O que é este blog?

Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org.

domingo, 31 de janeiro de 2016

O segredo do sucesso da Alemanha: capitalismo, altos salarios, consenso social

Eu diria que tudo se resume, independentemente das formas que assume o capitalismo alemão, a uma condição fundamental: alta qualidade do capital humano, o que se traduz em alta produtividade, em qualquer esfera (até nas menos desejáveis, como se revelou durante o nazismo).
Paulo Roberto de Almeida

BBC31/01/2016 07h59 - Atualizado em 31/01/2016 07h59

O segredo que faz da Alemanha a economia mais sólida do mundo

Sistema que congrega capitalismo, altos salários e grande participação das forças de trabalho nos processos de decisão levou país a sair fortalecido de várias crises.

Milagre do pós-guerra, a "economia social de mercado" alemã parece ser inabalável: superou as explosões nos preços do petróleo nos anos 1970 e 1980, o impacto da reunificação nos 1990, a recessão mundial de 2008-2009 e está passando firme pela atual crise que atinge a zona do euro.
Hoje, o país é um dos três maiores exportadores globais, tem o crescimento per capita mais alto do mundo desenvolvido e um índice de desemprego de 6,9%, bem inferior à média da eurozona, de 11,7%.
Segundo o professor Reint Gropp, presidente do Instituto Hall para a Investigação Econômica (IWH), da Alemanha, o modelo germânico se diferencia de forma muito clara do anglo-saxão dos Estados Unidos e do Reino Unido.
Mas o que faz dele algo tão particular? Quais são os segredos de seu êxito?
"É um sistema baseado na cooperação e no consenso mais do que na competência, e que cobre toda a teia socioeconômica, desde o setor financeiro ao industrial e ao Estado", explicou Gropp à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC.
Cooperação e capitalismo
A chamada "economia social de mercado" teve sua origem na Alemanha Ocidental do pós-guerra, que estava sob o governo democrata-cristão do chanceler Konrad Adenauer, e se manteve, desde então, como uma espécie de política de Estado.
Sebastian Dullien, economista do Conselho Europeu de Relações Exteriores, concorda que o consenso e cooperação estão presentes em todos as camadas da economia.
"No centro estão os sindicatos e os patrões, que coordenam salário e produtividade com o objetivo obter um aumento real dos rendimentos dos funcionários, além de manter os postos de trabalho. A integração é tal que, por lei, os sindicatos estão representados no conselho de administração, participam das decisões estratégicas nas empresas", afirmou.
No sistema financeiro, as cooperativas e os poderosos bancos públicos se encarregam de fazer com que o crédito alcance a todos, não importa o tamanho da empresa ou o quão distante ela fica de um centro econômico.
Essa filosofia permite superar uma das limitações do sistema anglo-saxão, no qual as pequenas e médias empresas, diferentemente das multinacionais, não têm acesso ao mercado de capitais e muitas vezes enfrentam dificuldades para se financiar.
"Os bancos públicos têm regras claras. Por exemplo: para favorecer o desenvolvimento local, podem emprestar para empresas de sua área, mas não para as de outras regiões. O governo tem representantes nestes bancos, e eles são fundamentais na tomada de decisões. Um princípio que rege sua política de crédito é a manutenção do emprego", afirma Gropp.
'Mittelstand'
Esse modelo está enraizado na história germânica.
A unificação nacional de 1871, sob Bismark, reuniu 27 territórios governados em sua maioria pela realeza e que haviam crescido rapidamente e de forma autônoma durante a Revolução Industrial.
Dessa semente histórica surgem as Mittelstand (pequenas e médias empresas), que, segundo os especialistas, formam 95% da economia alemã.
Diferentemente do modelo anglo-saxão, centrado na maximização da rentabilidade para os acionistas (objetivo de curto prazo), as Mittelstand são estruturas familiares com planos a longo prazo, forte investimento na capacitação do pessoal, alto sentimento de responsabilidade social e forte regionalismo.
"A Alemanha é especialmente forte em empresas que têm umas 100 ou 200 pessoas. Com uma característica adicional: apesar de seu tamanho, muitas dessas firmas competem no mercado internacional e são exportadoras", explica Dullien.
Exportações
Como consequência, a Alemanha tem figurado entre os três principais exportadores mundiais nas últimas décadas, uma prova da eficácia desse sistema para competir mundialmente com produtos tecnologicamente complexos, feitos por uma força de trabalho altamente qualificada e bem paga.
Enquanto o comércio mundial dominado por multinacionais que representam cerca de 60% de toda a movimentação global, na Alemanha as Mittelstand são responsáveis por 68% das exportações.
O setor automotivo, de maquinário, de eletrônicos e medicamentos estão entre seus pontos fortes.
Mas isso não se deve somente às Mittelstand.
Das 2.000 empresas com maior rendimento em todo o mundo, 53 são alemãs, entre elas marcas de grande tradição, como Bayer, Volkswagen e Siemens.
A recuperação do doente
Sob o peso da reunificação, a Alemanha ganhou nos anos 1990 o apelido nada simpático de "doente da Europa".
Era consenso que um sistema com altos salários e forte participação sindical não poderia sobreviver em um mundo governado por um conceito novo, a "deslocalização".
Aproveitando-se de um mundo mais liberal e do fato de que as novas tecnologias das grandes empresas poderiam mudar de um país para outro em busca de maior rentabilidade, obtida com custos salariais menores, as empresas alemãs começaram a migrar pra outros pontos do mundo.
No entanto, no início deste século um governo social-democrata implementou uma série de reformas, classificadas por seus concorrentes de "neoliberais", para reativar a economia nacional.
O remédio funcionou – a economia voltou a crescer. Mas teve um preço: aumento da pobreza, do subemprego e do "miniemprego".
"O lado positivo é que o sistema mostrou um alto grau de adaptabilidade. Porém, as reformas da seguridade social e do mercado de trabalho aumentaram a pobreza e a desigualdade", avalia Sebastian Dullien.
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, durante discurso sobre a crise de refugiados no Parlamento em Berlim nesta quinta-feira (24) (Foto: Hannibal Hanschke/Reuters)País liderado por Angela Merkel precisa rever algumas regras, diz especialista (Foto: Hannibal Hanschke/Reuters)
Futuro
Os desafios se acumulam. No curto prazo, os problemas na China afetam as exportações. No médio, a taxa de natalidade alemã não é suficiente para manter seu mercado de trabalho.
Mas não se trata unicamente de uma ameaça externa ou de uma bomba-relógio demográfica.
Um estudo do Instituto Hall mostra que, mesmo em uma economia social de mercado, a interdependência de bancos, empresas e governo pode possibilitar situações de interferência política.
De acordo com a pesquisa, os bancos do Estado emprestam consideravelmente mais durante os anos eleitorais.
"Isso requer um modelo de governo melhor, que impeça a interferência política. Acredito que o sistema precisa de mais liberalização, não é possível que um banco estatal de Frankfurt não possa emprestar para outra região", afirma Gropp, presidente do instituto.
"Estamos no meio de uma grande revolução tecnológica e a economia alemã não está respondendo como deveria porque tem uma estrutura rígida demais. O modelo foi excelente, mas é possível que seja anacrônico."
No entanto, pode ser que mais uma vez o sistema alemão lance mão de sua extraordinária flexibilidade para sustentar um modelo que procura aliar capitalismo, altos salários e plena participação da força de trabalho.

Academicos estao sempre demonizando os mercados, ate inconscientemente

Leio um artigo jurídico sobre processos criminais no Brasil, de boa argumentação, mas logo no começo encontro esta afirmação:

"Embora vivamos numa sociedade em que o mercado produz constantes desigualdades econômicas, isso não deveria reproduzir-se no tratamento político-jurídico dos cidadãos."

