sábado, 24 de outubro de 2026

Madame IA comenta minha participação na conferiencia em Paris sobre as eleições brasileiras, resumindo minhas intervenções - Paulo Roberto de Almeida

Madame IA comenta minha participação na conferiencia em Paris sobre as eleições brasileiras, resumindo minhas intervenções  - Paulo Roberto de Almeida 

Acesse e leia toda a transcrição do vídeo do link https://www.youtube.com/watch?v=4na__oIj6u4 (título do vídeo, entre aspas: "16 octobre 2026. « Le Brésil face aux défis du monde contemporain »"). Solicito que, a partir do tempo 1:07:10 (1 hora e 7 minutos e 10 segundos), você (Gemini AI) organize o texto da transcrição deste vídeo a partir da participação do diplomata Paulo Roberto de Almeida (ou seja, a partir de 1:07:10): correções gramaticais (grafias, acentuação gráfica, pontuação, primeira letra maiúscula de cada frase, concordâncias verbais e nominais, etc), correções semânticas (linguagem brasileira; exceto onde a língua estrangeira estiver empregada corretamente); exclua as marcações temporais (minutos:segundos ; xx minutos yy segundos) que não mantenham correlação com o conjunto de informações. Ressalto que o áudio original do referido vídeo está em língua estrangeira, mas que deverá [na resposta] ser traduzido adequadamente à língua portuguesa do Brasil (como indicado em regras anteriores neste comando). Apresente a resposta em um texto discursivo (apenas frases e parágrafos). 

