Se não fosse pelo 'grupo... realizaram", a notícia estaria melhor...
Servidores do Itamaraty protestam contra casos de assédio moral no órgão
Terra, 21/02/2013
Um grupo de servidores do Ministério das Relações Exteriores realizaram um protesto na tarde desta quinta-feira em frente à sede da pasta, em Brasília, pedindo o fim da impunidade de supostos casos de assédio moral dentro do órgão. De acordo com o Sinditamaraty, sindicato que representa a categoria, o estopim para o ato foram as denúncias recentes registradas contra o cônsul do Brasil em Sydney, na Austrália, em que pelo menos dois funcionários alegam terem sofrido agressões morais.
Com palavras de ordem e cartazes de "pizzas" simbolizando a impunidade dos agressores, os manifestantes exigem o afastamento dos servidores envolvidos em agressões. "Trata-se de contradição e desrespeito às políticas de direitos plenos quando é permitido e tolerado assédio nos órgãos públicos, como vem acontecendo reiteradamente no Ministério das Relações Exteriores", diz o manifesto divulgado pelo Sinditamaraty.
"Os vários relatos verbais e escritos de servidores e auxiliares locais evidenciam atos de assédio no Itamaraty como prática corriqueira e recorrente. É vergonhoso ver servidores públicos concursados perpetrarem atos de perseguição sistemática contra outros colegas", denuncia o sindicato.
Segundo a categoria, o procedimento administrativo a que são submetidos os agressores "é inadequado", "porque não é isento nem independente e não gera historicamente punição a ninguém". "O tratamento administrativo do tema não é o bastante para lidar com uma situação como esta. O assediador deve ser responsabilizado administrativa, cível e criminalmente pelos atos que pratica", propõe o manifesto.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
O assedio da casta dos bramanes - sintomatico
Labels:
assedio moral,
Itamaraty
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Postagem em destaque
Quando comecei a seguir metodicamente as eleições presidenciais? Em 2006, mas já o fazia antes... - Paulo Roberto de Almeida
Por acaso, apareceu das "catacumbas" um texto escrito em 2006 sobre as campanhas eleitorais no Brasil e as eleições presidenciais...
-
Carreira Diplomática: respondendo a um questionário Paulo Roberto de Almeida ( www.pralmeida.org ) Respostas a questões colocadas por gradua...
-
Minha entrevista desta sexta-feira 25/02/2022, sobre a dramática situação da Ucrânia no canal +BrasilNews. 1437. “ Entrevista sobre a Ucrân...
-
Uma preparação de longo curso e uma vida nômade Paulo Roberto de Almeida A carreira diplomática tem atraído número crescente de jovens, em ...
-
FAQ do Candidato a Diplomata por Renato Domith Godinho TEMAS: Concurso do Instituto Rio Branco, Itamaraty, Carreira Diplomática, MRE, Diplom...
-
Israel Products in India: Check the Complete list of Israeli Brands! Several Israeli companies have established themselves in the Indian m...
-
Testei as 7 ferramentas de IA GRATUITAS do Google (que superam todas as alternativas pagas) https://www.youtube.com/watch?v=om4SYmD6RnM
-
Bibliografia para o concurso do Rio Branco Resumo de uma lista de leituras por: Paulo Roberto de Almeida (Brasília, fevereiro de 2010) ...
-
Stephen Kotkin is a legendary historian, currently at Hoover, previously at Princeton. Best known for his Stalin biographies, his other wor...
-
Por puro acaso, recebendo hoje mais um "enésimo" comentário a este post meu: QUINTA-FEIRA, 21 DE MAIO DE 2009 1112) Carr...
-
Para quem acha que Marx foi o genial inventor da teoria da mais-valia, valeria a pena ler os trabalhos do economista britanico Thomas Hodgsk...
Um comentário:
"(...)Talvez, por efeito dessa conversa, voltou-me agora mesmo(...)a ideia apaixonante de uma espécie de paralelismo entre a experiência de (alguém) na prisão e um diplomata no estrangeiro.(...)É uma ideia que tem me ocorrido diversas vezes sob ângulos vários; e creio que me ocorreu pela primeira vez, quando preparava a biografia de Rio Branco, portanto, ante o espetáculo de um homem vivendo por mais de trinta anos no estrangeiro e deparando-se um dia com a destinação de ter que retornar ao seu País para desempenhar um papel histórico em plenitude de personalidade, sabedoria e grandeza. Mas com outros diplomatas, ao contrário, quantos deles que só fazem murchar em estolidez ou se debilitarem em viciações - e isto por efeito da incapacidade de ânimo para a existência no estrangeiro! Com efeito, em grande parte, e quanto às consequências , a vida no estrangeiro constitui para os homens uma prova psicológica semelhante àquela que se tem com a experiência das prisões ou com o ostracismo político. Aos fortes, enrija e eleva, aos fracos, rebaixa e degrada. A vida no estrangeiro, aos fortes, enrijece em ânimo, enriquece em perspectiva, engrandece em personalidade, tornando-os mais interessados e compreensivos no ver de perto ou por dentro os problemas de seu País, mais conscientes e lúcidos em integrar-se na sua comunidade nacional. E, assim, nem porque-ufanistas, nem pessimistas de espírito descarnado na impotência do esnobismo e do bovarismo. Aos fracos, a vida no estrangeiro corrompe a natureza humana, degrada a sensibilidade nativa, amesquinha a visão pessoal como um círculo de peru, transformando-os em melancólicos 'déracinés', forrados em estufas de egoísmo pessoal e frivolidade social. E, deste modo, destroçados em sua vida interior por efeito daquele desespero dos frustados que se disfarça em ceticismo e diletantismo.(...)"
*Álvaro Lins;in:"MISSÃO EM PORTUGAL", EDITORA CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA S.A., RIO DE JANEIRO, 1960; pp.190-191.
Vale!
Postar um comentário