Permito-me comentar este argumento em particular, num artigo que de resto me pareceu bom.
Creio que seu autor revela, até inconscientemente, suas "deformações de formação", ao afirmar que os mercados criam desigualdades, o que é uma bobagem reveladora da prevenção contra os mercados geralmente encontrada nos meios acadêmicos.
Minha pequena lição:
    Mercados são espaços absolutamente neutros, até intangíveis, para interações entre duas ou mais partes. Se as partes são diferentemente dotadas em informação, bens e outros ativos, o mercado não pode fazer nada para corrigir essa condição de origem, ele apenas oferece a oportunidade para um intercâmbio, que deve ser sempre voluntário. Se existem restrições, monopólios e outras condicionalidades, elas não foram criadas nem impostas pelos mercados, mas por regras de governos, ou de coalizões poderosas, mas cada um é livre para interagir e intercambiar conforme sua vontade.
    Acadêmicos em geral exibem uma prevenção contra os mercados por motivos errados e preconizam medidas para “equalizar as partes”, que só podem ser aplicadas pelos Estados, ou governos, e com isso começam as deformações, que geralmente criam mais desigualdades que se os mercados fossem deixados livres.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 31 de janeiro de 2016

Um manifesto contra a CPMF - Vittorio Medioli

Não só contra esse imposto extorsivo, contra o próprio ogro famélico que passa por Estado. A sociedade brasileira começou finalmente a perceber que seu problema está no Estado. 
Paulo Roberto de Almeida 


A qualidade dos impostos 

Vittorio Medioli

O Tempo, 31/01/16


O presidente dos Estados Unidos durante o período da Primeira Guerra Mundial, Prêmio Nobel da Paz, Thomas Woodrow Wilson, do Partido Democrático, marcou seu tempo com atitudes contraditórias em assuntos raciais, mas foi considerado o “pai do idealismo” político.

A ele se devem inovações especialmente na consolidação de direitos do cidadão, limitando abusos de poder do Estado.

Reitor de Princeton, berço que forneceu uma dezena de presidentes aos Estados Unidos, deixou uma frase lapidar: “A história da liberdade é a história da luta para limitar o poder do governo”. O governo é, por natureza, tirânico, seja de uma cor ou de outra, disposto a cuidar mais de seus interesses que da nação.

Trata-se de um organismo com estômago no lugar do cérebro e sem braços. Não constrói, não se esforça, se alimenta apenas do que consegue tirar da labuta dos outros. A condição parasitária do Estado precisa, evidentemente, de limitações para não resvalar em desgraças como o petrolão.

Deve-se constatar que, quando se arroga entrar em setores competitivos, fracassa, como no caso da Petrobras. Mesmo com um monopólio que a protege, os riscos de desmandos são imensos.

A lei sacra faz referência ao dízimo, mas a máquina do Estado cobra quatro dízimos do governado. O excesso faz, assim, do cidadão brasileiro um escravo moderno à mercê dos faraós que ocupam o poder, dito acintosamente “democrático”.

Açoitado, tratado como sonegador, privado do seu direito constitucional à boa-fé, o cidadão enfrenta limitações no Brasil que superam os limites de uma organização civilizada de direito. Acorrentados pela burocracia e asfixiados pelos tributos que alimentam um Estado perdulário e afamado, tirano e velhaco, o cidadão e as famílias sofrem privações ilegais.

Basta considerar a natureza regressiva da CPMF, esquecida pela chefe do Estado brasileiro, descrevendo-a como panaceia e ao par que será mais uma praga sobre a economia nacional e devastará milhares de empregos.

Evidentemente, Dilma não entendeu o significado antropofágico desse tributo, como não entendeu que, dando desconto na energia elétrica em 2013, um bem escasso, levaria o sistema ao colapso e a desgraçar várias estatais do setor.

Quem paga hoje tarifas elétricas extorsivas, o deve exatamente a essas escolhas.

A CPMF fará amargar privações de alimentos na mesa do trabalhador, perda nas empresas, que terão mais limitações à competitividade. Quem ganhará, como sempre, serão os banqueiros, que receberão uma contribuição sobre movimentações financeiras de difícil fiscalização no repasse ao erário.

A defesa canina de teses vencidas caracteriza a presidente em seus sofridos cinco anos de governo, contudo poderá IMPOR mais essa cobrança com o apoio de parlamentares domesticados.

Quem estava lá no Planalto, na semana passada, para dar força à CPMF, brilhando a óleo de carvalho, o presidente do Bradesco, patrão de Joaquim Levy. O “cara” que festeja o maior lucro de todos os tempos em 2015, o pior ano da história da economia nacional, marcado com 1,5 milhão de novos desempregados.

Thomas Woodrow entendeu que o governo tem tendência a exagerar, a ser um tirano. Deve ser vigiado com rigor e limitado para não ser uma força destruidora, como vem se revelando o governo brasileiro.

A perda de liberdade individual gerada por uma praga descabida vai da impossibilidade de comprar um sorvete até um remédio, de ir e vir, de prover por si, sem ajudas, o que faz falta.

Retirar do cidadão brasileiro 40% de suas rendas num país com salário mínimo de US$ 215 e uma renda per capita de US$ 6.000 é absurdo. O Estado gasta para si mais que qualquer outro congênere do planeta sem retornar uma assistência minimamente decente. Ao mesmo tempo convive com gastos escabrosos, intoleráveis para uma democracia que pretenda o progresso.

A palavra “imposto” retrata uma ação unilateral, IMPOR. Uma coerção num país em via de desenvolvimento, com mais de 25 milhões de pessoas abaixo da linha da dignidade. A CPMF se abaterá cruelmente sobre os mais fracos com o encarecimento dos alimentos e dos produtos básicos.

Essa preocupação não passa na consciência dos governantes, que não explicam como será distribuída ainda essa arrecadação nem dizem que quem pagará é quem menos tem condição para tanto.

A qualidade desse tributo é péssima, a qualidade do tributo passa longe da preocupação do Estado. Provoca, assim, agressões à economia popular, aos mais fracos, a quem trabalha, não distingue absolutamente nada. A CPMF é um delírio de quem está gravemente ofuscado. Pior ainda, não cortou suas gorduras, não podou seus exageros.

Tributo de qualidade é aquele que se vincula ao desenvolvimento, a fazer crescer a economia que emprega e arrecada. Só com essa preocupação se poderá civilizar plenamente e engrandecer uma nação.


sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Impeachment e Estado de Direito - Percival Puggina e comentaristas

Transcrevo artigo e comentários a partir do blog do meu colega de resistência democrática, gaúcho, Percival Puggina, como sempre lúcido, claro e objetivo.
Concordo inteiramente: um governo com 10% de aprovação num sistema parlamentarista já teria caído há muito tempo.
Num sistema presidencialista, só cai se cometeu crimes.
Mas, no Brasil, nem isso: enquanto ele tiver dinheiro para comprar parlamentares, e capacidade de subverter a corte suprema com seus servidores amestrados, ele não cai, mesmo se 90% da população quer o fim de um governo comprometido com corrupção, roubalheiras, fraudes e mentiras, ademais de ter provocado a maior recessão -- caminhando para uma depressão -- de toda a história do Brasil.
O Brasil é diferente? Certamente: na desfaçatez dos políticos, na conivência dos magistrados.
Assino embaixo, como sempre:
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 29/01/2016