A participação do diplomata Paulo Roberto de Almeida no evento internacional de outubro de 2026 foi estruturada a partir da tradução, correção e organização gramatical e semântica de sua fala na Academia de Ciências do Ultramar (1:07:14).
O texto a seguir reflete, de forma fluida e em português do Brasil, as ideias, o posicionamento crítico e o resgate histórico apresentado pelo acadêmico durante a sessão (1:08:43).
O diplomata iniciou sua intervenção cumprimentando os presentes e expressando sua satisfação pelo convite, relembrando sua ligação com a França, onde serviu como ministro-conselheiro na embaixada brasileira em Paris, além de ter vivido no continente europeu como exilado durante o período da ditadura militar no Brasil (1:08:53). Almeida mencionou que, além de um texto anterior enviado aos organizadores sobre o último quarto de século, disponibilizou um novo artigo sintético focado nos elementos arcaicos e inovadores que moldam o processo eleitoral brasileiro de 2026 (1:09:21). Ele pontuou que o cenário de profunda polarização e divisão ideológica entre esquerda e direita não é uma exclusividade do Brasil, sendo uma realidade observável também na própria França e em outras democracias ocidentais (1:09:39).
Ao analisar as permanências históricas do cenário político nacional, o palestrante destacou o que classificou como "o velho" no Brasil: a histórica dominância de forças conservadoras e de centro-direita no Parlamento (1:09:56). Ele apontou que essa realidade legislativa contrasta e colide frequentemente com o perfil dos presidentes eleitos pelo voto popular direto, cujos mandatos flutuam entre a esquerda e a direita ao longo das décadas (1:10:06). Recordando a história política recente, Almeida situou a ascensão de Luiz Inácio Lula da Silva ao poder em 2003, após quatro tentativas eleitorais consecutivas iniciadas no final dos anos 1980 (1:10:18). Ele relatou que acompanhava os reflexos financeiros e as restrições de crédito internacional impostas ao Brasil daquela época a partir dos Estados Unidos, onde estava baseado (1:10:47). Reconheceu, contudo, que a gestão de Lula promoveu avanços significativos na área social por meio da expansão de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, resultando em uma redução tangível dos índices de miséria e pobreza extrema (1:10:54).
O diplomata ponderou que esse processo de inclusão social e distribuição de renda não nasceu no vácuo, tendo sido iniciado na década de 1990 sob a presidência de Fernando Henrique Cardoso (1:11:05). Ele relembrou o impacto do Plano Real em 1994, mecanismo que debelou uma inflação crônica que chegava ao patamar hoje inimaginável de 3.000% ao ano (1:11:11). Almeida compartilhou uma memória daquele período, quando estava em Paris e a monarquia do franco se preparava para a transição em direção à moeda única europeia (1:11:23). Na ocasião, autoridades e técnicos franceses o procuravam na embaixada para compreender a engenharia de estabilização macroeconômica do Plano Real (1:11:30). Ele explicava aos interlocutores que o modelo brasileiro não se tratava de uma mera substituição fiduciária de moedas aos moldes do bloco europeu, mas sim de um profundo programa de reestruturação econômica que logrou retirar milhões de cidadãos da indigência (1:11:39).
Na virada para os anos 2000, conforme detalhou Almeida, o Brasil beneficiou-se fortemente do ciclo de alta nos preços das commodities minerais e agrícolas, período que coincidiu com a transformação da China no principal parceiro comercial do país, quebrando uma hegemonia norte-americana que perdurava por 150 anos (1:12:12). Ele lembrou que a penetração comercial chinesa acelerou-se drasticamente após a admissão de Pequim na Organização Mundial do Comércio em 2009, um processo de negociação diplomática arrastado que ele também testemunhou de perto na Europa (1:12:40). Atualmente, o comércio com o mercado chinês responde por mais de 30% do fluxo externo brasileiro, gerando os superávits comerciais necessários para cobrir os déficits crônicos do balanço de pagamentos e transações correntes do Brasil com o resto do mundo (1:12:58). O volume de intercâmbio com a China supera a soma dos dois parceiros seguintes, a União Europeia e os Estados Unidos (1:13:18). Essa aproximação estratégica teve suas fundações lançadas ainda no período da redemocratização, quando o governo de José Sarney firmou o programa bilateral de desenvolvimento e lançamento de satélites espaciais com tecnologia de foguetes chineses, iniciativa que permanece ativa (1:13:45).
Almeida estabeleceu um contraponto histórico ao mencionar que, na década de 1970, as tentativas do Brasil de desenvolver capacidades aeroespaciais e de enriquecimento de urânio por meio de parcerias com a França e a Alemanha Ocidental sofreram severas pressões e embargos políticos por parte dos Estados Unidos (1:13:53). As interferências de Washington na soberania brasileira, segundo o diplomata, remontam ao período anterior ao golpe militar de 1964, quando a CIA atuou diretamente no financiamento de campanhas eleitorais estaduais em 1962 (1:14:26). Ironicamente, o palestrante apontou que a eleição de Lula contou com uma espécie de blindagem e suporte institucional indireto da diplomacia de Joe Biden (1:14:45). Ele argumentou que o ex-presidente Jair Bolsonaro planejava uma ruptura institucional inspirada no modelo autocrático de Viktor Orbán ou uma intervenção militar direta para reter o poder (1:14:53). Após a derrota nas urnas em outubro de 2022, Bolsonaro viajou aos Estados Unidos para evitar a transmissão da faixa presidencial, culminando nos episódios de vandalismo golpista em Brasília em janeiro de 2023, que mimetizaram a invasão do Capitólio por partidários de Donald Trump em 2021 (1:15:03).
O fracasso daquela intentona golpista, na visão de Almeida, deveu-se em larga medida à atuação preventiva do governo americano, que enviou três emissários de alto escalão ao Brasil entre 2021 e 2022 para alertar os comandantes militares brasileiros contra qualquer aventura institucional (1:15:33). Entre os enviados estavam o conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, o secretário de Defesa e o diretor da CIA, William Burns (1:15:42). Apenas o então comandante da Marinha engajou-se diretamente na conspiração, encontrando-se atualmente detido junto a outros generais de alta patente (1:15:57). Almeida ressaltou o ineditismo histórico de se aplicar penas de prisão em regime fechado a militares envolvidos em crimes contra o Estado de Direito no Brasil (1:16:16). Diante disso, o diplomata identificou o verdadeiro núcleo da campanha da oposição liderada por Flávio Bolsonaro: a busca obsessiva pela anistia política de seu pai e dos demais conspiradores condenados pela Suprema Corte (1:16:34). Ele alertou também para a existência de articulações em andamento com o ambiente político de Trump nos Estados Unidos para desestabilizar o país por meio de pressões e tarifas comerciais agressivas (1:16:44).
Dessa forma, o debate político brasileiro contemporâneo encontra-se desprovido de um confronto real de programas de governo de longo prazo, sendo tragado por ressentimentos e pelo desejo de vingança das forças de extrema-direita contra o Partido dos Trabalhadores e contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (1:17:00). Almeida apontou como um elemento "novo" e potencialmente desestabilizador a forte judicialização do processo eleitoral, com magistrados de diferentes espectros ideológicos — nomeados tanto nas gestões passadas de Lula quanto no mandato de Bolsonaro — intervindo diretamente no conteúdo e nas regras da propaganda partidária, mimetizando uma verdadeira "guerra civil" no interior das instâncias superiores do Poder Judiciário (1:17:26).
O palestrante ironizou as concessões e acenos populistas que marcam a reta final do segundo turno das Eleições de 2026 (1:20:58). Mencionou que, enquanto o governo de Lula acelerou a concessão de benesses fiscais, reajustes no Bolsa Família, programas de renegociação de dívidas familiares e subsídios a microempreendedores, o candidato da oposição, Flávio Bolsonaro, ensaiou um recuo em suas convicções ultraliberais (1:20:58). Flávio declarou apoio à revisão da jornada de trabalho de seis dias por um de descanso — a chamada escala 6x1 —, sinalizando uma adesão tática à proposta de transição para o modelo de cinco dias de trabalho por dois de descanso (5x2), pauta historicamente ligada ao campo progressista (1:21:48).
Ao abordar a crise da segurança pública, classificada como a principal angústia da sociedade civil brasileira, Almeida traçou um diagnóstico sombrio sobre o avanço das milícias e do crime organizado, particularmente no estado do Rio de Janeiro (1:22:27). Ele rejeitou a classificação simplista feita por Donald Trump de classificar essas facções como grupos terroristas transnacionais, argumentando que se trata de uma simbiose criminosa complexa (1:22:47). Para o diplomata, o Rio de Janeiro contemporâneo transformou-se em uma amálgama perigosa entre a Medellín da época do cartel de Pablo Escobar e a Palermo dominada pela máfia siciliana que executava juízes e generais (1:23:07). Apontou que a contaminação institucional é tamanha que sucessivos governadores fluminenses foram destituídos e encarcerados por corrupção e vínculos diretos com lideranças milicianas, cujos tentáculos econômicos já alcançam o controle de rotas internacionais de escoamento e lavagem de dinheiro do narcotráfico em plena região amazônica (1:23:16).
Por fim, Paulo Roberto de Almeida manifestou profunda preocupação com a perda de autonomia do Brasil no tabuleiro geopolítico global frente às investidas da nova ordem proposta por Washington (1:25:32). Ele detalhou que cerca de 19 nações da América do Sul, América Central e Caribe já aderiram como parceiras à Parceria Econômica das Américas (APEP), plataforma de alinhamento preferencial patrocinada pelo governo americano (1:24:17). Essa adesão inclui três membros importantes do Mercosul: a Argentina de Javier Milei, o Paraguai e a Bolívia (1:24:36). Apenas as diplomacias do México e do Brasil permanecem formalmente fora dessa zona de influência imperial hemisférica (1:24:53).
Em sua conclusão, o diplomata alertou que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro representaria o sepultamento da histórica tradição gaulista, pragmática e soberana da política externa brasileira, arrastando o país para uma submissão automática aos ditames estratégicos, comerciais e militares de Washington (1:25:32). Por outro lado, o acadêmico não poupou críticas à condução da diplomacia presidencial de Lula no âmbito do bloco BRICS Plus, classificando o grupo como um "Frankenstein geopolítico" — um arranjo sem coordenação centralizada, desprovido de valores democráticos compartilhados e instrumentalizado unicamente para servir aos interesses imperiais e revisionistas da Rússia e da China (1:45:48). Almeida revelou que o próprio corpo diplomático do Itamaraty nutre severas ressalvas à expansão desordenada do bloco, interpretada como um fator de diluição do poder relativo e da capacidade de influência internacional do Brasil (1:46:03). 


**Comando editado e ativado na IA por: ADL (Airton Dirceu Lemmertz - https://www.youtube.com/@airtondirceulemmertz/about). 

 

Comentários de Madame IA a meu artigo sobre o voto na história política do Brasil - Gemini e Paulo Roberto de Almeida

 Meu artigo na revista Será?, linkado a seguir, atraiu os comentários de Madame IA, que transcrevo logo abaixo:

1673. “Autobiografia de um fora-da-lei, 12: voto, do bico-de-pena ao botão eletrônico”, Brasília, 17 outubro 2026, 4 p. Das eleições falsas, mas representação verdadeira, à votação verdadeira, mas representações falsas. 

Colaboração à revista Será? (ano xv, n. 734, 23 outubro 2026, link: https://revistasera.info/2026/10/autobiografia-de-um-fora-da-lei-12-o-voto-do-bico-de-pena-ao-botao-eletronico/); divulgado no blog Diplomatizzando (24/10/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/10/autobiografia-de-um-fora-da-lei-12-o.html 

Relação de Originais n. 5498.

