Pois é, o MEC se equipara aos que menos sabem, como se sabe, puxando sempre para baixo os requisitos de qualidade. Combina com quem comanda, que teve de encomendar um doutorado que não existia.
Agora querem implementar o padrão medíocre para todos os brasileiros...
Combina...
Paulo Roberto de Almeida
Lei tira exigência de pós-graduação para novos professores de federais
Fabio Takahashi
Folha de S.Paulo, 18/04/2013
Uma lei de iniciativa do governo federal que entrou em vigor no mês passado determinou que as universidades federais não podem mais exigir nos concursos para professor os títulos de mestre ou doutor dos candidatos. Na prática, quem só tiver diploma de graduação pode agora disputar todas as vagas abertas nas universidades. Até então, esses candidatos eram aceitos como exceção.
Após ser procurado pela Folha, o governo afirmou ontem que pretende alterar novamente a regra, para que as instituições possam voltar a exigir diploma de pós-graduação, como condição primordial para a inscrição. O governo ainda não sabe, porém, se mandará um projeto de lei ao Congresso ou se editará medida provisória. Dirigentes de universidades disseram à Folha que o Executivo não tinha a intenção de proibir a exigência de mestrado ou doutorado. Houve um erro no projeto, segundo eles, só percebido quando as universidades consultaram suas áreas jurídicas para abrir os concursos.
A mudança, porém, já trouxe resultados práticos. A Federal de Santa Catarina, por exemplo, está selecionando 200 professores com diploma de graduação (inicialmente, exigia doutorado). Na Federal de Pernambuco, os departamentos de física e de química decidiram suspender os processos por discordar da nova regra.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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Um comentário:
Conheço muitos autodidatas que possuem muito mais didática ao ministrar suas aulas do que muitos que vociferam seus títulos. Não que o critério meritocrático deva ser excluído da análise curricular de um docente. Não é isso.
Em 1997, tive um professor que só tinha a pós-graduação e era um show em didática dominando como ninguém as "Lições preliminares de Direito, de Miguel Reale. Jamais esqueci a teoria dos círculos secantes. Mas, também, tive um professor que tinha sido reitor da universidade na década de 70 e que tinha doutorado em Constitucional e parecia uma "múmia" dando aula.
Não adianta ter títulos se o profissinal que decide dar aula não tem compromisso com o aprendizado. Se o profissional só coleciona títulos por pura e mera vaidade, ele jamais será um docente de excelência. O ensino no Brasil precisa de profissionais compromissados com a qualidade e isto não está necessariamente esculpido em um título. Salve, salve a "lixeira". Vale a reflexão. OCG
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