IMPEACHMENT, DEMOCRACIA E ESTADO DE DIREITO

por Percival Puggina. Artigo publicado em
 Se o que se quer, na política, é promover o bem comum, as divergências terão como foco principal o conceito de bem comum, seu conteúdo e o modo de produzi-lo em cada momento histórico. No entanto, se o objetivo é apenas alcançar o poder, ou mantê-lo, então a honestidade intelectual se torna um transtorno e o senso moral deve ser apartado, assim como se retira o incômodo ferrão em picada de marimbondo. Sob tais padrões, a estratégia, a propaganda e a arte do convencimento são concebidas e mobilizadas apenas pelo desejo de convencer e vencer, aferindo-se a qualidade dos meios pela eficácia em relação aos fins desejados e não por sua relação com a verdade e o bem.
Digo isso porque a defesa do governo na questão do impeachment tem-se valido de todos os meios possíveis de enganação. Não estou recusando aos governistas o direito de escudar o governo. O que estou afirmando é que quase todos os seus argumentos, a partir do mais constantemente repetido, são concebidos para iludir. Repetem, insistentemente, que: 1) o impeachment fere a democracia; 2) impeachment é golpe. Ora, não é possível que experientes jornalistas e doutos congressistas dardejem fogo dos olhos em frêmitos de indignação afirmando que impeachment fere a democracia. A democracia, a soberania popular, senhores, é ferida quando quem governa só tem apoio de 10% da população!
Talvez se inquiete o leitor: "Nesse caso, todo governo que perde o apoio da maioria da população deveria cair?". A resposta a essa pergunta é afirmativa em praticamente todos os países parlamentaristas (cerca de 95% das democracias estáveis). No presidencialismo, eu afirmo, sem pestanejar: nas atuais condições, um governo de democratas deveria renunciar. E mais, há algo muito errado num sistema político em que governos rejeitados são mantidos por força da Constituição.
O que sustenta esse governo no poder, então, não é a "democracia", obviamente, mas a regra do jogo político, o Estado de Direito como o temos. Há em nossa Constituição uma norma que determina em quais situações e mediante quais procedimentos, quem preside a república pode ser afastado do cargo. E a perda da aceitação social não está entre elas.
Entendido isso, fica mais fácil compreender o quanto é falso chamar de golpe o pedido de impeachment da presidente Dilma. Essa demanda nacional, nascida nas ruas, sem partido nem patrocínio, sem tanques nem canhões, deu causa a três dezenas de requerimentos, Brasil afora. Como o processo de impeachment é jurídico e político, as motivações políticas dispensam apresentação. Estão nas vozes das ruas. As motivações jurídicas, por seu turno, foram avalizadas unanimemente pelo TCU e são de perfeito conhecimento público.
Golpe, portanto, de um lado, é usar o que pertence ao Estado para subornar votos no Congresso, como vem fazendo o governo de modo a evitar que o impeachment prospere. E, de outro, é golpe fazer do STF, com o mesmo fim, um puxadinho do partido governista.
Em resumo: quem atenta contra a democracia é o governo quando insiste em ancorar-se no poder, enterrando o futuro do país contra a vontade nacional; e é ele quem novamente golpeia as instituições quando se defende com os meios que para tanto vem empregando.
________________________________
* Percival Puggina (71), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil, integrante do grupo Pensar+.

Comentários

Ismael de Oliveira Façanha .

O único impedimento eficaz para por termo ao mandato de Dilma Roussef, "impeachment", é o TEMPO, mais precisamente, 31 de dezembro de 2018. Infelizmente.

Antonio de Brito Carvalho .

Senhor PUGGINA, excelente artigo, com a sabedoria que lhe é peculiar. PARABÉNS!

maria-maria .

Um risco real é a banalização do escândalo,que apresenta, a cada dia, uma nova roubalheira ,dificultando que se acompanhem os fatos delituosos cometidos no âmbito dos podres poderes com o aval do que deveria ser a oposição, estivéssemos vivendo numa democracia.

Claudio .

Argumentação perfeita, politicos honestos pegariam seu chapéu e iriam embora. Tanto pelo apoio ínfimo como pelas mentiras deslavadas que estão tendo que ser usadas para justificar o estelionato eleitoral. Logo, golpistas são eles, da quadrilha.

Carlos Edison Domingues .

PUGGINA . A fragilidade de nossa democracia está, exatamente, no Legislativo. Este Poder é o prolongamento de um povo que, na sua maioria, é indiferente aos acontecimentos. O Banco Central perde R$90 bilhões para conter o dolar. o governo promete R$ 83 bilhões "para reativar a economia" (Jornal do Comércio 29/31 janeiro) mas o sucesso de todo este emprendimento depende de R$15 bilhões arrancadoxs da sociedade através da C.P.M.F, É estarrecedora a insanidade do Executivo e a tolerância do Legislativo. Carlos Edison Domingues

Genaro Faria .

Voltei. Escaldado de tanto ver triunfar a fraude, o assalto ao patrimônio público, o estelionato, enfim, o projeto de poder dessa organização criminosa camuflada de partido político, até esta semana eu receei que os golpistas resistiriam. Mas agora eu estou convencido de que não haverá retorno e não tem como o bando de Lula escapar. Faltava um símbolo, algo visualizável, tangível como o Fiat Elba de Collor. O Apê do Guarujá e o sítio de Atibaia surgiram para preencher essa lacuna. A casa caiu. Além disso, a operação Triplo X atingiu o sistema nervoso, a ponta do novelo do laranjal do PT e seu esquema milionário de corrupção institucionalizada e internacional. A partir de então as penas e línguas alugadas da mídia camarada não vão poder esconder o elefante na sala de jantar e tentar nos desinformar. E o megalômano "dono da enchente" vai se afogar nela. Que a nossa juventude e as pessoas humildes, que são as maiores vítimas dessa quadrilha, não fiquem conformadas diante da calamidade desse "partido dos trabalhadores" e saiam às ruas para protestar e cobrar respeito à nação.

Luiz Felipe Salomão .

Artigo irretocável. Parabéns Professor!

Francisco .

Simplesmente brilhante Mestre!

Odilon Rocha .

Caro Professor Não é pessimismo, não! A Lava-Jato está cumprindo muito bem o seu papel, andando a passos largos e tal e montando teias que deixariam muita aranha com inveja. Temos ainda toda uma cúpula criminosa para prender. Quem diria que um dia eu estaria escrevendo isso sobre o governo do meu país! Ao mesmo tempo, pressinto que estão nos enrolando 'bonitinho' até 2018.

Gustavo Pereira dos Santos .

Há muito tempo ficou claro que o objetivo do atual governo é enterrar o País para consolidar um Estado Totalitário. A criação do Conselhão teve a missão de desviar o foco da deterioração em 2016, para tornar-se o vilão da tragédia. E, assim, eles vão empurrando com a barriga até 2018. O Olavo de Carvalho foi muito feliz na caracterização da situação atual num video antigo: https://www.youtube.com/watch?v=PuCks1Hi8f0

Ismael de Oliveira Façanha .

Dezoito estados dos EEUU, possuem em suas constituições o instituto o "RECALL"; o último caso, muito conhecido, foi o que ensejou a eleição de Arnold Schwarzenegger para o governo da Califórnia, na vaga de um governador afastado pelos eleitores, de forma pura e simples. O parlamentarismo é causa perdida; o RECALL tem chances.

Genaro Faria .

Rebater o argumento dos governistas, que se resume a um só, qual seja, o de que a lei fundamental do país, quem sabe por um cochilo do legislador constituinte, insculpiu o dispositivo do impeachment não como salvaguarda da soberania popular, mas como uma afronta ao preâmbulo que a proclama como um postulado do estado de direito, cá entre nós, é fazer como o cordeiro acusado pelo lobo de sujar, a jusante, a água que o canídeo bebia a montante. Os primeiros a saber que a tese defendida por eles não passa nem pelo crivo de um aluno do curso fundamental, o antigo primário, são seus próprios defensores. Não passa de uma anedota sem graça, sem pé nem cabeça, que afronta o mais meridiano raciocínio. Em suma, é um argumento de quem não outro argumento senão mentir descaradamente, na suposição de que sua repetição à exaustão acabe pelo menos confundindo a sociedade. É chamar urubu de meu louro até o compre, enganado pelo vendedor de que o psitacídeo é muito novo e, por isso, ainda não aprendeu a falar. Mas não podemos deixar de reconhecer que o golpe já apresentou resultados altamente positivo para os vigaristas. Milhões acreditaram que Lula fosse um estadista, Dilma fosse uma super gerente e que o PT é o partido que defende os pobres da exclusão social que lhe impuseram os ricos. Por que a Constituição não poderia ser revogada pelo emprego desse mesmo método? E lançada no rol dos culpados pela incitação à prática de um ilícito institucional? Para tanto, o que não falta são penas alugadas e papel, que aceita tudo.