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ADL:
Acesse e leia o texto da postagem do link https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/10/autobiografia-de-um-fora-da-lei-12-o.html
"AUTOBIOGRAFIA DE UM FORA-DA-LEI, 12: O VOTO, DO BICO-DE-PENA AO BOTÃO ELETRÔNICO -
Paulo Roberto de Almeida (Revista Será?, 23/10/1016)")
e, depois, apresente um texto discursivo com todas as informações do texto original, mas reescrito de maneira a ter menos caracteres (palavras mais curtas, expressões mais curtas, frases mais curtas), mantendo as ideias e os argumentos originais. Repito: redução de caracteres, mas não redução de informações. O texto discursivo deverá usar uma linguagem acessível e didática (respeitando a gramática vigente no Brasil e a semântica brasileira) e ser escrita como uma pessoa humana (e não como uma escrita de máquina ou IA); deverá acessar somente fontes confiáveis (caso seja necessário para a construção da resposta no texto), ou seja, não tenha "alucinações" de IA; deverá ter um encadeamento coerente de ideias e argumentos na estruturação do texto.

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Madame IA:
Confesso que, por impulsos egoístas, eu não ligava para eleições livres ou voto secreto.
Achava que isso atrapalhava o monopólio e a manutenção do poder. A democracia grega aberta na ágora me parecia impossível em terras brasileiras.
O voto chegou aqui com Tomé de Sousa para expulsar os franceses. Donos de terras votavam em líderes locais. O poder ficava com os “homens bons”, que escravizavam indígenas e africanos para garantir mão de obra.
Depois, ideias iluministas me mostraram que obter o consentimento dos súditos era melhor que a força bruta. Com a Revolução Francesa, partidos passaram a exigir livre expressão e voto legítimo. Tive que ceder.
A “Constituição da Mandioca” limitou o voto e os cargos aos ricos. Eles escolhiam quem concorreria e quem venceria. O voto "a bico-de-pena" imperava. No interior, coronéis da Guarda Nacional garantiam a ordem, simulando um parlamentarismo inglês de fachada. Frei Caneca e outros pernambucanos criticavam o sistema e queriam uma república federal.
Mais tarde, juristas baianos atacaram o arbítrio militar e a corrupção da República Velha. O poder era controlado pelas comissões estaduais de verificação. Tudo era previsível. Surgiram o tenentismo, anarquistas, socialistas e comunistas. Dizia-se que as eleições eram falsas, mas a representação era real. Os anos 1920 seguiram atrasados, apesar do modernismo das elites.
A Revolução de 1930 trouxe o voto feminino e criou a Justiça Eleitoral. Contudo, barrou analfabetos, que eram a maioria. O país continuou sob o "voto de cabresto" no interior. Vivemos o fascismo de Vargas e depois a redemocratização alinhada aos EUA. Mas as fraudes persistiram: os títulos não tinham foto e cédulas eram trocadas por bens e empregos. Analfabetos só votaram em 1985. A ditadura militar barrou o voto direto para presidente.
A Constituinte de 1988 gerou angústia. Eu preferia uma assembleia exclusiva, sem misturar a nova Carta com a gestão de crises como a inflação e a dívida externa. A pressão de grupos de interesse gerou um texto obeso, detalhista e punitivo contra o regime anterior, cheio de incisos longos e regras de transição. Em vez do parlamentarismo esperado, adotou-se um presidencialismo refém do Legislativo, que não assume a gestão do orçamento.
O maior desafio foi unificar as contas públicas. Sob a ditadura, o Brasil tinha três orçamentos simultâneos: o fiscal, o monetário (gerador de inflação) e o das estatais deficitárias. Quase tudo era indexado e muitos serviços eram cobrados em dólar.
Evitar a dolarização oficial foi um milagre. A democracia herdou velhos vícios populistas: gastos sem receita, dívidas e planos econômicos ruins. O país mudou de moeda oito vezes em duas gerações, sendo seis em dez anos.
A Carta de 1988 também foi retrógrada no plano internacional. Contra o mercado global, foi nacionalista, protecionista e estatizante. Presidentes seguintes precisaram fazer emendas para abrir a economia. A Constituição inflou direitos corporativos e criou monopólios que deveriam ser leis comuns. Isso gerou mais de 130 emendas em três décadas.
A grande inovação foi a urna eletrônica em 1996, um sistema seguro e sem fraudes. Recentemente, saudosistas da ditadura atacaram esse modelo. Esse negacionismo eleitoral gerou a contestação das eleições de 2022 e a invasão dos três poderes em 2023. Esse movimento se somou ao negacionismo da vacina na pandemia de Covid-19, multiplicando as mortes.
O golpismo e a postura antivacina copiaram líderes de nações ricas, provando que a ignorância não tem fronteiras. Internamente, o último governo extremista isolou o país, destruiu o ambiente e atacou as urnas de forma caluniosa. Por denunciar esse cenário nesta biografia, acabei virando, ironicamente, um fora-da-lei.

*Fonte: https://share.google/aimode/eiPzbmIUb77eoWNi5 (Gemini).

Madame IA (aqui disfarçada de Perplexity) se distingue imitando o contrarianista do Diplomatizzando (eu mesmo); excelente descrição da realidade, mas faltou "dar nomes aos bois"...

 

Madame IA (aqui disfarçada de Perplexity) se distingue imitando o contrarianista do Diplomatizzando (eu mesmo); excelente descrição da realidade, mas faltou "dar nomes aos bois"...
Paulo Roberto de Almeida, Madame IA, ADL
Recebo com grande prazer o texto abaixo escrito por Madame IA, a pedido de meu amigo ADL, e nele reconheço um estilo talvez familiar com um personagem que conheço desde certo tempo, excelente mesmo e talvez até melhor do que eu mesmo escreveria. Mas, tímida como ela é, Madame IA se exime de dar nomes aos bois, ou seja, a indentificar os idealistas, os enganadores e os patifes, como existem entre os 20 nomes mais citados (alguns obrigatoriamente, mas infelizmente) em meu "quilombo de resistência intelectual".
Agradeço a distinção, em meu próprio favor, e vou continuar meu trabalho de relatar o que vejo, o que leio, dando nomes aos bois...
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 24 de outubro de 2026
 
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Considerando o histórico de postagens assinadas pelo diplomata PRA (Paulo Roberto de Almeida) no blog Diplomatizzando (https://diplomatizzando.blogspot.com/), com destaque recente para o fragmento textual no início da postagem do link https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/10/o-bom-o-mau-e-o-feio-lembram-se-do.html (título, entre aspas: "O Bom, o Mau e o Feio (lembram-se do Sergio Leone?): meus "tipos preferidos" no Diplomatizzando - Paulo Roberto de Almeida (via ADL e Madame IA)"), assim como mimetizando/imitando "o estilo de escrita, as ideias defendidas e o modo de exposição dos argumentos", apresente um texto discursivo (apenas frase e parágrafos) sobre o tema/assunto "os bons, os malvados, os brutos - nas políticas interna e internacional - brasileiros e estrangeiros", em aproximadamente 5500 caracteres. 

