalismo e as transformações vividas no centro do sistema".
Novais teve papel determinante como professor da USP de 1961 a 1986 e depois da Unicamp, onde se aposentou em 2003.
Em 1973, Laura de Mello e Souza, autora de livros como "O Diabo e a Terra de Santa Cruz", participou de um grupo de seminários conduzido por Novais, experiência fundamental para a carreira dela.
"Aqueles seminários mudaram a minha vida. Não era só história do Brasil, líamos também historiografia francesa, antropologia etc., o que me possibilitou pensar o objeto de estudo em uma chave muito mais alargada. Fernando é um homem extremamente generoso intelectualmente, com uma capacidade de reflexão teórica incomum", disse à Folha em 2024. Novais a orientou no mestrado e no doutorado.
Em 2000, ele examinou em tom crítico as celebrações dos 500 anos da chegada do português Pedro Álvares Cabral às terras do outro lado do oceano Atlântico. "Quando se fala ‘Descobrimento do Brasil’, o etnocentrismo está no Descobrimento, e o anacronismo, na palavra Brasil", afirmou naquele ano também ao jornal.
"O Brasil é um povo que se constituiu numa nação, que por sua vez se organizou como Estado. Em 1500, não havia nenhuma dessas três coisas. Logo, não houve Descobrimento do Brasil porque o Brasil não existia nem estava encoberto. O que naquele momento surgiram foram as bases da colonização portuguesa, a qual por sua vez é a base da nossa formação."
Com "Aproximações, Estudos de História e Historiografia", lançado em 2005, ele encerrou sua trajetória como autor. É um livro que reúne ensaios e artigos, além de entrevistas concedidas por ele.
Novais sempre dizia que escrevia pouco e gostava do que escrevia. Deixou uma obra concisa, mas incontornável.
Casado por décadas com Horieta, que morreu em 2024, Novais deixa os filhos Ana Lucia e Luis Fernando, além de netos e bisnetos.
============
Meio atrasado, mas sempre é tempo de reproduzir o registro do Estadão, sobre a morte de um dos grandes historiadores brasileiros:
Morre Fernando Novais, um dos maiores historiadores do Brasil, aos 93 anos
Referência na historiografia nacional, Novais publicou dezenas de artigos e livros sobre a história do Brasil e Portugal
Estadão, 30/04/2026
O historiador Fernando Novais, referência na historiografia nacional, morreu aos 93 anos. A notícia foi divulgada pela A Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.
Novais foi docente do Departamento de História, entre 1961 e 1986, e Professor Emérito da FFLCH.
• Fernando Novais e o sentido da colonização
Ele nasceu em Guararema, em São Paulo, em 1933. Formou-se em História pela USP em 1958, onde também concluiu seu doutorado, em 1973.
Em 1957 iniciou sua carreira como professor na Faculdade de Economia da USP e em 1961 tornou-se professor na cadeira de História Moderna da FFLCH, onde permaneceu até sua aposentadoria em 1986. Logo em seguida, transferiu-se para o Instituto de Economia da Unicamp, onde foi professor de História Econômica.
O historiador Fernando Novais morreu aos 93 anos
No final dos anos 1950, ao lado de nomes como José Arthur Giannotti e Fernando Henrique Cardoso, articulou o chamado Seminário Marx – movimento que inovou a leitura da obra de Karl Marx no Brasil.
Ele lecionou na Universidade do Texas duas vezes e participou de debates e seminários em outras universidades americanas, como a Universidade Columbia e a Universidade da Califórnia.
Novais publicou dezenas de artigos e livros sobre a história do Brasil e Portugal. Sua obra maior é Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial (1777-1808), publicada em 1979. Neste trabalho, ele analisou a política colonial portuguesa relativa ao Brasil nas suas últimas etapas.
“Todo historiador tem que lidar com o anacronismo. Para recriar um acontecimento em um determinado momento da história, a não ser que seja a história imediata, que ele esteja fazendo a história do que está acontecendo no presente vivo, o historiador precisa esquecer o que sabe que aconteceu depois, pois o protagonista que viveu o acontecimento não podia saber o que ainda não havia acontecido. Isso é o anacronismo, um pecado mortal”, disse Novais em 2008 durante entrevista à Revista Brasileira de Psicanálise.
Nos anos 1990, coordenou a equipe de profissionais que redigiu História da Vida Privada no Brasil, coleção publicada pela Companhia das Letras.
Em 2005, publicou uma coletânea com os seus principais artigos acadêmicos com o título Aproximações: Estudos de História e Historiografia.
A Companhia das Letras divulgou uma nota de pesar: “Fernando Novais influenciou inúmeros intelectuais e estudantes das gerações seguintes, como Lilia Moritz Schwarcz. A editora se solidariza com seus familiares, amigos, leitores e alunos”.
Novais deixa dois filhos, netos e bisnetos.
Acordo Mercosul-UE, finalmente em vigor depois de 20 anos. Por que essa delonga monumental?
Paulo Roberto de Almeida
Vou ser claro, direto e brutal: se o acordo entre os dois blocos demorou 20 ANOS, a culpa incumbe INTEIRAMENTE AO PT!
Explico:
Em 1994, o governo Clinton propôs uma Área de Livre Comércio das Américas, mais de cem anos depois da primeira tentativa, entre o Império e a República no Brasil. O PT, sempre contrário a qualquer tipo de liberalização, se opôs imediatamente, assim como queria dar calotes na divida interna e externa.
Os europeus reagiram em 1995, propondo, pelo Protocolo de Madri, um acordo de associação entre as duas uniões aduaneiras, tal como registrado na OMC, com a TEC do Mercosul em vigor.