Capitulo em novo livro publicado: Presidencialismo no Brasil

Tenho um capítulo neste livro, que foi recentemente publicado pelo Senado Federal:

João Paulo Peixoto (org.), Presidencialismo no Brasil: história, organização e funcionamento (Brasília: Senado Federal, Coordenação de Edições Técnicas, 2015, 304 p.; ISBN: 978-85-7018-674-4)

Sumário:

Introdução - Antonio Paim
1. Presidencialismo no Brasil: dos militares ao PT – João Paulo Peixoto
2. O presidencialismo de coalizão e o Legislativo– Antônio Carlos Pojo do Rego
3. Governança presidencial e desenvolvimento: o poder dos presidentes – Antônio Lassance
4. Liderança presidencial no Brasil e nos Estados Unidos – Ted Goertzel e Guy Burton
5. A diplomacia presidencial brasileira em perspectiva histórica - Paulo Roberto de Almeida
6. A estrutura organizacional da Presidência da República no Brasil: agenda de pesquisa, marco institucional e reformas recentes (1995-2011) – Lúcio R. Rennó
7. A diplomacia presidencial brasileira e as mudanças em curso nas relações internacionais – Eiiti Sato
Biografia dos autores

Globalizacao: atualmente e cem anos atras - M. Bordo, B. Eichengreen, D. Irwin (NBER, 1999)

Um paper de 1999, mas ainda muito interessante, para demonstrar que existem coisas novas e boas, mas, como se diz, as boas não são novas, e as novas podem não ser boas...
Vale ler...
Paulo Roberto de Almeida

Is Globalization Today Really Different than Globalization a Hunderd Years Ago?

Michael D. Bordo, Barry Eichengreen, Douglas A. Irwin

NBER Working Paper No. 7195
Issued in June 1999
NBER Program(s):   DAE   IFM   ITI 
This paper pursues the comparison of economic integration today and pre 1914 for trade as well as finance, primarily for the United States but also with reference to the wider world. We establish the outlines of international integration a century ago and analyze the institutional and informational impediments that prevented the late nineteenth century world from achieving the same degree of integration as today. We conclude that the world today is different: commercial and financial integration before World War I was more limited. Given that integration today is even more pervasive than a hundred years ago, it is surprising that trade tensions and financial instability have not been worse in recent years. In the conclusion we point to the institutional innovations that have taken place in the past century as an explanation. This in turn suggests the way forward for national governments and multilaterals.

A Grande Destruicao em Numeros (novembro-dezembro 2015) - Gilberto Simoes Pires

Transcrevendo da coluna Ponto Crítico (XIV - 306/15 - 29/ 01/ 2016), do jornalista Gilberto Simões Pires:

NÚMEROS E DECISÕES TENEBROSAS
NÚMEROS DE NOVEMBRO E DEZEMBRO

Ainda que a maioria dos números que retratam o comportamento da nossa cada dia mais pobre economia digam respeito aos meses de novembro e dezembro de 2015, pelo andar da carruagem já se tem uma ideia dos números referentes ao mês de janeiro, que será apurado mais a frente.
ANDANDO PARA TRÁS
Vejam, por exemplo, que a trágica TAXA DE DESEMPREGO fechou 2015 nos níveis de 2008, ou seja, andamos 7 anos para trás. Como o desemprego continua aumentando, quando for divulgada a taxa referente ao primeiro trimestre de 2016 veremos que chegaremos aos números de 2004, ou 12 anos para o passado.
DÉFICIT PRIMÁRIO
Além disso, o DÉFICIT PÚBLICO (PRIMÁRIO) fechou 2015 com o pior resultado em 14 anos: R$ 111,2 bilhões, o equivalente a 1,88% do PIB. Em 2014, o resultado negativo havia sido de R$ 32,5 bilhões, ou 57% do PIB. Que tal?
Como acontece a cada ano que passa, o grande vilão, que continua intocável, pedindo REFORMA, é a Previdência Social (apenas INSS, ou brasileiros de 2ª Classe), que fechou o ano com DÉFICIT DE R$ 85,8 BILHÕES. Se somado com a Previdência dos Servidores da União (brasileiros de 1ª Classe), o DÉFICIT PREVIDENCIÁRIO VAI A MAIS DE R$ 200 BILHÕES.
DÉFICIT NOMINAL
Se for levado em consideração os JUROS, OU DÉFICIT PÚBLICO NOMINAL, que atingiu a marca de R$ 501,8 bilhões no ano, aí o resultado é ainda mais catastrófico: R$ 613 bilhões, ou 10,34% do PIB. No ano anterior, a conta nominal havia somado R$ 343,9 bilhões ou 6,05% do PIB. Que tal?
PIB E INFLAÇÃO
Vejam que os DÉFICITS acima se resolvem, basicamente, através de uma precisa e certeira REFORMA DA PREVIDÊNCIA. Pois, ao invés de atacar este crônico problema, o governo volta a insistir com a estúpida CPMF, cuja receita estimada não faz cócegas nas monstruosas despesas provocadas pela PREVIDÊNCIA.
CONSELHÃO
Diante de tanto descalabro, incompetência e farta CORRUPÇÃO NO SETOR PÚBLICO, ontem, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa se apresentou aos 92 Conselheiros que integram o CNDES -Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social- para dizer, ao INVÉS DE CONSULTAR, quais medidas o governo defende para tentar reanimar a debilitada economia do nosso pobre país.
De novo: como o Conselhão não foi montado para ser CONSULTADO, mas apenas para ser informado das medidas que o governo pretende tomar, os 92 conselheiros ouviram (muitos até aplaudiram) o ministro Barbosa dizer que o governo vai aumentar gastos e impostos.
O curioso, para não dizer lamentável, é que os conselheiros sequer contestaram a pretensão do governo, de ampliar a oferta de crédito, em R$ 83 bilhões. Mal sabem que a oferta de crédito no momento em que a inadimplência cresce perigosamente, nada mais é do que uma clara repetição dos erros que contribuíram para levar a este progressivo caos econômico do Brasil.
CAPACIDADE INSTALADA
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) recuou 1,1 ponto percentual em janeiro, atingindo 73,9%, o menor nível da série histórica iniciada em 2001.
THE ECONOMIST 1-
A revista britânica The Economist traz na edição desta semana uma material pra lá de interessante sobre o nosso pobre Brasil.
Com o título "Festejando no precipício", a publicação diz que o feriado de carnaval não vai proporcionar nenhuma pausa na crise do País, que sofre com o aprofundamento da situação política e econômica e ainda tem de lidar com o surto de zika vírus.
Apesar de reconhecer que a estabilidade dos juros na semana passada era justificada, a revista também critica a estratégia de comunicação do Banco Central, que sinalizou manutenção dos juros a poucas horas da reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom).
THE ECONOMIST 2
A reportagem nota que outros problemas econômicos continuam crescendo no Brasil e apenas no ano passado 1,5 milhão de trabalhadores foram demitidos das empresas.
Neste ano, a revista diz que outro 1 milhão de empregados podem perder o trabalho.
Enquanto ainda tem de lidar com a ameaça de impeachment, a presidente Dilma Rousseff e o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, tentam avançar com as reformas.
Alas do PT, porém, já demonstraram ser contrárias à intenção de aumento da idade mínima para aposentadoria, diz a Economist.

Quer ganhar uma viagem paga para a Europa? Escreva um belo trabalho... - concurso da UE

Divulgando:

A União Europeia, Delegação no Brasil, lançou  o 6º  Concurso de Monografias da União Europeia, aberto a todos universitários brasileiros ou estrangeiros matriculados em Universidades brasileiras.
Assim como nas cinco outras edições, o tema é livre sobre a União Europeia, e os(as )  autores(as) das duas monografias vencedoras,  nas categorias de graduação e pós-graduação,  receberão como prêmio uma viagem de estudo de uma semana à Europa.
O edital e ficha de inscrição encontram-se disponíveis abaixo e neste link: http://eeas.europa.eu/delegations/brazil/press_corner/all_news/news/2015/20151105_1_pt.htm

 aqui.