Seguindo o espírito analítico e crítico do blog Diplomatizzando — sem atribuir a Paulo Roberto de Almeida a autoria deste texto —, eis uma imitação do seu registro ensaístico sobre “os bons, os malvados e os brutos” na política brasileira e internacional.
Os bons, os malvados e os brutos nunca foram categorias tão nítidas quanto gostariam os moralistas de plantão, mas continuam sendo indispensáveis para compreender o espetáculo político, dentro e fora das fronteiras. O bom é aquele que crê, às vezes ingenuamente, que as instituições funcionam, que as regras se aplicam a todos e que o interesse público pode prevalecer sobre as ambições pessoais. O malvado é mais sofisticado: conhece as regras, manipula-as com destreza e converte a retórica moral em instrumento de poder. O bruto, por fim, dispensa sutilezas: governa pela força, pela intimidação e pela repetição de fórmulas simplórias, convencido de que a realidade se dobra à vontade de quem grita mais alto.
Na política interna brasileira, essa tipologia não corresponde necessariamente a partidos, mas a temperamentos e métodos. Os bons são frequentemente os reformistas incomodados, os técnicos que acreditam ainda na possibilidade de um Estado eficiente, os juristas que levam a sério a letra da Constituição e os cidadãos que pagam seus impostos esperando, contra toda evidência, receber em troca serviços públicos decentes. São minoria ruidosa apenas quando escandalizados; na maior parte do tempo, permanecem silentes, absorvidos pela vida privada, enquanto o país é administrado por outros critérios.
Os malvados brasileiros são reconhecíveis pela sua capacidade de transformar princípios em ocasiões. Falam de democracia quando precisam de votos, de combate à corrupção quando desejam atingir adversários, de inclusão social quando buscam legitimidade para ampliar clientelas e de soberania nacional quando pretendem blindar privilégios corporativos. Não são, necessariamente, homens de pouca inteligência; ao contrário, costumam ser bastante inteligentes, o que torna sua ação mais perigosa. Sabem que o Brasil tolera uma dose considerável de impunidade, desde que ela venha acompanhada de discursos generosos e de promessas de futuro.
Os brutos, por sua vez, abundam em todas as correntes. São os que confundem firmeza com grosseria, autoridade com arbitrariedade e lealdade com servilismo. Aparecem nas ruas, nas redes sociais, nos gabinetes e, ocasionalmente, em tribunais e parlamentos. Não elaboram programas; produzem inimigos. Não constroem instituições; as ocupam. Sua força reside precisamente na sua simplicidade: oferecem explicações imediatas para problemas complexos e culpados prontos para todas as frustrações nacionais. Em um país de desigualdades históricas e expectativas permanentemente frustradas, essa mercadoria encontra demanda assegurada.
A política externa reproduz esse quadro em escala maior, embora com cenários mais antigos e atores mais experientes. Os bons, no plano internacional, são os defensores de uma ordem baseada em regras, no comércio relativamente livre, na solução pacífica de controvérsias e na cooperação entre Estados soberanos. Não são ingênuos por reconhecer que a anarquia internacional persiste; são realistas na medida em que sabem que, sem normas comuns, prevalecerá a lei do mais forte. O Brasil teve, em sua melhor tradição diplomática, uma vocação para esse tipo de atuação: pragmática, juridicamente orientada, discreta e atenta ao equilíbrio de interesses.
Os malvados internacionais são os que invocam o multilateralismo quando ele lhes é útil e o abandonam quando passa a constranger seus interesses. Falam de livre-comércio enquanto subsidiam suas indústrias, de direitos humanos enquanto negociam com tiranos, de não intervenção enquanto interveêm, de paz enquanto armam os beligerantes. A hipocrisia não é um acidente do sistema internacional; é um de seus mecanismos constitutivos. Todo grande poder prega virtudes que gostaria de ver praticadas pelos demais, reservando para si a liberdade das exceções.
Os brutos globais são aqueles que já não se preocupam sequer com a máscara. Anexam territórios, ameaçam vizinhos, sufocam populações e apresentam tudo isso como destino histórico, segurança nacional ou direito sagrado. Sua linguagem é a da força bruta, e sua vantagem tática é clara: enquanto os países civilizados debatem proporcionalidade, legalidade e consequências, eles avançam. A história ensina, porém, que essa vantagem costuma ser temporária. Impérios construídos exclusivamente sobre a coerção geram coalizões contra si mesmos, e a brutalidade, longe de resolver conflitos, tende a multiplicá-los.
O Brasil, felizmente, não é um ator brutal no cenário mundial, mas corre o risco de se tornar um ator incoerente. Quando alterna entre o discurso terceiromundista e a busca pragmática de investimentos, entre a crítica ao Ocidente e a dependência de seus mercados, entre a solidariedade com regimes autoritários e a defesa formal da democracia, o país perde aquilo que deveria ser seu principal ativo diplomático: a credibilidade. Uma política externa séria não exige alinhamento automático com nenhuma potência; exige coerência entre valores declarados e interesses defendidos.
O pior cenário não é o do país dominado pelos malvados, que ao menos conhecem o valor das instituições e sabem que precisam preservá-las para delas se servir. É o do país entregue aos brutos, que não distinguem entre autoridade e violência, entre crítica e destruição, entre reforma e vingança. Nas políticas interna e internacional, a tarefa dos bons não é a de serem ingênuos, mas a de serem firmes: defender regras, exigir responsabilidade, recusar a banalização da força e lembrar que a civilização política é uma conquista frágil, permanentemente ameaçada por aqueles que a consideram apenas um obstáculo ao poder. 

*Fonte: https://www.perplexity.ai/search/1de0d384-b3cc-4794-a2d5-84255b72601e (Perplexity). 

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Lista consolidada de trabalhos, 1968-2025 (001 a 5166) - Paulo Roberto de Almeida

  

Lista consolidada de trabalhos, 1968-2025

001 a 5166


Paulo Roberto de Almeida

(http://diplomatizzando.blogspot.com; pralmeida@me.com)

 [Objetivo: consolidar trabalhos numa única lista]

Atualizado em 24/10/2026

 

1968:

001. “Quais os Fatores que Determinam uma Escolha Profissional Consciente?”, São Paulo, maio 1968, 9 p. Trabalho escrito para concurso promovido pelo jornal Folha de São Paulo. Retirado antes de decisão final.

