Não cabe a este humilde post entrar em controvérsias familiares, sobrtudo de gente "peso pesado" como os Castros. Todo mundo está acompanhando as revelações da irmã de Fidel, Juanita, que confessou ter trabalhado para a CIA sob instigação da embaixatriz Virgina Leitão da Cunha. Nada como sacudir a poeira de velhos arquivos e movimentar os jornalistas.
Enfim, já tratei desse tema no post:
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
1468) O passado sinistro do Itamaraty, segundo um anti-imperialista de ocasiao...
Também já tratei da situação em Cuba, num artigo recente:
“Falácias acadêmicas, 6: o mito da Revolução Cubana”, Espaço Acadêmico (ano 8, n. 94, março 2009). Reproduzido, sob o titulo de “Os Mitos da Revolução Cubana”, na revista Acadêmica Espaço da Sophia (Tomazina, PR; ISSN: 1981-318X, Ano 2, n. 25, p. 1-17, março de 2009; edição eletrônica).
Aliás, sem pretender intrometer-me em assuntos de família, sugeri a Raul Castro um pronunciamento ao povo cubano, mas não tenho certeza de que ele já leu, e se leu, se ele pretende seguir minhas sugestões:
“Carta aberta a Raul Castro sobre Cuba e o socialismo”, Via Política (17.08.2009). Republicado pelo Instituto Millenium (08.09.2009).
Agora cabe ler as recordações de Juanita, novamente famosa por boas e más razões...
Juanita Castro: "El marxismo ha acabado con nuestra familia"
La hermana de Fidel y Raúl Castro ha charlado con los lectores sobre su autobiografía
NATALIA MARCOS - Madrid
El Pais, 02/11/2009
Vive en el exilio en Miami desde que el 19 de junio de 1963 saliera de Cuba, desertara y se mostrara en contra del gobierno encabezado por su hermano Fidel. Juanita Castro ha roto su silencio con el libro Fidel y Raúl, mis hermanos. La historia secreta, en la que ha confesado que llegó a ser agente de la CIA. A propósito de la publicación de su autobiografía, Juanita Castro ha charlado con los lectores sobre la infancia y juventud de Fidel y Raúl Castro, además del pasado, presente y futuro de Cuba.
En la entrevista digital, la hermana de Fidel y Raúl ha explicado los motivos de la publicación de este libro: "Fue hecho por mi necesidad de clamar por justicia en relación con el honor de mis padres y de mis abuelitos, que ha sido mancillado de tal manera que se han ensañado con ellos". Juanita Castro ha explicado cómo era su familia cuando ella y sus hermanos eran niños. "Éramos una familia bien llevada. Nuestros padres nos enseñaron a respetar a todo el mundo, a no ofender jamás a nadie, a que estudiáramos y lucháramos para tener un futuro asegurado". Además, ha asegurado que entre los hermanos había una relación muy buena "hasta que llegó al país el sistema que lo ha gobernado durante tantos años. El marxismo ha acabado con nuestra familia en la misma forma en que ha acabado con el resto de la familia cubana".
Según su hermana, la familia de Fidel Castro nunca observó una inclinación hacia el comunismo en el joven Fidel. "Siempre pensamos que era un demócrata confeso, un idealista, que estaba muy interesado en la política y en llegar a ocupar posiciones muy importantes en el país para servirlo. Pero por nuestra mente nunca pasó lo que sucedería después del triunfo de la Revolución y que abrazaría las ideas marxistas y el sistema comunista".
Juanita Castro no pierde la esperanza de que la democracia llegue a Cuba en un futuro no muy lejano. Su deseo lo expresa en forma de refrán: "No hay mal que dure cien años ni cuerpo que lo resista".
Para terminar la entrevista digital, un lector ha preguntado a Juanita si cree que sus padres estarían orgullosos del legado de Fidel, a lo que Juanita ha asegurado escuetamente: "Nadie puede estar orgulloso de lo que ha hecho Fidel, incluidos mis padres si vivieran".
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PS Paulo Roberto de Almeida:
É meu desejo sincero que a família possa se reconciliar antes da morte de um dos três, embora eu duvide que isso venha a acontecer. Fidel está mais para personagem de Roa Bastos, ou de Gabriel Garcia Marques (que aliás é seu amigo), do que para um personagem de carne e osso (mais deste do que daquela...).
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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