Ocorre que o PT continuou sua guerrilha contra todas e quaisquer reformas ou acordos liberalizantes pelo Brasil ou no contexto do Mercosul. Persistiram durante anos, na retórica estridente.
Quando finalmente chegaram ao poder, em 2003, passaram a se empenhar imediatamente em sabotar as negociações paralelas, que tinham começado de fato em 1999.
Lula, com ativa ajuda de Chávez e de Kirchner, conseguiu implodir a Alca, na Cúpula de Mar Del Plata em 2005, acreditando, ingenuamente, que os europeus seriam mais bonzinhos e mais receptivos ao protecionismo brasileiro do que os americanos.
“Santa” ignorância: bastou a falta dessa outra “ameaça” da Alca, para que os protecionistas europeus também perdessem qualquer entusiasmo por um acordo similar; ficaram na sua esfera imediata de interesse e deixaram o processo birregional dormindo por longos anos, inclusive porque Brasil e Argentina queriam agricultura aberta, mas indústria e serviços fechados.
Corte: precisou Trump 1 começar a desmantelar o sistema multilateral de comércio para que os europeus, entre o martelo trumpista e a bigorna chinesa, retirassem o projeto de acordo da gaveta e concluissem um first draft em junho de 2019. Aí foi a vez do Bozo atrapalhar tudo outra vez, com suas políticas anti ambientais, anti DH , todo aquele horror antiglobalista, e muita burrice e grosseria, brigando contra noruegueses e alemães e contra o Fundo Amazônico.
Mais cinco anos de tergiversações, mas o velho PT não desistiu de se opor a certas liberalizações: indústria, como era sua obsessão protecionista, e compras governamentais, entre outras.
Finalmente, saiu, mas quase ameaçado novamente pelas condicionalidades absurdas dos europeus. Agora, vanos ter de esperar 10 ou 15 anos para o phasing out em vários setores. Enquanto isso, os chineses vão avançando nos dois mercados. Acho que os consumidores, no Mercosul e na UE, vão trocar de ofertantes, por razões óbvias.
Desde que não sejam os americanos, os petistas aceitam.
A vida continua…
Paulo Roberto de Almeida
Brasilia, 1/05/2026
==============
Madame IA comentou:
5293. “O Príncipe e o seu conselheiro em política externa: o que diria Maquiavel?”, Brasília, 28 abril 2026, 4 p. Reflexões sobre os assessores presidenciais em matéria de política externa, com aproveitamento do trabalho inédito 4719. Publicado na revista Será? (ano xiv, n. 708, 1/05/2026; link: https://revistasera.info/2026/05/o-principe-e-seu-conselheiro-em-politica-externa-o-que-diria-maquiavel/). Divulgado no Diplomatizzando (link: ). Relação de Publicados n.
Trabalho mais recente publicado:
Museu da Pessoa: Projeto Memória Diplomática da ADB, embaixador Rubens Ricupero
Volto a recomendar, a todos os interessados na vida diplomática e nas relações internacionais do Brasil, inclusive e principalmente aos estudantes candidatos à carreira diplomática, visualizar esta entrevista com o embaixador Rubens Ricupero, que repassa sua vida diplomática, os cargos diplomáticos e públicos, as relações com Tancredo e Itamar, e comentários sobre o Brasíl, África, países do G7, e perspectivas eleitorais atuais:
BR-ADB_HV001_Rubens Ricupero_Íntegra:Russia: a dictatorship turned into secrecy, deception and total failure: PRA
From: Mikhail Khodorkovsky
Putin is scared
His "fortress" is cracking and half his decrees are now secret — so Russians can't see how badly the regime is failing.
Here's what he's hiding 👇
There have been no precedents to this blackout in modern history. In 2023, Putin set a record: 49.5% of presidential decrees were secret. Even last year, almost 45% of his orders remain hidden from public view. Half of the Russian government's actions are now officially "invisible."
What gets classified tells you what they fear. Examples:
➜ The "Cannibal Battalions": Secret decrees likely mask the mass pardoning of murderers and rapists sent to the front. The state calls them heroes but keeps the paperwork hidden because the public would revolt.
➜ Economic Decay: Statistics on oil, gas, and trade — the lifeblood of Putin's war machine — have been scrubbed.
➜ Data on military deaths and casualties is classified to keep the human cost of the invasion out of the public record.
By last year, over 300 datasets were concealed from the public eye. More than 30% of the national budget is now "closed" spending. We no longer know where the money is going, or how many people are actually dying at the front.
Not all of the secrecy hides the war's impact. Much of it protects the elites. Real estate records have been classified, officials' income declarations abolished, and photos of MPs in the State Duma banned outright.
Putin has created an echo chamber so secure that he is losing touch with reality. Generals report "victories" in places like Kupiansk to keep the boss happy, but the situation on the ground is the opposite. He is a leader making decisions based on obsolete or false information.
The peak of the absurdity: secret laws. There are now laws people are bound by but cannot know. Under Secret Decree 605, the FSB can shut down any communications that violate classified rules. You can be arrested for breaking a law you aren't allowed to read.
Most governments classify information to protect it from foreign rivals. Putin's classifications protect the regime from its own citizens. Their function is to cover for incompetence and systemic failure at home.
When a dictator feels the need to hide half of his decisions, it's obvious that even he knows nothing he is doing is going to improve people's lives. This curtain of secrecy is designed to conceal the fragility of the regime's position.
End
Edmar Bacha revisa dois supostos de longa data sobre o desenvolvimento econômico brasileiro: um de que o século XIX teria sido de completa e...