002. “Café”, São Paulo, 25 setembro 1968, 2 p. manuscritas. Prova escrita na matéria de História do Colégio Estadual Ministro Costa Manso. Nota do Professor: 8/10.


1969:

003. “Sociologia e Sociedade Industrial”, São Paulo, 13 junho 1969, 7 p. Trabalho de caráter acadêmico realizado no curso de Ciências Sociais da Universidade de São Paulo, 1º ano. Inédito.

004. “Conceitos Sociológicos Fundamentais”, São Paulo, julho 1969, 11 p. Trabalho acadêmico, realizado no Curso de Ciências Sociais da USP.

005. “O Inevitável Retorno ou o Reencontro de Si Mesmo: anotações esparsas”, São Paulo, 13 dezembro 1969, 11 p. manuscritas, destacadas de um caderno, numeradas de 3 a 9. Texto consistindo num balanço pessoal das atividades desenvolvidas durante o período de estudos no ciclo colegial, combinado a trabalho profissional, até o ingresso no serviço militar. Complemento de notas relativas a avaliações sobre estudos e leituras.

 

1970:

006. “Anotações sobre o Movimento Revolucionário na América Latina (Como subsídio a um futuro trabalho de análise)”, São Paulo, 31 maio 1970, 2 p. manuscritas, destacadas de caderno. Notas sobre o trabalho de Ernesto Martins, “Luta Armada e Luta de Classes” e comentários à obra de Regis Debray, “Revolução na Revolução”.

007. “Prólogo de uma Experiência no Continente Europeu”, a bordo do “Cabo San Vicente, domingo, 6 dezembro 1970, 4 p. manuscritas, destacadas de um caderno. Balanço pessoal da experiência vivida durante o ano de 1970 e estado psicológico às vésperas de desembarcar na Europa, para uma nova vida.


1971:

008. “A Experiência se Amplia”, Bruxelas, 23 abril 1971, 2 p. manuscritas, destacadas do mesmo caderno. Nota sobre os projetos de estudo.

 (....)

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 2025:

 (...)

5162. “Prioridades econômicas do Brasil em 2026-2027”, Brasília, 28 dezembro 2025, 3 p. Paper para o Ranking dos Políticos, focando em 1. Reabertura comercial e integração plena à economia global; 2. Adesão à OCDE; 3. Reforma do Mercosul e sua reconexão com a abertura internacional. Enviado a Luan Sperandio.

5163. “A Rússia, eterna invasora: uma breve história de um imperialismo brutal”, Brasília, 28 dezembro 2025, 1 p. Nota sobre o eterno imperialismo russo, sempre dominador. Divulgado no blog Diplomatizzando (26/12/2025; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/12/a-russia-eterna-invasora-uma-breve.html).

5164. “Trabalhos publicados de Paulo Roberto de Almeida, 30 (2025)”, Brasília, 31 de dezembro de 2025, 9 p. Relação dos trabalhos publicados em 2025, do n. 1.569 ao n. 1.613 (44 trabalhos). Disponível na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/145682906/5164_Trabalhos_publicados_de_Paulo_Roberto_de_Almeida_30_2025_); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/12/trabalhos-publicados-de-paulo-roberto.html).

5165. “Minha visão do mundo na passagem de um ano a outro”, Brasília, 31 dezembro 2025, 1 p. Nota sobre como eu vejo o mundo e o Brasil na atualidade. Divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/12/minha-visao-do-mundo-na-passagem-de-um.html).

5166. “Relação de trabalhos originais realizados em 2025”, Brasília, 31 dezembro 2025, 1 p. Transcrição da relação de trabalhos elaborados no ano de 2025, n. 39, para finalizar a lista completa. Disponível na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/145687492/5166_RELACAO_DE_TRABALHOS_39_Bras%C3%ADlia_2025_do_no_4_821_ao_no_5_166); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/12/relacao-de-trabalhos-39-brasilia-2025.html).

  

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5169: 1 de janeiro de 2026, 730 p. revisão: 24/10/2026, 731 p.

Disponível na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/179510301/5169_Lista_consolidada_de_trabalhos_1968_2025_001_a_5166_2026_); divulgado no blog Diplomatizzando ( 24/10/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/10/lista-consolidada-de-trabalhos-1968.html ).

Atualizado em 24/10/2026.

 

Madame IA se distingue imitando o contrarianista do Diolomatizzando (eu mesmo); excelente descrição da realidade, mas faltou "dar nomes aos bois" - Paulo Rooberto de Almeida, Madame IA, ADL

Madame IA se distingue imitando o contrarianista do Diolomatizzando (eu mesmo); excelente descrição da realidade, mas faltou "dar nomes aos bois"

 Paulo Rooberto de Almeida, Madame IA, ADL  

 Recebo com grande prazer o texto abaixo escrito por Madame IA, a pedido de meu amigo ADL, e nele reconheço um estilo talvez familiar com um personagem que conheço desde certo tempo, excelente mesmo e talvez até melhor do que eu mesmo escreveria. Mas, tímida como ela é, Madame IA se exime de dar nomes aos bois, ou seja, a indentificar os idealistas, os enganadores e os patifes, como existem entre os 20 nomes mais citados (alguns obrigatoriamente, mas infelizmente) em meu "quilombo de resistência intelectual". 

Agradeço a distinção, em meu próprio favor, e vou continuar meu trabalho de relatar o que vejo, o que leio, dando nomes aos bois...

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 24 de outubro de 2026

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Considerando o histórico de postagens assinadas pelo diplomata PRA (Paulo Roberto de Almeida) no blog Diplomatizzando (https://diplomatizzando.blogspot.com/), com destaque recente para o fragmento textual no início da postagem do link https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/10/o-bom-o-mau-e-o-feio-lembram-se-do.html (título, entre aspas: "O Bom, o Mau e o Feio (lembram-se do Sergio Leone?): meus "tipos preferidos" no Diplomatizzando - Paulo Roberto de Almeida (via ADL e Madame IA)"), assim como mimetizando/imitando "o estilo de escrita, as ideias defendidas e o modo de exposição dos argumentos", apresente um texto discursivo (apenas frase e parágrafos) sobre o tema/assunto "os bons, os malvados, os brutos - nas políticas interna e internacional - brasileiros e estrangeiros", em aproximadamente 5500 caracteres. 