6º Concurso de Monografias da União Europeia (05/11/2015)

A Delegação da União Europeia no Brasil lança a  6ª edição do  Concurso de Monografias , com tema livre sobre a União Europeia.
Edital
A Delegação da União Europeia no Brasil, pessoa jurídica de direito público internacional, com endereço na SHIS QI 07 – Bloco A – Lago Sul, Brasília-DF, representada por seu Chefe de Delegação, Embaixador João Gomes Cravinho, torna público aos interessados o Edital contendo o regulamento do Concurso de Monografias sobre a União Europeia, mediante as seguintes cláusulas e condições:
Capítulo I – Do objeto
Constitui objeto deste Concurso a seleção de seis monografias dispondo sobre a União Europeia – tema livre, três monografias na categoria de graduação e três na categoria de pós-graduação. O prêmio para a monografia vencedora em cada uma das categorias compreende uma viagem a Bruxelas, para visita às instituições da União Europeia. As outras quatro monografias receberão uma menção honrosa. Os (as) autores(as) dos seis trabalhos escolhidos serão convidados(as) especiais virem à Brasilia para evento, em maio de 2016, em Brasília, onde terão deslocamento e estadia pagos.
Capítulo II – Dos requisitos para a inscrição
Estão aptos a participar do Concurso de Monografias sobre a União Europeia estudantes universitários brasileiros e estrangeiros matriculados em Universidades/Faculdades rasileiras, ou Instituições Brasileiras de Ensino Superior, que apresentarem trabalhos acadêmicos sobre a União Europeia, nas suas diversas áreas.
Capítulo III – Da Comissão Julgadora
A Comissão Julgadora será composta por equipe selecionada pela Delegação da União Europeia no Brasil.
Capítulo IV – Do conteúdo e apresentação dos trabalhos
O trabalho a ser apresentado deverá ser uma monografia que atenda às normas gerais para o desenvolvimento do trabalho científico.
Serão considerados:
  • Trabalhos de cunho teórico e/ou prático que levem ao desenvolvimento do pensar crítico;
  • Trabalhos que apresentem aspectos inovadores no tratamento das questões ligadas ao tema (ver sugestões de tema logo a seguir);
  • Trabalhos que analisem os processos políticos, sociais, econômicos, culturais, ambientais ou tecnológicos, ligados ao tema (ver sugestões de tema a seguir);
  • Sugestões de tema:1) A Parceria Estratégica União Europeia - Brasil: prioridades em comum; 2) Meio-Ambiente e desenvolvimento sustentável; 3) A luta pelos direitos humanos; 4) Apoio ao multilateralismo, paz e segurança internacional; 5) Políticas sociais; 6) A reforma institucional da União Europeia; 7) O alargamento da União Europeia; 8) O Euro e a cooperação econômica na União Europeia; 9) A política da UE na America Latina; 10) A cooperação e ajuda ao desenvolvimento da UE no exterior; entre outros temas relacionados à União Europeia de sua própria escolha.
Os trabalhos deverão ser apresentados da seguinte forma:
  • Preenchimento da ficha de inscrição disponível na página: http://eeas.europa.eu/delegations/brazil/index_pt.htm
  • Apresentação de resumo de, no máximo 500 palavras, com três palavras-chave;
  • Estrutura contendo: Resumo, Índice, Introdução, Desenvolvimento, Conclusão e Bibliografia;
  • Máximo de 20 e mínimo de 10 laudas em espaço 1,5 com fonte, tamanho 12 em papel A4, com margens superior e inferior de 2,5cm e margens laterais de 3 cm;
  • Não serão aceitas ilustrações e/ou fotografias no corpo da monografia;
  • Escritos na língua portuguesa ou inglesa.
Capítulo V – Dos critérios de avaliação
Serão considerados os seguintes requisitos para o julgamento dos trabalhos inscritos:
I. Qualidade técnica. Apresentação e desenvolvimento do trabalho, com coerência textual e lógica. O resumo e os capítulos devem ser bem estruturados com início, meio e fim. A apresentação das conclusões deve ser pertinente ao tema desenvolvido durante a monografia;
II. Adequação às normas. A formatação do trabalho deverá seguir as normas da ABNT-NBR 14724/2011 (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para a elaboração de trabalhos científicos;
III. Inovação. Presença de raciocínio ou desenvolvimento de idéias inovadoras.
Relacionamento entre idéias já fundamentadas, com apresentação de novos conceitos ou conclusões diferenciadas. A avaliação da Comissão Julgadora será irrecorrível. A Comissão Julgadora reservase o direito de não conceder prêmio se a qualidade dos trabalhos não corresponder aos requisitos mínimos dos critérios de avaliação.
A monografia deverá ser – obrigatoriamente – inédita. Entende-se por inédito o trabalho não editado e não publicado (parcialmente ou em sua totalidade) em antologias, coletâneas, suplementos literários, jornais, revistas ou por qualquer outro
meio de comunicação.
Capitulo VI - Da inscrição
A inscrição para o Concurso de Monografias consiste na entrega da monografia, de acordo com o estipulado pelo Capítulo IV, até o dia 31 de MARÇO de 2016, pelo email: delegation-brazil-doc@eeas.europa.eu
No sujeito do e-mail deverá constar "6º Concurso de Monografias da União Europeia".
Associado ao e-mail de inscrição deverá ser anexado documento em PDF contendo a monografia em conformidade ao modelo descrito no Capítulo IV deste Regulamento.
Deve também ser associada a ficha de inscrição. Cada participante poderá concorrer somente com um trabalho individual. Não serão aceitas inscrições de trabalhos de membros da Comissão Julgadora, de diplomatas e demais funcionários vinculados à União Europeia.
Capitulo VII – Da análise e seleção dos trabalhos
A análise e o julgamento das propostas obedecerão aos seguintes procedimentos:
I. Análise preliminar das propostas pela Delegação da União Europeia no Brasil para definição de elegibilidade observando os seguintes requisitos:
  • Entrega da monografia até o prazo estipulado;
  • Cumprimento dos critérios estabelecidos no Capítulo IV relativos à forma;
  • Pertinência do trabalho apresentado com um tema sobre a União Europeia, conforme o Capítulo IV;
II. Análise pela Comissão Julgadora estabelecida pela União Europeia, que pontuarão, segundo os critérios estabelecidos no Capítulo V, as seis melhores monografias, três em cada uma das categorias.
Os (as) autores (as) das monografias selecionadas serão requisitados (as) a apresentar prova de inscrição em universidade ou entidade equivalente.
III. Os seis trabalhos selecionados serão analisados pela Comissão Julgadora que definirá, em plenária, os dois trabalhos premiados (um em cada categoria) e os quatro trabalhos que receberão menção honrosa (dois em cada categoria).
Capítulo VIII – Do prêmio e da divulgação dos trabalhos
As 6 monografias classificadas, sendo 3 na categoria "Graduação" e 3 na categoria "Pós-graduação", serão divulgadas no dia 25/04/2016 no sítio eletrônico da Delegação da União Europeia no Brasil: http://eeas.europa.eu/delegations/brazil/index_pt.htm e na página do Facebook da Delegação: http://www.facebook.com/delegacaouebrasil
Os (as) 6 autores (as), serão convidados (as) especiais de evento a ser realizado durante as comemorações do mês da Europa, em maio de 2016, a virem à Brasília, com deslocamento e estadia pagos.
Os (as) dois (duas) autores (as) das monografias vencedoras serão anunciados durante o evento e receberão, como premiação:
  • Uma viagem de 7 dias à Europa, com estadia em Bruxelas,
  • Visita às instituições europeias em Bruxelas
Os (as) estudantes que vierem a Brasília deverão escrever um pequeno artigo sobre sua visita, que será publicado posteriormente no sítio eletrônico da Delegação: http://eeas.europa.eu/delegations/brazil/index_pt.htm e na página do Facebook
http://www.facebook.com/delegacaouebrasil
Os (as) estudantes das monografias ganhadoras, nas duas categorias, deverão igualmente escrever um pequeno artigo sobre a visita às instituições europeias, que serão publicados nos sítios eletrônicos anteriormente referidos.
Os (as) estudantes ganhadores nas duas categorias, bem como os (as) estudantes laureados com menção honrosa, serão também convidados a apresentar e divulgar suas monografias na própria instituição de ensino, ações para as quais poderão contar com eventual apoio da Delegação da União Europeia no Brasil.
Os trabalhos premiados e as menções honrosas serão divulgados no sítio eletrônico da Delegação e no Facebook.
Com a inscrição no Concurso, os (as) eventuais autores (as) das monografias vencedoras concordam em ceder à Delegação da União Europeia no Brasil os respectivos direitos autorais, por um período de dois anos, contado a partir da data da outorga do prêmio.
A dotação orçamentária financeira para a cobertura das despesas decorrentes da outorga do prêmio de que trata este Edital – incluindo as viagens para Brasília e para a Europa – correrá por conta dos recursos da Delegação da União Europeia no Brasil.
Capítulo IX – DAS CONSIDERAÇÕES FINAIS
As datas definidas neste Regulamento podem ser alteradas e, neste caso, serão informadas em tempo hábil.
O presente Regulamento ficará à disposição dos interessados no sítio eletrônico da Delegação da União Europeia no Brasil: http://eeas.europa.eu/delegations/brazil/index_en.htm
As questões não previstas neste Regulamento serão resolvidas pela Comissão Julgadora.
As solicitações de esclarecimentos adicionais deverão ser formalizadas até 21 dias antes do prazo final para a entrega da monografia, e serão respondidas em até 11 dias antes do prazo final para a entrega da monografia pelo e-mail: delegation-brazildoc@eeas.europa.eu , com indicação no sujeito do e-mail de: "6º Concurso de Monografias da União Europeia".
Este regulamento entra em vigor na data de sua divulgação.
João Gomes Cravinho
Embaixador da União Europeia no Brasil

