Artigo 19 da Carta da OEA (não custa lembrar):
Nenhum Estado ou grupo de Estados tem o direito de intervir, direta ou indiretamente, seja qual for o motivo, nos assuntos internos ou externos de qualquer outro. Este princípio exclui não somente a força armada, mas também qualquer outra forma de interferência ou de tendência atentatória à personalidade do Estado e dos elementos políticos, econômicos e culturais que o constituem.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Postagem em destaque
Livro Marxismo e Socialismo finalmente disponível - Paulo Roberto de Almeida
Meu mais recente livro – que não tem nada a ver com o governo atual ou com sua diplomacia esquizofrênica, já vou logo avisando – ficou final...
-
Carreira Diplomática: respondendo a um questionário Paulo Roberto de Almeida ( www.pralmeida.org ) Respostas a questões colocadas por gradua...
-
FAQ do Candidato a Diplomata por Renato Domith Godinho TEMAS: Concurso do Instituto Rio Branco, Itamaraty, Carreira Diplomática, MRE, Diplom...
-
Uma preparação de longo curso e uma vida nômade Paulo Roberto de Almeida A carreira diplomática tem atraído número crescente de jovens, em ...
-
Personagens Bíblicos / História do Profeta Samuel: Quem foi Samuel na Bíblia? https://estiloadoracao.com/historia-do-profeta-samuel/ Histó...
-
An online publication: The Cold War: by Paulo Roberto de Almeida in: Routledge Resources Online Edited By: Ruud van Dijk Published Online3...
-
De um colega de carreira: O que é ser diplomata Por Secretário César Bonamigo O Curso Rio Branco, que freqüentei em sua primeira edição, em...
-
Bibliografia para o concurso do Rio Branco Resumo de uma lista de leituras por: Paulo Roberto de Almeida (Brasília, fevereiro de 2010) ...
-
Canadian Prime Minister Mark Carney blindsides Trump by forming a super alliance of 40 powerful countries to defeat his disastrous MAGA agen...
-
Aurélio Schommer explica como “foi feito” o povo brasileiro, uma mistura formidável, como não existe em nenhum lugar do mundo: “ Em termos ...
4 comentários:
Concordo, Paulo. Contudo, a realidade não conta só com o Direito Internacional; o realismo político sempre fará parte de qualquer debate interno e externo -sujeito à internvenções, independente de onde ela vier.
Em determinada ocasião, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que o Brasil é adepto ao princípio da não-intervenção nos assuntos internos de outros estados. Mas, explicou, essa não-intervenção não pode significar "indiferença" - manifestou-se em relação ao problema da Colômbia e as bases americanas.
Agora, penso, o governo está na iminência de gerar um conflito diplomático internacional, uma vez que disponibiliza nosso "território brasileiro" - embaixada - para influenciar em questão da política interna de outro país. Abrigou um político e permitiu que as dependências de nossa embaixada fossem utilizadas como palanque, gerando o caos e causando interferência direta nos assuntos internos daquela nação.
Isso não é "indiferença"; é intervenção.
Disse um eleitor do jornal O Globo: "É hipocrisia dizer que o Brasil está defendendo a democracia em Honduras. Está defendendo um golpe bolivariano de um aliado bolivariano. Apenas isso. Caso contrário, não defenderia Chavez, nem teria ajudado Moralles a derrubar dois governos eleitos. Nem defenderia, com a desculpa da não intervenção, ditadores como Kadáfi, o norte-coreano e o iraniano. Nem flertaria com Farc, nem defenderia e financiaria Fidel" (dia 22/09).
Perigosa a atitude de nosso governo. Mais uma vez, dá mostras de que a aplicação dos princípios republicanos previstos na Carta Constitucional são aplicados a depender da conveniência do momento. Conceder asilo político é uma coisa; tomar partido da situação é outra.
Este é Lula, o demiurgo em sua plenitude.
Postar um comentário