Seguindo o espírito analítico e crítico do blog Diplomatizzando — sem atribuir a Paulo Roberto de Almeida a autoria deste texto —, eis uma imitação do seu registro ensaístico sobre “os bons, os malvados e os brutos” na política brasileira e internacional.
Os bons, os malvados e os brutos nunca foram categorias tão nítidas quanto gostariam os moralistas de plantão, mas continuam sendo indispensáveis para compreender o espetáculo político, dentro e fora das fronteiras. O bom é aquele que crê, às vezes ingenuamente, que as instituições funcionam, que as regras se aplicam a todos e que o interesse público pode prevalecer sobre as ambições pessoais. O malvado é mais sofisticado: conhece as regras, manipula-as com destreza e converte a retórica moral em instrumento de poder. O bruto, por fim, dispensa sutilezas: governa pela força, pela intimidação e pela repetição de fórmulas simplórias, convencido de que a realidade se dobra à vontade de quem grita mais alto.
Na política interna brasileira, essa tipologia não corresponde necessariamente a partidos, mas a temperamentos e métodos. Os bons são frequentemente os reformistas incomodados, os técnicos que acreditam ainda na possibilidade de um Estado eficiente, os juristas que levam a sério a letra da Constituição e os cidadãos que pagam seus impostos esperando, contra toda evidência, receber em troca serviços públicos decentes. São minoria ruidosa apenas quando escandalizados; na maior parte do tempo, permanecem silentes, absorvidos pela vida privada, enquanto o país é administrado por outros critérios.
Os malvados brasileiros são reconhecíveis pela sua capacidade de transformar princípios em ocasiões. Falam de democracia quando precisam de votos, de combate à corrupção quando desejam atingir adversários, de inclusão social quando buscam legitimidade para ampliar clientelas e de soberania nacional quando pretendem blindar privilégios corporativos. Não são, necessariamente, homens de pouca inteligência; ao contrário, costumam ser bastante inteligentes, o que torna sua ação mais perigosa. Sabem que o Brasil tolera uma dose considerável de impunidade, desde que ela venha acompanhada de discursos generosos e de promessas de futuro.
Os brutos, por sua vez, abundam em todas as correntes. São os que confundem firmeza com grosseria, autoridade com arbitrariedade e lealdade com servilismo. Aparecem nas ruas, nas redes sociais, nos gabinetes e, ocasionalmente, em tribunais e parlamentos. Não elaboram programas; produzem inimigos. Não constroem instituições; as ocupam. Sua força reside precisamente na sua simplicidade: oferecem explicações imediatas para problemas complexos e culpados prontos para todas as frustrações nacionais. Em um país de desigualdades históricas e expectativas permanentemente frustradas, essa mercadoria encontra demanda assegurada.
A política externa reproduz esse quadro em escala maior, embora com cenários mais antigos e atores mais experientes. Os bons, no plano internacional, são os defensores de uma ordem baseada em regras, no comércio relativamente livre, na solução pacífica de controvérsias e na cooperação entre Estados soberanos. Não são ingênuos por reconhecer que a anarquia internacional persiste; são realistas na medida em que sabem que, sem normas comuns, prevalecerá a lei do mais forte. O Brasil teve, em sua melhor tradição diplomática, uma vocação para esse tipo de atuação: pragmática, juridicamente orientada, discreta e atenta ao equilíbrio de interesses.
Os malvados internacionais são os que invocam o multilateralismo quando ele lhes é útil e o abandonam quando passa a constranger seus interesses. Falam de livre-comércio enquanto subsidiam suas indústrias, de direitos humanos enquanto negociam com tiranos, de não intervenção enquanto interveêm, de paz enquanto armam os beligerantes. A hipocrisia não é um acidente do sistema internacional; é um de seus mecanismos constitutivos. Todo grande poder prega virtudes que gostaria de ver praticadas pelos demais, reservando para si a liberdade das exceções.
Os brutos globais são aqueles que já não se preocupam sequer com a máscara. Anexam territórios, ameaçam vizinhos, sufocam populações e apresentam tudo isso como destino histórico, segurança nacional ou direito sagrado. Sua linguagem é a da força bruta, e sua vantagem tática é clara: enquanto os países civilizados debatem proporcionalidade, legalidade e consequências, eles avançam. A história ensina, porém, que essa vantagem costuma ser temporária. Impérios construídos exclusivamente sobre a coerção geram coalizões contra si mesmos, e a brutalidade, longe de resolver conflitos, tende a multiplicá-los.
O Brasil, felizmente, não é um ator brutal no cenário mundial, mas corre o risco de se tornar um ator incoerente. Quando alterna entre o discurso terceiromundista e a busca pragmática de investimentos, entre a crítica ao Ocidente e a dependência de seus mercados, entre a solidariedade com regimes autoritários e a defesa formal da democracia, o país perde aquilo que deveria ser seu principal ativo diplomático: a credibilidade. Uma política externa séria não exige alinhamento automático com nenhuma potência; exige coerência entre valores declarados e interesses defendidos.
O pior cenário não é o do país dominado pelos malvados, que ao menos conhecem o valor das instituições e sabem que precisam preservá-las para delas se servir. É o do país entregue aos brutos, que não distinguem entre autoridade e violência, entre crítica e destruição, entre reforma e vingança. Nas políticas interna e internacional, a tarefa dos bons não é a de serem ingênuos, mas a de serem firmes: defender regras, exigir responsabilidade, recusar a banalização da força e lembrar que a civilização política é uma conquista frágil, permanentemente ameaçada por aqueles que a consideram apenas um obstáculo ao poder. 

*Fonte: https://www.perplexity.ai/search/1de0d384-b3cc-4794-a2d5-84255b72601e (Perplexity). 

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O Bom, o Mau e o Feio (lembram-se do Sergio Leone?): meus "tipos preferidos" no Diplomatizzando - Paulo Roberto de Almeida (via ADL e Madame IA)

 Quelle trouvaille! Madame IA seleciona os personagens mais presentes em minhas postagens no Diplomatizzando, algo como, se ainda estivéssemos nos tempos das Seleções do Reader's Digest, seria a seção "Meu tipo inesquecível!"
Alguns, por calhordas e criminosos, seria facilmente esquecíveis, mas faz parte da vida lidar com herois e bandicos, bonzinhos e malvados, como naquele Western Spaghetti, "O Bom, o Mau e o Feio" (Il Buono, Il Bruto, il Cativo; ou The Good, the Bad, and the Ugly).
Agradeço mais uma vez a meu amigo Airton Dirceu Lemmertz por esta bela ideia, ainda que alguns personagens não sejam o meu tipo ideal de políticos ou homens de Estado. Vou pensar em escrever algo sobre esses tipos, os bons, os malvados, os brutos (e vou fazer como sempre faço, total sinceridade e honestidade intelectual).
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 24/10/2026

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Apresente uma lista com os 20 personagens mais recorrentes nas postagens do blog Diplomatizzando (https://diplomatizzando.blogspot.com/) ao longo dessas duas décadas. Cite-os em ordem decrescente de recorrência. Para cada um deles, dê um resumo curto de suas participações em tal blog. Responda em um texto discursivo, o qual deverá usar uma linguagem acessível e didática (respeitando a gramática vigente no Brasil e a semântica brasileira) e ser escrita como uma pessoa humana (e não como uma escrita de máquina ou IA); deverá acessar somente fontes confiáveis (caso seja necessário para a construção da resposta no texto), ou seja, não tenha "alucinações" de IA; deverá ter um encadeamento coerente de ideias e argumentos na estruturação do texto.