O BRICS morreu! Agora inventaram um tal de Ticks - Financial Times

Patéticas essas tentativas de criar siglas e de assemblar arbitrariamente países com características e políticas econômicas muito diferentes apenas porque possuem algumas poucas coisas em comum.
Economistas de bancos de investimentos e jornalistas apressados exibem essas manias.
Paulo Roberto de Almeida

FINANCIAL TIMES

January 28, 2016 7:44 pm

EM Squared

January 28, 2016 8:22 am 

The Brics are dead. Long live the Ticks

Steve Johnson

Tech-heavy Taiwan, India, China and Korea are the new darlings of the EM world 

 

composite of logos of Bai Du, Alibaba, and JD.com©Bloomberg

The Brics are dead. Long live the Ticks.

The Brics concept, based on the belief that the quartet of Brazil, Russia, India and China would power an unstoppable wave of emerging markets-led economic growth, gripped the firmament for more than a decade after it was conjured into existence by Jim O’Neill, then chief economist at Goldman Sachs, in 2001.

But the deepening recessions in Brazil and Russia have now dealt such a blow to faith in the Bric hypothesis that, late last year, even Goldman closed its Bric fund after assets dwindled to $100m, from a peak of more than $800m at the end of 2010.

In its place, emerging market fund managers appear to have stumbled on its potential replacement — the Ticks, with tech-heavy Taiwan and (South) Korea elbowing aside commodity-centric Brazil and Russia.

Aside from a catchy acronym, the realignment tells us much about the changing nature of emerging markets — and the world in general — with services, particularly technology, to the fore and trade in physical goods, especially commodities, in retreat.

“Bric is not the engine of emerging market growth it was. There is a new order of things,” says Steven Holden, founder of Copley Fund Research, which tracks 120 EM equity funds with combined assets of $230bn.

“Tech is just rampant and the consumer is what you are investing in EMs now. I don’t think many people are aware of the new EM story as much as they should be. They think of Brazil, Russia, materials, big energy companies. That has changed hugely.”

Richard Sneller, head of emerging market equities at Baillie Gifford, whose EM Growth and EM Leading Companies funds invest 45-50 per cent of their $10bn-$15bn of assets in technology companies, adds: “In many emerging markets the speed with which young consumers are adapting to technological change, in areas such as ecommerce and online shopping, is much faster than in the US. 

“Trends that we hoped would emerge 15-20 years ago have come to generate significant cash flows.”

Luke Richdale, chief client portfolio manager, emerging markets at JPMorgan Asset Management, which manages $70bn in EM and Asia-Pacific equities, says: “We are seeing leapfrogging [of technology] going on in China. There are models in the west, bricks and mortar etc, that simply won’t happen there.”


According to Copley’s data, the average emerging market equity fund now has a near-54 per cent weighting to the Ticks, up from 40 per cent in April 2013, while the weighting to Brics has remained in the low 40s, despite a sharp rise in China’s index weighting, as the first chart shows.

As of December, 63 per cent of funds had at least 50 per cent of their assets invested in the Ticks, while only 10 per cent had such high exposure to the Brics.

Houses such as JPMorgan, Nordea and Swedbank have a weighting of at least 35 per cent to Taiwan and Korea alone in at least some of their funds, while vehicles managed by Carmignac, Fidelity and Baillie Gifford have exposure of 3 per cent or less to Brazil and Russia.

The average EM equity fund now has as much exposure to China’s IT industry as it does to the country’s financial sector, as the second chart shows — despite the index weighting of financials being 4 percentage points higher — following a sharp rise in tech holdings in the past three years.


The trend was turbocharged late last year when MSCI widened its EM index to include companies listed overseas, adding the likes of New York-listed AlibabaBaidu and Netease to the index alongside existing heavyweights such as Tencent

Wider afield, the two stocks most commonly owned by the 120 funds monitored by Copley are Taiwanese chipmaker TSMC and Korea’s Samsung Electronics.

“These are global companies that are either leaders or significantly well positioned in oligopolistic industries,” says Mr Sneller, who also holds Taiwan’s Hon Hai Precision Industry (also known as Foxconn), partly in the hope that Apple, its largest customer, will start to source automobile parts from it if the US tech group makes a strong push into vehicles.

To some extent, funds’ buying of Ticks and tech stocks reflects their rising weightings in the MSCI index, particularly with many basic materials and energy companies suffering sharp falls in market capitalisation amid the commodity rout. The four Ticks now have a combined weighting of 62.4 per cent.

But Mr Holden says many managers have been making active choices. “Managers are definitely ramping up their technology exposure. The numbers buying and overweight [the index] have gone up. For some funds, the index means nothing.”

Almost a third of funds are now overweight Taiwan, up from just 8 per cent in September 2013, Mr Holden says. 

One unanswered question is whether this trend reflects an underlying structural change or whether it is purely cyclical, with sectors such as IT and consumer stocks naturally seeing their weightings rise as commodity-related companies go backwards.

Taiwan was the largest country weighting in the MSCI EM index during the dotcom boom of the early 2000s, before the start of the commodity supercycle. Brazil, which led that phenomenon, has subsequently seen its weighting fall from a peak of 17.6 per cent in June 2008 to just 5.2 per cent.

JPMAM’s Mr Richdale believes it is a bit of both. “There is an underlying structural story but at the same time equity markets in emerging markets are quite cyclical in nature,” he says.

Mr Sneller accepts there is a cyclical element, with some of the consumer-oriented “toothpaste and tractors” stocks he also likes having previously been in vogue in the 1990s, before the Asian financial crises.

However, he believes structural factors are also at play with, for instance, online shopping likely to become far more dominant in China than, say, the US.

“The established incumbent legacy [shop] network is not there [in China],” he says. “You go to a third tier city in China and you don’t have swanky malls.

“[Chinese people] value their time extremely highly. Why would you want to waste your time walking around second-grade shopping malls when you can do it online in a fraction of the time?” 

Analysis by Michael Power, strategist at Investec Asset Management, suggests the trend may be cyclical. All the Ticks (barring India which has a small current account deficit) are in the same quadrant of a matrix he uses to distinguish emerging market countries — that comprising manufactured goods exporters with an external account surplus.

As the fortunes of these quadrants tend to ebb and flow in line with global liquidity and commodity demand, they tend to perform in a cynical manner.

Yet even here there could be a structural factor. Mr Power says the quadrant inhabited by most of the Ticks “always does best”, in risk-adjusted terms, over an economic cycle, suggesting it should increase its weight over time.

