Primeiro a notícia:
Oficiais da ativa foram proibidos de participar da missa encomendada pelos Clubes Militares
DISCRIÇÃO
Os Clubes Militares (dos oficiais da reserva) realizaram ontem, na Igreja Santa Cruz dos Militares, no Rio, missa "em memória dos 119 militares e civis que perderam a vida, entre 1964 e 1974, por atos de terroristas". Na terça-feira, 23, quando soube da missa, o ministro Celso Amorim (Defesa) mandou chamar os três comandantes militares e acertou com eles que nenhum oficial da ativa participaria da cerimônia.
(Coluna PANORAMA POLÍTICO, do jornal O GLOBO, 25/08/11).
Agora o comentário de um observador político:
Sai um ilusionista e entra um marqueteiro
Eu até que tinha dado um voto de confiança ao novo ministro da Defesa, o diplomata Celso Amorim. Mas o Ministério da Defesa não passa de um cabresto colocado nas ventas dos ‘gados fardados’, um bando de oficiais de quatro estrelas sem expressão militar, colocados nos comandos das Forças Armadas. O único mérito apresentado por estes senhores é a antiguidade no posto. Na realidade, traduzindo para o português popular, esses senhores depois que assumem seus cargos, medram, e passam a agir como umas putas velhas, bem ao estilo das cafetinas que se vêem gerenciando bordéis de beira de estrada.
Pobres Forças Armadas brasileiras que de repente se transformaram em guardas pretorianas a serviço de um governo corrupto, formado por uma gang de ladrões, ex terroristas e ex guerrilheiros.
Só no fato do ministro Celso Amorim afiançar que o ‘assessor especial’ (espia implantado no órgão), José Genoino, permaneceria na pasta, dava para perceber que este cidadão não é diferente do estelionatário que saiu pela porta dos fundos, o energúmeno que se fantasiava de militar, Nelson Jobim.
O Exército, a Aeronáutica e a Marinha estão carentes de lideranças militares, pois o mostruário posto na vitrine tem deixado a desejar. São uns homens fracos, subservientes, bajuladores, desprovidos do mínimo aceitável para o desempenho de tão relevantes funções. Agem como paus mandados. Omissos, incapazes de externar uma opinião própria, só cumprindo ordens, como uns autônomos. O caráter, a honra e o decoro militar costumam passar ao largo. Razão: Não se envolverem com problemas. Deixam que um ministro sem formação militar, resolva situações que por direito e dever caberiam a eles orientar.
Uns incompetentes deste tipo, antes não tê-los comandando as Forças.
Uma característica bem visível é o medo, - covardia, - a que chamam de ‘disciplina’.
Passam a nítida ideia que sofrem da Síndrome de Estocolmo. Aquele comportamento inerente à mulher de malandro, que só tem orgasmo apanhando! E como apanham estes comandantes militares! O ex presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva vivia os esculhambando, daí porque passavam a falsa impressão de que eram viris, - gozavam aos turbilhões,- mas não iam além de três tentativas e uma desistência, engolindo o sapo barbudo sem esboçar nenhuma reação!
José Geraldo Pimentel
http://www.jgpimentel.com.br
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
sábado, 27 de agosto de 2011
Ministerio da Defesa: comemoracoes nao comemoradas...
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militares brasileiros,
terrorismo
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4 comentários:
Paulo,
o José Geraldo Pimentel pesou a pena em demasia sobre os comandantes das Forças Armadas. Questiona o mérito desses oficiais-generais sem se dar ao trabalho de sustentar o que diz. Em que situações eles se mostraram fracos, subservientes, bajuladores, dentre outras coisas? E como estender isso às lideranças militares em geral?
No mais, acho melhor deixar os militares quietos. Passamos anos até que eles estivessem disciplinados e restritos a seus quartéis. Isso não é índice de medo, mas de algum avanço do Estado democrático de direito no Brasil.
Abraços!
A tarefa do atual Ministro da Defesa é desmoralizar e enfraquecer as Forças Armadas. Acabar com qualquer resquício de independência e decência que sobraram entre os militares. A começar pela nomeação do Amorim, que em outros tempos seria considerado como uma ofença aos militares.
O tom do comentário me faz lembrar que, de fato, há pessoas que têm saudades da ditadura.
Ora, não é dever das forças armadas, em teoria, servir à sociedade civil por meio de seus representantes democraticamente eleitos?
O comentarista parece questionar isso.
Todos os focos de resistência ao bolivarianismo petralha serão eliminados. Como disse o Chávez: "Tudo a seu tempo".
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