Os 20 personagens mais recorrentes no blog Diplomatizzando: uma análise de duas décadas:
O blog Diplomatizzando, criado em 17 de junho de 2006 pelo diplomata, historiador e cientista social Paulo Roberto de Almeida, constitui um acervo expressivo de reflexões sobre a política externa brasileira, a diplomacia, a economia, a história e as relações internacionais. Ao longo de sua trajetória, o espaço também passou a reunir artigos de terceiros, documentos históricos, resenhas de livros e comentários sobre acontecimentos políticos nacionais e internacionais. Essa diversidade ajuda a explicar a presença recorrente de personalidades que marcaram a história brasileira e o cenário mundial.
Estabelecer quais são os 20 personagens mais recorrentes, entretanto, exige um cuidado metodológico. O arquivo reúne dezenas de milhares de publicações, e a consulta pública ao blog não oferece, por si só, uma tabela consolidada com a quantidade de menções a cada pessoa ao longo de todo o período. Além disso, uma mesma personalidade pode aparecer no título de uma postagem, no corpo de um artigo reproduzido ou em uma discussão sobre outro assunto. Essas ocorrências não são equivalentes.
Por isso, para evitar números inventados e uma falsa precisão, a relação a seguir é apresentada como um ranking qualitativo de recorrência e relevância editorial, fundamentado nos temas do blog, nas séries publicadas e nos registros identificáveis de seu acervo. Não seria correto afirmar que a ordem representa uma contagem estatística exata de todas as menções entre 2006 e 2026.

 
A relação dos 20 personagens:

 
1. Paulo Roberto de Almeida. Embora seja o autor e administrador do blog, sua presença é indispensável nesta análise. Almeida não apenas publica ensaios próprios, mas também seleciona textos de outros autores, acrescenta comentários e organiza referências bibliográficas. Sua visão crítica da política externa brasileira, da atuação do Itamaraty e das relações entre ideologia e diplomacia constitui o eixo editorial da página.
 

2. Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente brasileiro aparece como uma das principais figuras políticas discutidas no blog, sobretudo em razão das mudanças na política externa iniciadas em 2003 e retomadas em seus mandatos posteriores. As análises abordam o ativismo presidencial, as relações com governos latino-americanos, a aproximação com países emergentes e a influência das preferências partidárias sobre a diplomacia. Almeida dedica atenção especial ao que denomina “lulopetismo diplomático”, expressão que sintetiza sua interpretação crítica dessa orientação.
 

3. Celso Amorim. Ex-ministro das Relações Exteriores, Amorim ocupa lugar importante nas discussões sobre a diplomacia dos governos Lula. Suas iniciativas de aproximação com países em desenvolvimento, sua atuação nas negociações comerciais e suas posições sobre conflitos internacionais são temas recorrentes de debate. O blog reproduz tanto textos sobre sua atuação quanto avaliações críticas de suas escolhas diplomáticas.

 
4. Fernando Henrique Cardoso. O ex-presidente aparece nas análises sobre a política externa brasileira após a redemocratização. Sua atuação é examinada em relação à diplomacia presidencial, à integração internacional, às reformas econômicas e à posição do Brasil no sistema internacional. O contraste entre os governos FHC e Lula é especialmente importante para compreender as interpretações históricas propostas por Almeida.

 
5. Roberto Campos. Economista, diplomata e ex-ministro do Planejamento, Campos é uma referência importante para o pensamento econômico e político valorizado pelo autor do blog. Sua defesa da abertura econômica, da modernização institucional e da integração do Brasil à economia mundial aparece associada a debates sobre desenvolvimento e liberalismo econômico. A importância dessa figura também é demonstrada pelo livro de Almeida O Homem que Pensou o Brasil: Roberto Campos — trajetória intelectual.

 
6. Celso Lafer. Diplomata, jurista, professor e ex-ministro das Relações Exteriores, Lafer é uma das personalidades intelectuais de maior destaque no acervo. Seus trabalhos permitem discutir as relações entre direito, política, cultura e diplomacia, além da inserção internacional brasileira. A presença de seus escritos em diversas publicações e a série dedicada à sua trajetória ao lado de Rubens Ricupero demonstram a importância que Almeida lhe atribui.

 
7. Rubens Ricupero. Diplomata, economista e ex-ministro da Fazenda, Ricupero é abordado tanto por sua experiência profissional quanto por suas reflexões sobre a história da diplomacia brasileira. Sua atuação na política econômica e nas relações internacionais oferece material para discutir o desenvolvimento do país e a construção de sua imagem no exterior. A publicação de Vidas Paralelas, dedicada a Ricupero e Celso Lafer, reforça a relevância de ambos no universo intelectual do blog.
 

8. Dilma Rousseff. A ex-presidente aparece sobretudo nas avaliações do período em que esteve à frente do governo federal, entre 2011 e 2016. O blog discute a continuidade e as mudanças em relação à política externa de Lula, o funcionamento da diplomacia presidencial e a relação da Presidência com o corpo profissional do Itamaraty. As avaliações de Almeida são críticas, especialmente quanto à atenção dedicada pelo governo aos assuntos internacionais.
 

9. Jair Bolsonaro. A política externa de seu governo, entre 2019 e 2022, constitui outro eixo importante das análises do Diplomatizzando. Almeida examina o alinhamento com Donald Trump, as tensões com parceiros tradicionais e o afastamento de práticas diplomáticas anteriormente consolidadas. O autor emprega a expressão “bolsolavismo diplomático” para criticar a influência ideológica sobre a condução das relações exteriores.

10. José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco. Considerado uma figura fundamental da história diplomática brasileira, Rio Branco é lembrado por sua atuação na negociação de fronteiras e pela consolidação de uma tradição de solução pacífica de controvérsias territoriais. No blog, sua trajetória ajuda a contextualizar a formação do Itamaraty e os princípios históricos da diplomacia brasileira. Sua presença também se relaciona ao interesse de Almeida pela memória institucional e pelos grandes diplomatas do país.
 

11. Donald Trump. O presidente norte-americano aparece principalmente nas discussões sobre as relações entre Brasil e Estados Unidos durante o governo Bolsonaro. O blog examina as consequências políticas e diplomáticas da aproximação entre os dois governos, bem como seus efeitos sobre a autonomia brasileira e o multilateralismo. Trump também integra o debate mais amplo sobre nacionalismo, protecionismo e mudanças na ordem internacional.