Whatever the truth of that, the rotation of the MSCI index away from primary industries and towards technology does raise a question as to why emerging market equities are still so driven by sentiment towards commodities. 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A Grande Destruição: como um Estado extorsivo acaba com os negócios

Acabo de receber de um fornecedor de vinhos de São Paulo a notícia que ele não poderá mais continuar me atendendo por causa da legislação.
Isso tem a ver com os Estados, mas a União também é responsável pelo desastre.
É por isso que eu chamo a era lulopetista de A Grande Destruição.
Vai sair um artigo meu sobre isso. Aguardem.
Paulo Roberto de Almeida 

Aviso importante - a partir de 01/02/2016, entregas apenas no Estado de São Paulo.

Se você é de fora do Estado, recomendamos finalizar sua compra em nossa loja virtual até 31/01/2016.

[Nome do Fornecedor]

Devido às recentes alterações na legislação tributária no Brasil, nossa operação para outros Estados fica severamente prejudicada.
As novas regras que entraram em vigor no dia 01/01/2016 acrescentaram mais impostos aos que já pagamos, além de tornarem os processos de apuração, recolhimento e logística extremamente complexos.

Nossa Missão é oferecer produtos e atendimento de qualidade excepcional, aliados aos melhores preços do mercado. Neste momento, só conseguiremos cumpri-la no Estado de São Paulo, onde estamos instalados.

Lamentamos deixar de atender a tantos clientes/amigos queridos nos demais Estados do Brasil.
Esperamos que os esforços da sociedade e das entidades de classe gerem frutos, no sentido de eliminar essa enorme barreira ao livre comércio em nosso país.
Isso ocorrendo, voltaremos a atender a todos com o maior prazer e orgulho, como sempre fizemos.

Caso você esteja fora do estado de São Paulo, e queira continuar comprando seus vinhos conosco, por favor entre em contato por telefone para analisarmos juntos a possibilidade de atendermos seu pedido.


Segue uma petição online contra as novas regras:
http://www.abcomm.org/noticias/icms-no-e-commerce-estao-querendo-quebrar-o-setor/

Para saber mais sobre o assunto, acesse as matérias abaixo (na primeira delas, a [empresa] é entrevistada):

http://www.sbt.com.br/jornalismo/jornaldosbt/noticias/72518/Mudanca-na-cobranca-do-ICMS-fecha-empresas-em-todo-o-pais.html

http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/01/novo-icms-dificulta-vida-de-pequenas-lojas-virtuais-dizem-tributaristas.html

http://www.parana-online.com.br/editoria/economia/news/929205/?noticia=NOVA+REGRA+NO+ICMS+COMPLICA+A+VIDA+DE+PEQUENAS+EMPRESAS

http://ecommercenews.com.br/artigos/cases/nova-regra-de-icms-estimula-a-regionalizacao-do-e-commerce

https://www.ecommercebrasil.com.br/artigos/o-novo-icms-do-e-commerce-nas-vendas-interestaduais-com-consumidores-finais-forma-de-calculo-e-outros-aspectos/

Estamos inteiramente à sua disposição para maiores esclarecimentos.

Muito obrigado,

Equipe [Nome do Fornecedor]
www.xxxxxxxx.com.br
contato@xxxxxxxxx.com.br

 (11) xxxxx-xxxx

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O Brasil já vai à guerra? Não! Só uma aposentadoria para os que mandam... - Wikileaks

Uma das grandes canções da minha infância foi "O Brasil já vai à guerra" (ou algum título nessa linha), composta pelo impagável cartor-compositor-filósofo-cronista Juca Chaves, para saudar a compra de um velho porta-aviões britânico (que ia ser desativado e vendido como sucata) e que recebeu o nome de Minas Gerais (foi JK quem o comprou). Virou uma briga entre a Marinha e a Aeronáutica para saber se os avioezinhos embarcados seriam de uma ou outra força.
Pois é, no governo do Nunca Antes, o Brasil foi à guerra novamente.
Mas o objetivo era apenas uma aposentadoria milionária para o chefe da quadrilha...
Paulo Roberto de Almeida


On Monday February 27th, 2012, WikiLeaks began publishing The Global Intelligence Files, over five million e-mails from the Texas headquartered "global intelligence" company Stratfor. The e-mails date between July 2004 and late December 2011. They reveal the inner workings of a company that fronts as an intelligence publisher, but provides confidential intelligence services to large corporations, such as Bhopal's Dow Chemical Co., Lockheed Martin, Northrop Grumman, Raytheon and government agencies, including the US Department of Homeland Security, the US Marines and the US Defence Intelligence Agency. The emails show Stratfor's web of informers, pay-off structure, payment laundering techniques and psychological methods.

Re: G3* - BRAZIL/UK/FRANCE/ITALY/MIL - UK wants to sell Brazil 11 naval vessels, but is a late starter behind France and Italy

Released on 2013-02-13 00:00 GMT

Email-ID1803057
Date1970-01-01 01:00:00
Frommarko.papic@stratfor.com
Toanalysts@stratfor.com
Re: G3* - BRAZIL/UK/FRANCE/ITALY/MIL - UK wants to sell Brazil 11
naval vessels, but is a late starter behind France and Italy


Speaking of cutters, the plan for frigates does also include a plan to
purchase some coast guard vessels, so they're not just blowing cash on
golden, diamond encrusted, spinning rims.

Ultimately, everyone is really happy that Brazil is blowing its cash.
Because between India, Saudi Arabia and Brazil, the West's military
industries are going to have a decent time during the recession.

----------------------------------------------------------------------

From: "Peter Zeihan" <zeihan@stratfor.com>
To: analysts@stratfor.com
Sent: Wednesday, October 13, 2010 8:22:22 AM
Subject: Re: G3* - BRAZIL/UK/FRANCE/ITALY/MIL - UK wants to sell Brazil
11 naval vessels, but is a late starter behind France and
Italy

lula slobbers over everyone - its part of his charm - seriously weird
dude, but i love him as much as everyone else does =D

agreed that jets are the area where they have more expertise than any
other locals, but there are massive differences between civilian and mil
jets -- its a basis to start, but not a great one

frigates: logical place to begin in building a navy, but cutters would be
even better (they need cutters for coast guard more than frigates for
blowing up dolphins, which are the only potential hostile things in
brazillian waters)

subs: that's 'cause there isn't anything there -- i love the official
justification of 'its to protect the oil fields' -- from what? a giant
underwater alien who is going to scoop them up with a giant melon baller
and move them to madagascar?

On 10/13/2010 8:13 AM, Marko Papic wrote:

Well jet technology will likely build nicely on to their current
civilian air transportation knowledge. So I think that makes sense, even
though you have probably the strongest point regarding utility of jets
(really, for ANYONE in Latin America save probably poor Chile).

As for Frigates, I'm guessing Brazilians could always use a better
understanding of how to build ships. Especially as they begin to explore
more and more their Atlantic coast.

Submarines? Ha... got nothing. Unless it was a move to set up the
relationship with France so that you get tech transfer on other weapons.
Remember how Sarko and Lula were slobbering over one another over this.

----------------------------------------------------------------------

From: "Peter Zeihan" <zeihan@stratfor.com>
To: analysts@stratfor.com
Sent: Wednesday, October 13, 2010 8:06:28 AM
Subject: Re: G3* - BRAZIL/UK/FRANCE/ITALY/MIL - UK wants to sell Brazil
11 naval vessels, but is a late starter behind France and
Italy

deal

btw -- i broadly agree with the other thread too, that some of the
specific sales offers would produce mil tech to brazil

just because its a shiny toy doens't mean that you shouldn't learn how
to make it yourself

of course if they buy things that are too advanced that will do them no
good -- you cant reverse engineer things that are too much more
sophisticated that you yourself can make and at this point the
Brazilians don't know how to make too much

On 10/13/2010 8:02 AM, Marko Papic wrote:

$200 if it's in the title?