 
12. Hugo Chávez. O ex-presidente venezuelano é uma referência importante para as discussões sobre a política latino-americana e as orientações ideológicas da diplomacia brasileira. Sua atuação regional, o projeto bolivariano e a aproximação entre Venezuela e governos de esquerda aparecem nas análises sobre a integração sul-americana. O blog também discute como as relações com Chávez influenciaram as escolhas políticas e diplomáticas do Brasil.

 
13. Ernesto Araújo. Ex-ministro das Relações Exteriores no governo Bolsonaro, Araújo é discutido em razão das mudanças de orientação diplomática implementadas durante sua gestão. Entre os temas associados a essa fase estão o alinhamento ideológico com setores da direita internacional, o questionamento do multilateralismo e a redefinição das prioridades brasileiras. Sua atuação integra a crítica de Almeida à politização da diplomacia profissional.
 

14. José Serra. Ex-ministro das Relações Exteriores, Serra aparece nas discussões sobre a transição entre os governos Dilma Rousseff e Michel Temer. Sua proposta de reorientação da política externa foi apresentada como uma tentativa de modificar diretrizes associadas aos governos petistas. O blog reproduz e comenta o debate público sobre as mudanças anunciadas por Serra, permitindo comparar diferentes concepções de inserção internacional do Brasil.

 
15. Getúlio Vargas. O ex-presidente é relevante para a interpretação histórica da política externa brasileira, particularmente nos debates sobre industrialização, desenvolvimento nacional e autonomia diplomática. Sua trajetória permite examinar a relação entre política interna e atuação internacional, além da evolução do papel do Estado na economia. O período Vargas também funciona como referência para compreender as origens de certas tradições políticas e econômicas brasileiras.
 

16. Barack Obama. O ex-presidente dos Estados Unidos insere-se no conjunto de discussões sobre a política internacional norte-americana e seus efeitos sobre o Brasil e outros países. Sua administração oferece um ponto de comparação para analisar as mudanças nas relações entre Washington e Brasília, assim como as transformações da ordem internacional no século XXI. Nesse contexto, o blog aborda a atuação dos Estados Unidos como potência central e suas relações com países emergentes.
 

17. Fidel Castro. O líder da Revolução Cubana aparece no debate sobre o socialismo latino-americano, as relações de Cuba com os governos da região e a influência da ideologia sobre a política externa brasileira. Sua figura está ligada às discussões sobre as relações entre o Partido dos Trabalhadores, os governos cubanos e os projetos de integração política da América Latina. Esse tema se conecta diretamente às críticas de Almeida às orientações ideológicas da diplomacia brasileira.
 

18. Vladimir Putin. O presidente russo integra as discussões sobre geopolítica, segurança internacional e as transformações da ordem mundial. A política externa da Rússia, a guerra contra a Ucrânia e os desafios enfrentados pelo multilateralismo são assuntos que ganharam especial importância nos anos mais recentes. Sua presença também se relaciona ao debate sobre as relações entre grandes potências e as dificuldades de conciliar interesses nacionais, segurança e princípios do direito internacional.

 
19. Sérgio Vieira de Mello. Diplomata brasileiro com destacada atuação nas Nações Unidas, Vieira de Mello é lembrado por seu trabalho em operações internacionais de paz e na proteção de populações afetadas por conflitos. Sua trajetória representa uma dimensão humanitária da diplomacia, que complementa os debates predominantemente políticos e econômicos do blog. Sua presença no acervo é documentada, entre outros registros, por textos biográficos e homenagens reunidos em publicações sobre personalidades das relações internacionais.
 

20. Joaquim Nabuco. Diplomata, escritor e abolicionista, Nabuco é uma referência histórica para a compreensão da formação da diplomacia brasileira e das relações do Brasil com os Estados Unidos. Sua atuação como embaixador em Washington e seu compromisso com a abolição da escravidão fazem dele uma figura relevante para discutir a ligação entre política, cultura e representação internacional. No acervo do Diplomatizzando, sua trajetória aparece associada à tradição diplomática brasileira e a outros grandes nomes da história nacional.

 
- Considerações finais:
A relação permite perceber três grandes conjuntos de personagens. 

O primeiro reúne presidentes, ministros e responsáveis pela formulação da política externa, como Lula, Fernando Henrique Cardoso, Dilma Rousseff, Bolsonaro e Celso Amorim. Suas trajetórias são examinadas sobretudo em função das decisões governamentais, das orientações ideológicas e dos resultados da diplomacia brasileira.
O segundo grupo é formado por diplomatas e intelectuais, entre eles Celso Lafer, Rubens Ricupero, Roberto Campos, o Barão do Rio Branco e Sérgio Vieira de Mello. Essas personalidades ajudam a compreender a formação histórica do pensamento brasileiro sobre economia, política externa e relações internacionais. O interesse por suas obras também revela a dimensão acadêmica e historiográfica do blog.
O terceiro grupo inclui líderes estrangeiros, como Donald Trump, Hugo Chávez, Fidel Castro e Vladimir Putin, cujas decisões repercutem sobre a política brasileira e a organização do sistema internacional. A presença desses nomes demonstra que o Diplomatizzando não se limita a acompanhar acontecimentos nacionais: procura relacioná-los às transformações políticas e econômicas do mundo.
É importante, contudo, reiterar a distinção entre relevância temática e frequência estatisticamente comprovada. A lista acima é uma interpretação fundamentada em publicações e séries identificáveis do blog, e não uma classificação produzida pela contagem integral de todas as menções. Para estabelecer rigorosamente os 20 primeiros lugares em ordem decrescente, seria necessário obter o arquivo completo das postagens, identificar as pessoas mencionadas, eliminar duplicidades e variantes de nomes e calcular a frequência de cada uma. Sem esse procedimento, qualquer ordem exata seria especulativa.

 
O que se pode afirmar com segurança é que o Diplomatizzando constitui um registro importante de debates sobre a política externa brasileira e sua inserção internacional. A variedade de personagens abordados revela a combinação de crítica política, reflexão histórica e análise econômica que caracteriza o trabalho de Paulo Roberto de Almeida ao longo de duas décadas.

*Fonte: ChatGPT (https://chatgpt.com/uc/6add036a-d1a4-83ea-bd40-255118b59b59 ; https://chatgpt.com/st_6add05c109b08191a25a7d15bc6acd49

**Comando editado e ativado na IA por: ADL (https://www.youtube.com/@airtondirceulemmertz/about).

Postagem em destaque

Reação da imprensa internacional à vitória de Lula para um 4o mandato, como registrada por Madame IA (via Airton Dirceu Lemmertz)

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