----------------------------------------------------------------------

From: "Peter Zeihan" <zeihan@stratfor.com>
To: analysts@stratfor.com
Sent: Wednesday, October 13, 2010 7:55:16 AM
Subject: Re: G3* - BRAZIL/UK/FRANCE/ITALY/MIL - UK wants to sell
Brazil 11 naval vessels, but is a late starter behind
France and Italy

$20 if you can get that analogy onto the site

a couple things in mind when evaluating mil sales to brazil

1) they're the new kid on the block (or new girl in school) as regards
having money -- everyone is talking about brazil having lots of cash,
but that is a very new development Oil? Investments because of oil
coming in? -- brazils growth rate during the 90s averaged only about
2%, it was even under population growth for a few years, so they
didn't start having extra money until very recently

2) they don't know jack about weapons systems -- their last war was
over a century ago, theyv'e never had a modern military, aside from
one piece of aerospace Well and that piece has concentrated almost
purely on domestic transportation, due to the fact their country is
enormous, it's an infrastructural thing they don't have a defense
industry, there are no likely wars in their future and their military
is used to being bought off with toys -- so here they are shopping for
toys that they don't know how to use Well, they're planning to learn
how to use them, that is the point.

if you're a foreign defense establishment its the perfect mix: they
have cash and no experience, so sell em something shiny and expensive
-- especially if they don't need it

brazil doesn't need subs (but they're buying some), they don't need
jets and certainly not air superiority jets (but they're buying some)
-- what they really do need are long range cargo helicopters and lots
of special forces training so that they can actually enforce their
writ on their jungle borders

I think you make good points, but are also being too harsh. The
countries around Brazil -- particularly Chile and Venezuela -- do have
superiority jets. Furthermore, Brazilians have a ton of oil coming out
in the Atlantic and they are paranoid. Is that a poor excuse? Sure,
but it's one that the Military is using to buy the new toys. And while
you may be right that these are shiny toys they don't need, they are
getting FULL technology transfers. And you are always talking about
how military technology has so many cross over purposes. Our whole
analysis of how Poland becomes the next South Korea is based on this
assumption. So hey, those French jets and UK frigates come with FULL
technology transfers. Maybe Brazil is the one swindling the West --
which is how I see it -- because they are pretending to be buying
useless shiny toys, which is why everyone is willing to sell it to
them, but in reality they are buying technology. And furthermore,
everyone is desperate to buy because of the recession.

So yes, you make a valid point about subs, not so much frigates and
patrol boats, and largely the point on jets is good (although you
can't just ignore the Sukhoys of Venezuela and F-16s of Chile). BUT,
the Brazilians are doing this for tech in my opinion, not necessarily
defense. So I don't think they are so idiotic.

On 10/13/2010 7:24 AM, Marko Papic wrote:

Does anyone else feel like Brazil is the hot new girl in 11th grade
surrounded by guys in the cafeteria? She just moved in from
California and everyone is hitting on her. And she is of course
milking it by just being "friends" with all of them. Too early for
that analogy?

Look at "Old Europe" and the Brits trying to sell Brazil everything
from submarines, jets to now patrol vessels and frigates. You'd
think there was nobody else buying military equipment in the world.
But the Brazilians are milking it, angling for better deals. I mean
the jet sale has again been delayed. And now the Brazilians are
playing hard to get on the vessel purchase, forcing the Brits to
pull out the "joint-development" card.

BAE believes it can offer the Brazilians something its European
rivals can't match: a seat at the table in the design and
development of a new frigate destined for the Royal Navy and
possibly other navies. a**Our proposals include an invitation to
become an international partner in our new Global Combat Ship
program,a** the export version of the Type 26 frigate, said Dean
McCumiskey, BAE managing director for the region.

----------------------------------------------------------------------

From: "Antonia Colibasanu" <colibasanu@stratfor.com>
To: "alerts" <alerts@stratfor.com>
Sent: Wednesday, October 13, 2010 7:14:24 AM
Subject: G3* - BRAZIL/UK/FRANCE/ITALY/MIL - UK wants to sell Brazil
11 naval vessels, but is a late starter behind France and
Italy

not sure why article title says 'bases' when it's about vessels. 
Looks like a typo

UK wants to sell Brazil 11 naval bases, but is a late starter
behind France and Italy

October 12th 2010 - 19:29 UTC -
http://en.mercopress.com/2010/10/12/uk-wants-to-sell-brazil-11-naval-bases-but-is-a-late-starter-behind-france-and-italy

Britain is ramping up efforts to sell about 11 new naval vessels,
including frigates, to the Brazilian Navy in a bid to catch up
with marketing efforts launched by France and Italy, according to
a recent article from DefenseNews.

Brazil is mulling the purchase of five offshore patrol vessels
(OPVs), one logistics vessel and five frigates to renew its fleet.
France and, most notably, Italy have already been active this year
in pushing their platforms on the South American country, with
both proposing the FREMM frigate now being built for the French
and Italian navies by home players DCNS and Fincantieri,
respectively.

In a busy year for Brazilian ports, the French Horizon air defence
destroyer Chevalier Paul visited this summer, following in the
wake of the Italian Horizon vessel Andrea Doria and Italy's new
aircraft carrier Cavour. During Italian Prime Minister Silvio
Berlusconi's July visit, cooperation deals between the two
countries' defence ministries and navies were signed.

Britain is working to make up for lost time. Two ministers from
the recently elected Conservative-led coalition have visited Rio
de Janeiro in the last month, including U.K. Defence Minister
Gerald Howarth, who agreed to a deal on defense cooperation.

Howarth's visit was accompanied by the Royal Navy's biggest ship -
the helicopter carrier HMS Ocean - which undertook diplomacy and
exercise duties.

After reportedly starting the year looking for five OPVs, Brazil
has switched to the idea of a package of vessels. Deals may be
signed after national elections at the end of the year, but
industry officials said a signature could be many months away,
pointing to the time Brazil has spent deciding on a new fighter
jet.

British maritime prime BAE Systems has already submitted headline
proposals on meeting the requirement and has been asked by the
Brazilians to deliver a more detailed package in the next few
weeks.

Other British suppliers are also making a pitch for naval
business. BMT Defence Services has been in talks for some time
with Brazil over a possible deal involving the company's logistic
ship designs.

U.K. industry executives said the Brazilians are testing the
market with unofficial requests for proposals.

BAE believes it can offer the Brazilians something its European
rivals can't match: a seat at the table in the design and
development of a new frigate destined for the Royal Navy and
possibly other navies. a**Our proposals include an invitation to
become an international partner in our new Global Combat Ship
program,a** the export version of the Type 26 frigate, said Dean
McCumiskey, BAE managing director for the region.

The British are already talking to potential international
partners, including Australia and New Zealand, about development
of a warship that is presently in the early stages of a 130
million pound (206 million USD) assessment phase to produce the
Type 26 frigate for the Royal Navy.

a**We are proposing something along the lines of a Joint Strike
Fighter partnering model for warships with a series of bilateral
arrangements with other nations,a** one industry executive said.
a**With FREMM, it will be take it or leave it, or at best involve
the Brazilians in spending a lot of money changing the vessels to
meet their requirements. A partnership on the Global Combat Ship
means you can help shape the direction of the program rather than
get a vessel designed in the 1990s for someone else.a**

BAE said, in a recent statement, that in the near term it believes
its OPVs based on the Royal Navy's River class will be an
attractive option for the Brazilians. The company said aircraft
carrier designs could ultimately be involved in the offer.

Muir Macdonald, managing director at BMT Defence Services, a
leading U.K. naval design house, said that while the Brazilians
had requested international bidders present proposals that cover a
package of three warship types, the country could eventually mix
and match depending on where the best technology was available.

With the Royal Navy fleet in decline, the U.K. government, the
Navy and industry are stepping up cooperation in a bid to generate
affordable and flexible ships that will also attract exports. Type
26 development and the effort to partner with Brazil are among the
policy's first tests.

Small and medium-sized players in the U.K. maritime market said it
is important the British government pulled together in a Team U.K.
approach for Brazil to get the best offering possible.

--
Marko Papic

STRATFOR Analyst
marko.papic@stratfor.com

--
Marko Papic

STRATFOR Analyst
marko.papic@stratfor.com

--
Marko Papic

STRATFOR Analyst
marko.papic@stratfor.com

--
Marko Papic

STRATFOR Analyst
marko.papic@stratfor.com